Sem mais o que fazer, Maria do Rosário inventou a Comissão da Verdade. É só uma coisa assim tipo boi de piranha. Corta fundo e joga no rio pra ver o que vai dar.
Na realidade, o cheiro de enrosco está no ar. O pepino é tão indigesto que a primeira-mulher-presidenta Dilma não se animou ainda a escolher os membros virís do duro organismo. Ainda que alguns zés diurceus já tenham se oferecido para a hora da revanche.
Mesmo que nunca antes na história desse país tenha havido uma oposição tão água-morna, tão pirão-sem-sal, a banda larga que está no poder já há uma década, não quer correr qualquer risco de voltar às portas de fábricas para pedir emprego. O pessoal teria que mostrar um mínimo de aptidão para ser admitido.
Então, uma comissãozinha que mexa com os brios dos militares - mesmo que já estejam de pijama - provoca uma pronta reação e, como vem acontecendo com qualquer greve, qualquer balbúrdia em complexos de favela, ou morros que ainda não desabaram, o governo chama o Exército e a Força Nacional.
Prende, arrebenta e se mantém impávido e colosso no palácio que ocupa com tamanho deslumbre e tão indescritível prazer que o pesadelo virou sonho.
Já é hora do Chico Buarque mudar a letra do "Acorda, amor!". Ao invés de "chama o ladrão, chama o ladrão!" canta aí "chama o quartel, chama o quartel"!
24 de fevereiro de 2012
sanatório da notícia
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