"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

DIVINA PICARETAGEM. REVISTA AMERICANA FORBES REVELA FORTUNA DOS PASTORES BRASILEIROS

Maior reserva seria do pastor Edir Macedo, que acumula US$ 950 milhões
O GLOBO, com informações do EXTRA
A revista americana “Forbes” fez um levantamento com base em dados do Ministério Público e da Polícia Federal, além de jornais e revistas brasileiras, para chegar a uma estimativa de renda dos pastores evangélicos do país. A maior fortuna seria do pastor Edir Macedo, que acumula US$ 950 milhões.
 
A reportagem destaca também o crescimento do número de evangélicos. Atualmente, dos 191 milhões de brasileiros 123,2 milhões se definem como católicos, que agora são 64,6% da população. Em 1970, os católicos eram 92% da população.

Já o número de evangélicos subiu de 15,4% da população do Brasil, em 2000, para 22,2%, ou 42,3 milhões de pessoas. Segundo a reportagem, é provável que a tendência de queda para o catolicismo continue e estima-se que até 2030 os católicos representarão menos de 50% dos fiéis brasileiros.

Confira o ranking da fortuna dos pastores

1 - Edir Macedo - Fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, que também tem templos no Estados Unidos. A fortuna chegaria a US$ 950 milhões.

2 -Valdemiro Santiago - Ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus. Teria acumulado US$ 220 milhões.

3- Silas Malafaia - Líder do braço brasileiro da Assembleia de Deus, maior igreja pentecostal do Brasil. Em 2011, a fortuna estimada era de US$ 150 milhões dólares.

4 - RR Soares - Compositor, cantor e apresentador Romildo Ribeiro Soares é o fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus. O valor estimado seria de US$ 125 milhões dólares .

5 - Estevam Hernandes Filho e sua esposa, Bispa Sonia - Fundadores da Igreja Renascer em Cristo. A fortuna estimada é de US$ 65 milhões.

NOTA AO PÉ DO TEXTO

ALELUIA, SENHOR!
m.americo

18 de janeiro de 2012

JUSTIÇA DE JERSEY DETERMINA QUE MALUF DEVOLVA R$ 57,8 MILHÕES A SP

 

Valor refere-se a condenação por desvios nos cofres públicos da capital paulista entre 1997 e 1998

Paulo Maluf, em São Paulo
Foto: Marcos Alves / Agência O Globo
Paulo Maluf, em São PauloMarcos Alves / Agência O Globo

SÃO PAULO - Em sentença, divulgada nesta sexta-feira, a Corte de Jersey, paraíso fiscal britânico, definiu ontem o montante total que terá de ser devolvido pelo deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) à Prefeitura de São Paulo por desvios nos cofres públicos da capital paulista entre 1997 e 1998.
A decisão estipula a devolução de um montante de US$ 28.344.453,84, o que equivale a R$ 57.822.685,83, levando em conta a atual cotação do dólar comercial.
Em novembro, quando foi divulgada a condenação do ex-prefeito de São Paulo, a Corte de Jersey divulgou apenas o valor dos recursos desviados: US$ 10,5 milhões, o equivalente a R$ 21,7 milhões.


O novo valor foi corrigido levando-se em conta o intervalo entre o desvio do dinheiro, fevereiro de 1998, e a data da condenação, novembro de 2012. Sobre a quantia desviada, foi aplicada uma taxa de juros mensal de 1% sobre a taxa básica de juros dos Estados Unidos.

Além desse valor, o deputado federal terá de arcar com os custos da prefeitura de São Paulo com o processo, total que ainda não foi oficialmente calculado. O promotor do Patrimônio Público e Social de São Paulo, Silvio Antônio Marques, responsável pela produção das provas usadas na ação civil pública de improbidade administrativa, estipula que os custos podem chegar a até R$ 9 milhões.

Na sentença, a qual cabe recurso, os magistrados aceitaram a argumentação dos advogados da prefeitura de que as empresas offshores Kildare Finance e Durant International, ligadas a Paulo Maluf e a seu filho, Flávio Maluf, foram usadas como instrumento de lavagem de dinheiro. A rota do desvio de recursos envolvia empresas brasileiras responsáveis pela construção de obras contratadas pela prefeitura paulista, contas em Nova York e pagamento final no Deutsche Bank de Jersey.

O juiz Howard Page escreveu, na decisão, que, embora os recursos tenham sido desviados na época em que Celso Pitta era prefeito, a fraude foi originada na gestão de Paulo Maluf, prefeito entre 1993 e 1996. Os desvios teriam ocorrido na construção da Avenida Água Espraiada, atual Jornalista Roberto Marinho, uma de suas principais obras. A assessoria de imprensa de Paulo Maluf declarou que o deputado federal não é réu e nem parte do processo na Corte de Jersey.

18 de janeiro de 2013
Gustavo Uribe
O Globo


 

O QUE ESTÁ POR TRÁS DA MANEIRA COMO AS ORGANIZAÇÕES GLOBO COBREM O CASO CHÁVEZ

 

Noto, nas redes sociais, revolta contra a maneira como a Globo vem cobrindo o caso Chávez. Estaria havendo um golpe na Venezuela, segundo a Globo.


Entrevista coletiva

Não existe razão para surpresa. Inimaginável seria a Globo apoiar qualquer tipo de causa popular. Acaba de sair uma pesquisa segundo a qual quase 70% dos venezuelanos aprovam a postergação do juramento de Chávez, e mais de 60% estão satisfeitos com o grau de informação oficial sobre seu estado clínico.

Mas esse tipo de coisa você não saberá em nenhum veículo da Globo, e muito menos em seus colunistas. Chávez e Globo têm um história de beligerância explícita. Ambos defendem interesses antagônicos com paixão, com ênfase, com clareza.

Se estivéssemos na França de 1789, a Globo defenderia a Bastilha e Chávez seria um jacobino. Em vez de recitar Bolívar, ele repetiria Rousseau.

Chávez cometeu um crime mortal para a Globo: não renovou a concessão de uma emissora que tramara sua queda. Veja: um grupo empresarial usara algo que ganhara do Estado — a concessão para um canal de tevê — para tentar derrubar o presidente que o povo elegera. Chávez fez o que tinha que fazer. E o que ele fez é o maior pesadelo das Organizações Globo: a ruptura da concessão.

CENA CLÁSSICA

Há uma cena clássica que registra a hostilidade entre Chávez e a Globo. Foi, felizmente, registrada pelas câmaras. É um documento histórico.

Chávez está dando uma coletiva, e um repórter ganha a palavra para uma pergunta. É um brasileiro, e trabalha na Globo. Fala num espanhol decente, e depois de se apresentar interroga Chávez sobre supostas agressões à liberdade de expressão. Toca, especificamente, numa multa aplicada a um jornalista pela justiça venezuelana.

Chávez ouve pacientemente. No meio da longa questão, ele indaga se o jornalista já concluiu a pergunta. E depois diz: “Sei que você veio aqui com uma missão e, se não a cumprir, vai ser demitido. Não adianta eu sugerir a você que visite determinados lugares ou fale com certas pessoas, porque você vai ter que fazer o que esperam que você faça.”

Quem conhece os bastidores do jornalismo sabe que quando um repórter da Globo, vai para a Venezuela a pauta já está pronta. É só preencher os brancos. Não existe uma genuína investigação. A condenação da reportagem já está estabelecida antes que a pauta seja passada ao repórter.

Lamento se isso desilude os ingênuos que acreditam em objetividade jornalística brasileira, mas a vida é o que é. Na BBC, o repórter poderia de fato narrar o que viu. Na Globo, vai confirmar o que o seu chefe lhe disse. É uma viagem, a rigor, inútil: serve apenas para chancelar, aspas, a paulada que será dada.

“Como cidadão latino-americano, você é bem-vindo”, diz Chávez ao repórter da Globo. “Como representante da Globo, não.”

COISAS ÓBVIAS

Chávez lembrou coisas óbvias: o quanto a Globo esteve envolvida em coisas nocivas ao povo brasileiro, como a derrubada de João Goulart e a instalação de uma ditadura militar em 1964.

Essa ditadura, patrocinada pela Globo, tornou o Brasil um dos campeões mundiais em iniquidade social. Conquistas trabalhistas foram pilhadas, como a estabilidade no emprego, e os trabalhadores ficaram impedidos de reagir porque foi proibida pelos ditadores sua única arma – a greve.

Não vou falar na destruição do ensino público de qualidade pela ditadura, uma obra que ceifou uma das mais eficientes escadas de mobilidade social. Também não vou falar nas torturas e assassinatos dos que se insurgiram contra o golpe.

Chávez, na coletiva, acusou a Globo de servir aos interesses americanos. Aí tenho para mim que ele errou parcialmente. A Globo, ao longo de sua história, colocou sempre à frente não os interesses americanos – mas os seus próprios, confundidos, na retórica, com o interesse público, aspas. Tem sido bem sucedida nisso.
 
O Brasil tem milhões de favelados, milhões de pessoas atiradas na pobreza porque lhes foi negado ensino digno, milhões de crianças nascidas e crescidas sem coisas como água encanada.
 
Mas a família Marinho, antes com Roberto Marinho e agora com seus três filhos, está no topo da lista de bilionários do Brasil. Roberto Marinho se dizia “condenado ao sucesso”. O que ele não disse é que para que isso ocorresse uma quantidade vergonhosa de brasileiros seria condenada à miséria.

18 de janeiro de 2013
Paulo Nogueira (Diário do Centro do Mundo

LIVRE PENSAR É SÓ PENSAR (MILLÔR FERNANDES)

 



18 de janeiro de 2013

WASHINGTON: AMBIÇÕES DE HEGEMONIA E ECONOMIA CAPENGA?

 

Em novembro, a maior parte de novos empregos veio das vendas de atacado e varejo. Negócios que giram em torno no Natal criaram 65.700 empregos, ou 45% dos 146 mil empregos criados em novembro.
As vendas do Natal foram total fracasso, o que implica dizer que em janeiro os mesmos empregos serão ‘descriados’, o que só se saberá em fevereiro, quando aparecerem os números de janeiro.



O presidente da rede Family Dollar Stores, Howard Levine, contou a analistas que os clientes tradicionais de suas lojas não tiveram dinheiro para comprar brinquedos para os filhos nesse Natal, porque todo o orçamento ficou comprometido com comprar comida e outras necessidades básicas.

Levine disse que seus clientes “visivelmente estão sem meios para comprar o que sempre compraram”.

Quanto aos novos empregos de dezembro, voltamos a antigos padrões: assistência à saúde, assistência social e atendentes de bares. Essas três categorias responderam por 93 mil dos novos empregos de dezembro, 60% de 155 mil empregos.

Obviamente a economia não está andando para parte alguma, senão direto para o fundo do poço. Seria preciso criar aproximadamente 150 mil empregos por mês, só para acompanhar o crescimento populacional (empregar os jovens adultos que chegam ao mercado de trabalho). Poucos empregos dos que são ‘criados’ pagam bem, e a constante, forte demanda por enfermeiros, garçons e garçonetes de bares e restaurantes é inacreditável: se os norte-americanos não têm dinheiro para comprar brinquedos para as crianças no Natal, de onde tirariam dinheiro para comer fora e beber em bares?

É que a imprensa-empresa faz o diabo para inventar alguma ‘recuperação’, noticiando o aumento das vendas de ar engarrafado. Mas os gráficos elaborados por John Williams, de Shadow Government Statistics (http://www.shadowstats.com/) mostram a realidade.

DESEMPREGO REAL

Não esqueçam que 7,8% como taxa de desemprego que a imprensa – empresa exibe nas manchetes não inclui os trabalhadores que desistiram de procurar emprego. A taxa oficial, U.6, inclui os que já desistiram de procurar emprego há mais de um ano. Essa taxa de desemprego é de 14,4%, quase três vezes a taxa U.3, que a imprensa-empresa prefere divulgar.

Em 1994, o governo dos EUA declarou inexistentes os norte-americanos desempregados que desistiram de encontrar emprego há mais de um ano. John Williams calcula, por estimativa, o número desses trabalhadores deixados à deriva. Se se soma esse número ao valor de U.6, a taxa de desemprego nos EUA alcança 23%: três vezes maior que os números divulgados.

O número de desempregados é tão alto, porque milhões de empregos norte-americanos foram exportados, entregues a trabalhadores chineses, indianos e outros, e porque os empregos que restaram nos EUA estão concentrados em poucas mãos de poucos empresários os quais, todos eles, violam as leis antitrustes. (Quem quiser conhecer o mapa da concentração das empresas de mídia, veja em http://frugaldad.com/2011/11/22/media-consolidation-infographic/).

MÍDIA-EMPRESA

Temos de ter muito cuidado com a mídia ‘econômica’ e ‘economistas’ profissionais que digam que haveria alguma recuperação em curso nos EUA, quando a taxa de desemprego é tão alta, e a renda média, tão baixa.

É verdadeiro mistério: como algum político de algum partido, qualquer partido, poderia algum dia ter acreditado que um país cuja economia sempre viveu movida pelo gasto dos consumidores poderia estar em crescimento, se os empregos que produzem o dinheiro para o consumo que faz girar a economia foram entregues a empresários estrangeiros em terras distantes.

Fato é que os americanos receberam, como se fosse noticiário econômico, um pacote de mentiras, construídas para convencer os eleitores a aceitar uma economia que só produz dinheiro para Wall Street, acionistas e diretores de grandes corporações, à custa de todos os demais habitantes dos EUA.

Os empregos exportados rendem gordos lucros ao 1%. E famílias que tradicionalmente faziam compras nas lojas Family Dollar não tiveram dinheiro nem para comprar presentes de Natal para os filhos.

(artigo enviado por Sergio Caldieri)

18 de janeiro de 2013
Paul Craig Roberts

VENCEDORES DO TROFÉU ALGEMAS DE OURO SERÃO ANUNCIADOS DOMINGO

 

Os nomes dos vencedores do Troféu Algemas de Ouro 2012 serão anunciados neste domingo, dia 20, durante o Grito de Carnaval do Pega Ladrão. Até lá, a coordenação do Movimento 31 de Julho, que promoveu a enquete no Facebook, estará fazendo a apuração para impugnar os milhares de votos falsos de softwares robôs usados para fraudar a votação dos maiores corruptos de 2012.


Sarney venceu em 2011

Segundo os organizadores da enquete, todos os dez candidatos ao troféu merecem as algemas, mas o resultado da votação tem de espelhar a verdade das urnas.
Os votos estão sendo verificados com a ajuda dos eleitores, que fizeram centenas de comentários na página da enquete indicando eleitores repetidos, perfis com nomes diferentes e fotos iguais e sequências de votos vindos do exterior de perfis criados há poucos dias e com quantidade irrisória de amigos e interações.
Além disso, os votos visíveis foram fotografados e analisados pela coordenação. Caso o Facebook não disponibilize todos os votos, a coordenação usará o critério de amostragem e fixará a margem de erro.

MAIS VOTADOS

Até o encerramento da votação, na terça-feira, dia 15, foram registrados mais de 23 mil votos, dos quais muitos são suspeitos. A coordenação comunicou a manipulação ao Facebook na semana passada e divulgou o caso na Internet e através da imprensa. Mas isso não inibiu a ação dos robôs fraudadores.

Os candidatos mais votados foram o ex-senador Demóstenes Torres, o ex-presidente Lula, o deputado Eduardo Azeredo, o ex-governador Paulo Maluf e o governador Sérgio Cabral. Mas essa ordem poderá ser alterada depois das impugnações. Os demais candidatos são a ex-ministra Erenice Guerra, o ministro Fernando Pimentel, o empresário Fernando Cavendish, o senador Jader Barbalho e o ex-governador José Roberto Arruda.

A primeira edição do Troféu Algemas de Ouro (2011) foi vencida pelo senador José Sarney com 60% dos 7 mil votos. As Algemas de Prata ficaram com o ex-ministro José Dirceu. E as Algemas de Bronze ficaram com a deputada federal Jaqueline Roriz.

A entrega das algemas aos mais corruptos de 2012 será durante o Grito de Carnaval do Pega Ladrão, neste domingo, dia 20, às 15 horas, no Leblon (esquina de Ataulfo de Paiva e Carlos Goes, em frente ao Cinema Leblon). O resultado final da votação será anunciado somente na hora da premiação. O vencedor das algemas de ouro também receberá um checão no valor roubado dos cofres públicos.

CANDIDATOS E OBRAS

Demóstenes Torres (ex-DEM/GO) – ex-senador, da Quadrilha Delta-Cachoeira.
Eduardo Azeredo (PSDB/MG) – deputado federal, envolvido no mensalão do PSDB de MG.
Erenice Guerra (PT) – ex-ministra da Casa Civil, afastada por tráfico de influência.
Fernando Pimentel (PT) – ministro do Desenvolvimento, acusado de consultorias fantasmas.
Fernando Cavendish (Delta) – ex-presidente da Delta, empresário líder no mercado da corrupção.
Jader Barbalho (PMDB/PA) – senador, escapou da Lei da Ficha Limpa; envolvido no escândalo da Sudam.
José Roberto Arruda (ex-DEM/DF) – ex-governador do DF, cassado por corrupção explícita.
Lula (PT) – ex-presidente, que não sabe do Mensalão nem do Rosegate, pelo conjunto da obra.
Paulo Maluf (PP/SP) – deputado federal, fugitivo da Interpol, pelo conjunto da obra.
Sérgio Cabral (PMDB/RJ) – governador do RJ, da Gang do Guardanapo, amigo da Delta.

18 de janeiro de 2013
tribuna da internet
 

TANTO NA CÂMARA COMO NO SENADO, OS NOMES INDICADOS PELO PMDB RECEBEM CRÍTICAS

 

Mara Gabrilli, deputada do PSDB de São Paulo, declarou que não seguirá a orientação da liderança do partido na Câmara se o candidato à Presidência da Casa for Henrique Eduardo Alves.



A deputado foi taxativa:

“Defendo o critério da proporcionalidade, mas meu voto não é de Henrique Eduardo. Se o PMDB indicar outro nome, voto no partido”, declarou a parlamentar. “Embora o Henrique Eduardo tenha que se explicar, ele perdeu o meu voto ao afirmar que a Câmara está acima do Supremo Tribunal Federal e que a questão sobre o mandato dos deputados envolvidos no mensalão deve ser decidida em votação secreta”, disse Mara Gabrilli.

No início de janeiro, Henrique Eduardo afirmou que, se for eleito presidente da Câmara, não cumprirá a decisão do STF que determinou a cassação dos mandatos dos deputados condenados no julgamento do Mensalão.

PROPORCIONALIDADE

O PSDB defende o critério da proporcionalidade, pelo qual a bancada mais numerosa indica o presidente da Câmara, seguindo um acordo feito com o PT, de revezamento com o PMDB, que indicará Henrique Eduardo para o lugar do atual presidente, o petista Marco Maia, do Rio Grande do Sul. Os tucanos ficarão com a 1ª secretaria, para a qual será indicado Márcio Bittar, do PSDB do Acre.

Também no Senado, as candidaturas do peemedebista Renan Calheiro e do representante do PSOL do Amapá, Randolfe Rodrigues, vêm sendo questionadas.

O senador Álvaro Dias, representante do Paraná e líder do PSDB, afirmou que a candidatura de Randolfe Rodrigues é “isolada” e não deverá receber o apoio dos tucanos.

ALTERNATIVAS

O PSDB trabalha com duas alternativas para a sucessão de José Sarney, marcada para 1º de fevereiro. A primeira é o lançamento de um nome de dentro do próprio PMDB para se contrapor a Renan Calheiros, tais como o gaúcho Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos, de Pernambuco, ou Ricardo Ferraço, do Espírito Santo.
Assim seria mantida a tradição do Senado de eleger presidente um representante da bancada majoritária. Outra opção é dar apoio ao senador Pedro Taques, do PDT de Mato Grosso, na disputa pela presidência da Casa.

Para Álvaro Dias, a alternativa de encontrar um nome para fazer frente a Calheiros “não se esgotou” e por essa razão o lançamento da candidatura de Randolfe Rodrigues é “um pouco precipitada” e foge ao acordo estabelecido entre os senadores ditos independentes – um grupo de parlamentares da base e da oposição que se reúnem desde 2012, com uma plataforma de moralização do Senado.

Alvaro Dias enfatizou que não apoiará o nome de Renan. “A unidade em torno dessa tese eu posso assegurar que não tem. Pelo menos em meu nome eu posso falar”.
O senador informou, também, que solicitou à assessoria técnica do partido a elaboraração de uma pauta para a eleição da Mesa Diretora que deverá ser entregue aos candidatos.
Deste documento constam a apreciação dos vetos presidenciais, a reforma administrativa e o aumento da independência do Congresso em relação às medidas provisórias editadas pelo Executivo.
18 de janeiro de 2013
José Carlos Werneck

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE

 



18 de janeiro de 2013

IMAGEM DO DIA

 
Chinês Gao Yinyu, de 77 anos, realiza exercícios ao ar livre com temperatura de menos 25º C em Jilin, na China
Chinês Gao Yinyu, de 77 anos, realiza exercícios ao ar livre com temperatura de menos 25º C em Jilin, na China - AFP
 
18 de janeiro de 2013

O INJUSTIFICÁVEL APOIO A RENAN CALHEIROS

O injustificável apoio a Renan Calheiros
1 Minuto com Augusto Nunes

A maior bancada do Senado tem o direito de indicar o presidente da Casa do Espanto, mas nenhum partido pode escolher um candidato conhecido pelo prontuário policial, como Renan Calheiros.

18 de janeiro de 2013
 

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE






18 de janeiro de 2013

LULA E SARNEY: BONITO, O AMOR

 

PUBLICADO EM 10 DE DEZEMBRO DE 2010

Em 1987, segundo Lula, José Sarney era “o maior ladrão da Nova República”.
Em 2009, alguns anos depois de descobrir que eram amigos de infância, o presidente promoveu Sarney a Homem Incomum.

Neste fim de 2010, Lula decretou que “é preconceito” qualificar de oligarquia a Famiglia que há 50 anos controla a sesmaria do Maranhão. Os portadores de tal deformação devem procurar um psiquiatra.

Vejam as cenas do vídeo. Todas merecem a frase que o grande Zózimo Barrozo do Amaral usava como legenda nas imagens que cruzavam a fronteira do romântico para afundar na zona do ridículo: “Bonito, o amor”.



“Bonito, o amor”

Estrelando: José Sarney e Lula
Atores coadjuvantes: José Dirceu, Ideli Salvatti, Dilma Rousseff, Aloízio Mercadante, Romero Jucá, Agaciel Maia e Renan Calheiros
Trilha sonora: Chico Buarque


18 de janeiro de 2013
augusto nunes

UM HOMEM INCOMUM

O vídeo prova que no peito de um caso de polícia também bate um coração

De saída do comando da Casa do Espanto, José Sarney vem saboreando desde o começo do ano uma calorosa cerimônia do adeus.
Mostras, exposições, livros, almoços, jantares, sessões solenes ─ não falta quase nada no balaio de homenagens ao pai-da-pátria que micróbios do Hospital de Base de Brasília transformaram em presidente da República e Lula promoveu a Homem Incomum.

Comovidos, os amigos da coluna decidiram animar a quermesse em louvor de Madre Superiora com a republicação, na seção História em Imagens, de um vídeo que prova, com uma sequência de imagens valorizadas pela trilha sonora, que no peito de um caso de polícia também bate um coração. Veja como é bonita a relação afetiva entre comparsas. E não se acanhe se bater a tentação de chamar o camburão.

O QUE PODE SER PIOR QUE UMA DILMA DEPOIS DE LULA? SÓ UM LULA DEPOIS DE DILMA

 


Depois de contar a Fernando Haddad que São Paulo tem enchente e criminosos sem ficha de inscrição no PT, Lula confirmou que vai a Brasília ensinar a Dilma Rousseff o que precisa fazer para que a nação dos iludidos não descubra que o Brasil Maravilha é só uma tapeação registrada em cartório. Os dois encontros entre criador e criatura avisam que o ex-presidente decidiu assumir a tutela do prefeito sem abrir mão da guarda da presidente.

Longe de empregos regulares há 40 anos, o ex-presidente tirou alguns dias de férias para recuperar as energias consumidas na fabricação dos postes que começou a vistoriar ─ e pretende manter sob estreita vigilância.
Sem ânimo para falar sobre o escândalo que protagonizou em parceria com a primeiríssima amiga Rose Noronha, sobra-lhe disposição e tempo para dar conselhos a quem sonha ser Lula quando crescer ou dar ordens aos que de vez em quando fingem não saber direito quem manda e quem obedece.

O poste instalado em São Paulo se enquadra no primeiro grupo. Enquanto decora os nomes dos secretários e se assusta com os prontuários dos indicados por Paulo Maluf, o prefeito se dobra, como constata o editorial do Estadão reproduzido na seção Feira Livre, aos desejos, vontades e caprichos do maior governante desde a chegada das caravelas. Dilma figura na turma dos tentados a andar com as próprias pernas. Logo descobrirá que não vai livrar-se de Lula.

O padrinho já notou que a afilhada aprendeu a errar sozinha. Mas vai fazer o que pode para ajudá-la a aumentar o acervo de trapalhadas.
Se a resistência democrática não obstruir a trilha desmatada pelo cordão dos debochados, o País do Carnaval pode produzir mais uma prova de que, por aqui, o que está muito ruim sempre pode ficar péssimo.
O que pode ser pior do que uma Dilma depois de Lula? Só um Lula depois de Dilma.

18 de janeiro de 2013
augusto nunes

CORTE DE JERSEY ATUALIZA VALOR QUE MALUF, O INOCENTE, TERÁ QUE DEVOLVER À CIDADE DE SP: R$ 57,9 MILHÕES

 
O deputado e patriota inigualável Paulo Maluf (PP-SP) esteve ontem num evento em apoio à candidatura de Henrique Alves (PMDN-RN) à Presidência da Câmara.
Ao comentar as muitas acusações que existem contra o postulante, ele fez o seguinte e especioso raciocínio, que interpreto assim:
“Se eu sou inocente, então Alves também é”. Comentei então: “Faz sentido!” Eu também acho Alves tão inocente quanto Maluf…
 
Então… A Corte de Jersey havia condenado Maluf a devolver R$ 22 milhões aos cofres da Prefeitura de São Paulo — US$ 9 milhões. Mas faltava fazer a devida correção do dinheiro.
 
Agora a Justiça da ilha bateu o martelo: o deputado “inocente” tem de devolver à cidade R$ 57,9 milhões. Também foi condenado a pagar as custas do processo: outros R$ 9 milhões.
 
O dinheiro, segundo a Corte de Jersey, foi desviado durante a construção da avenida Águas Espraiadas.
 
18 de janeiro de 2013
Por Reinaldo Azevedo

A ONG PETISTA "NOSSA SÃO PAULO" E UMA EVIDÊNCIA ESCANDALOSA DE DESONESTIDADE INTELECTUAL. PIOR: TV DÁ VOZ À POLITICAGEM VIGARISTA


Existe uma ONG na capital paulista chamada Rede Nossa São Paulo. Tem o apoio de um sem-número de entidades e empresas, mas está, como a esmagadora maioria de entidades não governamentais, sob o controle do PT. Seu chefão é Oded Grajew, ex-assessor especial de Lula.
 
Os cadernos de cidades e, com frequência, as TVs comem pela mão dessa ONG. Ela cria a pauta e fornece os dados. Repórteres, com frequência, nem mesmo perguntam por quê. Uma das especialidades da turma é produzir números, estatísticas. Confere-se, assim, aparência de seriedade mesmo à mais descarada pilantragem. Qual foi a última dos valentes?
 
A Nossa São Paulo encomendou ao Ibope, “no fim do ano passado” — não se informa em que data — uma pesquisa sobre a segurança pública na capital. Atenção! Em meio a uma crise no setor, que foi magnificada pelo terrorismo político e, sim, jornalístico, a tal ONG financia uma pesquisa… O resultado foi divulgado ontem. Virou reportagem do Jornal da Globo, com direito a entrevista de Grajew, e no Estadão desta sexta.
 
O resultado, é evidente, não poderia ser pior. Lê-se no jornal (em vermelho):

 “Feita com 1.512 pessoas no fim do ano passado, aponta a segurança pública entre as maiores preocupações. O porcentual dos que acham a cidade insegura subiu de 89%, em 2011, para 91%, em 2012. De 1 a 10, a nota média dada ao quesito foi a menor desde o início da medição, em 2009 – caiu de 3,9 em 2011, para 3. O motivo mais citado foi a ‘violência em geral’. Depois, ‘assaltos’ e ‘medo de sair à noite’. Para 60%, tanto a Polícia Militar quanto a Civil não são confiáveis. Entre os órgãos avaliados, só a Câmara Municipal, com 69% de reprovação, e o Tribunal de Contas do Município (64%), tiveram resultado pior. Mesmo parte da PM, o Corpo de Bombeiros é confiável para 88%.”
 
O petista Oded fala ao Estadão. Reproduzo:

“A população tem medo da polícia. Não sabe de que lado o policial está e sente falta da presença do Estado e de qualidade nos equipamentos e serviços públicos”.
 
O petista Oded fala ao Jornal da Globo. Reproduzo:

 “As pessoas têm medo de viver na cidade de São Paulo, elas não confiam no poder público. Então, a polícia que deveria proteger o cidadão, que deveria oferecer segurança, não é confiável para a grande maioria da população”.
 
O petista Oded tinha um objetivo ao fazer a pesquisa num período como aquele: atacar a polícia e a política de segurança pública de São Paulo, estado governado pelo PSDB. Como se pode notar, o texto é o mesmo. Já é parte da campanha eleitoral de 2014.
O fato

São Paulo é a capital com o menor número de homicídios por 100 mil habitantes do país, segundo o Mapa da Violência. Os dados do ano passado ainda foram fechados. Se não continuar na mesma posição, certamente estará ali, disputando a rabeira. A taxa de homicídios na cidade corresponde a quase um terço da do país.
 
Bastam, no entanto, algumas ocorrências que causem comoção — ou uma onda de ações de caráter terrorista, como, de fato, aconteceu no ano passado — para que dispare o alarme do medo. É uma reação humana e compreensível. A questão é saber o que se faz com ela. Os vigaristas logo pensam em extrair dividendos políticos.
 
Ora, depois de uns dois ou três meses de notícias diárias na TV sobre mau atendimento no SUS, faça-se uma pesquisa para saber o que pensa o brasileiro sobre o sistema… Até aquele que foi eventualmente bem atendido vai considerá-lo uma porcaria. O estado de São Paulo e sua capital estão, pode parecer incrível, entre as áreas mais seguras do país, em que se mata quase o triplo. Setores da imprensa e o petismo, operando em conjunto, conseguiram vender a imagem do caos.
 
Prestem atenção!

Na mesma página em que o Estadão publicou os dados da pesquisa, há um outro texto. Reproduzo-o em vermelho, com alguns destaques:

 O prefeito Fernando Haddad (PT) quer usar o “bico oficial” da Polícia Militar, a Operação Delegada, para aumentar a segurança da cidade à noite. “Não temos ostensivamente o policiamento noturno como temos o diurno. Uma das providências que tomaremos é usar o contingente dos policiais contratados para atuar à noite, que é quando a cidade se torna mais violenta”, disse, ao sair do evento da Rede Nossa São Paulo, no centro da capital.
 
Ele promete colocar tanto a Operação Delegada quanto a Guarda Civil Metropolitana (GCM) à disposição do Estado, responsável pela segurança, para auxiliar no combate à violência. “Você não tem o acolhimento da população em equipamentos públicos e isso gera violência”, disse Haddad. “Mas não é só isso. É também a falta de um policiamento mais ostensivo.
 
A vice-prefeita Nádia Campeão (PCdoB) afirma que a administração municipal pretende dar sugestões sobre a segurança pública ao governo do Estado. “Claro que a PM é responsabilidade do governo de São Paulo, mas nada impede que a Prefeitura dê sua opinião, diga como a cidade tem visto a ação da PM, que tipo de ação nós gostaríamos de ter, como a gente poderia colaborar nesse sentido.”
 
De acordo com Nádia, está entre as prioridades da Prefeitura ter uma GCM de perfil mais comunitário. “Vamos reorientar a guarda no sentido de um trabalho mais preventivo do que propriamente uma guarda que seja mais uma ameaça”, disse.
Ela e o prefeito prometeram mais diálogo e transparência na gestão. Haddad afirma que a população tem hoje a percepção de que há “uma negociata por trás de toda obra pública”.
 
Voltei


Vejam que notável coincidência! Quem estava na ONG Nossa São Paulo no dia em que se divulgaram os dados da pesquisa? Haddad! Poucos atentarão para a estupidez embutida em sua fala. Ele se mostra inconformado com o fato de que não se faça à noite o policiamento ostensivo que se faz durante o dia… Santo Deus! No mundo inteiro, há mais policiais nas ruas à luz do sol porque há também… mais gente na rua.


Haddad finge não saber o que quer dizer “policiamento ostensivo”. É aquele em que a força de segurança se mostra presente, se exibe mesmo, para desestimular eventuais ações delinquentes. Como a esmagadora maioria das pessoas costuma dormir à noite (eu não, mas não saio por aí barbarizando…), é evidente que o policiamento diminui.
 
Para fazer policiamento ostensivo à noite, como ele sugere, há uma de duas saídas: ou se aumenta brutalmente o efetivo ou se diminui a presença de policiais nas ruas durante o dia. Caso se opte por esse caminho, os bandidos logo perceberão que se abriram janelas de oportunidades.
Com mais gente na rua e menos policiais, a canalha pode mudar o turno de serviço. Fica evidente o ânimo de Haddad e de sua vice: atacar a polícia e o governo de São Paulo, ainda que a seu modo: aquela coisa aparentemente suave, docinha, típica do Estilo Coxinha.
 
Para encerrar: quanto à suspeita de que, atrás de uma obra pública, há sempre uma negociata, Haddad deve saber do que fala. A cadeia aguarda alguns figurões de seu partido.
 
18 de janeiro de 2013
Por Reinaldo Azevedo

E NO REGABOFES DA JUVENTUDE DO PT...


E a juventude do PT, ou os cérebro lavados da nova esquerdalha festiva e bandida da pocilga, promoveu ontem um "concorrido" regabofes para angariar grana para pagar as multas dos vagabundos vermelhos condenados pelos crimes do mensalão no STF.


Pelo visto o regabofes foi "çuççeçço".
O que rolou na mídia: Os convites iam de R$ 100,00 à R$ 1.000,00 por um prato de lavagem.


 Só que venderam 150 convites e arrecadaram R$ 15.000,00, dos 1.5 milhões que precisavam. Ou seja, apenas 150 idiotas compraram os convites de 100 para ajudar a aliviar o arregaço nas contas dos bandoleiros condenados.
Parece que até no PT os otários estão rareando.
E dos 150 convivas, apenas 70 mostraram as fuças no local, teve gente que comprou mas não foi...


Mas o improvável aconteceu...
No Regabofes pró vagabundos, a figurinha carimbada em fazer presepada e se meter em tudo que é reunião dos Ratos Vermelhos não compareceu, faltou o apoio do EX presidente Defuntus Cagonius, que anda mais desaparecido que dente em boca de assistido pelo bolsa família.

Impressionante o que faz a culpa com o cidadão. o EX presidente que era conhecido por vomitar sandices aos quatro ventos, depois das condenações do mensalão e das maracutaias descobertas pela Operação Porto Seguro, simplesmente não tem mais mania de fazer gracinhas e dizer sandices, está mais calado que monge budista, foge da imprensa feito o diabo da cruz, e nem comparece a eventos de apoio a seus amigos "injustiçados" pelo mensalão, que segundo o EX presidente, nunca existiu.

E agora que os "quinze conto" que os esfumaçados jovens festeiros do socialismo moreno Tupiniquim arrecadaram não vai dar para ajudar na multas dos vagabundos vermelhos, e eles não tendo nada melhor para fazer, já se cogita uma RAVE SOCIALISTA onde um gigantesco pacau será aceso com 15 paus de bosta de cavalo dentro, e o fumacê dos socio-esquerdofrênicos promete ser de arromba!!!
E os condenados pelo STF...
 
18 de janeiro de 2013
omascate

PARAÍSO FISCAL

Ilhas Cayman prometem quebrar o sigilo de investidores


Segundo o jornal FT, território britânico quer acabar com a reputação de principal destino das atividades financeiras consideradas ilegais


Em 2010, 38,5% dos investimentos brasileiros diretos no exterior se destinaram às Ilhas Cayman
Ilhas Cayman quer aumentar a transparência financeira e acabar com sigilo com a divulgação dos dados de investidores (David Rogers/Getty Images)

As Ilhas Cayman já foram nome de um falso dossiê criado no Brasil para denunciar crimes de envio ilegal de dinheiro para um dos mais conhecidos paraísos fiscais do mundo. O documento havia sido fabricado, mas o arquipélogo existe e destaca-se pela cultura da pesca e pelo mistério sobre seus investidores.

Após décadas de absoluto sigilo com o nome de pessoas, empresas e fundos de investimento que mantém contas bancárias na ilha, o país promete romper o silêncio e apresentar informações de seu arquivo secreto, segundo reportagem do Financial Times. O jornal afirmou que a ilha, que está localizada na região do Caribe e faz parte do território britânico, quer acabar com sua reputação de local para atividades financeiras clandestinas e está introduzindo reformas que tornarão públicos os nomes de milhares de empresas e diretores que anteriormente ficavam escondidos.

Em propostas enviadas a fundos de hedge que foram vistas pelo FT, a autoridade monetária local, CIMA, delineou planos para criar uma base de dados pública dos fundos domiciliados na ilha pela primeira vez. A base de dados também vai listar diretores de fundos, dependendo de um processo de consulta que deverá ser concluído em meados de março.

No Brasil, as Ilhas Cayman estão classificadas na Receita Federal como “país com tributação favorecida”, junto a outros 65 países e territórios. Informalmente, a relação é chamada de Black List ou Lista Negra, por relatar os locais considerados paraísos fiscais.


18 de janeiro de 2013
Millenium
(com Estadão Conteúdo)

GUILHERME FIUZA DIZ QUE "LEI MYRIAN RIOS" É PATÉTICA E INÓCUA

 

Fiuza 1
Em uma clara interferência do Estado na vida privada dos cidadãos, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, sancionou o “Programa de resgate de valores morais, sociais, éticos e espirituais” na última quinta-feira, 17 de janeiro.

A deputada Myrian Rios (PSD), autora do polêmico projeto de lei, acredita que cabe ao governo definir o que as pessoas podem e não podem fazer. O Executivo estadual pretende controlar o comportamento das pessoas por meio da classificação arbitrária e maniqueísta de certo e errado, bom e ruim.

O jornalista e escritor Guilherme Fiuza disse que a única consequência da “Lei Myrian Rios” será enriquecer o anedotário da política nacional. “É uma lei retórica, patética e inócua, sem nenhuma chance de ser aplicável seriamente”.

Quem sabe sua redação não pudesse ser modificada, para que ela tratasse especificamente dos valores morais e éticos do poder público.
 
O texto do projeto não deixa claro como a lei será aplicada, limita-se apenas a dizer que ele será posto em prática através de parcerias com prefeituras e sociedade civil.
Segundo o governador, caberá a secretaria estadual de Assistência Social e Direitos humanos “promover o resgate da cidadania, o fortalecimento das relações humanas e a valorização da família”.

Fiuza sugere uma modificação na redação da lei para que ela tratasse especificamente dos valores morais e éticos do poder público em suas relações com a empreiteira Delta, sobre as quais o Rio de Janeiro e o Brasil precisam tanto saber.

Em outra tentativa de controle das liberdades individuais no estado, a 2ª Vara da Família, da Infância, da Juventude e Idoso de Macaé proibiu as livrarias da cidade de expor a trilogia
“Cinquenta tons de cinza”, de E.L. James, em suas prateleiras sem lacres.
Desde a última sexta-feira, 11 de janeiro, foram recolhidos 64 volumes considerados “impróprios”.

18 de janeiro de 2013
Millenium

LULA, O OBSOLESCENTE, AGORA PASSA A ASSOMBRAR DILMA ROUSSEFF


Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, como se sabe, reuniu-se anteontem com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), a vice, Nádia Campeão, e 10 secretários municipais. Deu uma aula sobre como deve funcionar a Prefeitura, a necessidade de parcerias com o governo federal e do estado, as prioridades da gestão etc. Lula não exerce cargo nenhum nem mesmo no PT. Se o Apedeuta fosse rei do Brasil, como Elizabeth é rainha da Inglaterra, não poderia se entregar a essas larguezas. Ocorre que o homem tem vocação para monarca absolutista.

Fernando Haddad, que já é tratado por setores da grande imprensa paulistana, com menos de três semanas de mandato, como o maior prefeito de todos os tempos, abriu-lhe as portas, com o devido tapete vermelho. O prefeito Coxinha fez da Prefeitura um reduto do lulismo.

Se Haddad pratica a sujeição voluntária, com Dilma Rousseff será um pouco diferente. Na segunda, o monarca reúne integrantes do primeiro escalão do governo federal para tratar de política externa. Trata-se de um evento patrocinado pelo instituto que leva seu nome. Participam do encontro o ministro da Defesa, Celso Amorim (um lulista fanático), Marco Aurélio Garcia, assessor especial da presidente, e Luciano Coutinho, presidente do BNDES. Na plateia, estarão intelectuais petistas, ex-ministros, políticos os mais variados e convidados da América Latina.
O Babalorixá de Banânia viaja depois para Cuba, onde está internado Hugo Chávez. Em fevereiro, já anunciou que passa a viajar pelo país, numa espécie de reedição das tais Caravanas da Cidadania.

Afinal, o que quer Lula? A resposta não é simples. Oficialmente, ele e seus sequazes dirão que estão atuando para fortalecer o governo Dilma, cuja reeleição, para todos os efeitos, não duvidem, ele defenderá. Perdem, ademais, o seu tempo os que imaginarem que dá para investir numa eventual dissensão aberta entre a atual mandatária e o ex. Isso não vai acontecer.

A movimentação de Lula, no entanto, evidencia — muito mais do que apenas “sugere” — que ele não está contente com o papel de ex-presidente. Ora, para todos os efeitos, convenham, Dilma o representa. Foi feita candidata por ele, mantém um governo com uma maioria esmagadora de petistas, não cansa de exaltar as virtudes do antecessor etc. O país vive, sim, um momento de baixo crescimento da economia, mas é visível que isso ainda não se transformou em movimentos de opinião. Sem uma oposição para politizar a crítica, Dilma segue sendo uma figura pública popular e faz, a despeito da própria gestão, um governo aprovado pela esmagadora maioria, segundo indicam as pesquisas ao menos.

Assim, escreva-se o óbvio: Dilma não corre risco político nenhum que tenha raiz na oposição ou na população. O governo segue com uma maioria folgada no Congresso, e a governanta tem a simpatia de boa parte da imprensa. Por que Lula precisaria percorrer o país? A liderança da hora, no seu terreno ideológico, chama-se Dilma Rousseff, goste ele ou não. Qual o propósito de um seminário-aula para alguns figurões do governo e do novo périplo pelo país?

Um só: lembrar que ele está no jogo e que é, de fato, o “criador da criatura”. Ainda que Dilma negue, ainda que compareça em pessoa ao seminário, ainda que se deixe fotografar ao lado do Apedeuta, é evidente que um evento com essas características e com esses convidados agride a sua autoridade de presidente e lhe mina a credibilidade junto a setores importantes da sociedade.

Que se diga: ainda que Lula não tivesse a intenção de “pôr Dilma em seu devido lugar”, isso se daria na prática, dada a dimensão que ele tem no partido. O seminário, em si, com aquelas personagens, já é um despropósito, mas ainda se pode condescender: “Ah, se institutos não fizerem coisas assim, farão o quê?”. Mas e a nova “caravana”? Qual é o propósito?

Não há mensagem que Lula possa passar aos brasileiros que não esteja, hoje em dia, a cargo de Dilma, que o sucedeu, ungida por suas próprias mãos. Ao tomar o lugar que cabe à presidente, o ex-mandatário ocupa a posição que avalia lhe caber por direito divino. Caso realmente decida percorrer o país, quando menos, Lula impõe à sua sucessora uma pauta. A fatura máxima dessa iniciativa levaria Dilma a abrir mão da reeleição em nome de um valor mais alto que se alevantasse: Lula!

Não, senhores! Desta vez, ele não que sair pelo Brasil pra confrontar e afrontar “a direita”; desta vez, ele não sairá por aí a demonizar FHC e os “300 picaretas”; desta vez, ele não vai oferecer o seu PT como alternativa “àqueles que mandamnestepaiz desde 1500”.

A única a ter seu prestígio desgastado com este Lula buliçoso é Dilma, por mais que ambos troquem publicamente juras de eterno amor e mútua admiração. Segundo pesquisas de opinião, justa ou injustamente, ela conseguiria se reeleger hoje por suas próprias pernas.
O Apedeuta não suporta a ideia de que se tornou obsolescente. Por isso assombra a sua sucessora.
 
18 de janeiro de 2013
Reinaldo Azevedo - Veja Online

LIBERDADE COMO DISPERSÃO E EQUILÍBRIO DE PODERES

    
          Artigos - Conservadorismo 
Do ponto de vista das origens reais e históricas da democracia liberal, a liberdade não assentou na libertação, nem na coletivização, mas na diversificação e na descentralização do poder na sociedade.

Um conceito peculiar de liberdade, que foi extremamente influente na cultura política da Europa continental, ficou particularmente associado a Jean-Jacques Rousseau. Tal como salientou Isaiah Berlin, este conceito de liberdade entende-a como soberania coletiva, participação coletiva de todos - enquanto iguais - no processo de tomada de decisões de uma dada comunidade política.

A noção é basicamente a seguinte: se todos forem capazes de participar no processo de tomada de decisões em condições iguais, as leis que emanam do processo coletivo não podem ser despóticas. Como diria Rousseau, se me entrego a todos, não me entrego a ninguém, e por isso sou livre.


John Stuart Mill

 
Creio que este foi o núcleo conceitual do novo despotismo - igualitário e democrático, mas seguramente não democrático-liberal - emergente da Revolução Francesa de 1789 e mais tarde consagrado na revolução soviética de 1917. John Stuart Mill destacou-se no século 19 como um dos mais vigorosos críticos deste novo despotismo igualitário. No seu ensaio de 1859 "Sobre a Liberdade", Mill sustentou que o risco principal das sociedades modernas, numa época democrática, é a tirania da maioria sobre as minorias e, acima de tudo, sobre o indivíduo.

Isto conduziu John Stuart Mill ao seu célebre "princípio muito simples": que "a única finalidade pela qual o poder pode ser legitimamente exercido sobre qualquer membro de uma comunidade civilizada, contra a sua vontade, é prevenir o dano contra outros". Podemos descrever esta concepção milliana da liberdade - que Isaiah Berlin denominou "liberdade negativa" - como "libertação do poder". Esta "libertação do poder" é manifestamente muito distinta da concepção de liberdade de Rousseau enquanto "participação no poder".

Alexis De Tocqueville


 
Outro autor do século 19 que ficou associado à crítica do novo despotismo igualitário foi Alexis de Tocqueville. Amigo e correspondente de John Stuart Mill, é frequentemente citado em conjunto com ele como defensor da liberdade negativa, entendida como ausência de coerção intencional por terceiros.

A associação entre Tocqueville e Mill é sem dúvida legítima, mas a concepção de liberdade em Tocqueville é bastante mais complexa que em Stuart Mill - ou, pelo menos, que no Stuart Mill do ensaio "Sobre a Liberdade", uma vez que há outros textos deste pensador (como "On Coleridge" e "On Bentham", por exemplo), que nos dão outra dimensão da sua obra.

Dois exemplos podem bastar para sugerir a diferença entre Tocqueville e o Stuart Mill de "Sobre a Liberdade". O primeiro é que Tocqueville entendia a "arte da associação" espontânea como baluarte crucial da liberdade. O outro é que Tocqueville entendia a religião como o aliado principal da liberdade. Estes dois tópicos muito simples e bem conhecidos bastam para sugerir que Tocqueville considerava a liberdade algo que não pode ser inteira e exclusivamente descrito como uma libertação do indivíduo relativamente ao poder ou à coletividade.

Instituições intermédias


 
Gostaria de sustentar que Tocqueville estava interessado nas condições da liberdade e as percebia fundamentalmente na dispersão de poder, na dispersão pluralista de várias instituições intermédias que protegeriam os indivíduos e os seus modos de vida do abuso por parte do poder centralizado. Robert Nisbet chamou a atenção para estas condições da liberdade:

"As filosofias modernas da liberdade tenderam a realçar ou a libertação individual de qualquer gênero de poder - em geral, através de um recurso aos direitos naturais -, ou a participação individual numa única estrutura de autoridade, como a Vontade Geral, que substitui todas as outras estruturas.
No entanto, do ponto de vista das origens reais e históricas da democracia liberal, a liberdade não assentou na libertação, nem na coletivização, mas na diversificação e na descentralização do poder na sociedade. As condições mais duradouras da liberdade residem na divisão da autoridade e na multiplicação das suas fontes.
"


Igualdade e centralização

 
Tocqueville constatou a tendência natural dos homens da era democrática para a centralização. E compreendeu que esta tendência centralizadora estava apoiada no que se pode designar como a falácia de Rousseau: se a única estrutura de autoridade central estiver sustentada na denominada vontade popular, ou na vontade geral, então o indivíduo acreditará que tudo aquilo que conferir ao poder central estará apenas a conferir a si próprio.

Foi por isso que Tocqueville afirmou que a ciência do despotismo se tornara muito simples na época moderna: está agora fundada num único princípio - a igualdade. Tal como afirmou Rousseau, e como o homem moderno se inclina a acreditar, o poder dos iguais não pode ser despótico.

Pequenos pelotões


 
Mas Tocqueville e Stuart Mill viram claramente que o poder dos iguais pode muito bem ser - na verdade, tende mesmo a ser - despótico. Ambos quiseram proteger a liberdade, embora por vias distintas.

Mill põe a tônica no indivíduo; Tocqueville salienta aquilo que gostaríamos de denominar - utilizando a expressão de Edmund Burke - os "pequenos pelotões". Trata-se de associações espontâneas - como as famílias, as vizinhanças, as igrejas e outras associações voluntárias - que geram instituições intermédias entre, por um lado, o indivíduo isolado e frágil, e por outro o possante Estado central.

Estas instituições intermédias, ou pequenos pelotões, não são criadas centralmente por desígnio, para utilizar uma expressão de Friedrich A. Hayek; simplesmente emergem a partir da interação espontânea dos indivíduos, das suas famílias, de outras instituições descentralizadas - em poucas palavras, a partir da interação dos indivíduos que estão enraizados nos seus modos de vida particulares.

Três individualismos


 
Em certo sentido, podemos dizer que Rousseau, Stuart Mill e Tocqueville, todos eles, são individualistas. Porém, na verdade, os seus individualismos são muito distintos.

Rousseau não aceitava o enraizamento do indivíduo em qualquer particularismo: os seus interesses privados - da sua família, do seu negócio ou da sua igreja - impedi-lo-iam de se tornar um cidadão plenamente comprometido com a vontade geral. Isto esteve na origem da tragédia do jacobinismo e mais tarde do comunismo: a hostilidade contra os compromissos e enraizamentos particulares - para utilizar a expressão de Michael Oakeshott - ou a hostilidade contra o impulso de melhorar a própria condição - para usar a expressão de Adam Smith.

Isto significa que, para Rousseau, o indivíduo deve ser desenraizado de modo a tornar-se parte de um todo único - o soberano coletivo, sem limites ou freios e contrapesos. O individualismo desenraizado, que Rousseau usa como ponto de partida, gera um coletivismo intransigente como ponto de chegada.

É inquestionavelmente verdade que John Stuart Mill percebeu o perigo deste soberano coletivo sem limites. Mas ele queria controlá-lo fundamentalmente com o indivíduo isolado - o indivíduo que se atreve a embarcar no que denominava "experiências na vida".

O grande mérito de Tocqueville foi ter percebido que a liberdade seria demasiado débil se fosse deixada apenas ao cuidado de indivíduos isolados. Tocqueville queria proteger a liberdade dos indivíduos, mas não só daqueles que desejavam realizar "experiências na vida". Queria proteger a liberdade dos indivíduos concretos que estavam enraizados nos seus próprios modos de vida, nas suas famílias e noutras instituições espontâneas. E viu nestas instituições intermédias - tão influentes na América - os baluartes supremos da liberdade.

O mistério inglês


 
No século 20, Michael Oakeshott apresentou um ponto de vista surpreendentemente semelhante ao de Tocqueville acerca da tradição britânica da liberdade, aquilo que temos designado por "mistério inglês":

"Esta é a condição mais geral da nossa liberdade, de tal forma que todas as outras condições podem ser entendidas como estando contidas nela. Surge de início numa difusão da autoridade entre o passado, o presente e o futuro. A nossa sociedade não é dirigida exclusivamente por nenhum destes. Além disso, conosco o poder está disperso por toda a variedade de interesses e de interesses organizados compreendidos na nossa sociedade. Não tememos, nem procuramos suprimir a diversidade de interesses, mas consideramos imperfeita a nossa liberdade sempre que a dispersão de poder entre eles for incompleta, e consideramos que está ameaçada se um interesse ou uma combinação de interesses, mesmo que seja o interesse de uma maioria, obtiver um poder extraordinário. De modo semelhante, o desempenho do governo na nossa sociedade implica uma partilha do poder, não só entre os órgãos oficiais do governo, mas também entre o executivo e a oposição. Em resumo, consideramo-nos livres porque na nossa sociedade não se faculta a ninguém um poder ilimitado - a nenhum dirigente, facção, partido ou ‘classe’, a nenhuma maioria, a nenhum governo, igreja, corporação, negócio, associação profissional ou sindicato."


18 de janeiro de 2013
João Carlos Espada
é diretor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica e presidente da Churchill Society de Portugal.
Publicado no Ionline.