"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sábado, 21 de janeiro de 2012

ENTREVISTA ANTIGA: FORA DA LEITURA NÃO HÁ SALVAÇÃO

É chegada a hora de publicarmos a entrevista tão esperada com o polêmico Janer Cristaldo, ateu convicto e, mais importante, lettré. Só espero que com isso se reafirme o caráter do pluralismo de fato a que este periódico visa. Porém, dessa vez, não faço longo intróito, ainda que repita o adágio: pelas palavras conhecereis o homem. Boa leitura.

Martin - Você deixou o teísmo muito cedo. Poderia nos contar como foi essa experiência? Como você vê o papado de Joseph Ratzinger e o seu conservadorismo? É salutar como apregoam os defensores do catolicismo lato senso ou na verdade é uma coisa sinistra em pleno século XXI?

JC - Em minha adolescência, eu vivia torturado pela idéia de pecado, principalmente no que se referia a sexo. Tampouco conseguia entender os dogmas que me haviam sido enfiados na cabeça, durante a catequese. Aí, lá pelos 15 anos, decidi ler a Bíblia com espírito crítico. Em primeiro lugar, nela não vi praticamente nada das besteiras que os padres pregavam no catecismo. Ou seja, Bíblia é uma coisa. Igreja é outra. Em segundo lugar, concluí que aquele deus cruel, genocida e vingativo não podia existir. Joguei minhas crenças fora e me senti extraordinariamente livre. Viver minha sexualidade sem nenhum sentimento de culpa foi algo muito bom. Jogar ao lixo dogmas estúpidos também. Depois daquela leitura, renasci como ateu. Eu não me tornei ateu lendo obras que defendem o ateísmo. Tornei-me ateu lendo a Bíblia.

O papado de Ratzinger ainda não pode ser julgado, mal começou. Mas começou mal. Essa recente viagem à Turquia foi um desastre. Foi como se a cristandade se entregasse de mãos atadas ao Islã. Bento XVI propôs um diálogo com o Islã. Ora, nenhum diálogo é possível enquanto os muçulmanos não aceitarem alguns pressupostos dos quais o Ocidente não pode abrir mão: democracia, livre manifestação do pensamento, separação entre Estado e Igreja, eleições e direito a voto, imprensa livre, igualdade de direitos entre homem e mulher. Impossível dialogar com brutos.

Martin - Como se deu sua formação intelectual? Como foram os anos na França e como você encara Maio de 68: ilusão ou revolução?

JC - Eu me formei em Filosofia e Direito. Mas antes mesmo de entrar na universidade já lia muito sobre Filosofia. Li muita literatura também. A França, a bem da verdade, não contribuiu muito para minha formação. Eu já estava formado. Pedi uma bolsa para estudar literatura apenas porque queria viver em Paris, nada mais do que isso. Como a condição para viver lá era cumprir um projeto de doutorado, acabei me doutorando em Letras. Mas o que eu queria mesmo era curtir mulheres, vinhos e queijos. Foi o que fiz. Claro que Paris, com sua imprensa, suas bibliotecas, os livros a que tive acesso, tudo isto serviu para aprimorar minha visão de mundo. Mas Paris não modificou esta visão de mundo, apenas a consolidou. Antes de Paris, eu havia vivido um ano na Suécia. O fato de ter conhecido uma sociedade tecnologicamente mais avançada antes de chegar a Paris foi importante, eu não chegava à França com a visão de um latino deslumbrado. Depois da Suécia, a França me pareceu uma sociedade muito desorganizada. Os ônibus, por exemplo, não tinham um horário exato para chegar a seus pontos. Em Estocolmo, eu podia acertar o relógio pela chegada do ônibus.

Os anos de França foram ótimos. Tomei Paris como base e comecei a viajar pelo resto da Europa. Conheci ilhas gregas e Canárias, países socialistas e africanos, conheci o Egito e o Saara, fiz várias viagens a Berlim, cobri festivais de cinema em Berlim, Cannes e Cartago, na Tunísia. Viver em Paris sempre é bom.

Eu não estava lá em 68. Conheci Paris em 71 e vivi lá entre 77 e 81. Mas entendo maio de 68 mais como um fenômeno midiático que como revolução. Trop de sperme, pas de sang, como se dizia na época. A única mudança visível foi, a meu ver, a destruição da Sorbonne como universidade e a criação da Université de Vincennes, a mal afamada Paris 8. Tão mal afamada que quem nela se formava escondia seu título.

Martin - Os clássicos devem necessariamente ser lidos? Em sua visão pessoal, é passo necessário para a formação do educando que ele os leia? O que os clássicos podem trazer de bom para a vida de alguém e como se dá a sua relação com eles?

JC - Depende do que se entende por clássico. Há muita obra tida como clássica que me parece não fazer falta a ninguém. Machado de Assis, por exemplo. Ou Joyce. E mesmo Proust. Sei que estou sendo herético, mas não vejo muito o que se ganha lendo tais autores. Mas se entendes por clássicos a Bíblia, Platão, Swift, Dostoievski, Cervantes, Voltaire, José Hernández, Nietzsche, Pessoa, Orwell, considero-os leitura imprescindível. Há outros clássicos que não considero necessários, mas é sempre interessante ler para rir um pouco. Tomás de Aquino, por exemplo. Não que eu negue o valor do Aquinata. Ele era um grande trabalhador intelectual, tanto que era chamado de Boi Mudo. Sua virtude maior foi compilar definitivamente todo o besteirol do cristianismo. Neste sentido, é divertido ler a Suma Teológica.

Chamamos clássicos os autores cujas obras atravessaram os séculos e merecem até hoje uma reflexão. São tentativas de entender o mundo e nos servem como faróis, como indicativos de rumos. Seria muito difícil — e inútil, irracional — para o homem contemporâneo começar de zero.

Martin - Como você iniciou sua vida de tradutor? Borges dizia que é um mito bobo a idéia de que um livro é intraduzível, no sentido de que ele só deveria ser lido no original. É preciso ler no original?

JC -
Ao voltar da Suécia, trouxe um livro belíssimo, um romance de antecipação, Kalocain, de Karin Boye. Traduzi-o um pouco pelo prazer de fazer uma leitura em profundidade, outro tanto para não perder meu sueco. O livro foi aceito por uma editora do Rio, a Cia. Editora Americana. Depois disso, um editora paulista, a Alfa-Ômega, convidou-me para traduzir Crônicas de Bustos Domecq, de Borges e Bioy Casares. Mais tarde, Ernesto Sábato me escolheu como tradutor de suas obras. Traduzi cerca de vinte títulos e cansei. O pagamento é vil. Em verdade, rende algumas viagens, mas isso não é generosidade da editora. A gente tem de se virar. Em virtude de minhas traduções do sueco, ganhei uma viagem à Suécia. Ganhei também uma bolsa na Espanha, que atribuo às minhas traduções do prêmio Nobel espanhol Camilo José Cela. Bem entendido, eu o traduzi antes de ser Nobel.

As traduções são impossíveis, mas necessárias. Claro que é melhor ler uma obra no original. Procuro não ler obras traduzidas de línguas às quais tenho acesso. E acho que um homem medianamente culto, em nossos dias, tem de conhecer necessariamente o inglês, o francês e o espanhol. Ou não vai entender o mundo. As línguas são janelas abertas para outras culturas, e quanto mais janelas abertas tivermos para o exterior, melhor.

Martin - O que você pensa da atual situação cultural brasileira? Há produção de qualidade? Onde isso poderia ser apontado?

JC - Não há grande coisa a salientar. O Brasil tem ficcionistas demais. Escrever ficção é só sentar e dar livre curso à imaginação. Pesquisar, que é bom, é mais trabalhoso. Nossos pesquisadores se limitam a temas nacionais. Não temos um grande historiador, um grande estudioso de religiões, um grande estudioso da Bíblia. Se quisermos entender história universal, passada ou contemporânea, temos de recorrer a bibliografias estrangeiras. Surgiram recentemente nas livrarias biografias excelentes de Mao, Stalin, Lênin. Isto não é tarefa para um brasileirinho. É como se a universidade e a cultura nacionais se debruçassem sobre o próprio umbigo, sem se importar com o que acontece no planetinha.

Não temos filósofos. No Brasil, está na moda chamar de filósofo qualquer professorzinho de filosofia. Ora, professores de filosofia não são filósofos. Filósofo é quem cria uma doutrina original. Desconheço algum pensador brasileiro que tenha criado uma doutrina original. São todos repetidores da história da filosofia. Quase todos os escritores do século passado foram influenciados pelo marxismo. Isto foi fatal para a literatura brasileira.

Martin - Há muitas pessoas apontando uma crise. Mas o homem sempre parece estar numa situação de crise, meio apocalíptica, como se o fim estivesse próximo. Os valores, culturalmente falando, foram rebaixados em nosso tempo?

JC -
O homem sempre viveu em crise. Houve uma crise na emersão do cristianismo, houve crise na queda do império romano, Galileu sozinho provocou uma crise na visão cristão de mundo, a última crise que vivemos foi a derrocada do comunismo. Nossa situação é apocalíptica? Só para profetas do apocalipse. Esta profissão é das mais fáceis. Apostar no pior é meia aposta ganha. Por outro lado, para estes profetas, o pior é sempre mais adiante. Enquanto o pior não chega, a profecia se mantém à espera. A humanidade sempre viveu como se o fim estivesse próximo. Há dois mil anos, esta sensação era mais aguda que hoje. Naqueles dias, o apocalipse estava marcado para amanhã. Se os valores foram rebaixados? Difícil responder. Cada época tem seus valores. Morrem uns, nascem outros. A imprensa cria valores, mitos. Cabe ao homem independente fugir a esses valores midiáticos. Não é difícil. Bastar pensar um pouco.

Martin - Quais são os seus autores e livros preferidos e por quê?

JC -
Tenho uma biblioteca que terá uns cinco mil exemplares. Nem tudo é trigo nela, há muito joio. Para entender o mundo precisamos ler também muita porcaria. É o que chamo de leitura contra: nos obrigamos a ler certos livros que sabemos serem idiotas. Mas temos de lê-los, para entender o nível de idiotia da humanidade. Assim, boa parte de minha biblioteca tem livros de religião e livros sobre o comunismo. Temos de estudar o inimigo se quisermos combatê-lo.

Sempre que me perguntam por autores preferidos, costumo citar alguns, mais ou menos aleatoriamente. Cá estão. Todo homem necessita de alguma poesia. Há dois poetas que me satisfazem plenamente, posso viver minha toda nutrido por eles: José Hernández e Fernando Pessoa. Hernández escreveu o poema maior da América Latina, Martín Fierro. É poema que leio e releio e não canso de reler. Poucas pessoas o conhecem no Brasil. Pessoa, sabemos quem é.

Entre meus livros de cabeceira, tenho a História das Origens do Cristianismo, de Ernest Renan (sete volumes). Através destes volumes, tenho uma boa idéia das crenças que embasam o Ocidente. Outro de cabeceira é A Cidade Antiga, de Fustel de Coulanges, me dá uma boa idéia dos fundamentos da cidade contemporânea. Ainda nesta linha, gosto de ler A Cidade na História, de Lewis Munford. Gosto de cidade e gosto de entendê-las. Fui um leitor apaixonado de Nietzsche e até hoje gosto de reler Ecce Homo, o último livro que publicou antes de enlouquecer. Este livro resume o homem todo. A propósito de loucos, gostei também de ler Escuta, Zé Ninguém, do Wilhelm Reich.

Sou fascinado pelas Viagens de Gulliver, a meu ver o livro mais importante do século XVIII. Atualíssimo. Já fui processado por cita-lo. E considero 1984, do Orwell, a obra mais emblemática do século XX. Desmonta toda a semântica do comunismo. Não posso deixar de lado o Quixote, que traduz todo um país que adoro, a Espanha. Além disso, é uma viagem no tempo, me transporta a uma Espanha de 400 anos atrás.

Gostei muito de ler Giovanni Papini, um grande escritor italiano do qual hoje ninguém lembra. Adoro os livros de crônicas do Pitigrilli. Gostei de Dostoievski, embora hoje não tenha muita paciência para relê-lo. Atualmente, acabo de ler, e com muito prazer, as biografias de Stalin, de Simon Sebag Montefiore, e de Mao, de Jung Chang. Ainda recentemente, li — e com muito vagar para melhor degustá-lo — Histoire de l'athéisme, do historiador francês Georges Minois. É o que o título diz, uma história do ateísmo, dos gregos para cá. Se as histórias das religiões são muitas, as do ateísmo são raras. Fascinante.

Li também há pouco uma discussão sobre a gênese da Europa, do medievalista Jacques le Goff, L'Europe est-elle née au Moyen-Âge? O ensaio discute não só o surgimento da Europa como seu próprio conceito. Muito oportuno nestes dias em que a Comunidade Européia inchou para 25 países. Da última viagem a Roma, trouxe Medioevo sul naso. Occhiali, bottoni, e altri invenzione medievali, de Chiara Frugoni. Costumamos ver a Idade Média como um período de trevas, mas houve também muita criatividade naqueles dias. A autora se detém sobre a revolução do vidro, essa revolução silenciosa e sem sangue que iluminou as residências e nos aproximou tanto do infinitamente pequeno, como do infinitamente grande. Que permite aos míopes ler, o que muitas esquecemos. Sem esse achado que hoje nos é tão banal, não teríamos, por exemplo, aquelas magníficas fotos dos anéis de Saturno que surgiram recentemente na imprensa. E por aí vai.

Mas algo aconteceu comigo nos últimos anos. Já deve fazer uns bons vinte anos que não leio ficções. Mundos inventados já não me interessam muito. Claro, fico com esses clássicos, tipo Cervantes, Swift, Orwell, que interpretaram com muita competência as sociedades de suas épocas. Mas os ficcionistas contemporâneos não me apetecem. Não conseguiram sequer a queda do Muro de Berlim. Tenho preferido ensaios, nos últimos anos.

Martin - Harold Bloom escreveu um livro chamado Como e por que ler?. Remeto-lhe a questão do título.

JC - Fora da leitura não há salvação.

Protosophos, 20 dezembro 2006

A FAXINA DA D. DILMA

Lembram-se da faxina de Dilma e da Conab? Então vejam esta envolvendo o Jovair e o Evangevaldo…

Eles sempre têm, ninguém sabe direito o motivo, nomes muito criativos. A prática é que varia pouco. Leiam o que vai na VEJA Online, por Rodrigo Rangel e Daniel Pereira, em reportagem da VEJA:

O deputado Jovair Arantes, de Goiás, é um dos principais generais do baixo clero, aquele exército de parlamentares de atuação inexpressiva no plenário, mas de apetite pantagruélico por benesses pagas com verbas públicas. Político experiente, com cinco mandatos de deputado federal no currículo, líder do PTB e presença constante em reuniões no Planalto nas quais é discutida a pauta do Congresso, Jovair se destaca pela luta incansável por cargos e emendas.

Essa obstinação lhe rendeu a simpatia dos colegas e embala os sonhos dele de chegar à presidência da Casa ou ser escolhido ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Apesar de tais sonhos não se terem realizado, Jovair nem de longe é um fracassado. Muito pelo contrário. Braço direito do presidente do PTB, o mensaleiro Roberto Jefferson, o deputado é responsável pela indicação e avalista da nomeação do chefe da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e do presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

As indicações para cargos são praxe nos regimes presidencialistas em que o governo é apoiado por uma aliança de partidos, como ocorre no Brasil. Fazem parte do jogo - desde que, é claro, não sejam usadas para que políticos e legendas enriqueçam ou se financiem à custa do contribuinte.

E é essa justamente a suspeita que pesa sobre Jovair Arantes. No escândalo que derrubou Wagner Rossi do Ministério da Agricultura, o líder petebista foi apontado como sócio de um consórcio montado em parceria com o PMDB para desviar dinheiro da Conab, estatal com orçamento anual de 6 bilhões de reais chefiada desde o ano passado por Evangevaldo Moreira, seu homem de confiança há mais de uma década.

Jovair também já foi investigado por envolvimento com a chamada máfia dos sanguessugas, que desviava dinheiro destinado à compra de ambulâncias, e, mais recentemente, teve seu nome relacionado às fraudes com dinheiro de emendas do Ministério do Turismo.
Isso sem falar nas denúncias que envolvem os órgãos controlados por seus apadrinhados no governo estadual de Goiás, que costuma apoiar sempre, qualquer que seja o governador. Trata-se, portanto, de um personagem recorrente da crônica político-policial.

Agora, o líder do PTB na Câmara é acusado por um ex-aliado de cobrar propina - descaradamente - para chancelar suas indicações. Quem acusa é Osmar Pires Martins Júnior, ex-secretário de Meio Ambiente de Goiânia e presidente da Agência Goiana de Meio Ambiente até 2006.

Num documento de 24 páginas assinado e entregue formalmente ao Ministério Público em dezembro passado, ele diz que, quando estava de saída da agência ambiental, ouviu uma proposta nada ortodoxa: Jovair, a quem caberia indicar o novo presidente do órgão, pediu 4 milhões de reais para apoiar sua recondução. “O deputado queria R$ 4 milhões para que o infraescrito fosse indicado para continuar na titularidade do órgão público”, escreveu.

Ex-filiado ao PT, rompido com o grupo de Jovair por causa das conveniências políticas locais, Osmar Pires diz que o portador da proposta milionária foi justamente Evangevaldo Moreira - aquele que Jovair empurrou goela abaixo do governo federal e aboletou há um ano na presidência da poderosa Conab, onde permanece apesar da faxina no Ministério da Agricultura.
O autor da acusação, ao que tudo indica, sabe do que está falando: ele próprio é alvo de quinze processos por malfeitos cometidos no serviço público. Por se tratar de uma suspeita de crime envolvendo um deputado federal, detentor de foro privilegiado, o Ministério Público de Goiás vai enviar os papéis para o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Procurado por VEJA, primeiro Jovair Arantes disse conhecer bem Osmar Pires e teceu elogios ao ex-companheiro: “A gente vive na mesma cidade. Não temos amizade pessoal, de frequentar um a casa do outro, mas o conheço bem. É um quadro muito qualificado, um gestor competente, conhecedor profundo da gestão ambiental e uma pessoa de bem”. Informado da acusação, de repente ele mudou de tom: “Cada um fala o que quer. Se fez isso, agiu indevidamente e deve responder por isso”.



Acusador: Apontado por Jovair como “quadro qualificado”, Pires fez a denúncia ao MP em dezembro

Evangevaldo negou que tenha sido o portador da proposta. “Nunca conversei isso com esse moço”, disse. Ao contrário de seu padrinho político, o presidente da Conab tentou desqualificar o denunciante: “Ele foi afastado da agência porque responde a vários processos. Uma pessoa assim não pode ter credibilidade para fazer denúncia contra ninguém”.
Na ocasião do suposto pedido, Evangevaldo, ou Vange para os amigos, era o diretor financeiro da agência, especialmente interessante aos políticos por seu poder de autorizar ou proibir grandes empreendimentos. Ele ocupava o posto por indicação de Jovair, claro.

Aliás, Evangevaldo sempre é o homem escolhido por Jovair para ocupar os cargos relevantes que lhe são disponibilizados. A Conab é o mais vistoso de todos, mas vários outros vieram antes. Como uma chefia do INSS em Goiás, de onde ele saiu debaixo de investigação da Polícia Federal.
A partir da quebra de seu sigilo fiscal, os policiais concluíram que pelas contas de Evangevaldo passava mais dinheiro do que sua renda permitia - treze vezes mais.
A investigação concluiu ainda que, depois que virou homem de confiança de Jovair, Vange teve uma estrondosa evolução patrimonial, também considerada incompatível com seus rendimentos. Nada, porém, que fosse suficiente para impedir que ele continuasse ocupando cargos públicos - ou que abalasse sua dobradinha com Jovair, o enrolado.
Reinaldo Azevedo

O ENGENHEIRO E O PETISTA


Um homem caminhava por uma estrada, quando percebe um balão voando baixo.O balonista lhe acena desesperadamente, consegue fazer o balão baixar ao máximo possível e grita:
- Pode me ajudar? Prometi à um amigo que me encontraria com ele às duas horas da tarde, mas já são quatro horas e nem sei onde estou. Poderia dizer onde me encontro?
O homem da estrada responde:

- Sim! Você se encontra flutuando a uns cinco metros acima da estrada e está a 33 graus de latitude sul e 51 graus de longitude oeste.

O balonista escuta e pergunta, com sorriso irônico:
- Você é engenheiro? .

- Sim, senhor! Como descobriu? - disse o engenheiro.

- Simples! O que você me disse está tecnicamente correto, porém sua informação me é inútil e continuo perdido! Será que consegue uma resposta mais satisfatória?

O engenheiro raciocina por uns segundos e depois afirma ao balonista:

- E você é petista!

- Sim, sou filiado ao PT! Como descobriu?

- Fácil! Veja só: Você subiu sem ter a mínima noção de orientação, não sabe o que fazer, não sabe onde está e tampouco para onde ir, fêz promessa e não tem a menor idéia de como conseguirá cumpri-la, espera que outra pessoa resolva o seu problema, continua perdido e acha que a culpa do seu problema passou a ser minha!
É óbvio, vc. é petista nato !!!

21 de janeiro de 2012

E A CARTEIRINHA?! É SÓ PRA MEIA NO CINEMA?

PT revoltado com a perda da Ciência e Tecnologia.
DIRIGENTES DO PT se dizem revoltados com a escolha de Marco Antonio Raupp para substituir Aloizio Mercadante como ministro de Ciência e Tecnologia. Queriam um quadro do partido.

NÃO CONTA a qualificação de Raupp para o cargo: físico, PhD em Matemática por Chicago, ex-presidente da Agência Espacial Brasileira, entre outros predicados.

O importante é a carteirinha do PT. MAIS UMA vez fica escancarado o projeto de poder do partido. Não interessa competência profissional, mas ocupar espaço na máquina do Estado para instalar nela mais um aparelho subordinado aos comissários petistas.
(O Globo)

O POSTE ADQUIRIU LUZ PRÓPRIA. TCHAU, LULA!

Fica cada vez mais distante a possibilidade de uma candidatura de Lula em 2014...

A presidente Dilma Rousseff atingiu no fim do primeiro ano de seu governo um índice de aprovação recorde, maior que o alcançado nesse estágio por todos os presidentes que a antecederam desde a volta das eleições, informa reportagem de Bernardo Mello Franco, publicada na Folha deste domingo.

Segundo pesquisa Datafolha, 59% dos brasileiros consideram sua gestão ótima ou boa, enquanto 33% classificam a gestão como regular e 6% como ruim ou péssima.
Ao completar um ano no Planalto, Fernando Collor tinha 23% de aprovação. Itamar Franco contava 12%. Fernando Henrique Cardoso teve 41% no primeiro mandato e 16% no segundo.
Lula alcançou 42% e 50%, respectivamente. O Datafolha ouviu 2.575 pessoas nos dias 18 e 19 de janeiro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
21 de janeiro de 2012
(Da Folha de São Paulo)

O FUTURO É DESANIMADOR, JUQUINHA...

Sobrinhos, bateu preguiça e titio ficou fora do ar por um bom tempo no começo deste ano. Vocês perdoam o titio quarentão e que gosta de vadiar?

Um dia desses eu estava revendo "De Volta Para o Futuro II". É aquele em que os personagens principais vão para o futuro e dão de cara com carros voadores e garçons robotizados. Só dessa vez eu me toquei que esse “futuro” se passa em 2015! Sim, daqui a 3 anos, Juquinha.

Em vez de carros voadores temos apenas cafeteiras mais caras e celulares com joguinhos mais coloridos – e 30 mil novas maneiras de perdermos tempo. De resto, não avançamos muito. Nós continuamos meio estúpidos. Se o futuro deveria trazer alguma “evolução”, então algo deu incrivelmente errado.

O que até era de se esperar: não costumamos evoluir “para melhor”. E quando damos uma dentro, tratamos logo de cuspir no prato: tivemos o renascentismo e sua defesa da razão apenas para cairmos no misticismo new age alguns séculos depois. Bom trabalho, humanos!

Nós erramos até nas nossas previsões mais pessimistas. Um exemplo: na década de 90 o Brasil foi tomado pela onda da lambada. Naquela época eu achava que havíamos atingido o limite da mediocridade. Hoje, depois de ouvir funk carioca, sinceramente eu acho “Chorando se foi” uma obra sinfônica.

E que tal a série “Mulheres Ricas” e seu desfile de estupidez e pelancas capaz de transformar a Suzana Vieira em uma Mona Lisa? Tenho saudades de quando as novelas eram a pior coisa da tv. Ah, sim, e para coroar temos a revista Época saudando Michel Teló como difusor dos “valores da nossa cultura popular”. Se ele realmente representa alguma coisa da cultura do meu país então eu quero já uma passagem para a Bolívia. Droga por droga, a da Bolívia faz menos mal.

Honestamente eu tenho medo dos sucessores do Funk carioca e de Michel Teló. Imagine o quanto a gente ainda pode piorar.
jornalismo boçal

JÁ O PT É SÓ RECLAMAÇÕES POR FICAR SEM A PASTA

Partido esperava indicar deputado para vaga de Mercadante
BRASÍLIA. O PT não gostou das primeiras mudanças no Ministério anunciadas pela presidente Dilma Rousseff. O clima na sigla é de revolta, não só com a presidente, que, afirmam petistas, está minguando o espaço do partido na Esplanada. Mas também com o futuro ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que teria atropelado articulações da cúpula partidária para emplacar o deputado Newton Lima (PT-SP) em sua vaga no Ministério da Ciência e Tecnologia. Mercadante indicou o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp.

Presidente do PT não foi consultado por Dilma

Nos bastidores, a queixa é que o presidente do PT, Rui Falcão, sequer foi consultado para apresentar o pleito do partido. E que Mercadante traiu o PT ao indicar o nome de Raupp. Falcão passou a quarta-feira em Brasília, mas não foi chamado ao Planalto. Acabou voltando mais cedo para São Paulo. Por meio da assessoria, informou que nunca discutiu reforma ministerial com Dilma. O secretário nacional de Comunicação do PT, deputado André Vargas(PR), verbaliza a insatisfação dos companheiros:

- Claro que há quadros no partido que poderiam ter sido avaliados pela presidente Dilma para a Ciência e Tecnologia. Eu, pessoalmente, acho que o deputado Newton Lima foi um grande prefeito (de São Carlos, SP), responde pela bancada na Comissão de Ciência e Tecnologia e foi grande reitor por mais de dez anos. Mas poderá continuar ajudando o Raupp, como parlamentar - reagiu Vargas.

agência o globo:Maria Lima
O Globo - 20/01/2012

PT - ESTRELA CADENTE E DECADENTE

Palavras da presidente Dilma:
"Vocês viram a repercussão positiva para o governo
por eu ter nomeado uma pessoa altamente qualificada para o Ministério da Ciência e Tecnologia, em vez de colocar um Político? Estou pensando em fazer isso daqui para a frente, a começar pelo Ministério do Trabalho."


Enfim, vimos um técnico, uma pessoa decente e de acordo o cargo de Ministro de Ciência e Tecnologia ser indicado pela presidente Dilma. Segundo um especialista, Marco Antonio Raupp "é um homem competente, que tem experiência em gestão e receberá uma equipe primorosa."

O PT, inteiramente voltado para o oportunismo, não gostou de ver um técnico na vaga onde colocaria mais um dos seus. O partido anda muito revoltado por achar que a presidente Dilma Rousseff está minguando o espaço do partido no Planalto. O PT perdeu a pasta ... e nem sabia o que tinha dentro.

Como dificilmente haverá diminuição na quantidade escandalosa de ministérios, que não servem para coisa alguma a não ser aumentar os custos da União, poderíamos sugerir que o governo separasse ministérios gênero ministério da pesca para distribuir aos apadrinhados. Afinal, não é nada, não é nada mesmo. Abaixo a relação dos ministérios, só para lembrar o que poderia ser doado ao apadrinhamento.

O presidente do PT passou quarta-feira em Brasília, mas não foi chamado por Dilma para conversar e muito menos para ser consultado.
21 de janeiro de 2012
casadamãejoana

A HISTÓRIA OCULTA DO SIONISMO

O livro A História Oculta do Sionismo, escrito por Ralph Schoenman e publicado no Brasil pela Editora Sundermann (www.editorasundermann.com.br) é uma obra reveladora que todos deveriam ler.
Esse trecho está entre as páginas 157 e 160. Boa leitura, se é que se pode dizer isso a respeito de palavras tão chocantes.

O caso de Ghassan Harb

Ghassan Harb, intelectual palestino de 37 anos, jornalista do importante diário árabe Al Fajr, foi detido em 1973. Soldados israelitas e dois agentes à paisana o levaram de sua casa para a cadeia de Ramallah, onde o prenderam durante 50 dias. Durante esse tempo não o interrogaram nem fizeram nenhuma acusação contra ele. Foi-lhe negado qualquer contato com a família ou com advogados.

Depois de 50 dias foi levado, com a cabeça coberta por um saco, a um local desconhecido. Lá ele recebeu prolongadas surras: “me esbofeteavam por quinze, vinte minutos”.

Nu e com um saco na cabeça, ele foi enfiado à força num espaço estreito. Ele começou a sufocar. Esfregando a cabeça contra a “parede”, ele conseguiu tirar o saco da cabeça e percebeu que estava enfiado num compartimento parecido com um armário, que tinha cerca de 60 cm por 150 cm.

Ele não podia se sentar nem ficar de pé. O chão era de cimento e com pedras pontiagudas, em intervalos irregulares. As pedras “eram agudas e afiadas” e tinham 1,5 cm de altura. Ghassan Harb não podia se apoiar nelas sem sentir dor. Ele tinha de se apoiar numa perna e, no instante seguinte, na outra, repetindo esse movimento continuamente. Na primeira sessão, ele foi mantido no caixote por quatro horas.

Então o obrigaram a engatinhar sobre pedras afiadas enquanto quatro soldados o espancavam durante uma hora. Depois de ser interrogado, Ghassan foi colocado de volta na cela e recomeçou o tratamento: espancado, desnudado, e forçado a rastejar para dentro de uma casinha de cachorro de 60 centímetros e, depois, para o “armário”. À noite, enfiado no armário, ouvia gemidos de presos: “Oh, meu estômago! Vocês estão me matando”.

O relatório de horrores de Ghassan Harb foi corroborado por quatro pessoas em separado. Mohammed Abu-Ghabiyr, sapateiro de Jerusalém, descreveu o mesmo pátio de pedras afiadas e canil. Jamal Freitha, um trabalhador de Nablus, descreveu o “armário” como uma “geladeira” com as mesmas dimensões. Tinha o “chão de cimento com pequenos montinhos com pontas muito afiadas como se fossem pregos”.

Kaldoun Abdul Haq, proprietário de uma empresa de construção de Nablus, também descreveu o pátio e o armário com o chão “coberto de pedras muito afiadas grudadas no cimento”. Abdul Haq foi pendurado pelos braços por um gancho no muro do pátio.

Husni Haddad, proprietário de uma fábrica em Belém, foi obrigado a se arrastar e engatinhar pelo pátio, sobre a superfície cortante, enquanto era chutado. Seu caixote também tinha “um chão com pontas como polegares, mas afiados”.

Ghassan Harb foi solto depois de dois anos e meio, sem ter sido acusado de nenhum delito, nem ter sido levado aos tribunais. Sua advogada, Felicia Langer, conseguiu levar o seu caso de maus tratos à Suprema Corte israelita. Na audiência não se fez nem se admitiu nenhuma declaração completa e nem sequer testemunhas foram convocadas. O Tribunal negou sumariamente qualquer acusação de tortura.

O caso de Nader Afouri

Nader Afouri era um homem forte, cheio de vida, campeão de levantamento de pesos da Jordânia. Quando o soltaram, em 1980, depois de sua quinta prisão, ele não conseguia mais ver, ouvir, falar, andar nem controlar suas funções fisiológicas. Entre 1967 e 1980, Nader Afouri ficou detido administrativamente durante dez anos e meio. Apesar do tratamento brutal que infligiram a Nader durante suas cinco prisões, as autoridades israelitas não conseguiram arrancar nenhuma confissão nem apresentar nenhuma prova para que ele fosse levado a julgamento.

21 de janeiro de 2012
múltiplos universos

VATICANO PATROCINA O VIDRO DE PALMITO

O casamento e o vidro de palmito
CRISTIANE SEGATTO

Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 15 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo. Para falar com ela, o e-mail de contato é:
cristianes@edglobo.com.br.

Um dos grandes sustentáculos do casamento, como instituição, é o vidro de palmito. Penso nisso sempre que tento preparar uma super salada num domingo de verão. Meu marido conhece o filme. Apoio o vidro num pano de prato, faço força para abrir a tampa, tento soltá-la com uma faca, levanto o lacre de borracha e... nada. Consigo fazer muitas coisas difíceis nesta vida sem pedir a ajuda dele. Abrir o vidro de palmito não é uma delas. Não sei se todas as mulheres têm a mesma dificuldade, mas lá em casa só o jeitinho masculino resolve.

Meu marido se diverte quando digo que a falta de inovação da embalagem de palmito deve ser patrocinada pelo Vaticano. Só um motivo muito forte explica por que até hoje a indústria não foi capaz de inventar um jeito mais simples de embalar palmito com segurança – sem disseminar doenças e sem atazanar as consumidoras.

Para preservar a instituição do casamento tradicional e da família, o Vaticano condena a camisinha. Suspeito que, pela mesma razão, estimule a preservação do vidro de palmito tal como ele é. Quando uma mulher analisa os prós e os contras do casamento, deve considerar o que seriam os domingos sem salada de palmito. Podem ser lastimáveis.

Lembrei dessa história ao ler um texto da psicóloga americana Bella DePaulo, publicado na última edição da revista Psychology Today.
Bella, autora de um interessante blog chamado Living Single, afirma que um dos maiores mitos sobre os solteiros é que eles estejam sempre – e desesperadoramente – tentando arranjar um parceiro.

Muitos solteiros querem mudar de estado civil, é claro. Mas essa não é necessariamente a regra. “Talvez mais pessoas estejam escolhendo ser solteiras porque simplesmente gostam disso”, escreve Bella.
“Atualmente um solteiro consegue levar uma vida completa e divertida como nunca antes”.

Em um dos textos postados no blog, Bella discorre sobre estudos que tentam associar o casamento a benefícios de saúde. Eles já deram origem a inúmeras capas de revista. Principalmente nos Estados Unidos, onde há um forte movimento que defende o matrimônio tradicional.
A verdade, porém, é que esses estudos quase sempre são inconclusivos. É difícil isolar fatores que têm influência sobre a saúde e podem levar os pesquisadores a interpretações erradas.

Bella analisou a fundo os estudos disponíveis e concluiu que as evidências científicas permitem dizer o seguinte:

• As pessoas que sempre foram solteiras não têm mais problemas crônicos de saúde que as casadas

• Mulheres que nunca se casaram declaram ter uma saúde tão boa quanto a das mulheres que se casaram e continuavam casadas no momento da pesquisa

• Ao contrário do senso comum, os homens menos saudáveis eram os que haviam se casado mais jovens

As consequências do casamento sobre a saúde dependem do tipo de relacionamento que o casal cultiva. Um casamento ou namoro infernal eleva os níveis de stress crônico e pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, por exemplo.
Se a pessoa vive numa relação harmoniosa, a saúde agradece. Isso é óbvio, certo? É daquelas explicações que a gente não entende por que os pesquisadores precisaram gastar tanto tempo e dinheiro para chegar a elas.

Outro ponto interessante levantado por Bella é que os solteiros convictos (não os que se incomodam com a solteirice) sabem apreciar alguns valores importantes que, em geral, não são percebidos como tal pela maioria das pessoas. É o caso da solidão. Saber valorizar os momentos de sossego, de silêncio, de estar consigo mesmo é um privilégio. Solidão pode ser algo tão importante quanto a sociabilidade.

Os solteiros convictos também sabem que relacionamento não é uma palavra restrita às relações românticas. Eles sabem valorizar os amigos, os parentes, os mentores, os vizinhos. A solteirice, portanto, pode ser uma decisão valorosa. É uma escolha que a sociedade precisa respeitar. Sem pressões, sem piadinhas, sem pena.

Quer saber se você, no fundo, no fundo é um solteiro convicto, mesmo estando casado ou namorando firme? Faça o teste proposto por Bella.
VOCÊ É UM SOLTEIRO CONVICTO?

1) Quando você sabe que passará algum tempo sozinho, o que pensa?
a) Ah, doce solidão.
b) Oh, solidão não.

2) O que você acha da ideia de procurar um parceiro para uma relação amorosa de longa duração?
a) Tem a sensação de que é o que deveria fazer, mas, sinceramente, não é bem o que gostaria de fazer.
b) O processo pode não ser muito divertido, mas encontrar um bom parceiro seria sensacional.

3) Quando você pensa em fazer uma grande mudança na sua vida (escolher uma nova carreira, por exemplo), o que você escolheria?
a) Tomaria a decisão que lhe parecesse certa, sem se preocupar se o parceiro iria ou não aprovar sua decisão.
b) Tomaria a decisão junto com o parceiro, mesmo que isso significasse não seguir sua opção favorita.

4)Muitos parceiros têm a expectativa mútua de estar junto com o outro em todas as ocasiões. Como você se sente em relação a isso?
a)Prefere ir a alguns eventos sozinho ou com outras pessoas. Ou simplesmente ficar em casa.
b)Sente-se confortável em ter o parceiro sempre com você, apesar de ser obrigado a comparecer a compromissos que preferiria não comparecer.

5) Quem são os adultos mais importantes da sua vida?
a) Um mix de amigos, familiares e colegas de trabalho.
b) O cônjuge ou parceiro de longa data.

6) Quando você tem vontade de comer fast food ou assistir a programas trash na TV, como você se sente.
a) Feliz por poder fazer exatamente o que sente vontade, sem ter ninguém por perto.
b) Preferiria ter o parceiro ao seu lado, tanto para curtir as delícias trash com você como para estimulá-lo a ter autocontrole.

7) Quando você pretende perseguir objetivos nobres, como comer comida saudável e ler grandes livros, o que você prefere:
a) Perseguir esses objetivos por conta própria ou com um amigo
b) Ter um parceiro para persistir no caminho certo

8) Quando você tem pequenos contratempos, como se sente:

a) Aliviado por não ter que explicar para ninguém como as coisas deram errado.
b) Gostaria de ter um parceiro para encontrar em casa e poder dividir o que aconteceu.

9) Você é autossuficiente? Costuma lidar com seus problemas e desafios quase sempre sozinho?
a) Sim.
b) Não.

RESULTADO
Conte quantas vezes você escolheu “a”
0 a 3: Você tem alguma apreciação pela solteirice, mas não está completamente convicto disso.

4 a 6:
Você gosta de muitos aspectos da solteirice, mas também gosta de passar longos períodos com o parceiro. Quando está casado ou num relacionamento sério, prefere não estar totalmente misturado ao seu parceiro.

7 a 9: Você é um solteiro convicto.

Comigo o teste funcionou. Escolhi quatro vezes a alternativa “a”. Concordo com o diagnóstico. Gosto de muitos aspectos da solteirice. Tenho necessidade dos “meus” momentos, mas também preciso da companhia do meu parceiro. Ela é um privilégio. E não é só por causa do vidro de palmito.

Cristiane Segatto
Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 15 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo. Para falar com ela, o e-mail de contato é:
cristianes@edglobo.com.br.


E você? É um solteiro convicto? Já teve um parceiro amoroso que, no fundo, era um solteiro convicto? O que aconteceu? De que forma o estado civil influencia nossa saúde? Conte pra gente. Queremos ouvir a sua opinião.

JUSTIÇA DEGRADADA

EDITORIAL
FOLHA DE SÃO PAULO
Em pouco mais de dois anos, num caso complexo e cheio de ambiguidades, o médico de Michael Jackson foi julgado e condenado como responsável pela morte do cantor norte-americano.

No Brasil, passaram-se 13 anos até o ex-deputado alagoano Talvane Albuquerque Neto receber a sentença que lhe cabia, como mandante de um assassinato sem disfarces nem rebuços.

Assassinato?

Melhor dizer chacina.

Além da deputada Ceci Cunha, cujo posto o suplente Albuquerque ambicionava ocupar, foram mortos seu marido, seu cunhado e a mãe deste, poucas horas depois de Cunha ser diplomada.

Numa involuntária ironia, como a compensar pelo largo tempo transcorrido entre crime e julgamento, estipulou-se em 103 anos de prisão a pena que Albuquerque deveria cumprir.

Mas que, como se sabe, nem de longe, e não apenas por limitações na duração da vida humana, ele irá cumprir.

Na prática, o prazo de recolhimento efetivo pode reduzir-se consideravelmente - e o tempo da pena resultar equivalente ao que se consumiu durante o processo, não raro mais de uma década.

É um despropósito essa verdadeira inversão do que se espera da Justiça.

Explicações, certamente, existem.

Por exemplo, uma desejável latitude dos recursos à disposição do réu consagrou-se no Código Penal, como forma de garantir um amplo direito de defesa.

O estado de desumanidade chocante que vige nas prisões brasileiras faz com que, no espírito de muitos legisladores e juízes, a pena de privação da liberdade apareça como algo a evitar-se ao máximo.

A tese pode até ser vista como prudente, vez que um erro pode ter consequências gravíssimas, mas deveria aplicar-se quando muito aos casos de menor periculosidade.

Não faz sentido, decerto, no caso de Talvane Albuquerque.

A defesa do réu conseguiu que o processo se enredasse numa infinidade de recursos protelatórios, transitando por diversas instâncias e tribunais.

Tornou-se necessária uma intervenção externa, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), para que o desnorteante roteiro da impunidade fosse interrompido.

Com razão, fortalece-se na opinião pública o sentimento de que a Justiça raramente alcança os mais ricos e importantes; cresce proporcionalmente o desejo, iníquo e bárbaro, do julgamento sumário, da abolição dos direitos de defesa.

A impunidade de um assassino não deixa de trazer, nesse sentido, uma dupla vitória para o assassinato.

Quando se escarnece da lei, o clamor pela Justiça rapidamente se degrada em elogio da violência e desejo de vingança.
21 de janeiro de 2012

CUIDADO COM A REFORMA

Leão X, flor do jardim da família Médici, era um papa ameno, patrocinador das artes. Entendeu construir uma nova e monumental Igreja de São Pedro, em Roma. Conseguiu levantar a imponente estrutura que seus sucessores completaram, mas, como precisava de muito dinheiro, estimulou ainda mais a venda de indulgências e a difusão de relíquias sagradas.
O povo pagava para poder pecar e em seguida fugir das penas do inferno e do purgatório, assim como gastava suas economias pagando entrada para ver de perto uma palha da sagrada manjedoura, uma moeda das trinta do Judas, um espinho da coroa de Cristo, fios de cabelo de Nossa Senhora e pedacinhos da cruz onde o Salvador fora sacrificado.

Ficou tão escandalosa a comercialização da fé que um obscuro monge alemão insurgiu-se, encontrou 94 proposições para contestar a Santa Madre Igreja e pregou a Reforma que até hoje divide o cristianismo.

Por que se conta esse episódio marcante na História da Humanidade? Porque daqui a pouco aparecerá um Martinho Lutero caboclo e acabará com a farra da venda de ilusões em que se lança o governo, desde a posse de Lula no palácio do Planalto.

Venderam para o povo a imagem de ser o Brasil um país tão maravilhoso que até o presidente dos Estados Unidos decidiu facilitar a concessão de vistos para brasileiros gastarem seu rico dinheirinho lá em cima.

Aceita-se que mais de 30 milhões de pobres e necessitados ascenderam à classe média. Que o bolsa-família vem acabando com a miséria. Que o desemprego é coisa do passado. Que de potência emergente passamos a membros do clube dos ricos. Que o petróleo do pré-sal nos garante a supremacia no mundo energético e que nem devemos preocupar-nos com a crise na Europa, incapaz de nos atingir.

Seria bom ir com calma. Essas celebrações das conquistas das duas administrações dos companheiros lembram as indulgências e as relíquias dos tempos do papa Leão X.
Faltava veracidade àquele leilão de passaportes para a outra vida, como faltam agora evidências concretas de haver o Brasil superado o estágio da pobreza, da miséria, da doença e do desemprego.
Se vier por aí uma Reforma expressa nas urnas de 2014, ninguém se queixe. Será decorrência dos excessos e da inconsistência da ilusão atual. Quanto a quem vestirá a batina do monge, tanto faz. Lutero foi uma conseqüência dos exageros eclesiásticos.

DE VOLTA AO TRABALHO

Nos tribunais superiores, começou o retorno de seus ministros a Brasília, ainda que sessões, mesmo, só a partir do primeiro dia de fevereiro. Mas já estão por aqui muitos dos integrantes do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, do Superior Tribunal Militar e do Tribunal Superior do Trabalho. Sem esquecer o Tribunal Superior Eleitoral.
Cada um desses tribunais enfrentará pautas carregadas, este ano, a começar pelo julgamento dos 38 mensaleiros, na mais alta corte nacional de Justiça. Vai ser difícil ao Congresso centralizar as atenções da mídia, mesmo que só no fim de fevereiro retome suas atividades. Sendo 2012 ano de eleições municipais, imagina-se estar perdido o segundo semestre, bem como meio esmaecido o primeiro.
Por Carlos Chagas

BRADO RETUMBANTE

Mesmo sendo um GLOBOFÓBICO assumido, me deixei assistir ao primeiro capitulo de uma minisérie chamada "Brado Retumbante". Fiquei surpreso com o que vi e passei a assistir diariamente.
Como acompanho a política brasileira, percebi nessa série que qualquer semelhança entre fatos lá narrados NÃO são meras coincidências com o Brasil pós PTralhas.

A narrativa, guardadas as devidas proporções, é quase que uma denúncia contra a bandalheira da camarilha de safados que estão arrasando o país.
As coincidências em matéria de escândalos do governo são impressionantemente fiéis aos últimos nove anos da pocilga.

Só espero que a história não desande para a mesmice mediocre de no final "alisar" para o DESgoverno.
Vai aí uma dica que vale a pena perder uma meia hora para assistir.
o mascate

SEMPRE BATENDO NO MESMO PROJETO!

PT insiste em controlar a imprensa, quando deveria é controlar os corruptos que infestam os três poderes

Como se sabe, por iniciativa do governador Jacques Wagner (PT), a Bahia agora conta com um Conselho de Comunicação Social. É o primeiro órgão do gênero no País.

Integrado por 20 representantes da sociedade civil e 7 representantes do poder público, o Conselho foi instalado semana passada, apresentado como um “espaço” onde movimentos sociais, jornalistas, empresários e governo poderão discutir os “problemas” da mídia na Bahia.

O Conselho foi criado por sugestão de uma Conferência Estadual de Comunicação, realizada em 2008. Entre outras conclusões, o evento defendeu o “controle social da mídia” – um eufemismo para subordinar o livre fluxo da informação aos interesses dos grupos organizados que dizem representar a sociedade e incentivam a ingerência do poder público no setor de comunicação.

Proposto pelo governo baiano, o projeto de criação do Conselho concede ao órgão a prerrogativa de fiscalizar a atividade de jornalistas e de empresas de comunicação – inclusive privadas – e de avaliar denúncias de abusos de direitos humanos na mídia.

As entidades do setor de comunicação, é claro, não aceitam isso e advertem para o risco de o órgão impor formas sutis de censura. “A criação de conselhos estaduais e municipais, sob o pretexto ideológico de garantir o controle social da mídia, pretende apenas impor à imprensa limites incompatíveis com a democracia”, disse ao Estadão o diretor jurídico da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, Rodolfo Machado Moura.

Traduzindo tudo isso: a criação do Conselho de Comunicação Social da Bahia, afrontando a Constituição, que preserva liberdade de imprensa, é o desdobramento da ofensiva petista contra a imprensa livre, que não vai parar por aí.

Seria muito mais interessante se o PT criasse um Conselho para apurar as denúncias da imprensa sobre corrupção nos três podres poderes. Mas podemos esperar sentados. Isso nunca acontecerá. Seja com o PT, o PSDB ou qualquer dos grandes partidos. É uma pena que tenhamos chegado a esse ponto.

Carlos Newton
21 de janeiro de 2012

BALANÇO DO PRIMEIRO ANO DO GOVERNO DILMA ( PARTE 1 )

O governo Dilma começou com uma saia justa, tendo que tomar medidas contrárias aos rumos até pouco tempo defendidos pela até então candidata. Com um repique inflacionário, taxa Selic em alta, câmbio supervalorizado, queda de competitividade da indústria, endividamento crescente, déficit recorde em transações correntes, R$ 137 bilhões de restos a pagar do governo Lula, além de mais um recorde de déficit previdenciário.

Tudo isso, tendo que iniciar as obras da copa e das olimpíadas já em ritmo de desespero, já que o governo Lula não deixou nem mesmo uma pedra fundamental encaminhada. A situação só não era pior por causa dos altos preços das commodities que continuaram altos no mercado internacional, turbinando assim nossas exportações. Mas governo e mercado sabiam que o ritmo frenético de 2011 não era sustentável e que o crescimento deveria recrudescer ao logo do ano. Primeiro, por causa do repique inflacionário iniciado no final do governo Lula, decorrente de um esforço extra para aquecer a economia e criar o clima de euforia que ajudaria na eleição da candidata. Segundo, pela falta de estrutura para aguentar um crescimento na casa dos 7%. Terceiro, pelo aumento do nível de endividamento da população decorrente da ampliação do crédito nos últimos anos. E quarto, pelos sinais de agravamento da crise européia, entre outros fatores menos relevantes.

E foi o que aconteceu. De um crescimento de 7.5% em 2010, terminamos 2011 com um crescimento de 3%, contrariando a projeção inicial do governo de crescimento entre 4,5 e 5%. Não é nenhuma tragédia, como na Europa, mas ainda assim um crescimento muito abaixo da média dos países emergentes, inclusive dos latino-americanos, onde só conseguimos crescer mais que a caótica Venezuela, afundada em uma grave crise fruto das aventuras populistas do caudilho Chavez.

Diante de um quadro tão desafiador, o governo Dilma não teve outra alternativa a não ser admitir uma das principais críticas da imprensa e da oposição: o governo Lula gastou além do que deveria, aumentando assim a dívida pública, a pressão inflacionária e, consequentemente, a taxa Selic. A solução amarga do aperto fiscal que o governo Lula protelou teve que vir já no primeiro ano de governo Dilma, com o anúncio de corte de R$ 50 bilhões no orçamento inicialmente previsto.

Mas o cenário econômico não foi o principal assunto do primeiro ano do governo Dilma. A constante queda de ministros foi, de longe, o fato mais marcante. Nunca na história deste país um governo mudou tanto de ministros em tão pouco tempo. E mais uma saia justa do governo Dilma, pois a quase totalidade dos ministros substituídos integravam a chamada “cota pessoal de Lula”, pois, como já apontamos em posts anteriores, pela primeira vez na nossa história tivemos um ministério todo formado por cotas. Cota de “indicados” pela heterogênea base de apoio do governo, do ex-presidente e até a própria presidente que teve seu poder subtraído ao ponto de escolher alguns poucos ministros para a inflada máquina administrativa do PT que chegou a incrível marca de 45 ministérios, sendo que alguns, como o da Integração Social, por exemplo, chegou a inacreditáveis 70% de cargos comissionados!

Mas os maus exemplos não terminaram com o ano que se foi. Mal 2012 começa e já nos deparamos com uma nova crise, agora no ministério da Integração Nacional, que traz à tona mais uma mazela da política brasileira institucionalizada no governo Lula: o uso político dos ministérios para beneficiar as “bases eleitorais” dos titulares dos cargos. As desculpas são as mesmas, assim como as tragédias que se repetem a cada ano. Aliás, esperava-se que o governo da Dilma, marcado pela maior tragédia natural da nossa história (as enchentes do Rio de Janeiro), tomasse alguma iniciativa de mudar alguma coisa na prevenção de enchentes. Passados doze meses, Pernambuco aparece como o maior beneficiário das já pífias verbas do ministério da Integração Nacional. Devo esclarecer que Pernambuco é o meu estado, mas não posso concordar que um estado que tem a população equivalente a da capital do Rio de Janeiro receba 90% das verbas destinadas à prevenção de enchentes. E mesmo assim tais verbas são apenas uma fração do que foi prometido, afinal, segundo a Auditoria Cidadã da Dívida, dos R$ 508,5 milhões previstos em 2011 para o Programa “Prevenção e Preparação para Desastres”, apenas R$ 28,9 bilhões foram gastos.

E aí, mas uma vez, os fatos ficam para o segundo plano. As eleições de 2014 tornam-se o centro das discussões nas intermináveis discussões políticas na Internet, afinal o ministro acusado é do mesmo partido do bom governador de Pernambuco. E como o governador Eduardo Campos está cotado para substituir Dilma em 2014 ou em 2018, então mais uma vez a “imprensa golpista”, comandada pela Globo, já está preocupada em desconstruir a imagem do governador, possível candidato a presidente daqui há sete anos. Portanto, para os discípulos lulistas, qualquer crítica sobre este assunto é politicagem e ponto final!

Popularidade

Apesar do cenário desfavorável, o governo Dilma demonstrou habilidade em driblar as adversidades, tanto que sua popularidade surpreendentemente supera tanto a de Lula quanto a de Fernando Henrique no primeiro ano de governo.

Mas como explicar tal popularidade em meio a uma sensível queda no ritmo de crescimento, com uma incomoda inflação, tendo que cortar gastos, em meio ao agravamento da crise mundial e tendo que enfrentar uma crise após outra com seus ministros?

A primeira explicação foi a imagem de “faxineira” que a presidente adquiriu, fama esta alimentada pela própria imprensa. A cada novo ministro demitido, os analistas políticos aplaudiam a presidente, ressaltando a diferença de postura em relação ao ex-presidente Lula, que havia se notabilizado nos últimos anos por sua complacência com corruptos ilustres, entre os quais um dos mais notáveis, o famigerado Sarney, para quem Lula veio a público pedir um tratamento “diferenciado” diante da enxurrada de denúncias contra ele e a sua família, não custa lembrar.

Incomodados com a crescente popularidade da presidente entre os desafetos políticos, o PT logo identificou a nova “conspiração da direita” em promover a discórdia entre a presidente e o ex-presidente. E eis que o até então surpreendentemente silencioso Lula dos três primeiros meses do governo Dilma ressurgiu das cinzas no aniversário do PT, discursando com seu entusiasmo de costume, com o claro objetivo de se reaproximar da presidente, afirmando enfaticamente que “fazia parte do governo e que o sucesso da Dilma era o seu sucesso”. Visivelmente desconfortável na ocasião, a presidente se limitou a acenar, mas nem mesmo discursou.

Entre as providências tomadas pelo PT, o termo “faxina” teve que ser abolido das entrevistas, afinal pegava muito mal para a imagem do mito Lula a fama de faxineira da nova presidente, até porque a quase totalidade dos ministros que caíram foram indicados pelo próprio Lula, sendo que algumas dos esquemas que vieram à tona remontavam ao governo anterior.

Nas redes sociais, os críticos de Lula, inclusive eu, ironizávamos a inusitada situação, afinal não precisou nem mesmo a oposição chegar ao poder para que os podres do governo Lula viessem à tona. Também de olho nas “conspirações da direita” nas redes sociais, o PT recorreu a um artifício usado por Sarney na Crise do Senado, em 2008, quando este contratou um exército de jornalistas e estudantes de jornalismo para defendê-lo.

Mas nada disso teria acontecido se a “imprensa golpista” não tivesse publicado as denúncias que colocaram a presidente na saia justa de ter que demitir os ministros de Lula. Logo, os petistas articularam-se para atacar a fonte dos problemas (ou seja, a imprensa), retomando as discussões para a aprovação de sua polêmica proposta de lei de imprensa, assim como a chamada Comissão da Verdade, a fim de polarizar a cada dia mais tênue dicotomia entre direita e esquerda. Ou seja, o PT repete a fórmula adotada no escândalo do mensalão, pois a polarização além de mudar o foco das discussões, une as esquerdas e isola a oposição, já que ninguém quer ser enquadrado com o rótulo de “direita”. De quebra, o PT estanca a aproximação que começava a ocorrer entre a presidente e FHC, desde o aniversário de 80 anos do ex-presidente, quando Dilma reconheceu publicamente aquilo que Lula passou oito anos negando. Nas palavras da presidente, “o acadêmico inovador, político habilidoso, ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação e o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica”.

Ma a aproximação durou pouco. Com as “providências” do PT e com a nova onda de acirramento político, Dilma escolheu seu lado. Aos poucos, a presidente foi se rendendo às investidas do PT e foi também aderindo às recomendações do partido. Rechaçou publicamente o termo “faxina” do seu vocabulário e passou a ser mais complacente com seus ministros, mesmo com o festival de absurdos do caso do atrapalhado ministro Lupi, que chegou a questionar a autoridade da presidente para demiti-lo, com a lamentável bravata de que só sairia do ministério abatido à bala. De um lado, Lula cobrava dos denunciados uma postura mais “casca grossa” para não se deixar derrubar pela “imprensa golpista”. Do outro, a presidente cada dia mais incomodada por ter que demitir um ministro após outro, o que, para os petistas, significava “fazer o jogo da imprensa golpista”. E assim Dilma chegou ao último escândalo do ano comportando-se exatamente como Lula queria. Indiferente às denúncias contra o ministro Pimentel, defendendo-o, inclusive, com o incrível argumento de que as denúncias remontavam a um período em que o ministro ainda não era ainda ministro. Ou seja, não basta mais provar que os políticos são corruptos. Agora a corrupção tem prazo de validade e, na nova ótica da presidente, prescrevem com a mudança de governo.

Apesar de tudo, o balanço final da presidente no trato com o problema da corrupção é positivo, afinal sua base de comparação é com o presidente Lula, o político que inocentou as velhas raposas do Congresso (raposas aliadas, claro), institucionalizou o “toma-lá-dá-cá” na troca de cargos por apoio, valorizando assim a “atuação” dos partidos de aluguel, os quais tiveram crescimento exponencial nos últimos anos graças ao “mercado dos votos” institucionalizado pelo PT.

Portanto, além da óbvia associação ao popularíssimo Lula, o segundo mais importante fator que explica a popularidade da presidente é a percepção da população de que esta é menos tolerante com a corrupção que seu antecessor, apesar dos deslizes diante das últimas denúncias. Vamos acompanhar daqui por diante.

O terceiro fator que contribui para a popularidade da presidente são as notícias constantes de crise nos países ricos, o que valoriza ainda mais nossa ascensão no cenário global como um dos emergentes.

O quarto fator é bem curioso, pois parte da popularidade da Dilma apontada nas mais recentes pesquisas vêm de eleitores que votaram em Serra ou em Marina. Lamento decepcionar alguns dos meus leitores, mas devo esclarecer que me enquadro neste time e explico o porquê: o sucesso de Dilma é a única maneira de evitar que Lula volte em 2014. Um eventual fracasso da Dilma levaria a um clamor pela volta de Lula, revigorando o viés populista do governo do PT, que felizmente arrefeceu um pouco com o estilo mais sóbrio da presidente Dilma. Portanto, entre os males, o menor. Viva a Dilma!

Além do mais, o fato do Brasil não ter piorado em 2012 já é motivo suficiente para comemorarmos, pois, como vimos na série “Desafios do Pós-Lula”, a Dilma pegou um verdadeiro abacaxi e até aqui tem descascado razoavelmente bem.

No próximo post faremos uma análise rápida do que o atual governo conseguiu diante de cada um dos desafios apontados na série. Até lá!
Amilton Aquino

PF INVESTIGARÁ LAVAGEM DE DINHEIRO NO TRIBUNAL DO TRABALHO NO RIO

Enfim, a Polícia Federal vai investigar a lavagem de dinheiro no Tribunal do Trabalho no Rio

O Inquérito vai apurar se servidor que movimentou R$ 282,9 milhões, detectados pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras, órgão do Ministério da Fazenda) integrava organização criminosa instalada no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro. Mas o nome do tal funcionário continua sendo mantido em sigilo, ninguém sabe o motivo.

A Polícia Federal vai investigar todas as transações financeiras – de 2002 até os dias de hoje. Os agentes federais trabalham com a hipótese de que um esquema criminoso, que envolveria uma quadrilha, opere dentro do TRT para lavar dinheiro.

O Coaf identificou, entre 2000 e 2010, 205 movimentações consideradas suspeitas de irregularidades entre servidores do Judiciário, familiares e magistrados. Este grupo de pessoas integra o universo de 216 mil nomes que foram remetidos ao órgão ligado ao Ministério da Fazenda pela Corregedoria Nacional de Justiça para avaliação de movimentações atípicas, investigação suspensa por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal. As movimentações suspeitas são aquelas que, além de fugir à normalidade, levantam dúvidas concretas de cometimento de crime.

Na quarta-feira, os relatórios de inteligência financeira foram discutidos em audiência entre o presidente do Coaf, Antonio Gustavo Rodrigues, e o comando da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), entidade autora da ação que suspendeu no Supremo a investigação que vinha sendo feita no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

De acordo com AMB, a ministra Eliana Calmon, em despacho do dia 1º de dezembro de 2011, teria solicitado que se fizessem relatórios de inteligência financeira para avaliar todas as movimentações consideradas atípicas o que atingiria um total de 3.426 mil pessoas que movimentaram no período R$ 855 milhões.

O presidente do Coaf, entretanto, assegurou aos magistrados que nenhum relatório de inteligência foi produzido com base em requerimento do CNJ. Rodrigues salientou que os dados encaminhados à corregedoria tratam-se “de um cruzamento burro” que apenas identifica, sem qualquer análise aprofundada, movimentações que fogem a aparente normalidade.

Detalhe importantíssimo: diversos dirigentes da Associação dos Magistrados Brasileiros estão entre os investigados pelo CNJ. E não é preciso dizer mais nada.

Carlos Newton
21 de janeiro de 2012

PRESSÃO DOS JUÍZES RESSUSCITA AUXÍLIO PARA ALIMENTAÇÃO: CONTA É DE R$ 82 MILHÕES

O Tesouro vai gastar R$ 82 milhões de uma só vez com auxílio-alimentação para juízes federais e do Trabalho. O valor é referente a um longo período, desde 2004, quando a toga perdeu o benefício que nunca deixou de ser concedido a procuradores do Ministério Público Federal e à advocacia pública.

Ainda não há previsão orçamentária para o desembolso, mas os juízes pressionam pelo recebimento do que consideram direito constitucional. Eles repudiam que o "plus" seja privilégio. Estão na fila cerca de 1,8 mil juízes federais e 2,5 mil do trabalho.

O auxílio foi cortado há sete anos por decisão da cúpula do próprio Judiciário federal. Mas, em junho de 2011, acolhendo pleito das entidades de classe dos magistrados, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou a Resolução 133, por meio da qual devolveu o bônus à classe.

Subscrita pelo presidente do CNJ, ministro Cezar Peluso, também presidente do Supremo Tribunal Federal, a resolução anota que "a concessão de vantagens às carreiras assemelhadas induz a patente discriminação, contraria ao preceito constitucional e ocasiona desequilíbrio entre as carreiras de Estado". Peluso, porém, votou contra o benefício no CNJ. Subscreve a resolução por presidir o órgão.

Desde a decisão do CNJ, o auxílio-alimentação voltou para o bolso dos juízes. São R$ 710 agregados ao contracheque da toga, mensalmente. A conta final, calculada sobre sete anos acumulados, mais correções do período, chega a R$ 82 milhões, segundo estimativa do Judiciário.

O estoque da dívida é alvo de intensa polêmica nos tribunais. A maioria dos magistrados considera justo serem contemplados com o valor total do crédito, retroativo a 2004; outros avaliam sobre a obediência ao prazo prescricional de cinco anos.

FELIPE RECONDO / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

BOICOTE

Que tal se todas as pessoas que protestam contra o BBB boicotassem os patrocinadores?

Uma proposta para as pessoas que não suportam mais programas do tipo Big Brother Brasil: que tal se enviassem emails aos patrocinadores e parassem de consumir os produtos anunciados?

Quanto representa esta parcela da população que despreza o BBB? Uns 30%? Se todos parassem de consumir Guaraná Antártica, Omo, Devassa ou não comprasse carros da Fiat, certamente as empresas sentiriam o impacto. Opções para substituição dos produtos não faltam.

Quando aquele consumidor revoltado postou na web o vídeo de protesto contra a Brastemp, rapidamente a empresa agiu, porque o desgaste seria inevitável. Principalmente em tempos de internet e facilidade de comunicação. Acredito que o mesmo ocorreria com esses patrocinadores do BBB.

Mas sempre vem aquela desculpa: não adianta nada você parar, os outros continuam, a empresa não vai falir por causa disso. E tudo continua como antes… Como dizia Raul Seixas: “É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro”. Governo, Globo, Bial, pobres etc…

Protestar é importante, porém há que se pôr em prática o famoso “quem financia a baixaria é contra a cidadania”. No caso do BBB, eu não vejo nem financio.

Joaquim Barreto
21 de janeiro de 2012

VIOLÊNCIA DAS MANIFESTAÇÕES, VIOLÊNCIA POLICIAL E VIOLÊNCIA JORNALÍSTICA, OU A ESCANDALOSA PARCIALIDADE

É… Governar São Paulo não é bolinho, né? Por aqui, maconheiros saem às ruas, em claro desafio à lei — é mentira que estivessem apenas se manifestando… —, fazem a apologia das drogas, são levemente reprimidos pela Polícia, e o caso vira um escândalo, ganha uma visibilidade imensa, as TVs deitam e rolam… A chamada “invasão da USP” — “invasores” eram os que ocupavam ilegalmente a Reitoria — rendeu tratados sobre a autonomia universitária, confundida com a soberania de alguns grupelhos que decidiram seqüestrá-la. A retomada da área conhecida como cracolândia mobilizou apologistas das drogas, esquerdistas, libertários os mais variados… A Secretaria Nacional de Direitos Humanos transformou-se em QG de resistência à ação…

Por que isso tudo?

Vi há pouco no Jornal Nacional que a Polícia Militar de Pernambuco reprimiu com energia — bala de borracha, bombas de gás, bombas de efeito moral, uns cassetetes — uma manifestação contra o reajuste da passagem de ônibus em Recife.

Huuummm…

Eduardo Campos, do PSB, governa Pernambuco em parceria com o PT, que está na Prefeitura de Recife. A PM pernambucana age como a piauiense, também gerida pela parceria PSB-PT, que também desceu o sarrafo na estudantada e pelo mesmo motivo. Hudson Christh Silva Teixeira, estudante de filosofia da UFPI (Universidade Federal do Piauí), ficou cego de um olho em razão de um estilhaço que o teria atingido, depois da explosão de uma bomba de efeito moral (aquelas que fazem barulho). Ninguém meteu o microfone na cara do governador Wilson Martins para que se explicasse.


O governador Geraldo Alckmin foi bombardeado pelos repórteres companheiros, embora ninguém tenha se machucado nem na USP nem na cracolândia. No Espírito Santo, governado por Renato Casagrande, igualmente do PSB em parceria com o PT, a PM enfrentou protestos idênticos e do mesmo modo.

ATENÇÃO!

Segundo andei lendo, os grupos contrários à elevação das tarifas estão recorrendo à violência. No caso do Piauí, ela é admitida pelos próprios promotores dos protestos. Não tenho elementos para avaliar se a polícia dos “companheiros socialista-petistas” exagerou ou não. O que sei é que não endosso atos violentos — tampouco uma polícia destrambelhada.

O meu ponto

O meu ponto é outro. Por que esses eventos interessam tão pouco às TVs. Por que interessam tão pouco aos jornais? Por que não costumam despertar nem a atenção da imprensa local?
Imaginem… Um estudante que tivesse ficado cego de um olho no confronto com a PM de São Paulo, ainda que num acidente infeliz, levaria grupos de direitos humanos a denunciar o governo a entidades internacionais de direitos humanos. Maria do Rosário, a pressurosa, enviaria um representante do seu ministério para o estado.


Como se trata do governo dos companheiros, aí a imprensa trata o assunto com discrição, as tais entidades se calam (PORQUE QUASE TODAS SÃO FINANCIADAS PELO “PARTIDO”), e é como se nada tivesse acontecido.

Este não é um texto para denunciar a “violência policial” dos companheiros, não. Não sou irresponsável como os esquerdopatas. Antes de uma criteriosa avaliação, não julgo.

Este é um texto para denunciar um esquema mental que faz inocentes e culpados segundo o partido a que pertencem, não segundo aquilo que fizeram ou deixaram de fazer.

As televisões e os jornais em particular têm de se perguntar por que uma “desinvasão” pacífica como a da USP, que não feriu uma só pessoa, seria mais importante do que um confronto que deixa um estudante cego de um olho; têm de se perguntar por que a ação destemperada de um único policial na universidade contra um invasor, que desrespeita a lei, merece uma reportagem em tom grave, que mobiliza até a OAB, e a pancadaria em três estados “companheiros” ganha um leve registro.

“E você, Reinaldo, também não varia seu juízo segundo o partido?”
Eu não! Alguém me viu aqui condenar a PM desses três estados? Eu sou contra a violência de manifestantes e a violência policial em São Paulo, Pernambuco, Piauí, Espírito Santo…

E considero a indignação seletiva de parte da imprensa uma espécie de violência jornalística.

21/01/2012
Por Reinaldo Azevedo

EXPULSEM O MASTODONTE DA ESPLANADA

Maioria no Congresso Nacional não é sinônimo de governabilidade. Menos ainda se os interesses dos aliados se colocam à frente dos da nação.

A multiplicação de cargos para a acomodação política é pecado original de governos mais voltados a ouvir as vozes que fazem sua defesa nos gabinetes refrigerados do que as das ruas.

No caso, para ambos os lados, pouco importa faltar médico nos hospitais e professores nas escolas, desde que haja ministérios, autarquias e empresas suficientes para ratear entre os amigos do poder e enchê-los de amigos dos amigos do poder.

Esse pacto antidemocrático e dissimulado desafia a República.
Planejada em um dos períodos mais ousados da história do país em termos de desenvolvimentismo, a era JK, a Esplanada dos Ministérios se tornou acanhada diante do gigantismo dos Três Poderes.


Nada ingênuos, Lucio Costa e Oscar Niemeyer sabiam que ali não caberia toda a máquina pública federal. Deixaram espaço para anexos nas vias paralelas ao Eixo Monumental — já tomado; e criaram setores de autarquia — igualmente esgotados.

Hoje, até prédios comerciais abrigam órgãos da União. Fosse a questão apenas física, Brasília certamente ainda encontraria terrenos para resolvê-la. Um problema mais grave é conseguir espaço para o mastodonte no bolso mirrado do brasileiro. Outro, administrar a infinidade de órgãos e servidores.

O descontrole atingiu ponto tal que virou um desafio achar autoridade capaz de nominar todos os ocupantes do primeiro escalão — e a dificuldade não está na rotatividade, apesar das sete baixas do primeiro ano de Dilma Rousseff, mas no exagerado número de ministros: 38.

Reuni-los é um tormento improdutivo; ensaiá-los para tocarem como orquestra afinada, uma improbabilidade.

A presidente, contudo, encontra-se em momento ímpar do mandato. As eleições municipais de outubro a obrigam a mexer no tabuleiro do xadrez governamental. Fernando Haddad deixou a pasta da Educação para disputar a prefeitura paulistana.

Aloizio Mercadante foi para o lugar dele, liberando o posto em Ciência e Tecnologia para Marco Antonio Raupp, físico que presidia a Agência Espacial Brasileira. Até aqui, a troca de cadeiras segue o script tradicional.

Cabe à chefe do Executivo imprimir marca original à reforma e dar um xeque-mate no império da irracionalidade.

Dilma Rousseff teve sua candidatura à Presidência da República construída sobre uma imagem de gerente competente. Eleita, convidou a assessorá-la o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, a quem entregou a coordenação da Câmara de Políticas de Gestão.

Para ele, "é pacífico que é impossível administrar com 40 (são tantos, que errou a conta ou quis indicar o absurdo, mostrando que não importam dois a mais ou a menos) ministérios". Por que, então, não modernizar o Estado, privilegiando a meritocracia e a racionalidade?

Com popularidade crescente, cabe à presidente costurar o apoio político necessário ao enxugamento da máquina estatal.

Grandes potências mundiais, Estados Unidos, Alemanha e França têm 15 ministérios cada uma.
Não precisamos de 38.


20 de janeiro de 2012
Correio Braziliense

MORRE EM CUBA, O PRESO POLÍTICO WILMAN VILLAR MENDOZA

Greve de fome causa morte de preso político e revolta dissidentes em Cuba

Notícia
O preso político cubano Wilman Villar Mendoza, de 31 anos, morreu em um hospital de Santiago de Cuba na tarde da quinta-feira, sob a custódia do governo da ilha, durante uma greve de fome que fazia para protestar contra sua condenação. Ontem, enquanto o dissidente era velado, ONGs cubanas denunciaram uma nova onda de detenções, que impedia o funeral de se transformar numa manifestação.

Integrante da União Patriótica de Cuba (Unpacu), entidade que desde agosto busca reunir a dissidência nas províncias orientais do país, Villar cumpria 4 anos de prisão - condenado por "resistência, desacato e atentado" - na penitenciária de Aguaderos, segundo José Daniel Ferrer, o líder da Unpacu, relatou ao Estado.

Ferrer afirmou que Villar começou a greve de fome assim que foi condenado, em 24 de novembro. "Dez dias antes, ele tinha sido preso enquanto distribuía folhetos em Contramaestre. Na delegacia, disseram que se ele deixasse a dissidência, nada mais ocorreria. Mas ele não aceitou a oferta."

Na prisão, considerada de "segurança máxima" pelos dissidentes cubanos, o estado de saúde de Villar deteriorou-se. Ferrer afirmou que "carcereiros enganadores" prometeram que ele seria libertado juntamente com outros opositores, caso suspendesse a greve de fome e, "no dia 23 (de dezembro), ele voltou a ingerir alimentos líquidos". Nesse período, a mulher de Villar, Maritza Pelegrino Cabrales - integrante do grupo Damas de Branco -, organizou ao menos dois protestos diante da penitenciária, segundo Ferrer.

No dia 29, ao dar-se conta de que não ganharia a liberdade, Villar retomou o jejum, de acordo com o relato. Ferrer disse que os carcereiros de Aguaderos, dessa vez, puniram o protesto do ativista preso com o confinamento solitário. "Os guardas despem os detentos e os colocam nas celas de castigo, com ratos e baratas, para que o frio e a insalubridade os obrigue a parar com os protestos."
CONTINUE LENDO
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,greve-de-fome-causa-morte-de-preso-politico-e-revolta-dissidentes-em-cuba-,825304,0.htm

Guilherme Russo, O Estado de S.Paulo
21 de janeiro de 2012

COM O PT NO GOVERNO, CRACOLÂNCIDAS DISSEMINADAS POR TODO PAÍS

Com o PT no governo, cracolândias disseminadas por todo país.

É impressionante o levantamento apresentado por Veja. Dados coletados pelo Conselho Nacional de Municípios em 4.430 cidades brasileiras revelam que 91% sofrem com o flagelo do crack.
Mesmo as regiões mais remotas do país não estão imunes aos efeitos devastadores da droga.
É o resultado da irresponsabilidade de Lula, que abriu os cofres e as fronteiras para os bolivarianos, permitindo que o tráfico de drogas transformasse o país numa imensa cracolândia.

As cracolândias do Brasil

Dados coletados pelo Conselho Nacional de Municípios em 4430 cidades brasileiras revelam que 91% delas sofrem com o flagelo do crack. Mesmo as regiões mais remotas do país não estão imunes aos efeitos devastadores da droga

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/as-cracolandias-do-brasil

SERVIDORES RECOLHEM 22 BILHÕES E RECEBEM 74 BILHÕES EM APOSENTADORIAS

E mais 40% da "máquina "se aposenta até 2015.

As dimensões e o rápido e contínuo crescimento do déficit do sistema previdenciário dos servidores públicos, ao mesmo tempo que diminui o déficit do regime válido para os trabalhadores da iniciativa privada, não deixam dúvidas de que o problema é muito mais grave na área governamental.
É preciso encontrar com urgência uma solução que, em algum momento, interrompa o processo de crescimento desse déficit. Por isso, é mais do que acertada a decisão da presidente Dilma Rousseff de adiar todos os concursos públicos e todas as nomeações dos aprovados até que seja instituído o fundo de previdência complementar do servidor público federal, conhecido pela sigla Funpresp.

O Regime Geral de Previdência Social (RGPS), onde estão os trabalhadores do setor privado, teve déficit de R$ 36,5 bilhões no ano passado, o menor desde 2002 e inferior em 22,3% ao de 2010. Em contraste, o déficit da previdência dos servidores públicos passou de R$ 51,2 bilhões, em 2010, para R$ 56 bilhões, em 2011, e neste ano deverá superar os R$ 60 bilhões, calcula o ministro da Previdência, Garibaldi Alves.

Esses números embutem uma brutal diferença de tratamento previdenciário dos brasileiros vinculados ao RGPS e dos servidores públicos. Embora atenda quase 30 milhões de pessoas - contra 1 milhão de aposentados e pensionistas do setor público -, o regime geral tem déficit bem menor e o crescimento do saldo negativo nos últimos anos é bem mais lento - quando não diminui, como em 2011 - do que o do funcionalismo.

Mas não é apenas por propiciar aos servidores vantagens com que o contribuinte do regime geral nem pode sonhar, que o sistema previdenciário precisa ser reformado.
Do ponto de vista das finanças públicas, se o processo observado atualmente não for interrompido, dentro de algum tempo o déficit previdenciário do setor público se transformará num pesadelo para os governantes e para os contribuintes em geral.
A presidente Dilma Rousseff tinha definido como prioritário, e por isso tinha pedido sua tramitação em regime de "urgência constitucional", o projeto de criação do fundo de previdência do servidor que tramita há anos no Congresso. Ela queria ter o projeto aprovado em seu primeiro ano de mandato. Não conseguiu. Com a decisão de suspender contratações e a realização de concursos públicos até que o Funpresp seja criado, Dilma reitera, na prática, sua disposição de forçar o Congresso a decidir sobre o assunto com rapidez.


A criação do fundo não resolverá o problema imediatamente. Os servidores da ativa manterão o regime atual, e só aderirão ao Funpresp por decisão voluntária. O novo regime será obrigatório para todos os servidores admitidos após sua criação. Assim, seus resultados práticos surgirão somente quando esses novos servidores começarem a usufruir de seus direitos previdenciários, ou seja dentro de 30 ou 40 anos.

Mesmo assim, a criação do Funpresp é urgente, pois indicará que, em algum momento, o problema deixará de piorar e uma das maiores fontes do desequilíbrio das finanças públicas começará a ser secada.

Quanto aos resultados de 2011, eles mostram que o INSS se beneficiou de uma situação macroeconômica favorável, de quase pleno emprego, com aumento da formalização do trabalho e salários em alta real. É o que explica o melhor resultado, cuja sustentação será mais difícil, doravante, pois as despesas serão maiores, mas o País continuará crescendo em ritmo lento.

Ressalte-se que, apesar da queda, o déficit do INSS continua sendo muito elevado, mas nada que se compare ao déficit da previdência dos servidores públicos.

Em 2010, a despesa total com os funcionários inativos civis e militares foi de R$ 73,9 bilhões, para uma arrecadação de apenas R$ 22,7 bilhões. Os dados de 2011 ainda não são conhecidos, mas já se sabe que o crescimento do déficit é inexorável, como reconhece o secretário de Políticas de Previdência Complementar do Ministério da Previdência, Jaime Mariz de Faria Junior.
A situação tende a piorar na segunda metade da década, quando se prevê um "boom" de pedidos de aposentadoria no setor público, pois 40% dos servidores já terão cumprido o tempo necessário para se aposentar.

(Editorial de O Estado de São Paulo, intitulado "O verdadeiro problema")
coroneLeaks

OPERÁRIOS CHINESES DESESPERADOS. O QUE FAZER POR ELES?

Operários ameaçam suicídio coletivo na Foxconn que produz para Microsoft e Apple, entre outras
Podemos parecer repetitivos, mas não podemos deixar de escrever novamente sobre o caráter escravagista do comunismo chinês devido à divulgação da incrível notícia de que mais uma vez se praticou uma tentativa de suicídio (pasmem!) coletivo neste país.

Cerca de 300 trabalhadores e ex-trabalhadores escalaram em grupo o telhado da fábrica da Foxconn, divisão Microsoft, e ameaçaram atirar-se caso não lhes fossem efetuados os aumentos de salários e os pagamentos acordados para os que optaram pelo programa de demissões “voluntárias”.

Além da negação da empresa em relação a tais concessões, pesou a insensibilidade da diretoria diante dos insistentes pedidos por melhorias das condições de trabalho.

Após dois dias de protestos foram convencidos a desistir pelo prefeito da cidade de Wuhan, onde fica a fábrica. Entretanto a situação dos 300 trabalhadores continua, até o momento, indefinida.

Em 2010 um suicídio coletivo ocorreu em uma das plantas da mesma empresa. Na ocasião 18 pessoas se lançaram do prédio, vindo 14 a morrer. Os suicídios e ameaças de suicídios nos recintos desta empresa – quase um campo de concentração – vem se repetindo com intensidade cada vez maior.

Todos se perguntam: por quê?

Alguns poderiam atribuir a tendência ao suicídio do povo chinês ao seu paganismo e ao seu fatalismo. Mas é certo que a falta de esperança e a estreiteza de vista proporcionadas pelo comunismo exacerbam esta tendência. No caso concreto, o regime escravo imposto aos operários desta fábrica (de cujos produtos o Ocidente é ávido consumidor!) são fatores que agravam ainda mais os males proporcionados pelo paganismo.

Diante de tal quadro, nós, ocidentais e cristãos, não podemos ficar calados e indiferentes. Pelo contrário, devemos denunciar pelos quatro cantos as injustiças praticadas pelo regime comunista chinês, e alertar sobre a falácia de que aquele povo vive num mar de rosas. E de que, por outro lado, a China se abre ao capitalismo e por isso podemos comprar sem escrúpulos suas quinquilharias.


Operários se sentem escravos maltratados
O que fazer?

Além desta denúncia (e agora enfocando o aspecto doutrinal e espiritual da questão), devemos combater o pérfido princípio que alimenta o comunismo, que é o igualitarismo. É óbvio que não se deve rejeitar a igualdade natural, proveniente do fato de sermos homens criados à imagem e semelhança de Deus (direito à vida, ao trabalho, à verdade), mas a igualdade propalada pelo iluminismo, qual seja, a da trilogia liberdade, igualdade, fraternidade. Ou seja, a supressão das desigualdades legítimas nascidas da tradição, da família e da propriedade.

Aceitar o falso sofisma é querer ser enganado!

Ao abrirmos nossas portas aos produtos chineses estaremos fechando as portas de incontáveis indústrias brasileiras. Não precisamos nos estender sobre o assunto, pois é notório o fato de o setor calçadista nacional estar sofrendo tal ação predatória. Isto só para citar uma atividade industrial da qual o Brasil sempre foi competitivo.

Tirando o aspecto econômico, um outro muito mais importante deve estar continuamente presente em nossas preocupações. Uma China comunista cada vez mais nutrida com capitais e recursos ocidentais cedo ou tarde poderá ditar as regras a serem seguidas pelo mundo. Nesta hora não faltarão pressões econômicas e militares para que seu regime ateu seja adotado por todos, tudo com vistas a que nossa secular civilização cristã seja destruída.

20, janeiro, 2012
Nilo Fujimoto