"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sábado, 5 de maio de 2012

DILMA CARDOSO DE MELLO & ZÉLIA ROUSSEFF

A “herança maldita”, permitiu ao governo petista, gastos estratosféricos. Um escândaloso aparelhamento do Estado, programas que permitiam benefícios em troca de votos, obras faraônicas dispendiosa, inúteis e inacabadas. Isso tudo sem contar a correnteza de corrupção.
Como a economia estava parada, apelou para a captação de capital estrangeiros, que deu a ilusão de um crescimento, para tal pagava-se a maior taxa de juros mundial. Todavia agora , como era de se esperar, a casa caiu.
A primeira providência da “presideta”, foi encontrar um bode expiatório. Partiu acusando os bancos num discurso, com uma demagógica violência .


No seu discurso para o Dia Internacional do Trabalho, Dilma atacou o atual comportamento de bancos que não seguiram a redução do Banco Central e mantiveram taxas elevadas. “O setor financeiro, portanto, não tem como explicar esta lógica perversa aos brasileiros. A Selic baixa, a inflação permanece estável, mas os juros do cheque especial, das prestações ou do cartão de crédito não diminuem. [...] A economia brasileira só será plenamente competitiva quando nossas taxas de juros, seja para o produtor, seja para o consumidor, se igualarem às taxas praticadas no mercado internacional”.
Ela ainda fez uma convocação ao povo brasileiro para que prefiram buscar financiamentos com instituições que baixarem as taxas, em outras palavras, os bancos estatais. “É bom também que você, consumidor, faça prevalecer seus direitos, escolhendo as empresas que lhe ofereça melhores condições”, sugeriu. (veja a íntegra do discurso: Presidente Dilma Rousseff Faz Pronunciamento).
Contudo, essa raiva fora de hora, foi uma farsa para esconder sua verdadeira intenção, processar mudanças nas regras da Caderneta de Poupança , a mais tradicional e popular aplicação financeira do país.
Com a desculpa de abrir caminho para a redução da taxa de juros, o governo anunciou, na quinta-feira (3/5), novas regras de remuneração da caderneta de poupança.
À sombra de um objetivo importante, o que o governo fez foi reduzir a já minguada remuneração da poupança. Acontece que essa é a principal – ou a única – opção que de investimento financeiro a que o trabalhador tem acesso. Os primeiros cálculos estimam uma perda de 18% nos rendimentos da aplicação. A alternativa – fazer a reforma tributária e controlar os gastos do governo – passaram longe da cabeça do PT. Quem ganha são os banqueiros, como sempre.

Mudando o que deve ser mudado, Dilma está imitando o Plano Collor, que enfiuo a mão no dinheiro do povo. Com uma diferença, enquanto este recebeu de herança um inflação de 3% ao dia, Dilma está tentando tapar os criminosos buracos feitos pelo governo anterior do qual é a sucessora.

05 de maio de 2012
Giulio Sanmartini

(*) Fotomontagem.

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