"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sábado, 27 de julho de 2013

A GUERRA INVISÍVEL PARA ALGUNS


 
 
"Todo plano estratégico de grande envergadura e longa duração é,
por definição, inverossímil aos olhos da população média
e também, necessariamente, aos da maior parcela da militância incumbida de realizar as inúmeras operações parciais destinadas a implementá-lo.
Se dissermos a um militante petista que ele está trabalhando
para tal ou qual finalidade geral que lhe escapa, ele garantirá que estamos completamente loucos
ou que fomos pagos para mentir contra o seu partido.


Hoje os historiadores conhecem em detalhe, por exemplo, o plano global de Stálin
para desencadear a II Guerra Mundial mediante o incentivo simultâneo ao crescimento do poder nazista na Alemanha
e à campanha antinazista no resto da Europa.

Isso era segredo de Estado, e nenhum dos milhões de militantes entusiastas que,
na época, bradavam slogans antinazistas na França
ou em Londres tinha a menor idéia de que o inimigo que odiavam
era ao mesmo tempo alimentado
pela mesma fonte da qual recebiam instruções.


Pierre Massé dizia que planos são "o anti-acaso", o que significa que todo plano deve poder absorver, no curso da sua execução,
toda e qualquer mudança imprevista, mas também utilizar em seu proveito
a impressão de casualidade e inconexão na mente de seus executores menores e
principalmente de seus adversários."
 
27 de julho de 2013
Olavo de Carvalho

Nenhum comentário:

Postar um comentário