"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

TODO BRASILEIRO É UM CORRUPTOR COMPULSÓRIO

... e contribui com R$ 370 anuais para a corrupção.

Cada um dos 190 milhões de brasileiros contribuem anualmente, em média, com R$ 370 para o enriquecimento dos corruptos no país. Segundo a FIESP, são desviados R$ 70 bilhões dos cofres públicos por ano para a corrupção.

O mais interessante é que sabe-se os valores, conhece-se os corruptos, mas nem o dinheiro aparece e nem os corruptos são presos ou sequer condenados. Ou melhor, o dinheiro, quando aparece, é troco e é faz-de-conta: dos tais 70 bi, a Polícia Federal através de suas operações flagrou desvios de apenas R$ 3,2 bilhões de recursos públicos em 2011. Só que a grana pra valer ainda não apareceu: as investigações foram repassadas para o Ministério Público que ainda vai tentar reaver o dinheiro.

Mas ainda há mais um agravante: se o ervanário fosse concentrado em meia dúzia de corruptos, a coisa seria de fácil solução. Acontece que essa “cultura” da roubalheira está tão disseminada entre o funcionalismo público, os políticos e os empresários que têm ligações com a coisa pública, que ninguém escapa.

E o pior é que qualquer um aceita qualquer merreca e se suja por dez merréis de mel coado, como mostra a divulgação de um vídeo, em maio de 2005, no qual o ex-Chefe do DECAM/ECT, Maurício Marinho, recebia 3 mil reais de Joel Santos Filho, o denunciante da corrupção, que para colher prova material do crime se passou por empresário interessado em negociar com os Correios, flagrante que se transformou na origem do Mensalão, quando Marinho revelou que o dinheiro iria para o PTB, presidido por Roberto Jefferson.

Partindo do princípio que um chefe de um órgão da importância dos Correios se emporcalha por 3 mil, mantido o parâmetro, imaginem quanta gente deve estar envolvida com a corrupção. Não há PF nem MP que dê jeito.

Sinceramente, eu não vejo solução. Será que há uma?
Ricardo Froes

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