"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sábado, 26 de maio de 2012

O FIM DA SOBERANIA DAS NAÇÕES É MAIS UM PASSO DE SUBMISSÃO À TIRANIA DO GOVERNO MUNDIAL

Há uma matéria na Folha de S. Paulo desta sábado que é emblemática e que transcreverei após este prólogo. O pensamento politicamente correto, o maior flagelo deste século, vai aos poucos se impondo e dando forma concreta ao Governo Mundial que faz tábula rasa do conceito de soberania nacional.
Daqui a pouco todas as nações - com exceção das ditaduras como as de Cuba e dos países islâmicos - terão que pedir licença para a ONU quando desejarem construir uma hidroelétrica, uma rodovia, ou qualquer obra pública ou privada necessária ou, ainda, oferecer à análise dos vagabundos da ONU, qualquer projeto de lei. Restarão independentes, pasmem, as ditaduras. As democracia serão sabatinadas e fustigadas pelos chefetes da ONU.
O mais incrível de tudo isto é que um jornal como a Folha de S. Paulo destaca um enviado especial para acompanhar uma reunião do Conselho de Defesa dos Direitos Humanos da ONU em Genebra, em que o Brasil - pasmem - é sabatinado pelos picaretas politicamente corretos com a anuência servil da gaúcha Maria do Rosário.
O jornalista enviado "especial", produz uma matéria que mais parece um press-release da ONU. O jornal é incapaz de questionar essa absurda situação em que um país independente tem de prestar vassalagem e anuir calado à intromissão indevida nos seus assuntos internos por meia dúzia de burocratas regiamente pagos para viver em eterna vadiagem.
Não há nenhuma dúvida. O Governo Mundial já é uma realidade. Pelo menos para os países do mundo ocidental. As ditaduras islâmicas continuarão açoitando mulheres, enforcando gays e condenando à morte os dissidentes.
Quanto a essas iniquidades a ONU não emitirá um pio, porque a ordem é destruir todos os valores da civilização ocidental. Esse ataque ao Ocidente se verifica em vários flancos simultaneamente: a estigmatização de Israel e do povo judeu, a perseguição e o assassinato de cristãos e, por fim, a destruição de todos os valores da civilização ocidental.
A ONU transformou-se no gabinente executivo do Governo Mundial ao qual os países ocidentais democráticos terão que pedir licença todas as vezes em que necessitem construir obras públicas, privadas ou derrubar uma prosaica goiabeira ou plantar um pé de couve.
O epílogo dessa novela de horror será o fim da privacidade e da liberdade individual. Estaremos todos sujeitos ao Governo Mundial e nem sequer fará mais sentido cantar o Hino Nacional e comemorar o Dia da Independência.
E não há um miserável político que se insurja contra essa sacanagem global. Não há um um empresário, uma entidade de classe, um sindicato, nada. Ninguém emite sequer um grunhido.
Ao contrário, usam em seus discursos os jargões e conceitos que convalidam essa tirania globalista. Já nem falo da grande midia, toda ela dominada pela patrulha politicamente correta.
Transcrevo a matéria que está na Folha de S. Paulo deste sábado, intitulada: "ONU questiona Brasil sobre grandes obras", é um troço incrível, parece piada.
No entanto isso é disseminado pela grande imprensa como natural, procedente e verdadeiro. Depois é ensinado para as criança e jovens nas escolas e nas universidades que há alguns anos vêm sofrendo uma criminosa lavagem cerebral que os transforma em cretinos acríticos e seguidores fanáticos da estupidez politicamente correta.
Leiam:
A política do Brasil para grandes obras de infraestrutura foi um dos principais temas da sabatina a que o país foi submetido ontem pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.
O país foi questionado pelas remoções forçadas de populações de terrenos que darão lugar a obras da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016.
Para grandes obras de forma geral (como as do PAC, embora o programa não tenha sido citado especificamente), houve cobrança por diálogo com populações locais afetadas.
Foi a segunda participação do país na Revisão Periódica Universal da ONU, que avalia questões de direitos humanos a cada quatro anos.
Após a sabatina, é feito um relatório com recomendações ao país, que deve responder a elas. Nenhum caso concreto foi citado, porém.
No ano passado, o Brasil foi repreendido pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos pela construção da usina de Belo Monte, no Pará, em razão do impacto em comunidades indígenas.
Em uma de suas manifestações, a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), chefe da delegação do país, afirmou que o Brasil terá "respeito aos direitos humanos nos grandes eventos" e que está orgulhoso por recebê-los e por contar com a confiança internacional.
O Brasil ouviu comentários de 78 países. Entre os mais assertivos estiveram Canadá, Holanda e Reino Unido.
COMISSÃO DA VERDADE
Questões específicas, como o número de mulheres no Congresso, não tiveram resposta na sessão. Países com laços mais estreitos com o Brasil, como os vizinhos da América do Sul e os parceiros do grupo Brics (Rússia, China, Índia e África do Sul) fizeram recomendações vagas.
A Argentina, por exemplo, pediu que seja assegurado um correto funcionamento da recém-instaurada Comissão da Verdade.
Os temas mais abordados foram a situação do superlotado sistema prisional, a violência contra a mulher e contra defensores de direitos humanos, execuções extrajudiciais e direitos dos indígenas.
Sobre o tema dos índios, a ministra Maria do Rosário declarou que "nenhuma terra indígena será alagada e nenhum índio será removido" por conta das grandes obras de infraestrutura no país.
Ela afirmou que o Brasil vem promovendo desenvolvimento econômico aliado à inclusão social e ao respeito aos direitos humanos, exaltando a importância do plano Brasil sem Miséria, que pretende erradicar a pobreza extrema até 2014, como instrumento de promoção desses direitos.
Na questão de presídios, o país se comprometeu a eliminar a superlotação de penitenciárias femininas até 2014.
Camila Asano, coordenadora do programa de direitos humanos e política externa da ONG brasileira Conectas, disse à Folha que o essencial a partir de agora é que o país crie um plano de ação e um sistema de monitoramento de direitos humanos.
Na próxima quarta-feira, a ONU apresentará seu relatório contendo as recomendações ao país. Da Folha de S. Paulo deste sábado
26 de maio de 2012
in aluizio amorim

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