"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quinta-feira, 15 de março de 2012

O PLANO AS FARC, AS MILÍCIAS BOLIVARIANAS E A FALSA PAZ

Notícias Faltantes - Foro de São Paulo

Todos os documentos programáticos das FARC apontam para a execução de atividades bélicas, visando a busca da legitimidade política e o enquadramento de sua atividade terrorista dentro do quadro maior das tendências estratégicas do Foro de São Paulo.

As sucessivas ondas de ataques terroristas das FARC no Cauca, simultâneos com as destemperadas declarações do bispo de Cali acerca da morte de Cano, o anúncio do ELN de querer iniciar diálogos de paz, a artificiosa promessa de Timochenko de não cometer mais seqüestros extorsivos, a sinistra manipulação da libertação dos militares seqüestrados, a “boa e discreta vontade” do Brasil para emprestar as aeronaves, o ainda não esclarecido movimento gaitanista que propõe Piedad Córdoba, a presença de ativistas internacionais pró-FARC no pré-planejado circo midiático, etc., conduzem ao mesmo ponto de origem: o Plano Estratégico das FARC.

Para minimizar o impacto do março negro de 2008, mês em que morreram três cabeças do Secretariado das FARC, e para evitar efeitos nocivos na estrutura interna do grupo terrorista, Cano urdiu um refinamento do Plano Estratégico denominado “Plano Renascer”, guia geral programático atual das FARC, no qual priorizou as ações ofensivas permanentes das milícias bolivarianas para causar mal-estar nas tropas que, ao persegui-las, golpeiam o vazio e podem cair em armadilhas estendidas pelas quadrilhas.

De forma simultânea a estas ações, o Partido Comunista Clandestino, que são membros do Partido legal que militam nas FARC e vivem nas áreas de presença terrorista, desatam maior atividade propagandística, política e de guerra jurídica, enquanto que o Movimento Bolivariano Clandestino, organismo pluri-partidista de apoio ideológico e político, desenvolve ações publicitárias a favor das FARC, com a aparência de ser organizações civis desejosas da paz na Colômbia.

Toda esta engrenagem é ao redor de um só tema: a libertação dos seqüestrados a conta-gotas para pressionar o acordo humanitário, sentar-se com o governo para negociar e conseguir ali que os governos afins ao socialismo do século XXI e o Foro de São Paulo retirem-lhes o epíteto de terroristas, reconheçam-lhes como exército revolucionário, permitam-lhes abrir embaixadas em Buenos Aires, Montevidéu, Assunção, Quito, Manágua, Caracas, Brasil e Havana, e os apóiem com armas e dinheiro na ofensiva final para a tomada do poder.

1. O Plano Estratégico das FARC é um plano de guerra, não de paz

Todos os documentos programáticos das FARC, inclusive as conclusões das nove conferências guerrilheiras e os 13 Plenos Ampliados, eixos-motrizes do Plano Estratégico antes chamado “Movimento Bolivariano por uma nova Colômbia”, apontam para a execução de atividades bélicas para derrocar o sistema capitalista, tomar o poder político por meio de uma insurreição generalizada ou produto de habilidosos estratagemas políticos, e impor uma ditadura comunista.

Em nenhuma parte de seu conteúdo este plano concebe a entrega de armas, nem a desmobilização, nem a submissão à justiça, nem a supressão das ações terroristas contra a população civil. Prevê saltos qualitativos e quantitativos por meios dialéticos derivados do uso das negociações com o governo nacional, como um passo a mais para a tomada do poder. Nunca a rendição.

Segundo o legado por Tirofijo, o Plano Estratégico das FARC parte de:

- Pensamos que há muitas maneiras de chegar à capital. Com o apoio da classe operária, mediante uma grande parada ou greve geral. Ou com as tropas revolucionárias na luta por essa posição estratégica, que é a parte fundamental do governo. Poderíamos chegar por quatro, cinco, oito ou dez partes.

- Estamos preparando homens para dedicá-los ao trabalho de massas. No nível da classe operária, do campesinato, da juventude, de mulheres. Necessitamos um movimento de massas forte para criar um exército revolucionário, porque para tomarmos o poder necessitamos nos pôr de acordo com todos os setores das massas.

Anos depois, em outra reunião de cabeças Tirofijo complementou:

- Temos pendente um novo encontro das FARC com os partidos comunistas para efetuar um intercâmbio de opiniões e experiências, como parte do Plano Estratégico, tendo em conta que alguns deles são muito fracos e não podem financiar seu deslocamento até este lugar.

- Adiantamos os diálogos com o governo como parte do Plano Estratégico. Devemos analisar até onde poderemos avançar para conseguir o objetivo de acordo com as circunstâncias políticas e de confrontação existentes, procurando que ante a opinião pública sempre fique clara nossa vontade de encontrar saídas políticas, deixando ao Estado terrorista a responsabilidade de esgotamento desta opção.

- Devemos estudar a proposta do cessar fogo bilateral Governo-FARC, analisando qual deveria ser sua contribuição para o desenvolvimento do Plano Estratégico, de tal forma que nos permita ganhar novas posições perto dos centros urbanos e nos fortalecer na conquista de nosso reconhecimento como força beligerante.

- Atualmente, o trabalho internacional como parte do Plano Estratégico nos deu muito bons resultados para nos fazer conhecer como movimento revolucionário pelas mudanças, e em busca de reconhecimento como força beligerante. Devemos aproveitar todas as sugestões para atender personalidades da Europa, com a finalidade de afiançar nossa política em busca de reconhecimento.

Em complemento, em um dos documentos explicativos dos alcances da Oitava Conferência das FARC, Cano resumiu as incidências das conclusões em alguns dos componentes do Plano Estratégico:

- As FARC são uma organização política militar, que luta pela tomada do poder para o povo. Sua tática é a combinação de todas as formas de luta de massas. Aplicam à realidade colombiana os princípios fundamentais do marxismo-leninismo.

Por sua parte, Jojoy acrescentou:

- As FARC jamais falaram de desmobilização e desarmamento. As FARC falaram de procurar uma saída dialogada com o Governo para nos pôr de acordo. Porém, deve-se recordar que o fuzil é o garantidor dos acordos que se assinem. Se alguém os entrega, isto se acaba. Nem sequer os jornalistas viriam falar conosco.

- Nos importa um caralho a Constituição e as leis porque estamos fora delas. Não valem nada. Valem para o Estado. Isso é o que eles têm que resolver. Temos nossa própria Constituição e nos levantamos contra o Estado porque nos obrigaram. Então, são eles que têm que resolver: ou virem uns para cá, ou ajudar a resolver isso.

As declarações de Simón Trinidad ao jornal Tiempos del Mundo de Washington D.C. durante a época da zona de distensão, refletem a enorme brecha que existia entre o detalhado planejamento das FARC e a nítida improvisação governamental ao iniciar as conversações:

- Não vamos nos desmobilizar nem render as armas. Nós seremos a base das novas forças militares na Colômbia e seu novo Estado. Não estamos lutando por uma participação em eleições ou cadeiras no parlamento, ou benefícios para guerrilheiros. Estamos lutando por mudanças radicais e profundas, como radicais e profundos são os problemas que a sociedade na Colômbia tem.

- Ou fazemos um tratado de paz que implique em mudanças na vida política, econômica e social do país, ou continuará a confrontação. Se sentamos as bases de um tratado de paz para algumas grandes transformações, nós seremos parte desse novo regime político e haverá uma base econômica que sustente esse novo Estado que vamos administrar e conduzir. Nós não vamos nos desmobilizar em troca de nada.

Em síntese, a paz para as FARC só será possível quando os terroristas governem a Colômbia, objetivo para o qual são válidos todos os meios, inclusive o terrorismo em todas as suas modalidades, a farsa das conversações de paz, os acordos humanitários, a relação com governantes pró-terroristas, o uso de propagandistas escudados nas bondades da democracia, a manipulação da libertação dos seqüestrados e o cinismo marxista-leninista crescente em todas as atividades.

2. Milícias bolivarianas coluna vertebral do Plano Estratégico das FARC

A partir do Congresso do Partido Comunista Colombiano realizado em 1947, ao qual Jacobo Arenas assistiu em representação dos sindicalistas petroleiros de Barrancabermeja, a esquerda extremista decidiu armar bandos de camponeses doutrinados nas teses do marxismo-leninismo, para que defendessem a posse de terras expropriadas de seus legítimos donos por meio da violência.

Com base nesse critério, Erasmo Valencia e Juan de la Cruz Varela instalaram entre Pasca Cundinamarca e Uribe-Meta, muitas famílias doutrinadas com idéias comunistas que constituíram uma rede de auto-defesas revolucionárias denominadas “a cortina”, que tinha a missão de detectar a presença do Exército, advertir de imediato às guerrilhas, abastecer as frentes móveis, treinar os camponeses de 15 anos de idade em diante em técnicas de combate irregular e servir de “correios” entre os cabeças.

Quando e Exército Nacional incursionou em Marquetalia foi encontrada farta documentação que demonstrou a atividade intensa do Partido Comunista dentro da população civil e da organização militar em auto-defesas revolucionárias, a que estavam submetidos todos os camponeses e indígenas que viviam ali, com extensão em Riochiquito no Cauca.

Dezesseis anos mais tarde, tropas da Sétima Brigada atacaram o fortim de Casa Verde, e lá encontraram documentos específicos da extensa rede de camponeses armados, treinados como auto-defesas guerrilheiras situados no canhão do rio Duda, no Meta, no Páramo do Sumapaz em Cundinamarca, na cordilheira ocidental no Cauca, no desfiladeiro de las Hermosas no Tolima, no desfiladeiro da Llorona, no Urabá, na Serra Nevada em Cesar e Magdalena, e San Juan de Sumapaz nos arredores de Bogotá.

A partir da oitava conferência das FARC realizada em 1993, Alfonso Cano deu vida ao projeto de Jacobo Arenas que consistia em tornar clandestinas as redes rurais do Partido Comunista legal, conformar redes de auto-defesa revolucionárias batizadas de “milícias bolivarianas”, para diferenciar das milícias populares do ELN e das milícias operárias do EPL, que por militância e visão compartilhada deveriam apoiar em todos os sentidos às frentes e os integrantes do movimento bolivariano.

Ao implementar o Plano Renascer, Cano enfocou as ações das milícias bolivarianas em plantar minas anti-pessoas, perseguir as tropas em postos fixos ou em movimento tático terrestre, lançar cilindros carregados de explosivos, assassinar camponeses e militares mediante plano enganoso, seqüestrar civis, apoiar ações armadas das frentes, fazer seguimentos de inteligência às tropas, cuidar de seqüestrados, guiar cabeças e seus amigos no terreno, distribuir propaganda, levar mensagens a outras estruturas, etc.

Estas instruções explicam o que ocorre no Cauca e Norte de Santander, áreas onde se mobilizam alguns dos principais cabeças das FARC. O traslado de Cano ao Cauca, onde por mais de 45 anos o “sargento Pascuas” estruturou extensas redes de milicianos com indígenas e camponeses, obedeceu a que o crescente número de desertores do Bloco Central ajudaram a desmantelar as redes de milicianos e a desmascarar outros, a bloquear os corredores de mobilidade das frentes que na época normal são cobertos com fogo e observação pelos milicianos, e a pôr em risco sua permanência no sul do Tolima.

Esta situação explica também porque, enquanto Cano se instalou perto de Cali para continuar o desenvolvimento do propósito de cercar e isolar primeiro essa cidade antes de empreender o assalto final contra Bogotá, as companhias de milicianos situados em Buenaventura, Caloto, Miranda, Pradera, Florida, Corinto, López de Micay, Argelia, El Patía e Caldono, se dedicaram a cometer sucessivas ações terroristas para deixar em suspenso a credibilidade do Governo e a efetividade da estratégia de segurança democrática, com a finalidade de manter as tropas ocupadas em outras zonas.

Outros milicianos rurais são dedicados a difundir dados com desinformação para desviar as tropas dos objetivos, ou a servir como testas-de-ferro nas fazendas agropecuárias ocupadas à força pelas FARC, fortalecer os cultivos comunitários de indígenas criados pelo “sargento Pascuas”, que também tem fazenda própria na zona, ou proteger as fábricas de armamento artesanal, cuidar das caixas de armas, munições, documentos e víveres em geral.

Entretanto, as redes de milícias urbanas incrustadas em Palmira, Buga, Cali e Popayán dedicaram-se a prover o fluxo logístico constante, a atender os feridos e inválidos, receber jornalistas e visitantes internacionais, levar correios, servir de falsas testemunhas em imputações judiciais contra membros da Força Pública, etc.

Em síntese, desde o momento em que Cano implementou o Plano Renascer, as milícias bolivarianas duplicaram esforços para desenvolver outra parte do Plano Estratégico, enfatizada em levar o conflito ao nível político-estratégico, articular o trabalho das frentes com o Partido Comunista Clandestino e os cabeças de Blocos com o Movimento Bolivariano dentro e fora do país, situação que explicaria o aparecimento de movimentos políticos de matiz pacifista, que no fundo pretendem, ou a legitimação das FARC ou a conquista do poder político para iniciar o “governo de transição” para o socialismo do século XXI.

Nos casos específicos de Cauca, Nariño, Norte de Santander e Arauca, alguns membros selecionados das milícias bolivarianas traspassam as fronteiras da Colômbia com o Equador, para coordenar apoios políticos, negócios de narcotráfico, embarques de armas e contatos-chave.

Isto também indica que às FARC não interessa a paz senão a guerra, e para isso estão preparando suas estruturas de modo permanente, apoiadas na dupla moral das milícias bolivarianas que, na aparência são inofensivos camponeses, porém que na realidade são terroristas que militam nas FARC e atuam de modo dissimulado. Se são capturados, alegarão ser civis vítimas do conflito, perseguidos pelo Estado.

3. Estratagema da paz e do seqüestro como método de manipulação

Desde sua irrupção no cenário político nacional, primeiro o Partido Comunista e depois as FARC foram fervorosos porta-vozes da “paz democrática”, que pressupõe a eliminação do capitalismo e do velho modo de viver na Colômbia, assim tenham que bajular todos os grêmios, a Igreja católica, os estudantes, os operários e os incautos que com cantos de sereia se integrem ao movimento bolivariano, como ocorre com os que manipulados pelos membros incrustados pelo Partido Comunista, em Colombianos pela Paz.

Seqüestro e ardil com promessas farsantes de paz, têm sido a constante desde 1982 em diante, quando as FARC iniciaram as conversações de paz com Belisario Betancur e aplicaram a premissa ditada por Jacobo Arenas:

Seqüestrar e negar a autoria do crime, responsabilizando as Forças Armadas do Estado ou a propaganda do império yankee. Este foi um dos obstáculos que não deixou progredir a idéia de paz do governo, pois todas as evidências e provas indicavam que as FARC continuavam dedicadas a seqüestrar, mas Tirofijo e Jacobo negavam com cinismo absoluto.

Durante as acidentadas conversações de Caracas e Tlaxcala as queixas da população civil e dos meios de comunicação foram reiterativas, devido a que a Coordenadora Nacional Guerrilheira encabeçada pelas FARC continuavam dedicadas ao seqüestro, e inclusive o motivo do fim desses diálogos foi o seqüestro e morte em cativeiro de Argelino Durán Quintero, perpetrado pelo EPL, apadrinhado pelas FARC.

Ao longo de quatro anos de conversações sem estratégia de paz e de guerra, nem clareza conceitual do governo Pastrana, manipulado pelas argúcias e ardis do Plano Estratégico das FARC, o improvisador mandatário se viu forçado pelas circunstâncias a terminar com os diálogos devido às atrocidades das FARC, ordenadas e coonestadas desde a zona de distensão, inclusive o seqüestro do senador Eduardo Gechen ao sair de Neiva a bordo de uma aeronave comercial.

Desde o encerramento da zona de distensão, o Secretariado das FARC concentrou seu esforço principal em prol do status de beligerância e do reconhecimento político por meio do apoio internacional do Foro de São Paulo, da Coordenadora Continental Bolivariana e dos mandatários adeptos do socialismo do século XXI, ao redor da manipulação da dor das vítimas de todas as formas de seqüestro, mediante a habilidosa trapaça de responsabilizar o Estado pelo fato e promover a permuta humanitária como ante-sala das negociações de paz democrática, que se convertam em um passo transcendental para a tomada do poder mas nunca a desmobilização, porque os terroristas necessitam dos fuzis para afiançar a etapa final da insurreição generalizada prevista em seus planos.

Para tal efeito utilizaram novos ardis publicitários coonestados por seus cúmplices nacionais e internacionais, quase todos desmascarados nos computadores de Raúl Reyes. Passaram pelas intenções, figurões midiáticos como Alvaro Leyva Durán, as calculadas e mal intencionadas mediações de Chávez e pela que se fazia chamar Teodora de Bolívar, os pagamentos de viajantes internacionais dedicados a desprestigiar a Colômbia e prestigiar as FARC, filmes propagandísticos financiados pelo governo argentino, lobby ante Sarkozy, libertações a conta-gotas, assassinatos de seqüestrados em Urrao, Cauca e Caquetá, seqüestro e assassinato de um governador, etc.

Hoje, Timochenko muda o tom do discurso agressivo próprio de Cano e Jojoy, para propor que as FARC suspenderão o seqüestro - algo que já fizeram sem cumprir em Uribe-Meta em 1983 - mas não mudou os objetivos do Plano Estratégico, nem as intenções políticas das FARC. Quer dizer, tudo está como no princípio.

Por essa razão, os infiltrados em Colombianos pela Paz e os legitimadores das FARC por meio do Movimento Bolivariano Clandestino, disfarçados com nomes populistas, pretendem a todo custo que o Governo se sente para falar com os terroristas, para que seus cúmplices internacionais os legitimem.

E talvez, por essa mesma razão, um sacerdote calenho [1], loquaz e defasado, qualificou Cano como “um pobre velhinho sem nadinha que comer”, e um prefeito caucano [2] boquirroto pediu negociações de paz já, sem avaliar qual é a intenção dos terroristas que o manipularam para que dissesse isso.

Como conclusão, o Plano Estratégico das FARC está intacto, as milícias bolivarianas, o Partido Comunista Clandestino e o Movimento Bolivariano estão dedicados a manter no imaginário coletivo a sensação de irreversível nível político-estratégico do conflito, para buscar a legitimação das FARC, enquadrar as ações do grupo terrorista dentro das tendências geoestratégicas do Foro de São Paulo e, por razões óbvias, coadjuvar os terroristas em sua intenção de utilizar o estratagema da paz como um trampolim a mais para seu pretendido objetivo final.

Cel. Luis Alberto Villamarín Pulido
15 Março 2012

Notas da tradutora

[1] “Calenho” natural de Cali.

[2] “Caucano” natural do Cauca.

Tradução: Graça Salgueiro

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