Os brasileiros de bom tutano, que não se deixam levar pelos discursos embusteiros do governo, sabem muito bem que Dilma se esforçou demais para manter a economia brasileira em ritmo acelerado, contando com a imprescindível ajuda do ainda ministro Guido Mantega, da Fazenda.
Depois das promessas de Mantega de que a economia verde-loura cresceria 4% em 2012, o PIB deste ano deve no máximo alcançar a vergonhosa marca de 1,2%, como muito esforço e orações de sobra. O empenho de Dilma e sua equipe foi tão descomunal, que o PIB brasileiro, entre os países sul-americanos, superará apenas o do Paraguai, que terá encolhimento de 1,8%.
Para complicar a situação, Mantega decidiu, há dias, liberar as travas que dificultavam a entrada de dólar no País. Sendo assim, na esteira da genialidade do ministro da Fazenda, o real ficará valorizado diante da moeda norte-americana, prejudicando os exportadores. Fora isso, o incremento na importação de produtos, facilitado pelo dólar desvalorizado, comprometerá ainda mais a difícil situação da indústria brasileira. Com isso, o consumo aumentará, provocando alta da inflação diante de uma Selic fixada em 7,25% ao ano.
Diferentemente do que afirma Guido Mantega sobre a economia nacional, o presidente do Banco Central, Alexnadre Tombini, disse na terça-feira (11), no Senado Federal, que a retomada do crescimento será mais lenta do que o previsto. Ademais, a geração de empregos no Brasil está na seara das incertezas, pois o País continua sofrendo com a falta de mão de obra qualificada, que também tem vindo de fora.
Dilma Rousseff só não contou aos europeus que, a exemplo de Lula, continua empurrando a população ao endividamento recorde, como forma de aumentar o consumo e salvar a economia nacional. Contundo, em um país onde dois terços da população ganham mensalmente menos de dois salários mínimos, o plano do governo é um atentado contra as mais rasas teorias econômicas.
12 de dezembro de 2012
ucho.info
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