"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sábado, 19 de janeiro de 2013

O INFERNO DE LULA

 


 Dilma Rousseff e Teori ZavazckiDilma Rousseff e Teori Zavazcki
 
Governo de São Paulo é algo que não o atrai, ele teria que se rebaixar, e isso não agrada ao imperador dos trabalhadores. Senado…. bem, poderia ser uma alternativa. Presidência da República? Ah, isto é o que realmente interessa a Lula, ele quer voltar para o poder em Brasília. Mas, para isso, ele precisaria remover a presidente Dilma Rousseff do caminho.

Dentro do PT, isso não teria qualquer dificuldade. Em uma suposta convenção partidária, ele teria todos os votos, ou quase todos.
Mas, ele parece disposto a removê-la do caminho previamente, sem necessidade de uma convenção.

Ele já está meio a caminho disso, desde que quis continuar dando ordens a Dilma e levou uma enquadrada dela.
Antes, Dilma ia a São Bernardo do Campo, agora conversa com ele nas dependências da Presidência da República.
Em uma dessas idas a São Paulo, Lula ordenou a Dilma que nomeasse para vaga no Supremo Tribunal Federal um ou outro nome dos dois que entregou.

Dilma ouviu, não disse nada. Voltou a Brasília e mandou seu ministro da Justiça, o “porquinho” José Eduardo Cardoso, ligar para o ministro Teori Zavazcki e convidá-lo para uma reunião urgente. Cardoso ligou, o ministro respondeu que estava em São Paulo, acompanhando sua esposa em exames no Hospital Sírio Libanês.

Ela é uma juíza gaúcha, e estava se tratando de um câncer de mama. Disse que estaria em Porto Alegre no dia seguinte, levando a esposa, e que a seguir poderia voltar para Brasília.
“Pois então venha”, ouviu ele.

Teori Zavascki chegou em Brasília no domingo e foi imediatamente conduzido para o Palácio da Alvorada, palácio residencial da Presidência da República.
Lá, ouviu Dilma dizer:
“O Senhor vai ser ministro do Supremo Tribunal Federal. Quero o senhor lá por causa da sua discrição”.
Resumindo, ela estava dizendo que no Supremo andam falando em demasia. Teori Zavascki perguntou se ela tinha algo mais a pedir a ele. E Dilma respondeu:
“Nada mais, só isso”.

A tramitação da aprovação do nome de Teori Zavazcki no Senado Federal foi supersônica. Não deu o mínimo de tempo para as hostes petistas se reorganizarem.
Diante da hostilidade de Lula e de seus comparsas, Dilma e Carlos Araujo, seu ex-marido, preparam a alternativa, a refiliação no PDT, para que ela possa concorrer à reeleição.

Lula sabe que, se colocar Dilma contra a parede, as portas do inferno se abrirão para ele. A começar pelas portas do Ministério Público e da Polícia Federal, e continuando pelas portas das redações de todos os grandes veículos de comunicação do País, com os quais a sua ministra da Informação, Helena Chagas, tem uma grande proximidade.

19 de janeiro de 2013
Vitor Vieira
 (1) Fonte: Videversus

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