"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

LULA ESTÁ "PERDIDÃO" DESCOBRINDO QUE NÃO É DEUS, DIZ CIRO

 

O ex-governador do Ceará Ciro Gomes afirmou na terça-feira que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – de quem foi ministro – está “perdidão da vida”: “Ele pensa que é Deus e está descobrindo que não. Tentará buscar de novo essa deidade, mas não achará nunca mais”.


Em nova análise sobre a política nacional, Ciro aumentou o mal-estar no PSB ao dizer que o presidente de seu partido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tem chances “ínfimas” na disputa pela Presidência em 2014.

O ex-ministro questionou ainda a “decência” do PSB caso o partido deixe para romper com o governo só perto das eleições em vez de entregar todos os cargos que tem no governo Dilma Rousseff (PT).
“As pessoas podem até desqualificar o portador das ideias, das opiniões…
Tudo bem, eu aceito. Ainda mais agora que estou cada vez mais velho, menos interessado em participar dessa bobajada toda. Mas há um recado”, disse.

“O Eduardo[Campos, do PSB], o Aécio [Neves, do PSDB] e a Marina [Silva, da Rede] têm todos os dotes e qualificações pessoais para ser presidente. OK, mas e daí? A mensagem é esta: cadê as propostas?”, afirmou.
Ciro, que disse querer saber o que Aécio fará com a Petrobras, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, um dia após o tucano elogiar a “política de privatizações” do governo FHC.

Questionou ainda sobre se Marina manterá a ideia que tinha como ministra do Meio Ambiente do governo Lula de assinar tratados internacionais que “colocariam na marginalidade” a política energética do país.

27 de fevereiro de 2013
Nelson Barros Neto (Folha)

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