"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quarta-feira, 17 de abril de 2013

ESTADOS UNIDOS QUEREM RECONTAGEM DE VOTO PARA RECONHECER MADURO

Segundo o secretário de Estado americano, o governo ainda não se posicionou

Nicolas Maduro segura lembrança religiosa com uma imagem do falecido presidente Hugo Chávez durante coletiva de imprensa no comitê eleitoral em Caracas neste domingo (14) - Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Os Estados Unidos ainda não reconheceram Nicolás Maduro como presidente da Venezuela e aguardam que uma recontagem de votos esclareça a situação no país, disse o secretário de Estado americano, John Kerry, nesta quarta-feira. No último domingo, Maduro foi eleito na Venezuela por uma margem pequena o suficiente para provocar protestos da oposição.

Essa avaliação ainda não foi feita pelo governo americano, disse ele à Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, quando perguntado se Washington havia reconhecido o resultado das eleições de domingo. "Achamos que deve haver uma recontagem dos votos", pontuou Kerry aos legisladores.

A eleição presidencial da Venezuela teve um resultado apertado, com 50,75% a favor de Maduro e 48,97% para Capriles. A pequena diferença e as milhares de denúncias de fraude eleitoral levaram Capriles a pedir uma auditoria com a recontagem total dos votos. O Poder Eleitoral, dominado por chavistas, rejeitou o pedido, apesar de Maduro inicialmente ter dito que concordava com a recontagem.

Tensão - O opositor venezuelano Leopoldo López disse nesta quarta-feira que foi emitida uma ordem de prisão contra ele e Henrique Capriles. Na noite de terça, Capriles suspendeu a marcha que havia convocado para pedir a recontagem dos votos da eleição presidencial realizada no domingo, diante das ameaças de Maduro, que prometeu "radicalizar a revolução".

Capriles, por sua vez, responsabilizou Maduro por qualquer eventual dano a sua pessoa. “O ilegítimo fala de amor, de não-violência, e mandou atacar minha residência oficial como governador de Miranda. O que quer que aconteça comigo lá, aponto como responsável Nicolás Maduro”, afirmou o opositor. Capriles convocou panelaços para pedir o fim da "perseguição contra pessoas que estão pedindo a recontagem de votos".

Os conflitos pós-eleições já deixaram ao menos sete mortos e mais de 60 feridos.

17 de abril de 2013
Veja Online
(Com agência Reuters)

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