"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sexta-feira, 19 de julho de 2013

AGRAVA-SE A CRISE DE DILMA. NÚMEROS NA INDÚSTRIA CAEM EM JUNHO, APONTA CNI

 
Atividade e emprego na indústria caem em junho, aponta CNI.  Perspectiva de melhora nos indicadores do setor fica mais distante, com crescimento dos estoques pelo 3º mês seguido


Dados da Confederação Nacional da Indústria mostram que os empresários estão menos otimistas e tendem a ser mais conservadores na decisão de realizar investimentos, o que torna ainda mais distante uma recuperação do setor. A Sondagem Industrial, divulgada nesta sexta-feira, mostrou que a produção e o emprego industrial caíram em junho. O índice de evolução da produção recuou para 46 pontos e o de evolução do número de empregados no setor ficou em 48,1 pontos, numa escala que varia de zero a 100. Resultados abaixo de 50 revelam queda.
 
 
 
Fonseca disse que, apesar do recuo do emprego, ainda não é possível afirmar se a tendência é de demissões. Mas destacou que o ambiente ainda é, claramente, de estagnação da indústria.

— Se está com margem de lucro contraída e não está muito otimista, dificilmente a indústria vai retomar esse investimento — disse o gerente, que destacou a importância da chamada agenda de competitividade, com redução de custos no país.
 
Segundo a sondagem, a insatisfação dos empresários com o lucro e com a situação financeira das empresas aumentou. No segundo trimestre deste ano, o índice de satisfação com as margens de lucro caiu para 42,2 pontos e o de satisfação com a situação financeira recuou para 47,5 pontos. Ambos os índices alcançaram os menores valores desde o segundo trimestre de 2009. Os indicadores trimestrais variam de zero a cem. Abaixo de 50 indicam insatisfação.
 
Além disso, o índice de preços médios das matérias-primas cresceu em relação ao trimestre anterior e alcançou 63,7 pontos. Valores acima de 50 pontos revelam aumento dos preços. As empresas também enfrentam maior dificuldade de acesso ao crédito. No segundo trimestre, o índice de facilidade de acesso ao crédito caiu para 40,8 pontos, o menor valor desde o segundo trimestre de 2009. Indicadores abaixo de 50 pontos indicam dificuldade de acesso ao crédito.
 
De acordo com o levantamento, estão na lista das principais dificuldades enfrentadas pelos empresários carga tributária, competição acirrada, alto custo da matéria-prima, falta de demanda e carência de trabalhadores qualificados. Embora estejam menos otimistas, os empresários ainda mantêm estimativas favoráveis para os próximos seis meses. Todos os índices recuaram, mas permanecem acima da linha divisória de 50 pontos, o que indica perspectivas positivas. Fonseca observou, porém, que, como os índices estão abaixo de 60 pontos, "o otimismo está baixo".

19 de julho de 2013
Cristiane Bonfanti - O Globo

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