"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quarta-feira, 21 de setembro de 2011

ANALFABESTIMO CAI POUCO E ATINGE 9,7% DA POPULAÇÃO

Entre os que têm mais de 15 anos, 14,1 milhões não sabem ler e escrever. Região Nordeste tem a taxa mais alta

14,1 milhões de analfabetos entre a população com mais de 15 anos, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada nesta quarta-feira, dia 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Este total de pessoas representa 9,7% da população, 0,3 ponto percentual a menos que a taxa de 2008, que foi de 10% (14,247 milhões de pessoas). Desde 2004, quando o levantamento começou a ser realizado, a queda foi de 1,8 ponto percentual.

Considerada uma meta do Plano Nacional de Educação (PNE) que deveria ter sido atingida até 2010, a erradicação do analfabetismo está ainda mais distante quando se observa os dados do Nordeste.
Na região, embora a redução da taxa entre 2004 e 2009 tenha sido de 3,7 pontos percentuais, o índice é de 18,7%, maior que o percentual brasileiro há 18 anos, quando o IBGE calculou o dado em 17,2%.
Nas regiões Sul e Sudeste, onde a taxa é mais baixa, 5,5% e 5,7% das pessoas com mais de 15 anos ainda não sabem ler ou escrever.


Diferenças na taxa de analfabetismo entre Estados são grandes

A maior dificuldade para reduzir o número de analfabetos está em atacar o problema na população com mais de 25 anos: 92,6% deles estão nesta faixa etária, o que faz com que a taxa do grupo seja de 12%. Se a faixa de idade for ainda mais restrita, a taxa de analfabetismo atinge 21% das pessoas com mais de 50 anos.

Escolarização

Os anos de estudo, outro dado apresentado pelo Pnad, ajudam a explicar esta diferença nas proporções. A população de 10 anos ou mais atingiu, em 2009, 7,2 anos de estudo em média, um crescimento de 0,6 ano em relação a 2004.

No entanto, na observação apenas do grupo que tem entre 20 e 24 anos, a média sobe para 9,6 anos, e desce entre os que têm entre 50 e 59 (6,5 anos) e mais de 60 anos (4,2 anos).

No total, em 2009, 36,2 milhões (22,2%) de pessoas com mais de 10 anos estavam sem instrução ou tinham frequentado a escola por menos de quatro anos, contra 38,7 milhões (25,9%) em 2004.

Este dado desencadeia outro, o do analfabetismo funcional, representado pela proporção de pessoas de 15 anos ou mais com menos de quatro anos de estudo.

Apesar de o índice ainda ser de 20,3%, representa uma redução de 0,7 ponto percentual em relação a 2008 e 4,1 pontos percentuais sobre 2004.
No período, todas as regiões tiveram queda na taxa, principalmente o Nordeste, onde a retração foi de 6,6 pontos e chegou a 30,8%.

Tatiana Klix, iG São Paulo | 08/09/2010

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