"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

ONG CRITICA "SILÊNCIO" DO BRASIL ANTE VIZINHOS

'Silêncio só faz avançar as tentativas de outros países inimigos da liberdade de expressão', diz diretor da Human Rights Watch
 
O Brasil foi alvo de críticas neste domingo, 14, por parte do diretor da Ong Human Rights Watch para as Américas, o advogado chileno José Miguel Vivanco, por seu "silêncio" quanto às tentativas de outros países sul-americanos de restringir a liberdade de expressão e de imprensa.

"O sistema interamericano [de direitos humanos] é regional, onde o Brasil é um acionista, um dos mais influentes. O silêncio só faz avançar as tentativas de outros países inimigos da liberdade de expressão", disse Vivanco durante o terceiro dia da Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa, que está sendo realizada em São Paulo.

Vivanco ressaltou ainda que a América Latina passa por "um momento crítico, difícil para a vigência das liberdades dos povos e dos direitos humanos", e condenou nominalmente os países que fazem parte da Aliança Bolivariana para os povos da América (Alba), como Equador e Venezuela, que "não respeitam as garantias democráticas e infelizmente estão no poder".

15 de outubro de 2012

José Miguel Vivanco, diretor da Human Rights Watch para as Américas (Fonte: Reprodução/G1)

Fontes:G1 - Human Rights Watch critica 'silêncio do Brasil' na América Latina

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