"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

PARÁBOLA DO MOMENTO

 


bello76

 - Quanto custa? O vendedor, após explicar que era obra de um talentoso discípulo do mestre Vitalino, respondeu que era acompanhada de um livreto que contava a história do rato, como tinha chegado a esse final, informando que a peça custava R$ 200 e o livreto com a história do rato custava R$ 2.000.

O cliente espantou-se, criticou a voracidade do lojista e disse que ia levar só a obra de arte. Feliz e contente, o homem saiu da loja com sua estátua debaixo do braço.

À medida que ia andando, percebeu mortificado que inúmeros ratos saíam das lixeiras e bocas de lobo na rua e passaram a seguí-lo, enquanto andava pela avenida, em direção ao seu hotel, Verde Mar, na av. Dr. Antonio Gouvea, na praia.

Correndo desesperado, o homem foi até a praia e atirou a peça com toda a sua força para o oceano. Incrédulo, viu toda aquela horda de ratazanas entrarem no mar atrás da imagem e morrerem afogadas.

Ainda impressionado, após recuperar o fôlego, o homem voltou para o antiquário.
Ao reentrar na loja, o vendedor teve seu rosto iluminado por um grande sorriso e perguntou a ele se tinha voltado para comprar o livreto. O cliente respondeu incontinenti:

- Não, eu quero saber se você tem uma estátua do Renan!

06 de fevereiro de 2013
magu

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