"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



terça-feira, 11 de outubro de 2011

DEPUTADOS DO AMAPÁ GASTAM ATÉ SETE VEZES MAIS QUE FEDERAIS

Em junho deste ano, dez meses depois da Operação mãos Limpas da Polícia Federal, a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Amapá aumentou a verba indenizatória paga a deputados estaduais para R$ 100 mil mensais.

Ela é quase sete vezes maior do que os R$ 15 mil pagos aos deputados federais e quase três vezes mais que os R$ 39 mil da segunda da lista, a Assembleia Legislativa de Alagoas.
Caso façam uso de toda verba, os 24 deputados estaduais irão gastar R$ 26,4 milhões por ano.


Também chama a atenção o fato de o presidente da Casa, deputado Moisés Souza (PSC), e o primeiro secretário, Edinho Duarte (PP), que comandaram a mudança, estarem entre os principais acusados no inquérito das Operações Mãos Limpas, que investiga esquemas paralelos de fabricar notas frias para desviar verbas públicas e justificar despesas.

“Pode parecer muito, mas juntamos todas as despesas de um deputado com viagens, diárias, combustível, etc., em um único tipo de verba. Nas outras assembleias e na Câmara dos Deputados essas cotas são separadas. Se somadas, ficam maiores que as nossas”, defende-se o deputado Moisés de Souza, presidente da Assembleia.

O Estado de S. Paulo, 10/10/2011.
Millenium

NOTA AO PÉ DO TEXTO

É de um cinismo sem limites. Pratica-se toda sorte de improbidade com as justificativas mais cretinas possíveis. E quem paga a conta? O contribuinte escorchado por todos os impostos incidentes em qualquer consumo que faça. Para não falar do leão. Trabalhamos 4 meses para o governo arrecadar o suor do nosso rosto, e não vemos qualquer retorno que beneficie a sociedade.
Não ocorre a essa gente que o cidadão não agüenta mais carregar na cacunda esse bando de parasitas?
Falta dignidade para dar melhor uso ao dinheiro público. Falta consciência política para que percebam que não estão ali para se locupletarem. A saúde jogada às traças; a educação enterrada; segurança, uma utopia; saneamento? Uma piada de mau gosto... Acorda gente! Aprendam a escolher pessoas decentes para o exercício da vida pública! Se eles não têm consciência, tenhamos nós!
m.americo

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