"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

DIZEM QUE O ETA DEIXOU AS ARMAS. NADA MAIS FALSO

Artigos - Terrorismo

Como pode “cessar a confrontação armada” se já não há atividade armada? Pois é muito simples: porque é tudo mentira.

Dizem que ETA deixou as armas. Nada mais falso. Dizem que deixou a atividade armada. Mentira. Dizem que deixou de matar. O mesmo que nas onze tréguas anteriores: enquanto lhes convenha. Dizem que desta vez a trégua é definitiva. E quando não foi? Que trégua não se apresentou como sincera? Que cessar fogo não se disfarçou de definitivo e irrevogável?

Ofende à inteligência que quase ninguém queira reparar na literalidade desta parte do comunicado com duas frases absolutamente contraditórias: “ETA decidiu o cessar fogo definitivo de sua atividade armada. ETA faz um chamamento aos governos da Espanha e da França para abrir um processo de diálogo direto que tenha por objetivo a resolução das conseqüências do conflito e, assim, a superação da confrontação armada” [1].

Ou seja, que o ETA abandonou a “atividade armada”, mas só se a França e a Espanha fizerem o que devem, quer dizer, o que o ETA mandar, chegará “a superação da confrontação armada”. Porém, como pode “cessar a confrontação armada” se já não há atividade armada? Pois é muito simples: porque é tudo mentira. Continua a confrontação, a atividade armada, o terror, a chantagem e o projeto totalitário do ETA. O papelzinho do ETA é uma falsidade com a qual Rubalcaba se consolará, mas que nunca, por mero cálculo eleitoral, deveria ter-se rendido Mariano Rajoy.

É mentira o que o ETA diz, é mentira o que dizem o PSOE e o PP, é uma vergonha que Rajoy elogie juízes e promotores que, como Garzón, Cándido e demais bandos, trataram com mimo e excarceração a criminosos como De Juana Chao. O comunicado faz pouco caso das vítimas de seus atentados falando só de seus mortos (poucos, ao lado dos que mataram), porém o PSOE e o PP fazem pouco caso das vítimas e de toda a nação espanhola dizendo que o ETA diz o que não disse, e que vai fazer o que não vai fazer. É um dia de vergonha para os espanhóis que aspiramos a não viver de favor pela graça do ETA nem em uma bolha de mentiras por futilidade do PSOE e do PP. Parodiando Churchill, diríamos: por não enfrentardes de verdade o terrorismo, criastes a mentira da paz. Tereis uma paz de mentira e, certamente, não vos livrareis do terrorismo.

Federico Jiménez Losantos, 23 Outubro 2011

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