"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



terça-feira, 4 de setembro de 2012

"ACÓRDÃO" ESCANDALOSO ENTERRA A CPI DO CACHOEIRA, DENUNCIA O LÍDER DO PPS, RUBENS BUENO

 
Manobra escusa – O líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR), classificou de “acordão escandaloso” a decisão tomada na tarde desta terça-feira (4) pelo comando da CPMI do Cachoeira de interromper os trabalhos do colegiado e só retomá-los após as eleições municipais, em outubro. “Trata-se de acordão escandaloso.
 
Quero deixar aqui o meu protesto. Esse tipo de enganação eu não vou avalizar. Enterraram a CPI do Cachoeira”, protestou o parlamentar.

Rubens Bueno condenou ainda a interrupção dos trabalhos sem uma reunião administrativa para quebrar os sigilos bancários, fiscal e telefônico de 12 “empresas laranjas” ligadas ao esquema Cachoeira/Delta Construções.

Segundo dados em poder da CPI essas empresas movimentaram pelo menos R$ 260 milhões e seriam todas ligadas ao empresário paulista Adir Assad. Os recursos têm como origem a Delta Construção e governos comandados por diversos partidos.

O líder do PPS desconfia que há interesse direto de muitos parlamentares em impedir a devassa nas contas dessas empresas. “Estranho que na reunião que aconteceu pela manhã não tínhamos quórum e a tarde, numa reunião fechada, muitos daqueles que faltaram, e já demonstravam falta de vontade para investigar apareceram para enterrar a CPI”, afirmou o deputado.

Para Rubens Bueno, se não houver uma reação de membros da comissão comprometidos com a investigação, daqui a 30 dias, quando a CPI voltar a se reunir, não haverá mais nada o que fazer, já que o prazo final de trabalhos se encerra no dia 4 de novembro.

“Daqui a trinta dias estaremos aqui rezando a missa de sétimo dia da CPI do Cachoeira”, resumiu o deputado, que não descarta apresentar um relatório paralelo sobre as investigações. “Vamos cumprir o nosso papel e denunciar qualquer tipo de acordão, o que repudiamos desde já”, finalizou o deputado.

04 de setembro de 2012
ucho.info

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