"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



terça-feira, 4 de setembro de 2012

JUSTIÇA ACEITA DENÚNCIA DO MPF CONTRA 17 POR FRAUDE NO PANAMERICANO

Ao todo, 17 ex-funcionários vão responder por crimes contra o sistema financeiro nacional

 
O juiz federal Marcelo Costenaro Cavali, da 6ª Vara Federal Criminal em São Paulo, acatou a denúncia contra 14 ex-diretores e 3 ex-funcionários do Banco Panamericano. A partir de agora, todos são oficialmente réus no processo que apura as responsabilidades pelas fraudes que deixaram um rombo de R$ 4,3 bilhões na instituição que tinha como sócio o empresário e apresentador de TV Silvio Santos.

Todos os acusados vão responder por suposta prática de crimes contra o sistema financeiro nacional, conforme a lei 7.492. Entre os réus, estão o ex-presidente do Grupo Silvio Santos Luiz Sebastião Sandoval, o ex-presidente do Panamericano Rafael Palladino e o ex-diretor financeiro Wilson Roberto de Aro.

O Ministério Público Federal (MPF) protocolou a denúncia no dia 23 de agosto. A Justiça informou que os 17 réus serão agora citados para apresentar defesa.

Entre 2007 e 2010, período em que se concentraram as investigações, eles são acusados pelo MPF de fraudar a contabilidade do Panamericano, melhorando o resultado dos balanços em pelo menos R$ 3,8 bilhões (em valores não atualizados). Nesse mesmo período, eles receberam mais de R$ 100 milhões da instituição financeira, na forma de "bônus", e outros pagamentos considerados irregulares.
 
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A análise do MPF identificou outras irregularidades na gestão do banco, como o pagamento de propina a agentes públicos, pagamento de doações a partidos políticos com ocultação do real doador, pagamento a escritório de advocacia em valores aparentemente incompatíveis com os serviços prestados e fornecimento de informações falsas ao Banco Central.

Além de Sandoval, Palladino e Aro, os demais acusados são Adalberto Savioli, Luiz Augusto Teixeira de Carvalho Bruno, Eduardo de Ávila Pinto Coelho, Claudio Baracat Sauda, Marco Antonio Pereira da Silva, Marcos Augusto Monteiro, Mauricio Bonafonte dos Santos, Antonio Carlos Quintas Carletto, Carlos Roberto Vilani, Elinton Bobrik, Mario Tadami Seo, Vilmar Bernardes da Costa, Jose Maria Corsi, João Pedro Fassina.

04 de setembro de 2012
REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIA ESTADO

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