"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

AÉCIO E CAMPOS: PERDER EM 2014 É SE CACIFAR PARA 2018


 
Ontem, Cid Gomes, governador do Ceará, do PSB de Eduardo Campos, resumiu tudo: "se 20 vezes eu tiver de escolher entre PT e PSDB, 20 vezes eu escolherei o PT". Ou seja: Campos vai correr a eleição contra o PSDB, em 2014 ou 2018. Tudo indica, no entanto, que já deverá sair candidato contra Dilma. O motivo é simples. O pernambucano é um ilustre desconhecido fora do Nordeste, ao contrário de Aécio Neves. Para ter projeção nacional, nada melhor do que ser candidato. Com um pouco de sorte, irá para o segundo turno. Se não for, apoiará Dilma, dentro da regra acima, estabelecida por Gomes. Contra o PSDB. Com Dilma eleita, Campos poderá virar um super ministro e se credenciar para o futuro. Terá um nome conhecido em todo o país.
 
Aécio, com mandato garantido no Senado até 2018, também não poderá ficar de fora em 2014, mesmo sabendo que será derrotado. Com o nome mais "nacionalizado" do que Campos, Aécio, um senador pífio, tem que aproveitar o mandato e ir para a vitrina, antecipando o duelo que terá contra Campos, depois da era Dilma. Não tem nada a perder, além de uma eleição que já se apresenta perdida para qualquer adversário da "presidenta". O seu único risco é perder Minas Gerais, pois naquele estado não possui candidato à altura entre os tucanos. Claro que, se for para uma campanha presidencial, poderá criar o seu próprio poste apelando para os ideais mais altos de Minas.
 
Esta aliança entre PSB e PSDB, ensaiada por Aécio e Campos, é para a política miúda das prefeituras. No plano nacional, os dois serão adversários em 2014 e em 2018. A única chance para estarem unidos é que Aécio Neves aceite ser vice de Campos, papel que nunca quis ter no PSDB. Ou que desista das suas pretensões presidenciais. Campos, que chegou agora, não vai desistir. Não tem nada a perder. Em confronto com o PSDB, o seu partido terá o PT como aliado. E provavelmente o PMDB, inimigo mortal de Aécio em Minas. Uma única coisa é certa: para terem chances em 2018, Aécio e Campos terão quer ser derrotados por Dilma em 2014.
 
Observação: já sei que virão muitos dizer que Dilma não vencerá em 2014, por uma série de motivos. Puro trololó. Ninguém, nem mesmo um poste, perde eleição contra esta oposição que aí está. Esta é minha única e definitiva resposta, contra a qual nenhum sonhador tem argumentos para contestar. Nossa luta, queridos e queridas, é para que o Brasil não acabe na mão do PT. O Brasil e a nossa democracia. Ganhar a presidência? Hoje, não tem como.
 
09 de novembro de 2012
in coroneLeaks

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