"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quarta-feira, 21 de novembro de 2012

CPI DO CACHOEIRA: RELATOR PEDE INDICIAMENTO DE JORNALISTAS

O deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da CPI do Cachoeira, pediu, hoje, o indiciamento por crime de formação de quadrilha dos jornalistas Wagner Relâmpago, Patrícia Moraes, João Unes, Carlos Antônio Nogueira e Policarpo Junior.

E recomendou que sejam investigados por eventuais ligações com Cachoeira os jornalistas Luiz Costa Pinto, Cláudio Humberto, Jorge Kajuru, Magno José, Mino Pedrosa, Renato Alves e Eumano Silva.

- O relator criou o que podemos chamar de "fator de distração" - observa o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), membro da CPI. "Como a CPI terminou em pizza maior do que o forno onde foi assada, era necessário providenciar um assunto para ocupar as discussões. Daí o capítulo dedicado à imprensa".

O PMDB negou seus votos para que a CPI pudesse tomar o depoimento de Policarpo Junior, chefe da sucursal da revista VEJA em Brasília. Nada indica, segundo dois deputados da CPI ouvidos por este blog, que agora os ofereça para indiciar cinco jornalistas e sugerir a investigação de mais seis.

Com cerca de cinco mil páginas, o relatório de Odair ficou para ser lido amanhã. Em seguida vários deputados pedirão vista. Até o dia 22 de dezembro, o relatório terá de ter sido aprovado ou rejeitado.

A bancada da oposição na CPI pretende apresentar um relatório paralelo. Nele apontará todas as falhas da CPI e os assuntos que ela se recusou a investigar.

Exemplo: em 2010, o tesoureiro da campanha de Dilma a presidente procurou o então diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT), Luiz Antonio Pagot.

Queria que Pagot arranjasse dinheiro para a campanha junto às empresas que prestavam serviços ao DNIT. Foi o próprio Pagot quem contou isso em depoimento na CPI.

- Não cometi nenhuma ilegalidade, mas não foi ético - reconheceu Pagot.

O depoimento de Pagot foi desprezado.

21 de novembro de 2012
in blog do noblat
 

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