"O império da lei há de chegar no coração do Pará", anunciou Caetano, considerado por muitos o Quinto Poder da República.


LUA, LUA, LUA, LUA - Eficiente como uma Paula Lavigne legislativa, o presidente da Câmara, Henrique Alves, apresentou uma solução para pôr fim ao atrito entre os poderes judiciário e legislativo. "Submeteremos todas as decisões do Supremo ao juízo elegante de Caetano Veloso.
Não há assunto nesta terra sobre o qual o vate popular não tenha uma opinião justa e abalizada", explicou Alves, ressalvando que, pelo acordo, Gilberto Gil e Carlinhos Brown estão impedidos de prestar consultoria a Caetano.
A informação trouxe grande alívio ao plenário, e provocou a adesão imediata de José Genoino, que de pronto solfejou: "Agora sim. Tudo certo como dois e dois são cinco.”

"O Supremo transformou o mito das raças impunes / Em Genoinos, Dirceus e Delúbios, e a coisa toda / Joaquim Barbosa é foda", anunciou Caetano, dando o tom de sua gestão.

Em seguida, julgou cafona o novo Maracanã, absolveu Mangabeira Unger, condenou Marco Feliciano a ir a um show de Daniela Mercury e deu ganho de causa à ação movida por Lobão, na qual o roqueiro demonstra que “Caetano é o magistrado mais careta desde a invenção do Judiciário”. Antes de cada veredicto, lembrou a situação de abandono em que se encontra o Pelourinho.

No final da tarde, a Comissão de Centralização de Poder (CCP) aprovou PECs que versam sobre a obrigatoriedade de Felipão submeter suas próximas convocações ao Congresso. "Já era senador quando o Brasil perdeu aquela final para o Uruguai na Copa de 50.

Não posso me omitir novamente", declarou José Sarney, negando ter defendido uma emenda que garante doze cargos na CBF para o PMDB. “São só onze”, esclareceu.

27 de abril de 2013
The i-Piaui Herald