"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A MAGNÂNIMA RENÚNCIA DE DILMA

 

Dizem à boca pequena as boas línguas republicanas que Dilma Vana está sendo induzida, a conta gotas, a desistir da sua reeeleição à Presidência, em favor da campanha "Volta Lula".

A razão principal, revestida de profundo sentimento humano esconde, na verdade, mais uma sórdida urdidura do gênio malévolo do criador da criatura.

Dilma Vana - diagnosticam os emissários dos subterrâneos do poder - teria tempo para assistir a mais quatro anos de mandato do homem que venceu o câncer que assim voltaria à boa vida palaciana antes que o mal voltasse. Como se isso não fosse mal suficiente para a nação.

Nova e vigorosa como é Dilma, 3ª mulher mais poderosa do mundo comandado pela Forbes, ela poderia voltar em 2018, lépida, faceira e metastática ao lugar que seria de Lula enquanto ele tivesse mais saúde para dar e vender do que propinas mensais para comprar aliados, coalizar partidos e dominar pessoas.

É este gesto magnânimo de renúncia cheio de bondade e compaixão que, na espreita, Lula espera para voltar a ser de novo presidente, eterno enquanto dure.
 
31 de agosto de 2012
sanatório da notícia

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