"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sábado, 6 de julho de 2013

HÁ 228 ANOS, ESTADOS UNIDOS ESCOLHIAM DÓLAR COMO MOEDA NACIONAL

Até o fim da Primeira Guerra Mundial, porém, a divisa não tinha uma posição relevante no cenário internacional 

Há exatos 228 anos, os Estados Unidos escolhiam o dólar como a unidade monetária que deveria ser adotada por todo o território.
A criação havia se dado alguns anos antes, mas foi somente em 6 de julho de 1785 que o Congresso aprovou, de forma unânime, a utilização da moeda, em um sistema de cunhagem decimal.


A divisa surgiu de fato em 1776, com a finalidade de financiar a Guerra de Independência dos EUA. E até 1792, quando foi aprovada a Lei Mint - que regulamentava a sua cunhagem - muitas moedas coloniais ainda circulavam na economia norte-americana.

Neste período, o dólar não ocupava a posição de destaque no cenário internacional que tem atualmente. A moeda amplamente aceita era a libra esterlina, da Inglaterra. Demorou mais de 100 anos para que o dólar passasse a ser visto com bons olhos pelos demais países.

Foi somente depois da Primeira Guerra Mundial (de 1914 a 1918), que o dólar passou a ter maior relevância, já que os EUA saíram do período como uma potência econômica e financiaram a reconstrução da Europa e do Japão com a emissão de moeda.

Federal Reserve. Foi em 1913 que nasceu o Federal Reserve, banco central dos EUA, passando a emitir notas a partir do ano seguinte.
A ideia, segundo o próprio site do Fed, era criar "um banco central independente para fornecer uma fonte de dinheiro elástica que se expandisse e contraísse em resposta às mudanças na demanda".

Até 1946 ainda se imprimia notas acima de US$ 100. A produção parou neste ano e as notas foram tiradas de circulação em 1969.


 
Bretton Woods. Outro episódio importante na história da moeda como divisa internacional foi a Conferência de Bretton Woods, em 1944. Nela, estabeleceu-se que todos os países deveriam atrelar suas moedas ao dólar, de maneira fixa, com uma variação de 1% para mais ou menos.
Este, por sua vez, estaria relacionado ao ouro. Uma onça troy seria o equivalente a US$ 35.

O acordo durou até 1969, quanto a grande emissão de dólares e a diminuição do estoque de ouro passaram a exercer grande pressão para o colapso da paridade.
Passou-se, então, a adotar um sistema de câmbio flutuante em relação ao dólar.

Atualmente, cada nota de dólar estampa o rosto de um ex-presidente americano considerado importante para a história do país.

São eles: George Washington (US$ 1), Thomas Jefferson (US$ 2), Abraham Lincoln (US$ 5), Alexander Hamilton (US$ 10), Andrew Jackson (US$ 20), Ulysses S. Grant (US$ 50) e Benjamin Franklin (US$ 100).

06 de julho de 2013
Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios - Estadão

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