"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

ACUSADO, ACUADO E SEM IMUNIDADE, LULA FALA EM SER CANDIDATO


Na matéria abaixo, Lula ataca os banqueiros e a imprensa. Lula e o banqueiro Sílvio Santos. Lula mandou a Caixa comprar o Banco Panamericano, de Sílvio Santos, que estava quebrado. A Caixa comprou um rombo de quase R$ 5 bilhões, com dinheiro do trabalhador. O SBT, de Sílvio Santos, passou a apoiar Dilma na eleição de 2010. Descaradamente. Os dois, o presidente e o banqueiro, saíram rindo do povo brasileiro. Neste caso, o banqueiro também era da Imprensa, mas como serviu aos interesses criminosos do PT...
 
Um dia após vir à tona depoimento em que o empresário Marcos Valério o acusa de envolvimento direto no mensalão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou a hipótese de "voltar a ser candidato" durante discurso feito em Paris. A declaração foi feita quando ele citava a resistência eleitoral sofrida do empresariado antes de chegar ao Palácio do Planalto, em 2003. "Certamente não votaram em mim por medo", disse o petista, acrescentando ter hoje "orgulho de dizer que eles nunca ganharam tanto dinheiro na vida" ou geraram tanto emprego quanto na sua gestão. Em seguida, arrematou: "Espero que, se um dia eu voltar a ser candidato, eu tenha o voto deles, que eu acho que não tive nas outras eleições".
A afirmação provocou risos e aplausos na plateia, que assistia ao encerramento de seminário realizado pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean-Jaurès, ligada ao Partido Socialista francês. Em depoimento à Procuradoria-Geral da República, Valério disse entre outras coisas que dinheiro do mensalão foi usado para pagar despesas pessoais de Lula, que também teria dado aval para a tomada de empréstimos bancários pelo esquema. As afirmações do operador do mensalão levaram a oposição e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) a defenderem investigação sobre o ex-presidente.
 
Em reação, a presidente Dilma Rousseff ordenou que o governo e os aliados saíssem em defesa de Lula.O ex-presidente já havia manifestado a possibilidade de voltar a concorrer a um mandato. Durante a disputa em São Paulo, ele disse que se Dilma não se candidatar à reeleição, ele assumirá disputa para "não permitir que um tucano volte à Presidência do Brasil". Depois, em outra entrevista, se limitou a dizer que a candidata é Dilma.
 
Recentemente o publicitário João Santana, que comandou o marketing eleitoral de Lula em 2006 e 2010, afirmou que o ex-presidente é o melhor nome do PT para o governo paulista em 2014. Em Brasília, integrantes do governo disseram que Lula não cogita voltar ao Planalto, mas não descarta a sugestão de João Santana. Eles também afirmaram que o ex-presidente quer sair em caravana pelo Brasil em 2013. A estratégia é vista no Planalto como uma tentativa de se defender dos desgastes políticos recentes.
 
Além do caso do mensalão, a imagem de Lula foi atingida pela operação policial que flagrou uma ex-assessora sob suspeita de envolvimento com corrupção. Lula teria dito a amigos que "está doido de vontade de fazer caravanas". Apesar disso, não há, por ora, um plano de viagens, segundo o Instituto Lula. As "caravanas da cidadania" comandadas pelo ex-presidente nos anos 90 e em 2001 passaram por mais de 400 cidades do país.
 
Lula concentrou a maior parte de seu discurso de ontem, de mais de uma hora, exaltando realizações de seu período à frente do governo (2003-2010) e dando conselhos para a Europa sair da crise econômica. Sem citar diretamente o depoimento de Valério, ele criticou a imprensa. "Quando um político é denunciado, a cara dele sai de manhã, de tarde e de noite no jornal. Vocês já viram a cara de algum banqueiro no jornal? Sabe por que não sai? Porque é ele que paga as propagandas nos jornais", disse.
 
Anteontem, em rápida declaração, Lula disse que o depoimento é "mentira". Ontem ele não deu entrevistas. Seguranças o isolaram da imprensa. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, criticou o vazamento do depoimento, que é sigiloso. "Não vou comentar. Isso é público? Conseguiram isso como? Foi roubado? Eu não vou comentar algo resultado de um crime", disse, afirmando que falará sobre o caso no Brasil. No depoimento, Valério diz que sofreu ameaças de morte de Okamotto, o que ele nega.
 
(Folha de São Paulo)
 
13 de dezembro de 2012
in coroneLeaks

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