"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quarta-feira, 19 de junho de 2013

AÇÃO DA POLÍCIA NÃO É ILEGÍTIMA E NEM AUTORITÁRIA NUM PAÍS EM QUE ESTÁ EM VIGOR O ESTADO DO DIREITO DEMOCRÁTICO


Fotos que ilustram matéria do jornal canadense National Post. Notem que a  censura à ação policial permitiu a ação dos vândalos contra o patrimônio público e privado, o que é inadimissível.
O site da revista Veja está fazendo um ótimo trabalho de acompanhamento diário da agitação em curso em várias cidades brasileiras. De forma concisa e objetiva mantém os leitores muito bem informados sobre o que está ocorrendo. Recomendo que acompanhem diariamente.
 
No site de Veja pelo menos não há conversa fiada de sociólogos esbirros do petismo e muito menos textos que exultam e incitam a turbamulta.  
O site de Veja se transformou, há muito tempo, no melhor noticiário diário da grande mídia brasileira na internet, destacando-se também pela suas funcionalidade e organização gráfica limpa que facilita muito a leitura.

É do site de Veja que recolho o texto cuja postagem faço a seguir, enquanto que as fotografias que ilustram este post são do site do jornal canadense National Post, até para mostrar como a agitação ganha destaque na imprensa internacional.
O que segue é o texto da redação de Veja que resume do que aconteceu nesta terça-feira:

 As ondas de choque dos protestos iniciados há duas semanas foram sentidas de duas maneiras bem diversas nesta terça-feira em São Paulo. Cerca de 50 mil pessoas se reuniram na Praça da Sé no final da tarde e rumaram até a sede da Prefeitura de São Paulo. Ali, o grupo rachou. Uma turba acuou a Guarda Civil Metropolitana, depredou o edifício, incendiou um carro de TV e uma guarita da PM e saqueou lojas pelas ruas do centro. O restante, a grande maioria, guardou distância da violência e seguiu rumo à Avenida Paulista, por onde marchou pacificamente.
 
O vandalismo que tomou conta do centro de São Paulo é certamente minoritário, mas não está desconectado da série de protestos que tomam conta do país. É subproduto de um discurso irresponsável segundo o qual o uso de força policial em manifestações é um resquício da ditadura militar. Não é, como se viu nesta terça-feira.
 
A tentativa de tachar como ilegítima e autoritária a ação da polícia militar na quinta-feira passada – e não apenas apontar seus erros – fez com que desde ontem governadores calculassem ser mais vantajoso manter tropas “aquarteladas”, deixando cidades à mercê dos marginais. Foi assim que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro foi depredada ontem, e o centro de São Paulo varrido por uma horda nesta noite.
 
A continuação dos protestos nesta terça-feira e a promessa de novas passeatas nos próximos dias deixa os políticos aturdidos. As críticas não poupam nem governo nem oposição: um boneco incendiado em frente à prefeitura de São Paulo, representando PT e PSDB, simbolizou isso. A presidente Dilma se reuniu em São Paulo com o mentor Lula e o marqueteiro João Santana para discutir uma estratégia de resposta aos acontecimentos.
 
Enquanto isso, governadores e prefeitos flertam com a irresponsabilidade, condescendendo com o abatimento irrefletido das tarifas de ônibus. Até o fim do dia, pelo menos quatro capitais já haviam reduzido tarifas de ônibus, e há outros descontos em estudo.
 
Em São Paulo, onde os protestos começaram, o prefeito Fernando Haddad admitiu nesta terça-feira que "a decisão não é técnica, é política mesmo", deixando aberta a porta para um recuo.  As contas públicas do município de São Paulo não abrem espaço para o subsídio de passagens. Alternativas para viabilizar uma redução no preço das passagens estariam nas mãos da União.
 
 
19 de junho de 2013
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário