"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



segunda-feira, 8 de julho de 2013

CURTURA DE ESQUELDA


Tentando justificar a ausência de escritores liberais e conservadores na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) deste ano, assim se pronunciaram seus mais destacados representantes:

Miguel Conde, curador: “Não acho que escritores associados à direita sejam numerosos. Tenho até dificuldade em pensar em nomes.”

Sérgio Miceli, membro da principal mesa de debates: “Bons pensadores à direita são peça rara no País.”

Milton Hatoum, conferencista encarregado da palestra de abertura do evento: “De escritor importante no Brasil, não me lembro de nenhum de direita.”

Para começo de conversa, esses três são os famosos quem? Se alguém souber que me responda.
 
Eu não vou me dar ao trabalho de procurar, porque quem reduz a arte e a intelectualidade a uma discussão vagabunda sobre preferências políticas não pode passar de um imbecil e nada que se disser sobre eles vai mudar meu pensamento.

Há anos venho dizendo aqui que a esquerda brasileira transformou a cultura numa mera questão maniqueísta, onde o pensamento é dividido em duas partes antagônicas e excludentes entre si.
Esse engessamento intelectual grosseiro, essa estúpida simplificação da realidade, também não aceita indiferenças: tudo está obrigatoriamente ligado à política que não admite alternativas que não sejam o Bem e o Mal, onde obviamente o primeiro representa a esquerda.

Ainda que esse maniqueísmo se restringisse à intelectualidade em sua forma pura já seria lamentável, mas o problema é que a coisa tomou tal vulto que o simples fato de eu dizer que prefiro Machado de Assis a José Saramago, por exemplo, com certeza vai me render o “status” de reacionário.

Aqui no Brasil a arte e a cultura de uma forma geral não passam de instrumentos da política de esquerda que hoje dita suas regras e distribui dinheiro aos borbotões, buscando inutilmente fazer que a obrigatoriedade de segui-los seja palatável, mesmo que comprada, coisa que, assevero, é impossível, a não ser na cabeça desses “intelequituais arteiros” de merda, dado ao caráter absolutamente independente dessas duas manifestações humanas em relação a tudo o mais, até mesmo ao vil metal que, paradoxalmente, vem dos que se dizem anticapitalistas.
 
08 de julho de 2013

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