"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



terça-feira, 9 de outubro de 2012

É HORA DE DISCUTIR E REVER OS PROCEDIMENTOS DA HUMANIDADE, NESTE MUNDO GLOBALMENTE EM CRISE

 

Em tempos tais que a humanidade se vê “globalmente” ameaçada, seja pelas distorções propriamente humanas que corroem os tecidos sociais, seja pela manipulação indiscriminada das forças da mãe natureza, é salutar uma revisão crítica dos modos de ação da espécie humana sobre o mundo.


Até quando?

Buscar o equilíbrio das forças coletivas, o entendimento entre maiorias e minorias nos planos local, regional e, agora, mundial, é desafio para todos os países, haja vista a amplitude e a velocidade em que se dão as mudanças na atualidade.

Quanto à figura de Friedrich Engels, lembrada oportunamente aqui no Blog da Tribuna, o magistral educador Rubem Alves (“O que é religião?”) registra que ele reparou uma injustiça de Marx, o qual esquecera camponeses alemães (espécie de “ancestrais do proletariado”) que lutaram contra opressão social e política no século XVI. Naquele contexto, em vez de “ópio do povo”, a religião fora tomada como “poder e protesto dos oprimidos”.

Em seu “A guerra camponesa alemã”, Engels resgata a figura do pastor Thomas Müntzer, para quem “a fé é difícil porque exige obras”.
Müntzer acusara Lutero de ter uma fé “fingida” e de, através da submissão ao governo de Frederico III, legitimar o rebaixamento espiritual da Alemanha, consubstanciado nas injustiças e na opressão da nobreza aos mineiros e camponeses, situação diametralmente oposta à construção do Reino de Deus na Terra.

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