Artigos - Movimento Revolucionário
O mesmo argumento que pretende a remoção do crucifixo (o mesmíssimo argumento!) quer silenciar os cristãos sempre que se debatem aspectos morais de propostas legislativas ou decisões judiciais.
Reafirmo meu pessimismo: mais cedo ou mais tarde, como vem ocorrendo com todas as teses provenientes desses segmentos ideológicos e políticos, os crucifixos serão arrancados das paredes. E o resíduo cultural cristão ainda persistente continuará cedendo lugar a um humanismo desumano, destituído de alma e avesso a Deus. Avesso ao Deus cuja proteção é invocada na Constituição. Não guardo ilusões. Quando se encontra com a omissão de muitos e a ingênua tolice de outros tantos, a malícia passa por cima e impõe o que pretende com quase nenhuma resistência.
Aparentemente é uma questão simples. Afinal, se o Estado é laico, os espaços públicos ou sob responsabilidade do Estado não deveriam ser isentos de qualquer religiosidade, como banheiros de estação? O crucifixo, na parede de uma repartição, seria, nessa perspectiva, um atropelo à equidade, um agravo à Constituição e à Justiça. Remova-se, então. Mas tenha-se a coragem de assumir perante a história o registro do que foi feito: preserve-se o prego! Preserve-se o prego para que todos reconheçam o extraordinário serviço prestado. Para que todos saibam que ali havia um crucifixo, e que ele foi removido por abusivo, ofensivo, intolerável às almas sensíveis que, em nome da Justiça, se mobilizaram contra ele.
Observe de onde procedem os ataques aos crucifixos. Nem todos os que tocam nessas bandas são contra os crucifixos e nem todos o são por malícia. Mas todos os que se opõem aos crucifixos tocam nessas bandas. Tocam numa certa esquerda e numa certa direita. Ajudam-se mutuamente no processo de destruição dos valores. A cara da utopia da igualdade é o focinho da utopia da liberdade sem limites. Quando discorrem sobre seus motivos em relação aos crucifixos, transmitem a ideia de estarem jungidas a um imperativo constitucional - o Estado, mesmo não sendo ateu, é laico. Não tem religião própria. E os ingênuos abanam a cabeça em concordância: afinal, se há lugar para um crucifixo, por que não revestir as paredes com os símbolos de todas as outras religiões e crenças existentes? Ou tem para todos, ou não tem para ninguém. Com tanta coisa contra que lutar, escalam como adversário Jesus de Nazaré...
O crucifixo na parede da repartição não é peça publicitária. Não é elemento de proselitismo religioso. Não transforma o espaço em local de culto. É referência a um patrimônio de valores universais sem similar na iconografia humana: amor a Deus e ao próximo mesmo se inimigo, solidariedade, justiça, misericórdia, paz. Se tirar o crucifixo, fica o prego.
Por outro lado, percebam todos ou não, a mobilização pela remoção é apenas mais um ato da longa empreitada do relativismo, do hedonismo e do materialismo visando à deliberada destruição das bases da civilização ocidental. Apenas mais um gesto. Querem a prova? O mesmo argumento que pretende a remoção do crucifixo (o mesmíssimo argumento!) quer silenciar os cristãos sempre que se debatem aspectos morais de propostas legislativas ou decisões judiciais. "O estado é laico e os argumentos baseados numa moral de origem religiosa não podem ser admitidos!", proclamam com enfatuada sabedoria. Ou seja, admitem-se nos debates as opiniões de ateus, de movimentos sociais, de sindicatos, de homossexuais, de partidos políticos, de endinheiradas ONGs, do que for. Admite-se opiniões do Além, psicografadas. Vale, até, opinião de quem não tem moral alguma. Mas não se toleram opiniões coincidentes ou fundadas na moral cristã. Pasmem os leitores: com esses argumentos de almanaque, com essa lógica de gibi, se consideram gênios da retórica, porta-estandartes da equidade. E não faltam ingênuos para aderir a essa conversa mole!
No entanto, saibam quantos lerem este artigo: o comunismo, ao refletir sobre suas dificuldades para expandir-se na Europa Ocidental, concluiu que seus maiores obstáculos estavam propostos pelas bases cristãs da cultura vigente. Desde então tem sido o que se viu. E só não percebe quem não se importa em servir de pomba para a refeição dos gaviões.
Percival Puggina, 03 Novembro 2011
Um painel político do momento histórico em que vivem o país e o mundo. Pretende ser um observatório dos principais acontecimentos que dominam o cenário político nacional e internacional, e um canal de denúncias da corrupção e da violência, que afrontam a cidadania. Este não é um blog partidário, visto que partidos não representam idéias, mas interesses de grupos, e servem apenas para encobrir o oportunismo político de bandidos. Não obstante, seguimos o caminho da direita. Semitam rectam.
"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
ALFONSO CANO, CHEFE MÁXIMO DAS FARC, ESTÁ MORTO!
Artigos - Terrorismo
O Notalatina informa em edição extraordinária para anunciar uma notícia que acabou de ser confirmada há poucos minutos pelo Ministério da Defesa colombiana: Alfonso Cano, chefe máximo das FARC, está morto!
No princípio da noite as notícias davam conta de que numa operação conjunta do Exército, da Polícia e da Força Aérea num bombardeio entre os municípios de Suárez, Jambaló y Toribio (Cauca), foram capturados Edgar López, cognome “Pacho Chino”, lugar-tenente de “Sargento Pascua”, comandante da Frente 6 das FARC e mais dois elementos de cognomes “el Indio Efraín” e “el Zorro”. Foi dado baixa em dois guerrilheiros, um homem e uma mulher, que presume-se seja a companheira de Alfonso Cano, enquanto o homem seria seu chefe de comunicações.
“Pacho Chino” é um dos chefes das FARC mais próximos de Cano e foi um dos responsáveis pelo assassinato dos 12 deputados do Valle del Cauca. Ainda segundo as notícias do início da noite, os militares teriam seguido um rastro depois do bombardeio e pelas feições do corpo encontrado, acreditavam que se tratava de Alfonso Cano. Entretanto, ainda aguardavam o processo de identificação.
Busquei mais informações nas páginas oficiais do Governo mas a notícia ainda não se encontra. Entretanto, não creio que o jornal “El Tiempo”, que pertence à família do presidente Juan Manuel Santos fosse dar uma notícia de tamanha gravidade e importância se não tivesse confirmado antes de publicá-la. Nesse momento assisto o informativo (ao vivo) do canal de tv “Cable Noticias” e tão logo tenha mais informações e mesmo vídeo, o Notalatina faz outra edição dando todos os detalhes.
Já especula-se quem seria o substituto de Cano e aventuro dizer que seria um dos comandantes do Estado-Maior Central das FARC, “Timochenko”. Mas prefiro aguardar mais informações.
Esse é um momento muito auspicioso para a Colômbia, produto do excepcional trabalho das Forças Militares e ainda das sementes que plantou o presidente Uribe. Oxalá esses heróis não sejam mais tarde condenados como “assassinos”, como tem sido a prática corrente na Justiça colombiana atualmente! Solidarizo-me com as Forças Militares e com todos os colombianos por momento tão importante, depois da depressão havida com as últimas eleições onde os bogotanos elegeram para prefeito da capital o terrorista do M-19 Gustavo Petro.
Fiquem com Deus e até a próxima!
Graça Salgueiro, 05 Novembro 2011
Comentários: Graça Salgueiro
O Notalatina informa em edição extraordinária para anunciar uma notícia que acabou de ser confirmada há poucos minutos pelo Ministério da Defesa colombiana: Alfonso Cano, chefe máximo das FARC, está morto!
No princípio da noite as notícias davam conta de que numa operação conjunta do Exército, da Polícia e da Força Aérea num bombardeio entre os municípios de Suárez, Jambaló y Toribio (Cauca), foram capturados Edgar López, cognome “Pacho Chino”, lugar-tenente de “Sargento Pascua”, comandante da Frente 6 das FARC e mais dois elementos de cognomes “el Indio Efraín” e “el Zorro”. Foi dado baixa em dois guerrilheiros, um homem e uma mulher, que presume-se seja a companheira de Alfonso Cano, enquanto o homem seria seu chefe de comunicações.
“Pacho Chino” é um dos chefes das FARC mais próximos de Cano e foi um dos responsáveis pelo assassinato dos 12 deputados do Valle del Cauca. Ainda segundo as notícias do início da noite, os militares teriam seguido um rastro depois do bombardeio e pelas feições do corpo encontrado, acreditavam que se tratava de Alfonso Cano. Entretanto, ainda aguardavam o processo de identificação.
Busquei mais informações nas páginas oficiais do Governo mas a notícia ainda não se encontra. Entretanto, não creio que o jornal “El Tiempo”, que pertence à família do presidente Juan Manuel Santos fosse dar uma notícia de tamanha gravidade e importância se não tivesse confirmado antes de publicá-la. Nesse momento assisto o informativo (ao vivo) do canal de tv “Cable Noticias” e tão logo tenha mais informações e mesmo vídeo, o Notalatina faz outra edição dando todos os detalhes.
Já especula-se quem seria o substituto de Cano e aventuro dizer que seria um dos comandantes do Estado-Maior Central das FARC, “Timochenko”. Mas prefiro aguardar mais informações.
Esse é um momento muito auspicioso para a Colômbia, produto do excepcional trabalho das Forças Militares e ainda das sementes que plantou o presidente Uribe. Oxalá esses heróis não sejam mais tarde condenados como “assassinos”, como tem sido a prática corrente na Justiça colombiana atualmente! Solidarizo-me com as Forças Militares e com todos os colombianos por momento tão importante, depois da depressão havida com as últimas eleições onde os bogotanos elegeram para prefeito da capital o terrorista do M-19 Gustavo Petro.
Fiquem com Deus e até a próxima!
Graça Salgueiro, 05 Novembro 2011
Comentários: Graça Salgueiro
PRIMAVERA DA MACONHA: BOPE NELES...
Artigos - Governo do PT
Por que não vão puxar a erva em casa? Papá e Mamã fazem a repressão mais terrivel de todas: tomam o carro e bloqueiam o cartão de crédito.
Tentarei explicar porque enfiei a palavra "careta" no meio do meu nome. Tenho amigos tão caretas quanto eu que talvez nem saibam que "careta" tem mais de um significado. Reproduzo aqui apenas alguns, entre os que encontrei no Aurélio Atualizado: "Tradicional, conservador, quadrado"; "Quem não usa drogas". Há outros, irrelevantes para este texto. Aceito, sem me sentir ofendido, ser chamado drogas". Em suma, careta.
É do alto (ou debaixo) da minha caretice que me meto a falar, como sempre fiz, de assunto que não entendo. Uso a maior parte do tempo (e do espaço que desfruto neste DC), para falar da religião que tomou de assalto um Estado laico, como o Brasil. Fui pejorativamente apelidado de "samba de uma nota só".
Leigo, sou um protestante convicto contra a religião lullo-petista; morro de medo de morrer de repente sem absolvição e ser condenado às profundas do inferno lullo-petista, lotado de intelecas peessedebistas que se acusam ad aeternum de culpados pela oposição ter virado uma oposicinha sem vergonha na cara.
Sonho com o Santíssimo São Lulla desapeado do seu altar pelos Cardeais do Vaticano, assim como esses mesmos Cardeais derrubaram o ex-santo Jorge do seu cavalo. Mas Tarso Genro falou, Tarso Genro avisou; anteviu o Apocalipse. Como o apóstolo João, suposto autor do último livro do Novo Testamento, o Livro das Revelações, que prediz e narra o fim do mundo, Tarso Genro revelou e predisse que São Lulla
"é o novo Perón", também um fim de mundo. Acertou nas moscas : Perón é.
Daqui a pouco fará mais milagres, como o que elegeu a Cacica; "Façam que se eleja o brimo Haddad prefeito de Sumpólo", exige; até já passou tremenda rasteira nas ambições da Relaxa e Goza.
Em sendo (boa essa, hein?) o novo Perón, vamos ter de aguentá-lo mais uns sessenta anos, no mínimo, após desencarnar – não desta vida vã e pecaminosa, mas da cadeirona do Palácio do Planalto, para que a Cacica e seus sucessores tenham onde sentar. Eles, os sucessores, serão lullo-petistas, até os da oposição – igual à Argentina, onde todos los hermanos são peronistas.
"A gente garra a cunversá e sisqueci di trabaiá", diziam Alvarenga & Ranchinho, founding fathers dos stand up shows no Brasil – que por sinal dariam aulas de humor para esses rafinhas bastos e alexandres frotas, que obram suas grossuras para espectadores ouvirem. E há quem pague: afinal este é "o país dos mais de 80%".
Usei as expressões acima em inglês só para encher o Aldo Rebelo, Prinspe das Alagoas, eleito por Sumpólo para cinco mandatos de deputado federal pelo PCdoB ("PC do Bolso", como definiu a revista Época). Nesses mais de vinte anos, ele cometeu preciosidades como as tentativas de criação do Dia do Saci e da proibição do uso de palavras alienígenas, como "futebol", que passaria a ser chamado de "ludopédio".
Rebelo é o novo ministro do Esporte e na sua posse teceu loas à honestidade do ex, Orlando Silva e do PCdoB, que manda de porteira fechada no ministério, fervoroso praticante que é do nivel de honestidade exigido pelo lullo-petismo.
Vamos então à Primavera da Maconha, feita pelos guerrilheiros da Fefeléche, da USP. Com os rostos encapuzados como criminosos em rebelião, que tocam fogo em colchões nas cadeias, os meninos invadiram o prédio da Fefeléche e ameaçaram lutar até o fim dos tempos pelo dereito de fazer como us mano fais nas ruas plenas de liberdade: transportar maconha como "aviõezinhos" dos traficantes e dar um tapa na diamba dentro do campus. Como as leis existentes proibem tal comportamento, a P"careta"M encanou uns três fumetas chapados, que fumegavam seus baseados na maior moleza. O mundo caiu.
A luta, disfarçada como protesto contra o acordo da reitoria com a PM para tentar reduzir o número de assaltos e estupros no campus (um menino foi assassinado na tentativa de roubo do seu carro e uma menina da Biologia foi baleada), teve o imediato apoio do SINTUSP, Sindicato dos Trabalhadores na USP, braço da CUT no campus, que por seu lado é o braço sindical do partido do governo, o PT.
Era a minoria contra o acordo – mas que nunca deixou de exigir a presença da PM quando seus carros eram assaltados – mais uma vez tentando impor sua vontade de baderna à maioria, que vai à USP para exercer essa atividade estapafúrdia que é estudar. Imaginavam fazer da Fefeléche a Praça Tahir da Primavera da Maconha, repetindo a Praça Tahir da Cidade do Cairo na Primavera Árabe, tsk, tsk.
O fumacê invadiu o campus, mas nem tudo era fumito; havia também umas poucas bombinhas ditas "de efeito moral". Ninguém ganhou essa guerra; a lei continua proibindo, a molecada continua exigindo o direito de queimar a canabis no campus. Haverá mais confrontos, tenho certeza.
Por que não vão puxar a erva em casa? Papá e Mamã fazem a repressão mais terrivel de todas: tomam o carro e bloqueiam o cartão de crédito. Embora isso seja extrema violência contra os dereitos dus manos, não dá mídia, não sai na Globo; então pra que sofrer ?
MACONHEIROS UNIDOS JAMAIS SERÃO VENCIDOS? CAPITÃO NASCIMENTO NELLES.
Neil Ferreira é publicitário.
Publicado no Diário do Comércio.
Por que não vão puxar a erva em casa? Papá e Mamã fazem a repressão mais terrivel de todas: tomam o carro e bloqueiam o cartão de crédito.
Tentarei explicar porque enfiei a palavra "careta" no meio do meu nome. Tenho amigos tão caretas quanto eu que talvez nem saibam que "careta" tem mais de um significado. Reproduzo aqui apenas alguns, entre os que encontrei no Aurélio Atualizado: "Tradicional, conservador, quadrado"; "Quem não usa drogas". Há outros, irrelevantes para este texto. Aceito, sem me sentir ofendido, ser chamado drogas". Em suma, careta.
É do alto (ou debaixo) da minha caretice que me meto a falar, como sempre fiz, de assunto que não entendo. Uso a maior parte do tempo (e do espaço que desfruto neste DC), para falar da religião que tomou de assalto um Estado laico, como o Brasil. Fui pejorativamente apelidado de "samba de uma nota só".
Leigo, sou um protestante convicto contra a religião lullo-petista; morro de medo de morrer de repente sem absolvição e ser condenado às profundas do inferno lullo-petista, lotado de intelecas peessedebistas que se acusam ad aeternum de culpados pela oposição ter virado uma oposicinha sem vergonha na cara.
Sonho com o Santíssimo São Lulla desapeado do seu altar pelos Cardeais do Vaticano, assim como esses mesmos Cardeais derrubaram o ex-santo Jorge do seu cavalo. Mas Tarso Genro falou, Tarso Genro avisou; anteviu o Apocalipse. Como o apóstolo João, suposto autor do último livro do Novo Testamento, o Livro das Revelações, que prediz e narra o fim do mundo, Tarso Genro revelou e predisse que São Lulla
"é o novo Perón", também um fim de mundo. Acertou nas moscas : Perón é.
Daqui a pouco fará mais milagres, como o que elegeu a Cacica; "Façam que se eleja o brimo Haddad prefeito de Sumpólo", exige; até já passou tremenda rasteira nas ambições da Relaxa e Goza.
Em sendo (boa essa, hein?) o novo Perón, vamos ter de aguentá-lo mais uns sessenta anos, no mínimo, após desencarnar – não desta vida vã e pecaminosa, mas da cadeirona do Palácio do Planalto, para que a Cacica e seus sucessores tenham onde sentar. Eles, os sucessores, serão lullo-petistas, até os da oposição – igual à Argentina, onde todos los hermanos são peronistas.
"A gente garra a cunversá e sisqueci di trabaiá", diziam Alvarenga & Ranchinho, founding fathers dos stand up shows no Brasil – que por sinal dariam aulas de humor para esses rafinhas bastos e alexandres frotas, que obram suas grossuras para espectadores ouvirem. E há quem pague: afinal este é "o país dos mais de 80%".
Usei as expressões acima em inglês só para encher o Aldo Rebelo, Prinspe das Alagoas, eleito por Sumpólo para cinco mandatos de deputado federal pelo PCdoB ("PC do Bolso", como definiu a revista Época). Nesses mais de vinte anos, ele cometeu preciosidades como as tentativas de criação do Dia do Saci e da proibição do uso de palavras alienígenas, como "futebol", que passaria a ser chamado de "ludopédio".
Rebelo é o novo ministro do Esporte e na sua posse teceu loas à honestidade do ex, Orlando Silva e do PCdoB, que manda de porteira fechada no ministério, fervoroso praticante que é do nivel de honestidade exigido pelo lullo-petismo.
Vamos então à Primavera da Maconha, feita pelos guerrilheiros da Fefeléche, da USP. Com os rostos encapuzados como criminosos em rebelião, que tocam fogo em colchões nas cadeias, os meninos invadiram o prédio da Fefeléche e ameaçaram lutar até o fim dos tempos pelo dereito de fazer como us mano fais nas ruas plenas de liberdade: transportar maconha como "aviõezinhos" dos traficantes e dar um tapa na diamba dentro do campus. Como as leis existentes proibem tal comportamento, a P"careta"M encanou uns três fumetas chapados, que fumegavam seus baseados na maior moleza. O mundo caiu.
A luta, disfarçada como protesto contra o acordo da reitoria com a PM para tentar reduzir o número de assaltos e estupros no campus (um menino foi assassinado na tentativa de roubo do seu carro e uma menina da Biologia foi baleada), teve o imediato apoio do SINTUSP, Sindicato dos Trabalhadores na USP, braço da CUT no campus, que por seu lado é o braço sindical do partido do governo, o PT.
Era a minoria contra o acordo – mas que nunca deixou de exigir a presença da PM quando seus carros eram assaltados – mais uma vez tentando impor sua vontade de baderna à maioria, que vai à USP para exercer essa atividade estapafúrdia que é estudar. Imaginavam fazer da Fefeléche a Praça Tahir da Primavera da Maconha, repetindo a Praça Tahir da Cidade do Cairo na Primavera Árabe, tsk, tsk.
O fumacê invadiu o campus, mas nem tudo era fumito; havia também umas poucas bombinhas ditas "de efeito moral". Ninguém ganhou essa guerra; a lei continua proibindo, a molecada continua exigindo o direito de queimar a canabis no campus. Haverá mais confrontos, tenho certeza.
Por que não vão puxar a erva em casa? Papá e Mamã fazem a repressão mais terrivel de todas: tomam o carro e bloqueiam o cartão de crédito. Embora isso seja extrema violência contra os dereitos dus manos, não dá mídia, não sai na Globo; então pra que sofrer ?
MACONHEIROS UNIDOS JAMAIS SERÃO VENCIDOS? CAPITÃO NASCIMENTO NELLES.
Neil Ferreira é publicitário.
Publicado no Diário do Comércio.
A AGONIA DA SOCIAL-DEMOCRACIA
Internacional - Europa
A forma aristocrática é a única capaz de impor racionalidade ao Estado e ela persiste mesmo na ordem democrática, dando origem ao regime misto. Essa é a realidade política.
O desesperado gesto do primeiro-ministro grego de remeter o “pacote” europeu a referendo plebiscitário precisa ser compreendido. Há grandes equívocos teóricos sobre a questão da democracia.<b> Esta não é regime político, é mero instrumento de escolha de dirigentes. A radicalização que grupos de esquerda querem fazer do instrumento democrático de escolha de dirigentes é um engodo, por ser inexeqüível.
Só um tem sido o regime de governo: o misto, que combina a democracia na escolha dos dirigentes (e parlamentares) e a aristocracia, representada pelos dirigentes escolhidos e pela burocracia permanente, herdeira legítima da aristocracia de sangue de tempos passados.
O espetáculo eleitoral virou fetiche que obscurece mais das vezes a visão do observador. O gesto do primeiro-ministro grego representou a recusa da elite grega a cumprir o seu papel, de fazer as escolhas difíceis e pô-las em funcionamento. Claro está que a sociedade grega tem vivido além de suas posses e cabe aos seus governantes fazer a adequação. Não se venha dizer que é uma imposição desde fora, que é mesmo. Mas essa imposição não é arbitrária, está fundada na lei da escassez, que não tem como ser ignorada. É preciso adequar as despesas à receita e o diktat da União Européia é apenas o epifenômeno do dikat da natureza.
O fato é que o Estado moderno não superou a aristocracia. Apenas a camuflou. Governantes covardes que fogem a seus dever são expulsos. As grandes decisões não são tomadas nas urnas, mas pela pequena elite dirigente, própria de qualquer tipo de sociedade. A aristocracia persiste no funcionalismo público e na classe política. O preconceito democrático está tão esparramado que as pessoas não se dão conta da natureza do poder, que é sempre concentrado e personalista. Poder é indelegável e se exige dos dirigentes que tomem as necessárias decisões.
A agonia da social-democracia nos permite a observação do drama político nas suas minudências, em espetáculo a olho nu. O pressuposto da social-democracia é que a dívida pública e os impostos devem subir continuamente. Ocorre que esses limites foram esgotados em praticamente todos os países.
Essa é a origem da crise atual, que só será superada com a superação do modelo social-democrata. Nos EUA temos o Tea Party, que tem plena consciência dessa realidade e luta pela superação da forma socialista de conduzir o Estado.
Na Europa não existe força equivalente, politicamente organizada. Então o continente europeu viverá um período bem mais prolongado de crise, porque não sabe onde fica a maçaneta da porta a ser aberta.
A forma aristocrática é a única capaz de impor racionalidade ao Estado e ela persiste mesmo na ordem democrática, dando origem ao regime misto. Essa é a realidade política. O gesto do primeiro-ministro grego provou que da elite se espera que seja elite. Esta não pode renunciar à sua missão.
Nivaldo Cordeiro | 06 Novembro 2011
A forma aristocrática é a única capaz de impor racionalidade ao Estado e ela persiste mesmo na ordem democrática, dando origem ao regime misto. Essa é a realidade política.
O desesperado gesto do primeiro-ministro grego de remeter o “pacote” europeu a referendo plebiscitário precisa ser compreendido. Há grandes equívocos teóricos sobre a questão da democracia.<b> Esta não é regime político, é mero instrumento de escolha de dirigentes. A radicalização que grupos de esquerda querem fazer do instrumento democrático de escolha de dirigentes é um engodo, por ser inexeqüível.
Só um tem sido o regime de governo: o misto, que combina a democracia na escolha dos dirigentes (e parlamentares) e a aristocracia, representada pelos dirigentes escolhidos e pela burocracia permanente, herdeira legítima da aristocracia de sangue de tempos passados.
O espetáculo eleitoral virou fetiche que obscurece mais das vezes a visão do observador. O gesto do primeiro-ministro grego representou a recusa da elite grega a cumprir o seu papel, de fazer as escolhas difíceis e pô-las em funcionamento. Claro está que a sociedade grega tem vivido além de suas posses e cabe aos seus governantes fazer a adequação. Não se venha dizer que é uma imposição desde fora, que é mesmo. Mas essa imposição não é arbitrária, está fundada na lei da escassez, que não tem como ser ignorada. É preciso adequar as despesas à receita e o diktat da União Européia é apenas o epifenômeno do dikat da natureza.
O fato é que o Estado moderno não superou a aristocracia. Apenas a camuflou. Governantes covardes que fogem a seus dever são expulsos. As grandes decisões não são tomadas nas urnas, mas pela pequena elite dirigente, própria de qualquer tipo de sociedade. A aristocracia persiste no funcionalismo público e na classe política. O preconceito democrático está tão esparramado que as pessoas não se dão conta da natureza do poder, que é sempre concentrado e personalista. Poder é indelegável e se exige dos dirigentes que tomem as necessárias decisões.
A agonia da social-democracia nos permite a observação do drama político nas suas minudências, em espetáculo a olho nu. O pressuposto da social-democracia é que a dívida pública e os impostos devem subir continuamente. Ocorre que esses limites foram esgotados em praticamente todos os países.
Essa é a origem da crise atual, que só será superada com a superação do modelo social-democrata. Nos EUA temos o Tea Party, que tem plena consciência dessa realidade e luta pela superação da forma socialista de conduzir o Estado.
Na Europa não existe força equivalente, politicamente organizada. Então o continente europeu viverá um período bem mais prolongado de crise, porque não sabe onde fica a maçaneta da porta a ser aberta.
A forma aristocrática é a única capaz de impor racionalidade ao Estado e ela persiste mesmo na ordem democrática, dando origem ao regime misto. Essa é a realidade política. O gesto do primeiro-ministro grego provou que da elite se espera que seja elite. Esta não pode renunciar à sua missão.
Nivaldo Cordeiro | 06 Novembro 2011
ENTREVISTA COM "ESTUDANTE" DA USP
Artigos - Educação
Consegui falar com um meliante acampado no prédio da administração da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Ele nega ser funcionário do tráfico de drogas dentro do campus e desabafa: "Nesses meus dez anos como universitário eu nunca vi um ambiente tão opressor como o atual. Fica difícil estudar".
Quem começou a agressão, vocês ou os policiais?
A culpa é toda da polícia assassina do Geraldo Alckmin. Nós aplaudimos o deputado Paulo Teixeira [líder do PT na Câmara], que apontou o óbvio: a presença da PM junto aos estudantes é uma química que não dá certo. O problema é a polícia. É preciso contar a verdade que o PIG esconde.
O que é PIG? Um departamento da USP?
É o Partido da Imprensa Golpista. O PIG deu a entender que nós provocamos o conflito. Mentira. Não queremos confrontar a polícia. Muito pelo contrário, queremos a polícia bem longe, para que possamos traficar - digo, para que possamos estudar em paz. E nós somos jovens, caramba! PM batendo em jovem? E os nossos direitos humanos?
Mas as imagens mostram que vocês atiraram um cavalete e pedras contra os policiais, ferindo três.
Sim, mas isso já foi em reação à presença dos policiais, entende? Eles vieram com truculência primeiro, querendo autuar uns amigos nossos só porque estavam fumando maconha no campus. Nós apenas reagimos. E tem mais: nós somos jovens!
Quantos anos você tem?
Faço 29 em dezembro.
Muita gente diria que você é adulto já há algum tempo.
Meu filho, é o Estatuto da Juventude que diz que eu sou jovem. Vai duvidar do Estatuto?
Quais são as reivindicações do movimento?
Queremos o fechamento da base estadunidense em Guantánamo, a democratização da comunicação, a superação do capitalismo, a destruição de Israel e a retirada da PM assassina do campus. Nesses meus dez anos como universitário eu nunca vi um ambiente tão opressor como o atual. Fica difícil estudar.
Numa mesma faixa de protesto vocês escreveram "trabaliadores" e erraram uma concordância. Isso prejudica a imagem do movimento?
[Indignado] Prejudica só na cabeça de quem tem preconceito lingüístico. O sistema impõe que existe um jeito certo de falar. É uma visão ultrapassada, autoritária, conservadora e homofóbica, que nós vai superar aqui em São Paulo quando a gente elegermos o Fernando Haddad para a Prefeitura.
Abaixo o preconceito lingüístico
Alunos da USP dizem que a maioria aprova a presença da PM no campus e que o protesto de vocês é uma farsa.
São uns playboyzinhos de m**** que só querem saber de estudar e trabalhar e esquecem a função social da universidade. Apesar deles, amanhã há de ser outro dia. Vamos seguir lutando pelo fim da ditadura no campus.
Bruno Pontes, 07 Novembro 2011
Publicado no jornal O Estado.
Consegui falar com um meliante acampado no prédio da administração da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Ele nega ser funcionário do tráfico de drogas dentro do campus e desabafa: "Nesses meus dez anos como universitário eu nunca vi um ambiente tão opressor como o atual. Fica difícil estudar".
Quem começou a agressão, vocês ou os policiais?
A culpa é toda da polícia assassina do Geraldo Alckmin. Nós aplaudimos o deputado Paulo Teixeira [líder do PT na Câmara], que apontou o óbvio: a presença da PM junto aos estudantes é uma química que não dá certo. O problema é a polícia. É preciso contar a verdade que o PIG esconde.
O que é PIG? Um departamento da USP?
É o Partido da Imprensa Golpista. O PIG deu a entender que nós provocamos o conflito. Mentira. Não queremos confrontar a polícia. Muito pelo contrário, queremos a polícia bem longe, para que possamos traficar - digo, para que possamos estudar em paz. E nós somos jovens, caramba! PM batendo em jovem? E os nossos direitos humanos?
Mas as imagens mostram que vocês atiraram um cavalete e pedras contra os policiais, ferindo três.
Sim, mas isso já foi em reação à presença dos policiais, entende? Eles vieram com truculência primeiro, querendo autuar uns amigos nossos só porque estavam fumando maconha no campus. Nós apenas reagimos. E tem mais: nós somos jovens!
Quantos anos você tem?
Faço 29 em dezembro.
Muita gente diria que você é adulto já há algum tempo.
Meu filho, é o Estatuto da Juventude que diz que eu sou jovem. Vai duvidar do Estatuto?
Quais são as reivindicações do movimento?
Queremos o fechamento da base estadunidense em Guantánamo, a democratização da comunicação, a superação do capitalismo, a destruição de Israel e a retirada da PM assassina do campus. Nesses meus dez anos como universitário eu nunca vi um ambiente tão opressor como o atual. Fica difícil estudar.
Numa mesma faixa de protesto vocês escreveram "trabaliadores" e erraram uma concordância. Isso prejudica a imagem do movimento?
[Indignado] Prejudica só na cabeça de quem tem preconceito lingüístico. O sistema impõe que existe um jeito certo de falar. É uma visão ultrapassada, autoritária, conservadora e homofóbica, que nós vai superar aqui em São Paulo quando a gente elegermos o Fernando Haddad para a Prefeitura.
Abaixo o preconceito lingüístico
Alunos da USP dizem que a maioria aprova a presença da PM no campus e que o protesto de vocês é uma farsa.
São uns playboyzinhos de m**** que só querem saber de estudar e trabalhar e esquecem a função social da universidade. Apesar deles, amanhã há de ser outro dia. Vamos seguir lutando pelo fim da ditadura no campus.
Bruno Pontes, 07 Novembro 2011
Publicado no jornal O Estado.
ENTÃO, COMO É QUE É?
Artigos - Educação
Li todo o Caderno Amarelo aplicado este ano. Para quem está afeito às relações entre a linguagem e a política fica fácil perceber, em algumas questões, o emprego gramsciano do vocabulário e o uso da prova como instrumento de doutrinação e construção da hegemonia política.
A fábula da rã que se deixa cozer viva, passivamente, em uma panela de água fria que vai ficando morna, depois quente e, por fim ferve, é perfeitamente aplicável a inúmeras estratégias em curso no país. Se, em vez de avançarem aos poucos, seus condutores saltassem etapas e nos jogassem diretamente onde desejam nos levar, haveria resistência social e os projetos fracassariam. Estão nos cozinhando em fogo baixo.
Muito se tem escrito sobre o ENEM, esse mastodonte que iniciou como uma avaliação de desempenho do Ensino Médio no país e que, com raras exceções, virou monstruosidade ainda maior - prova de seleção para ingresso nos estabelecimentos de Ensino Superior. Por quê? Porque alguns pedagogos, afinados com o poder político estabelecido, decidiram que era assim que tinha que ser. Já escrevi que quando o "coletivo" aparece com uma ideia, por extravagante que seja, ela acabará prevalente. Não vou discutir, aqui, os aspectos pedagógicos nem as onerosas trapalhadas em que se tem envolvido o tal provão do MEC. Detenho-me sobre uma pauta que não pode transitar sem ser denunciada em vista de seu significado para a democracia.
A forma federativa de Estado, constitucionalizada no Brasil desde a Proclamação da República, corresponde ao importantíssimo princípio da Subsidiariedade, que ordena competências em níveis superpostos, de tal modo que cada nível só age se o nível que lhe é inferior não puder cumprir bem suas atribuições. Esse princípio, que preserva, na base, a iniciativa dos indivíduos e, logo acima, a iniciativa das comunidades locais, e assim sucessivamente, tem óbvias aplicações no campo da Administração, do Direito, da Política e da Ética. Pois eis que, ao conjunto de ações centralizadoras já adotadas no Brasil, sempre pelo reverso desse respeitável princípio, soma-se agora o ENEM, como nova intromissão/cessão de autonomia em favor da União. Num país do tamanho do Brasil, as vagas nos estabelecimentos de Ensino Superior tornam-se disputadas nacionalmente, com estudantes transferindo-se de Garanhuns para Santana do Livramento e vice-versa, como se estivessem tomando lotação para ir ao colégio. Absurdo!
O sistema sempre foi descentralizado, regionalizado e, por fim, como convém, foi se municipalizando. Os investimentos que proporcionaram a maior parte dessas instituições de ensino resultaram de esforço, poupança ou pleitos locais. O provão nacional é uma cessão de autonomia no controle da porta de entrada do Ensino Superior!
Li todo o Caderno Amarelo aplicado este ano. Para quem está afeito às relações entre a linguagem e a política fica fácil perceber, em algumas questões, o emprego gramsciano do vocabulário e o uso da prova como instrumento de doutrinação e construção da hegemonia política. A centralização serve para muitos males, inclusive para esse específico mal. Serve para a submissão de Estados e municípios. Serve para a cooptação de maiorias parlamentares. Serve para afastar a sociedade de decisões ditas participativas pelo envolvimento de grupos sociais devidamente aparelhados. Serve para a corrupção. Serve, esplendidamente, para o uso da rede de ensino como instrumento de doutrinação (vide livros do MEC!). E, porque tem sido assim, em tudo e com tudo, também esse ENEM vai a serviço dos mesmos instrumentos de centralização e hegemonia.
Enquanto a panela aquece para as festas do poder, canta-se como em outras comemorações: "Para a União não vai nada? Tudo! Então como é que é? É big, é big, é big, big, big." Pobre federalismo brasileiro.
Percival Puggina, 07 Novembro 2011
Publicado no jornal Zero Hora.
Li todo o Caderno Amarelo aplicado este ano. Para quem está afeito às relações entre a linguagem e a política fica fácil perceber, em algumas questões, o emprego gramsciano do vocabulário e o uso da prova como instrumento de doutrinação e construção da hegemonia política.
A fábula da rã que se deixa cozer viva, passivamente, em uma panela de água fria que vai ficando morna, depois quente e, por fim ferve, é perfeitamente aplicável a inúmeras estratégias em curso no país. Se, em vez de avançarem aos poucos, seus condutores saltassem etapas e nos jogassem diretamente onde desejam nos levar, haveria resistência social e os projetos fracassariam. Estão nos cozinhando em fogo baixo.
Muito se tem escrito sobre o ENEM, esse mastodonte que iniciou como uma avaliação de desempenho do Ensino Médio no país e que, com raras exceções, virou monstruosidade ainda maior - prova de seleção para ingresso nos estabelecimentos de Ensino Superior. Por quê? Porque alguns pedagogos, afinados com o poder político estabelecido, decidiram que era assim que tinha que ser. Já escrevi que quando o "coletivo" aparece com uma ideia, por extravagante que seja, ela acabará prevalente. Não vou discutir, aqui, os aspectos pedagógicos nem as onerosas trapalhadas em que se tem envolvido o tal provão do MEC. Detenho-me sobre uma pauta que não pode transitar sem ser denunciada em vista de seu significado para a democracia.
A forma federativa de Estado, constitucionalizada no Brasil desde a Proclamação da República, corresponde ao importantíssimo princípio da Subsidiariedade, que ordena competências em níveis superpostos, de tal modo que cada nível só age se o nível que lhe é inferior não puder cumprir bem suas atribuições. Esse princípio, que preserva, na base, a iniciativa dos indivíduos e, logo acima, a iniciativa das comunidades locais, e assim sucessivamente, tem óbvias aplicações no campo da Administração, do Direito, da Política e da Ética. Pois eis que, ao conjunto de ações centralizadoras já adotadas no Brasil, sempre pelo reverso desse respeitável princípio, soma-se agora o ENEM, como nova intromissão/cessão de autonomia em favor da União. Num país do tamanho do Brasil, as vagas nos estabelecimentos de Ensino Superior tornam-se disputadas nacionalmente, com estudantes transferindo-se de Garanhuns para Santana do Livramento e vice-versa, como se estivessem tomando lotação para ir ao colégio. Absurdo!
O sistema sempre foi descentralizado, regionalizado e, por fim, como convém, foi se municipalizando. Os investimentos que proporcionaram a maior parte dessas instituições de ensino resultaram de esforço, poupança ou pleitos locais. O provão nacional é uma cessão de autonomia no controle da porta de entrada do Ensino Superior!
Li todo o Caderno Amarelo aplicado este ano. Para quem está afeito às relações entre a linguagem e a política fica fácil perceber, em algumas questões, o emprego gramsciano do vocabulário e o uso da prova como instrumento de doutrinação e construção da hegemonia política. A centralização serve para muitos males, inclusive para esse específico mal. Serve para a submissão de Estados e municípios. Serve para a cooptação de maiorias parlamentares. Serve para afastar a sociedade de decisões ditas participativas pelo envolvimento de grupos sociais devidamente aparelhados. Serve para a corrupção. Serve, esplendidamente, para o uso da rede de ensino como instrumento de doutrinação (vide livros do MEC!). E, porque tem sido assim, em tudo e com tudo, também esse ENEM vai a serviço dos mesmos instrumentos de centralização e hegemonia.
Enquanto a panela aquece para as festas do poder, canta-se como em outras comemorações: "Para a União não vai nada? Tudo! Então como é que é? É big, é big, é big, big, big." Pobre federalismo brasileiro.
Percival Puggina, 07 Novembro 2011
Publicado no jornal Zero Hora.
ADOÇÕES: PREVALECE A DEMAGOGIA
Media Watch - Outros
Como tenho dito: “du-vi-de-o-dó” que haja mais crianças negras adotadas por negros do que crianças negras adotadas por brancos.
Não há absolutamente nada neste país que hoje não esteja submetido ao crivo ideológico. A doutrinação marxista alcança até mesmo – pasmem! - a Matemática!
Hoje trago do jornal Diário do Pará mais uma daquelas notícias que recorrentemente trazem a manipulação consigo, quase sempre invisível ao leitor desavisado, por embrulhada em palavras melífluas que convocam os bons sentimentos das pessoas para causas pretensamente nobres, justas, éticas e humanas.
Trata a matéria do batido discurso de que há candidatos suficientes para adotar todas as crianças disponíveis nas instituições de acolhimento de menores, mas que tal benfazejo efeito não se concretiza porque esbarra no preconceito étnico, já que as crianças brancas são preferidas.
Esta espécie de reportagem aparece e reaparece de tempos em tempos, como que automaticamente avisado por uma agenda eletrônica. Ela pretende afirmar que os casais brancos são racistas.
Porém, o que sempre se oculta é que há um número mais que suficiente de casais negros ou pardos que têm condições perfeitas para adotar crianças não brancas. Então a pergunta que tem de ser feita é: porque os negros ou pardos não estão adotando crianças negras ou pardas?
Pensemos bem sobre o quanto tem sido exigido de casais brancos, no limite do constrangimento (vejam as novelas televisivas), para que adotem preferencialmente crianças negras, enquanto não vigora nenhum apelo, por mínimo que seja, para que adultos negros e pardos adotem nem crianças de sua cor, quiçá muito menos crianças brancas.
Como tenho dito: “du-vi-de-o-dó” que haja mais crianças negras adotadas por negros do que crianças negras adotadas por brancos (salve, e olhe lá, o caso de adoções intra-familiares, ou seja, quando são os tios ou avós que assumem as crianças)! E muito mais: que haja mais crianças brancas adotadas por negros do que – atenção! - crianças BRANCAS adotadas por negros!
Convido agora os leitores a acompanharem-me na análise lógica que farei de um trecho da notícia de que falei nos primeiros parágrafos acima:
Apesar do aumento pela procura por adoção, o CNJ revela que ainda existem alguns fatores que acabam dificultando a adoção de crianças e adolescentes. O primeiro deles é o perfil exigido pelos pretendentes. A maioria dos interessados cadastrados pelo CNA, 9.842 (36,54% do total), prefere crianças ou adolescentes brancos, sendo que quase metade das crianças disponíveis para adoção - 2.272 no total - é parda. Crianças brancas somam 1.657, o que representa 33,82% do total.
Em primeiro lugar: como assim, ó Diário do Pará? Desde quando um percentual de 36,58 % compõe uma maioria? Como é que os jornalistas que obtiveram os dados e que editaram a matéria não perceberam tal enormidade? Afff....
Ademais, se 9.842 são as pessoas interessadas em crianças ou adolescentes brancos e que correspondem a 36,52 % do total, então 63,48% são as pessoas que não se encaixam neste perfil, ou o meu raciocínio lógico está começando a falhar? Logo, quase o dobro de pessoas não se importa em adotar uma criança negra ou parda.
Percebam, digníssimos leitores, como já se dão a pouquíssimo trabalho os mistificadores, a ponto de permitirem-se publicar qualquer besteira sem o menor medo de serem felizes. Na verdade, confiam no tom da redação empregada, na técnica do discurso carregado de indignação, confiantes de que as pessoas não vão conferir os números nem questionar os argumentos. Mais das vezes, para tal mister, basta um título bem eloquente.
Em outro artigo que já escrevi a respeito deste mesmíssimo tema, tive a felicidade de encontrar quem teve o mesmo lampejo de lucidez que exponho aqui e como as suas posições foram tratadas por representantes de entidades sedizentemente relacionadas à defesa dos direitos dos povos afro-descendentes (Uol/Folha de São Paulo, de 13 de outubro de 2001):
Paulo Sérgio dos Santos, 41, presidente do Angaad (Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção), acredita que a marginalização não deveria ser considerada pelos negros como um obstáculo à adoção.
"Se a comunidade negra buscasse fortalecer a proposta e a levasse adiante, muitos problemas poderiam ser minimizados", diz ele, que é filho adotivo.
Roberto da Silva, 42, pedagogo e autor do livro "Filhos do Governo", sobre internos da Febem, concorda e afirma que o principal na adoção das crianças é a disponibilidade de afeto e não de dinheiro. Segundo ele, os movimentos negros deveriam se unir em torno da questão da adoção.
"Se os negros querem espaço na universidade e no mercado de trabalho, por que não tratar questões como adoção e abandono infantil na perspectiva de uma questão étnica?", pergunta Silva.
Representantes de movimentos negros discordam. Para Sueli Carneiro, 51, presidente da ONG Geledés - Instituto da Mulher Negra, os negros têm a adoção incorporada em sua estrutura familiar de uma maneira informal.
Ela cita as famílias negras às quais se agregam frequentemente crianças de outras famílias. "A família burguesa nuclear ainda é um modelo distante da maioria da nossa população", diz Sueli.
Ivanir dos Santos, 47, que se considera "afrodescendente" e é presidente do Ceap (Centro de Articulação de Populações Marginalizadas), concorda com Sueli. Para ele, as adoções informais são muito comuns não só entre as comunidades negras, mas também em outras camadas mais pobres da sociedade brasileira.
Ivanir acredita que, nos casos de adoção formal, existe preferência por crianças brancas e que isso serve para desmistificar a democracia racial do Brasil.
"Se o dado de raça e cor não fosse importante, as pessoas adotariam crianças negras, pois são as que mais precisam de ajuda", afirma o presidente do Ceap.
O fato de que supostamente haja uma estrutura social entre os negros diferente da “família burguesa nuclear”, segundo a qual há uma adoção informal de crianças, entretanto, não responde ao fato de que crianças negras (e brancas!) continuam à espera por um lar nos orfanatos.
Percebam os leitores como ambos os presidentes de ONG's acima não se mostraram efetivamente interessados na melhoria de vida dos negros – especialmente das crianças negras. Preferiram recorrer a uma desculpa esfarrapada do que encarar o problema de frente. E mais uma vez, jogaram o problema no colo dos brancos: “"Se o dado de raça e cor não fosse importante, as pessoas adotariam crianças negras, pois são as que mais precisam de ajuda", afirma o presidente do Ceap.” (Ivanir dos Santos)
Isto se dá porque não é este o objetivo que almejam, senão o de se promoverem às custas dos demais negros por meio do movimento negrista ou quilombola, de inspiração coletivista-marxista. Chamar o seu eleitorado à responsabilidade não é algo que lhes inspire simpatia ou boa vontade.
Seus alvos atualmente são sobretudo a conquista das cotas raciais para os cargos públicos eletivos e empregos públicos e privados, bem como a desapropriação (perdão: expropriação) das terras de seus proprietários originais.
Aqui termino, não sem antes vacinar este próprio texto contra as tentações dos sonsos de plantão: Se você tem uma criança adotada, não importa quais sejam as tonalidades das respectivas peles - a sua e a de seu filho do coração - defiro o meu mais elevado respeito e consideração à sua família, e rogo – sinceramente – que Deus sempre a proteja. Este artigo não é uma apologia à segregação racial, mas sim à liberdade escolha individual, para protegê-la o discurso ideológico-demagógico.
Klauber Cristofen Pires, 08 Novembro 2011
INVADA A REITORIA VOCÊ TAMBÉM!!!
Artigos - Movimento Revolucionário
Você é a favor das drogas? É contra a polícia no campus? Não tem mais o que fazer? Ótimo!
Participe da próxima invasão de reitoria e incremente o seu portfólio de militante.
O pacote inclui: manchetes e fotos de primeira página em todos os jornais, fotogalerias nos sites jornalísticos, vídeos no youtube, repercussão nas redes sociais, reportagens benevolentes na TV Globo, depoimento solidário ("Não se pode tratar a USP como se fosse a cracolândia") do Ministro da Educação e pré-candidato petista à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad - e muito mais!
Em especial: a foto da vitória! Todos unidos na saída da delegacia exibindo o documento de liberação após o pagamento da fiança de R$ 545! Fiança paga, é claro, com o dinheiro público dos nossos sindicatos, entidades e movimentos sociais, que cuidam de todas as despesas pra você, incluindo os advogados. Isso mesmo: ninguém precisa chamar o papai!
Venha! Traga o seu capuz. Traga o seu baseado. Traga o seu galão de gasolina e o seu coquetel molotov.
Após a invasão, basta ignorar as ordens judiciais, aguardar a chegada da polícia com a(s) câmera(s) do(s) seu(s) celular(es) ligada(s) e resistir bravamente à prisão, com o máximo possível de vitimismo heroico e acusações histéricas. Vamos juntos imputar ao governo tucano qualquer indício de truculência policial! Todo sangue é bem-vindo!
Aproveite ainda para arremessar pedras nos repórteres e destruir seus equipamentos, que nós garantimos a sua absolvição moral. Você e seus amigos delinquentes serão tratados como "manifestantes" (Folha de São Paulo), "estudantes" (O Globo) e até "os meninos" (Jornal Nacional)! É muita honraria à sua espera.
Mas lembre-se: não basta, por fim, reunir 5% dos alunos em assembleia e afetar os demais 95% com a declaração de "greve geral".
É preciso, também, participar das festinhas do DCE, com Open Bar de ervas e charutos cubanos.
Comece em alto estilo a sua carreira na militância esquerdista.
Inscreva-se já!*
*Os 100 primeiros ganham uma carteirinha do PT.
Felipe Moura Brasil, 10 Novembro 2011
Você é a favor das drogas? É contra a polícia no campus? Não tem mais o que fazer? Ótimo!
Participe da próxima invasão de reitoria e incremente o seu portfólio de militante.
O pacote inclui: manchetes e fotos de primeira página em todos os jornais, fotogalerias nos sites jornalísticos, vídeos no youtube, repercussão nas redes sociais, reportagens benevolentes na TV Globo, depoimento solidário ("Não se pode tratar a USP como se fosse a cracolândia") do Ministro da Educação e pré-candidato petista à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad - e muito mais!
Em especial: a foto da vitória! Todos unidos na saída da delegacia exibindo o documento de liberação após o pagamento da fiança de R$ 545! Fiança paga, é claro, com o dinheiro público dos nossos sindicatos, entidades e movimentos sociais, que cuidam de todas as despesas pra você, incluindo os advogados. Isso mesmo: ninguém precisa chamar o papai!
Venha! Traga o seu capuz. Traga o seu baseado. Traga o seu galão de gasolina e o seu coquetel molotov.
Após a invasão, basta ignorar as ordens judiciais, aguardar a chegada da polícia com a(s) câmera(s) do(s) seu(s) celular(es) ligada(s) e resistir bravamente à prisão, com o máximo possível de vitimismo heroico e acusações histéricas. Vamos juntos imputar ao governo tucano qualquer indício de truculência policial! Todo sangue é bem-vindo!
Aproveite ainda para arremessar pedras nos repórteres e destruir seus equipamentos, que nós garantimos a sua absolvição moral. Você e seus amigos delinquentes serão tratados como "manifestantes" (Folha de São Paulo), "estudantes" (O Globo) e até "os meninos" (Jornal Nacional)! É muita honraria à sua espera.
Mas lembre-se: não basta, por fim, reunir 5% dos alunos em assembleia e afetar os demais 95% com a declaração de "greve geral".
É preciso, também, participar das festinhas do DCE, com Open Bar de ervas e charutos cubanos.
Comece em alto estilo a sua carreira na militância esquerdista.
Inscreva-se já!*
*Os 100 primeiros ganham uma carteirinha do PT.
Felipe Moura Brasil, 10 Novembro 2011
DEPOIS DA LIBERDADE DESAPARECER...
Artigos - Governo do PT
Haverá quem diga: "Ah, mas eles foram anistiados!" Os militares, também. "Os crimes estão prescritos!" Os dos militares, também. "Mas a tortura é crime inafiançável!" O terrorismo, também.
Há, nas linhas que se seguem, tristeza, dor e revolta. Tristeza, por ver onde nos trouxe a filosofia leninista adotada, sem qualquer escrúpulo, pelos atuais “donos do poder”. Dor, por ver como o brasileiro se deixa embair por histórias da Carochinha, tipo “nunca antes nesse País”, empurradas goela abaixo como iguarias raras. Revolta - e vergonha – por ver a que ponto de sabujice foram levadas as Instituições brasileiras.
O estopim que deflagrou a tristeza, a dor, a revolta e a vergonha foi a longamente cantada, em prosa e verso, Comissão da Verdade (do PC do B). Melhor seria que lhe fosse dado o nome de Comissão da Mentira, Comissão da Perseguição aos Vencedores, ou outra denominação qualquer, deixando bem claro, numa paráfrase de Prestes em 1961, que hoje a esquerda está no governo e no poder.
Caminhamos, esta é a verdade, pelo mesmo penoso e triste caminho trilhado pelas Forças Armadas da Argentina. Ontem, orgulhosas. Hoje, mal pagas, mal armadas, aviltadas em seus valores, vêem velhos chefes arrastados às barras dos tribunais pelo crime de terem impedido, a ferro, fogo e sangue, o domínio que as violentas facções marxistas desejavam, a ferro, fogo e sangue, impor à nação argentina.
A esquerda, formada por comunistas, socialistas, social-democratas, etc., conseguiu, sob a égide de um auto-exilado, dar o primeiro e decisivo passo na busca de vingança: criou o Ministério da Defesa, retirando os chefes militares dos centros decisórios e, a partir daí, passo a passo, passou a ditar a política das Forças Armadas a buscar a criação, interna corporis, de cisões impensáveis no passado, qual a afirmação de que a nova Força nada tem a ver com as antigas.
Paralelamente, contando com a proverbial falta de memória do brasileiro comum, tudo fizeram e fazem para reescrever a história dos governos militares, tachando aquele período de “anos de chumbo” quando, os mais velhos lembram ainda, foram anos de ouro para o Brasil. Na impossibilidade física de levar um General ao banco dos réus, a exemplo do que ocorre na Argentina, urgia encontrar um bode expiatório. Foram achá-lo na pessoa do hoje coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, então um simples Major inserido na cadeia de comando do então II Exército e que recebeu, à época, a missão de comandar o Destacamento de Operações de Informações (atualmente Inteligência). E, no seu cumprimento, juntamente com seus comandados, teve tanto êxito que, desde o governo Sarney, quando Adido Militar no Uruguai, tornou-se o alvo predileto da esquerda raivosa, substituindo a vítima anterior, o delegado Fleury do DOPS/SP, já falecido.
Enganam-se os que pensam ser o Cel Ustra o único que será levado ao banco dos réus. Comandantes de outros DOIs e seus comandados, que tiveram êxitos semelhantes em suas áreas de atuação e componentes de outros órgãos que agiram nessa luta, também serão chamados a depor. O processo já está esquematizado: os beleguins da “Comissão da Verdade do B”, identificarão os pretensos autores dos crimes - quem matou quem, quem torturou quem, etc. E aí, conforme asseverou a ministra Maria do Rosário em outras palavras, na entrevista concedida à TV Brasil no dia 30 de outubro, contam que uns poucos, em troca da chamada delação premiada, digam cobras e lagartos dos seus antigos comandantes e mesmo de companheiros, dando ares de verdade às mais descabidas acusações.
Após, terão início os processos na área cível, movidos pelos familiares ou pelas pretensas vítimas (que já foram indenizadas pelo Estado), para pedir indenização aos agentes que venham a ser identificados.
Nesse sentido, o STF já abriu as comportas com resposta a pedido do advogado do Cel Ustra: a Anistia não isenta, na área cível, a reparação monetária de pretensos crimes que, após 40 anos, há muito estão prescritos. Há que ressaltar não proceder tal pedido de indenização, eis que tais pessoas eram tão somente agentes do Estado designados para a função de combate ao terrorismo, apoiados por uma Diretriz Presidencial voltada para o combate à subversão comunista. De mais a mais, já regiamente concedido pelo Estado, um pedido de indenização não cabe ser estendido ao agente, mero executor das leis vigentes na ocasião.
Que ninguém se iluda! Como a maioria da população desconhece a Comissão da Verdade, haverá necessidade de torná-la conhecida através intensa campanha midiática em cujo bojo, além da demonização dos vencedores de ontem, transformados maquiavelicamente nos derrotados de hoje, será preconizada a derrogação da Lei da Anistia. Conhecendo o estofo moral dos nossos legisladores, esta não será a etapa mais difícil do processo que vem sendo conduzido por um governo de vezo totalitário, corrupto e revanchista. E assim, restará reescrita a História do Brasil segundo a ideologia marxista.
Antes que o desastre se consuma, antes de ser imposto ao povo brasileiro o regime do partido único, deve haver uma resposta que impeça tal descalabro. Que os possuidores de voz, que os estudiosos das leis, que as próprias Instituições iniciem, sem tardança, uma campanha na qual os familiares das vítimas dos terroristas exijam que seja revelada a identidade dos criminosos – alguns já confessaram, em livros e entrevistas – e, ao depois, entrem com processos cíveis em busca de indenização. Que os sábios e os doutos nos digam se não cabe, inclusive, uma ação popular, ou uma ação nos moldes da movida pelo Clube Militar no caso Lamarca. Haverá quem diga: "Ah, mas eles foram anistiados!" Os militares, também. "Os crimes estão prescritos!" Os dos militares, também. "Mas a tortura é crime inafiançável!" O terrorismo, também.
A esquerda sonha em cassar nossa liberdade, mas conforme afirmou Chateaubriand, “depois da liberdade desaparecer, resta um país, mas já não há pátria.” Lutemos, pois, pela verdade, pela democracia e pela pátria.
Osmar José de Barros Ribeiro, 09 Novembro 2011
Haverá quem diga: "Ah, mas eles foram anistiados!" Os militares, também. "Os crimes estão prescritos!" Os dos militares, também. "Mas a tortura é crime inafiançável!" O terrorismo, também.
Há, nas linhas que se seguem, tristeza, dor e revolta. Tristeza, por ver onde nos trouxe a filosofia leninista adotada, sem qualquer escrúpulo, pelos atuais “donos do poder”. Dor, por ver como o brasileiro se deixa embair por histórias da Carochinha, tipo “nunca antes nesse País”, empurradas goela abaixo como iguarias raras. Revolta - e vergonha – por ver a que ponto de sabujice foram levadas as Instituições brasileiras.
O estopim que deflagrou a tristeza, a dor, a revolta e a vergonha foi a longamente cantada, em prosa e verso, Comissão da Verdade (do PC do B). Melhor seria que lhe fosse dado o nome de Comissão da Mentira, Comissão da Perseguição aos Vencedores, ou outra denominação qualquer, deixando bem claro, numa paráfrase de Prestes em 1961, que hoje a esquerda está no governo e no poder.
Caminhamos, esta é a verdade, pelo mesmo penoso e triste caminho trilhado pelas Forças Armadas da Argentina. Ontem, orgulhosas. Hoje, mal pagas, mal armadas, aviltadas em seus valores, vêem velhos chefes arrastados às barras dos tribunais pelo crime de terem impedido, a ferro, fogo e sangue, o domínio que as violentas facções marxistas desejavam, a ferro, fogo e sangue, impor à nação argentina.
A esquerda, formada por comunistas, socialistas, social-democratas, etc., conseguiu, sob a égide de um auto-exilado, dar o primeiro e decisivo passo na busca de vingança: criou o Ministério da Defesa, retirando os chefes militares dos centros decisórios e, a partir daí, passo a passo, passou a ditar a política das Forças Armadas a buscar a criação, interna corporis, de cisões impensáveis no passado, qual a afirmação de que a nova Força nada tem a ver com as antigas.
Paralelamente, contando com a proverbial falta de memória do brasileiro comum, tudo fizeram e fazem para reescrever a história dos governos militares, tachando aquele período de “anos de chumbo” quando, os mais velhos lembram ainda, foram anos de ouro para o Brasil. Na impossibilidade física de levar um General ao banco dos réus, a exemplo do que ocorre na Argentina, urgia encontrar um bode expiatório. Foram achá-lo na pessoa do hoje coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, então um simples Major inserido na cadeia de comando do então II Exército e que recebeu, à época, a missão de comandar o Destacamento de Operações de Informações (atualmente Inteligência). E, no seu cumprimento, juntamente com seus comandados, teve tanto êxito que, desde o governo Sarney, quando Adido Militar no Uruguai, tornou-se o alvo predileto da esquerda raivosa, substituindo a vítima anterior, o delegado Fleury do DOPS/SP, já falecido.
Enganam-se os que pensam ser o Cel Ustra o único que será levado ao banco dos réus. Comandantes de outros DOIs e seus comandados, que tiveram êxitos semelhantes em suas áreas de atuação e componentes de outros órgãos que agiram nessa luta, também serão chamados a depor. O processo já está esquematizado: os beleguins da “Comissão da Verdade do B”, identificarão os pretensos autores dos crimes - quem matou quem, quem torturou quem, etc. E aí, conforme asseverou a ministra Maria do Rosário em outras palavras, na entrevista concedida à TV Brasil no dia 30 de outubro, contam que uns poucos, em troca da chamada delação premiada, digam cobras e lagartos dos seus antigos comandantes e mesmo de companheiros, dando ares de verdade às mais descabidas acusações.
Após, terão início os processos na área cível, movidos pelos familiares ou pelas pretensas vítimas (que já foram indenizadas pelo Estado), para pedir indenização aos agentes que venham a ser identificados.
Nesse sentido, o STF já abriu as comportas com resposta a pedido do advogado do Cel Ustra: a Anistia não isenta, na área cível, a reparação monetária de pretensos crimes que, após 40 anos, há muito estão prescritos. Há que ressaltar não proceder tal pedido de indenização, eis que tais pessoas eram tão somente agentes do Estado designados para a função de combate ao terrorismo, apoiados por uma Diretriz Presidencial voltada para o combate à subversão comunista. De mais a mais, já regiamente concedido pelo Estado, um pedido de indenização não cabe ser estendido ao agente, mero executor das leis vigentes na ocasião.
Que ninguém se iluda! Como a maioria da população desconhece a Comissão da Verdade, haverá necessidade de torná-la conhecida através intensa campanha midiática em cujo bojo, além da demonização dos vencedores de ontem, transformados maquiavelicamente nos derrotados de hoje, será preconizada a derrogação da Lei da Anistia. Conhecendo o estofo moral dos nossos legisladores, esta não será a etapa mais difícil do processo que vem sendo conduzido por um governo de vezo totalitário, corrupto e revanchista. E assim, restará reescrita a História do Brasil segundo a ideologia marxista.
Antes que o desastre se consuma, antes de ser imposto ao povo brasileiro o regime do partido único, deve haver uma resposta que impeça tal descalabro. Que os possuidores de voz, que os estudiosos das leis, que as próprias Instituições iniciem, sem tardança, uma campanha na qual os familiares das vítimas dos terroristas exijam que seja revelada a identidade dos criminosos – alguns já confessaram, em livros e entrevistas – e, ao depois, entrem com processos cíveis em busca de indenização. Que os sábios e os doutos nos digam se não cabe, inclusive, uma ação popular, ou uma ação nos moldes da movida pelo Clube Militar no caso Lamarca. Haverá quem diga: "Ah, mas eles foram anistiados!" Os militares, também. "Os crimes estão prescritos!" Os dos militares, também. "Mas a tortura é crime inafiançável!" O terrorismo, também.
A esquerda sonha em cassar nossa liberdade, mas conforme afirmou Chateaubriand, “depois da liberdade desaparecer, resta um país, mas já não há pátria.” Lutemos, pois, pela verdade, pela democracia e pela pátria.
Osmar José de Barros Ribeiro, 09 Novembro 2011
DESLEGITIMANDO OS DESLEGITIMADORES
Artigos - Globalismo
A razão para que a UNESCO falhe no cumprimento de suas responsabilidades é clara. Muito longe de cumprir sua missão de proteger locais de patrimônio mundial, desde 1974 a UNESCO tem sido cúmplice de um dos maiores crimes culturais da história da Humanidade -- a tentativa palestina e pan-árabe de eliminar a história judaica na Terra de Israel dos registros históricos.
Você tem que reconhecer que os palestinos são bons.
Eles decidiram abandonar o processo de paz e procurar o reconhecimento internacional do "Estado da Palestina" -- um país em um estado de guerra de facto com Israel. E eles estão perseguindo seu objetivo diuturnamente.
Na semana passada, seus esforços frutificaram pela primeira vez com a aceitação da "Palestina" como membro permanente da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Não é coincidência que a OLP/AP¹ decidiu submeter o ingresso da "Palestina" à UNESCO. Desde 1974, a UNESCO tem sido um parceiro entusiástico dos palestinos no tocante a apagar a história, a herança e a cultura judaicas na Terra de Israel dos registros históricos.
Em 1974, a UNESCO votou pelo boicote a Israel e pela "suspensão de convênios com Israel nas áreas de educação, ciência e cultura em virtude da persistente alteração por parte de Israel das características históricas de Jerusalém."
As ações da UNESCO para negar as ligações judaicas com Jerusalém e o resto da Israel histórica têm se mantido constantes desde então. Em 1989, por exemplo, a UNESCO condenou a "ocupação de Jerusalém por Israel" alegando que estava destruindo a cidade através de "atos de interferência, destruição e transformação."
Em 1996, a UNESCO promoveu um simpósio sobre Jerusalém na sua sede de Paris. Nenhum grupo judaico ou israelense foi convidado para participar.
No começo de 1996, o Waqf² Árabe do Monte do Templo começou a destruição sistemática de artefatos do Segundo Templo. A destruição foi conduzida durante escavações ilegais sob o Monte do Templo executadas para a construção de uma mesquita ilegal e não-autorizada nos Estábulos de Salomão.
A UNESCO sequer se importou em condenar esse ato. Ela se manteve silente, a despeito do fato de as atitudes do Waqf constituírem uma grave violação das mesmas leis internacionais de antiguidades e locais sagrados que a UNESCO deve proteger. Outrossim, a UNESCO jamais condenou a profanação palestina da Tumba de Rachel, ou da Tumba de José, nem de quaisquer das antigas sinagogas em Gaza e Jericó que foram demolidas.
A razão para que a UNESCO falhe no cumprimento de suas responsabilidades é clara. Muito longe de cumprir sua missão de proteger locais de patrimônio mundial, desde 1974 a UNESCO tem sido cúmplice de um dos maiores crimes culturais da história da Humanidade -- a tentativa palestina e pan-árabe de eliminar a história judaica na Terra de Israel dos registros históricos. E os crimes da UNESCO nessa área não têm fim. Em 2009, ela designou Jerusalém como "capital da cultura árabe".
Em 2010, ela classificou a Tumba de Rachel e o Túmulo dos Patriarcas em Hebron como "mesquitas islâmicas". A campanha da UNESCO contra a história judaica não se limita a Israel. Em 1995, ela aprovou uma resolução lembrando o 50º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial. Apesar de pedidos de Israel, a resolução não fez qualquer menção ao Holocausto.
Em dezembro de 2010, a UNESCO publicou um relatório sobre a história da ciência no mundo árabe. Seu relatório listou o grande médico judeu e estudioso rabínico Rabino Moshe Ben Maimon -- Maimônides -- como um muçulmano chamado "Moussa ben Maimoun".
À luz das virulentas políticas e ações anti-judaicas da UNESCO, não é surpresa que ela tenha cooperado com o esforço da OLP/AP em conseguir reconhecimento de um país em estado de guerra com Israel.
MAIS SURPREENDENTE que o comportamento da UNESCO é o comportamento de todos, exceto cinco, países-membros da União Européia.
Com exceção de República Tcheca, Alemanha, Lituânia, Países Baixos e Suécia, todos os países-membros da UE ou votaram a favor do pedido de ingresso palestino, ou se abstiveram.
A razão para tamanha surpresa é porque a UE tornou o centro de sua política externa fortalecer as instituições da ONU e acelerar o processo de paz entre Israel e os palestinos para facilitar a independência palestina. E, ao apoiar ou falhando em se opor ao pedido palestino de ingresso, os europeus prejudicam seus objetivos.
A UNESCO foi enfraquecida pelo voto por dois motivos. Primeiro, como a lei dos EUA impede o governo de financiar agências da ONU que aceitam a "Palestina" como um país-membro fora dos parâmetros de uma paz negociada com Israel, a UNESCO cortou seu orçamento em 22%, montante da contribuição dos EUA, ao aceitar a "Palestina".
Segundo, ao aceitar os palestinos como um país-membro, a UNESCO solapou sua legitimidade e viabilidade organizacionais. Aceitar a "Palestina" representa uma violação do estatuto da organização. O estatuto determina que apenas Estados podem ser aceitos como membros.
Mais do que isso, representa o repúdio aos objetivos da UNESCO como constam em seu estatuto. Esses objetivos envolvem, dentre outras coisas, promover a cooperação em educação e avançar o estado de direito. Como mostrou um relatório recente do Instituto de Monitoramento da Paz e da Tolerância Cultural em Educação Escolar (IMPACT-SE³), os livros-texto adotados pela Autoridade Palestina ainda estão permeados de ódio aos judeus em todos os níveis escolares.
Ao permitir essa violação do estatuto da UNESCO, os europeus fazem troça das regras da ONU e, assim, não enfraquecem apenas a UNESCO, mas a ONU como um todo.
A justificativa européia para apoiar a causa da paz entre Israel e os palestinos mostrou-se vazia ante seu comportamento na UNESCO. O processo de paz entre Israel e a OLP/AP está baseado no compromisso deste de que um Estado palestino só pode surgir como conseqüência de um tratado de paz com Israel. Ao apoiar a quebra desse compromisso fundamental dos palestinos na UNESCO, os europeus enfraqueceram a possibilidade de se alcançar uma paz negociada que levará a um Estado palestino.
O que o comportamento dos europeus na UNESCO indica é que, assim como a UNESCO deseja subverter sua missão ao atingir Israel, os europeus desejam subverter os objetivos declarados de sua política externa se isso implica atingir Israel.
Essa situação tem conseqüências importantes para Israel. Em tempo, Israel colocou a construção de boas relações com os estados-membros da UE no topo de sua lista de prioridades. À luz da postura dos europeus na UNESCO, essa importância deveria ser revisada. Os europeus não merecem tão alta consideração de Israel.
Finalmente, o voto da UNESCO expôs verdades perturbadoras sobre a posição do presidente Barack Obama acerca de Israel. Obama tem sido muito louvado tanto por líderes judeus americanos quanto pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu por seu compromisso declarado de vetar o rascunho de resolução do Conselho de Segurança que recomenda que a OLP/AP deve obter ingresso como país-membro na ONU. A promessa de Obama -- arrancada através de intensa pressão do congresso -- é tomada exageradamente como prova de seu compromisso com a aliança entre os EUA e Israel.
Mas a resposta de Obama ao pedido da OLP/AP para ingresso junto à UNESCO conta uma outra história. Ao saber sobre o voto, a administração Obama desviou-se de seu caminho e não ameaçou a UNESCO. Ela não ameaçou a UNESCO com a retirada dos EUA da organização. Ao invés disso, alguns dias antes da votação, a Subsecretária de Educação dos EUA Martha Kanter dirigiu-se à entidade e louvou as "grandes coisas [que] aconteceram na UNESCO" nos últimos anos. Kanter então anunciou a intenção dos EUA em se reeleger para a diretoria executiva da UNESCO.
A administração não criticou a atitude como algo que enfraquece as chances de paz. Ela não percebeu que, endossando a decisão da OLP/AP de agir unilateralmente, a UNESCO estaria tornando muito mais difícil para Israel e os palestinos alcançarem um acordo de paz negociado. Ao contrário, a porta-voz do Departamento de Estado Victoria Nuland achou suficiente classificar a atitude de “lamentável” e “prematura”.
Oficiais da administração não esclareceram que, de acordo com as leis dos Estados Unidos, todo repasse de recursos norte-americanos à UNESCO cessaria se o pedido de ingresso palestino fosse aprovado. Ao invés disso, oficiais da administração uniram forças com oficiais da ONU para pressionar o Congresso a mudar a lei.
Conforme publicou Claudia Rosett na revista Forbes de terça-feira passada, David Killion, embaixador dos Estados Unidos na UNESCO, aproximou-se de uma apologia ao corte de repasses dos Estados Unidos quando disse: “Nós sinceramente lamentamos que os esforços corajosos e bem-intencionados de muitas delegações para evitar esse resultado tenham falhado.”
Killion acrescentou: “Nos comprometemos a manter nossos esforços para encontrar meios de apoiar e fortalecer o importante trabalho desta organização vital.”
Então, depois de a UNESCO meter o bedelho nos Estados Unidos, depois de enfraquecer sua própria missão, violar seu próprio estatuto e comprometer seriamente as chances de uma paz palestina com Israel ao aceitar a “Palestina” como país-membro, a administração Obama reagiu com apologias quase rastejantes.
PARA ENTENDER o significado total do comportamento da administração, é importante compará-la com a resposta da administração à decisão do governo israelense após o resultado do voto da UNESCO aprovando a construção de assentamentos judaicos em Jerusalém, Ma’aleh Adumin e Efrat. Todas as unidades residenciais serão construídas em áreas que continuarão sendo parte de Israel mesmo depois de um acordo de paz. E a administração sabe disso.
Entretanto, falando sobre a decisão do governo, um oficial dos Estados Unidos disse à Reuters que a administração está “profundamente decepcionada com o anúncio”.
“Nós continuamos a esclarecer ao governo [israelense] que medidas unilaterais como essas atuam contra os esforços de retomar negociações diretas e não avançam o objetivo de um acordo razoável e necessário entre as partes.”
Assim, de um lado, a atitude palestina em abandonar o processo de paz, e o apoio da UNESCO a esse gesto, é meramente “lamentável” e “prematura”. Mas, do outro lado, a decisão israelense de não discriminar os direitos de propriedade judaicos enfraquece esforços para retomar as negociações de paz e prejudica prospectos para um acordo.
Desde que assumiu o cargo, Netanyahu tem repetidamente classificado os esforços árabes e esquerdistas de deslegitimar Israel como “uma ameaça estratégica” para o país. Na verdade, ele exagera quanto ao perigo. Deslegitimação é uma ameaça política, não estratégica. Israel não será destruída pela ONU ou por professores de Oxford e Columbia ou por sindicatos na Noruega.
Ainda assim, é uma ameaça que Israel não pode ignorar.
Desde setembro de 2009, mencionando a necessidade de demonstrar a desonestidade das acusações dos deslegitimadores contra Israel, Netanyahu abandonou sua oposição vitalícia a um Estado palestino. Ele acreditava que Israel teria que aceitar a OLP/AP como um parceiro legítimo para a paz, de modo a provar a tipos como Obama e seus apoiadores que Israel tem o direito de existir. Nesse ínterim, e diante dessa vacilante concessão de Netanyahu, a OLP/AP abandonou as negociações de paz e promoveu sua guerra política para criminalizar e deslegitimar Israel.
A aceitação da “Palestina” pela UNESCO demonstra que a política escolhida por Netanyahu é equivocada.
Ao aceitar a legitimidade da demanda palestina por um Estado, Netanyahu indiretamente abriu mão aos direitos de Israel sobre Judéia e Samaria, e, no mínimo, colocou em xeque seu direito exclusivo de soberania em Jerusalém. Fazendo isso, Israel deu aos apoiadores dos palestinos na ONU, na Europa e na Casa Branca nenhuma razão para reconsiderar seu viés anti-Israel.
Afinal, com os palestinos incansavelmente reivindicando direitos, e Israel concedendo-os, por que alguém ficaria do lado de Israel?
No fim das contas, o único caminho para derrotar aqueles que deslegitimam Israel e negam nossos direitos à nossa terra, nossa nação e nossa história é expor sua corrupção e suas intenções malévolas, desonestas e odiosas com relação ao povo e ao Estado judeus. Ou seja, o único caminho para derrotar os deslegitimadores é deslegitimá-los ao defender, orgulhosa e firmemente, os direitos históricos e legais de Israel e a justeza de nossa causa.
Comentário de Felipe Melo:
Desde sua fundação, o Estado de Israel tem sido posto sob incessante estado de guerra com seus vizinhos árabes e islâmicos. A maior parte desses países sequer reconhece oficialmente a existência do Estado de Israel. Os israelenses saíram vitoriosos de todos os conflitos armados nos quais se viram envolvidos. Além de ser uma incontestável potência militar na região, o nível de bem-estar sócio-econômico da população israelense é consideravelmente superior ao de seus vizinhos: segundo o último levantamento, publicado no último dia 2 de novembro, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Israel é 0,888, enquanto a média registrada nos países-membros da Liga Árabe é de 0,644 -- o que torna o Estado judeu o único país do Oriente Médio entre os 20 primeiros colocados no ranking do IDH. Outro fator que deve ser mencionado é a solidez da democracia israelense, um dos poucos regimes que não sofreu nenhum golpe militar, não viu a ascensão de nenhum governo autocrático secular ou religioso, nem foi abalado por guerras civis.
A única arma que tem prejudicado de maneira efetiva os direitos e interesses israelenses é a propaganda. A ininterrupta campanha contra o Estado judeu, a exemplo da subversiva guerra de informação conduzida pelas forças comunistas, tem semeado o anti-semitismo em larga escala, ora explicitamente, ora sub-repticiamente. A bizarra concepção de “Holocausto palestino” -- uma abominação que é meticulosamente propagandeada por pseudo-intelectuais como Norman Finkelstein e Noam Chomsky -- não é apenas uma deturpação grosseira da real situação na região, mas é uma forma rasteira de deslegitimar o sofrimento e o terror da Shoah (como é chamado o Holocausto pelos judeus). No Brasil, o sentimento anti-Israel anda de braços dados com nosso inveterado antiamericanismo, algo que podemos encontrar facilmente tanto fora como dentro do Estado brasileiro. Um exemplo bastante ilustrativo é a Lei nº 12.292, de 20 de julho de 2010, em que o governo brasileiro efetivou a doação de R$ 25 milhões para a Autoridade Palestina sob o pretexto de auxiliar a reconstrução da Faixa de Gaza.
Caroline Glick, 10 Novembro 2011
Notas do tradutor:
[1] OLP: Organização para a Libertação da Palestina, grupo terrorista fundado por Yasser Arafat em 1964. AP: Autoridade Palestina.
[2] A tradução literal do termo é “domínio”, ou “retenção”. No contexto da Lei Sharia, significa reter determinada propriedade e reverter seus dividendos para fins caritativos. Grosso modo, é a versão islâmica das fundações filantrópicas religiosas do Ocidente.
[3] Acrônimo de Institute for Monitoring Peace and Cultural Tolerance in School Education.
Caroline Glick é editora-chefe substituta do jornal The Jerusalem Post e conselheira sênior de Assuntos do Oriente Médio do Center for Security Policy.
Fonte: http://www.jpost.com/Opinion/Columnists/Article.aspx?id=244327
Tradução: Felipe Melo, editor do blog da Juventude Conservadora da UNB.
A razão para que a UNESCO falhe no cumprimento de suas responsabilidades é clara. Muito longe de cumprir sua missão de proteger locais de patrimônio mundial, desde 1974 a UNESCO tem sido cúmplice de um dos maiores crimes culturais da história da Humanidade -- a tentativa palestina e pan-árabe de eliminar a história judaica na Terra de Israel dos registros históricos.
Você tem que reconhecer que os palestinos são bons.
Eles decidiram abandonar o processo de paz e procurar o reconhecimento internacional do "Estado da Palestina" -- um país em um estado de guerra de facto com Israel. E eles estão perseguindo seu objetivo diuturnamente.
Na semana passada, seus esforços frutificaram pela primeira vez com a aceitação da "Palestina" como membro permanente da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Não é coincidência que a OLP/AP¹ decidiu submeter o ingresso da "Palestina" à UNESCO. Desde 1974, a UNESCO tem sido um parceiro entusiástico dos palestinos no tocante a apagar a história, a herança e a cultura judaicas na Terra de Israel dos registros históricos.
Em 1974, a UNESCO votou pelo boicote a Israel e pela "suspensão de convênios com Israel nas áreas de educação, ciência e cultura em virtude da persistente alteração por parte de Israel das características históricas de Jerusalém."
As ações da UNESCO para negar as ligações judaicas com Jerusalém e o resto da Israel histórica têm se mantido constantes desde então. Em 1989, por exemplo, a UNESCO condenou a "ocupação de Jerusalém por Israel" alegando que estava destruindo a cidade através de "atos de interferência, destruição e transformação."
Em 1996, a UNESCO promoveu um simpósio sobre Jerusalém na sua sede de Paris. Nenhum grupo judaico ou israelense foi convidado para participar.
No começo de 1996, o Waqf² Árabe do Monte do Templo começou a destruição sistemática de artefatos do Segundo Templo. A destruição foi conduzida durante escavações ilegais sob o Monte do Templo executadas para a construção de uma mesquita ilegal e não-autorizada nos Estábulos de Salomão.
A UNESCO sequer se importou em condenar esse ato. Ela se manteve silente, a despeito do fato de as atitudes do Waqf constituírem uma grave violação das mesmas leis internacionais de antiguidades e locais sagrados que a UNESCO deve proteger. Outrossim, a UNESCO jamais condenou a profanação palestina da Tumba de Rachel, ou da Tumba de José, nem de quaisquer das antigas sinagogas em Gaza e Jericó que foram demolidas.
A razão para que a UNESCO falhe no cumprimento de suas responsabilidades é clara. Muito longe de cumprir sua missão de proteger locais de patrimônio mundial, desde 1974 a UNESCO tem sido cúmplice de um dos maiores crimes culturais da história da Humanidade -- a tentativa palestina e pan-árabe de eliminar a história judaica na Terra de Israel dos registros históricos. E os crimes da UNESCO nessa área não têm fim. Em 2009, ela designou Jerusalém como "capital da cultura árabe".
Em 2010, ela classificou a Tumba de Rachel e o Túmulo dos Patriarcas em Hebron como "mesquitas islâmicas". A campanha da UNESCO contra a história judaica não se limita a Israel. Em 1995, ela aprovou uma resolução lembrando o 50º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial. Apesar de pedidos de Israel, a resolução não fez qualquer menção ao Holocausto.
Em dezembro de 2010, a UNESCO publicou um relatório sobre a história da ciência no mundo árabe. Seu relatório listou o grande médico judeu e estudioso rabínico Rabino Moshe Ben Maimon -- Maimônides -- como um muçulmano chamado "Moussa ben Maimoun".
À luz das virulentas políticas e ações anti-judaicas da UNESCO, não é surpresa que ela tenha cooperado com o esforço da OLP/AP em conseguir reconhecimento de um país em estado de guerra com Israel.
MAIS SURPREENDENTE que o comportamento da UNESCO é o comportamento de todos, exceto cinco, países-membros da União Européia.
Com exceção de República Tcheca, Alemanha, Lituânia, Países Baixos e Suécia, todos os países-membros da UE ou votaram a favor do pedido de ingresso palestino, ou se abstiveram.
A razão para tamanha surpresa é porque a UE tornou o centro de sua política externa fortalecer as instituições da ONU e acelerar o processo de paz entre Israel e os palestinos para facilitar a independência palestina. E, ao apoiar ou falhando em se opor ao pedido palestino de ingresso, os europeus prejudicam seus objetivos.
A UNESCO foi enfraquecida pelo voto por dois motivos. Primeiro, como a lei dos EUA impede o governo de financiar agências da ONU que aceitam a "Palestina" como um país-membro fora dos parâmetros de uma paz negociada com Israel, a UNESCO cortou seu orçamento em 22%, montante da contribuição dos EUA, ao aceitar a "Palestina".
Segundo, ao aceitar os palestinos como um país-membro, a UNESCO solapou sua legitimidade e viabilidade organizacionais. Aceitar a "Palestina" representa uma violação do estatuto da organização. O estatuto determina que apenas Estados podem ser aceitos como membros.
Mais do que isso, representa o repúdio aos objetivos da UNESCO como constam em seu estatuto. Esses objetivos envolvem, dentre outras coisas, promover a cooperação em educação e avançar o estado de direito. Como mostrou um relatório recente do Instituto de Monitoramento da Paz e da Tolerância Cultural em Educação Escolar (IMPACT-SE³), os livros-texto adotados pela Autoridade Palestina ainda estão permeados de ódio aos judeus em todos os níveis escolares.
Ao permitir essa violação do estatuto da UNESCO, os europeus fazem troça das regras da ONU e, assim, não enfraquecem apenas a UNESCO, mas a ONU como um todo.
A justificativa européia para apoiar a causa da paz entre Israel e os palestinos mostrou-se vazia ante seu comportamento na UNESCO. O processo de paz entre Israel e a OLP/AP está baseado no compromisso deste de que um Estado palestino só pode surgir como conseqüência de um tratado de paz com Israel. Ao apoiar a quebra desse compromisso fundamental dos palestinos na UNESCO, os europeus enfraqueceram a possibilidade de se alcançar uma paz negociada que levará a um Estado palestino.
O que o comportamento dos europeus na UNESCO indica é que, assim como a UNESCO deseja subverter sua missão ao atingir Israel, os europeus desejam subverter os objetivos declarados de sua política externa se isso implica atingir Israel.
Essa situação tem conseqüências importantes para Israel. Em tempo, Israel colocou a construção de boas relações com os estados-membros da UE no topo de sua lista de prioridades. À luz da postura dos europeus na UNESCO, essa importância deveria ser revisada. Os europeus não merecem tão alta consideração de Israel.
Finalmente, o voto da UNESCO expôs verdades perturbadoras sobre a posição do presidente Barack Obama acerca de Israel. Obama tem sido muito louvado tanto por líderes judeus americanos quanto pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu por seu compromisso declarado de vetar o rascunho de resolução do Conselho de Segurança que recomenda que a OLP/AP deve obter ingresso como país-membro na ONU. A promessa de Obama -- arrancada através de intensa pressão do congresso -- é tomada exageradamente como prova de seu compromisso com a aliança entre os EUA e Israel.
Mas a resposta de Obama ao pedido da OLP/AP para ingresso junto à UNESCO conta uma outra história. Ao saber sobre o voto, a administração Obama desviou-se de seu caminho e não ameaçou a UNESCO. Ela não ameaçou a UNESCO com a retirada dos EUA da organização. Ao invés disso, alguns dias antes da votação, a Subsecretária de Educação dos EUA Martha Kanter dirigiu-se à entidade e louvou as "grandes coisas [que] aconteceram na UNESCO" nos últimos anos. Kanter então anunciou a intenção dos EUA em se reeleger para a diretoria executiva da UNESCO.
A administração não criticou a atitude como algo que enfraquece as chances de paz. Ela não percebeu que, endossando a decisão da OLP/AP de agir unilateralmente, a UNESCO estaria tornando muito mais difícil para Israel e os palestinos alcançarem um acordo de paz negociado. Ao contrário, a porta-voz do Departamento de Estado Victoria Nuland achou suficiente classificar a atitude de “lamentável” e “prematura”.
Oficiais da administração não esclareceram que, de acordo com as leis dos Estados Unidos, todo repasse de recursos norte-americanos à UNESCO cessaria se o pedido de ingresso palestino fosse aprovado. Ao invés disso, oficiais da administração uniram forças com oficiais da ONU para pressionar o Congresso a mudar a lei.
Conforme publicou Claudia Rosett na revista Forbes de terça-feira passada, David Killion, embaixador dos Estados Unidos na UNESCO, aproximou-se de uma apologia ao corte de repasses dos Estados Unidos quando disse: “Nós sinceramente lamentamos que os esforços corajosos e bem-intencionados de muitas delegações para evitar esse resultado tenham falhado.”
Killion acrescentou: “Nos comprometemos a manter nossos esforços para encontrar meios de apoiar e fortalecer o importante trabalho desta organização vital.”
Então, depois de a UNESCO meter o bedelho nos Estados Unidos, depois de enfraquecer sua própria missão, violar seu próprio estatuto e comprometer seriamente as chances de uma paz palestina com Israel ao aceitar a “Palestina” como país-membro, a administração Obama reagiu com apologias quase rastejantes.
PARA ENTENDER o significado total do comportamento da administração, é importante compará-la com a resposta da administração à decisão do governo israelense após o resultado do voto da UNESCO aprovando a construção de assentamentos judaicos em Jerusalém, Ma’aleh Adumin e Efrat. Todas as unidades residenciais serão construídas em áreas que continuarão sendo parte de Israel mesmo depois de um acordo de paz. E a administração sabe disso.
Entretanto, falando sobre a decisão do governo, um oficial dos Estados Unidos disse à Reuters que a administração está “profundamente decepcionada com o anúncio”.
“Nós continuamos a esclarecer ao governo [israelense] que medidas unilaterais como essas atuam contra os esforços de retomar negociações diretas e não avançam o objetivo de um acordo razoável e necessário entre as partes.”
Assim, de um lado, a atitude palestina em abandonar o processo de paz, e o apoio da UNESCO a esse gesto, é meramente “lamentável” e “prematura”. Mas, do outro lado, a decisão israelense de não discriminar os direitos de propriedade judaicos enfraquece esforços para retomar as negociações de paz e prejudica prospectos para um acordo.
Desde que assumiu o cargo, Netanyahu tem repetidamente classificado os esforços árabes e esquerdistas de deslegitimar Israel como “uma ameaça estratégica” para o país. Na verdade, ele exagera quanto ao perigo. Deslegitimação é uma ameaça política, não estratégica. Israel não será destruída pela ONU ou por professores de Oxford e Columbia ou por sindicatos na Noruega.
Ainda assim, é uma ameaça que Israel não pode ignorar.
Desde setembro de 2009, mencionando a necessidade de demonstrar a desonestidade das acusações dos deslegitimadores contra Israel, Netanyahu abandonou sua oposição vitalícia a um Estado palestino. Ele acreditava que Israel teria que aceitar a OLP/AP como um parceiro legítimo para a paz, de modo a provar a tipos como Obama e seus apoiadores que Israel tem o direito de existir. Nesse ínterim, e diante dessa vacilante concessão de Netanyahu, a OLP/AP abandonou as negociações de paz e promoveu sua guerra política para criminalizar e deslegitimar Israel.
A aceitação da “Palestina” pela UNESCO demonstra que a política escolhida por Netanyahu é equivocada.
Ao aceitar a legitimidade da demanda palestina por um Estado, Netanyahu indiretamente abriu mão aos direitos de Israel sobre Judéia e Samaria, e, no mínimo, colocou em xeque seu direito exclusivo de soberania em Jerusalém. Fazendo isso, Israel deu aos apoiadores dos palestinos na ONU, na Europa e na Casa Branca nenhuma razão para reconsiderar seu viés anti-Israel.
Afinal, com os palestinos incansavelmente reivindicando direitos, e Israel concedendo-os, por que alguém ficaria do lado de Israel?
No fim das contas, o único caminho para derrotar aqueles que deslegitimam Israel e negam nossos direitos à nossa terra, nossa nação e nossa história é expor sua corrupção e suas intenções malévolas, desonestas e odiosas com relação ao povo e ao Estado judeus. Ou seja, o único caminho para derrotar os deslegitimadores é deslegitimá-los ao defender, orgulhosa e firmemente, os direitos históricos e legais de Israel e a justeza de nossa causa.
Comentário de Felipe Melo:
Desde sua fundação, o Estado de Israel tem sido posto sob incessante estado de guerra com seus vizinhos árabes e islâmicos. A maior parte desses países sequer reconhece oficialmente a existência do Estado de Israel. Os israelenses saíram vitoriosos de todos os conflitos armados nos quais se viram envolvidos. Além de ser uma incontestável potência militar na região, o nível de bem-estar sócio-econômico da população israelense é consideravelmente superior ao de seus vizinhos: segundo o último levantamento, publicado no último dia 2 de novembro, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Israel é 0,888, enquanto a média registrada nos países-membros da Liga Árabe é de 0,644 -- o que torna o Estado judeu o único país do Oriente Médio entre os 20 primeiros colocados no ranking do IDH. Outro fator que deve ser mencionado é a solidez da democracia israelense, um dos poucos regimes que não sofreu nenhum golpe militar, não viu a ascensão de nenhum governo autocrático secular ou religioso, nem foi abalado por guerras civis.
A única arma que tem prejudicado de maneira efetiva os direitos e interesses israelenses é a propaganda. A ininterrupta campanha contra o Estado judeu, a exemplo da subversiva guerra de informação conduzida pelas forças comunistas, tem semeado o anti-semitismo em larga escala, ora explicitamente, ora sub-repticiamente. A bizarra concepção de “Holocausto palestino” -- uma abominação que é meticulosamente propagandeada por pseudo-intelectuais como Norman Finkelstein e Noam Chomsky -- não é apenas uma deturpação grosseira da real situação na região, mas é uma forma rasteira de deslegitimar o sofrimento e o terror da Shoah (como é chamado o Holocausto pelos judeus). No Brasil, o sentimento anti-Israel anda de braços dados com nosso inveterado antiamericanismo, algo que podemos encontrar facilmente tanto fora como dentro do Estado brasileiro. Um exemplo bastante ilustrativo é a Lei nº 12.292, de 20 de julho de 2010, em que o governo brasileiro efetivou a doação de R$ 25 milhões para a Autoridade Palestina sob o pretexto de auxiliar a reconstrução da Faixa de Gaza.
Caroline Glick, 10 Novembro 2011
Notas do tradutor:
[1] OLP: Organização para a Libertação da Palestina, grupo terrorista fundado por Yasser Arafat em 1964. AP: Autoridade Palestina.
[2] A tradução literal do termo é “domínio”, ou “retenção”. No contexto da Lei Sharia, significa reter determinada propriedade e reverter seus dividendos para fins caritativos. Grosso modo, é a versão islâmica das fundações filantrópicas religiosas do Ocidente.
[3] Acrônimo de Institute for Monitoring Peace and Cultural Tolerance in School Education.
Caroline Glick é editora-chefe substituta do jornal The Jerusalem Post e conselheira sênior de Assuntos do Oriente Médio do Center for Security Policy.
Fonte: http://www.jpost.com/Opinion/Columnists/Article.aspx?id=244327
Tradução: Felipe Melo, editor do blog da Juventude Conservadora da UNB.
SHARIA: A AMEAÇA À AMÉRICA
Internacional - Estados Unidos
É isso o que ela diz: você pode bater em sua esposa. Eu a li. Fico triste em dizer que ela está escrita em inglês, fornecida para falantes de inglês aqui em nosso país para encorajar os muçulmanos a seguir os ditames da Sharia.
O movimento conservador está contaminado. Na verdade, o próximo alvo será os Tea Parties. Eu não tenho detalhes, mas o próximo alvo será os Tea Parties. Haverá um esforço para infiltrá-los com gente da Irmandade Muçulmana que começarão a criar dissensão e destruir os Tea Parties.
Palestra do Lt. Gen. William G. Boykin, autor de “Never Surrender: A Soldier’s Journey to the Crossroads of Faith and Freedom”. Council for National Policy – Maio de 2011.
Comentário do tradutor:
No mundo inteiro, as ameaças aos princípios e valores nos quais foi alicerçada a civilização ocidental são cada vez mais constantes e variados: o avanço da Sharia na Europa e nos Estados Unidos; a perseguição gayzista a ativistas cristãos (caso, dentre tantos, do nosso amigo Julio Severo); o assassínio de fiéis e sacerdotes cristãos em diversos países na África, no Oriente Médio e na Ásia; a aplicação da agenda comunista de dominação, seja de maneira supostamente popular e democrática (ou melhor, gramsciana, a exemplo de movimentos como o Ocupe Wall Street e congêneres), político-institucional (aí está o Foro de São Paulo que não nos deixa mentir) ou através de expedientes detestavelmente sangrentos (como as FARC). O que mais impressiona é que, apesar dos sinais inequívocos de que, em última análise, a Liberdade esteja em grave e diuturna ameaça, aqueles que ousam levantar suas vozes sobre essas ameaças reais são tratados como lunáticos delirantes da extrema-direita com uma inclinação patológica à crença em teorias conspiratórias aparentemente sem qualquer relação com o mundo concreto.
O relato abaixo, proferido pelo general reformado William G. Boykin, trata de uma das mais graves ameaças à civilização ocidental: a propagação da Sharia e o subsequente solapamento das liberdades individuais mais básicas que ela enseja. É realmente estarrecedor saber que, em vinte e três estados americanos, a lei islâmica serviu de parâmetro para sentenças judiciais. E é também atemorizante saber que a organização responsável pela metástase da Sharia em território americano, a Irmandade Muçulmana, é a mesma organização louvada pelos grandes veículos de comunicação ao redor do mundo como esperança democrática no contexto das sublevações do Norte da África, ironicamente conhecidas como “Primavera Árabe”.
Um ponto que gostaria de salientar na palestra do general Boykin é a incompreensão que nós, ocidentais, temos acerca do Islã. Ser muçulmano não significa necessariamente que se queira viver sob o Islã, já que este não se limita apenas à religião islâmica. O Islã é um conceito muito mais abrangente que envolve parâmetros que englobam todos os aspectos da vida mundana -- social, político, econômico, filosófico e cultural. E, ao contrário do que se pensa, a idéia de Islã não é centrada na paz e na tolerância, mas em dominação imperialista (na acepção mais completa desta palavra). A própria história islâmica mostra isso. Quando o profeta Maomé faleceu, em junho do ano de 632 d.C., a península arábica estava dominada e as tribos haviam se unido sob o Islã. No ano de 732 d.C., o comandante merovíngio Charles Martel venceu os exércitos de Abdul Rahman al-Ghafiqi, governador islâmico de Al-Andalus durante o Califado Omíada, interrompendo o avanço islâmico sobre a Europa ocidental. Em apenas cem anos, o Islã avançou sobre a Ásia Menor, conquistou todo o norte da África e a península ibérica, além de ter alcançado as fronteiras da Rússia, da China e da Índia. Esse dado é bastante elucidativo quanto à natureza do imperialismo islâmico, no qual a Sharia possui papel central.
Gostaria de encerrar meu comentário com uma nota bastante ilustrativa do livro “Propriedade e Liberdade”, de Richard Pipes (p. 148): “’Os primeiros exemplos em terras islâmicas de uso do termo liberdade num sentido político claramente definido vem do Império Otomano do final do século XVIII e início do XIX, e são patentemente devidos à influência européia, às vezes a traduções diretas de textos europeus. As primeiras referências a liberdade em trabalhos de autoria muçulmana são hostis e igualam-na a libertinagem, licenciosidade e anarquia.’ Bernard Lewis, Islam in History (Nova York, 1973), 267-269.”
Sharia: a ameaça à América
É uma grande honra e um grande privilégio estar com vocês. Há algum fuzileiro na platéia hoje? Ok, nós temos alguns fuzileiros aqui. Eis o que faremos. Quero que um veterano do Exército sente-se ao lado de cada fuzileiro presente para explicar o significado de alguma palavra mais difícil que eu disser. Agora, sério, eu adoro os Fuzileiros Navais. Na verdade, sabe por que fuzileiros têm um neurônio a mais que um cavalo? É para que eles não evacuem na rua durante as paradas. Eu adoro os fuzileiros, então peguem leve. Meu pai passou trinta e dois anos com os Fuzileiros Navais. Eu adoro todos vocês, mas eu serei ágil nessa manhã. Quero deixar bem claro que não estou concorrendo a nada e que não espero nenhuma ligação da Administração requisitando que eu assuma a responsabilidade por algo. Assim sendo, não me sinto na obrigação de ser politicamente correto nessa manhã e quero deixar isso muito claro.
“Eu juro solenemente que eu apoiarei e defenderei a Constituição dos Estados Unidos contra todos os inimigos estrangeiros e domésticos, e que eu o farei com verdadeira fé e dedicação, e que eu executarei devotadamente as funções do posto ao qual estou prestes a ingressar. Eu assumo essa obrigação livremente e isento de qualquer reserva mental ou intento de escusa.” O que é isso? Muitos de vocês fizeram esse juramento. Deixe-me dizer a todos que levantaram a mão. A única coisa que não havia nesse documento quando vocês fizeram o juramento era uma data de validade. E vocês ainda são obrigados, ainda estão sob um juramento de apoiar e defender esse documento. Eu o carrego comigo a todo lugar. É a Constituição dos Estados Unidos. O Juiz Roy Moore me deu essa cópia em particular, mas eu tenho outras, só para ter certeza de que aonde quer que eu vá haja uma cópia no bolso da minha camisa. A essa altura da vida, eu não tenho planos que não sejam os de ser um bom avô, um bom marido, e de apoiar e defender essa Constituição, e digo que ela está sendo transgredida hoje de uma maneira extraordinária e eu estou muito preocupado. Ouçam, eu sou conservador e sou cristão. De fato, por mais bizarro que isso soe, eu sou na verdade um ministro ordenado. Hoje, depois de trinta e seis anos e meio no Exército dos Estados Unidos, estou bastante preocupado. Eu preferiria pregar um sermão nessa manhã a tratar sobre o assunto do qual falarei. Mas me foi pedido que falasse a vocês sobre a questão da Sharia. Vinte e três estados na América hoje estão lidando com o que eles chamam de lei americana para cortes americanas porque estão preocupados com a invasão da Sharia a essa Constituição. Deixem-me dizer a vocês que no Artigo VI da Constituição diz que a Constituição deve ser a lei suprema da pátria. Mas hoje, vinte e três estados acharam necessário aprovar legislações que protegem esses estados da Sharia.
O que é a Sharia? A Sharia é, basicamente, a lei que vem do Corão e dos Hadith. É a lei islâmica. É a lei que apedreja as adúlteras; é a lei que decapita pessoas. É a lei que diz que um apóstata, alguém que abandona a fé, deve ser morto. Não talvez, é uma regra. Eu li. Eu li a Sharia. E quanto àqueles que dizem que não existe algo como a Sharia, é realmente curioso para mim ver que temos pessoas neste país que dizem que não há algo do tipo, enquanto, ao mesmo tempo, há um homem chamado Anjem Choudary, um clérigo raivoso na Inglaterra, que quer vir para a América e dizer para nos prepararmos -- vocês viverão sob a Sharia. Quantos de vocês viram esse homem louco? Se muitos de vocês viram esse sujeito dizendo que vocês viverão sob a Sharia, bom, esse sujeito está falando sério. Existe algo como a Sharia. Na verdade, ela está inserida em um livro chamado “Reliance of the Traveller”. Eu esperava ter uma cópia aqui nessa manhã, mas esqueci a minha. É um livro bem grosso. É autenticado pelo American Islamic Council. É a peremptória Sharia. É a que diz que as mulheres devem ser submissas aos homens; é a que diz que você deve matar um apóstata; é a que fala sobre decepar a mão de um ladrão e encoraja mutilação, mutilação genital em mulheres e crimes de honra. É brutal e repressiva, e, falando nisso, está na América hoje. Falarei mais sobre isso em breve.
A maior parte das pessoas na América se concentra no terrorismo. Terrorismo não é o problema. Terrorismo é um problema, mas não irá provocar a queda da América. Você não pode destruir uma nação cometendo atos terroristas. Você pode intimidar as pessoas, pode fazê-las ficarem preocupadas, pode cooptá-las em algumas questões, mas você não pode derrubar a América através do terrorismo. Essa não é nossa verdadeira ameaça. Não é o terrorismo, de modo algum. Mas a invasão gradual da Sharia, da lei islâmica, pode e está destruindo a Constituição dos Estados Unidos, e está na hora de nós americanos acordarmos e encararmos o que de fato está acontecendo nesse país. Democracia e Sharia são incompatíveis; você não pode ter leis humanas onde há a Sharia. Um dos primeiros postulados da Sharia é que não pode haver leis humanas, apenas a lei de Deus – que são aquelas dadas pelo Corão. E as articuladas nos Hadith. A Sharia nega os direitos humanos. Sugiro a todos aqueles realmente interessados que consigam uma cópia de “Reliance of the Traveller” e a leiam. Eu deito à noite e a leio. Na verdade, quando eu disse para minha mulher numa noite dessas, “eu posso te bater se você não me satisfizer na cama”, eu ganhei um olho roxo. Então, homens, não façam isso. É isso o que ela diz: você pode bater em sua esposa. Eu a li. Fico triste em dizer que ela está escrita em inglês, fornecida para falantes de inglês aqui em nosso país para encorajar os muçulmanos a seguir os ditames da Sharia.
Eu falarei a vocês sobre este livro aqui. Ele se chama “Sharia: The Threat to America”. Eu sou um dos líderes da equipe que juntou tudo isso, sob a liderança de Frank Gaffney junto ao The Center for Security Policy. Nós o disponibilizaremos no intervalo, e Frank e eu vamos autografar as cópias que vocês levarem. É provavelmente isso mesmo, acho que tivemos dezoito ou dezenove autores, certo Frank? Esse é provavelmente o livro mais importante sobre Sharia e o que está acontecendo na América, sobre o que está realmente acontecendo dentro do país a respeito da invasão da Sharia à nossa Constituição. Eu falarei sobre diversas coisas desse livro. Passei trinta e seis anos e meio apoiando e defendendo a Constituição, sobretudo a Primeira Emenda. Eu acredito no direito de culto. Eu acredito na liberdade de expressão e também acredito que muçulmanos que queiram professar sua religião de acordo com os cinco pilares do Islã têm o direito de fazê-lo. Eles deveriam ser nossos aliados naturais porque há muitos muçulmanos nesse país que não querem viver sob a Sharia. O problema é que temos muitos muçulmanos vindo para a América que não querem viver sob a Sharia e nós estamos forçando-os de volta à repressão da Sharia. Vou explicar isso em detalhes daqui a pouco. Como eu disse, eu apóio a Primeira Emenda, mas há também limites para a Primeira Emenda. A verdade é que, independente da religião da qual você se diz parte, você deve obedecer às leis da pátria. Você deve obedecer às leis da América, de seus estados, de suas comunidades. Não é permitido que pessoas que crêem na poligamia a pratiquem. Não é permitido que pessoas que acreditem no uso de drogas como parte de seu ritual religioso façam uso delas. Não é permitido o sacrifício animal como parte de rituais religiosos. Temos que obedecer às leis da pátria. Infelizmente, há aqueles cuja obediência estrita aos ensinamentos do Islã os faz crer que é uma responsabilidade dada por Deus destruir a Constituição e substituí-la pela Sharia. O que não entendemos como americanos é que o Islã é mais do que religião. O Islã é um modo de vida totalitário. Começa com algo chamado Sharia, o sistema legal. É também um sistema geopolítico. É um sistema financeiro, é um sistema militar, é um código de vestimenta, é um código alimentício e, finalmente, possui um componente religioso. Mas protegemos a coisa toda sob a Primeira Emenda quando, na verdade, a obediência ao Islã ditatorial agride nossa Constituição, pois não pode haver leis humanas. Agora, alguns de vocês podem dizer que isso não pode acontecer aqui. Bom, eu vou demonstrar a vocês num instante como já está acontecendo. E a maioria de vocês provavelmente não faz idéia disso.
O ponto principal é que a entidade que está por detrás dessa invasão da Sharia em nossa Constituição é a Irmandade Muçulmana. Vocês já ouviram falar muito sobre ela desde que as coisas se agitaram no Norte da África. A Irmandade Muçulmana, antes dos eventos no Norte da África, não era levada a sério. Não, é uma entidade real. Ela foi criada em 1928 por um sujeito chamado Hassan al Banna. Hassan al Banna criou a Irmandade Muçulmana no Cairo para recriar o Império Otomano. O Império Otomano foi a grande esperança do Islã. Mas, em 1924, um homem chamado Kemal Ataturk destruiu o Império Otomano quando ele fez da Turquia um governo secular. Hassan al Banna e Sayed Khatab -- Sayed Khatab, por falar nisso, foi educado no Colorado -- criaram a Irmandade Muçulmana para recriar o grande Império Otomano, que era a esperança do mundo islâmico. Esperança de quê? Esperança de estabelecer um califado global que, de acordo com a teologia islâmica, seria o território geográfico no qual o Mahdi ou o Messias voltaria e sobre o qual governaria, trazendo para toda terra a Sharia e a paz. Eles tinham de criar um califado global. As pessoas ignoram essa idéia de califado. Bom, isso porque não lêem o que eles dizem. Vocês não lêem sua teologia e escutam o que eles dizem. Eles falam sobre construir um califado global para que seu Messias volte e estabeleça a Sharia. Mas por que eles iriam mirar a América? Por sermos os guardiões das chaves da Democracia, temos que ser derrubados. Esse califado global não pode ser estabelecido até que a América seja subjugada. Até que a Sharia seja estabelecida na América e todos os outros caiam, todos seguirão a América. A América era o alvo.
A Irmandade Muçulmana contava com apenas oitocentos e cinqüenta membros em seus primeiros dez anos. Mas, em 1938, algo muito importante aconteceu. Um homem os visitou e os deu milhões de dólares. Alguém sabe quem foi esse homem? Adolf Hitler. Ele visitou o Grão-Mufti de Jerusalém e disse: “Se você não permitir que os judeus voltem para a Palestina para que eu possa mantê-los sob cerco na Europa e exterminá-los, eu lhe darei milhões de dólares.” E o Grão-Mufti de Jerusalém concordou e, com milhões de dólares, a Irmandade Muçulmana tornou-se uma entidade global. Eles vieram para a América por volta de 1962 para, especificamente, implementar a Sharia. Uma das primeiras organizações criadas por eles chama-se The Muslim Student Association. E se você olhar hoje para universidade e faculdades através da América, é uma das entidades mais poderosas nos campi. E ela está espalhando propaganda; ela está educando as futuras lideranças da América de uma maneira bastante deturpada com nada além de propaganda. A Irmandade Muçulmana está aqui na América, ela é poderosa na América e nós, como americanos, não temos noção de quão incrivelmente profunda é a Irmandade Muçulmana em nossa sociedade. E seu objetivo é submeter a América à Sharia. Em 2004, nós descobrimos em Annandale, Virginia, um plano de cinco etapas para a submissão da América, para a destruição da Constituição americana. Encontraram esse plano no porão falso de um homem que se tornou um dos principais coordenadores da Irmandade Muçulmana aqui na América. Esse plano está aqui na página 123 do livro, um plano de cinco etapas. Eu quero que vocês peguem esse livro, olhem para o plano e vejam o fim da fase quatro e o começo da fase cinco deste plano para conquistar a América. É incrível. Eu quero ler um trecho desse livro. Foi extraído do documento que foi encontrado em Annandale, Virginia, nesse porão falso. Isso é o que está escrito, é o que eles dizem. “Akhwan” significa a irmandade. A Akhwan deve compreender que seu trabalho na América é uma espécie de Grande Jihad e, por falar nisso, jihad é a guerra sagrada contra os infiéis. Não acreditem na propaganda sobre conflito interior -- Jihad é a guerra sagrada contra os infiéis. Leia o documento deles e isso está bem claro. “A Akhwan deve compreender que seu trabalho na América é uma espécie de Grande Jihad eliminando e destruindo a Civilização Ocidental de dentro e sabotando sua morada miserável por suas mãos, que são nossas mãos, e a mão dos crentes para que seja eliminada e a religião de Deus seja vitoriosa sobre todas as religiões.” Isso está na página 123 do livro, o plano está nas páginas 124 e 125. Dêem uma olhada e vejam como anda seu plano.
Em 2008, o julgamento da Holy Land Foundation -- o maior julgamento sobre financiamento terrorista da história da América -- ocorreu em Dallas, Texas. Cinco réus foram condenados por cento e oito acusações de arrecadação de fundos para apoiar o Hamas, para apoiar o terrorismo. E, por falar nisso, Hamas é a mesma organização que classificamos como terroristas e com quem mandamos Binyamin Netanyahu negociar. Nós temos nos Estados Unidos a política de não negociar com terroristas -- parece haver uma certa duplicidade nesse caso. Dito isso, a verdade é que, se olharmos para os resultados do julgamento da Holy Land Foundation, ao fim do julgamento foi divulgada uma lista de co-conspiradores que não foram indiciados. Eram cerca de duzentas e cinqüenta ou cinqüenta e cinco pessoas e organizações. O que isso provou é que praticamente todas as grandes organizações islâmicas na América foram originadas pela Irmandade Muçulmana. Não são minhas palavras, mas um fato. Mesmo assim, ainda ignoramos essa ameaça na América. Ainda negamos que isso possa ser uma séria ameaça a nós. E a realidade é que isso é, de fato, uma ameaça muito grave. Não digam que isso não pode acontecer aqui, pois eu iria dizer para vocês darem uma olhada na Europa. Todos os especialistas dirão hoje que a Europa será um continente islâmico até a metade deste século. Quantos de vocês viram isso, um continente que será islâmico até a metade deste século? A razão é que eles ignoraram a ameaça, porque eles não a tomaram seriamente. Pois disseram que não poderia acontecer, tomaram algumas decisões ruins e sua primeira escolha foi ignorar a ameaça.
Isso não pode acontecer aqui? Bom, ontem eu descobri que no Reino Unido há oitenta e sete cortes Sharia. E, falando nisso, na França há hoje setecentas e cinqüenta cortes Sharia, e bairros islâmicos onde policiais e socorristas não podem entrar porque estão praticando a Sharia, o que significa que os imames estão no comando. Vocês dizem que não pode acontecer aqui, mas está acontecendo na Europa, e estamos apenas a alguns anos de distância deles se fizermos as mesmas escolhas e ignorarmos a ameaça como eles fizeram. Eu peço a vocês para visitar um site chamado ShariaInAmericanCourts.com, se quiserem ver o que está acontecendo na América. Porque a realidade é que Frank Gaffney e o pessoal no The Center for Security Policy, apoiados por um sujeito chamado David Yerushalmi, um rabino judeu ortodoxo de Nova York, que também é advogado, fizeram um extenso estudo sobre isso, e o que direi a vocês é apenas a ponta do iceberg. Eles analisaram cinqüenta processos em vinte e três estados diferentes. Isso é na América -- cinqüenta processos em vinte e três estados distintos em que a Sharia foi considerada. Deixem-me voltar à Constituição -- essa Constituição deve ser a lei suprema da pátria. É por isso que vinte e três estados estão aprovando leis que assegurem leis americanas em tribunais americanos; mas a verdade é que eles descobriram que, dos cinqüenta processos, vinte e sete consideraram a Sharia em suas sentenças. Para mim, isso é aterrorizante. Isso é na América, onde há vinte e três estados em que a Sharia foi utilizada. O caso mais importante foi em Nova Jersey. Quantos de vocês ouviram falar do caso em Nova Jersey? Lá, uma mulher que tinha um marido muçulmano entrou na Justiça, pediu uma ordem restritiva porque seu marido a estava espancando e molestando, e o juiz da corte de família do Estado de Nova Jersey negou a ordem, justificando: “seu marido não estava agindo com intenção criminosa, ele estava agindo de acordo com a Sharia.” Felizmente, havia outro juiz em Nova Jersey que tinha um cérebro dentro da cabeça e revogou a decisão na corte de apelação. Isso é na América de hoje. A Sharia está aqui. Pessoal, vocês se dão conta de que todos nós que pagamos impostos estamos participando da Sharia? Porque socorremos a AIG, a maior provedora de seguros feitos de acordo com a Sharia, somos todos parte disso e vocês sequer sabiam. É inacreditável. A Sharia está na América e estamos tomando o rumo dos europeus. Estou dizendo a vocês, estamos contaminados.
Esse país está contaminado, nossas escolas estão contaminadas. Vocês sabiam que há vinte anos haviam nove editoras de livros-texto na América? Hoje, há duas; adivinhem de quem são? Corporações islâmicas detêm nossos livros-texto. É por isso que temos um livro-texto na quarta e na quinta série que cita oitenta e duas referências ao Islã na história da América, uma referência ao Cristianismo e nenhuma referência ao Judaísmo. Isso está acontecendo na América e precisamos acordar. Estamos contaminados, nossas escolas estão contaminadas, nossas comunidades estão contaminadas e nosso governo está contaminado. Atualmente, temos pessoas em altos postos na Administração que são conhecidas por serem associadas à Irmandade Muçulmana. Não apenas no Partido Democrata; o Partido Republicano foi contaminado. Você compreendem que o movimento conservador foi contaminado? Você não mira apenas um setor de nossa sociedade se você quer mudar essa sociedade, você tem que dominá-la por inteiro. O movimento conservador está contaminado. Na verdade, o próximo alvo será os Tea Parties. Eu não tenho detalhes, mas o próximo alvo será os Tea Parties. Haverá um esforço para infiltrá-los com gente da Irmandade Muçulmana que começarão a criar dissensão e destruir os Tea Parties porque eles são uma organização poderosa hoje. Estamos contaminados. Estamos contaminados enquanto movimento conservador. Estamos contaminados. E, falando nisso, deixem-me sugerir a vocês que façam sua própria pesquisa sobre aquilo que eu disse hoje. Eu não peço que vocês aceitem o que digo; tudo que quero é estimular idéias e interesse suficientes para que vocês façam sua própria pesquisa. Esse não é o único livro. Leiam “The Muslim Mafia”. Há um homem muito corajoso aqui que publicou esse livro quando ninguém o faria. E saiu justo do Council of American Islamic Relations -- seus próprios papéis e documentos, que eles julgavam estar destruindo, quando, na verdade, estavam os entregando a um sujeito que estava infiltrado em sua organização. Ele pegou todos os documentos, entregou-os a seu pai, que era um coronel reformado da Força Aérea conhecido de um sujeito aqui em Washington chamado Paul Sperry, e eles escreveram um livro chamado “The Muslim Mafia”. São os documentos deles. São as palavras deles. Leiam o livro. Ele diz exatamente qual é seu plano e como eles o estão cumprindo. Estamos contaminados. E a tendência que temos do lado conservador é, ao invés de examinar os fatos, atirar no mensageiro. Há muitos exemplos disso. Essa é uma mensagem grave, e é uma mensagem que tendemos a ignorar porque dizemos que não pode acontecer aqui. Bom, isso pode perfeitamente acontecer aqui. Está acontecendo aqui, e eu acho que o fato de termos vinte e três estados em que podemos atestar que a Sharia tem sido e está sendo considerada em decisões judiciais deve ser prova suficiente de que isso está acontecendo aqui.
E sobre os muçulmanos que rejeitam a Sharia? Há muitos muçulmanos nesse país que vieram para cá porque não querem viver sob a Sharia. Eles deveriam ser nossos aliados naturais. Pessoal, nós temos que procurá-los e atraí-los -- temos que encorajá-los. Temos que ficar lado a lado com essas pessoas. O problema é que eles são a voz minoritária porque tem sido muito intimidados e muito ameaçados. Alguns dirão, “essa é a voz da maioria dos muçulmanos na América.” Deixem-me mostrar a vocês algumas estatísticas e quero que vocês pensem a respeito. Em 1917, apenas três por cento da Rússia era comunista. Em 1924, apenas três por cento da Alemanha era nazista. Mas o que tiveram foi uma liderança cruel e brutal, que estava disposta a fazer qualquer coisa para forçar o resto a obedecer, e, como dizem, o resto é história. É sobre isso que devemos nos preocupar. Onde está o ultraje quando um sujeito tenta explodir um avião sobre Detroit no dia de Natal? Quando um sujeito estaciona o carro na Times Square? Onde está o ultraje de uma comunidade que não quer viver sob a Sharia mais do que eu quero? Onde está o ultraje? Eles são intimidados. Precisamos estar ao lado deles e encorajá-los a se expressar, a se opor, a deixar que o mundo saiba que eles também não querem isso. Infelizmente, eles são intimidados e não querem falar sobre essa questão. Está na hora de despertarmos. Está na hora de assumirmos que o que está acontecendo em nosso país é grave.
Encerrarei com isso: eu pergunto, que preço vocês querem pagar? Vocês desejam se levantar contra essa ameaça? Vocês desejam se opor e serem criticados? Nós falamos sobre quão criticado eu sou pela mídia. Bom, isso não acabou. Eu ainda sou criticado pela mídia e nem me importo mais. Eu respondo a Deus, não aos homens. Minha autoridade superior é Deus. Bom, vou terminar com a seguinte história.
A maioria de vocês sabe que eu era o Comandante da Força Delta durante os eventos em Mogadíscio, na Somália, em 1993, no que ficou conhecido como “Falcão Negro em Perigo”. Meu oficial superior me encontrou na manhã do dia 4 de outubro e disse: “Coronel, você está pronto?” Eu respirei fundo e disse: “Estou pronto, senhor.” Levantei, coloquei meu quepe e caminhei pela areia do campo de pouso em Mogadíscio, Somália, com o coração pesado, e, quando eu cheguei ao outro lado, caminhamos para uma tenda que tinha a identificação de assuntos mortuários. Era um necrotério temporário, e eu adentrei aquele necrotério temporário com um nó na garganta e o coração pesado, e um jovem sargento disse: “Você poderia identificar esse corpo?” Ele abriu o zíper do saco e eu olhei para o rosto pálido de um homem que, apenas algumas horas antes, havia sido um dos soldados com quem estava rindo e brincando no campo de pouso; fomos até outro saco, e outro, até termos visto quinze deles. E, em cada um daqueles sacos, eu olhei para o rosto de um de meus soldados. Eu me fiz a seguinte pergunta: eu fiz tudo o que podia? Eu fiz tudo o que podia para fazer com que esse homem sobrevivesse? Pessoal, vou dizer para vocês uma coisa, se daqui a uma década esse país piorar, cada um de nós nessa sala, e todos pela América que se importam com esse país, com essa Constituição, nós vamos nos fazer exatamente a mesma pergunta. Eu fiz tudo o que podia? É uma dura realidade. É uma coisa difícil de lidar. Mas está acontecendo na América e eu peço a vocês para pensarem nisso agora. Que preço vocês estão dispostos a pagar? Vocês estão dispostos a se levantar e se comprometer a proteger a Constituição dos Estados Unidos contra todos os inimigos estrangeiros e domésticos?
Deus os abençoe.
Gen William Boykin, 08 Novembro 2011
É isso o que ela diz: você pode bater em sua esposa. Eu a li. Fico triste em dizer que ela está escrita em inglês, fornecida para falantes de inglês aqui em nosso país para encorajar os muçulmanos a seguir os ditames da Sharia.
O movimento conservador está contaminado. Na verdade, o próximo alvo será os Tea Parties. Eu não tenho detalhes, mas o próximo alvo será os Tea Parties. Haverá um esforço para infiltrá-los com gente da Irmandade Muçulmana que começarão a criar dissensão e destruir os Tea Parties.
Palestra do Lt. Gen. William G. Boykin, autor de “Never Surrender: A Soldier’s Journey to the Crossroads of Faith and Freedom”. Council for National Policy – Maio de 2011.
Comentário do tradutor:
No mundo inteiro, as ameaças aos princípios e valores nos quais foi alicerçada a civilização ocidental são cada vez mais constantes e variados: o avanço da Sharia na Europa e nos Estados Unidos; a perseguição gayzista a ativistas cristãos (caso, dentre tantos, do nosso amigo Julio Severo); o assassínio de fiéis e sacerdotes cristãos em diversos países na África, no Oriente Médio e na Ásia; a aplicação da agenda comunista de dominação, seja de maneira supostamente popular e democrática (ou melhor, gramsciana, a exemplo de movimentos como o Ocupe Wall Street e congêneres), político-institucional (aí está o Foro de São Paulo que não nos deixa mentir) ou através de expedientes detestavelmente sangrentos (como as FARC). O que mais impressiona é que, apesar dos sinais inequívocos de que, em última análise, a Liberdade esteja em grave e diuturna ameaça, aqueles que ousam levantar suas vozes sobre essas ameaças reais são tratados como lunáticos delirantes da extrema-direita com uma inclinação patológica à crença em teorias conspiratórias aparentemente sem qualquer relação com o mundo concreto.
O relato abaixo, proferido pelo general reformado William G. Boykin, trata de uma das mais graves ameaças à civilização ocidental: a propagação da Sharia e o subsequente solapamento das liberdades individuais mais básicas que ela enseja. É realmente estarrecedor saber que, em vinte e três estados americanos, a lei islâmica serviu de parâmetro para sentenças judiciais. E é também atemorizante saber que a organização responsável pela metástase da Sharia em território americano, a Irmandade Muçulmana, é a mesma organização louvada pelos grandes veículos de comunicação ao redor do mundo como esperança democrática no contexto das sublevações do Norte da África, ironicamente conhecidas como “Primavera Árabe”.
Um ponto que gostaria de salientar na palestra do general Boykin é a incompreensão que nós, ocidentais, temos acerca do Islã. Ser muçulmano não significa necessariamente que se queira viver sob o Islã, já que este não se limita apenas à religião islâmica. O Islã é um conceito muito mais abrangente que envolve parâmetros que englobam todos os aspectos da vida mundana -- social, político, econômico, filosófico e cultural. E, ao contrário do que se pensa, a idéia de Islã não é centrada na paz e na tolerância, mas em dominação imperialista (na acepção mais completa desta palavra). A própria história islâmica mostra isso. Quando o profeta Maomé faleceu, em junho do ano de 632 d.C., a península arábica estava dominada e as tribos haviam se unido sob o Islã. No ano de 732 d.C., o comandante merovíngio Charles Martel venceu os exércitos de Abdul Rahman al-Ghafiqi, governador islâmico de Al-Andalus durante o Califado Omíada, interrompendo o avanço islâmico sobre a Europa ocidental. Em apenas cem anos, o Islã avançou sobre a Ásia Menor, conquistou todo o norte da África e a península ibérica, além de ter alcançado as fronteiras da Rússia, da China e da Índia. Esse dado é bastante elucidativo quanto à natureza do imperialismo islâmico, no qual a Sharia possui papel central.
Gostaria de encerrar meu comentário com uma nota bastante ilustrativa do livro “Propriedade e Liberdade”, de Richard Pipes (p. 148): “’Os primeiros exemplos em terras islâmicas de uso do termo liberdade num sentido político claramente definido vem do Império Otomano do final do século XVIII e início do XIX, e são patentemente devidos à influência européia, às vezes a traduções diretas de textos europeus. As primeiras referências a liberdade em trabalhos de autoria muçulmana são hostis e igualam-na a libertinagem, licenciosidade e anarquia.’ Bernard Lewis, Islam in History (Nova York, 1973), 267-269.”
Sharia: a ameaça à América
É uma grande honra e um grande privilégio estar com vocês. Há algum fuzileiro na platéia hoje? Ok, nós temos alguns fuzileiros aqui. Eis o que faremos. Quero que um veterano do Exército sente-se ao lado de cada fuzileiro presente para explicar o significado de alguma palavra mais difícil que eu disser. Agora, sério, eu adoro os Fuzileiros Navais. Na verdade, sabe por que fuzileiros têm um neurônio a mais que um cavalo? É para que eles não evacuem na rua durante as paradas. Eu adoro os fuzileiros, então peguem leve. Meu pai passou trinta e dois anos com os Fuzileiros Navais. Eu adoro todos vocês, mas eu serei ágil nessa manhã. Quero deixar bem claro que não estou concorrendo a nada e que não espero nenhuma ligação da Administração requisitando que eu assuma a responsabilidade por algo. Assim sendo, não me sinto na obrigação de ser politicamente correto nessa manhã e quero deixar isso muito claro.
“Eu juro solenemente que eu apoiarei e defenderei a Constituição dos Estados Unidos contra todos os inimigos estrangeiros e domésticos, e que eu o farei com verdadeira fé e dedicação, e que eu executarei devotadamente as funções do posto ao qual estou prestes a ingressar. Eu assumo essa obrigação livremente e isento de qualquer reserva mental ou intento de escusa.” O que é isso? Muitos de vocês fizeram esse juramento. Deixe-me dizer a todos que levantaram a mão. A única coisa que não havia nesse documento quando vocês fizeram o juramento era uma data de validade. E vocês ainda são obrigados, ainda estão sob um juramento de apoiar e defender esse documento. Eu o carrego comigo a todo lugar. É a Constituição dos Estados Unidos. O Juiz Roy Moore me deu essa cópia em particular, mas eu tenho outras, só para ter certeza de que aonde quer que eu vá haja uma cópia no bolso da minha camisa. A essa altura da vida, eu não tenho planos que não sejam os de ser um bom avô, um bom marido, e de apoiar e defender essa Constituição, e digo que ela está sendo transgredida hoje de uma maneira extraordinária e eu estou muito preocupado. Ouçam, eu sou conservador e sou cristão. De fato, por mais bizarro que isso soe, eu sou na verdade um ministro ordenado. Hoje, depois de trinta e seis anos e meio no Exército dos Estados Unidos, estou bastante preocupado. Eu preferiria pregar um sermão nessa manhã a tratar sobre o assunto do qual falarei. Mas me foi pedido que falasse a vocês sobre a questão da Sharia. Vinte e três estados na América hoje estão lidando com o que eles chamam de lei americana para cortes americanas porque estão preocupados com a invasão da Sharia a essa Constituição. Deixem-me dizer a vocês que no Artigo VI da Constituição diz que a Constituição deve ser a lei suprema da pátria. Mas hoje, vinte e três estados acharam necessário aprovar legislações que protegem esses estados da Sharia.
O que é a Sharia? A Sharia é, basicamente, a lei que vem do Corão e dos Hadith. É a lei islâmica. É a lei que apedreja as adúlteras; é a lei que decapita pessoas. É a lei que diz que um apóstata, alguém que abandona a fé, deve ser morto. Não talvez, é uma regra. Eu li. Eu li a Sharia. E quanto àqueles que dizem que não existe algo como a Sharia, é realmente curioso para mim ver que temos pessoas neste país que dizem que não há algo do tipo, enquanto, ao mesmo tempo, há um homem chamado Anjem Choudary, um clérigo raivoso na Inglaterra, que quer vir para a América e dizer para nos prepararmos -- vocês viverão sob a Sharia. Quantos de vocês viram esse homem louco? Se muitos de vocês viram esse sujeito dizendo que vocês viverão sob a Sharia, bom, esse sujeito está falando sério. Existe algo como a Sharia. Na verdade, ela está inserida em um livro chamado “Reliance of the Traveller”. Eu esperava ter uma cópia aqui nessa manhã, mas esqueci a minha. É um livro bem grosso. É autenticado pelo American Islamic Council. É a peremptória Sharia. É a que diz que as mulheres devem ser submissas aos homens; é a que diz que você deve matar um apóstata; é a que fala sobre decepar a mão de um ladrão e encoraja mutilação, mutilação genital em mulheres e crimes de honra. É brutal e repressiva, e, falando nisso, está na América hoje. Falarei mais sobre isso em breve.
A maior parte das pessoas na América se concentra no terrorismo. Terrorismo não é o problema. Terrorismo é um problema, mas não irá provocar a queda da América. Você não pode destruir uma nação cometendo atos terroristas. Você pode intimidar as pessoas, pode fazê-las ficarem preocupadas, pode cooptá-las em algumas questões, mas você não pode derrubar a América através do terrorismo. Essa não é nossa verdadeira ameaça. Não é o terrorismo, de modo algum. Mas a invasão gradual da Sharia, da lei islâmica, pode e está destruindo a Constituição dos Estados Unidos, e está na hora de nós americanos acordarmos e encararmos o que de fato está acontecendo nesse país. Democracia e Sharia são incompatíveis; você não pode ter leis humanas onde há a Sharia. Um dos primeiros postulados da Sharia é que não pode haver leis humanas, apenas a lei de Deus – que são aquelas dadas pelo Corão. E as articuladas nos Hadith. A Sharia nega os direitos humanos. Sugiro a todos aqueles realmente interessados que consigam uma cópia de “Reliance of the Traveller” e a leiam. Eu deito à noite e a leio. Na verdade, quando eu disse para minha mulher numa noite dessas, “eu posso te bater se você não me satisfizer na cama”, eu ganhei um olho roxo. Então, homens, não façam isso. É isso o que ela diz: você pode bater em sua esposa. Eu a li. Fico triste em dizer que ela está escrita em inglês, fornecida para falantes de inglês aqui em nosso país para encorajar os muçulmanos a seguir os ditames da Sharia.
Eu falarei a vocês sobre este livro aqui. Ele se chama “Sharia: The Threat to America”. Eu sou um dos líderes da equipe que juntou tudo isso, sob a liderança de Frank Gaffney junto ao The Center for Security Policy. Nós o disponibilizaremos no intervalo, e Frank e eu vamos autografar as cópias que vocês levarem. É provavelmente isso mesmo, acho que tivemos dezoito ou dezenove autores, certo Frank? Esse é provavelmente o livro mais importante sobre Sharia e o que está acontecendo na América, sobre o que está realmente acontecendo dentro do país a respeito da invasão da Sharia à nossa Constituição. Eu falarei sobre diversas coisas desse livro. Passei trinta e seis anos e meio apoiando e defendendo a Constituição, sobretudo a Primeira Emenda. Eu acredito no direito de culto. Eu acredito na liberdade de expressão e também acredito que muçulmanos que queiram professar sua religião de acordo com os cinco pilares do Islã têm o direito de fazê-lo. Eles deveriam ser nossos aliados naturais porque há muitos muçulmanos nesse país que não querem viver sob a Sharia. O problema é que temos muitos muçulmanos vindo para a América que não querem viver sob a Sharia e nós estamos forçando-os de volta à repressão da Sharia. Vou explicar isso em detalhes daqui a pouco. Como eu disse, eu apóio a Primeira Emenda, mas há também limites para a Primeira Emenda. A verdade é que, independente da religião da qual você se diz parte, você deve obedecer às leis da pátria. Você deve obedecer às leis da América, de seus estados, de suas comunidades. Não é permitido que pessoas que crêem na poligamia a pratiquem. Não é permitido que pessoas que acreditem no uso de drogas como parte de seu ritual religioso façam uso delas. Não é permitido o sacrifício animal como parte de rituais religiosos. Temos que obedecer às leis da pátria. Infelizmente, há aqueles cuja obediência estrita aos ensinamentos do Islã os faz crer que é uma responsabilidade dada por Deus destruir a Constituição e substituí-la pela Sharia. O que não entendemos como americanos é que o Islã é mais do que religião. O Islã é um modo de vida totalitário. Começa com algo chamado Sharia, o sistema legal. É também um sistema geopolítico. É um sistema financeiro, é um sistema militar, é um código de vestimenta, é um código alimentício e, finalmente, possui um componente religioso. Mas protegemos a coisa toda sob a Primeira Emenda quando, na verdade, a obediência ao Islã ditatorial agride nossa Constituição, pois não pode haver leis humanas. Agora, alguns de vocês podem dizer que isso não pode acontecer aqui. Bom, eu vou demonstrar a vocês num instante como já está acontecendo. E a maioria de vocês provavelmente não faz idéia disso.
O ponto principal é que a entidade que está por detrás dessa invasão da Sharia em nossa Constituição é a Irmandade Muçulmana. Vocês já ouviram falar muito sobre ela desde que as coisas se agitaram no Norte da África. A Irmandade Muçulmana, antes dos eventos no Norte da África, não era levada a sério. Não, é uma entidade real. Ela foi criada em 1928 por um sujeito chamado Hassan al Banna. Hassan al Banna criou a Irmandade Muçulmana no Cairo para recriar o Império Otomano. O Império Otomano foi a grande esperança do Islã. Mas, em 1924, um homem chamado Kemal Ataturk destruiu o Império Otomano quando ele fez da Turquia um governo secular. Hassan al Banna e Sayed Khatab -- Sayed Khatab, por falar nisso, foi educado no Colorado -- criaram a Irmandade Muçulmana para recriar o grande Império Otomano, que era a esperança do mundo islâmico. Esperança de quê? Esperança de estabelecer um califado global que, de acordo com a teologia islâmica, seria o território geográfico no qual o Mahdi ou o Messias voltaria e sobre o qual governaria, trazendo para toda terra a Sharia e a paz. Eles tinham de criar um califado global. As pessoas ignoram essa idéia de califado. Bom, isso porque não lêem o que eles dizem. Vocês não lêem sua teologia e escutam o que eles dizem. Eles falam sobre construir um califado global para que seu Messias volte e estabeleça a Sharia. Mas por que eles iriam mirar a América? Por sermos os guardiões das chaves da Democracia, temos que ser derrubados. Esse califado global não pode ser estabelecido até que a América seja subjugada. Até que a Sharia seja estabelecida na América e todos os outros caiam, todos seguirão a América. A América era o alvo.
A Irmandade Muçulmana contava com apenas oitocentos e cinqüenta membros em seus primeiros dez anos. Mas, em 1938, algo muito importante aconteceu. Um homem os visitou e os deu milhões de dólares. Alguém sabe quem foi esse homem? Adolf Hitler. Ele visitou o Grão-Mufti de Jerusalém e disse: “Se você não permitir que os judeus voltem para a Palestina para que eu possa mantê-los sob cerco na Europa e exterminá-los, eu lhe darei milhões de dólares.” E o Grão-Mufti de Jerusalém concordou e, com milhões de dólares, a Irmandade Muçulmana tornou-se uma entidade global. Eles vieram para a América por volta de 1962 para, especificamente, implementar a Sharia. Uma das primeiras organizações criadas por eles chama-se The Muslim Student Association. E se você olhar hoje para universidade e faculdades através da América, é uma das entidades mais poderosas nos campi. E ela está espalhando propaganda; ela está educando as futuras lideranças da América de uma maneira bastante deturpada com nada além de propaganda. A Irmandade Muçulmana está aqui na América, ela é poderosa na América e nós, como americanos, não temos noção de quão incrivelmente profunda é a Irmandade Muçulmana em nossa sociedade. E seu objetivo é submeter a América à Sharia. Em 2004, nós descobrimos em Annandale, Virginia, um plano de cinco etapas para a submissão da América, para a destruição da Constituição americana. Encontraram esse plano no porão falso de um homem que se tornou um dos principais coordenadores da Irmandade Muçulmana aqui na América. Esse plano está aqui na página 123 do livro, um plano de cinco etapas. Eu quero que vocês peguem esse livro, olhem para o plano e vejam o fim da fase quatro e o começo da fase cinco deste plano para conquistar a América. É incrível. Eu quero ler um trecho desse livro. Foi extraído do documento que foi encontrado em Annandale, Virginia, nesse porão falso. Isso é o que está escrito, é o que eles dizem. “Akhwan” significa a irmandade. A Akhwan deve compreender que seu trabalho na América é uma espécie de Grande Jihad e, por falar nisso, jihad é a guerra sagrada contra os infiéis. Não acreditem na propaganda sobre conflito interior -- Jihad é a guerra sagrada contra os infiéis. Leia o documento deles e isso está bem claro. “A Akhwan deve compreender que seu trabalho na América é uma espécie de Grande Jihad eliminando e destruindo a Civilização Ocidental de dentro e sabotando sua morada miserável por suas mãos, que são nossas mãos, e a mão dos crentes para que seja eliminada e a religião de Deus seja vitoriosa sobre todas as religiões.” Isso está na página 123 do livro, o plano está nas páginas 124 e 125. Dêem uma olhada e vejam como anda seu plano.
Em 2008, o julgamento da Holy Land Foundation -- o maior julgamento sobre financiamento terrorista da história da América -- ocorreu em Dallas, Texas. Cinco réus foram condenados por cento e oito acusações de arrecadação de fundos para apoiar o Hamas, para apoiar o terrorismo. E, por falar nisso, Hamas é a mesma organização que classificamos como terroristas e com quem mandamos Binyamin Netanyahu negociar. Nós temos nos Estados Unidos a política de não negociar com terroristas -- parece haver uma certa duplicidade nesse caso. Dito isso, a verdade é que, se olharmos para os resultados do julgamento da Holy Land Foundation, ao fim do julgamento foi divulgada uma lista de co-conspiradores que não foram indiciados. Eram cerca de duzentas e cinqüenta ou cinqüenta e cinco pessoas e organizações. O que isso provou é que praticamente todas as grandes organizações islâmicas na América foram originadas pela Irmandade Muçulmana. Não são minhas palavras, mas um fato. Mesmo assim, ainda ignoramos essa ameaça na América. Ainda negamos que isso possa ser uma séria ameaça a nós. E a realidade é que isso é, de fato, uma ameaça muito grave. Não digam que isso não pode acontecer aqui, pois eu iria dizer para vocês darem uma olhada na Europa. Todos os especialistas dirão hoje que a Europa será um continente islâmico até a metade deste século. Quantos de vocês viram isso, um continente que será islâmico até a metade deste século? A razão é que eles ignoraram a ameaça, porque eles não a tomaram seriamente. Pois disseram que não poderia acontecer, tomaram algumas decisões ruins e sua primeira escolha foi ignorar a ameaça.
Isso não pode acontecer aqui? Bom, ontem eu descobri que no Reino Unido há oitenta e sete cortes Sharia. E, falando nisso, na França há hoje setecentas e cinqüenta cortes Sharia, e bairros islâmicos onde policiais e socorristas não podem entrar porque estão praticando a Sharia, o que significa que os imames estão no comando. Vocês dizem que não pode acontecer aqui, mas está acontecendo na Europa, e estamos apenas a alguns anos de distância deles se fizermos as mesmas escolhas e ignorarmos a ameaça como eles fizeram. Eu peço a vocês para visitar um site chamado ShariaInAmericanCourts.com, se quiserem ver o que está acontecendo na América. Porque a realidade é que Frank Gaffney e o pessoal no The Center for Security Policy, apoiados por um sujeito chamado David Yerushalmi, um rabino judeu ortodoxo de Nova York, que também é advogado, fizeram um extenso estudo sobre isso, e o que direi a vocês é apenas a ponta do iceberg. Eles analisaram cinqüenta processos em vinte e três estados diferentes. Isso é na América -- cinqüenta processos em vinte e três estados distintos em que a Sharia foi considerada. Deixem-me voltar à Constituição -- essa Constituição deve ser a lei suprema da pátria. É por isso que vinte e três estados estão aprovando leis que assegurem leis americanas em tribunais americanos; mas a verdade é que eles descobriram que, dos cinqüenta processos, vinte e sete consideraram a Sharia em suas sentenças. Para mim, isso é aterrorizante. Isso é na América, onde há vinte e três estados em que a Sharia foi utilizada. O caso mais importante foi em Nova Jersey. Quantos de vocês ouviram falar do caso em Nova Jersey? Lá, uma mulher que tinha um marido muçulmano entrou na Justiça, pediu uma ordem restritiva porque seu marido a estava espancando e molestando, e o juiz da corte de família do Estado de Nova Jersey negou a ordem, justificando: “seu marido não estava agindo com intenção criminosa, ele estava agindo de acordo com a Sharia.” Felizmente, havia outro juiz em Nova Jersey que tinha um cérebro dentro da cabeça e revogou a decisão na corte de apelação. Isso é na América de hoje. A Sharia está aqui. Pessoal, vocês se dão conta de que todos nós que pagamos impostos estamos participando da Sharia? Porque socorremos a AIG, a maior provedora de seguros feitos de acordo com a Sharia, somos todos parte disso e vocês sequer sabiam. É inacreditável. A Sharia está na América e estamos tomando o rumo dos europeus. Estou dizendo a vocês, estamos contaminados.
Esse país está contaminado, nossas escolas estão contaminadas. Vocês sabiam que há vinte anos haviam nove editoras de livros-texto na América? Hoje, há duas; adivinhem de quem são? Corporações islâmicas detêm nossos livros-texto. É por isso que temos um livro-texto na quarta e na quinta série que cita oitenta e duas referências ao Islã na história da América, uma referência ao Cristianismo e nenhuma referência ao Judaísmo. Isso está acontecendo na América e precisamos acordar. Estamos contaminados, nossas escolas estão contaminadas, nossas comunidades estão contaminadas e nosso governo está contaminado. Atualmente, temos pessoas em altos postos na Administração que são conhecidas por serem associadas à Irmandade Muçulmana. Não apenas no Partido Democrata; o Partido Republicano foi contaminado. Você compreendem que o movimento conservador foi contaminado? Você não mira apenas um setor de nossa sociedade se você quer mudar essa sociedade, você tem que dominá-la por inteiro. O movimento conservador está contaminado. Na verdade, o próximo alvo será os Tea Parties. Eu não tenho detalhes, mas o próximo alvo será os Tea Parties. Haverá um esforço para infiltrá-los com gente da Irmandade Muçulmana que começarão a criar dissensão e destruir os Tea Parties porque eles são uma organização poderosa hoje. Estamos contaminados. Estamos contaminados enquanto movimento conservador. Estamos contaminados. E, falando nisso, deixem-me sugerir a vocês que façam sua própria pesquisa sobre aquilo que eu disse hoje. Eu não peço que vocês aceitem o que digo; tudo que quero é estimular idéias e interesse suficientes para que vocês façam sua própria pesquisa. Esse não é o único livro. Leiam “The Muslim Mafia”. Há um homem muito corajoso aqui que publicou esse livro quando ninguém o faria. E saiu justo do Council of American Islamic Relations -- seus próprios papéis e documentos, que eles julgavam estar destruindo, quando, na verdade, estavam os entregando a um sujeito que estava infiltrado em sua organização. Ele pegou todos os documentos, entregou-os a seu pai, que era um coronel reformado da Força Aérea conhecido de um sujeito aqui em Washington chamado Paul Sperry, e eles escreveram um livro chamado “The Muslim Mafia”. São os documentos deles. São as palavras deles. Leiam o livro. Ele diz exatamente qual é seu plano e como eles o estão cumprindo. Estamos contaminados. E a tendência que temos do lado conservador é, ao invés de examinar os fatos, atirar no mensageiro. Há muitos exemplos disso. Essa é uma mensagem grave, e é uma mensagem que tendemos a ignorar porque dizemos que não pode acontecer aqui. Bom, isso pode perfeitamente acontecer aqui. Está acontecendo aqui, e eu acho que o fato de termos vinte e três estados em que podemos atestar que a Sharia tem sido e está sendo considerada em decisões judiciais deve ser prova suficiente de que isso está acontecendo aqui.
E sobre os muçulmanos que rejeitam a Sharia? Há muitos muçulmanos nesse país que vieram para cá porque não querem viver sob a Sharia. Eles deveriam ser nossos aliados naturais. Pessoal, nós temos que procurá-los e atraí-los -- temos que encorajá-los. Temos que ficar lado a lado com essas pessoas. O problema é que eles são a voz minoritária porque tem sido muito intimidados e muito ameaçados. Alguns dirão, “essa é a voz da maioria dos muçulmanos na América.” Deixem-me mostrar a vocês algumas estatísticas e quero que vocês pensem a respeito. Em 1917, apenas três por cento da Rússia era comunista. Em 1924, apenas três por cento da Alemanha era nazista. Mas o que tiveram foi uma liderança cruel e brutal, que estava disposta a fazer qualquer coisa para forçar o resto a obedecer, e, como dizem, o resto é história. É sobre isso que devemos nos preocupar. Onde está o ultraje quando um sujeito tenta explodir um avião sobre Detroit no dia de Natal? Quando um sujeito estaciona o carro na Times Square? Onde está o ultraje de uma comunidade que não quer viver sob a Sharia mais do que eu quero? Onde está o ultraje? Eles são intimidados. Precisamos estar ao lado deles e encorajá-los a se expressar, a se opor, a deixar que o mundo saiba que eles também não querem isso. Infelizmente, eles são intimidados e não querem falar sobre essa questão. Está na hora de despertarmos. Está na hora de assumirmos que o que está acontecendo em nosso país é grave.
Encerrarei com isso: eu pergunto, que preço vocês querem pagar? Vocês desejam se levantar contra essa ameaça? Vocês desejam se opor e serem criticados? Nós falamos sobre quão criticado eu sou pela mídia. Bom, isso não acabou. Eu ainda sou criticado pela mídia e nem me importo mais. Eu respondo a Deus, não aos homens. Minha autoridade superior é Deus. Bom, vou terminar com a seguinte história.
A maioria de vocês sabe que eu era o Comandante da Força Delta durante os eventos em Mogadíscio, na Somália, em 1993, no que ficou conhecido como “Falcão Negro em Perigo”. Meu oficial superior me encontrou na manhã do dia 4 de outubro e disse: “Coronel, você está pronto?” Eu respirei fundo e disse: “Estou pronto, senhor.” Levantei, coloquei meu quepe e caminhei pela areia do campo de pouso em Mogadíscio, Somália, com o coração pesado, e, quando eu cheguei ao outro lado, caminhamos para uma tenda que tinha a identificação de assuntos mortuários. Era um necrotério temporário, e eu adentrei aquele necrotério temporário com um nó na garganta e o coração pesado, e um jovem sargento disse: “Você poderia identificar esse corpo?” Ele abriu o zíper do saco e eu olhei para o rosto pálido de um homem que, apenas algumas horas antes, havia sido um dos soldados com quem estava rindo e brincando no campo de pouso; fomos até outro saco, e outro, até termos visto quinze deles. E, em cada um daqueles sacos, eu olhei para o rosto de um de meus soldados. Eu me fiz a seguinte pergunta: eu fiz tudo o que podia? Eu fiz tudo o que podia para fazer com que esse homem sobrevivesse? Pessoal, vou dizer para vocês uma coisa, se daqui a uma década esse país piorar, cada um de nós nessa sala, e todos pela América que se importam com esse país, com essa Constituição, nós vamos nos fazer exatamente a mesma pergunta. Eu fiz tudo o que podia? É uma dura realidade. É uma coisa difícil de lidar. Mas está acontecendo na América e eu peço a vocês para pensarem nisso agora. Que preço vocês estão dispostos a pagar? Vocês estão dispostos a se levantar e se comprometer a proteger a Constituição dos Estados Unidos contra todos os inimigos estrangeiros e domésticos?
Deus os abençoe.
Gen William Boykin, 08 Novembro 2011
UMA LIÇÃO TARDIA: O REINO DO ÓDIO (PARTE 4)
Artigos - Cultura
No Brasil, a deformidade congênita da "imaginação esquerdista" descrita por Lionel Trilling tornou-se obrigação legal, critério de veracidade na mídia, mandamento número 1 da moral e princípio fundador da educação.
No artigo anterior falei do zelo devoto com que a matilha do programa "Roda Viva" defende a honra e o prestígio do movimento comunista, atacando seus inimigos a dentadas e habituando o público a dar por pressuposto que ninguém pode ser anticomunista por motivo moralmente respeitável ou intelectualmente relevante.
Nenhuma apologia do comunismo é mais eficaz e penetrante do que essa. Discursar em favor da estatização da economia, argumentar pela teoria da luta de classes, enaltecer o futuro brilhante da humanidade no jardim das delícias do socialismo – nada disso tem a força persuasiva da prática reiterada, tanto mais sedutora quanto mais implícita, de atribuir aos comunistas e seus parceiros o monopólio do bem e da virtude, reduzindo seus adversários e criticos à condição de delinquentes pérfidos movidos por interesses egoístas.
A propaganda comunista ostensiva colocaria o seu praticante na difícil contingência de ter de defender o indefensável: o genocídio, a tirania, o trabalho escravo, a miséria. Muito mais prático é contornar o assunto, evitar até mesmo a palavra "comunismo", omitir cuidadosamente as comparações e em vez disso concentrar as baterias no "trabalho do negativo": a demonização constante e sistemática dos inimigos, donde resulta, por irrefreável automatismo mental, a canonização dos amigos, reforçada aqui e ali por alguma louvação discreta e comedida o bastante para não dar impressão de sectarismo.
Toda argumentação explícita em favor de alguma ideia ou partido desperta irresistivelmente o impulso da contestação. A devoção tácita e indireta, consagrada em hábito inconsciente, inibe e paralisa a discussão, dando ao objeto de culto aquele poder mágico cuja conquista Antonio Gramsci considerava o objetivo supremo da propaganda comunista: "a autoridade onipresente e invisível de um imperativo categórico, de um mandamento divino".
Tal tem sido o objetivo estratégico e a única razão de ser da TV Cultura desde há muitos anos, e especialmente o de um programa cujo nome já é, por si, um dos emblemas consagrados da autobeatificação mitológica da esquerda como vitima santa da maldade direitista.
Chamarei a essa devoção "fanática"? O termo é inexato. O fanatismo supõe uma crença formal, positiva, declarada. Os homens do "Roda Viva", como em geral os esquerdistas brasileiros, não necessitam de nada disso. O esquerdismo que os unifica, que lhes garante o sprit de corps, não consiste em nenhuma fé, em nenhuma doutrina, em nenhum projeto de sociedade explícito o bastante para poder ser discutido e, eventualmente, impugnado, mas unicamente no ódio ao inimigo – um inimigo que ao mesmo tempo não querem conhecer nem compreender, do qual só querem saber, com seletividade obstinada, o que podem dizer contra ele.
No Brasil, a deformidade congênita da "imaginação esquerdista" descrita por Lionel Trilling tornou-se obrigação legal, critério de veracidade na mídia, mandamento número 1 da moral e princípio fundador da educação. No fundo, todo esquerdismo, hoje em dia, é isso e nada mais que isso. Há muito tempo os comandantes do processo já desistiram de impor ao movimento revolucionário a unidade da vulgata marxista-leninista que dava aos militantes de outrora uns ares de "intelectuais populares" não desprovidos de certa nobreza.
Hoje preferem dirigir as massas na base de slogans e palavras de ordem puramente emocionais, sem um arremedo sequer de conteúdo sociológico ou filosófico. Um marxista às antigas chamaria a isso "irracionalismo", mas racionalismo e irracionalismo só existem no plano da discussão teórica. Esta foi substituída pela engenharia comportamental, e, nessa clave, nada pode ser mais racional que a manipulação científica da irracionalidade alheia.
Os arruaceiros de Nova York acreditam combater a alta finança internacional, mas seguem as ordens de George Soros, que é a própria alta finança encarnada, apoiam o governo Obama, que é um pseudópodo de Wall Street, clamam por uma moeda mundial, que é a menina dos olhos da elite bancária globalista, e bradam de ódio a Rupert Murdoch, homem de indústria totalmente alheio a especulações financeiras.
Se não têm a menor ideia de contra quê estão lutando, tanto melhor: sua fúria pode ser canalizada contra qualquer alvo que o comando revolucionário escolha. A unidade da esquerda militante hoje em dia é simplesmente a do ódio – um ódio que se torna tanto mais radical e intolerante quanto mais vagos e indefinidos os objetos contra os quais se volta e as metas que nominalmente o inspiram.
Como explicar, fora dessa perspectiva, o fato de que a esquerda internacional lute, ao mesmo tempo, pelo império do gayzismo e pelo triunfo do mais estrito moralismo islâmico, sem que surja, no seu seio, a mais mínima discussão a respeito, o mais leve sentimento de desconforto ante uma contradição intolerável? É aí que se deve buscar também a raiz da facilidade com que uma militância inflada de retórica autobeatificante se acomoda, sem escrúpulo de consciência, aos interesses do narcotráfico e do banditismo organizado em geral. Quando os sentimentos morais prescindem de qualquer deferência para com os dados da realidade e se condensam no puro ódio a um objeto indefinido, é inevitável que já não haja mais distância entre a presunção de santidade e o mergulho na treva mais funda do crime e da maldade.
Isso é a esquerda, hoje em dia: a síntese militante das ambições mais altas com os sentimentos mais baixos.
A tensão insolúvel entre os dois pólos traz como consequência incontornável a redução da vida psíquica aos seus mecanismos mais toscos e elementares, o enrijecimento numa atitude de permanente autodefesa paranoica, a produção obsessiva de novos pretextos de ódio e, portanto, a supressão de toda compreensão humana, trocada por uma autopiedade cada vez mais exigente e rancorosa.
Em muitos países esse fenômeno está limitado às massas militantes, mas, no Brasil, onde a hegemonia esquerdista reina sem contraste, ele se tornou o padrão e a norma da cultura nacional.
Eis o motivo pelo qual a lição de Lionel Trilling já não pode ser aprendida nesta parte do mundo. Uma esquerda civilizada, capaz de apreender os sentimentos morais de seus adversários (condição sine qua non da alternância democrática no poder), não tem razão de existir, nem possibilidade de vir a existir, num ambiente onde esses adversários se tornaram tão pequenos e inofensivos que a esquerda não precisa mais compreendê-los: pode inventá-los como bem lhe interesse.
Olavo de Carvalho, 10 Novembro 2011
Publicado no Diário do Comércio.
UMA LIÇÃO TARDIA (PARTE 3)
Artigos - Cultura
"Traição", na Novilíngua que o "Roda Viva" encarna, consiste em voltar-se contra a esquerda após ter sido ludibriado por ela na juventude.
Quem presenciou o assassinato moral do Cabo Anselmo no “Roda Viva” sabe do que eu estava falando nos artigos 1 e 2. Chamar aquilo de entrevista seria eufemismo. Não cabe sequer evocar o tribunal da Inquisição, onde a intolerância dogmática vinha ao menos compensada pela boa fé de um interrogatório que nada prejulgava.
No programa da TV Cultura não se ouviu uma só pergunta que não fosse acusação direta, crua, brutal, formulada com astúcias de linguagem de modo a bloquear de antemão quaisquer respostas que não a confirmassem e a usar como munição de recarga as que parecessem confirmá-la. Ao longo de duas horas uma dúzia de cães latiu e rosnou contra um homem praticamente indefeso, um homem sem direitos, uma não-pessoa a quem até um documento de identidade é negado, e que aos setenta e tantos anos tem de viver de serviços informais, quase um mendicante, porque não pode ter um emprego.
Numa época em que tanto se gargarejam os "direitos das minorias", ninguém está mais exposto a agressões do que a minoria de um só. Basta a gangue unida enxergar um de seus desafetos andando sozinho, sem amigos, sem recursos, sem guarda-costas, e pronto: todos se atiram sobre o infeliz, deliciando-se no antegosto da vitória fácil – e depois ainda contam o que fizeram, ostentando a covardia como se fosse um mérito.
Isso não é humano. É instinto animal. Se você fere um tubarão, um leão, um porco selvagem, os outros esquecem você e saltam em cima dele, fazendo-o em pedaços. Se uma das maiores conquistas da civilização foi refrear esse impulso, instilando no ser humano a vergonha da luta desigual, nossa Nova República suprimiu essa inibição, liberando, incentivando e premiando a investida de todos contra um.
Lembro-me que nos primeiros passos da vida adulta, adotei como divisa o conselho dado por José Ortega y Gasset à juventude espanhola: "Prestad noblemente vuestro auxilio a los que son los menos contra los que son los más." Aos 65 anos de idade, tenho de assistir, inerme e enojado, ao espetáculo das novas gerações que se entregam ao reconforto de fazer o contrario, de apoiar-se na força do número para esmagar o oponente solitário, seja ele o Cabo Anselmo, o Padre Lodi, o deputado Bolsonaro ou o Sr. Julio Severo. Só nisso já se vê um sinal eloquente da degradação moral que o império do "partido ético" impôs a todo um pais.
E que crime, ó raios, se imputa ao Cabo Anselmo? O crime de "traição". Militante de esquerda no início dos anos 60, José Anselmo dos Santos, preso, mudou de lado: decidiu colaborar com o governo para impedir que se instalasse no Brasil um regime de tipo cubano. No meu entender, foi um objetivo meritório, no mínimo racionalmente defensável, mesmo que obtido ao preço de uma ditadura militar, módico em comparação com o panorama de crueldade e miséria que a alternativa oposta oferecia.
Ninguém, em sã consciência, pode negar que as quatrocentas vítimas do regime militar, quase todas terroristas ou colaboradoras de organizações terroristas, são uma quota de sangue humano bem menor que os cem mil mortos da ditadura cubana (v. http://cubaarchive.org/home/), diferença acentuada pela desproporção demográfica entre as duas nações.
Também não pode negar que os militares, malgrado as violências que cometeram, levantaram economicamente o país como nunca antes ou depois, enquanto o governo Castro reduzia os cubanos à penúria, baixando a sua ilha-prisão do 4º para o 24º lugar na escala das economias latino-americanas. Um simples cálculo de custo/benefício mostra que o Cabo Anselmo não escolheu o lado pior. Dirigida desde Cuba, a guerrilha já atuava no Brasil desde 1961, em pleno regime democrático, com a conivência ao menos passiva do próprio presidente de República, e esteve entre as causas, jamais entre as consequências 'do golpe de 1964 (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/semfim.htm).
Que pode haver de tão essencialmente errado, de tão pecaminoso, de tão absolutamente imperdoável em tomar posição contra esse empreendimento macabro após haver colaborado com ele durante algum tempo?
Que é, afinal, um "traidor"? O ex-capitão Carlos Lamarca, que devia ao Exército Brasileiro a educação que recebeu, as amizades que fez na corporação e os meios de sustento da sua família, não hesitou em roubar armas da instituição para matar com elas antigos companheiros, chegando a esmagar a coronhadas a cabeça de um prisioneiro amarrado.
O sr. José Dirceu, preso por atividades terroristas e trocado por um embaixador, tão logo desembarcou em Havana se integrou no serviço secreto militar cubano mediante favores de Raúl Castro, fazendo-se cúmplice ativo do assassinato de milhares de civis desarmados; e ao voltar ao Brasil se tornou deputado, ministro, presidente de partido e por fim lobista milionário, sem jamais ter provado seu desligamento daquela entidade estrangeira.
Lamarca não só jamais foi chamado de traidor por ninguém da mídia chique, muito menos pela matilha do "Roda Viva", como foi proclamado herói e elevado post mortem ao posto de coronel.
Dizer que lutou pela democracia é mentira sórdida. Toda a sua luta fez parte do esquema cubano de ocupação continental, sob a direção da famigerada OLAS, Organización Latinoamericana de Solidariedad, primeira versão do que viria a ser o Foro de São Paulo.
Quanto ao ex-ministro, nem mesmo após perder o mandato por conta das suas atividades de engenheiro-chefe do Mensalão chegou a ser incomodado por cobranças quanto ao seu comprometimento com interesses de um governo estrangeiro, diante do qual sua subserviência chega – literalmente – às lágrimas de devoção. Tudo quanto sofreu foi uma punição pro forma, com a qual nada perdeu do seu poder, bem como uma bengalada na cabeça, desferida por um cidadão que depois morreria na cadeia em circunstâncias misteriosas e jamais esclarecidas.
José Anselmo dos Santos nunca matou ninguém, nem enriqueceu com dinheiro público. Apenas passou informações à polícia. A miséria em que viveu por meio século prova que nunca "se vendeu", que agiu por convicção e não por interesses vis.
Por que é ele o "traidor" em vez de Lamarca ou José Dirceu? Por que a pecha infamante é aplicada não só seletivamente, mas com manifesta inversão do senso das proporções? É simples: porque no Brasil do PT a "traição" não consiste em atos objetivamente definíveis, imputáveis a qualquer um que os cometa, independentemente da bandeira ideológica sob a qual serviu ou desserviu. Se a traição beneficia a esquerda, não é traição, é glória, ainda que venha acompanhada de homicídio, roubo e enriquecimento ilícito.
O termo insultuoso é reservado para a conduta anti-esquerdista, ainda que fundada em razões morais elevadas e praticada sem proveito pessoal. "Traição", na Novilíngua que o "Roda Viva" encarna, consiste em voltar-se contra a esquerda após ter sido ludibriado por ela na juventude.
Eis aí o único compromisso sagrado, inviolável. Tudo no mundo pode ser abjurado, renegado, abandonado: a religião, a pátria, a igreja, a família, o casamento, a amizade. Tudo, menos a promessa de obediência eterna que um adolescente bocó, iludido por um comissário político bem falante, ofereceu ao movimento revolucionário mais assassino, mais ladrão, mais sanguessuga, mais destrutivo e mais mentiroso que já se conheceu na História.
A esse movimento, com maior ou menor consciência do que faziam, os cães de guarda que atacaram o Cabo Anselmo mostraram sua devota e inflexível lealdade, recusando-se a examinar mesmo de longe a hipótese de que o adversário pudesse ter alguma qualidade humana, alguma virtude moral, alguma razão plausível para agir como agiu, fora o interesse vil e a maldade explícita.
Olavo de Carvalho, 08 Novembro 2011
"Traição", na Novilíngua que o "Roda Viva" encarna, consiste em voltar-se contra a esquerda após ter sido ludibriado por ela na juventude.
Quem presenciou o assassinato moral do Cabo Anselmo no “Roda Viva” sabe do que eu estava falando nos artigos 1 e 2. Chamar aquilo de entrevista seria eufemismo. Não cabe sequer evocar o tribunal da Inquisição, onde a intolerância dogmática vinha ao menos compensada pela boa fé de um interrogatório que nada prejulgava.
No programa da TV Cultura não se ouviu uma só pergunta que não fosse acusação direta, crua, brutal, formulada com astúcias de linguagem de modo a bloquear de antemão quaisquer respostas que não a confirmassem e a usar como munição de recarga as que parecessem confirmá-la. Ao longo de duas horas uma dúzia de cães latiu e rosnou contra um homem praticamente indefeso, um homem sem direitos, uma não-pessoa a quem até um documento de identidade é negado, e que aos setenta e tantos anos tem de viver de serviços informais, quase um mendicante, porque não pode ter um emprego.
Numa época em que tanto se gargarejam os "direitos das minorias", ninguém está mais exposto a agressões do que a minoria de um só. Basta a gangue unida enxergar um de seus desafetos andando sozinho, sem amigos, sem recursos, sem guarda-costas, e pronto: todos se atiram sobre o infeliz, deliciando-se no antegosto da vitória fácil – e depois ainda contam o que fizeram, ostentando a covardia como se fosse um mérito.
Isso não é humano. É instinto animal. Se você fere um tubarão, um leão, um porco selvagem, os outros esquecem você e saltam em cima dele, fazendo-o em pedaços. Se uma das maiores conquistas da civilização foi refrear esse impulso, instilando no ser humano a vergonha da luta desigual, nossa Nova República suprimiu essa inibição, liberando, incentivando e premiando a investida de todos contra um.
Lembro-me que nos primeiros passos da vida adulta, adotei como divisa o conselho dado por José Ortega y Gasset à juventude espanhola: "Prestad noblemente vuestro auxilio a los que son los menos contra los que son los más." Aos 65 anos de idade, tenho de assistir, inerme e enojado, ao espetáculo das novas gerações que se entregam ao reconforto de fazer o contrario, de apoiar-se na força do número para esmagar o oponente solitário, seja ele o Cabo Anselmo, o Padre Lodi, o deputado Bolsonaro ou o Sr. Julio Severo. Só nisso já se vê um sinal eloquente da degradação moral que o império do "partido ético" impôs a todo um pais.
E que crime, ó raios, se imputa ao Cabo Anselmo? O crime de "traição". Militante de esquerda no início dos anos 60, José Anselmo dos Santos, preso, mudou de lado: decidiu colaborar com o governo para impedir que se instalasse no Brasil um regime de tipo cubano. No meu entender, foi um objetivo meritório, no mínimo racionalmente defensável, mesmo que obtido ao preço de uma ditadura militar, módico em comparação com o panorama de crueldade e miséria que a alternativa oposta oferecia.
Ninguém, em sã consciência, pode negar que as quatrocentas vítimas do regime militar, quase todas terroristas ou colaboradoras de organizações terroristas, são uma quota de sangue humano bem menor que os cem mil mortos da ditadura cubana (v. http://cubaarchive.org/home/), diferença acentuada pela desproporção demográfica entre as duas nações.
Também não pode negar que os militares, malgrado as violências que cometeram, levantaram economicamente o país como nunca antes ou depois, enquanto o governo Castro reduzia os cubanos à penúria, baixando a sua ilha-prisão do 4º para o 24º lugar na escala das economias latino-americanas. Um simples cálculo de custo/benefício mostra que o Cabo Anselmo não escolheu o lado pior. Dirigida desde Cuba, a guerrilha já atuava no Brasil desde 1961, em pleno regime democrático, com a conivência ao menos passiva do próprio presidente de República, e esteve entre as causas, jamais entre as consequências 'do golpe de 1964 (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/semfim.htm).
Que pode haver de tão essencialmente errado, de tão pecaminoso, de tão absolutamente imperdoável em tomar posição contra esse empreendimento macabro após haver colaborado com ele durante algum tempo?
Que é, afinal, um "traidor"? O ex-capitão Carlos Lamarca, que devia ao Exército Brasileiro a educação que recebeu, as amizades que fez na corporação e os meios de sustento da sua família, não hesitou em roubar armas da instituição para matar com elas antigos companheiros, chegando a esmagar a coronhadas a cabeça de um prisioneiro amarrado.
O sr. José Dirceu, preso por atividades terroristas e trocado por um embaixador, tão logo desembarcou em Havana se integrou no serviço secreto militar cubano mediante favores de Raúl Castro, fazendo-se cúmplice ativo do assassinato de milhares de civis desarmados; e ao voltar ao Brasil se tornou deputado, ministro, presidente de partido e por fim lobista milionário, sem jamais ter provado seu desligamento daquela entidade estrangeira.
Lamarca não só jamais foi chamado de traidor por ninguém da mídia chique, muito menos pela matilha do "Roda Viva", como foi proclamado herói e elevado post mortem ao posto de coronel.
Dizer que lutou pela democracia é mentira sórdida. Toda a sua luta fez parte do esquema cubano de ocupação continental, sob a direção da famigerada OLAS, Organización Latinoamericana de Solidariedad, primeira versão do que viria a ser o Foro de São Paulo.
Quanto ao ex-ministro, nem mesmo após perder o mandato por conta das suas atividades de engenheiro-chefe do Mensalão chegou a ser incomodado por cobranças quanto ao seu comprometimento com interesses de um governo estrangeiro, diante do qual sua subserviência chega – literalmente – às lágrimas de devoção. Tudo quanto sofreu foi uma punição pro forma, com a qual nada perdeu do seu poder, bem como uma bengalada na cabeça, desferida por um cidadão que depois morreria na cadeia em circunstâncias misteriosas e jamais esclarecidas.
José Anselmo dos Santos nunca matou ninguém, nem enriqueceu com dinheiro público. Apenas passou informações à polícia. A miséria em que viveu por meio século prova que nunca "se vendeu", que agiu por convicção e não por interesses vis.
Por que é ele o "traidor" em vez de Lamarca ou José Dirceu? Por que a pecha infamante é aplicada não só seletivamente, mas com manifesta inversão do senso das proporções? É simples: porque no Brasil do PT a "traição" não consiste em atos objetivamente definíveis, imputáveis a qualquer um que os cometa, independentemente da bandeira ideológica sob a qual serviu ou desserviu. Se a traição beneficia a esquerda, não é traição, é glória, ainda que venha acompanhada de homicídio, roubo e enriquecimento ilícito.
O termo insultuoso é reservado para a conduta anti-esquerdista, ainda que fundada em razões morais elevadas e praticada sem proveito pessoal. "Traição", na Novilíngua que o "Roda Viva" encarna, consiste em voltar-se contra a esquerda após ter sido ludibriado por ela na juventude.
Eis aí o único compromisso sagrado, inviolável. Tudo no mundo pode ser abjurado, renegado, abandonado: a religião, a pátria, a igreja, a família, o casamento, a amizade. Tudo, menos a promessa de obediência eterna que um adolescente bocó, iludido por um comissário político bem falante, ofereceu ao movimento revolucionário mais assassino, mais ladrão, mais sanguessuga, mais destrutivo e mais mentiroso que já se conheceu na História.
A esse movimento, com maior ou menor consciência do que faziam, os cães de guarda que atacaram o Cabo Anselmo mostraram sua devota e inflexível lealdade, recusando-se a examinar mesmo de longe a hipótese de que o adversário pudesse ter alguma qualidade humana, alguma virtude moral, alguma razão plausível para agir como agiu, fora o interesse vil e a maldade explícita.
Olavo de Carvalho, 08 Novembro 2011
Assinar:
Postagens (Atom)




