"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A MORTE DA EUROPA QUE AMO




Desde Rushdie, o islã crê que o mundo está sob sua jurisdição. Na Europa, imigrantes trocam a lei local pela sharia. Não viverei para ver a 'Eurábia', ainda bem

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Ao não cortar relações diplomáticas com o Irã, em 1989, quando o aiatolá Khomeini decretou uma fatwa condenando Salman Rushdie à morte pela publicação de "Versos Satânicos", os países europeus perderam uma oportunidade única de evitar os conflitos hoje provocados pelos muçulmanos na Ásia, Oriente Médio e Ocidente.

Do alto de seus minaretes, o aiatolá condenou um estrangeiro, residente em país estrangeiro, por um ato cometido no estrangeiro e que no estrangeiro não constitui crime. Khomeini legislou urbi et orbi e o islã pegou gosto pela abrangência de sua jurisdição.

Se migrantes de todos os quadrantes normalmente se adaptam à cultura europeia, há um imigrante particular que não só causa problemas na Europa como quer dominá-la culturalmente. São muçulmanos, que querem instituir no continente suas práticas, muitas vezes tipificadas como crime nas legislações nacionais.

Uma é a excisão do clitóris e infibulação da vagina. Médicos europeus chegaram a propor um pequeno corte simbólico no clitóris, para aplacar a misoginia islâmica. Outra é o véu. Na Itália, migrantes árabes pretenderam que mulheres tirassem documentos de identidade... veladas.

Muçulmanos têm grande dificuldade para aceitar as leis dos países que os acolhem. Em plena Espanha, há tribunais islâmicos clandestinos. A primeira corte ilegal, descoberta na Catalunha, operava como em um país muçulmano, com a aplicação do rigor da sharia. O tribunal foi revelado em dezembro de 2009, quando a Justiça da região de Tarragona indiciou dez imigrantes por liderar uma corte que teria sentenciado à morte uma mulher muçulmana.

Na Grã-Bretanha, a sharia começa a ser usada para resolver disputas familiares e pequenas causas. O primeiro tribunal foi identificado em 2008, mas opera desde 2007. Na Escandinávia, um muçulmano, junto com seus filhos, executou uma filha porque esta tinha relações antes do casamento com um sueco. Não foi preciso tribunal algum. A família se erigiu em tribunal. Há muitos outros casos pela Europa.

A Europa é leniente. Em 2007, a juíza Christa Datz-Winter, de Frankfurt, negou o pedido de divórcio feito por uma mulher muçulmana que se queixava da violência do marido. A juíza declarou que os dois vieram de um "ambiente cultural marroquino em que não é incomum um homem exercer um direito de castigo corporal sobre sua esposa". Quando a mulher protestou, Datz-Winter citou uma passagem do Corão: porque "os homens são encarregados das mulheres".

Na Finlândia, imigrantes somalis protestam por seus filhos estarem sendo educados por professoras. Porque um jovem macho somali não dirige a palavra a uma mulher.

Na Suécia, que nos anos 1970 gozou a fama de paraíso do amor livre, o atual número de estupros per capita coloca o país apenas abaixo do Lesotho, na África. De lá para cá, o país foi invadido por muçulmanos. Segundo Ann-Christine Hjelm, advogada que investiga crimes na Suprema Corte sueca, 85% dos estupradores condenados no tribunal nasceram em solo estrangeiro ou são filhos de pais estrangeiros.

Em 2004, os jornais nórdicos noticiaram que um mufti chamado Shahid Mehdi declarou em Copenhague que mulheres que não portam véus estão "pedindo para serem estupradas". Para estes senhores, uma mulher sueca independente é apenas uma "puta sueca".

Mas, claro, não se pode estuprar uma árabe. Entrevistado pelo "Dagens Nyheter", principal periódico sueco, Hamid, membro de uma gangue de violadores, justificou: "A sueca recebe um monte de ajuda depois, além disso ela já transou antes. Mas a árabe tem problemas com sua família. Para ela, é uma grande vergonha ser violentada. Para ela, é importante ser virgem ao casar".

No Reino Unido, França e Espanha, muçulmanos lutam contra a presença de cães nas cidades. Porque o profeta não gostava de cães.

Os atuais distúrbios em função de um filmeco americano sobre Maomé, que não fere lei alguma no Ocidente, refletem a leniência com que a Europa tem tratado os muçulmanos. O islã quer determinar que tipo de arte o Ocidente pode produzir. Já condenaram Rushdie à morte. O tradutor de "Versos Satânicos" para japonês foi assassinado. Sobreviveram os tradutores ao italiano, esfaqueado, ao norueguês, baleado, e o editor turco, que se hospedou em um hotel que foi incendiado.

Em 2004, o cineasta Theo Van Gogh foi assassinado em Amsterdã por ter dirigido "Submissão", filme sobre a situação da mulher nas sociedades islâmicas.

Como boi que ruma ao matadouro, a Europa está se rendendo às aiatolices de fanáticos que ainda vivem na Idade Média. Já se fala em uma "Eurábia" daqui a 50 anos. Ainda bem que não estarei lá para testemunhar a morte de uma cultura que tanto amo.

27 de setembro de 2012
JANER CRISTALDO, 65, doutor em letras francesas e comparadas pela Universidade de Sorbonne Nouvelle (Paris 3), é tradutor e jornalista

LULA ESTÁ DEFINHANDO



Senador Jarbas Vasconcelos
Jarbas Vasconcelos costuma dizer que se aliou a Eduardo Campos em Recife porque tanto ele quanto o antigo desafeto tinham nestas eleições um adversário comum a combater: o PT. Embora saiba que Campos ainda enxerga o PT como inimigo apenas em Recife (no plano nacional ainda está com Lula e Dilma Rousseff), Jarbas acredita ser uma questão de tempo o “fim do projeto de poder petista no país”.
Mesmo depois de ter protagonizado um amistoso encontro com Lula no Hospital Sírio Libanês, há algumas semanas, Jarbas não muda sua avaliação. Ele diz que a predominância petista no poder, construída a partir da mitificação do “deus” Lula, será comprometida nas eleições de outubro (a se confirmar o cenário das pesquisas nas urnas) por um simples motivo:
– O Lula tem muita soberba. Ele achou que era um deus, que poderia impor um candidato e mudar a eleição lá no Recife. E veja o que está acontecendo lá e em outros lugares… Eu assisti ao último comício dele em Salvador. Uma coisa constrangedora, um comício esvaziado. O Lula está definhando.
COSTA, UM PERDEDOR NATO


Esperança de Lula para salvar o PT de uma derrota histórica em Recife, Humberto Costa chega à reta final da campanha com sério risco de ficar fora do segundo turno. Para Jarbas Vasconcelos, o que os petistas ainda tratam como risco, já é uma retumbante realidade:
– Essa eleição representa o fim de um ciclo de doze anos do PT no Recife.
Jarbas resume o iminente naufrágio petista em dois fatores: a intervenção de Lula, que decidiu em São Paulo qual seria o candidato em Recife, e a própria “sina de perdedor” de Humberto Costa, o nome escolhido por Lula para derrotar o candidato de Eduardo Campos:

– O Humberto Costa é muito petulante. Ele achou que por ter sido líder do PT, ter um ano e meio de Senado, a vez lá no Recife era dele. Começou com 40% nas pesquisas e só foi caindo. É um perdedor nato. Praticamente a primeira vez que ganhou foi para senador, com a ajuda do Eduardo Campos. Acho que ele deve estar muito amargurado agora. Da coluna do Lauro Jardim no site de Veja
 
27 de setembro de 2012
in aluizio amorim

DESMOND TUTU E SUA CARTA AOS COLOMBIANOS

    
          Artigos - Globalismo 
tutu Desmond Tutu, como é seu costume, se põe mais uma vez a serviço da mentira revolucionária. A vítima agora é a Colômbia, e os heróis do momento para arcebispo globalista são os narcoterroristas das FARC.


Não me surpreende que o arcebispo Desmond Tutu tenha vindo agora, com o dedo em riste contra a Colômbia, e tenha comparado nosso sistema político com o regime de apartheid que existia na África do Sul e que recomende aos colombianos que se entreguem às FARC.
Desmond Tutu, 82 anos, recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1984, e cinco outras altas distinções por sua luta contra o apartheid. Entretanto, nem tudo o que ele diz e faz deve-se tomar como artigo de fé. As posições cripto-comunistas de Desmond Tutu e suas lamentáveis campanhas a respeito de Israel, Estados Unidos e Grã-Bretanha o afastaram de Nelson Mandela, o verdadeiro herói da luta contra o ignominioso apartheid. Por isso, não é estranho que em sua carta aos colombianos Tutu não mencione Nelson Mandela nem uma só vez.
Suas divergências com Mandela são conhecidas. Em janeiro de 2003, quando o Estado de Illinois suspendeu as execuções, Mandela felicitou o governador George Ryan. Tutu continuou sua cruzada contra os Estados Unidos. Mandela não esteve de acordo com isso e lhe respondeu: “Os Estados Unidos são uma referência para o resto do mundo”.
Na época da URSS, Tutu desfilava sob as bandeiras comunistas nas capitais européias. Alinhado com Leonid Brezhnev e Yasser Arafat, ele ajudou a desenvolver a tese de que Israel praticava o sistema de apartheid na Judéia e Samaria. Essa imunda falsificação contribuiu para alimentar o ódio anti-judaico na Europa e serviu aos propósitos do terrorismo árabe contra Israel.
Em novembro de 2011, Tutu participou de uma conferência do pseudo “tribunal Russel pela Palestina”, onde militam velhos amigos de ditadores, como o padre belga acusado de pedofilia François Houtart, e o suíço Jean Ziegler, admirador de Khadafi, de Roberto Mugabe e de Hugo Chávez. Essa reunião tinha por missão acusar Israel, uma vez mais, de exercer uma política de apartheid com os palestinos. Nelson Mandela negou-se a validar com sua presença semelhante farsa.
Tutu é dos que pede que os países e as empresas não comercializem com Israel. Teria sido preferível que Desmond Tutu condenasse os governantes psicopatas da Coréia do Norte e de Cuba, ou os ditadores neo-stalinistas e muçulmanos como Assad e Ahmadinejad. Mas não.
Em 2 de setembro de 2012, Tutu declarou, pelo contrário, que quem deveria ser julgado pela Corte Penal Internacional de Haya eram George Bush e Tony Blair pela guerra no Iraque. Uma frase que Tutu lançou para sustentar sua curiosa idéia escandalizou milhões de pessoas: “A pergunta não é se Saddan Hussein era bom ou mau, ou a quantas pessoas de seu país matou”.
Tony Blair respondeu que lhe parecia estranho que Desmond Tutu considerasse que o massacre de centenas de milhares de iraquianos por ordem de Saddan Hussein não fosse para ele um justificativo moral para esse derrocamento. O ex-primeiro-ministro britânico lembrou a matança de 5 mil civis com armas químicas na cidade de Halabja em 1988, ordenada pelo ditador iraquiano, e o milhão de mortos, em parte com armas químicas, que Saddan Hussein causou durante a guerra Irã-Iraque, e a tortura sistemática de seu povo e os assassinatos de seus opositores políticos. Por tudo isso, disse Blair, era perfeitamente moral derrocar o ditador iraquiano. “Apesar dos problemas, a economia do Iraque é hoje três vezes mais do que era e a mortalidade infantil se reduziu a uma terceira parte”, concluiu Blair.
O arcebispo anglicano é casado e tem quatro filhos. O mais velho deles tem problemas com a justiça. Trevor Tutu foi condenado em setembro de 1991 a três anos e meio de prisão, por dar um falso alarme em um aeroporto de Londres sobre uma bomba em um avião. Apelou, mas não chegou à audiência e perdeu sua liberdade sob fiança. Em 1993, ele devia começar a cumprir sua condenação mas não se entregou às autoridades. Foi detido em Johannesburgo em agosto de 1997. Pediu a anistia à Comissão de Verdade e Reconciliação, presidida por seu pai, que a concedeu e foi posto em liberdade. Quando se tem um pai tão influente...
Desmond Tutu nos vem agora com a conversa de que a Colômbia é um país monstruoso como a África do Sul na época do apartheid e, em que pese tudo isso, devemos ser “magnânimos” com as FARC. Essa é a mensagem subliminar de sua carta que El Tiempo publicou ontem, sem um único comentário crítico. Tutu não está longe de nos dizer que “a pergunta não é se as FARC são boas ou más, ou quantas pessoas mataram na Colômbia”, senão que devemos “reconhecê-las” e “escrever [com elas] uma Constituição e uma declaração de direitos”.
A carta de Desmond Tutu sobre a Colômbia trata de adormecer as pessoas a respeito do que são as FARC. Por isso está cheia de erros e falsificações. Ou o arcebispo não a escreveu e assinou o que outro lhe apresentou, ou ele se meteu nisso plenamente consciente do que fazia. Há falsificações de fato e de análise. E não só sobre a Colômbia.
Os dois países não são comparáveis. O câncer que as FARC representam para a Colômbia é muito mais antigo do que o próprio apartheid. O sistema de apartheid começou em 1948 e terminou em 1991. Esse regime repousava sobre quatro pilares: segregação entre negros, brancos, mestiços e índios; negação aos negros dos direitos fundamentais; evacuações forçadas dos bantustãos urbanos e repressão violenta de toda a oposição (mais de 200 mil torturas e detenções arbitrárias unicamente entre 1960 e 1992). Após 27 anos de detenção arbitrária, Nelson Mandela, líder do partido Congresso Nacional Africano (ANC), saiu da prisão em 1990, durante o governo reformista de Frederik De Klerk.
Na Colômbia nunca houve algo parecido. Não há segregação racial e a ninguém se lhe negou a liberdade de eleger e ser eleito, de se reunir, de se expressar, de ter acesso à saúde, à educação, pela cor de sua pele ou por outras razões. A Colômbia nunca deportou sua população. Os que fazem isso são, ao contrário, as FARC. Elas seqüestram, atacam e usam como escudos humanos a população civil e obrigam-na a fugir de suas cidades. Desmond Tutu cala sobre isso e diz, sem nenhuma vergonha, que “os dois países [África do Sul e Colômbia] se converteram em sinônimo de divisão violenta e foram rechaçados no mundo”. Falso. A Colômbia é uma democracia, uma das mais antigas e fiadoras do continente, e jamais foi rechaçada pelo mundo. Quem escreveu essa carta mentiu como só podem fazer os publicitários das FARC.
O prêmio Nobel comete outros erros. Na Colômbia não há uma guerra civil. A guerra entre liberais e conservadores terminou em 1957. Desde esse dia, os dois partidos históricos se alternaram no governo por meio de eleições e construíram o país que hoje conhecemos: não houve enfrentamento “entre os que tinham poder e os que não”, como pretende o arcebispo. Isso é uma falsidade, uma caricatura para enganar os ignorantes.
O que houve e o que há, desde então, é uma colaboração entre todas as classes, categorias sociais e partidos políticos para desenvolver e pacificar o país. Contra isso se levantou uma minoria terrorista, orientada e financiada pelo imperialismo soviético que se opôs à paz na Colômbia, por sua luta geo-estratégica contra os Estados Unidos e tratou, por todos os meios, de levar a Colômbia a uma guerra civil. Nunca conseguiu, porém construiu um aparato armado para solapar a democracia.
Os colombianos estão em paz consigo mesmos. A esmagadora maioria vive em paz. Só a minoria vende-pátria - a que propiciou o massacre das bananeiras em 1928, a que assassinou Gaitán em 1948 para se insurgir contra o país e tomar o poder, sem que conseguisse, a que ante seu fracasso criou entre 1959 e 1961 as “repúblicas independentes”, a que politizou os bandoleiros mais sanguinários, a que fundou as FARC com alguns deles em 1964, a que desde então atacou e ataca diariamente a sociedade e o Estado, sem conseguir chegar ao poder nem conquistar duradouramente um só quilômetro da República -, é a que insiste ainda hoje em pôr o país sob a dominação de poderes totalitários.
Desmond Tutu cita uma frase de Ernesto Guevara de 1952, escrita durante sua pretendida “visita à Colômbia” e apresenta-a como “uma descrição de apartheid” [na América Latina]. Absurdo! Guevara nunca “visitou a Colômbia”. Ele esteve alguns dias em Leticia, alojado em um quartel da Polícia de onde teve que sair após insultar o hino nacional. Chegou de avião a Bogotá e dormiu uns dias como um vagabundo em um hospital, pois não queria “pagar o conforto burguês de uma pensão de família”. Um dia sacou um punhal em plena rua e um policial o repreendeu. Assustado por isso, saiu correndo para a Venezuela com Alberto, seu companheiro de aventuras.
Por isso Guevara se vingou da Colômbia queixando-se à sua mãe, em 10 linhas de uma carta onde afirma que dos países que “percorreu”, a Colômbia é “onde menos se respeitam as liberdades individuais”. Seu conhecimento da Colômbia era tão nulo que escreveu que “os conservadores brigam entre eles [deveria ter dito liberais e conservadores] e não se põem de acordo e a lembrança do 4 de abril de 1948 [sic, deveria ter dito 9 de abril] pesa como chumbo em todos os lugares”. O futuro “carniceiro de La Cabaña”, que levou ao paredão centenas de inocentes e ajudou a arrasar as liberdades em Cuba, é o guia intelectual de Desmond Tutu sobre a Colômbia.
O arcebispo sul-africano não é exato nem a respeito de seu próprio país. A reconciliação nacional na África do Sul não foi um êxito. Os partidos políticos estavam mais de acordo em responsabilizar do que em perdoar e deixar na impunidade os responsáveis pelo apartheid. Essa foi a linha de Nelson Mandela. A lei de anistia previa libertar todos os criminosos que pudessem demonstrar que haviam matado por motivações “políticas”. Durante três anos essa comissão deliberou. Recebeu 20.000 testemunhos. Porém, sem o apoio dos meios de comunicação e dos partidos, não avançou. Só 900 anistias foram concedidas das 7.000 que haviam sido pedidas.
Das 250 recomendações da comissão de reconciliação quase nenhuma teve efeitos. Nenhuma política séria de indenização às vítimas se levou a cabo. Inclusive o informe entregue em 1998 a Nelson Mandela não recebeu o apoio dos partidos. A justiça penal chamada “transicional”, a mesma que alguns querem impor na Colômbia, para deixar os criminosos das FARC em liberdade, fracassou na África do Sul, pois foi incapaz de julgar os agressores não anistiados. Isto não sou eu que digo, senão um jurista africano que conhece muito bem o tema, Ruffin Viclère Mabiala, em seu livro “La justice dans les pays en situation de post-conflit” (L’Harmattan, Paris, 2009).
Mais modéstia, pois, sua eminência. Não nos conte histórias falsas sobre a Colômbia e, sobretudo, não nos fale de “verdade e perdão” citando um dos seres mais brutais e intolerantes do planeta, o Che Guevara.
Escrito por Eduardo Mackenzie
Tradução: Graça Salgueiro

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO PREPARA NOVO KIT GAY

    
          Artigos - Governo do PT

Ministério da Doutrinação Petista junta forças com CPF da ditadura imoral pseudocientífica.

A meta é fazer com que a única coisa a ser ensinada como perversão e até crime é a opinião contrária à homossexualidade.

Depois de mais de um ano do escândalo do kit gay, no qual o Ministério da Educação sob Fernando Haddad deu milhões de reais para a ABGLT para a elaboração do infame kit gay, os estrategistas do PT finalmente conseguiram uma manobra para contornar o escândalo e utilizar uma roupagem “científica” para avançar a doutrinação pró-homossexualismo nas escolas.


O atual ministro da Educação, Aloizio Mercadante, um dos principais figurões do PT, anunciou um plano ambicioso de combate à “homofobia” nas escolas.
 
O anúncio foi feito em São Paulo conjuntamente com Humberto Verona, presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP) — entidade envolvida no escândalo de cerceamento de profissionais de psicologia que professam o cristianismo, tal como o caso da Dra. Marisa Lobo.
 
O petista e o presidente do CFP anunciaram que estarão unidos num esforço para identificar nas crianças de escolas seus valores e opiniões contrários ao homossexualismo, e implementarão estratégias para eliminar esses valores e opiniões.
 
A meta será obrigar as escolas brasileiras a acolher, na paz do porrete estatal, todas as perversões homossexuais, que serão tratadas e ensinadas por eles como variações normais da conduta humana. A única coisa que será ensinada como perversão e até crime é a opinião contrária à homossexualidade.
 
O figurão do PT disse: “Esperamos com esse convênio um trabalho intenso em toda a rede, com trabalho de campo, para o desenvolvimento de políticas para uma escola acolhedora, uma cultura de paz, tolerância, convívio com as diferenças, com a pluralidade sexual… que enfrente o preconceito e a discriminação e coloque a escola pública em outro patamar e prepare o país para essa nova era do conhecimento”.
 
O ministro deixou claro que, na nova iniciativa, o papel do CFP será fundamental para dar ao kit gay uma áurea de “ciência” e respeito intelectual.
Ele disse: “A educação precisa do respaldo intelectual dos psicólogos”.
 
Contudo, conforme denunciou a Dra. Marisa Lobo, psicóloga cristã famosa pela perseguição que vem sofrendo do CFP, o respaldo do CFP ao novo kit gay não o torna inofensivo. A Dra. Marisa explicou ao Blog Julio Severo:
 
Vejo com muita preocupação esta parceria do Conselho Federal de Psicologia junto ao Ministério da Educação na elaboração o novo kit gay, pois o CFP é claramente adepto do “homossexualismo partidário”. Creio que o novo kit gay será pior, pois a psicologia de hoje empurra conceitos contrários à família brasileira e não respeita opiniões de segmentos sociais que primam por valores e resguardam a sexualidade das crianças. A psicologia, na minha opinião, vem promovendo uma sexualização desnecessária e preocupante da infância.
 
A psicologia erra, não é absoluta e tão pouco representa a opinião de todos os profissionais de saúde mental, cuja classe é diversificada.
 
O CFP nada mais é do que uma entidade militante LGBT disfarçada, induzindo convicções para, de forma irresponsável, agradar determinadas elites.
 
A “ciência” do CFP é muito Alien: devora, mutila e combate ferozmente a liberdade e a dignidade dos psicólogos cristãos. Não acolhe nem dá paz para a opinião contrária ao homossexualismo, mesmo tendo a ciência da medicina comprovado que o comportamento homossexual torna o corpo humano vulnerável a uma grande variedade de doenças.
 
Pobres crianças! Já são obrigadas a aprender nas escolas uma educação sexual selvagem, mutiladora e pervertida que lhes educa a ver o sexo e reprodução natural, o casamento e a gravidez como doenças, e agora terão de engolir goela abaixo, via MEC e CFP, que o sexo do ânus e do abismo é uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno?
 
Uma escola “acolhedora” de homossexualismo, conforme desejam impor o MEC petista e o CPF de ditadura imoral pseudocientífica, produzirá alunos com corpos e mentes abertos para acolher a homossexualidade e todas as doenças físicas e psíquicas que vêm como bônus das perversões homossexuais.

 
Escrito por Julio Severo
Com informações do site homossexual A Capa.

MAS COMO ACONTECEU?

    
          Artigos - Governo do PT 
Valmir Azevedo Pereira apresenta sua perspectiva do processo de crescente subserviência dos militares brasileiros ao petismo. Heitor De Paola comenta e acrescenta informações ao artigo.

Seguidamente, recebemos mensagens indagando sobre a pretensa (?) subalternidade que grassa nas instituições militares.


Algumas indignadas alegam que mais do que o sepulcral silêncio, assombra a subserviência e mesmo a passiva convivência, mesmo diante de atitudes e medidas do desgoverno que ferem profundamente o que seria a dignidade militar.


Outras mais veementes fazem alusões à passividade pelo expurgo de datas significativas para o Estamento Militar que foram sumariamente execradas do seu calendário, como a Intentona Comunista de 1935 e a histórica Contrarrevolução de 31 de Março de 1964.

Cala fundo a falta de amparo aos militares que cumpriam missão à época nos órgãos de repressão, seja como simples agentes seja como chefes ou responsáveis pelas medidas contra a subversão. O Cel. Ustra e outros (x) são os exemplos vergonhosos do descaso e do abandono.
Diante de tanta leniência, muitos perguntam, mas como aconteceu?
Especulando, podemos responder que a submissão não foi repentina, ela foi se construindo imediatamente após o término dos governos militares. E os governos não eram do PT, eram de outros partidos de triste memória.

À época, sob a batuta dos radicais da esquerda, os então ministros militares, e logo alguns comandantes militares, numa demonstração de extremada benevolência, talvez envergonhados pela vigência dos governos militares, diante das mais estapafúrdias solicitações ou determinações daqueles governichos, acediam sem qualquer muxoxo.


Assim, na medida em que o tempo passava, novas imposições e escabrosas restrições foram sendo acumuladas e assimiladas, de forma a colocar as instituições militares como a quinta roda da carroça, como dizia a nossa saudosa avozinha, e o pior, com o traseiro à mostra.


A desmoralização foi num crescendo e atingiu o seu auge sob os auspícios e ferrenho empenho da esquerda petista.


Acompanhamos o “tsunami” do revanchismo. Foram prédios “batizados” em nome da luta subversiva, foram homenageados “heróis” terroristas de nomeada, foram construídos monumentos ao “embuste”, foram patrocinados livros que atacavam os defensores da democracia e enalteciam os ignóbeis subversivos.


E foi “parido” o Ministério da Defesa sob a batuta de alguns abomináveis ministros civis, cidadãos de questionáveis qualidades para o honroso cargo.

Viva Marighela, viva Dirceu e tantos outros e outras bem conhecidas.
Mas não era o suficiente, era preciso que a sociedade brasileira sofresse na carne o seu apoio à contrarrevolução. E no bolso, também.

E ser subversivo, sequestrador, assaltante mostrou-se lucrativo, pois mais de 4 bilhões de reais foram pagos aos patifes. E não apenas na âmbito federal, pois alguns estados, como o desgoverno federal, também aquinhoaram os heróicos terroristas com benesses financeiras.


Hoje, quando alguém pergunta, mas como aconteceu? A resposta é uma só, o descalabro foi construído paulatinamente na boa vontade, na esperança de preservar a democracia, no receio de antigos chefes militares que temeram que a sua justa reação pudesse soar como uma tentativa ou esboço de uma nova contrarrevolução.


A sua benevolência ou fraqueza foi a motivação para que o solerte inimigo se agigantasse, e hoje chegássemos ao cúmulo de aguentar uma execrável “Comissão da Verdade”.

Que os futuros chefes aprendam a lição de que a dignidade, os decantados valores militares repousam na excelência de suas virtudes, e que não “dar as costas” para o inimigo reconhecidamente traiçoeiro, se não é uma virtude, pelo menos não é uma retumbante idiotice.

Escrito por Valmir Fonseca Azevedo Pereira    

Brasília, DF, 25 de setembro de 2012

Notas de Heitor De Paola:

1 - (x) Acrescento o nome do bravo Coronel Lício Maciel, herói da Guerrilha do Araguaia, onde deteve José Genuíno com todas as garantias de integridade física.

2 - Corre o seguinte boato, cuja fonte parece ser o Alerta Total: “Consta que o Exército destacou os melhores e mais preparados oficiais da inteligência para dar proteção diuturna ao Ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do Mensalão do PT”. Não havendo confirmação pode ser parte de um plano para identificar o Ministro Relator com as Forças Armadas. (N. do E.: esta notícia foi publicada primeiramente pelo site do jornalista Ucho Haddad.)

3 - "Intelectuais" (sic) assinam manifesto a favor de José Dirceu. Coordenado por Luiz Carlos Barretão, já aderiram Niemeyer, Alceu Valença, Emir “Çader”, Bresser Pereira, Jorge Mautner, Flora Gil, Eric Nepomuceno, para que não haja prejulgamento dos réus do mensalão - termo classificado como pejorativo no texto - e que seja resguardado o processo legal. "Não queremos que haja prejulgamento, pois já tem gente por aí dizendo quantos anos cada réu vai pegar de prisão. Não pode ser assim. Depois a gente reclama quando chega a ditadura", afirmou Barreto. As informações são do jornal O Globo. Veja também em http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=71126 e http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/julgamento-do-mensalao/noticias/0,,OI6175564-EI20760,00-Cineasta+colhe+assinaturas+de+artistas+a+favor+de+Jose+Dirceu.html.

4. Hildegard Angel interpreta, em adaptação livre, feita por ela, o célebre discurso de Marco Antonio, na peça "Julio Cesar", de Shakespeare, inspirada em personagens e fatos da atualidade brasileira, louvando José Dirceu. Assista ao vídeo: http://youtu.be/7cq9x2i2yj8. Recuso-me a incorporar este lixo no meu site.
5. Barretão mais Hildegard: a dupla que comandou a violência em frente ao Clube Militar no dia 29 de março deste ano.
 
 
Valmir Fonseca Azevedo Pereira é general de brigada reformado.

TECNOLOGIAS DIGITAIS vs. OCULTAÇÃO DA VERDADE

      
          Artigos -
Cultura 
A velha tática da rotulação de “teoria da conspiração” ainda é usada. Mas ela dificilmente pega hoje em dia, pois existem tantos documentos online que derrubam as perspectivas dos grupos de poder. Muitos não estão mais acreditando nessas versões.

Eu vou contar algumas histórias. Para deixar as coisas mais interessantes, começarei com uma que pode ser o negócio da vida de pelo menos um dos meus leitores. O prazo termina dia 30 de setembro. Aquele que hesitar perderá o negócio.


Começo com o óbvio: a queda dos custos em telecomunicações, especialmente os custos de Internet, está revolucionando a disseminação do conhecimento. Ao disseminar conhecimento, ela passa a minar todo o establishment, pois boa parte do poder de um establishment reside nas versões oficiais do passado. Assim é visto no livro de George Orwell,1984.
No livro, o tirano que impõe o totalitarismo diz: “Quem controla o passado controla o futuro. Quem controla o presente controla o passado”.
Os custos para controlar o passado aumentaram desde 1995: o ano em que os navegadores gráficos foram introduzidos. Então veio o Google.

Eu sei que Orwell disse isso porque eu acabei de verificar em alguns sites. Isso tomou menos de um minuto. Há alguns debates sobre a pontuação: ponto, dois pontos ou ponto e vírgula. Acho que não me darei ao trabalho de procurar isso na minha biblioteca, que está em uma sala especial a quilômetros daqui.
O custo de pesquisa é uma minúscula fração se comparado ao que era em 1995. A web mudou tudo.

Isso leva à minha oferta especial. No final do século XIX, apenas as pessoas que viveram próximas a Boston puderam pesquisar a história do puritanismo americano. Apenas lá era possível encontrar as fontes primárias: a biblioteca da Universidade de Harvard e as coleções da Massachusetts Historical Society. Você precisava ir para Yale após ter terminado em Boston, pois havia outras coleções que estavam espalhadas por toda a região. A principal estava na American Antiquarian Society em Worcester, Massachusetts. De acordo com a AAS,

Clifford K. Shipton, que se tornou bibliotecário em 1940, aperfeiçoou o acesso às fontes primárias por meio de parcerias com companhias tecnológicas. As Primeiras Impressões Americanas [Early American Imprints] em edições de microimpressão proveram aos estudiosos imagens das páginas de livros e panfletos impressos nos EUA antes de 1801. Pesquisadores ao redor do mundo logo ficaram ávidos para ler conteúdos de impressões armazenadas em bibliotecas a quilômetros de distância do local de leitura.

Entenda o que isso significa: tudo que foi impresso na América colonial de 1639 até o início de 1801 seguido de uma coletânea revisória que abrangia de 1801 a 1811. Eu escrevi minha dissertação do PhD em Riverside, Califórnia, sobretudo acerca dessa coleção de micro cartões. Isso foi há 40 anos. Não sei quanto à biblioteca da Universidade da Califórnia pagou por essa coleção. Acredito que tenha sido muito.

Então vieram as microfichas. Era possível fazer fotocópias brutas dessas microfichas – algo que não dava para fazer com os micro cartões. Eu tive de tomar notas escrevendo à mão. Ainda tenho as minhas guardadas em uma caixa. Historiadores nunca jogam fora suas notas.

O preço dos microcartões caiu para zero. Um homem que conheci 20 anos atrás descobriu que a firma que os fabricava iria jogar essas coleções no aterro, pois eles não queriam competição com as edições em microficha. Então ele fez um acordo com a empresa: compraria as microfichas com a condição de vendê-las apenas para empresas de pesquisa e escolas privadas de ensino médio que não estivessem dispostas a comprar as coleções de microfichas. A companhia aceitou.

Meu Instituto de Economia Cristã trouxe a coleção por US$ 10.000. Só de uma coleção completa de jornais que circularam entre 1780 e 1800 foram US$ 8.000. Eu tinha cinco leitores. Em quantias atuais isso daria US$ 30.000, ou seja, gastei muito.

Então veio a digitalização e a busca online. As microfichas perderam totalmente o valor.
O Instituto de Economia Cristã deu a coleção de micro cartões para uma escola particular cristã. Mas ela ficou sem espaço na biblioteca, então ela precisava se livrar daquilo. Pelo preço de uma viagem para o noroeste do Arkansas e o aluguel de um caminhão médio, qualquer pessoa podia ter a coleção para si. Se ninguém quisesse, tudo aquilo iria para o aterro. Do pó e do plástico vieram, para o pó e para o plástico voltarão.

Com essa coleção, você pode treinar os estudantes para pesquisarem em fontes primárias, ou você mesmo pode fazer a pesquisa. Lá se tem todos os jornais da época da Revolução Americana. É possível verificar as notas de rodapé de qualquer um deles. Você pode adquirir um índice completo. É uma ferramenta ideal para todos os dias em uma escola cujo foco é a história cristã da América.

Para uma escola privada de ensino médio que diz ser uma instituição acadêmica para estudantes interessados em entrar para a faculdade, essa coleção na parede da biblioteca diz “esta instituição é séria”.
As inscrições vão até 30 de setembro de 2012. Se você estiver interessado, entre em contato com Art Cunningham, art-sharon@cox.net Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Críticas com dígitos

Está se tornando quase impossível para qualquer grupo de indivíduos com poder e influência em determinada organização ou campo de atividade estabelecer uma versão aceita do passado. Há sites rivais que fornecem links com evidências que minam as versões desses grupos.

Nos bons e velhos dias antes de 1995, uma norma imposta pelo establishment não enfrentava grandes desafios, pois custava muito pesquisar os fatos. Era muito caro passar os escritos para os tipos gráficos que virariam um livro. Além disso, ainda tinham os custos de impressão, armazenamento, publicidade e distribuição. Os poucos que fizeram isso conseguiram um pequeno mercado.

E mesmo assim ele poderia ser facilmente descartado sob o rótulo de “teoria da conspiração”. A velha tática da rotulação de “teoria da conspiração” ainda é usada. Mas ela dificilmente pega hoje em dia, pois existem tantos documentos online que derrubam as perspectivas dos grupos de poder. Muitos não estão mais acreditando nessas versões.

O homem comum pode não ter uma opinião sobre o que aconteceu, mas ele tem dúvidas da versão oficial. Dúvidas a respeito de histórias oficiais levam à dúvidas a respeito de todas as histórias oficiais. A dúvida mina a legitimidade. Sem legitimidade, um grupo de poder estabelecido deverá substituir o poder pela autoridade e o governo externo pela autocracia. Os custos para forçar as pessoas a se comportarem são gigantescos para qualquer governo. Sem uma autocracia disseminada para reforçar as demandas, o establishment de uma elite torna-se apenas mais um grupo de interesse competindo.

Esse é o motivo pelo qual a World Wide Web é a maior ameaçada da história para qualquer grupo de interesse especial apoiado por qualquer governo. Todos eles sabem disso. Dificilmente há algo que eles possam fazer a respeito disso. Eles escamoteavam as teorias da conspiração, mas esse mantra não está mais funcionando. Funcionou quando o cidadão médio não tinha acesso aos livros. Ele não tinha acesso às provas com um único clique. Agora ele tem e não há nada que esses vários grupos de poder possam fazer a respeito disso além de invocar o mantra: “Teoria da conspiração”.
É um caso de uma panela subsidiada pelo governo que leva a uma panela de pressão financiada pelo setor privado.

O Instituto Mises

O site do Instituto Ludwig von Mises foi o primeiro site de longo alcance a disponibilizar uma alternativa abrangente para o establishment keynesiano e monetarista que impera nas agremiações econômicas. Ele oferece livros, artigos e vídeos produzidos por estudiosos que rejeitam essa perspectiva de causa e efeito do establishment econômico.

O departamento intitulado “Literatura” oferece centenas de rejeições clássicas do panorama keynesiano e monetarista: na teoria, na política e na história econômica. Mesmo as maiores bibliotecas de pesquisa não chegam a ter metade desses livros. Esses livros estão no formato PDF e em outros formatos de e-book. Um estudante pode baixar todos eles de graça.

Ele pode também comprar a impressão sob demanda pelo custo de US$ 20,00 cada. Esse modelo tecnológico de impressão quebrou o cartel dos publicadores de livros. Eles nunca tiveram de queimar livros. Bastava apenas retornar os manuscritos aos autores. Isso era muito mais urbano que queimar livros. Queimar livros é uma coisa muito “Nacional-Socialismo de 1936”. Hoje em dia, qualquer autor pode colocar seu livro no formato digital com o software Microsoft Word (por US$ 100,00) ou com o Open Office Write (grátis).
Ou, se ele quiser algo maior, ele pode comprar uma cópia do InDesign e escalar a curva de aprendizado. O que se deve entender é que essa barreira é facilmente traspassada por um software e o tempo de aprender a usá-lo. A barreira não é mais monetária.

“A liberdade de imprensa é garantida apenas àqueles que têm uma”. Isso é o que disse nos anos 1950 o ativista radical A. J. Liebling. Agora qualquer um com uma conexão à Internet pode arrendar uma sem custo adicional. Você pode publicar qualquer coisa no Scribd. Ela fica lá publicada sem custo adicional.

O Instituto Mises descobriu que dar de graça os PDFs dos livros vende um monte de livros impressos. Os leitores de livros sofrem daquilo que chamo “a síndrome de Picard”. Eles têm de segurar uma cópia impressa do livro para aproveitar o que tem lá dentro. Um PDF ou um Kindle não são bons o bastante.

Pior ainda para o establishment keynesiano e monetarista é o poder do YouTube. O Instituto Mises posta lá todas as palestras proferidas em seus encontros. Deste modo, quem cuida dessa parte de vídeo usa a opção de incorporar vídeos do YouTube e coloca-os no site do Instituto. Seja como for, eu nunca vi qualquer propaganda. Os vídeos começam já no início das palestras.

Os vídeos são uma boa maneira das pessoas adquirirem uma rápida perspectiva sobre qualquer assunto. Para quem está estudando fica mais fácil decidir se vale a pena ir atrás daquele assunto. Se for o caso de a pessoa querer, ela pode usar a seção de literatura do site para introduzir-se no assunto.

As pessoas gostam de vídeos. Elas os assistem aos montes. Por meio deles, pode-se mais facilmente e mais rapidamente colher novas informações em uma palestra bem proferida do que em um livro. As palestras ficam no site permanentemente.

O tráfego no site Mises.org é maior do que o tráfego no site da American Economic Association, a mais importante organização acadêmica do campo econômico. Para se ter ideia, o site do Instituto Mises está na posição 17.000 no ranking da Alexa, enquanto o site da American Economic Association está em 140.000.
A estratégia do Instituto Mises é dar tudo. Essa estratégia está funcionando.

Conclusão

A Internet ultrapassou os sistemas de distribuição dos grupos de poder. Sistemas de distribuição de informação agora apresentam numerosas saídas para qualquer pessoa com uma conexão à Internet. Comunicadores habilidosos podem agora superar o que então eram barreiras quase impenetráveis no começo de 1995.

A qualidade da larga massa de dígitos é baixa, mas a qualidade no topo é altíssima. Entradas abertas produziram saídas para pessoas com grandes habilidades em pesquisa e expressão.
Esse processo acelerará. Todo establishment pegará fogo intelectualmente e retoricamente. Eles eventualmente sofrerão grandes reveses.

Está acontecendo hoje. A capacidade de qualquer establishment em manipular a relevância das opiniões entre os jovens usuários de web está limitada e diminutiva. E enquanto esses usuários ficam mais velhos, eles prestarão menos atenção às opiniões desses grupos de poder.


Escrito por Gary North
Gary North, economista e historiador, é ex-membro adjunto do Mises Institute. É autor da série An Economic Commentary on the Bible..

Tradução: Leonildo Trombela Júnior

AGORA SOMOS TODOS SOCIALISTAS


          Artigos - Cultura 
       
A idéia de um Estado babá que dá tudo ao cidadão é algo que está tão impregnado na consciência democrática moderna que será muito difícil convencer o cidadão comum a andar pelas próprias pernas. Ou pelo próprio cérebro.

Nas eleições municipais, um estranho cacoete se repete em praticamente sobre todo discurso político-partidário, de norte a sul, de leste a oeste, enfim, contaminando todas as nomenclaturas políticas. Por mais que haja uma aparente oposição entre direita e esquerda, liberais, conservadores ou socialistas, contudo, essa divergência não reflete necessariamente diferenças ideológicas, mas tão somente distinções de interesses ou de grupos políticos personalizados.
Assim, as nomenclaturas partidárias tornam-se apenas ficções vazias de algum grupelho ou cacique político. No Brasil, os partidos políticos nunca foram ideologicamente fortes. São expressões inócuas de meros jogos oligárquicos de interesses.

Entretanto, não se pode negar que na fraqueza de identidade partidária das disputas eleitorais, há uma estrutura de pensamento predominante, seja nos projetos, seja nos discursos políticos. É curioso, senão surpreendente, perceber que os esquemas mentais socialistas são hegemônicos em quase todas as propostas de governo expostas na programação eleitoral.
Todavia, esse socialismo não se expressa numa estrutura ideológica coerente, e sim numa cultura: discursos e prática políticas que se manifestam inconscientemente, e transforma-se num vício retórico e em uma mania burocrática, que se casaram perfeitamente com o tradicional patrimonialismo da nossa sociedade.

De uma coisa não se pode negar: as ideologias revolucionárias e estatólatras reproduzidas em universidades e escolas do país criaram um consenso assustador, um imperativo categórico inquestionável e dogmático. O Estado adquire auras sacrais e culto idolátrico,é visto como onipotente. Se antes a crença era restrita a uma diminuta elite universitária ou a um círculo de fanáticos positivistas ou marxistas, agora a doutrina do governo total expande sua influência sobre todo o corpo social.
Quem negará que os políticos brasileiros, criaturas demagógicas e boçais, formadas muitas vezes, embora indiretamente, por estes mesmos cânones academicistas, não gostaram da ideia?

Nas agendas dos candidatos a prefeito ou a vereadores, observamos discursos messiânicos: idéia de que são seres superiores, milagreiros, grandes pais estatais, prometendo os serviços mais detalhados e minuciosos para atender aos anseios ou carências materiais e emocionais do cidadão comum. Um deles promete mais creches para cuidar das crianças; outros, melhores colégios ou hospitais; ou então empréstimos subsidiados de bancos “populares”, cestas básicas e geração de emprego e renda. Ou mais, centros de lazer ou ocupação para os jovens. Em suma, um processo de burocratização da sociedade muito similar ao sistema sueco de “bem estar social” ou ao regime soviético.

O problema deste discurso é o seu irrealismo, sua inoperância, sua megalomania. Ou mais, sua sedutora ameaça à liberdade civil e política em nome de samaritanos propósitos. Se os políticos repetem essas fórmulas à exaustão é porque os eleitores, bestificados por um universo de doutrinação ideológica e confiança cega no Estado, são capazes de abandonar seus papeis sociais e direitos individuais mais elementares diante dos caprichos de uma burocracia administrativa e política salvadora.

Quando os políticos se propõem a criar mais creches ou expandir o sistema educacional, o cidadão médio nutre-se de um conforto espiritual apavorante, uma vez que abdica do papel de pai ou mãe de família, para dar ao Estado um poder que até então era individual. Na verdade, a idéia de um Estado babá que dá tudo ao cidadão é algo que está tão impregnado na consciência democrática moderna que será muito difícil convencer o cidadão comum a andar pelas próprias pernas. Ou pelo próprio cérebro.

O mesmo se aplica em relação à saúde pública. Alguém pensará numa assistência médica onde o Estado não detenha o controle? Por mais que haja pessoas morrendo em filas dos hospitais municipais e por mais que o atendimento seja precário, vergonhoso, ridículo até, o cidadão médio tem a ilusão de que deve ser paparicado como uma criança birrenta e egoísta.
Ele não sabe cuidar de sua saúde. O Estado cuida.

Ainda me lembro da cena grotesca do Pronto Socorro Municipal de Belém, quando os médicos e enfermeiros grevistas colocaram um caixão simbólico na frente do hospital. Confesso que aquela cena tinha um ar macabro. Alguém poderia dar credibilidade a um hospital onde o símbolo maior é uma urna funerária? Melhor seria morrer em casa do que ver aquela imagem surrealista.
É provável que muitos brasileiros realmente morram em casa e ainda paguem por este serviço falido. Mas isto não consta nas estatísticas do governo.
Alguém poderia objetar afirmando que os pobres precisam de atendimento médico e as crianças sem posses precisam de educação. O problema é que ninguém pergunta como e o que o Estado pode oferecer neste sentido. Não se pode negar que muitos pobres não têm condições de pagar um serviço caro de saúde.

Ou que muitos pais tampouco possuem recursos para oferecer uma instrução necessária a seus filhos. Contudo, será que alguém já se perguntou qual o preço da tamanha concentração de poder que o Estado exige para oferecer estes serviços?
Quando os tolos falam da redenção da educação universal como uma panacéia pronta para os problemas da sociedade, será que perguntam que tipo de educação se oferecerá às crianças? Ou que tipo de tratamento médico será dado aos doentes?

Não seria mais lógico que a sociedade, de forma voluntária, fizesse sua parte realizando tudo o que espera do governo, ao invés de esperar dessa classe política corrupta e ávida por dinheiro? Alguém acredita que o Estado criará tantas creches ou tantas escolas ou tantos hospitais para atender todo mundo? Mas a que custo? A custo de pilhar e estatizar toda a sociedade?

Há aí uma viciosa falta de iniciativa da própria população em resolver seus problemas. Acostumada a esperar tudo do governo, só resta se sujeitar bovinamente a uma autoridade superior, que realiza, de cima para baixo, o que poderia ser feito de baixo para cima, ou seja, pelos próprios cidadãos.

Os pobres poderiam ser auxiliados sem a interferência direta do governo? A resposta é sim. Durante séculos foi assim. As famílias, através de associações, de Igrejas, se atendiam mutuamente sem a interferência governamental. A anomalia do Estado atual é que gerou a falsa idéia de que é titular absoluto uma educação formal, retirando de outros elementos ou instituições da sociedade, o poder de educar.

Ainda me lembro de uma situação particular. Comentava a uma senhora a seguinte questão: os cidadãos, ao invés de esperarem do governo para asfaltar sua rua, poderiam tomar a iniciativa por conta própria e, no máximo, descontar tais ações dos impostos. E eis que ouvi a seguinte resposta: “deixe o governo fazer”. Isso demonstra que a expansão governamental na democracia estimula uma sociedade de cidadãos atomizados, desarticulados, cuja inércia é retrato de uma carência completa de vínculos institucionais solidários.

Na verdade, o vínculo institucional, personificado tão somente no Estado, acaba por alienar os cidadãos de seus próprios interesses e de seus direitos. Porque no final das contas, é o Estado, a classe política, a burocracia que decidem, à revelia da sociedade, o que acham que é melhor para a sociedade.

Não pretendo aqui cair num ingênuo anarquismo. Seria difícil tirar o Estado de cena, sabendo-se que ele gerou um círculo de dependência material e psíquica na comunidade e esvaziou de espaço as demais instituições políticas tradicionais, como a Igreja, a associação civil leiga e a própria família. Contudo, é necessário repensar no poder abominável deste grande monstro filantrópico.

O governo deve ser subsidiário, auxiliar da sociedade nos seus papéis tradicionais, não usurpar-los em causa própria. Ou melhor, a solução primaz é fortalecer o que elemento necessário da sociedade, como a Igreja, a família e a associação voluntária, e diminuir a esfera do Estado dentro da lógica limitadora de sua ação política. Quanto menor a influência do Estado, maior a facilidade de controlá-lo e fiscalizá-lo.

Lamentavelmente, a diminuição do poder estatal parece ser uma ilusão, uma luz apagada no discurso político atual. Qual político ou burocrata da atualidade, em sã consciência, quer perder esse poder? Qual político quer perder votos ou mesmo uma eleição, ao falar a verdade para o povo, a de que não há lanche gratuito? E como defender valores tão caros à sociedade, como a liberdade, quando esta sociedade, em sua maioria, está mais apegada a bens e confortos materiais do que tomar conta de si mesma?

A própria classe intelectual e universitária, tal como uma casta sacerdotal deste viés político, com algumas exceções, deseja a consagração deste Estado divinizado. A democracia está vivendo uma curiosa situação de escravidão voluntária, onde os cidadãos consentem na servidão de um déspota opressivo, embora pretensamente generoso. São as ovelhinhas obedientes de um mau pastor.

Nos anos 30 do século XX, em meio ao totalitarismo fascista e comunista, alguém afirmava, descrevendo o espírito de uma época, que “todos agora somos socialistas”. Alguém poderá hoje dizer algo diferente, no âmago de nossas pretensas democracias liberais?