"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sábado, 29 de dezembro de 2012

GOVERNO DA DILMA PERDEU CONTROLE DOS GASTOS. ESTÁ DIFÍCIL FECHAR AS CONTAS DE 2012

 

Em meio à desaceleração do crescimento e ao aumento das desonerações tributárias, o governo perdeu o controle dos gastos e chegou ao final de 2012 com enorme dificuldade para o cumprimento da meta fiscal. Pela primeira vez no governo Dilma Rousseff, as contas do setor público fecharam um mês no vermelho. As despesas da União, Estados, municípios e estatais ficaram R$ 5,5 bilhões acima das receitas em novembro.

O resultado negativo quebrou uma sequência de 31 meses sucessivos de superávits, acendendo a luz amarela para o quadro de deterioração da política fiscal. O último déficit, de R$ 158,6 milhões, foi em março de 2010, ainda no governo Lula. O resultado negativo de novembro é o maior desde dezembro de 2008, quando as contas públicas fecharam com déficit de R$ 20,9 bilhões.
O tamanho do rombo sinalizou que a equipe econômica terá de abater um volume maior de despesas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para cumprir a meta de superávit primário – economia feita para o pagamento das despesas com juros da dívida pública – fixada para este ano, de R$ 139,8 bilhões. A política fiscal permite esse abatimento por se tratar de despesas com investimentos.
Leia MAIS
29 de dezembro de 2012
in aluizio amorim

RESGATANDO MEMÓRIAS HISTÓRICAS

MOVIMENTO DEMOCRÁTICO DE 1964 CONTRA O GOLPE COMUNISTA DE GOULART-BRIZOLA

 
Se houve na história da América Latina um episódio sui generis, foi a Revolução de Março (ou, se quiserem, o golpe de abril) de 1964.

Numa década em que guerrilhas e atentados espoucavam por toda parte, seqüestros e bombas eram parte do cotidiano e a ascensão do comunismo parecia irresistível, o maior esquema revolucionário já montado pela esquerda neste continente foi desmantelado da noite para o dia e sem qualquer derramamento de sangue.

O fato é tanto mais inusitado quando se considera que os comunistas estavam fortemente encravados na administração federal, que o presidente da República apoiava ostensivamente a rebelião esquerdista no Exército e que em janeiro daquele ano Luís Carlos Prestes, após relatar à alta liderança soviética o estado de coisas no Brasil, voltara de Moscou com autorização para desencadear – por fim! – a guerra civil no campo.

Mais ainda, a extrema direita civil, chefiada pelos governadores Adhemar de Barros, de São Paulo, e Carlos Lacerda, da Guanabara, tinha montado um imenso esquema paramilitar mais ou menos clandestino, que totalizava não menos de 30 mil homens armados de helicópteros, bazucas e metralhadoras e dispostos a opor à ousadia comunista uma reação violenta. Tudo estava, enfim, preparado para um formidável banho de sangue.

Na noite de 31 de março para 1o. de abril, uma mobilização militar meio improvisada bloqueou as ruas, pôs a liderança esquerdista para correr e instaurou um novo regime num país de dimensões continentais – sem que houvesse, na gigantesca operação, mais que duas vítimas: um estudante baleado na perna acidentalmente por um colega e o líder comunista Gregório Bezerra, severamente maltratado por um grupo de soldados no Recife.

As lideranças esquerdistas, que até a véspera se gabavam de seu respaldo militar, fugiram em debandada para dentro das embaixadas, enquanto a extrema-direita civil, que acreditava ter chegado sua vez de mandar no país, foi cuidadosamente imobilizada pelo governo militar e acabou por desaparecer do cenário político.

Qualquer pessoa no pleno uso da razão percebe que houve aí um fenômeno estranhíssimo, que requer investigação. No entanto, a bibliografia sobre o período, sendo de natureza predominantemente revanchista e incriminatória, acaba por dissolver a originalidade do episódio numa sopa reducionista onde tudo se resume aos lugares-comuns da "violência" e da "repressão", incumbidos de caracterizar magicamente uma etapa da história onde o sangue e a maldade apareceram bem menos do que seria normal esperar naquelas circunstâncias.

Os trezentos esquerdistas mortos após o endurecimento repressivo com que os militares responderam à reação terrorista da esquerda, em 1968, representam uma taxa de violência bem modesta para um país que ultrapassava a centena de milhões de habitantes, principalmente quando comparada aos 17 mil dissidentes assassinados pelo regime cubano numa população quinze vezes menor.

Com mais nitidez ainda, na nossa escala demográfica, os dois mil prisioneiros políticos que chegaram a habitar os nossos cárceres foram rigorosamente um nada, em comparação com os cem mil que abarrotavam as cadeias daquela ilhota do Caribe.

E é ridículo supor que, na época, a alternativa ao golpe militar fosse a normalidade democrática. Essa alternativa simplesmente não existia: a revolução destinada a implantar aqui um regime de tipo fidelista com o apoio do governo soviético e da Conferência Tricontinental de Havana já ia bem adiantada.

Longe de se caracterizar pela crueldade repressiva, a resposta militar brasileira, seja em comparação com os demais golpes de direita na América Latina seja com a repressão cubana, se destacou pela brandura de sua conduta e por sua habilidade de contornar com o mínimo de violência uma das situações mais explosivas já verificadas na história deste continente.

No entanto, a historiografia oficial – repetida ad nauseam pelos livros didáticos, pela TV e pelos jornais – consagrou uma visão invertida e caricatural dos acontecimentos, enfatizando até à demência os feitos singulares de violência e omitindo sistematicamente os números comparativos que mostrariam – sem abrandar, é claro, a sua feiúra moral – a sua perfeita inocuidade histórica.

Por uma coincidência das mais irônicas, foi a própria brandura do governo militar que permitiu a entronização da mentira esquerdista como história oficial.

Inutilizada para qualquer ação armada, a esquerda se refugiou nas universidades, nos jornais e no movimento editorial, instalando aí sua principal trincheira.

O governo, influenciado pela teoria golberiniana da "panela de pressão", que afirmava a necessidade de uma válvula de escape para o ressentimento esquerdista, jamais fez o mínimo esforço para desafiar a hegemonia da esquerda nos meios intelectuais, considerados militarmente inofensivos numa época em que o governo ainda não tomara conhecimento da estratégia gramsciana e não imaginava ações esquerdistas senão de natureza inssurrecional, leninista.

Deixados à vontade no seu feudo intelectual, os derrotados de 1964 obtiveram assim uma vingança literária, monopolizando a indústria das interpretações do fato consumado.

E, quando a ditadura se desfez por mero cansaço, a esquerda, intoxicada de Gramsci, já tinha tomado consciência das vantagens políticas da hegemonia cultural, e apegou-se com redobrada sanha ao seu monopólio do passado histórico.

É por isso que a literatura sobre o regime militar, em vez de se tornar mais serena e objetiva com a passagem dos anos, tanto mais assume o tom de polêmica e denúncia quanto mais os fatos se tornam distantes e os personagens desaparecem nas brumas do tempo.

Mais irônico ainda é que o ódio não se atenue nem mesmo hoje em dia, quando a esquerda, levada pelas mudanças do cenário mundial, já vem se transformando rapidamente naquilo mesmo que os militares brasileiros desejavam que ela fosse: uma esquerda socialdemocrática parlamentar, à européia, desprovida de ambições revolucionárias de estilo cubano.

O discurso da esquerda atual coincide, em gênero, número e grau, com o tipo de oposição que, na época, era não somente consentido como incentivado pelos militares, que viam na militância socialdemocrática uma alternativa saudável para a violência revolucionária.

Durante toda a história da esquerda mundial, os comunistas votaram a seus concorrentes, os socialdemocratas, um ódio muito mais profundo do que aos liberais e capitalistas.
Mas o tempo deu ao "renegado Kautsky" a vitória sobre a truculência leninista.

  E, se os nossos militares tudo fizeram justamente para apressar essa vitória, por que continuar a considerá-los fantasmas de um passado tenebroso, em vez de reconhecer neles os precursores de um tempo que é melhor para todos, inclusive para as esquerdas?

Para completar, muita gente na própria esquerda já admitiu não apenas o caráter maligno e suicidário da reação guerrilheira, mas a contribuição positiva do regime militar à consolidação de uma economia voltada predominantemente para o mercado interno – uma condição básica da soberania nacional.

Tendo em vista o preço modesto que esta nação pagou, em vidas humanas, para a eliminação daquele mal e a conquista deste bem, não estaria na hora de repensar a Revolução de 1964 e remover a pesada crosta de slogans pejorativos que ainda encobre a sua realidade histórica?

Olavo de Carvalho
O Globo, 19 de janeiro de 1999
 

A PRIMEIRA VÍTIMA

 
O senador americano Hiram Johnson proclamou, há mais de um século, uma noção a que só faltava a síntese: nas guerras, a primeira vítima é sempre a verdade.
A luta parlamentar sobre os royalties do petróleo no mar confirma o senador da Califórnia. Foram mais de 10 batalhas perdidas pela verdade e pela maioria dos brasileiros e seus representantes que votaram maciçamente a favor de uma lei que não vira lei.
A defesa do injustificável privilégio de pouquíssimos Estados e municípios baseia-se invariavelmente em três falsidades. Falando claramente, em três mentiras. A saber:
1. Estados e municípios produtores. Não são. Para serem, precisariam de ao menos uma de três hipóteses: serem proprietários do bem explorado, controladores da empresa exploradora ou, por último, ao menos titulares da área onde ocorre a produção.
Nada disso se verifica. Ao contrário, tudo é da União federal, o petróleo, a Petrobras e o mar territorial, como diz o art. 20 da Constituição.
2. Segunda mentira: os royalties são compensatórios. Não são. Se houver algum dano a compensar, a responsabilidade será da companhia petroleira causadora ou de sua seguradora e, falhando estas, será da União, quer dizer, todos os brasileiros pagariam a conta.
A exceção, de caráter compensatório, destina-se a poucos municípios afetados pelas operações de embarque, desembarque ou armazenamento e nisso minha emenda não mexeu a não ser para expressamente preservar a regra que beneficia cinco municípios gaúchos.
Terceira mentira: a redistribuição afeta os contratos em vigor, assinados sob o regime da concessão. Falso. Os royalties têm origem constitucional e distribuição por lei. Os contratos só repetem a incidência legal, definida como "receita governamental" e nada regulam do destino final, que é atribuição da lei federal.
O dinheiro vai para os cofres da Agência Nacional do Petróleo, que lhes dá o destino definido pela lei, atual ou futura. Os Estados não são parte dos contratos. Nem mesmo como testemunhas.
Uma quarta mentira ainda não aconteceu mas já se anuncia, a destinação de todos s recursos para a educação. Bonito, talvez certo, mas impossível. Juridicamente impossível, por duas regras constitucionais, uma formal, outra de conteúdo. A formal proíbe a edição de medida provisória sobre matéria rejeitada pelo Congresso Nacional, enquanto pendente o rito do veto, com a única exceção de projeto de iniciativa da maioria absoluta de deputados ou senadores.
A norma de conteúdo exige emenda à Constituição, pois é lá no texto constitucional que se define a destinação, seja federal, seja municipal. Medida provisória, como se sabe, só pode gerar lei ordinária. No caso, das mais ordinárias.
Agora, um pouco de verdade. O governo federal, que dispõe de ampla maioria na Câmara e no Senado, já perdeu mais de 10 votações entre formais e de mérito, em matéria na qual bastaria a maioria simples dos presentes.
Duvido que alguém imagine uma vitória governamental, contra todo o Brasil, em matéria que exige maioria de três quintos em cada Casa, dois turnos, rito especialíssimo. Contra os números, nem a tese do senador Johnson resolve.
Deve ser por isso que o governo tem preferido legislar sozinho, suprimindo do processo legislativo a imperiosa apreciação dos vetos, no que conta com a incompreensível omissão do Congresso Nacional e sua Mesa Diretora.
O prazo constitucional é de 30 dias, e a Emenda Ibsen, reproduzida no Senado pelo senador Simon, vetada em 2010, espera há dois anos o cumprimento da Constituição.
Fonte:Zero Hora

NÓS, OS PALERMAS

 
Para alguns de nossos dirigentes, não passamos os brasileiros e brasileiras de um bando de imbecis, burros, estultos, estúpidos, idiotas, ignorantes, ineptos, lerdaços, néscios, palermas, parvos, patetas e tolos.
Mesmo sem explicitar - pois trata-se de senhor de muito fino trato, incapaz de xingar ou ofender assim, na bucha -, é dessa maneira que nos percebe o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho.
 
Pois não é que esse senhor, responsável pelo atrasadíssimo cronograma da obra da transposição do rio São Francisco teve o desplante de declarar, sem mostra de constrangimento, que o referido projeto “só perde para os chineses” em termos de rapidez das obras.
 
É por isso é que a China é o que é, e nós somos o que somos...
E os Estados Unidos que se cuidem. Com autoridades munidas de tão elevado poder declaratório - capazes de transformar o inexistente em realidade com declarações incisivas e mântegas – logo o Brasil será a primeira potência do Mundo.
 
Proporia, mesmo, para obter o troféu da Cascata, uma imbatível dobradinha para as próximas eleições presidenciais: Lula-Bezerra. Como no volley, um levantaria a bola, outro faria a cortada.
Não haveria realidade que resistisse.
Vamos lá:
 
Lula, em 2010: "A transposição do São Francisco estará concluída até o fim de 2012!!"
 
Bezerra: “Somos os segundo melhores, só perdemos para os chineses!”
Realidade mostrada nua e crua pelo Jornal do Brasil: 40% das obras concluídas. E partes destas já precisam de remendos, pelo estado de abandono a que foram relegadas.
 
Lula (declaração proposta para sua campanha, em 2014): “A transposição do São Francisco estará concluída até o fim de 2018!
Bezerra: (declaração proposta para sua campanha, em 2014): “E vamos brilhar na velocidade da construção; vamos ficar ainda melhores do que os chineses!
 
Orientação do marqueteiro (a ser contratado a peso de ouro pelo PT): “Nenhuma declaração deve ser dada sobre os custos. Como explicar que uma obra que em 2008 havia sido orçada em R$ 4,5 bilhões, passou para R$ 6,8 bilhões e agora está em R$ 8,2 bilhões?
 
E como informou o Jornal Nacional, as obras de construção civil estão paradas em seis dos 14 lotes da transposição, e em quatro deles os contratos com o governo foram rompidos, pois os consórcios alegam que o valor da licitação é menor do que o custo real.
Por isso esses oito vírgula dois bilhões logo baterão na casa dos dez bilhões.
 
E não vai demorar, pois o Ministério da Integração Nacional se prepara para lançar mais três editais de licitação de obras do projeto.
O Ministério diz que os aumentos nos custos não serão maiores do que 200 milhões. Diz também que a obra estará pronta até 2015.
 
Só acredito se a previsão for confirmada pelo Ministro da Fazenda.
Pergunta do brasileiro imbecil, burro, estulto, estúpido, idiota, ignorante, inepto, lerdaço, néscio, palerma, parvo, pateta, tolo e crédulo: Ué, mas os editais como os anteriores não estavam bem, não permitiam melhor controle do gasto da verba pública?
 
Explicação do Ministério da Integração Nacional à choldra: Não, trata-se de uma alternativa mais rápida do que a tradicional Lei de Licitações, a fim de dar um novo impulso ao empreendimento.
Choldra (nós, em coro): Ah bom, viva o Papai Noel”.
 
O Ministro Bezerra apresentou à imprensa uma relação de grandes projetos em dez países e assegura que a transposição do rio São Francisco não tem demorado mais do que a média mundial para esse tipo de empreendimento. No nosso caso tudo vai ficar pronto até 2015.
 
Ah, bom, se já se sabia disso, fica a pergunta ao Ministro: como o senhor qualificaria as declarações de Lula feitas em 2010 de que a conclusão das obras se daria até 2012?
 
(x) Irresponsável.
(x) Manifestação de cunho eleitoral.
(x) Esperava maior competência na execução.
(x) Não esperava tanta atenção do TCU.
 
29 de dezembro de 2012
Pedro Luiz Rodrigues
 
Fonte: Coluna do Claudio Humberto

DONA DILMA, A GERENTONA QUE NÃO GERENCIA, O APAGÃO DO GOVERNO DEVE SER FALHA HUMANA

 

Sua primeira eleição na vida foi para presidente da República, que geralmente é a última, e às vezes nem chega. Ela deve a existência e a preferência a três fatores, todos manobrados e manipulados pelo exuberante Luiz Inácio Lula da Silva.

1 – Ela não tinha raízes nem convivência petista, Lula viu, antes de todos, que isso seria favorável ao seu futuro ou à volta ao Poder.

2 – Sem ter bases ou carreira política, Dona Dilma não poderia exigir nada, nem pretender o apoio do PT para uma possível reeleição em 2014.

3 – Tendo ocupado apenas os cargos que o próprio Lula lhe dera, o então presidente confiava em sua “lealdade”, que o PT rotulava de “serva submissa e subserviente”.




O roteiro de Lula era magnificente (que palavra), funcionava mesmo, a não ser contra o câncer. Este surgiu logo no primeiro ano da gerência Dilma, confundiu e contrariou tudo.

Não cometeria a heresia de afirmar que Dona Dilma ficou satisfeita com a mudança de cenário, mas adorou a liberdade adquirida e não conquistada, não é nenhum crime, embora seja um fato mais do que verdadeiro. O próprio Lula não passou recibo na tragédia, dia sim dia não, vem a público explicar, “minha carreira política não terminou”.

Já escrevi que Lula, nada surpreendente, pode ser candidato a governador de São Paulo e ser eleito. Aí, como Dona Dilma foi sua sucessora, em 2018, tentaria ser o sucessor dela já reeleita.
Lula estaria então apenas com 72 anos. Não precisaria do aval do PT, apenas um boletim oficial dos médicos do Sírio Libanês: “Seu estado de saúde é excelente”. No PT, nenhum quadro médico ou político para desmenti-lo ou desmontar a sua preciosa liderança.

###

REELEIÇÃO EM 2014?


E a contribuição de Dona Dilma para a reeleição de 2014? Quase nenhuma, ou muito negativa. Tem a vantagem de estar no Poder e utilizar a máquina. A fraqueza e fragilidade dos possíveis ou supostos adversários. O apoio “desinteressado” de Lula.

O caminho aberto pelo mensalão de FHC, que pela primeira vez na República conseguiu a reeleição, com o apoio e o trabalho de Sérgio Mota, e não com o patrocínio de toda vida, da Fundação Ford (que o pretensioso e presunçoso FHC só chama de Ford Foundation).

Dona Dilma precisa com urgência mudar seus métodos de gerenciamento, aproximá-los de um verdadeiro governo. Até agora tem se valido da generosidade da imprensa, que não gostaria de contracenar com Lula novamente no Planalto.
No que seria (se houvesse) o seu último modelo. Lula voltaria impiedoso e implacável, talvez se transformasse na versão masculina da mediocríssima Dona Kirchner.

Dona Dilma age aos trancos e barrancos, saltos e sobressaltos, sem projeto e sem programa. Só é aplaudida pelas pesquisas e pelos favorecidos. Sem Lula, isso é muito pouco, quase nada. Finge ser a mãe dos pobres, na verdade é a grande protetora dos ricos, que não sabem onde colocar tanto enriquecimento, sem investimento ou desenvolvimento.

###

PS – Para não dizer que sou crítico de mais, um conselho positivo: nunca mais dê entrevista coletiva. A tragédia de anteontem não pode se repetir.

PS2 – Entrevista coletiva exige raciocínio rápido, inteligência visível, capacidade de enfrentar jornalistas ávidos por superarem o colega do lado ou da frente.

PS3 – Com total isenção, Dona Dilma deve ler e reler a entrevista que concedeu, vem o que escreveram sobre ela, e constatar: “Foram altamente generosos comigo”.

PS4 – Dona Dilma quis “gerenciar” a coletiva, vetando assuntos. “Sobre isso não falo, sucessão de maneira alguma”. Como os jornalistas tinham pauta a cumprir, insistiram. Surpreendentemente, duas esvaziadas de Dona Dilma, duas trapalhadas. Falou em raio e falha humana.

PS5 – “Se alguém falar em raios, gargalhem”. E a seguir: “O apagão do Aeroporto foi falha humana”. Raios caem mais de 10 mil por dia, e o apagão do Tom Jobim foi mesmo “falha humana”, não da planície e sim do Planalto. Gerador com mais de 20 anos de uso ou desuso, como suportar?

PS6 – Ótima a afirmação: “Mantega não sairá do meu governo”. Resposta perfeita a jornais ingleses, “revoltosos” com a queda dos juros, que impede a vinda de capitais especulativos, 7 por cento, consideram pouco.

PS7 – Para não dizer que não falei de flores: “Não tem que tirar mesmo o Mantega. Ele só não faz mais porque não pode ou não deixam. Dá de mil a zero em Palocci, não enriquece com “favorecimento e consultorias”. Coletiva, nunca mais, ou então gravada e editada.

PS8 – Terminando esse Festival Wagner de contradições, Dona Dilma não poderia fugir da maior de todas: culpa a Light (empresa) pelo apagão, e garante que foi tudo falha humana. (Pessoal). “Imagina na Copa”.

29 de dezembro de 2012
Helio Fernandes
 

A QUESTÃO INDÍGENA, A PORTARIA 330 DA ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO E AS ONGS NA AMAZÔNIA

 

No julgamento do caso da reserva Raposa-Serra do Sol, em Roraima, foram determinadas 19 condicionantes pelo Supremo Tribunal Federal, que proíbem, entre outras coisas, a ampliação de áreas indígenas já demarcadas.

Para deixar bem clara essa intenção, há cerca de três meses o Advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, foi autorizado a baixar uma portaria regulando de forma ampla o relacionamento da administração pública brasileira com as chamadas nações indígenas, submetendo-as aos interesses do Brasil, em termos exatamente contrários às normas da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU.



A portaria 3030 foi publicada com objetivo de ajustar a atuação dos advogados públicos à decisão do Supremo no julgamento. Seu texto demonstra claramente que o Brasil não aceitará a independência das nações indígenas almejada pela ONU.

As ONGs tem noticiado na imprensa que os índios não aceitam a portaria. Na verdade, o caso é mais grave. As ONGs em nome das 206 “nações” indígenas, exigem que seja reconhecida sua autonomia territorial, política, econômica e cultural, com fronteiras fechadas.
Ou seja, pretendem que sejam consideradas como nações independentes, nos termos da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, e isto tende a desencadear um conflito.

###

PÉ DE GUERRA

Grupos de índios e as ONGs a eles ligadas já estão em pé de guerra. Prometeram intensificar os protestos que vêm fazendo em várias partes do país, com o bloqueio de estradas e a invasão de prédios públicos, caso a portaria não seja revogada.

Com base nesse tratado da ONU, recentemente houve tribos que assinaram contratos para arrendar seus territórios ao estrangeiro para exploração econômica. O governo, é claro, não aceitou esse tipo de procedimento e passou a se mostrar claramente disposto a recusar a independência das nações indígenas, que já detêm mais de 15% do território nacional, para 0.25% da população.

Tal foi a pressão que a portaria foi suspensa temporariamente e criado um grupo de trabalho, para estudar meios de demarcar terras indígenas sem gerar tantos conflitos. Mesmo assim, os índios continuaram ameaçando, não só os agricultores, mas ao próprio governo.

###

REAÇÃO

Inevitavelmente os prejudicados terminariam por reagir. A área plantada na Raposa foi confiscada, mas alertou os demais produtores rurais. A ameaça de repetição do confisco em vários estados fez compreender que sem luta todos perderiam, e às vezes parecia que o governo, não a Funai mas a Presidência, mais atenta ao clamor popular e à economia, não mais estava com o mesmo furor entreguista dos governos anteriores, nem com a mesma covardia do Lula ante as pressões estrangeiras.

A principal resistência popular tem ocorrido no distrito de Posto da Mata, núcleo urbano da Gleba Suiá Missú, MT. Produtores rurais e moradores bloquearam a BR-158 para impedir o acesso das tropas do Exército e da Força Nacional que estão em Alto Boa Vista, já equipados com caminhões e máquinas que auxiliarão nos trabalhos de despejo.

Esta foi a segunda tentativa da força-tarefa de “desintrusão” que não obteve êxito. Membros da Associação de Produtores Rurais da Gleba Suiá Missú se reuniram para discutir o que fazer daqui por diante. Eles têm afirmado que a resistência será pacífica, mas não descartam a possibilidade de um confronto violento, caso não consigam reverter a situação

###

“TERRITÓRIO INDÍGENA”

Manifestantes locais estão apoiando os produtores rurais da Gleba que estão sendo despejados. Estão reclamando da instalação de placas ao longo da BR-158 sinalizando áreas de fazendas como sendo território indígena.
Algumas das placas que estavam em terras particulares escrituradas foram arrancadas, Em Ribeirão Cascalheira, a ponte sobre o rio Bonito, dentro do perímetro urbano, foi trancada pelos mesmos motivos. Outros núcleos, principalmente de agricultores, já falam abertamente em rebelião.

Apesar da contínua propaganda das ONGs a população percebe que se der ouvidos aos indigenistas e ambientalistas ficará sem alimentos baratos e rebate até as manifestações pagas dos ídolos da Globo.

Até o governo atual, contrariando a filosofia do seu partido, com a portaria 330 já demonstrou que não compartilha da submissão as pressões dos governos anteriores.

Traduzindo: as chamadas nações indígenas vão ter de declarar guerra ao Brasil, se realmente pretenderem a independência.

SIMPATIAS DO ANO NOVO

 



29 de dezembro de 2012

COMEÇOU A CORRIDA

 

Vale repetir o provérbio árabe: bebe água limpa quem chega primeiro na fonte. Adianta pouco lembrar que a sucessão presidencial está marcada para outubro de 2014, porque faltando dois dias para 2013 começar, a questão já se coloca nos partidos, no Congresso, na imprensa e nas representações da sociedade civil.

Fica sozinha a presidente Dilma Rouseff, a se dar crédito ao seu comentário de que não se pensa em sucessão no meio de um mandato. Porque será humanamente impossível supor que ela também não pense, dispondo da prerrogativa constitucional da reeleição.



Sendo assim, importa buscar os contornos desse quadro já posto em exibição, mesmo sujeito a alterações nas cores e na forma.

Começando pela própria: com os índices de popularidade que detém, se permanecerem, Dilma ocupa a pole-position. É claro que em dois anos tudo pode mudar, mas se as eleições fossem hoje, ela seria vencedora.
Dependendo, é óbvio de diversas condicionantes, a primeira delas de não sobrevir nenhuma crise fundamental na economia, desgastando seu governo. Outra, de ser desatado o nó que aperta o PT, de um lado sujeito às conseqüências do mensalão e similares.
De outro, caso não se avolume entre os companheiros a frustração de estar no governo mas não ser governo, como há dois anos imaginaram.

Cresce no partido a tendência de que se o Lula voltar em 2014, maiores horizontes se abrirão para nova etapa do condomínio por ele praticado com o PT e suspenso pela sucessora. Apesar dos elogios ainda esta semana feitos por ela ao partido, fica claro que quem governa é ela.

Passa-se então à segunda hipótese: se o Lula topar sua candidatura, seja para garantir a vitória, seja por não suportar permanecer no banco, Dilma será a primeira a apóia-lo. Não hesitará um minuto em ceder a vez a quem a fez presidente. Apesar dos percalços que se sucedem, o ex-presidente seria imbatível, ressalvados os imponderáveis.

Do lado oposto, indicam a lógica e o bom-senso que se os tucanos rejeitarem Aécio Neves, estarão condenados a transformar-se em urubus. Não há mais espaço, no PSDB, para candidatos como José Serra, Fernando Henrique e até Geraldo Alckmin, não obstante o esforço que o grupo paulista ainda faz para evitar os mineiros.

O neto de Tancredo Neves enfrentará dificuldades profundas, a começar pela supremacia de Dilma ou do Lula, além da resistência dos caciques de seu próprio partido, mas se recuar estará confirmando o adágio de que o cavalo só passa uma vez encilhado na porta de casa. Já fala em libertar-se da sombra do conservadorismo, levantando a bandeira do desenvolvimento.

As pesquisas mais recentes fizeram justiça a Marina Silva, que nas simulações sucessórias perde apenas para Dilma Rousseff.
O fato de encontrar-se sem partido é irrelevante, sempre aparecerá algum interessado nos milhões de votos que ela obteve nas eleições passadas. Estar bem mais à esquerda do PT e do governo exprime uma faca de dois gumes, mas é por aí que a ex-ministra do Meio Ambiente traçará seu roteiro.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, precisa definir-se. Seu partido, o PSB, cresceu nas eleições municipais e seu nome é cada vez mais lembrado no Nordeste, como alternativa para a disputa entre companheiros e tucanos.
Hesitará entre sua lealdade ao governo Dilma e o castigo de ficar quatro anos ao sol e ao sereno. Tem idade para esperar, mas oportunidade, ninguém sabe. Há quem suponha sua aliança com Aécio Neves, sendo lançado como vice-presidente, coisa que se prestaria à denominação de “chapa dos netos”, pois Eduardo Campos é neto de Miguel Arraes.

Por último, nessa relação inicial, uma incógnita. Joaquim Barbosa pode transformar-se numa lembrança meteórica, daqui a alguns meses, mas hoje estaria classificado como opção viável. Sua atuação no processo do mensalão e na presidência do Supremo Tribunal Federal representa uma lufada de esperança para quantos refugam os políticos profissionais. Melhor aguardar.

###

RAIOS E APAGÕES

Com todo respeito, mas vamos discordar da presidente Dilma quando ela nega a influência dos raios na sucessão de apagões.
Ainda na tarde do dia em que disse aos jornalistas credenciados no Planalto que raios não desligam o sistema de distribuição de energia, caiu um enorme, aqui em Brasília, seguido por uma trovoada para ninguém botar defeito.

Apagou tudo, no Lago Sul, no Plano Piloto e adjacências. Minutos depois, a luz voltou, mas se o sistema não consegue ser apagado por raios, que diabo aconteceu?

É claro que na maioria dos apagões prevalecem as falhas humanas, como enfatizou a presidente. Seria preciso, até, investigar a coincidência das repetidas faltas de energia, às vezes atingindo metade do país, com a iniciativa do governo de baixar o preço das tarifas. Isso cheira a sabotagem, por parte das empresas que o sociólogo privatizou …

29 de dezembro de 2012
Carlos Chagas

FELIZ 2014! POR MIM PULAVA 2013!

O mundo, afinal, não acabou, e Brasília pode até resistir por mais um tempo, mas o Senado...

Nem vem que não tem. Podem vir falando que o escrevinhador é um daqueles pessimistas de carteirinha, que já está falando mal de um ano que ainda nem começou. E


"Se eu for eleito... Se preparem! E é com você mesmo
que eu estou falando..."
 
precisa? Não é profecia de Nostradamus. É real. E é tenebroso.

E se o mundo não acabou no dia 21 de dezembro, Brasília pode até resistir em pé por mais um tempo, mas o Senado…



Se o pior acontecer (e pode acontecer), o senador Renan Calheiros — aquele mesmo que renunciou ao cargo de presidente do Senado por pura pressão na época em que foi alvo de denúncias de corrupção no que ficou conhecido como "Renangate", em 2007, mas que mesmo assim não largou o osso do mandato — pode ser o próximo presidente do Senado, substituindo José Sarney. Na verdade, a sua candidatura é mais uma vingança do tempo em que ele diz ter sido arrancado do cargo. Ah, coitado? Coitado de nós que teremos que conviver com um espécime dessas presidindo o nosso Senado.


Sinceramente, não sei o que é pior: Sarney continuar ou o Renan voltar. Melhor seria nenhum dos dois. Mas assim como na vida e assim como na política, nunca podemos ter tudo. A não ser que…

Retrospectiva 2012? Depende!

Para não dizer que foi um ano totalmente perdido, tivemos a maior demonstração de que as coisas podem mudar, mas que não necessariamente irão mudar.

 
O julgamento do mensalão deu uma nova visão
à palavra Justiça

O julgamento do mensalão, o mais importante da nossa história, foi um marco, e a sociedade teve um importante papel, cobrando alguma atitude contra a total ausência de vergonha de nossos políticos (não de todos). Para eles tudo vale. Não há limites. Nem o céu. E os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), salvo um ou outro, conseguiram fazer valer a Justiça lá, onde a sigla PT não assustou e nem intimidou. Podemos dizer que foi um julgamento lindo, mas sujo no seu contexto. Sujo na sua questão. Sujo porque fez nascer o próprio julgamento.

Os principais embates travados entre o ministro Joaquim Barbosa, o relator, e o ministro Lewandowski, o revisor, foram incontestavelmente uma atração à parte. Uma briga branca com a Justiça sendo a vencedora. E Justiça foi feita. Não totalmente, mas chegamos quase lá.

Mas, por outro lado, e falo isso de novo, não adianta a sociedade continuar colocando essas mesmas pessoas lá dentro e depois ficar batendo panela e colocando nariz de palhaço. Palhaçada é saber que os que cobram justiça são os mesmos responsáveis por eles estarem lá. Seria tudo mais simples e tudo mais honesto se a sociedade desse um basta de verdade na hora de eleger. É simples. É fácil e não dói. Vai doer depois, mas depois, a escola já não foi construída, a ambulância não foi buscar o paciente porque não havia verba para colocar gasolina, a pessoa morreu na fila do hospital porque não tinha médico, leito, remédio. A cirurgia só pôde ser marcada para 2014 porque é assim mesmo. Não se pode pagar um salário mais digno para médicos e professores porque vai pesar no orçamento.

E no momento as prioridades são outras. São as deles. O que são as pessoas e suas necessidades mais fundamentais frente à troca de um carro e de móveis na Câmara dos Deputados? Nada. Isso é o que as pessoas representam: nada. E como disse muito bem Sérgio Cortela em uma palestra, você para eles é o vice treco do sub troço.

Ano novo: salário mínimo, luz (??), câmera e ação! Ou a falta dela!

Não sei se é para comemorar ou chorar, mas anunciaram o salário mínimo: R$ 678,00. Uau!! E olha que se fosse depender do senador Romero Jucá (PMDB-RR) esse valor deveria ser R$ 3,05 menor. Papai Noel definitivamente baixou em Brasília e tocou o coração da presidente Dilma. Só pode ser. Mas levando-se em conta que no Brasil ainda temos um milhão de pessoas sem energia elétrica, até que tá legal. Pelo menos eles não precisam pagar pela luz, e vai acabar sobrando mais algum.

 
No novo programa 'Nossa Vela Sua Luz' o governo distribuiria velas
para as famílias com até duas televisões per capita.

Mais da metade dos domicílios sem luz está no Pará e na Bahia. E a Dilma achava que eram só 378 mil. E a meta de Dilma era para o fim de 2014, ou seja, Copa do Mundo para essa galera só na de 2018, supostamente, pois as distribuidoras querem o prazo até 2027, que é logo ali. E quem esperou tanto tempo assim espera mais um pouco. Já dizia a famosa frase, quem espera sempre alcança. Só falta a Dilma, na falta de energia elétrica, lançar o programa ‘Nossa Vela Sua Luz’, que distribuiria velas à população sem luz.

E quem não alcançou outra meta foi Dilma, a "nossa" presidente (já expliquei a razão das aspas) que era aquela meta das creches. Ela em sua campanha prometeu seis mil e entregou sete. Isso, sete. Seis mais um. Afinal nossas crianças não estão assim tanto necessitadas em aprender. Aprender para quê? Vai que uma dessas crianças começa a entender as coisas, isso não vai prestar.

É hora de fazer planos! É hora de rezar!

A votação do Orçamento 2013 deverá ser definida por esses dias e isso me assusta porque é quase como colocar o ouro na boca do bandido. Não que todos sejam e não são,

 
'Dilma, fica com a presidência que eu vou pro Senado? Pode ser?'

mas eles ainda têm pessoas infiltradas por lá. E é justamente nessa hora que eles começam a fazer seus planos e pensam onde e como atacar sem levantar suspeitas.

E se temos que rezar, melhor que seja uma reza forte, pois por enquanto são apenas boatos, mas dizem que Lula pode se lançar candidato ao Senado por São Paulo. Já imaginaram o estrago? Era só o que faltava. Isso está me cheirando a um plano diabólico do PT: Dilma presidente e Lula senador. Olha o perigo. Querendo ou não – e isso eu não sei explicar – Lula ainda tem sua influência e força (infelizmente), e ele dentro do Senado… E a Dilma presidente de novo…

Não merecemos isso.

Feliz 2013 com muitos votos de coisas boas e um ano "supimpa". Se Brasília deixar!

Salvem as baleias. Não joguem lixo no chão. Não fumem em ambiente fechado.

29 de dezembro de 2012
Claudio Schamis

LIVRO SOBRE O MENSALÃO: O "ENCANTO PETISTA" SE DESFEZ?



Sugestão do Leitor

Caro leitor, neste espaço, você pode participar da produção de conteúdo em conjunto com a equipe do Opinião e Notícia. Sugira temas para pautas preenchendo os campos abaixo. Participe!


article image
Livro de Marco Antonio Villa narra com ares jornalísticos o escândalo do mensalão (Reprodução/Internet)

Historiador Marco Antonio Villa lança livro sobre julgamento, documentando o escândalo deste os seus primórdios até a dosimetria
O julgamento do mensalão, vulgo “do século”, nem havia terminado e já acontecia, no último dia 10 de dezembro, em São Paulo, o lançamento do primeiro livro sobre este que para alguns, inclusive para o autor, é um dos mais importantes capítulos da história recente do Brasil, senão de toda a história desta podre República. Trata-se da obra “Men$alão – o julgamento do maior caso de corrupção da história política brasileira”, do historiador Marco Antonio Villa (Editora LeYa; 392 páginas; 31,90 reais).

O livro de Marco Antonio Villa tem orelhas, apresentação e uma epígrafe de página inteira recheada de adjetivações sobre o mensalão e seus artífices escritas não apenas pelo autor, mas tomadas emprestadas de declarações do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e do decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello: “cultura da transgressão”, “prática ordinária e desonesta do poder”, “marginais do poder”, “sórdidas práticas criminosas”, “delinquentes”, “sofisticada organização criminosa“, “o maior escândalo da história” e, por último, mas não por menor importância, “projeto de poder de continuísmo seco, raso. Golpe, portanto”.

Tudo, talvez, para preparar o estômago do leitor para um longo relato com ares jornalísticos sobre o escândalo do mensalão, relato que se inicia com um capítulo sugestivamente intitulado "O assalto" e que abarca desde a reportagem da revista Veja publicada em maio de 2005 sobre o vídeo mostrando um funcionário dos Correios, Maurício Marinho, chamando Roberto Jefferson de "doidão" até a fase da dosimetria, ou seja, da definição das penas para os condenados por participação no esquema de corrupção que, antes de fomes zeros ou assistencialismos eleitoreiros que tais, marcou a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva.

O Estado dos apadrinhados, genros…

Entre a reportagem de Veja e a dosimetria no STF, a história mais que recente contada por Marco Antonio Villa passa por episódios como o governo Lula liberando R$ 773 milhões para parlamentares a fim de tentar evitar a instauração da CPI dos Correios; pelo senador Eduardo Suplicy assinando o requerimento de CPI com lágrimas nos olhos, pelo banho de mídia, por assim dizer, dado por Roberto Jefferson em José Dirceu, sintetizado no famoso "Sai daí, Zé!" dito em uma sessão da Comissão de Ética da Câmara, para delírio da imprensa presente; pelo relatório final na CPI, em que o nome de Lula não apareceu uma vez sequer ao longo das 1.800 páginas, prenunciando o que aconteceria no inquérito do Ministério Público e no próprio julgamento do mensalão; e pela minuciosa, mas não maçante, descrição do dia-a-dia dos trabalhos no Supremo, com direito à reprodução ipsis literis do embate entre Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski, acerca do desmembramento do processo, logo no primeiro dia do julgamento.

E talvez esteja aí o maior mérito do livro: reviver em uma brochura só quase oito anos de muitas notícias sobre gigantescos mal feitos levados a cabo no alto escalão da administração da República: toda uma gama de escândalos secundários dentro de um escândalo maior, algo que nem sempre as rotinas de produção da imprensa dão conta de encadear e dar sentido ao seu conjunto a ponto de fazer com que a indignação seja proporcional ao colossal tamanho da podridão do velho Estado brasileiro.

É o velho Estado dos apadrinhados, genros, amigos enriquecendo por meio da gigantesca teia da burocracia estatal, do dinheiro sujo, clandestino, lavado, escamoteado, sendo repassado a parlamentares em quartos de hotéis, transportado via cuecas e malotes, movimentado até em carro forte (Simone Vasconcelos alugou um para levar R$ 650 mil de uma agência do Banco Rural para a filial em Brasília da SMP&B de Marcos Valério), ou mesmo sacado na boca do caixa de bancos parceiros da farra.

‘Tese das urnas’
Já o maior "senão" do livro express de Marco Antonio Villa talvez seja exatamente a pressa em afirmar que o escândalo do mensalão desfez o "encanto petista". Está certo que Villa se refere à imagem do PT como defensor da ética na política, da moralidade, enquanto organização contrária a "tudo isto que está aí", frase de efeito que os dirigentes e a militância cansaram de repetir durante os anos em que o partido fazia oposição.

Porém, fato é que nas urnas o PT continua, digamos, "encantado", algo de que os próprios condenados do mensalão não param de se gabar. Como o autor bem ressalta, José Dirceu, na reunião da direção nacional do PT realizada logo após o veredicto com sua condenação, disse que a melhor resposta que o partido poderia dar seria vencer as eleições municipais deste ano, como de fato venceu, e derrotar "nossos adversários". Já Genoino, quando condenado, cacarejou: "O julgamento da população sempre nos favorecerá".

Ainda acerca do que chama de "tese das urnas", Villa cita também a declaração dada pelo ex-presidente Lula na Argentina na sequência das condenações dos companheiros, de que sua reeleição em 2006 havia sido sua "absolvição". O historiador se refere a uma entrevista de Lula ao diário portenho La Nación em que o ex-presidente disse: "Eu já fui julgado. A eleição da Dilma foi um julgamento extraordinário. Para um presidente com oito anos de mandato, sair com 87% de aprovação é um grande juízo e não me preocupo com nada".

‘O país vai continuar normal’
"Estabelecendo um paralelo absolutamente inexistente entre os votos dos ministros em um processo recheado de provas e uma eleição presidencial, em que o eleitor escolhe um candidato em meio a uma campanha", diz Villa com precisão, já nas últimas páginas do livro, sobre a declaração de Lula na Argentina, mas acossado pelo fato de que toda a sórdida história por ele narrada parece que não resultará em consequências mais práticas, diretas, para a política nacional, muito menos para o chefe do Executivo à época da vigência do esquema do mensalão como principal instrumento para a perpetuação do seu partido no poder.

Já se tenta desqualificar o livro de Marco Antonio Villa com base no suposto fato de que ele é um intelectual ligado, ou no mínimo simpático a grupos de poder eleitoreiros rivais do PT, como de fato ele deixa transparecer logo na abertura do livro ao contextualizar a eclosão do escândalo do mensalão:

"Luiz Inácio Lula da Silva já havia completado metade do seu mandato presidencial. Não havia nada de especial que notabilizasse seu governo. Se a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto, em 2004, tinha sido de 5,7%, a do ano anterior havia se mostrado muito ruim: 1,1%. Isso quando, em 2002, último ano da gestão de Fernando Henrique Cardoso, a taxa tinha alcançado 2,7%".

É do jogo. O mesmo acontece, mas no sentido inverso, quando um livro anti-tucano é publicado por alguém, assumidamente ou não, ligado ao PT. Isto apenas evidencia a miséria da nossa literatura política. O livro de Villa talvez seja uma exceção, em parte, devido ao seu teor altamente documental.

"O país vai continuar normal", disse Marcos Valério lá no início da CPI dos Correios, e na página 38 do livro de Marco Antonio Villa, referindo-se à sua convicção de que a República não cairia por sua causa, mas talvez também profetizando, com a autoridade de um "verdadeiro profissional do crime", nas palavras do ex-procurador Antonio Fernando de Souza, que não há imprensa, polícia, comissão, tribunal ou livro capaz de mudar a natureza corrupta de um Estado que parece só funcionar na base da falcatrua, seja lá a sigla que se empoleirar no poder.

29 de dezembro de 2012
Hugo Souza

INVESTIDORES FORÇAM QUEDA DE GUIDO MANTEGA, E BC DO B TORRA RESERVAS PARA SEGURAR O DÓLAR

Guido Mantega está derretendo. É cada vez maior a pressão das transnacionais para que Dilma Rousseff substitua seu ministro da Fazenda.
O principal argumento para a detonação de Mantega é a insegurança na política de econômica, sobretudo em relação ao sistema de incentivos para projetos industriais e também por causa da falta de clareza no sistema de “câmbio flutuante” – a toda hora com caríssimas intervenções do Banco Central do Brasil para forçar uma baixada na cotação do Dólar em relação ao Real irreal.
Guido Mantega também sofre pressões de investidores internacionais da Petrobrás – onde o ministro ocupa o cargo estratégico de presidente do Conselho de Administração. Os acionistas da estatal de economia mista continuam inseguros com a titubeante indefinição sobre o reajuste nos preços dos combustíveis.
Mantega já fez a promessa do aumento para o ano que vem, mas a promessa não convence o mercado.
Lá fora, todos sabem que Mantega comanda tudo que acontece de ruim na Petrobrás, em parceria com o diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa.
Os dois fazem malabarismos diários com bancos internacionais para evitar tremores com o caixa da empresa.
 
A Presidenta Dilma Rousseff identifica na dupla Mantega-Barbassa a principal fonte de intrigas para desestabilizar a gestão de sua amiga e afilhada Maria das Graças Foster, na Petrobrás.
Este é um dos motivos pelos quais deseja substituir Mantega na próxima mini-reforma ministerial prevista para fevereiro de 2013. Dilma só ainda não sabe quem vai para o lugar dele.
Bem cotado com ela está Aloísio Mercadante Oliva – atualmente no Ministério da Educação. Se não for para a Fazenda, Mercadante pode ir para a Petrobrás – se Dilma não conseguir segurar a pressionada Graça.
 
Dilma ontem nem quis saber de Mantega. Fez uma reunião privativa com Alexandre Tombini, presidente do Banco Central. A Presidenta recebeu detalhes sobre mais um leilão de linha marcado pelo BC do B para sexta-feira.
A operação consiste na venda de dólares com compromisso de recompra no futuro. Serão oferecidos US$ 2 bilhões, com taxa de R$ 2,059 e recompra programada para o dia 1º de fevereiro de 2013. Nos últimos dias, o BC do B vendeu cerca de US$ 4 bilhões.
Outra bronca contra Mantega vem do seleto e secreto grupinho de bancos nos quais o Banco Central do Brasil faz a aplicação de nossas bilionárias reservas internacionais em dólar.
Na batalha diária com a realidade, em uma política de câmbio flutuante de mentirinha e sob constante intervenção da pretensa autoridade monetária, Mantega mexe demais nas reservas aplicadas – o que provoca o descontentamento dos gestores da grana. E cada mexida tem sido um desastre. Só este mês, o País torrou US$ 17 bilhões das reservas.

Além das rusgas com investidores externos e da batalha diária para enfeitar o Real, Mantega cria áreas de atrito com os banqueiros daqui. Ontem, teve mais uma desgastante reunião com dirigentes financeiros.
O ministro voltou a cobrar que os bancos privados nacionais injetem mais recursos nos empréstimos de longo prazo para investimentos produtivos. Como não sentem segurança na política econômica, os banqueiros não apostam em tais negócios – o que seria a lógica de um sistema financeiro em um país produtivo e empreendedor (o que não é o caso do Brasil).
Atendendo aos bancos, o BC do B liberou R$ 15 bilhões dos depósitos compulsórios para o novo programa de empréstimos.
Dilma faz o discurso do crescimento econômico para 2013. Mas sabe que nada vai conseguir se não remover Mantega – uma das heranças malditas de Lula – do caminho traçado por seu governo.
Depois de ter sido chamada de “rena do nariz vermelho” pelo jornal Financial Times, que é o porta-voz da oligarquia financeira transnacional que controla os negócios no Brasil e no mundo, Dilma deseja reagir. Detonar Mantega pode ser uma prova de que quem manda na economia é ela.

Segredos de Estado sobre o Câncer de Chávez
http://youtu.be/WngpZaLwlRE

Médico José Marquina revela tudo sobre o real estado do câncer de Hugo Chávez.

O estranho é por que a imprensa tupiniquim faz tanto silêncio sobre o assunto.

Principalmente as Organizações Globo que sabem de absolutamente tudo sobre ele...


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

29 de dezembro de 2012
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.
alerta total