Um painel político do momento histórico em que vivem o país e o mundo. Pretende ser um observatório dos principais acontecimentos que dominam o cenário político nacional e internacional, e um canal de denúncias da corrupção e da violência, que afrontam a cidadania. Este não é um blog partidário, visto que partidos não representam idéias, mas interesses de grupos, e servem apenas para encobrir o oportunismo político de bandidos. Não obstante, seguimos o caminho da direita. Semitam rectam.
"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
INIMIGO AMEAÇA DIVULGAR PROVAS DA LIGAÇÃO DE LULA COM ESUEMAS DE ROSEMARY - CADA VEZ MAIS BLINDADA. E OUTRAS NOTAS DESCONFORTANTES
Exclusivo – Um grande empresário-investidor,
que se diz inimigo figadal de Luiz Inácio Lula da Silva, ameaça divulgar
documentos comprometedores da relação íntima e de negócios entre o ex-Presidente
e a amiga Rosemary Nóvoa Noronha. Enquanto ocorre tal jogo de blefe-chantagem,
Lula e seus principais colaboradores tentam articular, nos bastidores do
Judiciário e da mídia amestrada, todo um esquema para abafar o Rosegate. O
objetivo é conseguir o milagre de livrar Rose do indiciamento no inquérito da
Operação Porto Seguro, para que nada respingue em Lula.
O Rosegate corre
em quase segredo judicial. Nos principais jornais e televisões, a recomendação
interna é “esperar para ver o que acontece, sem nada divulgar por enquanto”. Os
abafadores até usam o cínico e inconsistente argumento de que revelações
bombásticas do caso, prejudicando Lula, “podem atingir também a Presidenta Dilma
Rousseff e atrapalhar a governabilidade, neste momento delicado de combate à
inflação”. Embora tenha sido apenas uma funcionária de terceiro escalão (chefe
de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo), na prática, Rose ganha o
status de alguém com “foro privilegiado”, cuja blindagem é a prioridade máxima
da petralhada.
O esquema de
abafamento só pode esbarrar em um personagem: Roberto Gurgel. Nos bastidores do
Judiciário e do Congresso, circula a informação de que o Procurador-Geral da
República sabe absolutamente de tudo sobre o caso. O problema real é que Gurgel
não se sente em condições plenas de enfrentar Lula. Gurgel é até alvo de uma
campanha difamatória promovida por governistas. Os aliados de Lula jogam com a
ameaça de que a Presidenta Dilma pode até pedir a renúncia dele – o que seria
aceito pela maioria amestrada do Senado.
Protegendo Gurgel
O senador Aloysio
Nunes (PSDB-SP) denunciou ontem, na tribuna do plenário, o esquema para derrubar
Gurgel:
“Na minha
opinião e na opinião do PSDB, não há nada na atuação dele que mereça qualquer
tipo de censura política por parte do Senado. Duvido que a presidente Dilma tome
a iniciativa de propor a destituição de Gurgel. Ela é uma mulher de bom senso e
não seria capaz de tamanho desatino, de tamanha
loucura”.
Aloysio Nunes
lembrou que, se existir algum fato que desabone a conduta de Gurgel, este deve
ser submetido às leis e às instâncias competentes.
Petição virtual tem de
valer
Internautas
lançam um movimento nacional para que a Assinatura Virtual em Petições Públicas
e Abaixo Assinados tenha força legal.
Por isso pedem o
máximo apoio ao Projeto de Lei do Senado PLS 129/2010 – já aprovado na Comissão
de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do
Congresso.
Descaso papal
Descobriu-se por
que Dilma Rousseff não quis abrir a boca sobre a renúncia ddo chefe de Estado
Bento 16.
O motivo é que o
Papa dos católicos (líder religioso de 64% dos brasileiros) não a convidou para
uma visita oficial ao Vaticano.
Quem sabe o
próximo Pontífice faz uma agrado a nossa Presidenta...
Investindo na imagem de
quem?
A Prefeitura do
Rio investiu R$ 5 milhões em peças de merchandising na cobertura carnavalesca da
Rede Globo.
O prefeito
Eduardo Paes apareceu bastante durante a transmissão dos
desfiles.
Claro que tanta
aparição foi mera coincidência...
Lobby em debate
O Instituto
Brasileiro de Desenvolvimento da Comunicação, Capacitação Profissional e
Empresarial (IBRADEP) programou para os dias 12 e 13 de março, das 8h às 18
horas, o Seminário Profissional LOBBY, instrumento legítimo da cidadania e da
sociedade no mundo globalizado.
Programado para o
Salão Orquídea do Quality Jardins Hotel, Alameda Campinas, 540 – São Paulo, o
evento tem o apoio da ABERJE – Associação Brasileira de Comunicação
Empresarial.
Os organizadores
defendem a importância do lobby como indutor das relações éticas e
legítimas.
Programação
No dia 12, os
palestrantes são: Luiz Alberto dos Santos, Subchefe da Casa Civil da Presidência
da República, com o tema “Regulamentação do Lobby, transparência e governança
democrática” e, Wagner Pralon Mancuso, professor de Gestão de Políticas Públicas
da Escola de Artes, Ciências e Humanidades – Universidade de São Paulo,
abordando “Lobby, reflexões sobre eficácia e
legitimidade”.
No dia 13, Maria
Cecilia Coutinho de Arruda, professora da EAESP-FGV e diretora executiva da
ALENE – Associação Latino-Americana de Ética, Negócios e Economia, “A ética no
lobby” e, Paulo Regis Salgado, professor de Relações Públicas, da
FAPCOM, “Relações Governamentais, comunicação política”. Mediadores do
Seminário, Gilda Fleury Meirelles e Mauro Lima Wu, diretores do
IBRADEP.
Freud explica?
O Valor informa
que a petrolífera portuguesa Galp, presidida por Manuel Ferreira de Oliveira,
pretende direcionar a maior parte de seus investimentos, nos próximos anos, para
o Brasil.
Será que é porque
a empresa tem ligações muito fortes com os Silva do PT: Luiz Inácio e José
Dirceu?
Oficialmente, a
Galp acredita no conto do pré-sal brasileiro – no qual investiu 400 milhões de
Euros só no ano passado...
Promovido
Fabio Barbosa
(ex-Vale e ex-secretário do Tesouro Nacional) subiu de posto no BG
Group.
Foi nomeado para
o cargo de Chairman BG South America, se reportando diretamente ao Chief
Executive Chris Finlayson.
Fábio vai
comandar os negócios na Bolivia, Chile, Uruguai, e
Brazil...
Indicador de crise
A inadimplência no
pagamento de cotas de condomínio na cidade de São Paulo cresceu 21,2% em 2012 na
comparação com o ano anterior.
De
janeiro a dezembro do ano passado, 4% dos boletos de condomínio emitidos aos
moradores de apartamentos residenciais na capital paulista ficaram em aberto por
30 dias ou mais, contra 3,3% em 2011.
Assim
aponta balanço da Lello, empresa líder em administração condominial no
Estado.
Invista na Colômbia...
Os
altos impostos, o Produto Interno Bruto que cresce devagar demais e a
insegurança jurídica afastam investidores do Brasil – onde o nivel de corrupção
ainda atrapalha mais ainda os negócios.
Por outro lado,
os baixos impostos, as perspectivas de crescimento do PIB até 2017 e a
liberdade econômica são alguns dos aspectos que a conceituada revista
norte-americana Bloomberg Markets levou em consideração ao manter a Colômbia
entre os melhores países do mundo para se investir.
Em uma lista de
22 países emergentes, liderados pela China, a Colômbia foi um dos cinco países
da América Latina a compor o ranking, ocupando a 11º posição, sobretudo, devido
a assinatura de diversos tratados de livre comércio que vem fortalecendo a sua
economia.
Pesquisa sobre a crise
O
International Business Report (IBR) da Grant Thornton revelou que 40% das
companhias globalmente acreditam que a crise na zona do euro impactará
negativamente os seus negócios.
A
estimativa é que o cenário ruim na Europa enxugue as receitas mundialmente em
até US$ 2 trilhões.
De acordo com o
IBR, o impacto da crise na zona do euro na receita das empresas está sendo
severo.
Mais da metade
(54%) dos empresários consultados no mundo revelaram que as suas receitas caíram
em mais de 3% e 32% (uma a cada três companhias) tiveram pelo menos uma redução
de 6% nos resultados.
Descrença, com medinho
No
Brasil, 67% dos empresários acreditam que a situação no exterior não terá
impacto no País e 29% dizem que a crise impactará negativamente os negócios
aqui.
Além
disso, 53% creem que a crise não afetará os planos para fazer negócios na
Europa.
Outros
17% revelaram que apenas estarão menos propensos a realizar projetos na
região.
Nada menos que
74% dos empresários brasileiros mostraram preocupação com uma recessão na
economia global nos próximos 12 meses, acima da média global de
70%.
Guardando dinheiro
Nos EUA, a maior
economia do mundo, para 11% dos entrevistados a crise fez com que as receitas
caíssem 10% ou mais.
A pesquisa
revelou que 60% das empresas no Brasil estão guardando pelo menos 10% da receita
como reserva de caixa, resultado bem acima do percentual global de
45%.
A América Latina
é a região onde há o maior percentual de empresários reservando acima de 10% da
receita.
Vamos ficar de fora?
O anúncio da
intenção dos Estados Unidos e Europa negociarem uma área de livre comércio
coloca o Brasil sobre pressão para concluir as negociações entre Mercosul e
União Europeia, que está sob discussão a mais de uma
década.
O professor de
Relações Internacionais da Trevisan Escola de Negócios, Olavo Furtado, avalia
que um acordo entre essas duas potências poderá impor padrões técnicos e de
governança global ao resto do mundo, dado o peso que representam nos órgão
reguladores como a Organização Mundial do Comércio
(OMC):
“O Brasil também
precisa estar atento aos setores que se beneficiarão com a ampliação do acesso
mútuo entre esses mercados”.
Economia em debate
No próximo dia 23
de fevereiro, a partir das 9h, a FECAP realizará o III Encontro de Conjuntura
Econômica – Perspectivas e Cenários para 2013.
Debatem: José Mauro Delella (mestre em Relações Internacionais pelo IRI/USP, com MBA em Finanças e bacharel em Economia pela FEA/USP, atua no mercado financeiro há 25 anos e já trabalhou em empresas como Itaú, Citibank, Lloyds Bank e UBS).
Rafael Cortez (doutor em Ciência Política pela USP, analista sênior da Tendências Consultoria Integrada e professor de política da PUC-SP).
Guilherme de Moraes Attuy (doutor em Teoria Econômica pela FEA/USP, bacharel em Economia pelo IBMEC-SP e professor de macroeconomia da FECAP).
Eric Brasil (doutorando e mestre em Teoria Econômica pela FEA/USP, economista sênior da Tendências Consultoria Integrada, coordenador do Núcleo de Pesquisa do IFECAP e professor da FECAP).
A FECAP Liberdade fica na Av. Liberdade, 532.
Debatem: José Mauro Delella (mestre em Relações Internacionais pelo IRI/USP, com MBA em Finanças e bacharel em Economia pela FEA/USP, atua no mercado financeiro há 25 anos e já trabalhou em empresas como Itaú, Citibank, Lloyds Bank e UBS).
Rafael Cortez (doutor em Ciência Política pela USP, analista sênior da Tendências Consultoria Integrada e professor de política da PUC-SP).
Guilherme de Moraes Attuy (doutor em Teoria Econômica pela FEA/USP, bacharel em Economia pelo IBMEC-SP e professor de macroeconomia da FECAP).
Eric Brasil (doutorando e mestre em Teoria Econômica pela FEA/USP, economista sênior da Tendências Consultoria Integrada, coordenador do Núcleo de Pesquisa do IFECAP e professor da FECAP).
A FECAP Liberdade fica na Av. Liberdade, 532.
Caixinhas de leitura
A
Saraiva acaba de lançar a nova série de boxes Saraiva Bolso, uma coleção
de pocket books em parceria com a editora Nova
Fronteira.
São
quatro caixas, duas delas reunidas por obras que circulam em torno dos mesmos
temas, ‘do amor’ e ‘sobre o homem’, e outras duas selecionadas por títulos do
mesmo autor: Jane Austen e Machado de Assis.
Em
pouco mais de um ano, foram vendidos quase meio milhão de exemplares impressos,
entre 140 títulos, sendo 100 deles também disponíveis em formato
digital..
Agreste Tex
Caruaru
(PE) vai sediar a primeira edição da “Agreste TEX – Feira de Máquinas, Serviços
e Tecnologia para a Indústria Têxtil”.
A
Feira acontece de 5 a 8 de março no Polo Comercial de Caruaru, em uma área de
cerca de 5.000 m², reunindo mais de 100 expositores.
O
polo de confecção do Agreste de Pernambuco reúne hoje 13 cidades que produzem
mais de 800 milhões de peças por ano, gerando negócios que movimentam mais de R$
3,5 bilhões.
Racismo policial?
A
Defensoria Pública de SP entrou com duas representações contra uma ordem de
serviço do comando da Polícia Militar em Campinas que determinava aos seus
policiais abordagens “especialmente em indivíduos de cor parda e
negra”.
A
Defensora Pública Vanessa Alves Vieira denunciou que a ordem foi emitida para
patrulhamento em um bairro com incidência de roubos a residências e determinava
que os policiais focassem em suas abordagens, em uma determinada área:
“transeuntes e veículos em atitude suspeita, especialmente indivíduos de cor
parda e negra com idade aparentemente de 18 a 25 anos, os quais sempre estão em
grupo de 3 a 5 indivíduos na prática de roubo à residência daquela
localidade”.
A
Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania vai apurar o
caso.
Atlas da oncologia grátis
Médicos
e profissionais da saúde envolvidos no diagnóstico e tratamento do câncer
poderão usar, gratuitamente, o primeiro aplicativo em português sobre o
assunto.
Disponível
para iPhone e iPad, o o Atlas da Oncologia contempla uma enciclopédia com
imagens em alta qualidade para auxiliar na explicação de médicos para pacientes
sobre a atuação do câncer no organismo em seus diferentes
estágios.
O
download pode ser feito gratuitamente na App Store, direto no aparelho, numa
iniciativa do programa de educação médica continuada da
Novartis.
Spa week
Realizar
o treinamento de pessoas de comunidades carentes em práticas básicas de massagem
e incentivar a busca por uma nova profissão e inserção no mercado de
trabalho.
Essa
é a missão do programa Levar Bem Estar, da Associação Brasileira de Clínicas e
Spas, que promove um atendimento público neste sábado, a partir das 9h, no
Instituto IBECO (Rua Domingos de Morais, n° 1.293 – Vila Mariana, São
Paulo).
O
evento é preparatório para a Spa Week qye acontece de 13 a 27 de
abril.
Capitão Tornado
O
SESI-SP apresenta no dia 23 de fevereiro (sábado), às 21h, a peça A Viagem do
Capitão Tornado, dirigida por Leonardo Cortez .
O
espetáculo é encenado por atores com Síndrome de Down do Grupo ADID de
Teatro.
Após
a sessão, gratuita, Leonardo Cortez e o elenco participam de um bate-papo com o
público.
Proposta
Vida
que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.
15 de fevereiro de 2013
Jorge Serrão é
Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast
Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia,
Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
RECONTANDO A BAZÓFIA, OU A LOROTA, OU A FANFARRICE, OU A GABOLICE, OU A JACTÂNCIA, OU...
Mais um engodo: Governo “tira 13 mil famílias da miséria” lhes dando R$ 2
O governo Lula sempre é defendido com a bazófia
de que teria tirado “40 milhões de brasileiros da miséria”. A conta simplesmente
não fecha, mas sempre que um petista é acuado em um debate envolvendo a
malversação do PT saca de pronto a arma: “Tirou 40 milhões da miséria”.
Poderíamos então presumir que a década de
governo petista criou regras mais sólidas para empresas gerarem riqueza, passada
à população que passa a trabalhar para elas, quando antes não tinha nada.
Poderíamos imaginar que enxugou a máquina pública, fazendo com que os produtos
com alto percentual de impostos e média de 2,3% de lucro em seu preço ficassem mais acessíveis
ás populações de baixa renda (o Brasil faz parte do trágico rol de países que
quer aumentar a riqueza taxando o consumo). Pior ainda pensar assim.
Na verdade, tudo não passa de uma gambiarra
estatística.
O Brasil mantém algum enriquecimento graças à
conjuntura global, embora todo o período petista seja o período
dos nossos últimos 50 anos em que menos se cresceu em relação
ao mundo, o que significa que a riqueza gerada pela força trabalhadora está indo
para o bolso de políticos.
Todavia, para poder “fechar a conta”, o governo
cria programas assistencialistas e eleitoreiros que, ao invés de funcionarem
como o “imposto de renda negativo” de Milton Friedman (defendido também por John Rawls), que permite que as pessoas entrem na zona
economicamente ativa e prescindam de tais programas, apenas “introdutórios”,
pouco tempo depois, apenas mantém os pobres com alguns trocados a mais, sentindo
que sua vida “melhorou graças ao governo”, mas mantendo-os eternamente pobres (e
eleitoralmente vantajosos). Não há produção de riqueza que gere produtos mais
baratos ou de mais fácil distribuição para essas pessoas.
Enquanto a Secretaria de Assuntos Estratégicos
(SAE) da Presidência da República define que a “classe média” brasileira é
composta por quem tem renda entre R$ 291 e R$ 1.019 familiar per capita (por que
tal afirmação geopolítica de estatística de botequim foi proferida pela
Secretaria de Assuntos Estratégicos da
Presidência?), Dilma Rousseff fazia auto-elogio “errôneo” na revista The Economist afirmando que seu partido
incluiu 40 milhões de pessoas na classe média. Com R$ 291 por cabeça até eu, né,
minha nêga?
“16,4 milhões de ex-miseráveis apenas nos últimos sete meses!”
O método agora é impedir que famílias tenham
renda mínima inferior a R$ 70 por cabeça. Para o governo, por exemplo, um casal
com três crianças com renda mensal de R$ 350 é “miserável” (R$ 70 por pessoa).
Com mais R$ 2 do novo programa “Brasil Carinhoso”, atinge R$ 352 e deixa
oficialmente a “miséria” (com renda de R$ 70,40 por pessoa).
A meta de Dilma é “acabar” com essa miséria até
o início de 2014 para poder se reeleger com novo chavão, repetido
irrefletidamente por pensamento automático (e teme-se, obviamente, que a oposição
não faça as contas e apresente rapidamente ao público).
A conta, novamente, não bate. De acordo o
Ministério do Desenvolvimento Social, segundo reportagem da Folha, há ainda cerca de 600 mil famílias na
extrema pobreza em todo o país. Antes do lançamento do Bolsa Família, em 2003,
havia 8,5 milhões de famílias nessa situação, segundo a pasta.
Onde estão os 40 milhões, alardeados por Lula e
Dilma? Por que só 8,5 milhões agora? Ademais, não há nada de estranho em haver
9,1 milhões na situação de miséria pré-Lula, e Lula ter acabado justamente com
8,5 milhões, restando agora apenas 600 mil para serem cuidados? Por que há tão
pouco no futuro?
Por que, afinal, definir que a “miséria” acaba
justamente com R$ 291 mensais familiares per capita (segundo a Secretaria
Estratégica para reeleição da Presidência), ou com R$ 70 per capita (segundo o
Ministério do Desenvolvimento, que precisa ainda cuidar do porvir)?
Com números tão próximos (quase 9 milhões
“excluídos” da miséria, só restando 600 mil ainda a serem protegidos algo), dá
pra se notar que, nitidamente, o governo só pretende redefinir os conceitos de
miséria segundo o que bem lhe agrade e não exija muito dispêndio com pobres –
aquela gente de que o PT quer distância, obediência e votos.
A população não
muda muito, a não ser em alguns caraminguás que recebe como novas bugigangas com
que se comprava voto antigamente (como os comícios com cachorro-quente grátis do
velho Rio de Janeiro). O PT apenas aprendeu a fazer isso em escala
continental.
Deixando a miséria com R$ 2
Situação estranhíssima vivem as famílias que
chegavam perto dessa renda proposta pelo ministério (famílias ganhando R$ 70 por
pessoa), mas não a atingiam.
Solução? Além do Bolsa-Família, entregar R$ 2
com o programa Brasil Carinhoso para tais famílias, e propagar que, com isso,
“saíram da miséria”. É a mentira comprada facilmente por
setores “progressistas” de extrema-Humanas, pouco interessados em fazer contas
na vida antes de apelar para estatísticas que não sabem explicar (ou mostrar
onde estão os 40 milhões de “ex-pobres” e atuais classe-média, essa entidade
paradoxalmente tão detestada por eles mesmos.
É o caso de Luiza Sousa, 51, desempregada em
Demerval Lobão, no Piauí. Ganhando mais R$ 2 do Brasil Carinhoso, além dos R$
140 que já recebia do Bolsa Família, Luiza passou a engrossar a lista de “16,4
milhões de ex-miseráveis”, já que sua família agora saiu da estatística.
“Com R$ 2 não dá para comprar nem meio quilo de frango. Comprei um
coco hoje com R$ 2″, afirma Luiza, mãe de quatro filhos, que tinha em
sua cozinha pão, dois cocos e um pouco de arroz. Próxima a ela, moram Joelina
Maria de Sousa, 31, e a filha Jucélia, 7, que também receberam R$ 2 para sair
oficialmente da miséria. São esses R$ 2 (que não pagam uma viagem de
ônibus simples em São Paulo) que geram uivos de comemoração em petistas. Afinal,
saem “oficialmente” (ou seja, pela estatística oficial) da miséria. Na
prática, ganham um coco.
Comemorando seu cambalacho, Dilma discursava em
Teresina, no próprio Piauí: “Quando a gente tem essa preocupação de retirar da
miséria (…) estamos não só praticando um ato moral, um ato ético, mas, também,
nós estamos olhando para o futuro do Brasil”. Belos cocos, dona
presidenta.
O programa Brasil Carinhoso foi criado em
meados do ano passado para “erradicar a miséria”, o mesmo que o Bolsa Família já
pretendia.
Traduzindo: foi criado para dar um banho de loja – não nas pessoas
que podem comprar pouco com tal soma, mas nas estatísticas do governo. Ou mais
exatamente, do partido querendo se manter no governo.
O benefício do Brasil Carinhoso varia de R$ 2 a
R$ 1.140, sendo que esse valor máximo é pago a apenas uma única família, segundo
reportagem da Folha, que teve acesso a dados com base na Lei de Acesso à
Informação (deve ser uma família bem grande, visto que está acima dos R$ 1.019
por capita familiar que são o “teto” do que é considerado
classe média pelo governo). Não apenas as piauienses Luiza e Joelina são
presenteadas com apenas R$ 2 do governo: há 13,1 mil famílias em todo o país
recebendo tal montante do butim de impostos do governo.
A reclamação não é apenas nossa, como mostra
Folha:
Economistas ouvidos pela Folha dizem que é preciso levar em consideração outros aspectos, além da renda da família, para se falar em erradicação da miséria.“A saída da pobreza, efetivamente, é quando a pessoa tem condições de moradia, vestuário, educação, saúde e emprego para poder se autofinanciar”, diz Socorro Lira, coordenadora do doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal do Piauí (UFPI).Jaíra Alcobaça, também da UFPI, afirma que iniciativas que trazem algum tipo de melhoria de vida são válidas, mas precisam ser encaradas como políticas emergenciais e também deveriam levar em conta as diferenças regionais.
Claro, poucos dias antes dessa notícia, um dos
principais órgãos de atuação petista perante a população, seu bastião urbano de
idéias com roupagem pseudo-universitária, a revista Carta Capital soltava a
“chocante” reportagem: a riqueza dos 100 homens mais ricos do mundo seria capaz
de acabar com a miséria do mundo quatro vezes.
Fazendo mais umas continhas, se tal fortuna
(algo em torno de 240 bilhões de dólares), acabaria com a miséria no mundo
quatro vezes, quer dizer que o Brasil “arrecadando” (eufemismo de “tomar
dinheiro à força”) 1 trilhão e meio de reais acabaria com a miséria no mundo
três vezes. Com um detalhe: a fortuna dos “alvos” de Carta Capital é trabalho de
décadas, às vezes séculos. Já o butim que o governo toma à força do cidadão ele
toma todo ano…
Se é para estatizar a economia para poder
“distribuir renda”, parece que a tentativa de passar R$ 1,5 trilhão por ano para
garantir R$ 2 mensais (R$ 24 anuais) para 11 mil famílias foi a pior forma
possível. Qualquer iniciativa privada faria absurdamente mais. Até Vakinha do
UOL conseguiria R$ 266,4 mil anuais com a “população rica” do país, sem precisar
de impostos.
Será mesmo que é dando um coco a mais para os
miseráveis que podemos dizer que o governo está fazendo um bom trabalho de
“tirar brasileiros da miséria” e “distribuir renda”, ou será que quem mais deve
comemorar os impostos são os políticos dando migalhas à população para poderem
tomar ainda mais reeleitos?
15 de fevereiro de 2013
Flávio Morgenstern
UM CAPÍTULO POLÊMICO E TENEBROSO DA HISTÓRIA QUE NÃO SE ESQUECE
Lições sobre o Holocausto
Apresentação didática sobre este episódio polêmico da história.
O texto “A verdade proibida” traz um resumo sobre o polêmico Holocausto judeu visto pela ótica revisionista da história. Longe de ser um tratado histórico, o texto fornece uma excelente base para quem deseja iniciar seus estudos sobre o Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial.
15 de fevereiro de 2013
O texto “A verdade proibida” traz um resumo sobre o polêmico Holocausto judeu visto pela ótica revisionista da história. Longe de ser um tratado histórico, o texto fornece uma excelente base para quem deseja iniciar seus estudos sobre o Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial.
15 de fevereiro de 2013
UM TEMA POLÊMICO
Democracia: o governo da escória
Os antigos agricultores gregos do Pireu cozinhavam gordura de ovelha em grandes caldeirões. Da superfície retiravam a “escória“. E essa escória era denominada pelo termo “dêmos”. É daqui que a elite dominante das cidades-estado da antiga Grécia chamou, de forma pejorativa, “democracia” ao poder emergente do povo, “o governo da escória“.
O que é democracia?
Atualmente, a forma preferida de governar chama-se democracia. Os Estados Unidos da América, em especial, consideram seu dever espalhar a democracia por todo o mundo. Chegou-se ao ponto de equiparar a terroristas, os países que não tenham um “governo de cariz democrático ocidental”. Eles têm constantemente de se cuidar para não caírem na mira da única potência mundial que ainda resta, os Estados Unidos. Cada indivíduo que considere outras formas de governo que não a enaltecida democracia, é considerado um inimigo do Estado e terá, possivelmente, de esperar consequências adversas. Afinal o que vem a ser esta “democracia” que é considerada, pelos seus defensores, como “a única e verdadeira”?
Geralmente, dizem-nos que a palavra significa “soberania popular”. Partem da palavra “dêmos”, do grego antigo, e afirmam que ela significa “povo”. Mas será mesmo? Na realidade, em grego antigo, a palavra “povo” é Iaós. A palavra dêmos significa “escória“.
Os antigos agricultores gregos do Pireu, cozinhavam gordura de ovelha em grandes caldeiras. Da superfície retiravam a “escória“. É essa escória que eles chamavam “dêmos”. É daqui que a elite dominante das cidades-estado da antiga Grécia chamou, de forma pejorativa, “democracia” ao poder emergente do povo, “o governo da escória“.
Entretanto, a falsa interpretação (democracia = governo popular) está tão espalhada que podemos encontrá-la em todos os dicionários e em quase todos os livros didáticos. Só descobre o insuspeito significado quem, por acaso, descobre a verdade. Mas deve ser o que o Sistema pretende.
Devíamos pensar bem no assunto!
A crise da democracia
Num interessante inquérito promovido pelas revistas norte-americanas U.S. News and World Report, e publicado com grande destaque pelo O GLOBO, desde os dias 18 e 19 do corrente, vem sendo abordado problema da crise, do malogro ou do futuro da “democracia”. Numerosos intelectuais norte-americanos e ingleses, de alto prestígio, como: Professor Samuel P. Huntington – Cientista Político, Professor Charles Frankel – Filósofo, Professor Robert L. Heilbroner – Economista, Professor Max Beloff – Cientista Político, Professor William H. McNeill – Historiador, Professor Michael J. Crozier – Sociólogo, Professor Friedrich A. Hayek – Economista e Professor René Dubos. Cientistas, trouxeram sua contribuição ao debate que, para esses intelectuais, parece assentado em claros postulados aceitos por todos e motivado por mais uma inquietação do mundo moderno, ou pelo menos, do ocidente moderno.
Em primeiro lugar observo que o termo “democracia” sempre demarcado com o artigo “a” que reforça sua determinação designa um conceito quase tão claro e tão unívoco como o de “quadrado”. Ora, desde aqui me parece que esse inquérito aceita, sem sinais de relutância, todos os movediços equívocos que formam a atmosfera cultural de nosso tempo.
Efetivamente, o termo “democracia”, no tumulto provocado por guerras, revoluções, reformas de coisas irreformáveis e mise en question de todos os princípios morais e religiosos, o termo “democracia”, embora pretenda ter permanecido imóvel no mercado das idéias baratas, sofreu deslocamentos semânticos denunciados pelos adjetivos que lhe são anexados: democracia-liberal, democracia-cristã, democracia-popular etc. Mas também sofreu deslocamentos metafísicos mais profundos e mais perturbadores.
Na sua primeira e clássica acepção o termo “democracia” significava forma de governo caracterizada pela mais ampla participação do povo – como “monarquia” significava forma de governo de mais concentrada autoridade.
No processo revolucionário que, nos últimos quatro séculos, corre nos subterrâneos da História, o termo “democracia” passou a significar uma filosofia de vida, e não apenas uma especial forma de governo. Seria melhor dizer que passou a ser um humanismo, que pretende marcar os eixos essenciais de uma nova civilização que deixara de ser essencialmente cristã, mas ainda tolera ou respeita o cristianismo subsistente como uma opção individual.
Voltaremos a abordar este provocante problema de nosso tempo. No momento quero apenas assinalar a tranqüila simplicidade com que todos os depoimentos colhidos toma o termo “democracia” no sentido amplo tomado por Jacques Maritain em seu livro Cristianismo e Democracia, e que para nós mesmos, durante a Guerra e em nossa ingênua Resistência Democrática, se transformou em bandeira. Quase em religião.
Uma das vozes gravadas no inquérito da U. S. News resumiu seu pensamento nesse ato de Fé: “Fora da democracia não há salvação”.
Assinalo até aqui apenas este aspecto ingênuo do inquérito, cuja leitura me traz uma curiosa sensação de haver remoçado quarenta anos, da qual sensação, em vez de tirar e saborear as partes positivas como dizem os boletins da CNBB, eu sinto ânsias de vômito. Sim, em lugar de uma indulgente saudade dos “bons tempos”, sinto vergonha e tristeza de tudo o que engoli naquele mundo brutalmente simplificado pela guerra.
Mas, depois de haver sofrido a mais humilhante decepção jamais sentida por um cidadão do Planeta habitado, desde a pré-história, sim, depois de ter sido esbofeteado por Satanás no dia da chamada “vitória das democracias”, e depois de ter sofrido as conseqüências de todos os equívocos da falsa guerra, da falsa vitória, da falsíssima paz, e mais falso reformismo e progressismo religioso, posso admirar, sem nenhuma inveja, a imobilidade dos intelectuais que viraram estátua de sal e tranqüilamente ignoram a existência de vozes que, desde um Donoso Cortês, até um Pio X, e até os mais ardorosos defensores do cristianismo, responsabilizam com justa severidade esse mito de origem maçônica, como um dos principais corrosivos de uma civilização que se desagrega em todas as suas partes.
Não sendo possível alhear-se inteiramente ao espetáculo apocalíptico que até as crianças já começam a perceber, esses professores, economistas e sociólogos do mais fracassado dos mundos descobertos e civilizados por homens de outra têmpera e outra fé, esses capitalizadores de erros se assustam diante do avesso da democracia. Seria o caso de dizer-lhes que, neste himalaia de erros acumulados pelo novo humanismo que se afastou de Deus, esses pobres herdeiros de imposturas e de enganos enganam-se tão perfeitamente, que chegam a fingir que é dor a dor que deveras sentem.
Na verdade, a grande tragédia “desse humanismo do homem-exterior” é aquele vínculo vicioso do amor-próprio que na vida individual prende a alma à mentira com que ela mesma se exalta e se envenena. Em termos de Teologia da História, e de transcurso dos valores de uma civilização que já foi cristã, podemos dizer que a mentira da exaltação do homem-exterior – do homem-autônomo, isto é, do homem que é a sua própria lei, do homem que se declara adulto e que culmina na ascensão de imposturas quando anuncia uma fraternidade nos mesmos dias em que proclama seu desprezo pelo Pai – chegou ao máximo de seu trágico ridículo quando foram badaladas dentro das cúpulas de uma Igreja que reformava, deformava e transformava o cristianismo num exaltado humanismo.
15 de fevereiro de 2013
Fonte: Alfredo Braga Sob Censura
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