"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sexta-feira, 22 de março de 2013

FAZENDO O DIABO NA HORA DA REDAÇÃO!


 
 
22 de março de 2013
 

PRÉ-FALIMENTAR


EIKE A FALÊNCIA AVISA QUE ESTÁ CHEGANDO.

Tecnicamente, a situação dos empreendimentos de Eike Batista é pré-falimentar, à beira do precipício.
 
A não ser que haja muito mais coelhos dentro de sua cartola mágica, sua sobrevivência vai depender do principal sujeito oculto na oração do seu prodigioso enriquecimento: o próprio governo.
 
No caso da carreira do maior dos bilionários brasileiros, o personagem atende por dois nomes: Lula e Dilma. Como eles pariram esse Mateus alourado, agora terão que embalá-lo.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA APOIARÁ ABORTO ATÉ A 12a. SEMANA DE GESTAÇÃO

 

22 de março de 2013

DILMA ENFIM DESCOLA DE LULA E LUTA DESESPERADAMENTE PARA QUE ELE NÃO ATRAPALHE SUA REELEIÇÃO

 

Demorou, mas aconteceu. Enfim, a presidente Dilma Rousseff resolveu descolar de vez de seu mentor Lula, assumiu a plenitude do governo e passou a jogar todas as suas fichas na reeleição em 2014.



A mudança de comportamento está cada vez mais clara e já surte efeitos no governo ainda supostamente petista. Pela primeira vez, Dilma está escolhendo ministros e nem dá satisfações a Lula, que até agora vinha reinando onipotente, como um Rasputin de Garanhuns, que dava as cartas e indicava e vetava quem bem entendesse, e a presidente obedecia.

Livre, leve (embora não tão leve assim) e solta, Dilma já mudou quatro ministros sem aprovação prévia ou tardia de Lula. Nessas negociações, fez acordo com dois partidos importantes em seu governo – o PMDB e o PDT, atendeu as reivindicações diretas de Michel Temer e a Carlos Lupi, colocando fermento na coalizão para 2014. Em seguida, refez os laços estremecidos com o PR de Alfredo Nascimento e Anthony Garotinho. E Lula nao deu um pio.

Ao mesmo tempo, a presidente mantém frequentes conversas sobre a sucessão com o governador pernambucano Eduardo Campos, seu suposto adversário pelo PSB, estabelecendo com ele um estranho relacionamento político. Portanto, agora só falta Dilma chamar também Paulo Maluf para um entendimento referente à sucessão.

LULA ESTÁ ATÔNITO

O ex-presidente Lula está perplexo com o descolamento da presidente e ainda não se recuperou do golpe. Sabe que está sendo envolvido habilmente por Dilma, que vem tecendo uma teia de aranha em torno dele, para evitar que tenha uma recaída e se lance novamente candidato à presidência, o que faria com que ela fosse jogada para escanteio no PT e ficasse sem legenda, impedida de disputar a própria reeleição, repetindo o que o partido lulista fez com o então prefeito de Recife, João da Costa, no ano passado.

Como se sabe, inexplicavelmente o PT negou a legenda ao prefeito João da Costa, que era o favorito, colocou na disputa o senador Humberto Costa e acabou dando vexame: o partido ficou em terceiro lugar, com apenas 17% dos votos, atrás do PSB e do PSDB.

Como dizia o ex-governador Magalhães Pinto (frase erradamente atribuída a Tancredo Neves), “a política é como uma nuvem”. Você olha, está de um jeito; daqui a pouco, olha de novo, está de outro jeito.

É justamente o que está acontecendo com a sucessão presidencial, que Dilma abriu com quase dois anos de antecedência, porque sabia que tem de se definir um ano antes da eleição, prazo fatal para troca-troca de legendas.

ATÉ O FINAL DE SETEMBRO…

Se até o final de setembro Dilma não mudar de partido, ficará nas mãos de Lula, não terá direito ao livre-arbítrio político e fará o que ele bem entender. Dilma tem bons motivos para duvidar se Lula vai cumprir a palavra e esperar para ser candidato em 2018. Afinal, Dilma foi testemunha do golpe que Lula aplicou em Ciro Gomes, em 2008.

Ciro tinha sido ministro no primeiro governo Lula e era muito ligado a Lula, que o convenceu a trocar o domicílio eleitoral para São Paulo, sair candidato a governador em 2010 com apoio do PT. Pois Ciro acreditou, levou uma volta tão grande que ficou alijado da política, não conseguiu se candidatar a presidente e até hoje ainda está tonto.
Dilma tem consciência dessa realidade. Sabe que Lula não é confiável, muito pelo contrário. Sabe também que jamais o derrotará, na convenção do PT.

E o tempo passa, o prazo fatal para mudar de partido se aproxima velozmente. Dilma não sabe o que fazer. Tem quatro opções:

1) fica no PT e reza ao Padre Cícero para que Lula cumpra a palavra;

2) entra num partido novo, como o PEN (Partido Ecológico Nacional) e busca acordos com outras legendas;

3) alega ao TSE que o PT não está cumprindo o programa partidário (e não está, mesmo) e pede filiação ao PDT (seu partido de origem), indo no rastro do ex-marido Carlos Araújo;

4) ou filia ao PSB, num acordo com Eduardo Campos saindo para vice em 2014 e depois para presidente em 2018.

Como dizia Shakespeare, eis a questão, muito interessante e intrincada. O melhor é que só saberemos a resposta daqui a cinco meses.

22 de março de 2013
Carlos Newton

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA HELIO FERNANDES

Talvez mais importante do que os royalties é a discussão do que chamam de ‘novo Pacto Federativo’. Mas com a habitual covardia política, partidária, constitucional, jogam tudo para 2017. No Vaticano, Dona Dilma e seus 54 acompanhantes, 17 carros de luxo.

Por que falam em "renovar" o Pacto Federativo, se nunca existiu nenhum? A República nasceu arbitrária, autoritária e discricionária, não dando a menor importância para estados e municípios. Essa arrogância, inicialmente, levou 41 anos. Só foi substituída por duas ditaduras.

Pacto Federativo?

De 1930 a 1985, os 36 anos somados ditatorialmente foram iguais ao início da República, agravados pela violência, pela tortura, pela insanidade da soma da incompetência com a violência. A primeira ditadura, de 15 anos, cruel, e se realizou alguma coisa, foi por causa das conquistas do mundo, e da duração no Poder.

A segunda ditadura, 25 anos perdidos. Eu e a grande figura de Evandro Lins e Silva (meu primeiro advogado, por seis vezes, ações políticas e não jornalísticas, absolvido em todas, que continuaria por mais 40 anos, com outros advogados de primeiro time) conversávamos intensamente sobre esse autoritarismo.

Não estava na nossa cultura, formação e convicção, mas existia mesmo. Agora, é muito comum políticos se afirmarem "republicanos". Ou negarem adversários, afirmando "não serem republicanos". Só que uns e outros parecem desconhecer o que é, verdadeira e gloriosamente, ser REPUBLICANO.

EMBORA NÃO PAREÇA, DIFERENÇAS ENTRECONFEDERAÇÃO E FEDERAÇÃO

A República se equivocou em tudo, até na identificação. Enquanto os EUA e a França nasceram como Federação, o Brasil surgiu e se mantém até hoje como Confederação. Portanto, além das inconveniências absurdas, não podia ter um PACTO FEDERATIVO, por ser Confederação. OS EUA, mais importantes do que a França, desde o início se dividiram entre ESTADUALISMO E FEDERALISMO.

Tudo o que implantaram foi através do voto direto, enquanto aqui tudo era indireto, pela vontade de uns poucos. Os americanos tiveram a sabedoria de discutir tudo, coletivamente, na Convenção da Filadélfia, que durou 5 meses. Foram fundados então 2 partidos. O Republicano, lógico, e o Federalista. Este elegeu George Washington, que tomou posse em 1789. 40 anos depois, em 1829, seria fundado o Partido Democrata.

Nós ficamos apenas com 1 partido, é evidente, o Republicano. Nos EUA, a Convenção da Filadélfia, por maioria absoluta, decidiu: a República seria majoritariamente ESTADUALISTA, a Constituinte decidiria a percentagem minoritária dos FEDERALISTAS. Decidiram: 75 por cento ESTADUALISTA, 25 por cento FEDERALISTA. Foi o corretíssimo Pacto Federativo deles, que, como se vê, deu certo.

Estes 25 por cento Federalistas representam o arcabouço judicial do país. Regulam as relações externas, compõem a justiça interna, a arrecadação federal, e todo o resto indispensável. Estados e municípios são obrigados a cumprir perenes esses 25 por cento, os outros 75 por cento estão nas Constituições estaduais.

Que Pacto Federativo querem RENOVAR no Brasil? A União pode tudo, os estados têm dívidas colossais com essa União. Os 195 milhões de brasileiros nasceram e moram nos municípios, mas não têm o mínimo de recursos, vivem (?) na maior miséria. Podiam fazer alguma coisa agora, deixaram para 2017. Acham que daqui a 4 anos será mais fácil. Qual a explicação ou justificativa?

CRISE E ALTOS SALÁRIOS

Uma importante empresa de pesquisa americana (que participa do levantamento dos 100 mais ricos do mundo da Forbes) fez avaliação dos 20 jogadores de futebol de mais altos salários do mundo. Desses 20, 18 ganham entre 65 e 96 milhões de reais por ano e jogam na Europa. Apenas dois não são de lá.

Neymar, que aparece recebendo quase 60 milhões (por ano, como todos) e Conca, com quase 40 milhões. Jogava no Fluminense, está na China, querem renovar seu salário. Curiosidade: a Europa em crise que não acaba, paga tudo em salários. Neymar recebe praticamente 60 por cento em patrocínio e publicidade. De Conca, poucos dados, não se sabe como a China trabalha.

MALUFISMO DESCOBERTO, CORRUPÇÃO ENCOBERTA

Denunciado ao TSE, o polêmico personagem pode perder o mandato, que vem "conquistando" há dezenas de anos. A acusação: em 2010, última eleição, usou 168 mil reais de uma empresa da família. Diante do seu passado, parece ridículo ou absurdo.

Já foi preso (e algemado) por irregularidades no governo em SP. Está proibido de visitar 191 países, sob risco de ser preso pela Interpol, não sai do Brasil. Os 243 milhões de dólares que foram contabilizados em seu nome em paraísos fiscais continuam em aberto. Mas por perder o mandato por causa de uma mísera quantia, e ainda mais da família? Surrealismo ou imprudência-conivência?

O PSDB CONTINUIA "PAULISTIZADO"

Na República Velha, essa palavra tinha força de lei. Os três primeiros presidentes civis da República eram paulistas: Prudente de Moraes, Campos Salles, Rodrigues Alves. Só em 1906 apareceu Afonso Pena, governador de Minas. Assumiu, não completou o mandato, morreu. Assumiu o vice Nilo Peçanha, inimigo de Rui. Que por causa disso não foi eleito em 2010, na primeira tentativa.

Agora, o "jovem presidenciável" Aécio Neves continua atrelado, ou melhor, embalsamado à "paulistizala". Sem os votos paulistas, perdão, de Alckmin e Serra, não consegue coisa alguma. Foi a São Paulo, se humilhou diante de Serra e não conseguiu nada.

Já tendo disputado a Presidência duas vezes, Serra não se define, acha que não está certo ou incerto para uma terceira aventura presidencial. Mas tem confessado a íntimos: "Posso não ser candidato novamente, mas apoiar Aécio na praticamente certa derrota, isso de jeito algum".

DONA DILMA: OS EMBALOS DE SEXTA À NOITE

Nada é definitivo. Na fase da faxina, a presidente demitiu dos Transportes o ministro e ex-sargento Alfredo Nascimento. Agora no ciclo da limpeza, vai recebê-lo. Não será nomeado, apenas um embalo ou afago. Errou antes ou está errando agora.

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PS – A "nossa" presidente brilhou no Vaticano. Não por ela propriamente dita, mas pelos 54 acompanhantes. Os 17 carros de luxo, fora as caminhonetes que levavam as bagagens. E mais os hotéis suntuosos, por que ficar na Embaixada, como uma burguesa? Todos comentaram a riqueza do Brasil. Era esse o objetivo?

22 de março de 2013
Helio Fernandes

PRESUNÇOSO, O AINDA MINISTRO GUIDO MANTEGA CONTINUA ACREDITANDO QUE É A VERSÃO ÍTALO-BRASILEIRA DE ALADIM

 


Rei da cocada – Que dez entre dez petistas são soberbos e arrogantes todos sabem, mas é no mínimo sinal de ignorância não reconhecer a própria incompetência.

Essa foi a postura do ainda ministro da Fazenda, Guido Mantega, que em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal não admitiu que suas previsões sobre a economia do País fracassaram de maneira vergonhosa.

Sem aceitar as críticas feitas por integrantes da oposição, em especial do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), o ministro, que nos últimos anos transformou-se em fantoche de luxo da presidente Dilma Rousseff, disse que “não é pecado mortal não acertar as previsões” e que cabe ao governo o dever de fazer previsões otimistas.

Guido Mantega está absolutamente equivocado ou aprendeu a mentir com o ex-patrão Lula, porque o dever do governo é não apenas fazer previsões coerentes, sem mascarar a realidade, e adotar política econômica que produza resultados positivos.

Desde o falso milagre econômico de Lula, que teve início em 2009 e dura até hoje, o ucho.info tem alertado para o perigo das estratégias adotadas pelo Palácio do Planalto para impulsionar a economia. As medidas que deveriam ser pontuais e céleres acabaram se perpetuando, como se o consumismo fosse capaz de neutralizar o veneno da crise.

É cada vez mais evidente que o governo do PT está perdido e sem saber o que fazer para reverter a crise e devolver ao País o status econômico da década passada, quando o fantasma da inflação andava acabrunhado.
Controlar a inflação com medidas antagônicas é suicídio econômico, mas Mantega não consegue enxergar o óbvio. Ao mesmo tempo em que estimulam o consumo, esses gênios do socialismo tropical atropelam a indústria brasileira, que diuturnamente perde competitividade.

Demanda em alta e produção em baixa é o terreno fértil para que a inflação cresça e ganhe força. Para não reforçar ainda mais a crise, o governo mantém o dólar desvalorizado frente ao real, o que permite o abastecimento do mercado por empresas estrangeiras.

Sempre dona da última decisão na seara econômica do governo, Dilma Rousseff foi apresentada aos eleitores como a garantia de continuidade da era Lula. E pelo menos nesse quesito a neopetista tem mostrado competência, fazendo a lição de casa como se usasse papel carbono.

22 de março de 2013
ucho.info

PARCERIA ENTRE LULA E EMPREITEIRAS NÃO É NOVIDADE E CONFIRMA QUE O BRASIL É REFÉM DE NEGOCIATAS

 

Sem solução – Não é novidade alguma o fato de empreiteiras brasileiras, que mantêm negócios com o governo federal, custearem as viagens do messiânico Luiz Inácio da Silva pelo mundo afora.

De igual modo, é mentirosa a alegação de que essas empresas abram seus cofres sem qualquer interesse.
Responsável pelo período mais corrupto da história política nacional e pela crise na economia, Lula continua recebendo altas somas para proferir palestras em que conta aquilo que não fez por conhecida incompetência.

No momento em que o Brasil enfrenta um apagão no setor de infraestrutura, o que compromete ainda mais a possibilidade de reversão da crise econômica, empreiteiras se unem ao mais mentiroso dos políticos para vender ao mundo a imagem de um país que é mera ficção.
O conluio entre as empreiteiras e Lula mostra de maneira inequívoca que o ex-metalúrgico é quem manda no governo de Dilma Rousseff e faz jus ao rótulo de “presidente-adjunto”.

A realidade econômica do País é, por si só, motivo mais que suficiente para que as palestras do ex-presidente não sejam contratadas por qualquer vintém, uma vez que o Brasil cambaleia à um passo do precipício.

Lula é um mitômano incorrigível que se especializou em ufanismo como forma de garantir o avanço do projeto totalitarista de poder que tem a assinatura do Partido dos Trabalhadores.
Ainda fugindo da imprensa para não ter que explicar os escândalos de corrupção em que se envolveu, direta ou indiretamente, Lula continua sem responder ao convite do editor do ucho.info para um debate, com duração acima de uma hora, sem o apoio de auxiliares e muito menos o direito a anotações.

Quisesse provar que recebeu inúmeros títulos e honrarias por merecimento, Lula já teria concordado com o debate. Covarde adepto das negativas como atalho para a desculpa, Lula é um parlapatão que levará o Brasil ao fundo do poço.

22 de março de 2013
ucho.info

EDUARDO CAMPOS NÃO MUDOU. QUEM MUDOU FOI JARBAS "JUCÁ, SARNEY CALHEIROS" VASCONCELOS


Tenham a santa paciência. Assistam ao vídeo acima.
 
É da eleição de 2010. Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) chama Eduardo Campos (PSB-PE) de mentiroso, mau caráter e outros adjetivos.
 
Em certa parte do vídeo, Jarbas Vasconcelos diz: "a verdade sempre prevalece". É verdade! A verdade apareceu.
 
E aí está um Jarbas Vasconcelos fisiológico, fazendo o que os piores peemedebistas fazem, apenas para manter as suas chances de renovar o mandato no Senado. Eduardo Campos não mudou. Jarbas Jucá Sarney Calheiros Vasconcelos sim.
Tem muito mais vídeos como estes não internet. É só buscar.
 
(Leiam o post sobre o "cozido" do Jarbas)
 
22 de março de 2013
in coroneLeaks

"O NOVO MILAGRE ECONÔMICO"

 
Reza o ditado que milagre mesmo é algo que não existe. O que chamamos de milagre é apenas uma ordem de coisas que desconhecemos. Eu começo a acreditar que isso seja uma grande verdade, depois de abrir os jornais de anteontem. Governo Dilma sobe 1 ponto e vai a 63 pontos porcentuais - essa foi a manchete principal dos jornais de quarta-feira.

Tão absurda quanto ela só mesmo o pleito da Argentina no sentido de retomar as Ilhas Malvinas. De um lado está Cristina Kirchner, empunhando um par de setes, de outro, o papa, a quem ela pede intercessão para a devolução do arquipélago.
Afinal, o que Sua Santidade tem que ver com isso?

Mas os absurdos não param por aí. O Brasil, ainda há pouco, divulgou dados relativos ao desempenho da nossa economia. E muitos desses dados são mutuamente excludentes.


A economia nacional estagnou? Isso é fato inconteste. Mas, em contrapartida, não há desemprego e o povo se mostra otimista. O crédito está barato e abundante. E no mais tudo caminha igualmente bem.


Conforme o dito popular, depois da tempestade vem a enchente. Não é esse o caso, ao menos por aqui. O céu permanece azul e nada indica uma mudança brusca de tempo.


No entanto, para além do populismo selvagem praticado em terras austrais, há algo mais que os empresários brasileiros muitíssimo temem. Não, não é a chibata, mas a inexistência de crédito - crédito do bom, sem prazo para vencer nem data para quitar.


Os amigos da corte têm acesso ilimitado a ele. Praticamente não existe risco de insolvência. Quando a situação fica negra, lá vem o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) injetar fundos a juros irrisórias, que se desfazem ao sabor da carestia. Para os demais empresários, porém, as durezas e os martírios causados pela inflação.


No caso específico brasileiro, como entender a mágica da inflação baixa mesclada com uma taxa de juros irrisória. Ela remonta a um passado não tão remoto, quando Galvêas, Pastore e, principalmente, Delfim Netto moviam os cordéis da economia e, qual czares, decretavam quem iria morrer e quem deveria sobreviver.


O mecanismo para tanto era o crédito: abundante e a taxas baratas para os amigos, minguado e a taxas perversas para os inimigos.
Nada muito diferente do que se observa hoje em dia. Até mesmo Delfim, o imortal, está de volta. Dizem por aí que é ele o capo di tutti capi no campo econômico. Não duvido nada que isso seja verdade.

Tanto Delfim Netto quanto Roberto Campos foram os gigantes econômicos do Brasil pós-revolucionário. Roberto Campos representava o pensamento liberal e, segundo ele próprio admitia, foi o único liberal no Brasil a exercer o poder. Já Delfim se dizia um pragmático, para quem o certo era o que dava certo. Sua volta ao centro do poder não é de surpreender ninguém suficientemente informado.


Ele sempre foi o líder do pensamento econômico da Universidade de São Paulo (USP) e estabelecia com seus alunos mais promissores uma espécie de pacto de vida ou morte. Quando assumia o poder, levava-os todos com ele e os discípulos, por sua vez, faziam o mesmo com o mestre.

Ambos, Delfim Netto e Roberto Campos, tinham uma cultura muito acima da do comum dos mortais. Qual era a diferença entre eles? Bem, Roberto Campos entendia ser seu dever moral compartilhar com os seus colegas as suas antevisões.


Já Delfim guardava as dele para si mesmo e alguns raros amigos. Roberto Campos, talvez como herança de sua formação seminarista, entendia que mentir era um pecado mortal. Mais pragmático, Delfim via nas inverdades um mero instrumento de trabalho.

Fui colega dos dois durante oito anos no Congresso Nacional. A minha opinião sobre eles é a seguinte: ambos tinham o mesmo nível cultural, ambos estudavam bastante e ambos mereceram ter chegado aonde chegaram. Só que Delfim tinha uma "taxa de êxito" incontavelmente maior.


Ele e sua equipe só chutavam em direção ao gol e na maioria das vezes acertavam. O resultado, no entanto, era dividido escrupulosamente entre todos os que participavam da empreitada. Roberto Campos, por sua vez, nunca teve o mau hábito de recolher resultados e muito menos o de dividi-los.

Na verdade, Roberto Campos era um missionário, enquanto Delfim Netto não estava longe de ser um corsário. Roberto Campos, todos nós sabíamos, era um pregador no deserto. De Delfim, com sua famosa ojeriza das multidões, jamais as procura espontaneamente. Atribui-se a ele esta frase: "Tudo pelo povo, tudo para o povo e nada com o povo".


Mesmo quando estava errado, o fato é que Delfim ganhava todas. Pois saibam todos que ele está de volta. E ainda mais poderoso, porque agora já não precisa prestar contas a quem quer que seja.


E quem são os seus principais escudeiros? De um lado está o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que cobra a sua vassalagem à custa de um ministério, e, de outro, se encontra André Esteves, enfant terrible da economia brasileira, que sempre soube estar do lado certo na hora certa, ao menos em todas as contendas travadas no Planalto Central.


Eles se reúnem, segundo se diz, ao menos uma vez por semana. Nesses almoços sigilosos são tratados todos os assuntos relativos à economia nacional e também é decidido quem vai morrer e quem vai viver dali em diante. Quanto valeria estar presente em apenas um desses banquetes?

Com isso se percebe que a economia brasileira voltou aos seus gloriosos tempos de outrora. Aqui não vencem os mais competentes, e sim os influentes. A estratégia dos "campeões nacionais'' é a maior prova disso. Hoje, quem quiser se dar bem na vida que trate de agradar a essa gente.


"Muitos serão os chamados e poucos serão os eleitos..."

22 de março de 2013
João Mellão Neto
O Estado de São Paulo

BNDES FINANCIA CONSTRUTORAS NA ÁFRICA, QUE FINANCIAM PALESTRAS DE LULA LÁ


Três construtoras com histórico de doações eleitorais para as campanhas presidenciais petistas e de execução de obras do governo federal custearam a viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a África, encerrada anteontem. Lula ficou seis dias no continente e passou por Gana, Benin, Guiné Equatorial e Nigéria. Durante a viagem, fez duas palestras custeadas por empreiteiras.

A primeira, em Gana, foi paga em conjunto pela Odebrecht e pela Queiroz Galvão, além de uma empresa de seguros local chamada SIC. A segunda foi bancada pela construtora Andrade Gutierrez, que doou mais de R$ 2 milhões a Lula quando ele concorreu à reeleição, em 2006. Naquele ano, a Odebrecht injetou cerca de R$ 200 mil na campanha do petista. A Queiroz Galvão não fez doações.

Em 2010, a campanha da presidente Dilma Rousseff recebeu R$ 9,38 milhões da Queiroz Galvão, R$ 15,7 milhões da Andrade Gutierrez e R$ 2,4 milhões da Odebrecht.A informação de que a viagem fora paga pelas empreiteiras foi publicada ontem pelo jornal O Globo e confirmada pelo Instituto Lula, que, no entanto, não informou os valores pagos sob a alegação de que são dados "reservados".Segundo a assessoria do instituto, as palestras foram para convidados das empresas.

O transporte e a hospedagem também foram custeados por elas. Os pagamentos são feitos à LILS, empresa aberta pelo ex-presidente justamente para receber pelas palestras. As palestras são a principal fonte de renda de Lula desde que ele deixou a Presidência. Em 2011 ele proferiu diversas, entre elas à Microsoft, à Tetra Pak e à LG. Em 2012, por causa do câncer que o acometeu e das eleições municipais, quase não fez nenhuma.

No mercado, estima-se que um evento com o ex-presidente custe cerca de R$ 200 mil. Às plateias africanas, Lula falou sobre como a experiência do Brasil no combate à pobreza ajudou a desenvolver a economia e da relação Brasil-África.

22 de março de 2013
Estadão

NOVA CLASSE MÉDIA TEM TRABALHO PRECÁRIO, POUCA INSTRUÇÃO E MORADIA INADEQUADA

Inserção do grupo ocorreu principalmente no comércio, serviço e pequenas indústrias, segundo pesquisador
 

Rosani e Carlos Augusto, com a filha Manuela e o neto Miguel. Donos de um bar, trabalham de 7h às 20h
Foto: Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo
Rosani e Carlos Augusto, com a filha Manuela e o neto Miguel. Donos de um bar, trabalham de 7h às 20hMônica Imbuzeiro / Agência O Globo

As estatísticas não deixam dúvidas. Com o ganho de renda dos trabalhadores nos últimos anos, o Brasil é um país de classe média. Economistas calculam que 55% da população podem ser considerados assim. Mas que classe média é essa?

A acompanhante de idosos Fernanda Nascimento, 25 anos, e seu marido, o pedreiro Carlos Rogério de Oliveira, de 31, não terminaram o ensino fundamental. O casal mora em Nova Iguaçu, com as filhas de 5 e 1 ano de idade. Fernanda e Carlos Rogério não têm casa própria, cartão de crédito nem plano de saúde. Suas filhas não estão em escola particular e o casal enfrenta uma jornada de trabalho de mais de dez horas por dia. Mas a renda mensal da família, de R$ 2.100, faz dela um retrato da nova classe média brasileira. Será mesmo?

— Não — diz o sociólogo Jessé Souza, para quem esse grupo forma uma “nova classe trabalhadora precarizada”. — É uma classe que foi inserida principalmente no comércio, em serviços e em pequenas indústrias. É mais explorada, aceita trabalhar 12, 14 horas por dia. A ascensão dessa classe ao consumo é real. E isso é extremamente positivo, porque antes nem essa possibilidade existia. A sociedade moderna têm dois capitais importantes, o econômico e cultural. Essa visão empobrecida (de classe média) considera apenas a renda.

As sociólogas Christiane Uchôa e Celia Kerstenetzky, da UFF, analisaram os indicadores sociais da nova classe média, com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE de 2009. E se surpreenderam ao perceber que 9% dos pais de família do grupo são analfabetos, 71% das famílias não têm planos de saúde e 1,2% das casas (cerca de 400 mil) sequer têm banheiros. “A chamada nova classe média não se parece com a classe média como a reconhecemos” concluem as pesquisadoras.

Criador do conceito “nova classe média”, o economista Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vê nas críticas uma reação de sociólogos que, para ele, “se sentem um pouco invadidos”:

— Desde o começo a gente não está falando de classe sociais, mas de classes econômicas. Economistas são pragmáticos, talvez simplifiquem demais as coisas. Mas, entre 2003 e 2011, 40 milhões de pessoas se juntaram à classe C no Brasil, que passou para 105 milhões de pessoas.

No recorte feito por Neri em 2009, eram consideradas como classe média famílias com renda mensal entre R$ 1.200 R$ 5.174 Agora, as faixas foram atualizadas para entre R$ 1.750 e R$ 7.450.

— É claro que essa não é uma classe média europeia ou americana, é a classe média brasileira. Mas não olhamos só a renda, é uma métrica mais sofisticada. Há melhoras em indicadores de educação e, principalmente, de trabalho, que dá sustentabilidade às conquistas. O grande símbolo dessa classe média não é o celular nem o cartão de crédito, mas a carteira assinada. Eu até gostaria de ver mais empreendedorismo — diz Neri.

O empreendedorismo faz parte da rotina de Rosani Pifani, 50 anos, e seu marido Carlos Augusto Ferreira, 53 anos, donos de um bar no Morro do Pinto, onde conseguem uma renda de R$ 2 mil, vendendo de cerveja a detergente, das 7h às 20h. Nos fins de semana, a jornada se estende até 2h.

— Não tenho conforto nem fim de semana, e queria ter um carro. Mas quando olho a pobreza em volta, vejo que pelo menos tenho casa própria, comida e televisão — diz Rosani, que não completou o ensino fundamental.

Com tv a cabo, mas sem escola particular

No andar de cima da casa, vive a família da filha, Manuela Pifani Lago, de 25 anos, seu marido Jonatas Oliveira, de 30 anos, e o filho Miguel, de 4 anos. Com ensino médio completo, os dois trabalham com carteira assinada, ela como caixa numa grande rede de varejo e ele, como técnico de informática. Juntos ganham cerca de R$ 2 mil.

— Temos plano de saúde, graças à empresa, e alguns confortos, como TV a cabo. Mas escola particular para o Miguel ainda não dá — conta Manuela.

O publicitário Renato Meirelles, do Instituto Data Popular acha que o brasileiro tem uma visão errada de sua própria condição.

— Quem se considera de classe média está na ponta da pirâmide, é mais intelectualizado, mais erudito. Temos pesquisa mostrando que 35% das classes A e AB se consideram de classe média. No Brasil, o 1% mais rico têm renda per capita de R$ 6 mil por mês e há um monte de gente que faz parte deste 1%, mas jura que é classe média. Mas não se pode dizer que classe média é só quem concluiu o curso superior e gosta de música erudita.

Ex-babá e hoje sócia de uma loja de decoração em Copacabana, Evangelina Ribeiro, de 40 anos, diz que só passou a se sentir de classe média depois de concluir seu curso superior em pedagogia.

— Um mundo se abriu. Almoço em casa, compro o que quero e visto o que eu gosto. Infelizmente, a sociedade ainda tem muito preconceito, e a primeira impressão é o que você tem e o que você compra — diz ela, dona de renda mensal que varia de R$ 2.500 a R$ 3 mil, e que já pensa em cursar outra faculdade, de gastronomia.

22 de março de 2013
Nice de Paula - O Globo

JUSTIÇA CONFISCA 100 MILHÕES DE EM BENS DE CACHOEIRA

Justiça determina perda de bens da quadrilha de Cachoeira
 
 

Decisão complementa sentença de dezembro; Ministério Público diz que propriedades foram acumuladas por meio de práticas criminosas

Carlinhos Cachoeira, esteve no prédio da Justiça Federal em Goiânia, Goiás, nesta quinta-feira (10)
O bicheiro Carlinhos Cachoeira. Justiça determinou perda de bens (Cristiano Borges/O Popular/Futura Press)
A Justiça Federal de Goiás determinou a perda de mais de 100 milhões de reais em bens do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e integrantes de sua quadrilha investigados na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. A lista de bens inclui terrenos, apartamentos, carros e até um avião, a maioria em nome de laranjas. Os bens deverão ser leiloados e o dinheiro obtido será repassado à União para cobrir prejuízos causados pela quadrilha e compensar os custos da operação policial.
O Ministério Público Federal de Goiás, responsável pela avaliação dos bens, sustenta que eles foram adquiridos por meio de práticas criminosas. Cabe recurso à defesa.
A decisão é um complemento a uma sentença de dezembro, que condenou Cachoeira a 39 anos e oito meses de prisão por crimes de corrupção ativa, formação de quadrilha e peculato (desvio feito por servidor público). O contraventor recorre da sentença em liberdade.
Na época da condenação, outros membros da quadrilha foram sentenciados a penas de prisão: José Olímpio Queiroga foi condenado a 23 anos e quatro meses de prisão; Lenine Araújo foi sentenciado a 24 anos e quatro meses de prisão; e Idalberto Araújo, a dezenove anos e três meses de prisão.
Os bens dos envolvidos já estavam bloqueados desde o ano passado. Na relação divulgada pela Procuradoria, Cachoeira aparece como proprietário de apenas um terreno em Goiânia, avaliado em 1,5 milhão de reais. Ao todo, sete pessoas aparecem na relação de perda de bens. José Olímpio de Queiroga Neto, apontado como responsável pelo controle dos jogos ilegais no entorno do Distrito Federal, deve perder cinco apartamentos (avaliados em 2,3 milhões de reais), um prédio comercial (avaliado em 8 milhões de reais), duas fazendas em Goiás (avaliadas em 450 000 reais) e um posto de lavagem e lubrificação.
Já Lenine Araújo de Souza, primo de Cachoeira e apontado como o contador da quadrilha, deve entregar dois carros, dois imóveis e três terrenos em Goiás. O sargento da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá, citado como o araponga do grupo, foi condenado a perder dois carros e um apartamento em Brasília (avaliado em 600 000 reais). O juiz também fixou multa de 156 000 em favor da União para cobrir os gastos da Operação Monte Carlo - como diárias, locomoção e alimentação de agentes.
Defesa - A defesa de Carlinhos Cachoeira afirmou que ainda não foi notificada da decisão e que ainda não teve acesso ao seu teor. O advogado do bicheiro, Nabor Bulhões, disse que se a sentença for mesmo pela perda de bens, ele deve recorrer da decisão ao Tribunal Regional Federal. “Não foi produzida nenhuma prova de que os bens tenham sido obtidos como produto do crime”, disse Bulhões. Ainda de acordo com o advogado, Cachoeira está concentrado em recorrer da pena de 39 de prisão. “Ele está totalmente voltado para a defesa dele e para sua família”, disse Bulhões.
22 de março de 2013
Jean-Philip Struck - Veja
 

AUXÍLIO-MORADIA PARA DEPUTADOS TERÁ ALTA DE 26% E SERÁ DE R$ 3.800,00

Câmara define reajuste de 12,72% na cota de deputados e 26,6% no auxílio-moradia
 
 
 
Integrantes da cúpula da Câmara definiram nesta quinta-feira (21) que o aumento da chamada cota mensal de atividades parlamentares será de 12,72%. O reajuste deve gerar um gasto a mais de R$ 22,6 milhões por ano com os parlamentares.

Também ficou definido que o auxílio-moradia pago aos deputados será reajustado em 26,6%, passando dos atuais R$ 3.000 mensais para R$ 3.800. O gasto anual estimado com o aumento do benefício é de R$ 1,5 milhão.

As medidas foram anunciadas ontem pela Mesa Diretora da Câmara, mas sem os valores dos reajustes. A Câmara chegou a divulgar, em nota enviada à imprensa nesta quinta-feira, valores menores do reajuste, mas corrigiu em seguida.

No caso do auxílio-moradia, o benefício não era reajustado desde 1996. Atualmente, 207 dos 513 deputados recebem o recurso. Os demais moram em apartamentos funcionais em Brasília.

Andre Borges/Folhapress
Plenário da Câmara lotado durante votação sobre royalties no fim do ano passado; deputados terão reajuste para gastos com viagens, telefone, postagens, etc
Plenário da Câmara lotado durante votação no fim do ano passado; deputados terão reajuste para gastos com viagens e telefone

Já o chamado "cotão", como é conhecido, foi adotado em 2009 e é utilizado para pagar despesas como passagens aéreas, telefone, serviços postais, assinatura de publicações, combustíveis e lubrificantes, entre outros gastos. Desde então, ele não foi reajustado.

O valor de cada deputado varia de Estado para Estado, principalmente, em razão do preço das passagens aéreas.

Ontem após reunião dos membros da Mesa Diretora, o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), determinou que a área técnica definisse um índice de reajuste para os dois benefícios, o que foi feito hoje.

Esses valores deverão fazer parte de um ato interno da Casa e aprovado pelos integrantes da Mesa Diretora.

Além do aumento do valor do "cotão", a Casa prevê a criação de 44 cargos de indicação política e 15 funções, espécie de gratificação cedidas aos servidores que atuam em áreas de chefia.

A criação dos cargos vai gerar um custo de R$ 7 milhões em 2013 e R$ 8,9 milhões em 2014.

ECONOMIA

Em contrapartida, a Casa prevê a redução de gastos de R$ 12,6 milhões por ano com a limitação do pagamento do 14 e15 salários e R$ 24 milhões com a implantação de novas regras para o pagamento de horas extra que deverá entrar em vigor em maio.

"O corte de despesas atinge R$ 49 milhões, ou seja, R$ 25 milhões com a redução da ajuda de custo aos parlamentares e R$24 milhões pela mudança no sistema de horas extras dos servidores", diz a diretoria.

De acordo com os cálculos da direção, as medidas devem produzir uma economia de R$ 19 milhões por ano.

22 de março de 2013
ERICH DECAT - UOL

NOTA AO PÉ DO TEXTO

POLÍTICOS NA SUÉCIA, SEM LUXOS E SEM MORDOMIAS

País rico e país com lantejoulas, plumas e 'paetés' ... Vejam os vídeos (parte 1 e 2) já postados aqui no blog, sobre a farra no parlamento brasileiro, com o suado dinheirinho dos impostos. Saúde, educação, segurança, saneamento etc? E a seca no nordeste, as vítimas de Petrópolis e da Região Serrana do Rio de Janeiro? E as vítimas desse Brasil que se esconde nos distantes rincões de miséria e abandono? Opa! Calma lá!!!
Farinha pouca, meu pirão primeiro!!!

http://www.youtube.com/watch?v=0n3fQDAfJmM&feature=player_detailpage

http://www.youtube.com/watch?v=3iLEN2_UpDA&feature=player_detailpage

m.americo


 

DESMORALIZADOS, DILMA E MERCADANTE AGORA QUEREM NOTA ZERO PARA DEBOCHADOS

MEC quer dar zero a aluno que fizer deboche no Enem.

 
Receita de Miojo e hino do Palmeiras, incluídos em redação, reprovariam estudantes. Mudança será discutida pelo ministério com a equipe que elabora as regras do exame e pode valer já para este ano

A inclusão de trechos inusitados e que fogem ao tema da redação do Enem deve fazer o estudante ficar com nota zero a partir do próximo teste, que ocorrerá neste ano.

O Inep, órgão do MEC (Ministério da Educação) responsável pelo exame, pretende mudar o edital com as regras.

A medida será discutida após a divulgação de casos de "inserção indevida" no teste de 2012, quando candidatos colocaram no meio do texto uma receita de Miojo e trecho do hino do Palmeiras.

Na prova, o tema proposto era o movimento imigratório para o Brasil no século 21.

"Em respeito ao participante sério, é um tema que não pode ser desprezado. Qualquer inserção que seja por deboche ou desrespeito tem que [estar previsto] no edital que seja dado zero", disse ontem Luiz Cláudio Costa, presidente do Inep.

Até ontem, entretanto, o órgão tinha outro entendimento. A orientação era para que o corretor punisse o candidato devido ao trecho incoerente, mas levasse em conta argumentos e ideias apresentados sobre o tema da redação no restante do texto.

O candidato que escreveu a receita de Miojo recebeu nota 560 - em uma escala que vai até 1.000. Já o que citou o hino do Palmeiras teve 500.

De um total de 4,1 milhões de redações do Enem 2012, cerca de 300 textos (0,0073% do total) apresentaram algum tipo de "inserção indevida".

Segundo o presidente do Inep, o tema será discutido com equipe técnica que elabora o edital do exame -as regras do Enem 2013 devem ser divulgadas em maio.

Costa diz que a equipe terá o cuidado de "separar o joio do trigo". "O estudante, em momento de tensão, pode fugir ali [ao tema] e depois voltar."
Nesse caso, o estudante não recebe nota zero. Com a mudança, diz, serão punidos apenas candidatos que querem "tumultuar".

No último Enem, o edital previa nota zero em quatro situações: fuga do tema ou não atendimento ao tipo textual (narração, dissertação etc.), redação em branco, texto com "impropérios, desenhos e outras formas propositais" e com até sete linhas.

NOTA 1.000

O Inep também estuda mudar o sistema de pontuação da redação. Uma opção considerada é qualificar o desempenho por meio de faixas.

Em vez da escala de 0 a 1.000 usada hoje, o estudante receberia um conceito (A, B, C etc.). Especialistas em texto devem ser chamados a debater o assunto.

No ano passado, 2.080 textos (0,05% do total) receberam nota máxima na redação.

22 de março de 2013
FLÁVIA FOREQUE - Folha de São Paulo

NADANDO EM DINHEIRO PRIVADO, LULA QUER IMPOR AOS OUTROS FINANCIAMENTO PÚBLICO DE CAMPANHA

 

Continuo encantado com o périplo mundo afora de Luiz Inácio Lula da Silva, tudo às expensas de empreiteiras. Reitere-se: fosse ele apenas um ser privado, ok. Poderia fazer de sua vida o que achasse melhor. Mas é evidente que as coisas não são bem assim. Continua a ser um dos homens mais poderosos do Brasil — talvez o mais —, com forte influência no Palácio do Planalto.
É ele que faz e desfaz candidatos no PT, organiza as alianças políticas do partido, deflagra e dá o ritmo do processo sucessório etc. Todos querem ser, claro!, seu amigo. Agora vem o mais interessante: este encantador de empresários, este verdadeiro burguês do capital alheio, tem um sonho: o financiamento público de campanha! Essa é uma bandeira do PT.
Lula é mesmo um senhor esperto. Sai por aí, financiado pelo grande capital, lota o próprio bolso e o caixa de seu instituto de dinheiro — nem mesmo precisa prestar contas, a não ser ao Imposto de Renda —, arrecada o quanto quiser, mas quer confinar os adversários na cafua do financiamento público.
Pergunto: o que ele anda fazendo Brasil e mundo afora é ou não é política?
A resposta é óbvia. Não existe financiamento público de campanha que possa coibir as suas “palestras remuneradas”, certo? Se ele quer ser animador de negócios, lobista, porta-voz de conglomerados, o que seja, que vá fundo! O que não pode é impor aos outros uma prática que ele mesmo não segue.
 
22 de março de 2013
Reinaldo Azevedo -Veja Online