"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sexta-feira, 7 de junho de 2013

O MELANCÓLICO FINAL DA NEWSWEEK E A MORTE DAS REVISTAS SEMANAIS DE INFORMAÇÃO


Nada mostra tão bem o declínio das revistas semanais quanto a agonia da Newsweek, que durante décadas foi a influente e admirada número dois do mundo, com uma circulação de 3 milhões de exemplares.

Na redação da Veja, nos anos 1980, a Newsweek e a líder Time eram acompanhadas com rigor e com devoção pelos jornalistas, incluído eu em meu começo de carreira.

Nesta semana, soube-se que, mais uma vez, ela está à venda. Só que ninguém quer comprar os restos mortais.

A Newsweek foi virando pó com a ascensão da internet. Foi perdendo leitores, anunciantes, repercussão e, finalmente, razão de ser.

Já nos estertores, passou do grupo que controla o Washington Post para as mãos da editora Tina Brown, que comandava então o site Daily Beast. As duas marcas ficaram sob a órbita de Tina.

AGORA, O SITE

No final do ano passado, a edição impressa deixou de circular. Se não fosse o aviso, ninguém teria notado, tão irrelevante já tinha ficado a revista na Era Digital.
Agora, o site foi posto à venda. A empresa quer se dedicar à marca Daily Beast.

É difícil imaginar que apareça candidato. No New York Times, alguém notou, melancolicamente, que não é uma revista à venda, com jornalistas: é apenas uma marca.

E uma marca de um passado longínquo. O caso da Newsweek não mostra apenas quanto a internet destruiu a indústria tradicional de mídia. (Há pouco tempo, a Time Warner tentou se desfazer de sua divisão de revistas, mas não encontrou quem quisesse comprar.)

A agonia da Newsweek revela, também, um fato duro para as companhias jornalísticas: as grandes marcas do papel não transferem seu prestígio para a internet. Não surpreende que a empresa prefira se concentrar no Daily Beast e não na Newsweek.

No Brasil, o quadro é o mesmo, com o natural atraso de alguns anos que caracteriza a mídia nacional em relação à americana e à europeia.

A principal revista brasileira, a Veja, é uma sombra do que foi. Os esforços extraordinários para manter a circulação em 1 milhão – a mesma em vinte anos – não têm impedido uma queda calculada em 4% ao ano.

Tenho para mim que o fim iminente e inevitável das revistas semanais de informação amargurou enormemente Roberto Civita em seus últimos anos.

Tenho para mim, também, que parte dos excessos da revista se deveu a uma desesperada tentativa de manter a relevância a qualquer preço.

O fato é que a internet vai transformando rapidamente as demais mídias em defuntos.

DEPOIS, A TV

A próxima parada, liquidados jornais e revistas, é a televisão.
O futuro da tevê está na Netflix, no YouTube e na Amazon, que vai produzir conteúdo em vídeo. Marcas tradicionais – a Globo no Brasil – vão enfrentar um processo parecido com o que vitimou a Newsweek e tantos outros títulos nobres da Era do Papel.

A Globo só consegue manter a receita publicitária – sem a qual não é nada – graças ao expediente do BV, o Bônus por Volume, que acorrenta a ela as agências de publicidade.

Mas o grilhão só se explica com audiências monstruosas. Porque é o terror de perder essas audiências – com um boicote da Globo — que faz os anunciantes aceitarem uma coisa tão ruim para eles.

Sem grandes audiências, a amarra se vai. Os anunciantes se despedirão da Globo (e do BV abominado) e vão buscar seus consumidores onde eles estão: na internet. Não no Faustão, não no Fantástico, não nas novelas.

A internet vai fazer com a Globo o que governo nenhum conseguiu fazer: acabar com o monopólio. Pela via da desaparição de espectadores.

(transcrito do site Diário do Centro do Mundo)
Paulo Nogueira
07 de junho de 2013

SEM CRESCIMENTO, JAPÃO VAI PERDENDO IMPORTÂNCIA


A economia do Japão, hoje com 130 milhões de habitantes, em meio a pequenas flutuações, cresceu a “taxas chinesas” desde a Guerra da Coréia (1950 -1953), até 1990. Atingiu um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 4,6 Trilhões, com renda razoavelmente distribuída (per capita, de  US$ 36 mil/ano), nada mal.
Mas a partir daí, entrou em estado estacionário, com leve deflação. São 22 anos de produção, salários, taxa de juros básica etc., tudo próximo a zero ou até negativo.

Como a População cresce a 0,2% ao ano, também está quase estacionária, e administraram esses 22 anos de estagnação sem grandes danos, conseguindo manter um desemprego baixo, c erca de 4,5%, mandando embora quase todos os trabalhadores estrangeiros.

Eram a segunda economia do mundo. O problema é que nesses 22 anos, a China ultrapassarou a economia do Japão. A China, atingindo já um PIB de US$ 5,5 Trilhões, continua crescendo a “taxas chinesas”, embora já desacelerando, e a Índia, com todas as suas complexidades, vem crescendo bem já há 12 anos e tem potencial para ultrapassar também o Japão em futuro distante, e até as Coréias que um dia vão se unificar, chegarão perto de um Japão estacionário.

Solução para o Japão não ficar um país “sem importância”: tem que voltar a crescer. O atual primeiro-ministro Shinzo Abe, PLD, ganhou as eleições do fim do ano, com a Plataforma Política de Crescimento da Economia.

Como, depois de 22 anos de estagnação, fazer pegar no tranco a terceira economia do mundo? O premier Shinzo Abe prometeu e está fazendo: na política monetária, dobrar a quantidade de moeda circulante (crédito bancário), saindo de uma deflação para uma inflação de 2% a/a, em 2 anos, estimando que a taxa básica de juros sairá de zero para cerca de 3% a/a.

Na política fiscal, apesar do já grande endividamento público, em 236% do PIB, aumentar o Orçamento Federal e, consequentemente, a dívida pública ainda mais, e fazer grandes obras de infraestrutura etc. E depois que a economia voltar a crescer, aumentar bastante os impostos de consumo.

Na Política Cambial, desvalorizar o iene em cerca de 20% para ativar a exportação. Tudo isso visando um crescimento do PIB de cerca de 4% a/a.
É fascinante acompanhar como tudo isso vai evoluir. Uma coisa é certa, sem crescimento, o Japão vai perdendo importância.

07 de junho de 2013
Flávio José Bortolotto

DE VOLTA AO BRASIL GRANDE?


Em julho de 2004, visitei Santiago. Fiz questão de conhecer o Palácio de La Moneda, céu e inferno da experiência socialista de Salvador Allende. Fazia um frio polar, desses de congelar pinguim de geladeira. No portão, uma guarda solene recebia os visitantes e fazia uma revista discreta.
Afinal de contas, ali era o local de trabalho do presidente da República. Educadamente, o sentinela encapotado falou-me alguma coisa que não entendi. De imediato, e por conta e obra de fantasmas inapagáveis, levantei os braços.
Aí aconteceu o inusitado. O soldado disse-me, visivelmente constrangido, que aquilo não era necessário, que a situação lhe trazia “lembranças ruins”. Percebi a mancada a tempo de manifestar-lhe solidariedade. Éramos irmãos atemporais de memórias sofridas.
 
Quando Allende assumiu a presidência do Chile, em 1970, a barra andava pesada na Ilha do Fundão, onde eu cursava engenharia química. Soldados invadiam a ilha, fazendo arrastões e prendendo a rodo. As engrenagens do terror de Estado surfavam no apoio da classe média, do Milagre Econômico (arquitetado pelo “neoprogressista” Delfim Netto, oráculo sinistro da caserna).
 
Naquele ano, o Brasil ganhou a Copa do Mundo de futebol com uma seleção brilhante e uma campanha publicitária recheada de clichês patrioteiros. Os 90 milhões em ação do Miguel Gustavo serviram de trilha sonora para a repressão, a censura e a tortura. Presos políticos da época contam que os torturadores interrompiam o suplício para acompanhar as partidas. Patriotadas oficiais escondiam o Brasil real, que sangrava e estava amordaçado.
 
PRÁ FRENTE, BRASIL
O guarda chileno e suas lembranças tristes surgiram das brumas quando vi a inacreditável campanha que o governo federal acaba de lançar para promover a Copa de 2014 (http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2013/05/27/campanha-publicitaria-para-a-copa-2014-traz-brasil-como-a-patria-de-chuteiras).
 
É duro ter aguentado os “ame-o ou deixe-o”, “integrar para não entregar” e “esse é um país que vai p’ra frente”  e vê-los ressuscitados numa retórica ufanista e debiloide. Reafirmando o mito surrado de que somos o país “da alegria”, a propaganda passeia pelo patriotismo tacanho e garante que somos “200 milhões de brasileiros que jogam juntos, acreditam até o último instante e transformam tudo em paixão”. Usaram recursos públicos para produzir este lixo de aroma verde-oliva, que não resiste a três neurônios de análise. Chamem o Zé Trindade !!
 
Os sábios de Brasília dizem que “o Brasil não vai fazer só uma Copa do Mundo, vai fazer a melhor Copa de todos os tempos”. De onde tiraram isso ? O que vimos até agora foi a construção de um colar de elefantes brancos e corrupção a céu aberto. O estádio Mané Garrincha, em Brasília, teve a capacidade aumentada para mais de 70 mil lugares, o equivalente a quase 3% de toda a população brasiliense.
As obras do Maracanã, que já havia sido reformado para o Pan de 2007, custaram 50% a mais do que foi orçado no início. Quem vai investigar ? Quem se beneficia disso ? Après moi, le deluge. A cobertura do estádio da Fonte Nova, em Salvador, não resistiu a uma chuva mais forte.
 
O grand finale da peça publicitária é o retorno à pátria de chuteiras. Criada pelo Nélson Rodrigues em plena ditadura, no estilo reacionário-elegante típico do grande escritor, a expressão serviu para desenhar uma perigosa cartada: a de que é desejável que os brasileiros esqueçam suas diferenças e se unam em torno da seleção nacional. Nada mais conveniente para o general Médici com o radinho de pilha. Nada mais adequado para qualquer governo em ano de eleição. Nada mais estúpido e antiesportivo do que o fanatismo por trás de sagradas chuteiras. Nada mais patético do que as vítimas do arbítrio repetirem mantras dos algozes.
 
UFANISMO
O ufanismo serve a vários senhores. A galvãobuenização do país nutre a apatia, mediocrizando temas e análises. A megalomania fixa no imaginário popular uma falsa ideia de potência e cria alvos fantasiosos (“somos melhores e maiores do que os outros”, que, por consequência, devem se curvar a nós). A lobotomia propagandística esteriliza a capacidade crítica e torna o povo refém de interesses não revelados. Quem tem a ousadia de papaguear que somos “200 milhões de brasileiros que jogam juntos” perdeu o rumo e o prumo. Será que empreiteiros brasileiros jogam no mesmo time dos operários que construíram/reformaram os estádios e jamais poderão frequentá-los (os ingressos terão preços inacessíveis à grande maioria) ? Será que os pais e alunos da Escola Municipal Friedenreich, ameaçada de demolição para facilitar o escoamento de torcedores no Maracanã, vestem a mesma camisa dos que querem destruí-la ? Será que o Brasil chegou, meio sem querer e assobiando, à sociedade sem classes ?
 
Ainda sobre a pátria de chuteiras, cabe um derradeiro comentário. O futebol, hoje, não tem nada a ver com aquele que se jogava na época de Nélson Rodrigues. Virou, como registrei na semana passada, um negócio. A seleção rodrigueana tinha cacoete local, todos os jogadores atuavam em times brasileiros. A torcida tinha contato permanente com eles. Assistia aos treinos, via-os aos domingos. O que se vê hoje é uma legião multinacional, reunida circunstancialmente, para a qual a noção de pátria passa batida. Capital não tem fronteira, tem interesses. Longe de ser fenômeno caboclo, virou regra. A bobagem que o governo federal divulga nas televisões ignora essas mudanças e nos faz retroceder a oba-obas de triste memória.
 
Gostaria que isso não passasse de um pesadelo. Amanhã acordaria e, aliviado, constataria que tudo não passara de imaginação. Bem ao estilo de um maravilhoso samba de breque do imortal Moreira da Silva, Acertei no milhar (http://letras.mus.br/moreira-da-silva/393251/).
 
O malandro sonha que ganhou no jogo do bicho, faz planos delirantes e, no final, descobre que tinha sonhado. Temo, entretanto, que vem por aí uma avalanche eufórico-nacionalista, com uma parceria amigável entre governos e imprensa (para isso a PIG será muito útil aos projetos oficialistas …). Afinal de contas, dona Dilma pagou o mico de balançar a caxirola e não vai perder uma oportunidade dessas.
 
07 de junho de 2013

Jacques Gruman
 
(artigo enviado por Mário Assis)

ENGRAÇADAS MAS DOLOROSAS...

  Comida de restos
 
so2

Diz o Fisco que a sonegação ainda é de 23,9% do que deveria ser arrecadado, o equivalente a 8,4% do PIB.
Com os 36% do PIB que já se arrecada, a meta, então, é chegar aos 44,5% do PIB.
Mata o véio!

***

juiz1

Luís Roberto Barroso, que julgará o julgamento do Mensalão, manda avisar a quem interessar possa que “ninguém me pauta”.
Isto é, ele é o que ele é e se dona Dilma o escolheu em função do que ele jura ser ele não tem nada com isso.

*** 

juiz2

Embargo infringente é recurso que cabe quando a condenação é por votação apertada.
É algo equivalente a mandar chutar de novo toda bola que bater na trave.

***

juiz3

De São Paulo para baixo a Saude Publica é uma calamidade.
Mas a prioridade do ministerio lá de Brasília é que as putas sejam felizes.

***

OPI-002.eps

Guilherme Afif Domingos é uma evolução sobre Gilberto Kassab.
Este não faz oposição a ninguém. Aquele já é o opositor de si mesmo.

***

1

Com novos vetos na reforma dos portos recomeça a gritaria dos “traídos” no Congresso.
Te assusta não. Pro PMDB e cia. ltda. virar o cú pro cocho só mesmo quando houver certeza da derrota do partido no poder. Só então surgirão os “democratas de primeira hora” do costume.
Até lá haverá no máximo calotes. Ou seja, aqui e ali as excelências deixarão de entragar aquilo que venderam.

***

6

Dona Dilma fixou em 2,7%, sua melhor marca colhida em 2011, a meta para o crescimento do PIB.
Assim, se a atingir de novo, poderá comemorar estrondosamente o próprio fracasso.
Não é engenhoso?

***

12

Tortura em prisão só dá chamada de primeira página na imprensa brasileira se for nos Estados Unidos.
No Brasil só é notícia a tortura de 40 anos atrás que foi a última vez em que filhinho de papai entrou no pau-de-arara.
Normal.
Notícia é o extraordinário. Por isso assassinato de pobre por aqui não dá nem notinha de rodapé. De rico e “de classe média alta” que é como a imprensa os discrimina, ainda dá não porque se assassine pouco rico proporcionalmente a população de ricos, mas porque ha mesmo muito poucos ricos neste país “sem pobreza”.
Estatisticamente eles são uma raridade.

***

11

A chamada “pacificação dos morros” do Rio de Janeiro é quase oficialmente “pra inglês ver”.
O Globo sempre informa pacificamente que a obra “foi completada” porque já tem UPPs “em todos os morros no trajeto entre o Galeão e o Maracanã e deste aos bairros da Zona Sul onde estão os hotéis dos turistas que vêm para a Copa e a Olimpíada”.
Agora com essa mania de papa de visitar favela real vai ser preciso dar uma segunda demão. Estão asfaltando, iluminando e maquiando o entorno só dos 300 metros de ruas da Favela da Varginha que Sua Santidade vai percorrer.
O Rio “pra argentino ver” sai mais barato…

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13

Haddad propôs e Alkmin topou levantar um muro de 40 km para proteger a Cantareira de invasões agora que o Rodoanel passa no meio dela.
Cautela e caldo de galinha nunca são demais…
Vai que alguém invade!
Em questão de minutos a coisa vira “questão social“.
E aí é o Jardim Botânico; é a Fazenda Buriti…
Se bobear perde-se a cidade de São Paulo.

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14

A turma lá de cima acaba de aumentar o seu território privativo de caça.
Está liberada pelo Congresso a criação de novos municípios. São 8 bi por ano de novas despesas “por dentro” só pra colocar a nova leva de atiradores nas suas devidas tocaias.
Quanta caça eles vão derrubar “por fora” pelos secula seculorum a partir delas ninguém sabe calcular.

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15

Ha quanto tempo você começou a ouvir falar de bilhão de dólar? E de trilhão, o novo personagem que entrou no palco pela porta das arrecadações nacionais de impostos?
Desde quando ser milionário passou a comprar só a condição do remediado de ontem, embora o numero dos que podem mesmo esse tanto pouco seja cada dia menor?
E, no entanto, a imprensa “progressista” e seus articulistas prêmios Nobel continuam impávidos clamando pelo “fim da austeridade” enquanto Ben Bernanke e Mario Draghi seguem emitindo dinheiro falso em ritmo de rotativa…

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16

Dos 13 acusados da Operação Porto Seguro só Rosemary Noronha perdeu o emprego (mas não o poder).
Dos outros 12, cinco já tiveram até aumento de salário.

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17

Ha 12 anos de distância na semana passada, dona Dilma no Rio Grande do Norte ainda acusava do palanque “o governo anterior” (aos do PT) pela falta de investimentos contra a sêca no Nordeste.

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18

Depois de ser condenado pela inglesa, Paulo Salim Maluf fez comovidos elogios à Justiça brasileira.

07 de junho de 2013
vespeiro

 

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA HÉLIO FERNANDES

Arrogância, petulância e importância, tudo envolvido no mais puro exibicionismo. O presidente da França cai tanto nas pesquisas que não anda nas ruas. O carreirista Sergio Cabral se refugia no sobrenome de Aécio. Valério ganha manchetes, mas fica sem a delação premiada.




O imponente Luís Roberto Barroso, advogado quase ministro do Supremo Tribunal Federal: “Não serei pautado por ninguém. Nem governo, acusados, imprensa ou opinião pública”. Elementar, doutor, mas não precisava vir a público expor o que é obrigatório. Faz parte da rotina de qualquer ministro. Está atirando contra os próprios (futuros) colegas que o receberam tão bem?
Depois, não satisfeito: “No mensalão não aceitarei pressão de ninguém”. Quer dizer que em outros casos pode haver esperança para os que dependerem do seu voto? E deixa no ar do majestoso plenário que alguns ministros sofrem e aceitam pressão?Alguns já disseram, “não ligo para a opinião pública”, mas isso no momento sagrado do voto.

E O ESCRITÓRIO ROBERTO BARROSO?
Devia ter anunciado no mesmo momento o fechamento da fortaleza de advocacia, de onde surgiu e se afirmou, até terminar no mais alto tribunal do país. É lógico que seus associados continuarão, precisam trabalhar. Mas será sempre o escritório Roberto Barroso. Ou não advogarão nos mais altos tribunais? Lógico, o ministro sempre se dará por impedido, não votará em questões de interesse do escritório. Isso é o mínimo.

PS – Barroso: “O Supremo não pode julgar ação penal, só constitucional”. Deixo para examinar depois. Em teoria é isso mesmo, mas advogados sempre se baseiam na Constituição para julgarem do ponto de vista penal ou político. Ou a prática da política é crime de lesa pátria?

O AUDACIOSO RENAN CALHEIROS
Dona Dilma ficou perplexa com a audácia do presidente do Senado. Primeiro, “barrou” o senador Eunicio, convidado dela. Depois, não deixou que ela conduzisse o encontro, tomou conta da situação.
Renan queria exibir seu prestígio e sua força, vetando a MP da redução dos preços da energia. Depois, com toda a arrogância, sem que Dona Dilma pudesse dizer qualquer coisa, afirmou: “Essa decisão faz parte do arsenal de afirmação do Senado. Só votaremos Medidas Provisórias quando chegarem dentro do prazo”.
Até Henrique Eduardo Alves ficou assombrado. Renan não pediu “menos MPs”, como publicaram, e sim afirmou sua firmeza sobre o assunto.
Presidente da República, FHC afirmou publicamente: “Sem Medidas Provisórias não há governabilidade”. Agora, com Renan, MP só se ele quiser. Ou permitir.

CABRAL E O SOBRENOME NEVES
O governador do Estado do Rio não tem candidato fixo para sua sucessão. Intimida Dona Dilma, ameaça com dois palanques no Rio, mas na frente de tudo está seu futuro político. Se quisesse mesmo a vitória de Pezão, deixaria o cargo em março de 2014, o vice assumiria, seria candidato no cargo.
Agora descobriu nova forma de obter resultados: “Posso apoiar Aécio, minha primeira mulher era uma Neves, meu filho também. Sua primeira mulher era Neves, mas tão longe quanto Mangaratiba está da moralidade.

PESQUISA NÃO PUBLICADA NA FRANÇA
O presidente Hollande tomou posse com quase 70% por cento de aprovação. Pesquisa largamente publicada. Agora, ele está pouco acima de 20 por cento, ninguém publica. Mas Hollande está tão impopular que dizem nas ruas, com tradução livre: “O presidente é mais Hollande do que François”.

O ALQUIMISTA ALCKMIN
O governador de São Paulo, cheio de obstáculos para a reeleição, tem um vice-governador, Afif Domingos, que desde já apoia a reeleição de Dona Dilma. Como é vice dele e ministro dela, Alckmin resolveu fazer o teste: se viajasse para o exterior, o que aconteceria?

Alckmin marcou a viagem, nem avisou Afif, era de boa educação e até de elegância. Lógico, Afif soube e mandou que um intermediário desse o recado: “Pode viajar que eu assumo”. Alckmin recebeu o recado, e como era só um teste, pode cancelar a viagem. Tanto faz, nenhuma importância.
QUEM GARANTE MARIN, O SERVO,
SUBMISSO E SERVIÇAL DA DITADURA,
COMO PRESIDENTE DA CBF?


Este Blog foi o primeiro a revelar a participação e o conluio de Marin com a ditadura e com Maluf. Depois vieram mais e mais denúncias sobre o seu passado, ele só se fortaleceu.
O que mostrei: “Foi vice-governador” de Maluf e assumiu quando Maluf se desincompatibilizou”. (Naquela época não havia reeleição).

Depois, Ivo Herzog revelou discurso de Marin elogiando o carrasco Fleury. Agora. O coordenador da Comissão da Verdade, Claudio Fontelles (foi excelente Procurador-Geral), vem a público: “O que Marin fez na ditadura foi horrível”. E não acontece nada, ele continua presidente da CBF. Quem o mantém e o garante?

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 PS – Gilberto Carvalho deu longo telefonema para Lula. Nada surpreendente, se falam todo dia. Mas anteontem havia um motivo mais importante, específico e precisando de análise.

PS2 – A declaração pública de Valério, “não aceito delação premiada”. O Secretário-Geral da Presidência foi meio cético, embora confortasse o ex-presidente com a afirmação: “Ele pode falar à vontade, não tem nada para dizer”.

PS3 – Lula não estava mesmo preocupado, ouviu o amigo e representante, respondeu apenas: “Nunca me preocupei com Valério ou qualquer outro. Você sabe que ele quis vir ao Instituto conversar comigo, não tive nem tenho o menor interesse.

PS4 – Ontem, discurso importante de Luiz Henrique, senador de Santa Catarina. Queria ser político, segundo ele, para ser prefeito de sua cidade. Foi. Depois, deputado, governador, senador, atuação exemplar.

PS5 – O Hospital Escola São Francisco de Assis (citado ontem na coluna do Ancelmo, com foto e tudo) tem ainda mais história. Ali ficou preso o deputado e grande orador Mauricio Lacerda.

PS6 – Em 1917, alemães afundaram navios brasileiros na Baía de Guanabara. Mauricio, pai de Carlos, protestou. Fez violento discurso na escadaria do Municipal. O presidente declarou guerra à Alemanha, mandou prendê-lo. Ficou ali no chamado Canal do Mangue.

PS7 –O local só mudou de nome em 1943, quando o grande prefeito Henrique Dodsworth inaugurou a Avenida Presidente Vargas.

PS8 – Já vi semifinais mais emocionantes em Roland Garros, lá mesmo ou pela televisão. Serena Williams venceu a italiana Errani em 46 minutos. O público devia pedir a devolução do dinheiro, as entradas são caras. E o jogo acabou às 8 horas de lá, fazer o quê?

PS9 – A italiana, por esses 46 minutos, garantiu 750 mil dólares (1 milhão e 500 mil reais). Como finalista, Serena já tem 1 milhão e 500 mil dólares. Se for campeã, 2 milhões e 800 mil dólares. (Nem quero transpor para real).

PS10 – Amanhã Serena joga a final contra Sharapova. Nas últimas 36 vezes que entrou em quadra (3 contra a russa), saiu com a vitória. Por que perderia agora?

07 de junho de 2013
Helio Fernandes

BRASIL E FINLÂNDIA - O ABISMO

Brasil e Educação – uma batalha?


Recentemente foi publicado o Ranking Internacional de Educação, especificamente sobre o desempenho do Ensino Fundamental, por meio de uma pesquisa da Pearson Internacional.

Para nosso desgosto não há surpresa: entre quarenta países, o Brasil ocupa o trigésimo nono lugar, à frente apenas da Indonésia.

O interessante desses dados é o momento em que são publicados, pois o primeiro colocado, sem surpresa alguma, é a Finlândia, o país menos corrupto de que se tem notícia.
Fazendo a comparação com o Brasil, há que se pensar mesmo que Educação é responsabilidade social, que engloba governo e sociedade civil. Mas parece que isso não importa muito.

Finlândia tem a Educação como primeira responsabilidade. Exige qualificação dos professores, mas oferece a eles essa formação de excelência. Os professores têm o reconhecimento de seu trabalho e se sentem responsáveis pela formação de seus alunos.

No Brasil, não há procura dos para os cursos de Pedagogia; os vestibulandos nem cogitam essa área. Temos mais vagas que candidatos. Por quê?
1) Professor não é respeitado;
2) Professor tem vários empregos;
3) Professor não tem salário digno;
4) Professor hoje, no Brasil, precisa ser protegido;
5) Escolas, no Brasil, têm grades – liberdade está fora delas?
6) Qualidade de vida do professor é inferior à de outras profissões;
Eu poderia acrescentar outros itens a essa lista, mas vamos analisar outra.
Professor é aquele que:
1) Orienta o aluno a transformar informação em conhecimento;
2) Participa, ativamente, da formação do aluno;
3) Estuda para formar outros profissionais;
4) Dissemina o gosto pela leitura;
5) Apresenta caminhos possíveis para a pesquisa;
6) Trabalha valores éticos no cotidiano;
7) Incentiva os alunos a valorizar suas competências;
8) Busca, nas notícias do dia a dia, a contextualização dos saberes;
9) Tem, como material de trabalho, o HUMANO;
Eu também poderia acrescentar a essa lista outros inúmeros itens, mas acredito que todos tenham comparado ambas. Sugiro a reflexão:
1) Como o profissional que trabalha com os saberes do ser humano pode ser tão desqualificado?
O Brasil só sairá desse lugar vergonhoso quando, ao invés de continuarmos apontando os problemas da Educação, melhorarmos a matriz curricular que forma os professores, oferecermos a eles salário digno compatível com a responsabilidade de formar pessoas, alterarmos a matriz curricular das escolas, ampliando a cultura dos alunos, oferecermos cursos de atualização – sérios, complexos, com docentes competentes – para aqueles que já se formaram.

Outro fator essencial para o país sair desse estado vergonhoso no qual se encontra a Educação, é disseminarmos a tal da ética e o tal do respeito pelos gabinetes políticos, para quem sabe, um dia, talvez, quem sabe, um ou dois dos que lá permanecem – visitam o local -, tenham a decência de propiciar, com o nosso dinheiro, prédios escolares e material adequado para a aprendizagem.

Fica a pergunta: por que nós, brasileiros, não mudamos esse panorama? Qual o orgulho de sermos o penúltimo colocado entre quarenta países no quesito Educação? Eu sinto vergonha… e se isso é uma batalha, proponho trégua, para que o Brasil recupere a dignidade de seu povo. Dignidade começa pela educação!

Até que isso aconteça, vou lutando ao menos para que os analfabetos funcionais consigam sair do lugar de “vaquinhas de presépio” e percebam o que seus representantes políticos estão fazendo em troca de suas cestas básicas…

Até que isso aconteça, o Brasil continuará sim nos últimos lugares da classificação mundial de Educação.
Desde que não seja o último no futebol, parece que tudo bem… Aliás, que mal eu pergunte: a Finlândia disputa a Copa de 2014???

07 de junho de 2013
Lígia Fleury é psicopedagoga, palestrante, assessora pedagógica educacional, colunista em jornais de Santa Catarina

A PIADA DA SEMANA

Partido da República, de Valdemar Costa Neto e Alfredo Nascimento, foi a piada da semana na política

Audácia oficial – Que nove entre dez políticos brasileiros usam óleo de peroba na face todos sabem, mas alguns abusam da ousadia. Integrante da base aliada e protagonista de ruidosos escândalos de corrupção, o Partido da República foi o destaque da semana que ora termina.

No programa político que foi levado ao ar na quarta-feira (5), o PR tentou, sem sucesso algum, destacar as proezas de uma legenda que é adepta das negociatas que enlameiam o Congresso Nacional e a Esplanada dos Ministérios.

No programa, que teve a participação do deputado federal e ex-governador Anthony Garotinho – vejam a ousadia –, o partido usou o slogan “PR: o Brasil com o jeito republicano de ser”. Em qualquer dicionário da língua portuguesa é possível descobrir que republicano é aquele que defende os interesses a República e seus interesse, o que não é o caso do PR.

Para quem não se recorda, o Partido da República, que de republicano nada tem, é a legenda do senador Alfredo Nascimento (AM), que foi escorraçado do Ministério dos Transportes no rastro de escândalos de corrupção.
Fosse pouco, o PT é o partido do ainda deputado federal Valdemar Costa Neto (SP), condenado pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470, o Mensalão do PT. E a condenação não se deu porque “Boy”, como é conhecido o parlamentar, foi flagrado na sacristia da igreja da esquina.

Mitomania e incoerência sempre foram a marca registrada do universo político nacional, mas o PR abusou da petulância ao querer destilar pílulas de probidade.

07 de junho de 2013
ucho.info

A CRIAÇÃO DA MOBILIZAÇÃO DEMOCRÁTICA CAUSA GRANDE PREOCUPAÇÃO AO GOVERNO - DIZ ROBERTO FREIRE


Sem dormir – O governo federal está muito preocupado com o processo de formação da Mobilização Democrática (MD), partido que surge da fusão do PPS com o PMN, e que vem recebendo um grande apoio em vários estados do país.

A avaliação é do presidente nacional da MD/PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), para quem a reação do Planalto, insuflando aliados a ingressar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionando os reflexos da fusão, mostra que a movimentação política do PPS e do PMN está no caminho certo.

O governo está preocupado, principalmente, com o poder de atração que o novo partido, decorrente de fusão, para conquista parlamentares da base para a oposição. Por isso, o PSD, de Gilberto Kassab, e mais recentemente o senador Sérgio Souza, do PMDB do Paraná, ingressaram no TSE com consultas para saber se parlamentares podem migrar para a Mobilização Democrática sem risco de perder o mandato por infidelidade partidária, levando consigo suas frações do tempo de TV e do fundo partidário.
O Supremo Tribunal Federal (STF) garantiu isso ao PSD, mas, agora, o Planalto e aliados querem rasgar a lei para impedir o crescimento da oposição.

Suplente de ministra aciona TSE
“O que já sabíamos, agora se confirma. A formação da MD tem causado muita preocupação no governo e em seus aliados. Em especial no partido de Kassab, que foi o primeiro a entrar no TSE para dizer que a lei não vale nada.
A segunda consulta, de início, até nos causou perplexidade, pois veio de um senador do PMDB. E o PMDB estava muito tranquilo nessa questão. No entanto, o senador Sérgio Souza é suplente da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (do PT), mulher de confiança da presidente Dilma Rousseff”, ressalta Freire. Para o presidente da MD, “o governo atua para impedir a liberdade de criação de partidos e a formação de novas forças políticas no país”.

Estados
Freire fez ainda um balanço sobre a instalação da MD nos estados. “O processo de formação da MD continua fluindo com tranquilidade e é muito positivo nos estados. Os consensos (para a formação de direções) estão mais fáceis”, disse o deputado.

Registro
Com relação ao registro definitivo do partido no TSE, Freire garantiu que esse processo vem sendo analisado com muita tranquilidade. “Sabemos dos prazos e no momento preciso ultimaremos o processo de fusão no TSE”.

07 de junho de 2013
ucho.info

O BRASIL DA SILVA


Que Brasil você espera deixar para seus filhos e seus netos se vive de joelhos rezando para seu amo e senhor, grande mestre que vive comandando a massa e balançando a pança, rindo pela suas costas - porque pela frente, ele não tem coragem - achando que está tudo muito bem, está tudo muito bom, e que ainda vai levar uma batatinhas fritas para degustar como esmola com o que lhe sobrar do Bolsa Família?
Seus filhos e seus netos, entenderão a droga que você lhes enfiou goela abaixo, graças a um líder popular, populista e popularesco que tem carcaça de mamute e nenhum pingo de vergonha de fazer o que faz:
 
Um filme biográfico de mentirinha, pago com patrocínio de empresas estatais que faz sua auto-louvação e cultua a própria personalidade que disfarça a identidade de um energúmeno;
 
que usa o dinheiro das burras públicas para fazer um parque em homenagem a mãe que o pariu sabe lá porque cargas d'água;
 
Que usa o hospital Sírio-Libanês, ao invés de se valer do SUS que está "à beira da perfeição";
 
Que comprou assim que meteu o pé na rampa do Palácio do Planalto, um avião de luxo como poucos ditadores desse mundo têm;
Que mandou a continua mandando dinheiro aos borbotões para países que podem votar na sua triste figura para uma cadeira na ONU ou para receber uma estatueta de Nobel da Paz;
 
Que saiu de Brasília, carregando nas costas 11 caminhões de móveis e objetos mal-havidos;
 
Que é uma ode à ignorância;
 
Que fala errado e engraçado, bem do jeito que ele quer que o brasileiro fale;
 
Que já caiu de bêbado em palanques;
 
Que se mijou nas calças na frente de todo mundo, como se isso fosse muito bonito;
 
Que chama de amigo, companheiro e irmão de fé os maiores ditadores da História Universal e dos subterrâneos do Brasil da Silva.
 
Se, ao saberem disso, seus filhos e netos continuarem pensando como você, bem feito. Eles terão, para sempre, o Brasil que merecem.
 
07 de junho de 2013
sanatório da notícia

SELVAGERIA URBANA


No Rio de Janeiro, uma canalha de 17 anos, matou a própria mãe porque "ela era contra" o seu namoro com um outro animal irracional do seu mesmo biotipo e periculosidade. Mataram, queimaram e enterraram o corpo da pobre mulher, sem dó nem piedade.

Ele vai ser julgado, qualquer dia desses, por crime triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Pode pegar 30 anos, mas dentro de 7 ou 8 anos andará pelas ruas, livre, leve e solto.

Ela, a filha animalesca, porque é "dimenor" vai para uma dessas unidades da Fundação Casa e, em menos de 3 anos, estará solta. Pronta para mais um namoro e mais uma outra morte de quem quer que se oponha ao seu desejo doentio de amar alguém e de com esse alguém viver para sempre até que a morte os separe.

Fosse tratada como o bicho perigoso que é e não como uma, como uma, uma... - como diria Dilma Vana - como "uma criminosa, absurda e desumana", essa selvagem ficaria enjaulada para o resto da vida.

Aberrações como essa besta-fera não podem conviver na sociedade dos bípedes. Ela merece andar de quatro, numa jaula, sem sanitário, onde seria alimentada pelo resto da vida por rações apropriadas aos bichos mais perigosos e odientos que não conseguem ser domados por ninguém nesse mundo animal.
 
07 de junho de 2013
sanatório da notícia

LÁ DAS BANDAS DO SANATÓRIO...

SUS - O ÚNICO PLANO DE SAÚDE

O zebu não pode fazer nada contra o seu calombo; é da sua natureza.
 
O PSOL acaba de apresentar pedido para abrir a CPI dos Planos de Saúde. Só num país de botocudos mesmo. Tem que pedir é para fechar todos os planos de saúde. 

O que a saúde brasileira precisa é que o SUS - pago com a dinheirama da maior carga de impostos do mundo - ofereça tudo e muito mais até que os planos de saúde dizem oferecer.
Plano de saúde é como o caroço no lombo do zebu: uma excrescência, uma verruga.
A diferença é que o zebu não pode fazer nada para ter o lombo liso, ele nasce assim; o calombo é da sua natureza. 

Plano de saúde só existe no Brasil porque o governo não tem programa de saúde pública; gasta os recursos milionários com a compra de alianças partidárias, terceirização da mão de obra dos seus cabos eleitorais, com o inchaço da máquina administrativa e com a estratégia de coalizão que compra e vende aliados num mensalão crônico e desenfreado. 

O que a saúde brasileira precisa é de um tratamento de choque; de uma injeção de honestidade com soro de competência e capacidade. O organismo governamental está corrompido e num lépido e faceiro estado terminal. 

WHO CARES?
E então serão criados quatro novos Tribunais Regionais Federais no Brasil. Só o seu trabalho de parto custará a bagatela de R$ 1 bilhão às burras públicas. Mas, como diz Joaquim Barbosa, cercado de gente proba por todos os lados: - Quem se importa?!? 

O LOBISTA E então, depois de uma providencial visita de Lula à África, Dilma Vana também esteve por lá  e agora a GOL vai e vem daqui pra lá e de lá pra cá. Por coincidência a empresa aérea nigeriana Arik Air já está com um pé no Brasil, só falta descolar uma grana faceira com o BNDES para fazer um bom e gordo negócio comprando aviões da Embraer. Conta para isso com o toque da varinha de condão de Lula, o lobista mais ativo da história desse país.

CAIXA-PRETA
A propósito, quando é que vai ser aberta a caixa-preta do BNDES? De onde sai e para onde vai tanto dinheiro? Quem são os consultores e intermediários das liberações trilhardárias nesse país de R$ 670 de salário mínimo, de aposentados humilhados e escrachinados pelo "fator previdenciário", de miseráveis sobrevivendo de bolsa famiglia? Quanto levam os lobistas que dão o empurrão que bota a caixa no porão? O Brasil tem oposição, ou só teve quando o PT não era governo?

DIVÓRCIO À RUSSA
Vladimir Putin anunciou seu divórcio de Lyudmilla, com quem estava casado desde 1983. Foi curto e grosso: "Foi uma decisão em comum, nossa união terminou". A primeira-dama também não foi mais do que rápida e rasteira: "Não vivíamos juntos há um tempo; raramente nos víamos". A última aparição do casal foi em 7 de maio de 2012, quando da posse de Putin no seu terceiro mandato. Quer dizer, foi uma separação sem linhas cruzadas. Consensual. Aqui no Brasil, a gente não corre risco algum de que algo parecido aconteça. Dilma Vana não tem de quem se separar. E o casal, seu antecessor, embora não apareça em público desde o escândalo Rosegate, vai bem, obrigado.

CASA DE AMIGOS
Quando, em 2002, Lula chegou pela primeira vez ao poder, fez a tradicional e quase protocolar visita de um presidente da República ao Supremo Tribunal Federal. Sem papas na língua e sem jeito nenhum para itamarateca lascou uma instigante questão em forma de afirmação: "Precisamos abrir a caixa-preta do Judiciário". Ficou tudo só na bazófia e no mal-estar. De lá pra cá, valendo-se da Constituição que dá ao presidente do Brasil a primazia de indicar os ministros do STF, Lula implantou na mais alta corte de Justiça do País a sua "estratégia de coalizão". Hoje, o organismo que tem, dentre os mais altos encargos, a função de fiscalizar e julgar os cometimentos do mais alto mandatário da nação é, para o Palácio do Planalto, uma casa de amigos.

1ª IMPRESSÃO
Vejo algo a mais nos olhos desse novo primus inter pares, Luís Roberto Barroso. Fiquei com a impressão de que usa sombra, delineador e rimel. Pode ser só impressão. Acho que faz as sobrancelhas, os politicamente corretos supercílios. Não, ainda não reparei nas suas unhas. Se pintar é porque joga pôquer. Ou não. Mas aí, já é outra história. O que importa é que tem os ares de uma figura impoluta, de fino trato - como é comum a um homem atual e moderno - e vai julgar, sim senhor, o destino final dos mensaleiros! Em tempo, descrever o perfil de um personagem público e notório não implica em nenhum desdém; fosse assim, o veronês Cesare Lombroso jamais sairia do anonimato. Ei, ei! É Lombroso, sim! Nada a ver com Cesare Battisti.

PEÇAS RARAS
Pronto está regulamentada a profissão dos domésticos. Os ricos vão exibir nos seus saraus e festas de arromba as suas faxineiras e cozinheiras como peças raras de valioso artesanato. A plebe vai ter só diaristas. Já tem gente terceirizando a nova mão de obra.

TODOS OS PODERES
Em pouco menos de 14 anos de governo, o PT de Lula está conseguindo, com o empurrão obediente de Dilma, o notável e pernicioso feito de comandar a massa e balançar a pança nos três Poderes constituídos da República. E já está pronto para amordaçar a imprensa, o instituído 4º Poder.

VANNUCHI FELICIANO
Paulo Vannuchi, um dos diretores do Instituto Lula, batalhador pelo "marco regulatório das comunicações", foi eleito para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, organismo da OEA. Grande coisa, o pastor Marco Feliciano é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

 
07 de junho de 2013
sanatório da notícia

RELENDO A HISTÓRIA...

A colisão entre um político sem grandeza e um estadista
14/03/2010


Traídos pela indiferença ultrajante do Itamaraty, afrontados pela infame hostilidade do presidente da República, presos políticos cubanos e dissidentes em liberdade vigiada endereçaram ao presidente da Costa Rica o mesmo pedido de socorro que Lula rechaçou.
Fiel à biografia admirável, Oscar Arias nem esperara pela chegada do apelo (que o colega brasileiro ainda não leu) para colocar-se ao lado das vítimas do arbítrio. Já estava em ação ─ e em ação continua.
 
Neste sábado, Arias escreveu sobre o tema no jornal espanhol El País. O confronto entre o falatório de Lula e trechos do artigo permite uma pedagógica comparação entre os dois chefes de governo:
 
LULA: “Lamento profundamente que uma pessoa se deixe morrer por fazer uma greve de fome. Vocês sabem que sou contra greve de fome porque já fiz greve de fome”.

ARIAS: “Uma greve de fome de 85 dias não foi suficiente para convencer o governo cubano de que era necessário preservar a vida de uma pessoa, acima de qualquer diferença ideológica. Não foi suficiente para induzir à compaixão um regime que se vangloria da solidariedade que, na prática, só aplica a seus simpatizantes. Nada podemos fazer agora para salvar Orlando Zapata, mas podemos erguer a voz em nome de Guillermo Fariñas Hernández, que há 17 dias está em greve de fome em Santa Clara, reivindicando a libertação de outros presos políticos, especialmente aqueles em precário estado de saúde”.
 
LULA: “Eu acho que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto para libertar pessoas em nome dos direitos humanos. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade”.

ARIAS: “Seria perigoso se um Estado de Direito se visse obrigado a libertar todos os presos que decidirem deixar de alimentar-se. Mas esses presos cubanos não são como os outros, nem há em Cuba um Estado de Direito. São presos políticos ou de consciência, que não cometeram nenhum delito além de opor-se a um regime”.
 
LULA: “Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos”.

ARIAS: “Não existem presos políticos nas democracias. Em nenhum país verdadeiramente livre alguém vai para a prisão por pensar de modo diferente. Cuba pode fazer todos os esforços retóricos para vender a ideia de que é uma “democracia especial”. Cada preso político nega essa afirmação. Cada preso político é uma prova irrefutável de autoritarismo. Todos foram julgados por um sistema de independência questionável e sofreram punições excessivas sem terem causado danos a qualquer pessoa”.
 
LULA: “Cada país tem o direito de decidir o que é melhor para ele”.

ARIAS: “Sempre lutei para que Cuba faça a transição para a democracia. (…) O governo de Raúl Castro tem outra oportunidade para mostrar que pode aprender a respeitar os direitos humanos, sobretudo os direitos dos opositores. Se o governo cubano libertasse os presos políticos, teria mais autoridade para reclamar respeito a seu sistema político e à sua forma de fazer as coisas”.
 
LULA: “Não vou dar palpites nos assuntos de outros países, principalmente um país amigo”.

ARIAS: “Estou consciente de que, ao fazer estas afirmações, eu me exponho a todo tipo de acusação. O regime cubano me acusará de imiscuir-me em assuntos internos, de violar sua soberania e, quase com certeza, de ser um lacaio do império. Sem dúvida, sou um lacaio do império: do império da razão, da compaixão e da liberdade. Não me calo quando os direitos humanos são desrespeitados. Não posso calar-me se a simples existência de um regime como o de Cuba é uma afronta à democracia. Não me calo quando seres humanos estão com a vida em jogo só por terem contestado uma causa ideológica que prescreveu há anos. Vivi o suficiente para saber que não há nada pior que ter medo de dizer a verdade”.

Oscar Arias é um chefe de Estado. Lula é chefe de uma seita com cara de bando. Arias é um pensador, conhece a História e tenta moldar um futuro mais luminoso. Lula nunca leu um livro, não sabe o que aconteceu e só pensa na próxima eleição.
Arias é justo e generoso. Lula é mesquinho e oportunista. Arias se guia por princípios e valores. Lula menospreza o que considera meras irrelevâncias, como direitos humanos, liberdade ou democracia.

O artigo do presidente da Costa Rica, um homem digno, honra o Nobel da Paz que recebeu. A discurseira do presidente brasileiro, um falastrão sem compromisso com valores morais, tornou-o tão candidato ao prêmio quanto Fidel, Chávez ou Ahmadinejad.
A colisão frontal entre o que Lula disse e o que Arias escreveu escancarou a distância abissal que separa um político sem grandeza de um estadista.

07 de junho de 2013
Augusto Nunes

IMAGEM DO DIA

Jovem indiana posa para fotografia em favela de Nova Déli, nesta sexta-feira (07)
Jovem indiana posa para fotografia em favela de Nova Déli, nesta sexta-feira (07) - Andrew Caballero-Reynolds/AFP
 
07 de junho de 2013

"A BOLSA OU A VIDA"

 



O boato sobre o fim do Bolsa Família agitou a vida política do Brasil. Fomos obrigados a contemplar a importância dos boatos na política e alguns cronistas chegaram a sugerir livros sobre o tema. Eu mesmo fui remetido às leituras do meio da década dos anos 70: Política e Crime, de Hans Magnus Enzensberger.
Ele destaca o boato num dos ensaios: Wilma Montesi, a vida depois da morte. No caso, o cenário era a Itália e os rumores após a morte de uma mulher quase levaram o país a uma guerra civil.
O boato no Brasil foi apenas um susto de fim de semana. Mas o psicodrama que desencadeou mostrou um governo tenso e desorientado. Forçado por uma trapalhada oficial, teve de confrontar uma hipótese impensável: o fim do Bolsa Família.

A reação da ministra Maria do Rosário foi a mais tradicional, sobretudo entre governos autoritários: apontar os culpados de sempre, a oposição. No passado era pior. Os governos apontavam os culpados de sempre, mas prendiam também os suspeitos de sempre. Alguns líderes de esquerda, na guerra fria, eram retirados de circulação nas vésperas de grandes datas. Alguns já esperavam, resignadamente, a polícia com a muda de roupa, escova de dente e o maço de cigarros.

A reação de Maria do Rosário foi mais linear. A de Dilma Rousseff é mais complexa. Ela considerou o boato um crime monstruoso. E não há dúvida de que poderia levar dor, tristeza e até matar gente do coração. Felizmente, isso não aconteceu.
Brecht dizia: pobre do povo que precisa de heróis. Não se interessou pelo destino dos heróis que precisam de um povo para salvar. Lembro-me do exílio, de algumas senhoras da Anistia Internacional que lutavam para liberar presos em outros países e se correspondiam com eles. Uma delas, quando seu preso foi solto, caiu em depressão. Afinal, era o seu preso, tantos anos dedicados a ele e, agora, a benfeitora teria o vazio diante de si.

A revelação mais importante do episódio foram as filas dos que recebem Bolsa Família. Nunca os tínhamos visto em grande número. Nem o PT, talvez. Cada um tirou suas conclusões do que viu. Muita gente parecia na fronteira, o que, no caso do Bolsa Família, significa porta de saída. Uma das entrevistadas disse que tinha ido retirar o seu benefício e depositar um dinheiro na poupança do marido.

É mais fácil combater a tese pura e simplesmente contrária ao Bolsa Família. Mas como responder ao argumento de que é preciso investir mais na porta de saída? Instrumentos existem. Há uma Secretaria de Economia Solidária, liderada por Paul Singer, mais competente que a maioria esmagadora dos ministros da coalizão.
Faltam cooperativas, negócios sociais, enfim, um empurrão mais seguro para que as pessoas encontrem sua própria sobrevivência. Investir decisivamente nesse rumo significa aproximar-se da vertigem que o próprio boato suscitou: a da perda de importância da ajuda financeira mensal. Uma vertigem imaginar um eleitorado completamente livre, que produz sua própria sobrevivência, não vota por gratidão, mas por esperança num futuro melhor.

O simples fato de usarmos tanto talento represado pela dependência à bolsa já seria um dínamo econômico. Como grande parte dos provedores, o PT, um provedor que usa dinheiro público, sempre se faz a pergunta crucial: ela gosta de mim ou do meu dinheiro? O que o leva a outra questão: a coalizão é mantida com grande estímulo de cargos e verbas; o eleitorado, com os laços criados pelo Bolsa Família.

E tome propaganda para nos tranquilizar sobre um futuro incerto até para eles. A última campanha nos conclama a torcer pelo futebol brasileiro. O governo nos chama neste período de a Pátria de chuteiras, usando a frase de Nelson Rodrigues.
Em 1970, criticávamos os generais por usarem o futebol, uma arte popular, a favor do governo. Escrevíamos panfletos lembrando que a ditadura nada tinha que ver com o talento dos jogadores. No final da Copa, no jogo contra a Itália, houve até quem tentasse – sem êxito, pois a emoção foi mais forte – torcer contra o Brasil.
Algumas décadas depois, quem está usando o futebol a seu favor, associando-o à imagem do governo, explorando um talento que é uma dádiva nacional?

Não estou pedindo a ninguém que coloque a mão na consciência e desfeche um processo acelerado de inclusão no mercado. A vertigem ainda é muito forte. O presidente do PT disse que o boato era um terrorismo eleitoral. Talvez o partido dominante tivesse se aterrorizado. A simples hipótese de perder aquela massa que recebe Bolsa Família é uma pequena antevisão do vazio que envolveu a mulher da Anistia Internacional quando seu preso foi solto.

Curioso ver como os novos governantes cada vez mais se parecem com os antigos. Na escolha dos culpados de sempre, no sequestro do futebol e também na incômoda posição de quem se coloca como o indutor do progresso.
Sua sobrevivência política depende mais do fechamento que da abertura da porta de saída, com o potencial de lançar milhares de novos atores do mundo do trabalho. Se fossem só um grupo de adolescentes, diria que estavam repetindo o que criticavam nos pais. Só quem vive assustado nos conclama a ser a Pátria de chuteiras.
Nelson Rodrigues, creio, jamais formularia essa frase pensando num slogan oficial. Certamente, para ele, a Pátria de chuteiras, de tênis ou sandálias é fruto da espontaneidade popular. Como palavra de ordem oficial, só é possível uma Pátria de ferraduras.

Tentaram nos fazer tocar caxirolas. Não deu certo, o próprio ministro da Justiça condenou o artefato. A presidente Dilma até que tocou caxirola para a plateia no Planalto. Não sabia do perigo. Após queimar as mãos com um pequeno instrumento musical, saiu inaugurando estádios, dando pontapés iniciais.
Com todo respeito à segunda mulher mais poderosa do mundo, se todo mundo chutar como ela, a Pátria de chuteiras vai para o buraco, assim como iria se todos fizessem embaixadas como o general Médici em 1970. De lá para cá, o marketing dominou a política, melhorou os penteados, mas continua o mesmo: escondendo o verdadeiro jogo.

07 de junho de 2013
FERNANDO GABEIRA

PROCURADOR-GERAL RECOMENDA A CASSAÇÃO DE AFIF


 
Na contramão do que opinara a Advocacia-Geral da União, o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, considera inadmissível a acumulaçãoo de cargos de Guilherme Afif Domingos (PSD) –vice-governador em São Paulo, ministro de Dilma Rousseff em Brasília.
O doutor Rosa enviou à Assembléia Legislativa um documento espinhoso. Coisa de sete folhas. Na peça, o procurador-geral recomenda expressamente ao legislativo paulista a “promoção das medidas necessárias à perda do mandato do vice-governador”.
07 de junho de 2013
Por Josias de Souza - Uol Notícias