"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



terça-feira, 20 de setembro de 2011

A SAÚDE E A PAZ ORWELLIANA NOS NOSSOS TEMPOS

Na cacotopia de George Orwell, 1984, o Ministério da Verdade era o lugar onde os fatos do passado eram apagados e as mentiras tornadas verdades sacrossantas. No Ministério do Amor os raros dissidentes eram torturados e depois assassinados. O Ministério da Fartura administrava a escassez e as cotas de suprimentos. Tudo isso era feito para tornar a sociedade mais dependente e temerosa do Estado do Big Brother. Amá-lo era obrigatório; obedecê-lo era questão de vida ou morte. Nos tempos de hoje, 27 anos depois de 1984, essa ordem produzida do caos é uma realidade.

Os povos do mundo todo são condicionados e obrigados a se envenenarem com vacinas contra doenças, estas mesmas produzidas nos Ministérios e nos laboratórios da Vida e da Saúde da Nova Ordem Mundial. A mídia corporativa, toda ela paga e recompensada com muito dinheiro e poder, acentua as vantagens produzidas pelo Ministério da Vida: remédios criminosos que matam; vacinas desnecessárias, perigosas e inúteis; comidas industrializadas com alto potencial cancerígeno e tóxico. Tudo isso é anunciado alegremente pela mídia corporativa. Ela ainda oculta as causas e as curas do câncer, enquanto estimula a criminosa radioterapia e quimioterapia para a prosperidade da indústria do câncer. A Nova Ordem Mundial oculta do mundo as causas da pressão alta, do diabete, do reumatismo. E ainda proíbe curas naturais, alimentos sadios, suprimentos e vitaminas. O povo-ovelha (sheeple) diz méé, améé, no seu caminho para o matadouro.

A cultura da obediência e do medo está firmemente instalada pelos Ministérios da Verdade, da Justiça, do Amor, e da Paz. Criação de guerras, desinformação, criação de medo e pânico (síndrome midiática do pânico) são os instrumentos principais para a submissão dos indivíduos ao Estado Global único.

Guerras sem fim e sem propósito, crises financeiras inventadas às vésperas de anos eleitorais importantes na América (estranha coincidência!), temores de destruição e catástrofes geofísicas engendradas pela mão humana, de um lado, e provenientes do espaço, de outra – cuidadosamente calculadas para que só possamos conhecê-las na última hora –, são os principais instrumentos da conspiração mundial, tão verdadeira quantos as manchas solares gigantes desses últimos anos. Negar o que acontece é pura desinformação. Silenciar ante esse absurdo é pura covardia ou ignorância. Até a resposta e o refúgio na religião a esse estado de coisas também são canalizados pela mídia interessada para que a verdade continue oculta e o medo faça que o sheeple procure os políticos da Nova Ordem Mundial para sua salvação.

A Nova Ordem Mundial busca reduzir drasticamente a população do planeta a 500.000.000 de almas a partir dos 7 bilhões ora existentes; este é o foco principal desse organismos internacionais. Está na hora de conhecê-los. Uma das melhores maneiras, e a mais didática, certamente, está no desenho abaixo.


A Round Table identifica as instituições que fazem a nossa desgraça.

Das doze horas e no sentido horário temos o CFR (Council on Foreign Relations) fundado em 1920 em Nova Iorque para o controle da cultura, da educação, da política e, principalmente, para promover cientificamente o controle mental social. Essa organização é sionista e controlada financeiramente por racistas da estirpe Rockefeller. O CFR é uma cópia americana perfeita do Royal Institute of International Affairs inglês (hoje mais popularmente conhecido como Instituto Tavistock) controlado pelos Rothschild europeus.

As fundações americanas da família Rockefeller financiam internacionalmente o aborto, a eutanásia, a medicina “reprodutiva” – olhem a linguagem orwelliana –, e o multiculturalismo, apelido para a destruição das soberanias nacionais. A Fundação Ford, Bill Gates, George Soros, W. Buffet, e outras, em aliança com outras instituições do Round Table, promovem a matança de africanos, asiáticos, católicos, cristãos usando os mesmos subterfúgios orwellianos.

A seguir vêm as Nações Unidas e suas divisões posteriormente fundadas, de especial importância a UNESCO, cuja função é promover a dissolução da tradição religiosa e induzir a sociedade a hábitos e costumes perversos, assim como modernamente pregar a ideologia do ambientalismo. A UNESCO promove também o homossexualismo, o multiculturalismo, a pedofilia e o uso de drogas. A OMS (Organização Mundial de Saúde) dá o tom e cria legitimidades quando o assunto é remédios e técnicas de despopulação humana. A OMS encima outras organizações, como o FDA americano (Food and Drug Administration) e o CDC (Centro de Controle e de Prevenção de Doenças) de Atlanta, Geórgia. Ambas as instituições orwellianas falseiam, escondem e manipulam fatos científicos para a grande indústria dos fármacos e comidas industriais. É nelas que o Ministério da Vida e da Saúde, a ONU, concentra incrível poder sobre os países signatários.

O Grupo Bilderberg encontra-se anualmente em algum hotel ou spa milionário para traçar planos e metas para a consecução prática dos intentos da Nova Ordem Mundial. Ele é assistido por membros da realeza européia, banqueiros, industriais, grandes moguls da imprensa e políticos em ascensão. Ali são estabelecidos os juros, os cartéis, os monopólios da indústria, da energia, e do comércio. O Grupo Bilderberg raramente não contém um candidatável americano ou um pretendente a algum cargo na União Européia ou um lugar no board das instituições financeiras. O Grupo Bilderberg teve papel importante na criação da União Européia e do Euro como moeda única. O resultado hoje é muito visível: a desmoralização e a desvalorização do euro na Grécia, Islândia, Espanha, Itália e Portugal. Essas falsas crises econômicas são produzidas por engenharia econômica e estão levando ao colapso esses países.

O Club de Roma é uma mui estranha instituição. Ele abriga políticos, industriais e militares que usam métodos bárbaros de assassinato e traição aos seus países de origem. Os métodos são fascistas. O Club de Roma se tornou público quando a infiltração comunista na América ficou indesmentível. Desde 1920 o CFR, me esqueci de notar, já introduzia ideias marxistas e leninistas (o sionismo comunista) nos Estados Unidos. O Club de Roma apenas se aproximou de suas raízes mafiosas e maçônicas, como a Nobreza Negra de Veneza, na Itália, por exemplo. Sua sede principal de atuação é o ramo político e militar da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) com sede atualmente em Bruxelas, Bélgica. Entre seus principais membros estava e está o odioso Henry Kissinger, responsável pela traição aos Estados Unidos e abrigado no Partido Republicano. A propósito, é de se notar que o fato de algum político ser republicano ou democrata não altera nada o quadro geral. Eles se alternam no poder nos Estados Unidos para deixar tudo exatamente como está ou colocar o país no caminho da autodestruição, como vemos hoje com o marionete Barack Obama.

Por último, a Comissão Trilateral, fundada por Zbgniev Briezinski, um psicopata muito lúcido, no momento dentro da Casa Branca onde é o tutor de Barack Obama. Suas ideias assassinas de despopulação humana encontram pleno respaldo no governo democrata americano. Anos atrás eram os republicanos que o obedeciam e tocavam a sua agenda mundialista criminosa. A Comissão introduziu o Japão e a China na sua esfera. Os trilateralistas tiveram grande responsabilidade na “venda” dos interesses americanos aos chineses. Eles retiram seus lucros do orçamento negro das drogas.

Essas enormes e poderosíssimas instituições, repito, têm como objetivos fundamentais manter a população humana no seu mais baixo grau possível de insatisfação, bem estar e nível educacional. Tudo isso alcançável plenamente pelo medo, pela ignorância, pela intimidação, pelo controle e obediência.

Fora do quadro da Round Table, mas muito importantes como instituições, estão as universidades americanas como Stanford, Harvard e Princeton. Seus principais projetos em plena prática social são o controle mental, para a qual foram fundadas as disciplinas de psicologia, neurolinguística, e da psiquiatria freudiana. Ainda lembro as organizações governamentais de inteligência. A CIA, por exemplo, que não foi fundada somente depois da Segunda Guerra, como apregoam os sionistas e os comunistas. Ela atende aos mesmos interesses globalistas mais do que ao próprio povo americano. O comércio das drogas pesadas como a cocaína e a heroína, tem como sócios e promotores a CIA e a KGB. A origem da CIA é o próprio CFR, fundado em 1920.

Em outros termos costuma-se demonstrar o poder total do planeta dividindo-o em cinco partes: o poder do big pharma (as drogas farmacêuticas), o poder energético (o petróleo e a energia nuclear), o poder da mídia, o poder industrial-militar, e o poder financeiro, cujo quartel principal está nos Bancos Centrais da América e da Europa. Todos estão inseridos na Round Table.

O corolário é o concerto harmonioso e bem sucedido dessas instituições que trocam agendas entre si e multiplicam as chances de sucesso. Diante delas voltamos à escravidão. Para nos libertarmos delas o único caminho é a informação e a revelação dos seus planos. Para tal devemos reservar as nossas reservas de dignidade e de moral para nos contrapor a essa agenda demoníaca. Sim, estamos sendo dizimados por um poder literalmente satânico. Esses iluministas (illuminati) e sionistas, nos escravizam pelo engano constante e programado pelo menos desde o fim do século XIX. Essa gente infeliz tenta destruir o cristianismo e o verdadeiro judaísmo, a fé de bilhões de pessoas. Sionistas não professam a verdadeira fé de Moisés. Ser sionista cristão é uma abominação indesculpável. Não devemos defendê-los e muito menos trabalhar consciente ou inconscientemente para eles. Escusados estão os ingênuos de boa fé, os enganados pela desinformação, e os infelizes ignorantes.

Por fim, querem saber por que o Brasil está no fundo do poço? Nosso país é um aluno bem aplicado da Nova Ordem Mundial. Nossa democracia e nossos direitos humanos são slogans mentirosos. Nossas autoridades parlamentares, judiciais, econômicas, e os executivos em todos os níveis trabalham pela Nova Ordem Mundial. A mídia brasileira é uma lacaia assalariada dessa conspiração. Como sua congênere mundialista denuncia e acusa de teórico conspiracionista quem, como eu, revela os planos dessa agenda infernal.


Compartilhe este texto.

O FATO POLÍTICO MAIS IMPORTANTE DESTE INÍCIO DE SÉCULO

Jarbas incentiva mobilização das redes sociais contra corrupção
Diário de Pernambuco
Em pronunciamento nesta segunda-feira (19), o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) chamou a atenção da classe política brasileira e dos agentes públicos em geral para a importância do movimento de mobilização das redes sociais contra a corrupção no país.

Na avaliação de Jarbas, se os políticos brasileiros subestimarem a capacidade de mobilização das redes sociais, porão em risco as próprias instituições nacionais.

Para ele, o que está sendo questionado nas ruas pelo movimento é, em última instância, o próprio sistema representativo.

"A primeira e histórica mobilização promovida pelas redes sociais no Brasil é o fato político mais importante deste início de século", disse.

O senador citou estimativa divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) de que até R$ 69 bilhões são desviados por ano em atos de corrupção.

Ele comparou o montante à arrecadação da CPMF em seu último ano de vigência: R$ 37 bilhões.

A instituição de uma contribuição nos moldes da CPMF seria uma das fontes de recursos consideradas para viabilizar a regulamentação da Emenda 29.

"Não precisamos de um novo imposto para combater a verdadeira calamidade da saúde pública no Brasil.
Basta enfrentarmos, com eficiência, a corrupção."

CONTEMPLAÇÃO DO BRASIL QUE PRESTA

Um bom remédio para a náusea provocada pela Era da Mediocridade é a contemplação do país que presta.
O Brasil que vale a pena resiste, reafirma o vídeo que a Eidia enviou, a seção Feira Livre colocou no ar em 24 de junho e o Direto ao Ponto reapresenta neste começo de noite.
Quem não soube o que perdeu tem uma segunda chance para conhecer gente que torna qualquer domingo muito melhor.

O vídeo já seria fascinante se apenas contasse a história da Mercearia Paraopeba, na mineira Itabirito, cidade de 43 mil habitantes a 55 quilômetros de Belo Horizonte.
Vai muito além disso. Em 7 minutos e 6 segundos, fica estabelecido o contraste entre o templo do cinismo e uma pequena fortaleza que abriga o que há de melhor no Brasil.
Num cenário cuja decoração dá água na boca, duas gerações de pequenos comerciantes confirmam que valores morais e éticos não podem ser revogados.


OS BURROS DA EUROPA

E agora, Europa? Boa pergunta.

Sim, o "projeto europeu" era uma ideia nobre. Foram duas guerras mundiais, 75 milhões de mortos, o descrédito civilizacional do Velho Continente.
Em 1950, chegava a hora de sentar as nações da Europa na mesma mesa. Partilhar interesses, contribuir para a prosperidade geral.

Mas eis que surgiu a tentação utópica: e se a Europa desejasse ser mais que isso? Não apenas um grande mercado comum - mas uns Estados Unidos da Europa, capazes de rivalizar com os originais Estados Unidos da América?
Acenderam-se luzes vermelhas entre os mais céticos. E alguns lunáticos, entre os quais me incluo, lembravam com alarme que a Europa não era os EUA. A Europa surgia marcada por uma diversidade de identidades nacionais (e nacionalistas) que não poderiam ser submergidas por um único diretório político.

A história era o melhor retrato dessa evidência: as tentativas de uniformização política do continente, pelo menos desde Carlos Magno, tinham gerado a exata conflitualidade que pretendiam suplantar.

Os federalistas moderaram a ambição. Passaram para o plano B. E o plano B não era defender abertamente a opção federalista. Era introduzir na "construção europeia" elementos criptofederalistas que, cedo ou tarde, acabariam por conduzir a Europa ao seu destino prometido. A moeda comum foi apenas o instrumento mais ambicioso.

Pergunta fatal: mas seria possível que diferentes países, com diferentes estruturas econômicas, pudessem partilhar uma moeda comum? Nada na história autorizava esse otimismo.
Só que considerações econômicas nunca entraram na cabeça dos arquitetos do euro, que até acreditaram ser possível a existência de uma moeda comum sem um Tesouro central.

Para eles, o euro não era uma moeda; era o passaporte para a última etapa do projeto federal. E, se rolasse alguma crise, melhor ainda: como dizia Jacques Delors, antigo presidente da Comissão Europeia, as "crises benéficas" seriam a alavanca da "construção europeia".

A crise acabou por chegar. Pena não ser benéfica. Nem poderia. O euro, ao permitir baixas taxas de juro e facilidades inéditas no acesso ao crédito, era um convite para o endividamento ruinoso dos países do sul. Países sem disciplina orçamental ou crescimento econômico visível.

Para agravar a espiral de endividamento, a crise financeira de 2008 obrigou os Estados a um esforço suplementar para salvar a economia real. Quando chegou a conta, não havia como a pagar. Pior: no passado, quando os países deficitários da Europa ainda tinham moeda própria, era sempre possível desvalorizá-la, reganhando competitividade. Uma moeda comum impedia agora esse velho expediente.

Vieram os pacotes de resgate para Grécia, Irlanda e Portugal. E, com eles, medidas de austeridade. Simplificando, a ideia era despejar dinheiro sobre países insolventes, obrigando-os também a amputar, com aumentos brutais de impostos, qualquer possibilidade de crescimento econômico.
Não vale a pena perder tempo com a lógica da coisa. Exceto para dizer que, por ora, a economia grega está liquidada; e Atenas só tem dinheiro até outubro. E agora, Europa?

Os "líderes" europeus, se merecem esse nome, reuniram-se na Polônia para decidirem nada decidir. Há quem os critique pela paralisia evidente. Eu compreendo essa paralisia. Ela faz lembrar a fábula do burro que está no meio da ponte, incapaz de optar por qualquer um dos pedaços de feno que estão nas duas extremidades.

Eis os "líderes" da Europa: burros no meio da ponte. De um lado, a opção federalista. Uma opção que os eleitorados -do norte e do sul- rejeitam por diferentes motivos. Os do norte, por não quererem assumir, agora e sempre, as dívidas dos do sul; e os do sul, por não quererem a alienação da sua soberania, agora e sempre, para os do norte.
Do outro lado da ponte, um calote grego, a possível saída do euro e a desagregação da União Europeia. Com consequências -políticas, econômicas- imprevisíveis.

Na fábula, o burro fica no meio da ponte e, indeciso, morre de fome. Talvez essa seja a estratégia dos burros da Europa. Morrer. Mas de vergonha.

Para quem quiser se aprofundar um pouco mais, explico em 16 minutos as causas da crise do euro, bem na linha descrita por Coutinho acima.

João Pereira Coutinho, Folha de SP

MALUF: UM SÍMBOLO DO BANDIDO ULTRAPASSADO

O Maluf é um injustiçado.
Pobre Maluf, está levando a fama e quem rouba são justamente aqueles que passaram décadas chamando-o de ladrão.
E o mais bizarro é ver o Maluf na base de apoio do governo das Ratazanas Vermelhas.


Ele não é um ladrão top de linha, apenas é um ladrãozinho de galinhas perto da camarilha vermelha.

(O mascate)

PAINEL DA VERDADE - HONRA NACIONAL



Painel da Verdade bem que poderia ser o nome apropriado para contraponto à insidiosa Comissão da Verdade, principalmente com a notícia de ontem no O Globo de que ex-preso, que fora “torturado durante a ditadura” (?!), o deputado federal Emiliano José (PT-BA), seria o preferido do governo para relator daquela Comissão, além de Brizola Neto (PDT-RJ) e Aldo Rabelo (PCdoB-SP), também cotados para a relatoria.

Ali se diz que, com a comissão, “o governo quer esclarecer os casos de graves violações de direitos humanos ocorridos durante a ditadura, assim como sua autoria. E também tornar públicos os locais onde elas ocorreram”.

Ao mesmo tempo se fala que “não haverá punição para os envolvidos nos crimes”.

Em que pese decisão do Supremo afirmando que a Lei da Anistia se aplica tanto aos Militares quanto àqueles poltrões alcunhados de guerrilheiros, ao argumento de que

“se é verdade que cada povo resolve os seus problemas históricos de acordo com a sua cultura, com os seus sentimentos, com a sua índole e também com a sua história, o Brasil fez uma opção pelo caminho da concórdia”.

“uma sociedade que queira lutar contra os seus inimigos com as mesmas armas, com os mesmos instrumentos, com os mesmos sentimentos está condenada a um fracasso histórico”.

(Ministro Cezar Peluso, Presidente do Supremo, contrário, como a maioria de seus pares, à revisão da lei da anistia, pretendida anular pela OAB, em relação aos agentes do Estado)

o que anda por aí, não é bem assim, a verdade é outra, aqui não se considerando, como se diz na reportagem, a preferência por pessoas diretamente envolvidas nos acontecimentos, para aquela comissão:

a) lá na Câmara já se fala em ressuscitar projeto da Erundina, tendente à reformulação da Lei da Anistia, de modo a que os Militares sejam punidos;

b) em agosto passado, foi noticiado que o MPF determinou prioridade na punição civil de agentes responsáveis por mortes e torturas durante o regime militar, além da localização de corpos de desaparecidos políticos, encaminhando ofícios às Procuradorias Regionais dos Direitos do Cidadão, destacando que o posicionamento do MPF era o de que as violações de direitos humanos fossem alvo de investigação e de responsabilização;

c) em fevereiro passado, noticiou-se que o MP Militar iria investigar desaparecimentos na ditadura (matéria sob o título “Mais um a buscar minutos de exposição”), isso sem contar com ações judiciais já abertas contra Militares.


Observe-se o que disse o Promotor do MP Militar, na Portaria de Instauração de Procedimento Investigatório Criminal nº 001, de 10 de fevereiro de 2011, em sua parte final (Portaria retirada do site do MP):

“Considerando que há relatos de diversos casos de desaparecimento forçado de pessoas, ocorridos no curso do regime de exceção em vigor no Brasil entre 1964 e 1985, cuja execução se deu, total ou parcialmente, em unidades militares localizadas na área da 1ª Circunscrição Judiciária Militar;
Considerando que vários dos casos referidos acima não restaram esclarecidos, não tendo sequer sido investigados de forma apropriada, não havendo qualquer evidência, até o momento, do término da privação de liberdade das vítimas;

Considerando que a Procuradoria de Justiça Militar do Rio de Janeiro tem atribuição para atuação na área da 1ª Circunscrição Judiciária Militar;
Considerando que a investigação dos casos de desaparecimento forçado de pessoas ocorrido no curso do regime de exceção em vigor no Brasil entre 1964 e 1985, ainda que produza evidências de que as vítimas foram mortas, poderá gerar provas da prática de crime de destruição, subtração ou ocultação de cadáver (artigo 211 do Código Penal comum), que também tem natureza permanente, o que imporá a remessa de peças ao Ministério Público Federal para apuração devida;

Considerando que é dever institucional de todos os integrantes do Ministério Público Militar promover a investigação de condutas criminosas que ainda possam estar em curso ou, mesmo encerradas, sobre as quais ainda não haja provas definitivas do decurso do prazo prescricional respectivo e da correspondente extinção da punibilidade;
Considerando, por fim, a imperativa necessidade de esclarecimento dos casos de desaparecimento forçado de pessoas ocorridos no curso do regime de exceção em vigor no Brasil entre 1964 e 1985, com vistas a assegurar aos familiares das vítimas o conhecimento do paradeiro de tais pessoas;
RESOLVE

Instaurar Procedimento Investigatório Criminal para apuração de casos de desaparecimento forçado de pessoas ocorridos no curso do regime de exceção em vigor no Brasil entre 1964 e 1985, cuja execução tenha se dado, total ou parcialmente, no interior de unidades militares localizadas na área da 1ª Circunscrição Judiciária Militar, e/ou tenham tido o concurso, na forma de autores ou partícipes, de agentes militares em serviço ou atuando em razão da função.”

Nota-se que enquanto a lona é montada, e contrariamente à decisão do Supremo antes mencionada, ações afrontosas já vinham se desenvolvendo, além de outras postas em prática, como a inconstitucional distribuição de apócrifo material a 7,2 milhões de estudantes, ou seja, um CD-Rom intitulado “Direito à memória e à verdade”,elaborado por Fernando Haddad e Paulo Vannuchi (como disse na matéria “Doutrinação de Esquerda”, de dezembro passado, o poder não mais pelas armas, mas, pela doutrinação), e isso tudo, sem qualquer freio ou admoestação judicial ou outro qualquer, ou até mesmo uma reclamação perante aquela Corte para manutenção da autoridade de seu julgado, visando estancar as desordeiras iniciativas retrógadas e oportunistas O que leva a simples constatação, já de muito conhecida, da presente e continuada falta de respeito e apego às leis e às instituições.

Daí considerar bem a propósito a criação/instalação do Painel da Verdade – título da matéria – em contraponto à ignóbil Comissão da “ideologia retrógada", legitimamente derrotada, e que já deveria se encontrar sepultada sob as pedras do tempo, de modo a que verdadeira verdade histórica seja contada em toda sua plenitude, com filmes, fotos, documentos etc., mostrando-se à sociedade o rosário de mentiras e hipocrisias por trás de todo esse movimento, como, também, colocando-se fim ao insidioso processo, paciente e perene, de alteração da verdade e da quebra dos princípios e valores, iniciado, logo após a Lei da Anistia, com a contaminação, em boa parte, de todos os níveis sociais e classes profissionais.

Com ele, o Painel, é possível recuperar-se a Honra Nacional.
JabaNews

OPERAÇÃO EM ALAGOAS PEDE PRISÃO DE PREFEITO E PRIMEIRA-DAMA POR DESVIO DE VERBAS

Ação da Polícia Federal, CGU e Ministério Público Federal investiga mau uso de dinheiro federal destinado à educação na cidade de Traipu; ao todo, nove mandados de prisão serão cumpridos
Estadão, 20 de setembro de 2011

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) realizam nesta terça-feira, 20, operação conjunta para desarticular suposto esquema de desvios de recursos federais no município alagoano de Traipu. De acordo com a CGU, o esquema envolve, além do prefeito e da primeira-dama da cidade, dois secretários, um ex-secretário municipal e três seguranças do prefeito. Os desvios de verbas destinadas à educação chegariam a R$ 8,2 milhões.

A operação visa à prisão preventiva de oito pessoas: o prefeito, Marco Antônio dos Santos, a primeira-dama, Juliana Kummer, dois secretários e um ex-secretário, além de três seguranças do prefeito. Além da prisão temporária do tesoureito do município. Serão cumpridos ainda 16 mandados de busca e apreensão em 13 residências e em três órgãos da prefeitura.

A ação, denominada Operação Tabanga, é esdobramento da Operação Mascotch, realizada em março deste ano para investigar um esquema de desvios de recursos da merenda escolar em 13 municípios alagoanos, incluindo Traipu. Segundo as investigações feitas na época, os envolvidos se apropriariam dos recursos para fazer compras pessoais de itens como uísque, vinho e ração para cachorro.

Reincidentes. Na atual operação, fiscalizações feitas pela CGU apontaram indícios de desvios de R$ 8,2 milhões de recursos do Fundeb e do Programa de Transporte Escolar, entre 2007 a 2010. Dentre as irregularidades constatadas, verificou-se a existência de indícios de licitações simuladas, de pagamentos por serviços não realizados e de simulação de prestações de contas.

Três das pessoas que podem ser presas nesta terça foram presas também na operação Mascotch: a primeira-dama de Traipu, Juliana Kummer, o secretário de Compras do município, Charles Douglas Amaro Costa, e o ex-secretário de Administração, Francisco Albuquerque dos Santos. / As informações são da assessoria de imprensa da Controladoria-Geral da União.

COMENTÁRIO

Se os grandes roubam, os pequenos se sentem no direito de fazer o mesmo.

É o que acontece com o prefeito de Tripu, de Campinas e de tantos outros municípios brasileiros. Presidente da República, Governadores, Senadores, Deputados, Ministros, todos envolvidos em corrupção e ficam impunes. Os prefeitos se sentem no direito de fazer o mesmo.

O povo brasileito tem que acordar para acabar com esta lambança no governo.

Chega de corrupção!
Laguardia

PROFISSÃO: POBRE


A ministra de ""Desenvolvimento Social e Combate à Fome"" anunciou que, a partir de novembro, quanto maior a quantidade de filhos, maior será o benefício Bolsa Família. Desta forma, o governo vai justamente em sentido contrário ao combate à fome, pois está incentivando as pessoas a despejarem cada vez mais crianças no mundo, sem ter capacidade de ao menos alimentá-las.

Para governantes que desejam ter as classes menos favorecidas atreladas aos seus desmandos, nada mais de acordo do que um povo como o brasileiro. Que não sente orgulho por sua plena autonomia e se ajoelha diante de quem lhe oferece 'donativos'. Para os falsos defensores dos necessitados bom é um povo que prefere se entregar do que pensar.


Caso o brasileiro não fosse acomodado ou tivesse um mínimo de informações saberia que, para gerar filhos, é preciso ter uma condição financeira ao menos razoável. Quem depende dos outros, governo ou não, para a aquisição de alimentos, é um ser incapaz de ser pai ou mãe.

Quem não é financeiramente capaz, não gera filhos, é um irresesponsável que apenas os despeja no mundo.

Ao invés de oferecer "ajuda" aos incapazes, o governo teria obrigação de investir em campanhas que ensinassem seu povo (isento de instrução por falta de escolas e bons professores) que a única maneira decente de viver é a independência financeira.
E que os filhos não merecem enfrentar necessidades pela falta de compostura de quem os gerou e de um governo que os estimulou a agir de forma inconsequente .

Maiores informações sobre o programa falsamente benevolente em BOLSA FAMÍLIA AGORA POR 5 FILHOS DESDE A GRAVIDEZ - https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br

Temos ai a explosão demográfica em dois tempos:
maior excesso de gente e maior número de gente irresponsável.

CARTA DOS PRESOS POLÍTICOS MILITARES ARGENTINOS

Escrito por PRESOS DO EXÉRCITO Argentino EM PENITENCIÁRIAS FEDERAIS
Notícias Faltantes - Comunismo

Nota de Graça Salgueiro: Este artigo se destina sobretudo aos militares brasileiros, para que lembrem-se do seu passado e dos seus camaradas que hoje estão sendo julgados e que amanhã poderão passar por tudo o que os militares argentinos estão passando hoje. E para melhor ilustrar a carta que segue, sugiro que assistam ao vídeo com o brilhante, corajoso e emocionante pronunciamento do Cel Horacio Losito, por ocasião de seu julgamento. Quanta firmeza! Quanta hombridade! Estes heróis da pátria, a maioria na faixa etária entre os 70 e 80 anos, estão sendo julgados com condenações que vão dos 30 anos até prisão perpétua.

Enquanto os terroristas assassinos estão todos no poder.

Diferentes Penitenciárias Federais

Estimados Senhores e camaradas:

Dirigimo-nos aos Senhores pela primeira vez, dizendo-lhes que conformamos um grupo ao redor de 400 Oficiais do Exército Argentino, presos em diferentes Penitenciárias Federais de todo o país há já vários anos (em alguns casos mais de 6 anos), processados e alguns condenados pelas ações da Força na Guerra contra a subversão.

Pertencemos, a grande maioria, à faixa de promoções CMN que vão da 93 à 106, quer dizer, que no ano de 1976 nos encontrávamos desde Subt(s) no 1º ano a Cap(s) no 2º ou 3º ano, isto é, todos Of(s) Subalt(s).

Saibam que entre nós há homens de destacada trajetória posterior em nosso Exército e outros já aposentados, no meio civil, homens condecorados pelo Exército por suas ações na guerra contra a subversão, Veteranos e condecorados das Malvinas, Chefes de Unidades, Adidos Militares, etc., todos hoje nos encontramos processados e/ou condenados basicamente pelos “supostos delitos” de associação ilícita, detenções ilegais agravadas pelo tempo de sua duração e tormento ou tortura. Como podia um Sub-Tenente integrar uma associação ilícita com seu Comandante de Brigada e com seu Chefe de Unidade? Como podia um Tenente ordenar uma detenção ilegal e agravá-la no tempo? Tampouco tem resposta, e assim seguiríamos perguntado e respondendo o mesmo. Juridicamente, tema do qual falaremos, isto não tem nenhuma lógica, e no dizer popular, não tem pés nem cabeça.

Aqui existiu uma guerra e existiram ordens (nem legais nem ilegais), foram ordens. Nunca nos 4 anos de CMN nem nas “Escolas de Regimento” nos ensinaram a analisar as ordens, senão a cumpri-las. Não existe nem nunca existiu no Exército a “teoria Balza”. Nunca nos ensinaram a diferenciar as ordens.

Entre os que nos encontramos nesta situação, há camaradas doentes, alguns com cânceres terminais, doentes psiquiátricos, outros com AVC e seria longa a gama das doenças, isto somado aos já mais de cem (100) camaradas mortos na prisão (o CELS computa 193), alguns diante de nós.

A isto soma-se a dor e a enfermidade de nossas famílias, essa “grande família militar” da qual tanto nos falaram e falamos. A dor não é só a de nos ver presos e tratados como delinqüentes comuns, senão a de ver-nos submetidos ao escárnio e à piada pública em diferentes MCS, nos traslados algemados ou nesses arremedos de julgamentos que são mais um circo romano que outra coisa. Que dizer de nossos filhos já homens e mulheres, alguns Oficiais ou Chefes do EA? Saibam também que nossas mulheres e filhos estão doentes, muitos em tratamento, por esta situação. Devem saber também que há Sub-Oficiais presos conosco, uma verdadeira afronta da qual nos devemos envergonhar. TODOS eram nessa época Cabos, Cabos 1ºs ou Sargentos, também conformavam as “associações ilícitas”? Um verdadeiro disparate. A grande pergunta é: até quando continuará esta vingança contra o Exército (não duvidem jamais que esse é o alvo!)? Por favor, nenhum queira acreditar ou pensar que é Justiça.

E também por favor, não se deixem levar pelos que falam “deste novo Exército”. O Exército Argentino foi e é um só, desde 29 de maio de 1810 até nossos dias. A nenhum de nós se nos ocorreu renegar o Exército Libertador, do da Guerra com o Brasil, do da conquista do Deserto, do da guerra da Tripla Aliança, do de Richieri, do de Perón ou do da Guerra contra a Subversão e a reconquista das Malvinas. Com as virtudes e defeitos de seus condutores, são o mesmo Exército de HOJE.

Não se confundam! Não defendemos nem defenderemos o governo militar de 1976/83, mas sim, nos sentimos orgulhosos de haver sido parte da História do nosso grande Exército, derrotando a subversão, logro reconhecido na ocasião por toda a nossa sociedade (hoje desmemoriada) e por todo o mundo.

Somos homens maduros, alguns doentes mas não estamos derrotados, lutamos como podemos por nossa liberdade e por “nosso Exército”, o de hoje e o de sempre. “Na história dos povos há lugares onde o patriotismo e a valentia se dão em uma dimensão maior, como se a terra fosse mais fértil em produzir qualidade humana” (Comandante Huber Matos).

Com toda humildade, tomamos para nós estas palavras de um dos Comandantes da Revolução Cubana, que pagou 20 anos de cárcere por sua discordância com Fidel Castro. Pedimos-lhe, como camaradas mais antigos, na maioria dos casos, que pensem não só em nós, senão em nosso Exército: aonde vamos, para onde nos levam, é este o caminho? Por favor, pensemos nisso. Não nos guiemos pelos “supostos MCS” e naquele “a opinião pública”. Para não falar no ar, encarregamos e pagamos, com a colaboração de muitos amigos, uma pesquisa de opinião (de uma das melhores empresas de pesquisa do mercado e sobre o universo mais amplo possível) que apontou resultados realmente surpreendentes que queremos compartilhar com vocês, para nos responder a todas essas perguntas, das quais damos alguns exemplos:

- O Exército, em matéria de imagem de instituições encontra-se no 3º lugar, depois da Igreja Católica e do jornalismo, ficando muito acima do Governo, dos grêmios, dos partidos políticos, etc.

- Outro dos temas é o do SMO (Serviço Militar Obrigatório), tão caro à sociedade, onde vemos que 60% dos pesquisados opina que deve voltar, duplicando a percentagem dos que se opõem.

- Em relação a nossos julgamentos pela Guerra contra a Subversão, quase 70% se manifesta contra os mesmos, ficando reduzido só a 16% os que estão de acordo.

- Além da polêmica que o tema provoca, 60% estima que seria positivo que as FFAA intervenham para combater o narco-tráfico, contra apenas 21% que se manifesta contrária.

- Surpreendentemente, ante a pergunta se o Governo desarmou e colocou as FFAA em segundo plano, e se não estão equipadas nem em capacidade de defender a República, 68% manifestou-se de acordo com esta opinião.

Estimados camaradas, entendemos que este será o primeiro contato de um diálogo e intercâmbio de idéias que de forma respeitosa pretendemos e esperamos ter com vocês. Solicitamos aos que queiram nos responder de qualquer forma (anônima ou não), o façam chegar à nossa direção eletrônica.

Despedimo-nos de vocês com o forte abraço de soldados que corresponde.

Palavras finais do Coronel “VGM” Horacio Losito em seu julgamento.



Tradução: Graça Salgueiro
13 Setembro 2011

ENXAQUECAS INSTITUCIONAIS


Artigos - Direito


Todo dia, toda hora, crimes são cometidos por bandidos que só não estão presos porque se enveloparam em alguma dobra da lei e ali ficaram desfrutando de uma proteção que ninguém, na sociedade, aprova.

Sei, sei, pode parecer que para arrumar um título forcei a barra. Mas saibam quantos se detiverem sobre estas linhas que o título expressa rigorosamente a minha opinião sobre o que acontece em nosso país a partir de 1988. É uma dor de cabeça sem fim. Explico-me. A eleição parlamentar que desembocou no processo constituinte elegeu 559 congressistas. Dado que a Assembléia Nacional foi convocada para encerrar o regime militar que se exaurira, algumas análises acadêmicas, como a de Leôncio Martins Rodrigues, proclamam que, naqueles dias, a depender da autoclassificação dos parlamentares, não haveria direita no Brasil...

Em contrapartida, a dissertação de mestrado de um jovem chamado Luziano Pereira Mendes de Lima, membro do Centro de Estudos Marxistas do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (só podia), vai no sentido oposto. O autor, usando instrumentos indiretos de classificação (certamente comparando os votos dos constituintes com os que ele mesmo daria) chegou ao seguinte quadro: Esquerda (95), Centro Esquerda (77), Centro (61), Centro Direita (142), Direita (184). A ser verdadeiro o levantamento, num processo de votação que tomava decisões por maioria simples, o conjunto Direita e Centro Direita disporia de votos para aprovar o que quisesse. Disporia, mas não dispunha. A Direita sofria de complexo de culpa e o próprio Centrão, grupo parlamentar criado para fazer frente à enxurrada de propostas demagógicas, socialistas, estatizantes nascidas nas confabulações do PT e seus satélites, viveu às voltas com esse estigma. Se todas as teses de agrado do jovem acadêmico, autor de "A atuação da esquerda no processo constituinte:1986-1988", tivessem incrustadas no bronze constitucional, o Brasil seria, hoje, uma Venezuela piorada.

Mesmo assim, graças à timidez de uns e ao constrangimento de outros, a Constituinte Cidadã foi uma carta feita com os olhos postos na retaguarda. Em vez de fazermos uma Carta para o país que queríamos, ficamos escrevendo contra o país que tivemos. Proporcionamos tanta proteção aos que se enredam nas tramas da lei (como se todo bandido fosse de esquerda, o que é um relativo exagero), inibimos de tal forma a ação das autoridades (como se toda autoridade fosse de direita, outro exagero, valha-nos Deus!) e asseguramos tantos direitos aos bandidos que a sociedade - esta sim, titular de direitos e merecedora do zelo do Estado - fica sem proteção alguma.

Muitas das nossas enxaquecas institucionais, derivam desse erro histórico. Aqui e ali, pouco a pouco, algumas coisas foram sendo corrigidas, mas ainda estamos longe de abrir a Constituição Federal de 1988 com a segurança de que ela serve ao futuro do Brasil. Não mesmo! Assim, por exemplo, como o regime anterior se caracterizava por certo voluntarismo nas prisões (inclusive políticas!), hoje a decisão de prender alguém exige infinitas conjugações legais, confluências astrais, circunstanciais e coisas que tais. Todo dia, toda hora, crimes são cometidos por bandidos que só não estão presos porque se enveloparam em alguma dobra da lei e ali ficaram desfrutando de uma proteção que ninguém, na sociedade, aprova.

Esta semana, certo rapaz, dependente químico, que já havia coometido um crime, e que respondia em liberdade por um segundo crime de morte cuja prática ele mesmo confessou, perpetrou seu terceiro assassinato. Matou o padrasto. E confessou. A pergunta que está me dando enxaqueca institucional é esta, e vai para a juíza dos processos: estivesse o assassino preso, respondendo no xadrez pelo conjunto de suas obras, o padrasto do moço estaria vivo, certo doutora? Qual a responsabilidade de quem mantém em liberdade um jovem drogado que já responde por duas mortes? E que tanto lero-lero para julgar um caso assim, de réu confesso? Zero Hora quis perguntar isso a ela e obteve uma resposta tão impertinente quando confortável: a magistrada não se manifesta sobre o processo. Pronto! Descalçam-se os sapatos, põem-se os pés para cima, abanam-se os dedos. E dorme-se em paz. Cruel é o mundo.

Enfim, amigo leitor, passaram-se 23 anos da Constituinte de 1986/1988. Já é tempo de que a sociedade comece a cobrar dos seus legisladores que a lei veja a ela - a sociedade - em primeiro lugar. E só depois disso, passe a tratar dos que se desviam do bom caminho. Mas é inútil. A enxaqueca vai continuar. Aliás, mais uma vez, com a insistência na formação da tal Comissão da Verdade, voltam-se os holofotes para trás e a história será contada por uma combinação de mentirosos contumazes, beneficiários dos fornidos favores da viúva e bandidos que querem ser canonizados por seus crimes.

Percival Puggina, 20 Setembro 2011

DISCIPLINA VENCE IDEOLOGIA

Artigos - Educação

Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio comprovam – aluno disciplinado consegue vencer até a imbecilizante ideologia do MEC e das universidades.

Criado em 1998, durante a gestão do tucano Paulo Re­nato de Souza no Ministério da Educação, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi e continua sendo objeto de muitas críticas. A exemplo dos demais indicadores da educação, ele também não é visto como um metro confiável. Questiona-se sobretudo a sua capacidade de medir a qualidade das escolas, uma vez que seu objetivo é avaliar alunos. Mas, agora que saiu o resultado das médias obtidas pelas escolas brasileiras nas provas do Enem de 2010, a imprensa repete a mesma pauta de sempre – transforma o Enem numa listagem de escolas, em que as particulares sempre ganham das públicas. Obviamente.

Em Goiás, entre as 40 melhores escolas com participação de mais de 75% no Enem, apenas uma é pública – o Colégio Municipal Castro Alves, de Posse, que ficou em 11º lugar, com a média de 654,79 pontos. No Enem de 2009, segundo reportagem do jornal “O Popular” (edição de segunda-feira, 12), nenhuma escola pública goiana ficou entre as 20 melhores. E, a se crer em reportagem do Portal G1 (do mesmo dia), o feito da escola de Posse é quase um milagre. A escola, segundo seu diretor, não recebe os devidos investimentos do poder público e — que não nos ouça o Ministério Público — é salva pela ajuda financeira de sua associação de pais e mestres.

Diz a reportagem do G1, assinada por Humberta Carvalho, que a Escola Castro Alves tem 510 alunos e 30 alunos por sala. O laboratório de ciências está sucateado e o de informática só tem dez computadores. A área de lazer, segundo o diretor Luiz Bezerra da Costa Neto, “também deixa muito a desejar”. E, para completar as carências, os alunos do ensino médio, que fizeram a prova do Enem, têm aulas à noite. Mesmo assim, a escola municipal de Posse – que honra o nome de Castro Alves – obteve 591,33 pontos em linguagens; 613 em matemática; 635,72 em ciências humanas e 570,65 em ciências da natureza. Ficou com 602,67 pontos nas provas objetivas e 709 na redação, o que deu a média total de 654,79.

Abençoada carência

A universidade brasileira, em vez de ficar dizendo que não se pode comparar escolas com base no Enem, devia analisar casos do gênero com mais profundidade, pois é temerário para um indivíduo sozinho tentar fazê-lo. Isso é sempre trabalho para instituições. Mas arrisco-me a propor alguns pontos de reflexão, começando pela suposta carência dessa escola. Não está aí parte do segredo de seu sucesso? Se ela tivesse mais área de lazer não teria também mais vadiagem? Aposto que sim. Quadra de esporte em escola, por exemplo, além de local para o aluno fugir do estudo sério, costuma ser um celeiro de brigas por causa do futebol. A área de lazer, dependendo da localização da escola, pode virar boca de fumo.

E o que dizer do laboratório de informática com seus dez computadores para 510 alunos? Uma benção! – eu diria, parodiando os evangélicos pentecostais que transformam até terremoto em graça divina. Torço para que a Escola Municipal Castro Alves continue com esses dez computadores e, sobretudo, faço votos para que eles não tenham banda larga. Hoje, nas empresas, vejo mães e pais de família arriscando o próprio pão dos filhos por não conseguirem ficar longe das redes sociais nem no seu horário de trabalho. Mesmo assim, as nossas universidades panglossianas insistem em defender que o computador seja introduzido na vida das crianças desde o berço.

Pretendo escrever um artigo exclusivamente sobre este assunto, mas adianto que sou contra computador em escola. E digo isso com a autoridade de quem foi um dos primeiros jornalistas goianos a usar computador. Eu me informatizei antes mesmo que as próprias redações dos jornais goianos se informatizassem. Sou do tempo do paquidérmico PC-XT e da pré-histórica BBS (Bulletin Board System), avó da banda larga e mãe da internet discada. Passo boa parte do tempo em que estou acordado na frente da tela do computador, mas vejo os estragos que essa ferramenta pode causar na vida das pessoas. O computador é meu servo, mas, para a maioria das pessoas, tornou-se amo. E estou falando de adultos; o que dizer, então, de crianças e adolescentes?

Se a Escola Municipal Castro Alves tivesse um grande laboratório de informática, com mais computadores, é quase certo que professores e pais perderiam o controle dos alunos e o resultado da escola no Enem seria outro. Nas entrevistas concedidas pelo diretor da escola municipal de Posse, ele enfatizou que a participação das famílias foi fundamental para o sucesso do estabelecimento. Duvido que isso fosse possível caso a escola tivesse o perfil idealizado pelas universidades, em que o computador é ferramenta central no ensino. Computador em escola serve quase tão somente para o aluno viciar-se em Facebook, Orkut, MSN e outras famigeradas redes sociais, afastando-se de pais e mestres e isolando-se no mundo das fofocas e transgressões de suas tribos físicas e virtuais.

Disciplina

Essa afirmação pode causar estranhamento, mas uma leitura mais rigorosa dos resultados do Enem mostra que minha hipótese é plausível. Em recente artigo sobre o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), escrevi que um fator determinante para o aprendizado do aluno é a disciplina. Nos resultados do Enem, isso fica evidente. Em Goiás, depois da escola municipal de Posse e do Colégio de Aplicação da UFG (hoje Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada ao Ensino), os quatro melhores estabelecimentos públicos que vêm a seguir são todos colégios militares. E sabe-se que, nesses colégios, a disciplina é bem mais rígida do que nas demais escolas da rede pública de ensino.

Quando se analisa nacionalmente o resultado do Enem, a tendência se repete, mostrando que a disciplina é a base da educação. De acordo com a listagem elaborada pelo Centro Paula Souza (rede de 200 Escolas Técnicas e 51 Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo), a segunda melhor escola pública do país, é o Colégio Militar de Belo Horizonte, que obteve 715,80 pontos na média do exame. Ele só perde para o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa, também em Minas Gerais, que ficou com média 726,42. E outros três colégios militares aparecem entre as dez melhores escolas públicas do país: o Colégio Militar de Campo Grande, com 700,99, em 7º lugar; o Colégio Militar de Juiz de Fora, com 695,87, em 8º lugar; e o Colégio Militar de Porto Alegre, com 693,69, em 10º lugar.

Entre as outras seis escolas públicas que ficaram entre as dez melhores, não há nenhuma da rede comum de ensino — ou são escolas técnicas ou são colégios de aplicação universitários. A terceira melhor escola é o Instituto de Aplicação Fernando da Silveira, com 714,51; a quarta é o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco, com 707,26; a quinta é a Escola Técnica de São Paulo, com 706,66; a sexta, é a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, do Rio de Janeiro, com 704,93; a nona é a Escola do Recife, da Universidade de Pernambuco (estadual), com 693,84 na média.

Quando se estende a análise para as 50 melhores escolas públicas, as escolas militares, juntamente com os colégios de aplicação e as escolas técnicas, voltam a monopolizar as melhores notas. Além das quatro escolas militares que se classificaram entre as dez melhores do país, o Colégio Militar do Rio de Janeiro aparece em 14º lugar, com 685,93; o Colégio Militar do Recife ficou em 22º lugar, com 677,42; o Colégio Militar de Curitiba é o 31º lugar com 667,36 e o Colégio Militar de Fortaleza ocupa 32ª posição com 665,41 na média. Ao todo são oito escolas militares entre as 50 melhores escolas públicas do país.

Discriminação

Pode parecer pouco, mas não é. Os colégios militares praticamente representam as redes públicas estaduais de ensino entre as melhores escolas do país. Por incrível que pareça a única escola pública comum — que não é técnica, nem militar, nem federal — a aparecer entre as 50 melhores do país é justamente a Escola Municipal Castro Alves, de Posse. Essa escola goiana merece um estudo de caso por parte de pesquisadores e autoridades, pois se trata de uma incrível exceção à regra. Todas as outras 49 melhores escolas públicas do País ou pertencem às universidades, ou são escolas técnicas, ou são escolas militares. Não há lugar para escolas estaduais e municipais comuns quando o assunto é a qualidade do ensino.

Mesmo quando se analisa o resultado do Enem apenas no Estado de São Paulo (o Estado mais rico da Federação, com municípios também muito ricos), essa realidade salta aos olhos, até com mais força. Na lista das 50 melhores escolas públicas paulistas, não há uma só escola da rede pública comum: 43 são escolas técnicas estaduais, duas são escolas técnicas municipais, uma é escola técnica federal e as outras quatro são escolas técnicas de universidades (USP, Unicamp e Unesp). Parece que o ensino só tem futuro quando se alia à disciplina da farda, representada pelas escolas militares, ou à disciplina do trabalho, representada pelo ensino profissionalizante das escolas técnicas.

Se há uma conclusão que se pode extrair do Enem é que a rede pública comum de ensino não tem conserto caso continue no ritmo em que se encontra hoje — obrigada a engolir todos os tipos de aluno e a não exigir nada deles. Ou se resgata ao menos a disciplina nas escolas públicas comuns, ou não há a menor chance de que elas venham a se destacar em avaliações como Ideb ou Enem. E não basta exigir do diretor que salve a escola com sua gestão (novo modismo criado pelas autoridades pedagógicas); é preciso resgatar valores como mérito e disciplina, que não foram apenas esquecidos nas escolas públicas – foram simplesmente proibidos.

Para a pedagogia paulo-freiriana que infesta as universidades brasileiras, meritocracia é discriminação e disciplina é autoritarismo. Mas não há dúvida que as melhores notas no Enem decorrem desses dois fatores. As melhores escolas são justamente as que selecionam seus alunos (o que significa valorizar o mérito) e cobram deles responsabilidade com o próprio aprendizado (o que exige disciplina). O que coloca as escolas públicas comuns em desvantagem, reconheço, pois elas não podem selecionar alunos – como fazem a maioria dos colégios de aplicação, das escolas técnicas e das escolas militares do país.

Insanidade acadêmica

Nas reportagens sobre o Enem que saíram na imprensa brasileira, inclusive na imprensa goiana, os especialistas limitam-se a afirmar que não se pode comparar o desempenho das escolas públicas com as escolas privadas, porque nas escolas públicas, dada a universalidade do ensino determinada por lei, não é possível fazer seleção de aluno. Com isso, a desvantagem da escola pública já começa no ponto de partida, quando ela forma seu corpo discente e, depois, também não pode dispensar os piores. E, para completar, dizem os especialistas, as escolas privadas falseiam os resultados do Enem, mandando fazer o exame apenas os seus melhores alunos, com o objetivo de garantir médias altas.

Entre os especialistas ouvidos pela citada reportagem do jornal “O Popular” está o pedagogo João Ferreira de Oliveira, professor associado da Faculdade de Educação da UFG e doutor em educação pela USP, com pós-doutorado na mesma instituição. Ele critica a comparação entre escolas públicas e privadas com uma procedente argumentação sociológica: “Estamos falando de 85% de alunos do ensino médio com faixa de rendimento e outros indicadores muito abaixo dos outros 15% que estão matriculados nas escolas privadas. Este contingente estuda em escolas que não oferecem as mesmas estruturas que a particular oferece; tem pais com baixa escolarização e não tem acesso a bens culturais nem a atividades extracurriculares e ainda trabalham no contraturno. Portanto, é um equívoco pensar em comparar os desempenhos de uma e outra”.

O que fazer, então, diante desse quadro? O professor não diz. E sua colega de Faculdade de Educação, a professora Geovana Reis, mestre em educação pela própria UFG, também não diz. Ela reitera as diferenças socioculturais entre os alunos das redes privada e pública, lembra que a escola pública não pode selecionar aluno no seu ingresso e aponta o estratagema das escolas privadas para se saírem bem no exame: “Algumas situações, como a seleção de alunos com desempenho acima da média para responder as provas, podem falsear os resultados e oferecer um diagnóstico equivocado deste ensino”. E, taxativamente, sustenta: “É uma insanidade comparar essas realidades”.

Ora, se é uma insanidade comparar escola pública com escola privada (e, em parte, é), também é insano cobrar do professor da rede pública que ele faça milagre, ensinando com eficácia alunos muitas vezes incapazes de aprender. Mas é justamente essa cobrança insana o que as universidades mais sabem fazer. Em praticamente todas as suas pesquisas acadêmicas, elas cobram o impossível da rede básica de ensino. No artigo “Escola pública: vítima indefesa das universidades” (publicado no Jornal Opção de 21 de agosto), em que analiso a proposta de se colocar o Ideb na porta das escolas, demonstro que a universidade joga toda a responsabilidade pelo aprendizado do aluno sobre os ombros do mestre do ensino básico, defendendo uma tresloucada “escola inclusiva” em que o vilipendiado professor da rede pública é obrigado a transformar trombadinhas em sacristãos e deficientes mentais em cidadãos autônomos.

Currículo excessivo

E, quando se trata do ensino médio, o fosso entre escolas públicas e privadas tende a ser ainda maior. Se no ensino básico, como o próprio nome diz, trata-se de ensinar o que é comum para todos, no ensino médio a escola já se defronta com exigências sociais mais complexas, como preparar o adolescente para a universidade ou para uma profissão. Nesse caso, disciplina é fundamental, mas não basta. A escola precisa de estrutura, sobretudo para o ensino de ciências, que tende a ser improdutivo se ficar no cuspe-e-giz. Talvez por isso, as piores notas do Enem são justamente nas provas de ciências da natureza, especialmente nas escolas públicas comuns (nem técnicas, nem de universidades), onde os laboratórios são quase inexistentes.

E a escola pública fica ainda mais prejudicada porque o ensino médio brasileiro é enciclopédico, com uma profusão de disciplinas complexas e inúteis. É o que reconhece a socióloga Maria Helena Guimarães de Castro, com a autoridade de quem foi responsável pela criação do Enem, quando presidiu o Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (Inep) de janeiro de 1995 a abril de 2002, durante o governo Fernando Henrique. Numa entrevista concedida a Alexandre Machado, no programa “Começando o Dia”, da Rádio Cultura FM de São Paulo, na terça-feira, 13, ela defendeu uma reforma do ensino médio, afirmando que seu currículo é “pesado”, “muito fragmentado” e “sem sentido”.

Maria Helena Guimarães criticou acertadamente a utopia de um ensino médio igual para todos e lembrou que, durante a gestão de Paulo Renato de Souza no Ministério da Educação, havia a perspectiva de se reformular radicalmente o ensino médio, interrompida com a eleição de Lula em 2002. A meta era reduzir o número excessivo de disciplinas do secundário e criar uma grade básica para todos os alunos, mas permitindo que eles escolhem as demais disciplinas com base nos objetivos que tivessem em mente, como uma faculdade ou o mercado de trabalho. Segundo a ex-presidente do Inep, a maioria dos sistemas de ensino do mundo tem cerca de metade de disciplinas existentes no ensino médio brasileiro.

Na entrevista, a ex-presidente do Inep afirmou, textualmente, que “as próprias universidades não têm participado ativamente desse debate e são mais ou menos distantes”. Foi seu grave erro de avaliação na entrevista. As universidades jamais foram omissas nessa questão. Até por uma questão legal, tudo o que ocorre no ensino básico e no ensino médio – eu disse: tudo – está sob a influência direta da universidade. É ela que forma professores e gestores; que elabora as leis educacionais; que implanta as políticas públicas de educação; que define as Diretrizes Curriculares Nacionais. E, como se não bastasse, ainda produz uma profusão de pesquisas sobre temas prementes do ensino básico, inclusive sobre o Enem, Ideb, Prova Brasil e outros indicadores de qualidade do ensino.

Mito da escola única


O problema (e isso a ex-presidente do Inep não diz claramente) é que a ciência produzida nas universidades brasileiras é fortemente contaminada por um viés ideológico de esquerda. É essa contaminação ideológica, com origem na universidade, que impede a educação brasileira de se desvencilhar do mito da “escola única”, preconizada por Lenin e ainda hoje cultivada por pedagogos como Moacyr Gadotti, principal discípulo de Paulo Freire. Se essa gente pudesse, acabaria, por decreto, com todo o ensino privado, em que pese o próprio Paulo Freire ter sido professor de universidade privada no Brasil, onde sua relação com os alunos era obviamente uma educação bancária – os alunos pagando mensalidades, o pedagogo vendendo utopia.

Se os especialistas não admitem que a escola pública seja comparada com a escola privada, devido às abissais diferenças entre o perfil econômico, cultural e social de seus alunos, qual seria a consequência lógica desta constatação? No mínimo, admitir que, enquanto persistirem essas diferenças, é impossível garantir ao aluno da escola pública o mesmo nível de ensino da escola privada. Era o que os velhos marxistas pensavam. Por isso, eles defendiam a revolução social antes da revolução pedagógica. Em sua tacanha visão mecanicista (ainda assim, menos tola do que a visão holística do marxismo atual, que se reflete no construtivismo pedagógico), os marxistas do passado viam a educação como uma corrida, em que os mais ricos saíam muito na frente e, por consequência, dificilmente eram alcançados pelos mais pobres.

Hoje, depois que a pedagogia brasileira tornou-se obcecada pela estranha mistura de Paulo Freire com Michel Foucault, a universidade resolveu começar a revolução socialista pelas próprias escolas e, para isso, ela precisa “empoderar” crianças, adolescentes e jovens – isto é, “dar poder” ao seu novo proletariado. Admitir que muitos alunos não aprendem por deficiência própria seria não apenas desperdiçar a chance de culpar por todas as mazelas sociais “o sistema que está aí”, mas, sobretudo, implicaria comprometer a possível flama revolucionária desse proletariado vicário. Para que o aluno possa ser transformado em massa de manobra da revolução socialista, é preciso dar a ele a ilusão de que é autônomo e que age movido por própria vontade e não pela canga ideológica que lhe impõem.

É o que se vê no próprio Enem, que não parece um exame para avaliar a qualidade do ensino e, sim, uma ficha de filiação partidária. O Enem é flagrantemente ideológico e obriga o aluno a ver o Brasil com os olhos da esquerda. Essa afirmação exige uma análise detalhada de suas provas – papel que caberia às universidades. Mas como elas não têm isenção ideológica para tanto, essa análise acaba recaindo sobre os ombros de uns poucos indivíduos independentes e não vou me furtar a essa tarefa num próximo artigo.

Já adianto que as provas de ciências humanas do Enem – complexas no método e na forma, mas vazias no conteúdo – praticamente obrigam o aluno a pensar como o MST, a acreditar que a mais grave doença atual é a “homofobia” e a reduzir a história do Brasil à luta de classes, em que uma burguesia sádica explora por prazer um proletariado idílico. Felizmente, a disciplina cognitiva e moral de muitos alunos conseguiu vencer uma ideologia disfarçada de ciência, que, mais do que atrapalhar o aprendizado, inviabiliza o próprio aprendiz.

Publicado no Jornal Opção.
José Maria e Silva, 20 Setembro 2011

AS ARCAS DO TESOURO...


Sobre o Jucá, as arcas e a grana que nasce em moita

Ag.Senado

Aportou no STF uma ação judicial que cuida de um dos mais inusitados casos da cruzada eleitoral de 2010.

Envolve as arcas de campanha do senador Romero Jucá (PMDB-RR), o eterno líder de todos os governos.

Chama-se Amarildo da Rocha Freitas o personagem central do inquérito. Empresário, atuou como colaborador da campanha de Jucá.

Às vésperas do primeiro turno da eleição, Amarildo foi ao escritório de campanha de Jucá. Na saída, carregava um envelope. Entrou no carro, virou a chave e saiu.

De repente, Amarildo notou que uma equipe da Polícia Federal o seguia. Lançou o envelope pela janela do carro.

Os agentes da PF recolheram o refugo num matagal. Dentro, havia R$ 100 mil. Repetindo: o colaborador de Jucá jogou R$ 100 mil pela janela.

Inquirido, Amarildo confirmou que recebera a grana de Jucá. Lançou-a no mato, segundo disse, porque ficou “assustado” com o cerco policial.

Na época, Jucá reagiu assim: “Não entreguei dinheiro a ninguém, não é dinheiro meu, não é dinheiro de campanha, todo o nosso dinheiro está declarado.”

Agora, reconduzido ao Senado, Jucá diz que desconhece o processo. Alega não ter sido notificado. A contabilidade da campanha foi aprovada, ele sustenta.

A existência humana, como se sabe, gira ao redor do dinheiro. O pobre sua a camisa para ganhá-lo. O rico multiplica-o…

…O falsário falsifica-o. O ministro desonesto desvia-o. O ladrão rouba-o. Todo mundo ambiciona o dinheiro.

Maluco que arremessa pacote de dinheiro pela janela era jabuticaba jamais vista. Súbito, brota nas adubadas cercanias de Romero Jucá.

Os R$ 100 mil do matagal permanecem retidos. Por ora, ninguém se animou a reinvindicar o numerário. Espanto (!), pasmo (!!), estupefação (!!!).

Torça-se para que o STF autorize a continuidade das apurações.

Do contrário, ficará entendido que, em Roraima, dinheiro dá em moita. E não haverá quem segure a migração.

Escrito por Josias de Souza

IMPUNIDADE E INJUSTIÇAS PATROCINADAS PELO JUDICIÁRIO SERÃO ALVO DAS PASSEATAS ANTI-CORRUPÇÃO EM 12 OUTUBRO

Enquanto segmentos esclarecidos da sociedade se mobilizam, via Internet, para mais uma “Marcha contra a Corrupção”, no próximo feriado de 12 de outubro, a elite da (in)Justiça tupiniquim nos empurra, goela abaixo, um dos mais vergonhosos exemplos de impunidade ao Governo do Crime Organizado. O poder sem fim do imortal José Sarney parece ser a verdadeira inspiração para o Superior Tribunal de Justiça anular as mais contundentes provas produzidas por operações da Polícia Federal.

Não tem consistência a alegação de “falha processual” ou de “ilegalidade” na obtenção das provas – principalmente nas escutas telefônicas em que os agentes do crime se revelam em viva voz. Mas foi assim que o STJ jogou no lixo toda a operação Boi Barrica, na qual a Polícia Federal cometeu o pecado mortal de investigar parentes de José Sarney (presidente do Senado). Agora, pelo mesmo argumento simplório de “ilegalidade na obtenção de provas”, a Justiça pode detonar outras quatro operações da PF.

Além da Boi de Barrica (já detonada), correm séria ameaça de dar em nada as operações Voucher (que comprovou picaretagens no Ministério do Turismo), a Navalha (que flagrou desvios de verbas em obras públicas), a Mãos Limpas (que comprovou a corrupção no Amapá, estado politicamente controlado pelo esquema Sarney) e a famosa Caixa de Pandora (que pegou o esquema mensaleiro do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, com ramificações com a família Roriz, que já levou o corporativismo da base governista a salvar o pescoço da deputada Jaqueline.

A pizzaiada judicial (impossível de engolir) pode ser o grande prato para os protestos do próximo dia 12 de outubro. O Judiciário corre o risco de ser alvo de desmoralização, nas ruas. Nada pode ser pior para a inconsistente democracia brasileira que isto. Mas as pessoas comuns já percebem que são as maiores vítimas da impunidade. Seja nos crimes de corrupção, nos abusos de autoridade cometidos pelos agentes do poder estatal, em ações criminosas de oligopólios contra os consumidores que passam impunes nos tribunais, até os casos de delitos de trânsito – em que irresponsáveis ao volante matam e não param na cadeia.

No momento, a grande questão conjuntural é: Se a elite do Judiciário (indicada para as Altas Cortes pelos políticos) prefere não dar valor às escutas da Polícia Federal, será que eles terão a mínima sabedoria de escutar a voz rouca das ruas que já grita, em tom ainda baixo, mas crescente, contra a injustiça e a impunidade? A resposta será fundamental para o destino da Segurança do Direito no Brasil.

Jabazinho internacional

O velho Departamento de Imprensa e Propaganda de Getúlio Vargas, que na década de 40 montou um eficiente esquema para divulgar o Brasil no exterior, está fazendo escola.

A presidenta-brizolista Dilma Rousseff é a capa da próxima edição da revista Newsweek internacional e até da edição nacional norte-americana.

A reportagem com o título “Don't mess with Dilma” (em tradução literal “Não mexa com a Dilma”) tem todo o jeitinho daquelas matérias plantadas, com alguma verba publicitária paga por fora.

Quanto vale o prêmio, Lombardi?

Dilma hoje fará história como a primeira mulher a abrir uma Assembléia Geral da ONU – o que uma façanha e tanto para uma brizolista histórica, que antes gritava contra as “perdas internacionais geradas pela globalização”...

A Faxineira-Mor do Brasil também recebe hoje à noite, em jantar no Hotel Pierre, em Nova York, o prêmio Woodrow Wilson Public Service Award.

Será a mesma premiação já foi concedida a Lula, em 2009, o que mostra que Dilma caiu no agrado da Oligarquia Financeira Transnacional.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.


© Jorge Serrão, 20 de Setembro de 2011.

SARNEY, O PEDRINHO E O GASTÃO...


A dupla Pedrinho e Gastão prova que o mais impune dos brasileiros tomou de assalto parte do governo

O novo ministro do Turismo se chama Gastão – homenagem sem graça ao país da piada pronta. Nem o mais fanático leitor de jornais, daqueles que devoram editais, obituários e classificados, jamais encontrou, nos últimos 20 anos, a mais remota referência a seu nome ou figura num rodapé de página– muito menos no mesmo parágrafo da palavra Turismo.

E após sua estreia fisionômica nos jornais de hoje, afaste-se de imediato a tentação politicamente incorretíssima de evocar a teoria lombrosiana. Nem nela Gastão se encaixa: feição mais comum, impossível — um despercebido permanente, até aqui amalgamado ao barro grosso do baixo clero da Câmara.

Leu-se hoje, ao lado da foto inédita e da notícia espantosa de sua nomeação como ministro de Estado, que está no quinto mandato como deputado federal, é advogado e mestre em direito, milita na área de educação e é torcedor do Sampaio Corrêa. Agora, com todas as prerrogativas do melhor cargo de sua vida, assinará cheques, nomeará pessoas, controlará verbas vultosas.

O fato de ser um absoluto desconhecido da opinião pública e de não apresentar nenhuma credencial para o cargo não teve o menor peso no nihil obstat de Dilma – porque Gastão é deputado do PMDB do Maranhão e, desnecessário dizer, embora os jornais de hoje redundem na informação para os desavisados, “pertence ao grupo do senador José Sarney”.

É o grupo do mais impune dos brasileiros que afronta o país com sua liberdade plena para tomar de assalto parte da administração federal e desviar dinheiro público. É o grupo que teve o desplante de impor a Dilma, no começo do seu governo, um homúnculo moral como Pedro Novais, agora substituído por Gastão. O defeito de Novais não era em absoluto a velhice, mas a velhacaria e a assombrosa mediocridade de sua existência – plenamente confirmada em oito meses penosos à frente do Ministério do Turismo.

O Turismo, pasta absolutamente inútil para o desenvolvimento desse setor no país, mas resort burocrático com extraordinário potencial para um tour “all inclusive” às falcatruas da classe política brasileira, é da “cota” do PMDB. Não vale um décimo das diretorias da Petrobras também ocupadas por peemedebistas, em termos de oportunidade de negócios, mas é da cota, e o que é combinado não é caro.

Em nenhum momento, por um laivo de consciência ou de ínfimo pudor, nem por uma estratégia política para compensar o desatino da indicação anterior de Novais, os próceres do PMDB pensaram em deixar Dilma à vontade – se ela quisesse essa liberdade – para apontar ou pelo menos cogitar de alguém do ramo, fora da cota para larápios. Michel Temer, fiador do contrato de aluguel do PMDB com Dilma, não admitiria esse gesto de brasilidade. Voltou de um período de vilegiatura particular na Bahia, com um desarranjo intestinal que contraindicava até um pigarro, para fazer força por Gastão. É como se Novais não tivesse contado.

Quando estourou o escândalo da Operação Voucher, Sarney fez que não era com ele. Só conhecia Novais de vista – e para se ter vista de Pedrinho, com seu 1m46 de altura, era preciso chegar bem perto. Sarney se afastou. Era como se dissesse: “Esse não valeu”. Agora, com Gastão, preenche-se a lacuna que existia desde a posse de Pedro Novais.

Pelos primeiros sermões de Vieira hoje na TV, o novo ministro é troncho e igualmente medíocre – traços genéticos dos sarneyzistas. As outras características do DNA do grupo virão a seu tempo – cabendo a vigilância à imprensa naturalmente.

Dilma, que em absoluto se sentiu incomodada com as reinações de Pedrinho e com mais um ministro da legenda que cai no valão dos malandros, foi prestigiar o seminário do PMDB, hoje, e agradeceu, daquele seu jeitão destrambelhado, o “apoio” do partido a seu governo.

A presidente dá, todos os dias, prova de seu despreparo acintoso para o cargo – mas pelo menos ainda tentava mostrar um certo pendor pela autoridade de seu mandato. Ao ceder de novo à chantagem do PMDB, na qual o ministério do Turismo é só uma ponta minúscula, ela mostra também uma profunda ignorância política.

Governos de coalizão, como supostamente é este, de Lula/Dilma, são próprios de regimes parlamentaristas – onde a responsabilidade de mando e poder é compartilhada entre as forças que o apóiam, inclusive em eventuais desastres. Num sistema presidencialista, a divisão do governo ao nível de partilha entre políticos que se comportam como predadores de uma empresa privada, ávidos por lucros, gera uma situação esdrúxula: o bônus é dos acionistas – Sarney, Temer e companhia bela. O ônus pelas indicações cegas, sem filtro protetor, é todo do presidente. O Brasil é hoje o único país do globo com essa patológica dinâmica de poder.

Quem perdeu mais com as travessuras de Pedrinho Novais: Dilma ou Sarney?

Celso Arnaldo Araújo

IMPOSTURA DEPLORÁVEL

Essa é a definição correta da caricatura que a ironia denomina “comissão da verdade”. São cínicos os seus mentores, pela desfaçatez com que pretendem maquinar veredictos a partir de um grupo comprometido.

Sob o pálio da ineficácia jurídica, ergue-se uma espada de Dâmocles sobre reputações respeitáveis, a quem deve a Nação a estabilidade política de que hoje desfruta.

O fantasma da calúnia, de triste inspiração nazista, ressuma no cenário de um País pacificado, como estratagema de um grupo de vingadores obstinados, dirigida aos que lhes frustraram o projeto de aqui implantar a tirania totalitária.

Decorrido quase meio século, esvaiu-se o bolchevismo soviético, evoluíram os costumes e aplacou-se a sociedade, mas persiste o ânimo vingativo dessa minoria sectária, insensível às lições da vida.

Alega-se politicamente necessária a investigação dos abusos da repressão e de seus responsáveis, a fim de “pacificar” a memória nacional. Como é possível fazê-lo, porém, sem a catarse dos fatos que lhes deram causa?

Prevarica a autoridade, em qualquer regime de governo, que admita a subversão da ordem no âmbito da sua competência, sem providências retificadoras.

Não existe argumento que justifique a violência, nem mesmo o idealismo do bem comum. A práxis leninista de que os fins justificam os meios não passa de sofisma hediondo.

Portanto, para ser crível, o levantamento dessa comissão merece começar pela identificação dos assaltantes, terroristas e assassinos políticos, em atenção às vítimas inocentes, suas viúvas e seus órfãos.

E, além disso, se a autoridade moral para atirar a primeira pedra é inerente ao que está sem pecado, não assiste o direito de revisar o passado a quem prodigalizou o “mensalão”, enriqueceu-se na função pública ou omitiu-se ante a corrupção de seus correligionários.

Reabrir uma ferida cicatrizada, sem a devida assepsia, pode disseminar infecção por todo o organismo.

Espera-se que o Congresso Nacional cumpra o seu dever de legitimar a vontade da maioria, atendendo às prioridades do povo e descartando as imposturas de grupos carbonários.


(Gen Maynard Marques de Santa Rosa)