"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

OS FATOS COMO ELES SÃO...

O ministro amarelou!
Claudio Schamis comenta saída de Carlos Lupi do Ministério de Dilma


Depois de ter bancado o Super-Ministro-Valente-Daqui-Não-Saio-Daqui-Ninguém-Me- Tira-E-Só-Sai-Se-For-A-Bala – ufa, que título nobre –, Carlos Lupi sucumbiu. Não aguentou a pressão. Amarelou. E pediu para sair.

Pôxa, e eu achei que fosse até o fim. O que será de mim e de minha família agora? Será que ponho o terno amarelo?

A sua adorada presidente Dilma a quem declarou que amava com certeza deve ter ficado aliviada, e talvez tenha sido poupada de ter que demiti-lo assim que fizesse a tal reforma ministerial e por pressão da Comissão de Ética da Presidência, presidida por Sepúlveda Pertence.

É claro que Carlos Lupi justificou que sai porque estava sofrendo uma perseguição política e pessoal da mídia muito forte e cruel. E ainda se achando injustiçado reclamou da condenação sumária da Comissão de Ética. Ainda bem que ele não é do PT. Imagina. Aí sim iam falar que existe uma conspiração no ar e em Brasília.

Para com isso. O que existe em Brasília é outra coisa. Aliás, o que falta em Brasília é outra coisa.

Mas isso talvez muita gente saiba, só que outros talvez ainda não foram avisados.

Dilma, ‘cê tá sabendo né?

A coleção de Dilma!


A nossa presidente Dilma deve estar louca para completar o álbum de ministros demitidos e caídos.

Agora só vou conseguir lembrar de todos pela foto! Vou fazer uma chamada básica!

Acho que nunca antes na história desse país viu-se tanto ministro caindo em tão pouco tempo. Nem no governo daquele lá.

Herança maldita? Melhor não falar nisso, porque senão vão achar que o escrevinhador não gosta do governo. Não é verdade. Existe algo. Existe um sentimento. Gosto médio. Mais para menos. Claro que não sou louco de dizer que tá 100% tudo errado. Mas com um pouco de esforço talvez alcancem isso.

Dilma lado A, Dilma lado B!

Não chega a ser um caso de bipolaridade. Talvez de dupla personalidade. A Dilma boa. A Dilma má.

Seu Freud em quantas sessões consigo saber se sou lado A ou lado B?

O problema é que a Dilma boa age às vezes em momentos em que não deveria ser boa. Já a Dilma má age às vezes com pessoas que não merecem a sua ira.

Talvez o problema de Dilma seja de direcionamento. Ela não está sabendo focar a ira para onde deve.

Porque ela tem que gritar, esbravejar, chegando a deixar subordinados lerdos apavorados e com medo da fera, enquanto que quando precisaria mostrar pulso forte doa a quem doer, pareceu ser condescendente, como foi no caso do ministro Carlos Lupi.

Diria que Dilma amarelou também em tomar uma atitude de coragem e valentia que um presidente, às vezes precisa. Independente se vai agradar gregos, troianos ou partidos.

Juras de amor!


Quando eu disser já, lutem. Mas uma luta limpa, por favor!

Não é que José Sarney e Demóstenes Torres quase transformaram o plenário do Senado num ringue e só não rolaram no chão porque o senador Fernando Deixa Disso Collor de Mello bancou o juiz de paz? Logo quem.

O motivo do entrevero foram (mais uma vez) as manobras do governo para aprovar a DRU (Desvinculação de Receitas da União) que foi posta como primeiro item da pauta para votação. Com isso o governo pretendeu evitar que se vote a Emenda 29, que aumenta os recursos destinados para a Saúde Pública.

Afinal pra que se preocupar com a Saúde se tem tantas outras coisas mais importantes, já que nesse quesito devemos ser país-modelo de como (não) se deve tratar a saúde.

Dilma, que lá atrás tinha prometido mundos e fundos para a Saúde, quer porque quer adiar ao máximo essa votação, de preferência para o último ano do seu mandato.

Por que isso? Vai saber…

Cheiro ruim!


Dá onde tá vindo isso? Brasília!

E agora José? Ou melhor, e agora Pimentel? Parece cupim isso. Mais um ministro com o nome “sujo” na praça. Ou melhor, nome, endereço, CPF…

Não é no reino da Dinamarca que tem algo de podre, é aqui mesmo!

O ministro do desenvolvimento Fernando Pimentel é a consultoria da vez. Será que ele foi aluno de Palocci ou é o ramo de consultoria que é promissor?

Mas se a Dilma mantiver Pimentel seria correto chamar Palocci de volta, pois esse foi defenestrado do governo pelo mesmo motivo. Enriqueceu dando consultoria.Temos que ser justos.

Será que Dilma vai pagar para ver o que o ministro vai dizer em sua defesa? A história ainda é recente, mas é muito disse-me-disse e isso só enfraquece mais ainda a figura do governo Dilma que tem mais um ministro envolvido em coisas estranhas, mas que renderam R$ 2 milhões, o que não é de todo ruim.

Drummond disse “Tempo disso, tempo daquilo; falta o tempo de nada”. Realmente estamos perto do tempo de nada. Nada mais nos resta a fazer, a não ser aceitar ou aceitar, pois nada tem mais jeito.

Salvem as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambiente fechado.

MAIS UMA BATALHA VENCIDA: VOTAÇÃO DO PLC 122 É ADIADA

Sessão no senado, dia 8/12: senadora Marta Suplicy é obrigada a retirar o projeto para tentar novos acordos. Parabéns aos que reagiram
Daniel F. S. Martins

Após uma verdadeira chuva de emails que os participantes do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira enviaram entre ontem e hoje aos senadores contra o PLC 122, a senadora Marta Suplicy, relatora e principal defensora do projeto, viu-se obrigada a adiar a discussão para “tentar conseguir um acordo para retomar a tramitação da proposta” (Agência Senado, 8/12).

O projeto está completando 10 anos (sic!) e não consegue ser aprovado… Será que os defensores da lei querem uma evidência maior de que seu projeto é contrário ao sentimento da população, majoritariamente cristã e oposta à agenda homossexual?

Por que não arquivam de uma vez por todas? Simplesmente por que eles querem passar por cima de quem lhes é contrário. E se recuam, é para daqui a pouco conseguirem seus objetivos.

Veja o que, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, disse a senadora Marta Suplicy sobre o recuo feito em seu último texto: ”A senadora reconhece que não se trata da proposta ideal, mas sim, de “um passo importante para avançar na matéria“”.

Portanto, não nos enganemos: em breve eles voltarão à carga, com este e outros projetos, cada vez mais radicais e persecutórios.

Mas que eles não se enganem: voltaremos nós também, com o auxílio de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, cuja festa se comemora justamente hoje!

P.S.: Detalhe importante que está passando desapercebido: na mesma sessão da Comissão de Direitos Humanos do Senado, tentaram aprovar um outro projeto abominável: a legalização do aborto de anencéfalos, o PLC 50/2011. A votação também foi adiada. Vamos rezar e agir para que também esse projeto, daqui a dez anos, ainda esteja engasgando…

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

DILMA TEM REUNIÃO 'PRIVADA' COM LULA EM HOTEL EM SP


Dilma Rousseff encontrou-se com Lula na tarde desta terça (6). Deu-se num hotel da capital paulista.

A presidente foi a São Paulo para participar da cerimônia de entrega do prêmio “Os Brasileiros do Ano de 2011”, da Editora Três, que publica a revista IstoÉ.

Para avistar-se com Lula, Dilma antecipou a viagem. Aterrissou em São Paulo às 14h30, seis horas antes de seu compromisso.

A reunião com o ex-soberano não foi mencionada na agenda oficial de Dilma. Foi tradada como compromisso “privado”.

É a segunda vez que Dilma encontra seu patrono desde que foi diagnosticado o câncer na laringe de Lula.

Embalando corruptos de peso
Comentário

Tenho evitado fazer comentários nesses últimos tempos, porque, meu repertório de adjetivos esgotaram. Pois bem! Essa foto mostra o quanto o nosso Brasil está empobrecido, porque é exatamente essa espécie que habita o topo da pirâmide. O ex-pobre ficou milionário, mesmo, sem nunca ter trabalho, teve saliva suficiente, e chegou ao maior cargo do país sem nunca ter lido um livro. Fez discursos sobre suas "lombrigas", sobre a marmita que ficava debaixo do tanque, fazia e faz futricas costumeiras, sem abandonar a imensa INVEJA dos homens letrados, que exalam o perfume da inteligência e modernidade. Eis, aí, um ranço de peso.... Que jamais discutirá em seus encontros secretos uma agenda para o Brasil, e sim, ouvidos abertos para ouvir as tramóias que está por vir.

Ah! Qual será o recado daquele animal vestido de militar que atende por Chávez? Pois é. São essas "coisas" do outro mundo que habitam a mente e a vaidade desses inquilinos do palácio, custeado por todos nós brasileiros, que apenas exigimos caráter e competência.

Contei inúmeras vezes, aqui no blog, sobre o estelionatário que me vendeu carpete de madeira importado - exigiu 3 cheques adiantados, e viajou para Miami(FL). Ele era igualzinho a essa figura acima, com o diferencial de um dente de ouro ao lado do canino. Pincei essa figura em um jornal famoso - em uma página dedicada à família. É claro que, a política tem atraído esse tipo de gente, que se não fosse "autoridade" estaria aplicando o golpe do carpete importado e outros. Sobre a marxista extremada e sorridente feito um coelho, os deu$ses da arrecadação já garantiram o que ela mais gosta e se dedica em tempo integral. Movcc/Gabriela
Josias de Souza - Folha.com

REPASSES A ONGS SUPERAVAM R$ 4 BILHÕES

Bandidagem: No final do governo Lula, a "bolsa vagabundo" engordou. Repasses a ONGs superavam R$ 4 bilhões

Ipea: recursos destinados a ONGs dobraram de 1999 a 2010


Agência Brasil

O volume de recursos repassados pelo governo para entidades sem fins lucrativos dobrou de 1999 a 2010. É o que demonstra um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), que levantou os valores repassados nos 12 anos que antecederam o governo da presidente Dilma Rousseff.

Em 1999, início do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, o governo repassou R$ 2,2 bilhões a essas entidades civis. Em 2010, final do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, esses repasses superavam R$ 4 bilhões.
Ainda assim, ao se considerar o volume de transferências obrigatórias e voluntárias do governo, os repasses para as entidades ocupam uma fração que não ultrapassa 2,5% do total de transferências. Em 2010, esse volume de recursos alcançou 1,8% do total. Segundo o Ipea, as transferências obrigatórias estaduais e municipais compõem a maior parte das transferências. "Verifica-se que essa forma de repasse tem peso bastante reduzido no Orçamento federal", destaca o comunicado.

O estudo foi feito no contexto das denúncias envolvendo convênios com organizações não governamentais (ONGs) e que motivaram a queda de pelo menos três dos sete ministros demitidos pela presidenta Dilma Rousseff neste ano. "Nos últimos meses, a parceria entre o Estado e as organizações da sociedade civil para a execução de políticas públicas federais tornou-se objeto de debates públicos, os quais ensejaram medidas administrativas e culminaram na convocação de uma discussão voltada à mudança do marco legal atualmente em vigor", informa o Ipea no Comunicado 123.

"O principal objetivo do comunicado foi determinar com mais precisão o lugar das entidades – foco de debate e disputa política como novos parceiros e atores de formulação de políticas públicas –, no Orçamento federal", diz o estudo.

Nessa trajetória ascendente, o nível dos repasses variou bastante a cada ano, atingindo picos em 2001 e 2006. Já em relação ao Orçamento da União, ou seja, de quanto o governo dispôs de recursos, os dados mostram crescimento contínuo desde 2003, com interrupção apenas em 2009 – ano de forte crise financeira internacional.

RESPOSTA A UM HOMEM PODEROSO, CASADO COM UMA MULHER PODEROSA

Nazista é afirmar que existem homens acima da lei!
Nazista é transformar um tribunal numa corte de exceção em nome da ideologia!
Nazista é considerar que o respeito à lei é coisa de “legalista e pseudodemocratas”!
Nazista é dar apoio objetivo a indivíduos encapuzados, que invadem o espaço público e se impõem pela força.
Nazista é constranger professores e alunos, impedindo, pela violência, que uma universidade exerça as suas atividades de ensino e pesquisa!


Texto Completo
Por Reinaldo Azevedo - Veja Online

Um dos mecanismos mais desonestos, no que concerne ao debate intelectual, é ignorar o objeto que distingue as opiniões e os valores dos debatedores, partindo para o puro e simples apelo à torcida e ao xingamento. Enviam-me um violento ataque desferido contra mim — grande novidade! — pelo ex-procurador-geral do Estado Marcio Sotelo Felippe. Ele não gostou de uma crítica que fiz à Associação Juízes Pela Democracia, aquela que sustenta, LITERALMENTE, haver homens que estão acima da lei. Compreendo as motivações pessoais de Sotelo, embora ele devesse ser mais comedido. Ele é marido de uma das principais militantes da associação, a juíza Kenarik Boujikian Felippe, que posou, como publiquei, ao lado de João Pedro Stedile. A tal associação tinha acabado de premiar o chefão do MST. Segundo entendi, ele representaria uma espécie de ideal de democracia e justiça. Não, não vou, por isonomia, chamar a minha mulher para me defender. E sugiro a Sotelo deixar o machismo de lado. Uma juíza, que lida com o destino de tantas vidas, é certamente capaz de falar por si mesma. Está na hora de criar a Associação Juízes pela Igualdade de Gênero.

Sotelo deixou de lado os fatos e preferiu partir para a simples adjetivação, associando-me ao nazismo. Pois é, meu senhor… As pessoas descontentes costumam atacar aqueles de que dissentem das mais variadas maneiras. Também já fui chamado de agente da CIA por um desses subintelectuais de esquerda — que ainda teve o desplante de me processar por me ofender; perdeu! — e até do Mossad!!! Uau! Por que este senhor não pergunta aos representantes da comunidade judaica no Brasil quem é Reinaldo Azevedo, o que pensa e com quem dialoga. Uma conselho, senhor Felippe: tenha a decência de debater o que está escrito em vez de fugir da contenda pela porta dos fundos da desqualificação. Essa é uma tática covarde.
Digite aqui o resto do postA crítica que fiz à Associação está aqui. Escreve Sotelo:

“Reinaldo Azevedo vem numa escalada de violência verbal. Perdeu a noção de limites. Embriagado pelo sucesso de sua retórica ultradireitista em certo segmento social, criou um círculo vicioso em que ele e seus leitores alimentam-se reciprocamente de ódio. Sua linguagem incita o ódio dos leitores, e o ódio dos leitores o incita a tornar-se mais violento e permissivo.”

Por que ele não cita uma passagem do meu texto que prove a sua afirmação? Por que ele não diz onde está a violência? Por que ele não prova onde está o meu erro? Por que, em vez de atacar a mim e aos meus leitores, não evidencia em que trecho recorri à “retórica ultradireitista”? Se estou “incitando o ódio”, por que ele não me processa? A resposta é simples: porque nada disso aconteceu! É uma invencionice. Se ele encontrar no meu texto uma só crítica que não seja de natureza intelectual e técnica, paro de escrever. Mas eu posso, sim, encontrar na nota da Associação Juízes pela Democracia a afirmação clara, insofismável, indiscutível, inegável, de que existem homens acima da lei. Está aqui:

“Não é verdade que ninguém está acima da lei, como afirmam os legalistas e pseudodemocratas: estão, sim, acima da lei, todas as pessoas que vivem no cimo preponderante das normas e princípios constitucionais e que, por isso, rompendo com o estereótipo da alienação, e alimentados de esperança, insistem em colocar o seu ousio e a sua juventude a serviço da alteridade, da democracia e do império dos direitos fundamentais.”

Sotelo diz que “pincei” uma frase do texto. A afirmação é falsa. O meu texto contestando a associação é longuíssimo; eu a analisei trecho a trecho, fazendo o que ele não faz: cuidando de cada palavra. Sotelo deixa de lado o que escrevi e prefere me atacar, acusando jogo bruto. Naquele trecho em que ataca até os meus leitores, se notarem bem, há a indisfarçada sugestão de que devo ser censurado. Por quê? Ora, porque discordo dele. Vão dizer que não é motivo o suficiente…

É impressionante! Sotelo tem de negar o conteúdo da nota que a associação emitiu para poder me atacar. Diz ele:

“A nota da AJD diz, em certa passagem, que a lei, seja em si mesma, seja na sua aplicação, deve ser recusada se contrariar princípios constitucionais. Acontece todos os dias nas sociedades democráticas. Nas decisões dos tribunais, juízes ou administradores públicos. Do ponto de vista dos cidadãos, relaciona-se com o conceito de desobediência civil, tal como praticado por Gandhi e Martin Luther King, filosoficamente consolidado, ainda que de escassa repercussão prática. No conflito entre uma regra positiva e a moralidade, prevalecem a moralidade e os princípios constitucionais.”

Epa!!! Eu contestei aquilo que vai em vermelho, meu senhor! Honestidade intelectual há de ser o princípio número um do polemista. Ora, é claro que a lei deve ser recusada se contrariar princípios constitucionais. Existe, para tanto, até um tribunal constitucional no país, não é mesmo? O que eu quero saber, senhor ex-procurador-geral do estado, é se o senhor acredita que “estão, sim, acima da lei, todas as pessoas que vivem no cimo preponderante das normas e princípios constitucionais”. Acredita nisso ou não? Quando o senhor era procurador-geral do estado, aplicou esse princípio? De que modo?

TENHA A CORAGEM DE DEBATER O TEXTO DA ASSOCIAÇÃO, MEU SENHOR! TENHA A CORAGEM DE DEBATER O QUE EU ESCREVI, NÃO O QUE O SENHOR ACHA QUE EU ESCREVI! Isso é feio! Num moleque, é passável. Num homem de barba e cabelos brancos, em que a aparência respeitável faz supor compromisso com a seriedade, não fica bem.

Nazista é afirmar que existem homens acima da lei!
Nazista é transformar um tribunal numa corte de exceção em nome da ideologia!
Nazista é considerar que o respeito à lei é coisa de “legalista e pseudodemocratas”!
Nazista é dar apoio objetivo a indivíduos encapuzados, que invadem o espaço público e se impõem pela força.
Nazista é constranger professores e alunos, impedindo, pela violência, que uma universidade exerça as suas atividades de ensino e pesquisa!

Sotelo não é o único a se manifestar. Há outras pessoas ligadas à tal associação que decidiram me atacar. TRATA-SE DE UM PROCESSO DE INTIMIDAÇÃO. Afinal, são juízes e indivíduos ligados a juízes, e isso significa que são pessoas poderosas, que, reitero, podem decidir o destino de muita gente.

A verdade é a seguinte: de tudo o que escrevi no meu texto original, o que verdadeiramente incomodou estas senhoras e estes senhores foi este trecho:

“Se vocês tiverem alguma demanda na Justiça, verifiquem se o juiz que vai cuidar do caso pertence à “Associação Juízes para a Democracia”. Se pertencer, verifiquem, em seguida, se a ‘outra parte’ integra um desses grupos que são considerados, sobretudo por si mesmos e pelas esquerdas de modo geral, os donos da democracia. Se isso acontecer, só lhes resta pedir que seja declarada a suspeição do magistrado.”


Isso doeu. E o motivo é escandalosamente óbvio. Se um juiz da tal associação considera que “estão, sim, acima da lei, todas as pessoas que vivem no cimo preponderante das normas e princípios constitucionais” e se um dos eventuais contendores de uma causa se encaixar nesse perfil, é evidente que a outra parte já perdeu, certo? Se essa parte está acima da lei, está até mesmo acima do juiz. Por que Sortelo não demonstra onde está o erro lógico do meu raciocínio?

Tenha a coragem, senhor Sotelo, de apontar que passagem do meu texto apela à violência. O seu, sim, incita o ódio contra mim. Uma das práticas corriqueiras do nazismo, diga-se, era acusar as vítimas de responsáveis pelo mal que as atingia. Hitler tinha a lista de todos os “males” que os judeus haviam feito à Europa, assim como o senhor tem a lista de todos os males que eu faço ao debate democrático.

O meu texto é público, meu senhor! O da associação também! Louvo o seu zelo sentimental, mas eu não critiquei a “sua mulher”. Eu nem sabia que os senhores eram casados. Parabéns pela união feliz! Eu critiquei uma associação de juízes que sustenta haver homens acima da lei.

Sou só um jornalista. O sr. é um ex-procurador-geral de estado, marido de juíza, com uma poderosa rede de amigos e de influência. Pois é, doutor, fazer o quê?

O estado de direito me obriga a lembrar que ainda existem juízes em Berlim!

Abandone a retórica da pura violência, dispa-se da arrogância do “sabe com que está falando?” e venha debater na planície. Mas tenha a coragem de contestar o que eu de fato escrevi.

PS - Como de hábito, sejam comedidos nos comentários. Vamos colaborar para que doutor Sotelo concorde conosco: NÃO EXISTEM HOMENS ACIMA DA LEI NUMA DEMOCRACIA!!! ISSO É COISA DE FASCISMO E COMUNISMO, REGIMES TOTALITÁRIOS.

NEGROMONTE VAI AO SENADO MAS NÃO EXPLICA FRAUDE EM OBRA DA COPA DO MUNDO

Em audiência de pouco mais de uma hora e com poucos senadores inscritos, o ministro das Cidades, Mário Negromonte, voltou a negar irregularidades em obra da Copa de 2014 em Cuiabá (MT). A presença do ministro era aguardada para explicar a alteração de parecer técnico que vetava a mudança do projeto do governo de Mato Grosso de trocar a implantação de uma linha rápida de ônibus (BRT) por um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). A mudança aumentaria em R$ 700 milhões o valor da obra.

Questionado pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR) sobre a alteração do parecer, que desconsideraria também um relatório do Tribunal de Contas da União, Negromonte disse apenas que houve “divergência de opinião” entre os técnicos do ministério. ” O trâmite é normal. Houve divergência. O técnico deu um parecer, a diretor deu outro parecer. Não fui comunicado dessa divergência. Por isso abri sindicância”, afirmou.

Gravações de conversas entre funcionários da pasta obtidas pelo Estado indicam que a alteração ocorreu após articulação política entre o governo de Mato Grosso e o ministério. Na avaliação do ministro, Mato Grosso tem autonomia administrativa para solicitar a mudança de BRT para VLT e o custo adicional ficaria sob responsabilidade do Estado.

Ao contrário das outras audiências públicas com ministros envolvidos em denúncias de irregularidades, que chegaram a durar até seis horas, a sessão com Negromonte foi apática. A oposição ficou por conta apenas do senador Alvaro Dias.
Os demais senadores, da base aliada, elogiaram o comportamento do ministro de comparecer a audiência e também descartaram o indício de falhas.
“Houve procedimento esdrúxulo, que não tem outra denominação a não ser fraude. O procedimento é irregular, ilícito, fraudulento e nos autoriza a suspeitar desse procedimento”, disse Alvaro Dias ao lembrar que o parecer técnico que autorizou o VLT tinha a mesma numeração e data do documento contrário à obra.
“Não tem mudança de modal definida. É esse exagero do denuncismo, um pré-julgamento de algo que ainda vai acontecer”, rebateu o Walter Pinheiro (PT-BA). Do portal do Estadão

SÃO GRAVÍSSIMAS AS DENÚNCIAS CONTRA PIMENTEL

Por mais que me esforce não consigo encontrar qualquer diferença – na forma e no conteúdo - entre o enriquecimento de Antônio Palocci e o de Fernando Pimentel. Esse negócio de empresa de consultoria é história para boi dormir.

Fosse verdade, o ministro Fernando Pimentel já teria apresentado os relatórios das suas consultorias e os beneficiários tornariam públicos os resultados alcançados. Simples assim. Pimentel fez carreira política à sombra do ex-prefeito de Belo Horizonte, Patrus Ananias, de quem foi secretário da Fazenda.

No segundo mandato de Célio de Castro (PSB) – sucessor de Patrus - na prefeitura da capital mineira, Pimentel foi indicado pelo PT para ocupar a vaga de candidato a vice. Castro sofre um AVC e se afasta definitivamente do poder, passando a titularidade da prefeitura para Fernando Pimentel. Os bons governos de Patrus e Célio de Castro – um médico humanista e político decente – contribuíram para a reeleição de Pimentel. Numa jogada de mestre de Aécio Neves (PSDB), então governador de Minas, e com a participação de Pimentel e seus aliados no PT, foi eleito prefeito de BH o empresário Márcio Lacerda (PSB).

Amigo e colega de cela, durante o regime militar, de Fernando Pimentel e secretário de Estado de Minas Gerais, no primeiro mandato de Aécio, Lacerda apoiou Dilma Rousseff no campo federal e o PSDB no campo estadual. Por falta de opção, PT e PSDB manterão essa mesma aliança para a reeleição de Lacerda em 2012. Tudo como manda o figurino dos dois figurões da política mineira: em 2014 Pimentel sairia candidato ao governo de Minas e Aécio à presidência da República. Mas havia uma pedra no meio do caminho de Pimentel: o grupo petista – ligado ao vice de Lacerda, Roberto Carvalho – que não aceita a recondução de Márcio Lacerda.

Na verdade, Lacerda, um ex-preso político que se tornou empreiteiro e enriqueceu – pasmem – prestando serviços para empresas públicas durante o regime dos generais. Curiosa essa façanha do empresário – hoje travestido de político. Sentindo-se preterido como candidato petista à vaga de Lacerda, o grupo do vice, Roberto Carvalho (PT), deu o troco no ministro, alimentando as suspeitas – já conhecidas de quem circula pela política mineira – do envolvimento de Fernando Pimentel com empresas com negócios com a prefeitura de Belo Horizonte.

O ministro está enrolado até o pescoço e não tem como justificar as tais consultorias. O fogo amigo pegou Pimentel no contrapé e não será surpresa se as coisas piorarem para o lado do ministro. Dilma pode até manter Pimentel no ministério, mas o amigo dos anos de chumbo perderá o protagonismo dos tempos atuais.

Nesse exato ponto, Palocci e Dirceu diferem da situação de Pimentel: os ex-ministros da Casa Civil – seja Dirceu com Lula e Palocci com Dilma – não tinham relações de amizade e nem eram próximos dos seus chefes. Pimentel é amigo da presidente e terá um tratamento diferenciado, desde que suas estripulias não costeiem o alambrado do palácio do Planalto. E pelo andar da carruagem, as denúncias não vão parar por aí. Dilma encontra-se numa sinuca de bico.

(*) Nilson Borges Filho é doutor em direito, professor e articulista colaborador deste blog.

DILMA É O CAPACHO DO LULA


Toda vez que vejo uma foto recente da nossa governanta com o apedeuta ou mesmo leio uma notícia relatando o encontro de ambos, eu tremo nas bases por causa da dúvida que me assoma sobre a independência do atual governo.

Não há como negar que o atual Ministério foi todo uma imposição de Lula, que prometeu – e cumpriu – fazer de um poste uma presidente da República. Acena-se e especula-se sobre uma reforma ministerial que, pelo que já foi mostrado pelos nomes e partidos dos que assumiram no lugar dos que saíram, não dá pinta que vá passar de uma revisãozinha de um ano, uma simples e básica manutenção das peças, sendo que as eventualmente substituídas sempre serão dos mesmos fabricantes das originais.

Uma outra coisa que preocupa é o desgoverno. Afinal, o que Dilma fez de produtivo até agora? Cadê o PAC que a elegeu, mas não consegue ser cumprido nem em 10% das suas metas? Cadê a política, tão necessária, mas tão incipiente em Dilma em todas as horas e, principalmente, nas horas de demitir ministros criminosos, quando aguarda até que o inevitável aconteça? Cadê a dignidade e a consideração com o povo brasileiro de, ao menos, dar uma desculpa esfarrapada que seja sobre essas demissões? Cadê a Dilma?!

No frigir dos ovos, Dilma não é nada, a não ser um poste que em breve vai ser transformado em ponte para a volta de um calhorda bem mais inteligente e perigoso, que continua fazendo o Brasil de gato e sapato graças a imbecis que votam nele, a corruptos que se vendem a ele e a capachos natos, como a atual mandatária do país e tantos outros idem.
Por Ricardo Froes

NESTA "TERRA DO NUNCA" O CRIME SAI BEM NA FITA

Neste fim de semana William de Oliveira brilhou nas páginas dos jornais em várias fotografias. Uma, atual, que mereceu maior destaque, registra sua presença à mesa com Francisco Bonfim Lopes, o Nem, chefão do tráfico de drogas na Favela da Rocinha preso recentemente. A imagem, obtida e fornecida aos meios de comunicação pela polícia do Rio de Janeiro, seria o flagrante do momento em que intermediava a venda de fuzis ao traficante. Como convém a uma reunião de negócios, o ambiente parecia tenso, e não era para menos: na companhia dos protagonistas, o figurante Alexandre Leopoldino, auxiliar de manutenção na Superintendência de Engenharia e Manutenção (Supem) da Casa Civil do governo do Estado do Rio de Janeiro, segurava ostensivamente um fuzil. Em outra foto, de semblante carregado, William, também servidor público, lotado no gabinete da vereadora Andrea Gouvêa Vieira, do PSDB, que o exonerou assim que soube da notícia, aparece algemado na hora da captura. Nas outras fotos, a mesma personagem mostra seu melhor sorriso de dentes alvos ao lado de figurões da República e do Estado: a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Sérgio Cabral e o ex-governador e ex-secretário de Segurança Anthony Garotinho.

Ninguém, é claro, está imune a ter registrada uma camaradagem explícita com alguém acusado de crime grave, por uma câmera fotográfica. Personalidades públicas, como artistas e candidatos a cargos eletivos, estão sujeitas a ser surpreendidas por conexões incômodas com a publicação de imagens como essas. Acusar uma celebridade de cumplicidade com um criminoso por um flagrante infeliz seria uma irresponsabilidade. Mas merece reflexão a acusação a William de Oliveira, feita pelo delegado Márcio Mendonça, da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (Derfa), de ter intermediado a venda de um fuzil AK-74 a Nem. Pode haver contradição mais cruel do que o ex-presidente de uma entidade intitulada União Pró-Melhoramentos e benemérito da campanha do desarmamento ser pilhado armando bandidos, para que estes possam executar cidadãos honestos? Trata-se de uma ironia que transcende a pura amargura, mas, infelizmente, não passa de um respingo de lama.

O vídeo de 18 minutos em mãos da polícia fluminense é mais uma evidência dos vasos de comunicação existentes entre crime e política, grupos armados que violam a lei e figurões republicanos que se engalfinham pelo poder no Estado. Nessa comunicação do “me engana que eu gosto” se utiliza o eufemismo politicamente correto como retórica oficial. Não sei se o distinto leitor já reparou, mas nos noticiários de televisão não se usa mais a palavra favela, com a qual antes se definiam conjuntos de habitação precária em que a miséria cerca nossos centros urbanos. O nome foi dado pelos sobreviventes da Guerra de Canudos que foram morar nos morros do Rio e tem origem na forma como é denominada uma planta do semiárido de origem. Hoje são “comunidades”.

A prática de tentar suavizar uma brutalidade pela retórica caridosa se tem tornado corriqueira nesta era da comunicação de massas, em que a linguagem se sobrepõe ao ato e a versão prevalece sobre o fato. Chamar um negro de “afrodescendente” não elimina o preconceito racial, mas o mascara de forma conveniente para uma sociedade de faz de conta, na qual a incapacidade de acabar com conflitos usa a hipocrisia para mascará-los. Mesmo apanhado em flagrante delito, William da Rocinha foi qualificado como “líder comunitário”. O eufemismo benevolente torna-o um benfeitor por vocação, ao mesmo tempo que fornece o álibi perfeito a todos os políticos que se aproveitaram de seu prestígio na “comunidade”, desde sempre desamparada e desprezada pelo Estado e seus agentes, para angariar votos em campanha e boas imagens populistas para os shows de marketing político ao longo das administrações. Trata-se de uma prática antiga e disseminada. O ex-governador do Rio Leonel Brizola praticamente avalizou a tomada do território das “comunidades carentes” instaladas na periferia da capital fluminense ao declarar que sua polícia não subiria o morro para não constranger o morador dos bairros pobres. O poder real na Rocinha, representado (até a prisão) pelo traficante Nem, e o poder político da República – presidentes e governador no exercício de seus mandatos, o secretário de Segurança que ignora o óbvio e a vereadora tucana que o sustenta com nosso dinheirinho escasso – se curvaram ante o “representante do povo”.

Mais irônico é que no dia em que foi noticiada a prisão de William da Rocinha também foi divulgada a de Marcos Valério Fernandes de Souza, o lobista acusado de operar uma prática lesiva ao interesse público inadequadamente apelidada de “mensalão”. Como Al Capone, o gângster mais poderoso e violento da Chicago da Lei Seca, caiu nas malhas do fisco, o “careca” (agora com fios incipientes de cabelo no crânio), como ficou conhecido, na definição do delator da fraude, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), foi preso sob acusação de ter falsificado matrículas de imóveis em São Desidério (BA) para fraudar processos de execução de dívidas com instituições financeiras e empresas. Com a Operação Terra do Nunca, o Ministério Público e a Polícia Civil da Bahia, cujo governador, Jaques Wagner, é do PT, desmoralizaram por tabela todas as tentativas dos principais réus do processo – entre os quais José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil no governo Lula – de negar a existência de um eventual esquema de compra de apoio de parlamentares de legendas menores da base governista em votações no Congresso de interesse do governo.

Na “terra do nunca” o crime sai bem na fita, já que o braço da lei só logra alcançar “bagrinhos” sem força, como William da Rocinha e Marcos Valério.

José Nêumanne Pinto
Fonte: O Estado de S. Paulo, 08/12/2011

DIA INTERNACIONAL DA CORRUPÇÃO

ÉTICA E PODER = PAPÉIS E ATORES

Recebi de uma grande atriz, Arlete Salles, uma mensagem lembrando que ao classificar como ator um ministro mentiroso, eu ofendia a classe artística. Ela teria razão caso não tivéssemos em mente que as artes foram engendradas pela vida e não o contrário. Como diz Ferreira Gullar: a vida não é suficiente (e por isso precisamos das artes).

A “vida real”, com seus papéis (e funções) bem marcados, como o de rei, rainha, bispo, plebeu, pai, mãe, trabalhador, ministro, marido, político, professor, etc…, existe como o “aqui e agora” do qual não podemos escapar. Esse foi o “princípio de realidade” que simultaneamente desenvolveu a dança, a música e toda a dramaturgia que permite ver a vida como ficção: como alguma coisa que permite renascimento, compaixão, redenção e plenitude. No teatro, mente-se quando se representa um papel; mas um ministro mentir, um presidente abusar do seu cargo ou um delegado mandar matar não ocorre num palco onde a peça se repete todo o dia e na qual os mortos (que fingem morrer) voltam a viver porque aquilo não é coisa de verdade, mas de novela. No drama, há um início, um meio e um fim; mas a vida só termina para os mortos: os que deixam o palco definitivamente.

Insisto em falar de atores e papéis para focalizar um tema fundamental da democracia. A velha oposição entre esquerda e direita acabou; a segmentação petista clássica entre nós, os do bem; e eles, os do mal, liquidou-se o mensalão e toda essa mentirada ministerial envolvendo as ONGs como indústria. Hoje, o desafio é superar o muro entre transparência e obscuridade; entre o legal e o moral; entre a ética que enobrece e o poder que brutaliza. Entre o Estado e a sociedade para fazer com que ambos tenham como referência exclusiva o Brasil como um todo, transcendendo vaidades pessoais e escusos interesses partidários.

Estamos fartos de testemunhar picuinhas do poder, motivos do poder, desculpas e blindagens partidárias do poder que secam oceanos de dinheiro e tornam inimputáveis certas pessoas e cargos. O que dizer quando a presidente decide bater de frente com a sua Comissão de Ética?

Queremos uma coletividade integrada e íntegra. Nela, o Estado fala com a sociedade por meio de uma máquina administrativa, guiando-a nos seus projetos e conflitos; mas ele também ouve a sociedade quando ela quer legislações (Ficha Limpa, por exemplo), deseja apurar custos e, acima de tudo, quando ele demanda bom senso.

Queremos que sociedade e Estado estejam submetidos a um mesmo código de ética. Não é mais possível conviver com uma máquina estatal cujas engrenagens e atores estão acima do bem e do mal. Não precisamos de pais e mães, exigimos um governo de presidentes, senadores, deputados, governadores, magistrados, prefeitos, procuradores, policiais, ministros e corregedores responsáveis – conscientes dos seus papéis e enredos.

O Brasil precisa mais de um projeto que integre pessoas e papéis do que de planos mirabolantes e óbvios porque são inexequíveis. Um país rico é, sem dúvida, um país sem pobres e famintos, mas é sobretudo um país no qual as instituições destinadas a liquidar a indigência e a fome trabalhem com afinco e sejam dirigidas por gente honesta.

Estou falando no deserto? De modo nenhum. Numa importante entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo (em 28 de novembro), José Eduardo Martins Cardozo, nosso ministro da Justiça, toca em alguns desses pontos com claridade e veemência, quando se refere – entre outras coisas – a um alegado conluio das corregedorias. O corporativismo que “blinda” e eventualmente produz corrupção nada mais é do que a apropriação pelos atores de papéis que pertencem ao Estado e à sociedade à qual ele deveria servir.

O segredo do bom desempenho de um papel está na consciência dos seus limites. Não se pode “fazer” Júlio César usando um relógio de pulso. O papel não pertence ao ator, mas ao autor e ao drama. Por isso a observação feita pelo ministro Cardozo segundo a qual “é mais fácil modificar um governo do que uma cultura” é não somente correta, mas importante como um tema a ser profundamente debatido.

Do mesmo modo, o papel de ministro não é de X, Y ou Z, mas do governo e do Brasil. Todo mundo distingue teatro de política, embora haja teatro na política e vice-versa. Mas quando Hitler manda exterminar judeus ou um governo autoritário persegue opositores, isso não é teatro. No teatro, salvo acidente, ninguém morre de verdade.

Papéis sociais permitem muitas inovações. Mas aqueles que são corporativos e outorgados através de uma investidura (ou investimento – aquilo que “veste” seus ocupantes que não são atores), sobretudo os que são obtidos por nomeação ou eleição competitiva e liberal, esses fazem com que seus ocupantes sejam seus “cavalos” e não os seus cavaleiros. Numa sociedade de massa, globalizada, na qual a informação circula em tempo real, numa democracia cuja bandeira é a liberdade e a igualdade, exige-se um mínimo de coerência institucional e essa coerência é regulada pelo ajustamento entre as demandas dos papéis e as capacidades das pessoas que os ocupam.

A abolição da hereditariedade de papéis públicos é o fato mais básico das democracias modernas. O outro é a sujeição à regra da lei de todos os seus membros. Não são as pessoas que mandam nos papéis, mas justamente o oposto.

Sem distinguir papéis e atores ficamos prisioneiros de maquinações. A pior, foi mencionada pelo ministro da Justiça. É, de fato, impossível acabar com a corrupção, desde que não se abandone a luta contra ela. No centro desse combate está a obrigação de não confundir pessoas com papéis.

Roberto DaMatta
Fonte: O Estado de S. Paulo,
8 de dezembro de 2011

O VERDADEIRO PREÇO DA CORRUPÇÃO

Produzir algo que some ao todo. Pode ser uma parte, peça ou acessório de algo maior, pode ser um serviço, assessoria, consultoria, ou capacitação. A energia que flui do ser humano pode e deve ser bem empregada.

Independente da classe socioeconômica, e por certo com base nos valores filosóficos de propagar o Bem, o indivíduo busca aplicar seus esforços também na construção de um mundo melhor, para si, e para os demais.

Não se trata de utopia ou devaneio. Se existem alguns deslumbrados pelo capital, existem outros dedicados ao voluntariado. E, assim, a experiência do viver pode mesclar as mais diversas histórias, as quais, entrelaçadas, ocasionem conhecimentos a todos e a cada um, diante de suas necessidades.

As diversas nações e suas comunidades subsistem com base nos preceitos acima dispostos. Existem percalços e imprevistos, mas, na maior parte, sobrevivem e até progridem diante do fato constatado de que as avarezas perpetradas ainda não contaminaram a parte maior dos cidadãos, ou seja, da classe trabalhadora – cuja denominação não mais se dirige apenas aos operários da indústria e da construção civil, mas a todos os que se definem juridicamente como empregados. E são muitos, quase todos.

Na medida em que a propagação do saber atravessa fronteiras físicas ou virtuais, a massa silente formada por gente que produz honestamente, ou seja, com muito esforço, ocupando um cargo e exercendo mais cinco funções que não lhe pertencem, e investindo em aprender mais, percebe que algo está errado. Muito empenho, muita determinação, e quando tudo deveria dar certo, não dá.

Observando atentamente, percebem estes cidadãos que existe um parasita. Pior, é um parasita eleito por uma maioria. É o candidato eleito que suga as verbas públicas, as verbas retiradas de cada holerite de cada trabalhador, que deveriam ser destinadas a um país melhor, cada vez melhor. E esse país melhor, não chega, não chega nunca.

Apenas os honestos sabem o que significa o esforço do trabalho e podem usufruir de situações honrosas. Pode ser o momento de entrar no mercado, fazer as compras, e, chegando em casa, ao ver a dispensa e a geladeira fartas, sentir a satisfação de comprar o que seus justos ganhos proporcionam.

Pode ser, também, a festa de formatura dos filhos, os quais nem sonham com as agruras até então sofridas para que pudessem ter acesso a uma educação melhor. Ou as viagens que se tornaram possíveis depois de tanto esforço e horas extras.

São conquistas sofridas demais, por certo. Ao mesmo tempo, são conquistas dignas. E dignidade, não está à venda. São conquistas que proporcionam sentimentos válidos para uma vida inteira. Satisfação, prazer, moral, retidão, e as mais importantes, paz e felicidade.

O ideal seria que os parasitas não existissem. Enquanto se luta contra eles, resta a incomensurável satisfação de saber que, quando alguma vantagem se dá por meio da corrupção, o corrupto jamais poderá sentir a essência da vida como ela é. Bela e justa.





Produzir algo que some ao todo. Pode ser uma parte, peça ou acessório de algo maior, pode ser um serviço, assessoria, consultoria, ou capacitação. A energia que flui do ser humano pode e deve ser bem empregada.

Independente da classe socioeconômica, e por certo com base nos valores filosóficos de propagar o Bem, o indivíduo busca aplicar seus esforços também na construção de um mundo melhor, para si, e para os demais.

Não se trata de utopia ou devaneio. Se existem alguns deslumbrados pelo capital, existem outros dedicados ao voluntariado. E, assim, a experiência do viver pode mesclar as mais diversas histórias, as quais, entrelaçadas, ocasionem conhecimentos a todos e a cada um, diante de suas necessidades.

As diversas nações e suas comunidades subsistem com base nos preceitos acima dispostos. Existem percalços e imprevistos, mas, na maior parte, sobrevivem e até progridem diante do fato constatado de que as avarezas perpetradas ainda não contaminaram a parte maior dos cidadãos, ou seja, da classe trabalhadora – cuja denominação não mais se dirige apenas aos operários da indústria e da construção civil, mas a todos os que se definem juridicamente como empregados. E são muitos, quase todos.

Na medida em que a propagação do saber atravessa fronteiras físicas ou virtuais, a massa silente formada por gente que produz honestamente, ou seja, com muito esforço, ocupando um cargo e exercendo mais cinco funções que não lhe pertencem, e investindo em aprender mais, percebe que algo está errado. Muito empenho, muita determinação, e quando tudo deveria dar certo, não dá.

Observando atentamente, percebem estes cidadãos que existe um parasita. Pior, é um parasita eleito por uma maioria. É o candidato eleito que suga as verbas públicas, as verbas retiradas de cada holerite de cada trabalhador, que deveriam ser destinadas a um país melhor, cada vez melhor. E esse país melhor, não chega, não chega nunca.

Apenas os honestos sabem o que significa o esforço do trabalho e podem usufruir de situações honrosas. Pode ser o momento de entrar no mercado, fazer as compras, e, chegando em casa, ao ver a dispensa e a geladeira fartas, sentir a satisfação de comprar o que seus justos ganhos proporcionam.

Pode ser, também, a festa de formatura dos filhos, os quais nem sonham com as agruras até então sofridas para que pudessem ter acesso a uma educação melhor. Ou as viagens que se tornaram possíveis depois de tanto esforço e horas extras.

São conquistas sofridas demais, por certo. Ao mesmo tempo, são conquistas dignas. E dignidade, não está à venda. São conquistas que proporcionam sentimentos válidos para uma vida inteira. Satisfação, prazer, moral, retidão, e as mais importantes, paz e felicidade.

O ideal seria que os parasitas não existissem. Enquanto se luta contra eles, resta a incomensurável satisfação de saber que, quando alguma vantagem se dá por meio da corrupção, o corrupto jamais poderá sentir a essência da vida como ela é. Bela e justa.

João Antonio Wiegerinck
7 de dezembro de 2011

O LOTEAMENTO DO MINISTÉRIO É UM MENSALÃO QUE MUDOU DE CARA E FICOU MAIS GORDO


O despejo de seis ministros em seis meses, todos por envolvimento em bandalheiras, a descoberta de que Fernando Pimentel é uma reedição de Antonio Palocci e as maracutaias protagonizadas por Mário Negromonte não se limitaram a confirmar que Dilma Rousseff, tutelada por Lula, montou o primeiro escalão mais corrupto da história.

A procissão dos pecadores redimidos pela chefe de governo também escancarou três constatações perturbadoras.
Primeira: os chefões do PT trocaram programas de governo por projetos de enriquecimento pessoal e o monopólio da ética por parcerias cafajestes.
Segunda: aos olhos dos inquilinos do Planalto, a corrupção deixou de ser crime para transformar-se num instrumento político a serviço de quem sonha com a perpetuação no poder. Terceira: o loteamento dos ministérios é a versão moderna e ampliada do mensalão.

Há exatamente um mês, num artigo reproduzido na seção Feira Livre, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diagnosticou com precisão a metamorfose inquietante. Três parágrafos são suficientes para resumir a ópera dos malandros:

“A corrupção e, mais do que ela, o ‘fisiologismo’, o clientelismo tradicional, sempre existiram. Há, entretanto, uma diferença essencial. Além da forma tradicional ─ que continua a existir ─, há uma nova maneira ‘legitimada’ de garantir apoios: a doação quase explícita de ministérios com as ‘porteiras fechadas’ aos partidos sócios do poder. Antes o desvio de recursos roçava o poder, mas não era condição para o seu exercício. Agora os partidos exigem ministérios e postos administrativos para obterem recursos que permitam sua expansão, atraindo militantes e apoios com as benesses que extraem do Estado”.


“No mensalão desviavam-se recursos públicos e de empresas para pagar gastos eleitorais e para obter apoio de alguns políticos. Agora são os partidos que se aninham em ministérios e, mesmo fora das eleições, constroem redes de arrecadação por onde passam recursos públicos que abastecem suas caixas e os bolsos de alguns dirigentes, militantes e cúmplices. Tanto faz que o partido se diga ‘de esquerda’, como o PC do B, ou centrista, como o PMDB, ou de centro-direita, como o PR, ou que epíteto tenham, todos são condôminos do Estado. Há apenas dois lados, o dos condôminos e o dos que estão fora da partilha do saque”.


“Estamos diante de um sistema político que começa a ter a corrupção como esteio, mais do que simplesmente diante de pessoas corruptas. E o sistema reage a essa argumentação dizendo tratar-se de ‘moralismo udenista’, referência às críticas que a UDN fazia aos governos do passado, como se ao povo não interessasse a moral republicana. Fora do partido e do governo nada é ético; já o que se faz dentro do governo para beneficiar o partido encontra justificativa e se torna ético por definição”.

Dias depois, boa parte do diagnóstico de Fernando Henrique foi confirmada pela discurseira de José Dirceu numa reunião da Juventude do PT.


“Precisamos reagir a essa luta moralista contra a corrupção”, berrou o guerrilheiro de festim. “Nesse momento, o que nossos inimigos pretendem, a pretexto de combater a corrupção, é destruir o governo”.
O delírio persecutório ganhou o imediato endosso de Valdemar Pascoal, secretário da entidade, que entregou ao velho companheiro uma camiseta enfeitada por palavras de solidariedade ao chefe da quadrilha do mensalão: “Contra o golpe das elites: inocente”.

Nas semanas seguintes, o restante do diagnóstico foi avalizado pelo bolerão composto em parceria por Carlos Lupi e Dilma Rousseff.

Nesta terça-feira, mais um fora-da-lei entrou em cena para lembrar que as antigas vestais que há nove anos enriquecem no bordel perderam a vergonha de vez. “Vou falar em alto e bom som”, preveniu Delúbio Soares. “Não me arrependo de nada. Parei de passear, de fazer as coisas, mas valeu muito e está valendo”.
Sorrindo, o meliante à espera de julgamento no Supremo informou que está muito feliz “com o avanço do partido nos Estados e municípios”.
Deve estar mais feliz ainda com o prosseguimento do avanço sobre os cofres públicos, promovido por delúbios que continuaram em ação durante o descanso do original.

Dilma promete para janeiro uma “reforma ministerial”. Outro embuste. O que vem aí é a revisão do loteamento ministerial. O velho mensalão não morreu.

Só mudou de cara e ficou mais gordo. Se o Brasil decente não abrir o olho, Delúbio Soares ainda vira ministro.

augusto nunes

A NOVA MINISTRA DO SUPREMO SABATINADA NO SENADO

Celso Arnaldo captura a nova ministra do Supremo durante a sabatina no Senado: Uma Rosa da Rosa é uma Rosa da Rosa

Celso Arnaldo de Araújo

Uma Rosa da Rosa é uma Rosa da Rosa…

─ Política pública de tráfigo de drogas….

Aos 15m49s do vídeo que registra um dos mais constrangedores momentos da história do Senado, a sabatinada Rosa Maria Weber Candiota da Rosa — a juíza trabalhista escolhida pela presidente Dilma para a vaga da ministra Ellen Gracie e que adota o nome de solteira, Rosa Weber, em vez do poético Rosa da Rosa — engole em seco, roda os olhos aflitos pelo papel, tentando decifrar e entender garranchos de seu próprio punho e afinal produz seu entendimento gráfico do que foi ali escrito, nervosamente.

Mas o “tráfigo” de drogas é apenas uma das dificuldades da juíza em julgamento, na Comissão de Constituição e Justiça da casa. Na verdade, toda a resposta da examinada à pergunta do senador Demóstenes Torres sobre a posição do Supremo em relação ao “artigo 44 do projeto de lei 11343”, que trata da progressão da pena para condenados por tráfico de drogas, é típica de quem não tem a mais remota ideia do que está se falando naquele momento – nem do artigo, nem da lei, nem do assunto em si. Em vez de interrogá-la sobre horas extras, FGTS, assédio moral no trabalho, dissídio coletivo, o cruel senador Demóstenes queria saber da indicada ministra do Supremo sua posição sobre tópicos polêmicos e pesados que ocuparam seus futuros colegas nos últimos tempos.

A resposta patética da “candidata” a essa pergunta específica – “sim, eu penso da mesma forma, que há possibilidade, sim, porque na verdade há que examinar as circunstâncias do caso concreto” – poderia ter sido dada por Weslian Roriz, na última campanha ao governo do Distrito Federal.

E todas as suas demais respostas aos questionamentos do senador Demóstenes —estupefata, atônita, perplexa com o desfilar exasperante de temas que lhe são integralmente desconhecidos são próprias de uma juíza paroquial que nunca sequer se deu ao trabalho de assistir a uma sessão do Supremo na TV Justiça.

Por ingenuidade ou falta de traquejo, ela caiu na armadilha do senador – que disparou sucessivas perguntas “difíceis” durante os 13 minutos iniciais deste vídeo, obrigando-a a rabiscar fragmentos de cada uma delas para dar todas as respostas na sequência, arrasando um desempenho que já seria pífio na ordem natural das coisas.

Um desastre que, segundo colunistas de Brasília, deixou assustadíssimos pelo menos dois ministros do Supremo. Agora, está sacramentado. Rosa Weber é a nova sumidade do Supremo Tribunal Federal.

Rosa Weber foi escolha pessoal de Dilma, a partir de 15 nomes de escol, todos de mulheres, selecionados ou sugeridos por conselheiros e assessores da República.
Para a vaga da ministra Ellen Gracie, que se aposentou em agosto, a presidente que saúda em seus discursos “companheiros homens e companheiras mulheres”, “trabalhadores brasileiros e trabalhadoras brasileiras”, fazia questão de uma juíza. Fazia sentido. E Dilma, depois de encontros pessoais com algumas candidatas e sondagens de bastidor, certamente fixou-se na melhor, na mais preparada: Rosa Weber, mesma idade de Dilma, gaúcha.

Como se conclui sem esforço a partir desta pequena parte da sabatina de seis horas que acabou referendando a nova ministra por 19 votos a 3 na domesticada CCJ, o preparo da Dra. Rosa da Rosa para o substrato jurídico exigido na mais alta corte do país está à altura do da madrinha para ser presidente.

Mas Dilma deve estar vibrando com a goleada e, se ouviu um trecho dessas seis horas, exclamando para quem quiser ouvir:

— Rosinha deu um show naquele idiota do Defóclenes.

augusto nunes

NENHUM DOS MILITARES QUE ESTIVERAM PRESIDENTES, ACUMULOU BENS E RIQUEZAS

Humberto de Alencar Castelo Branco foi o primeiro presidente do regime militar instaurado pelo Golpe Militar de 1964 Foto: Felipe Varanda/Acervo do IHGB O Marechal Costa e Silva foi o segundo Presidente do regime militar instaurado pelo Golpe Militar de 1964 Foto: Felipe Varanda/Acervo do IHGB Emílio Garrastazu Médici foi Presidente do Brasil de 30 de outubro de 1969 a 15 de março de 1974 Foto: Felipe Varanda/Carlos Gomes/Acervo do Museu da República.

O general Ernesto Geisel governou o Brasil de 1974 a 1979 Foto: Felipe Varanda/Acervo do Museu da República João Figueiredo foi o último Presidente do Brasil no período da ditadura militar Foto: Felipe Varanda/Acervo do IHGB.

Verdade mais convincente não existe, a de que "TODOS OS PRESIDENTES MILITARES BRASILEIROS MORRERAM POBRES PORQUE FORAM E SÃO HONESTOS".

A Comissão da Verdade criada no Brasil, há pouco tempo, para esclarecer fatos de terrorismo e outros crimes ocorridos durante o período militar, deveria trazer na primeira página do seu documento o seguinte título: "Todos os Presidentes Militares Brasileiros morreram pobres porque foram e são honestos".

Por causa da probidade administrativa dos Presidentes da República, entre 1964 e 1985, aconteceram vários ataques contra as guarnições militares e contra os quartéis praticados por bandidos possuídos pelo espírito de terrorismo, cujos bandidos oriundos de ensinamentos de guerrilha apoiados por países comunistas com o Cuba do ditador Fidel Castro.

Aconteciam assaltos a bancos, instituições várias e roubos de armas como fuzis, por exemplo, terrorismo e mortes de inocentes, tudo praticado sob as orientações da "CARTILHA DO TERROR" de autoria do terrorista Carlos Marighela.

Houve no Brasil fatos inacreditáveis como, por exemplo, promoção de um desertor do exército, de Capitão promovido a Coronel, mesmo depois de constatado o fato de ter esse mesmo desertor, matado a coronhadas um tenente da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

O Tenente que estava de serviço e cumprindo a lei, e executando uma missão de garantir a segurança, foi pego pelo desertor Lamarca, torturado e levado para lugar afastado, e exigindo que o tenente falasse onde estavam colegas e armas, levou coronhadas na cabeça até morrer.

Esse ex-capitão Lamarca que desertou, roubou 63 fuzis matou pessoas, por esses crimes, foi promovido pelo presidente Lula a Coronel. Barbaridades assim servem apenas como amostragem de como HÁ INVERSÃO DE VALORES NO BRASIL DE HOJE PÓS REGIME MILITAR, o país que passa por uma democracia doente nos dias de hoje.
O Brasil precisa de uma democracia sadia, e não uma democracia onde é PROIBIDO PROIBIR.

Os ataques praticados por aqueles que queriam colocar no Brasil a Ditadura Comunista, nos anos 60 e 70, dificultaram a transição política desejada pelos Presidentes Militares, que era a de entregar a administração do país aos civis.
A passagem do poder aos civis estava nos planos dos militares para acontecer nos anos imediatos seguintes à contra-revolução de 31 de março de 1964.

Por conta dos atos terroristas praticados pelos esquerdistas da época, que buscavam em Cuba do ditador Fidel Castro os ensinamentos de guerrilha, demoraram 20 anos para a passagem do poder no Brasil aos civis.

Os Militares nunca quiseram e nunca querem o poder central do Brasil.
O que aconteceu em 1963 até 31 de março de 1964, foi um abandono total da administração, o que gerou uma total baderna nacional, e o país, em situação INGOVERNAVEL por causa da baderna, perigava nas mãos dos antipatriotas numa iminente instalação da DITADURA COMUNISTA que seria imposta aos brasileiros sob orientação e apoio de cuba que sofria e sofre nas mão de ditadores da Família Castro.

Assim sendo, lembram, agora, os brasileiros, que devem um gesto de agradecimento aos Militares por estes terem impedido a entrada da DITADURA COMUNISTA no Brasil, pois ingovernável que estava o país, foi governado e salvo pelos Militares o povo brasileiro.

Se não fosse o socorro prestado pelas Forças Armadas Brasileiras em 31 de março de 1964, na véspera da planejada REVOLUÇÃO DA DITADURA COMUNISTA que seria feita pelos terroristas em 1º de abril, e que por isso o ato heróico dos Militares recebeu o nome de: "A CONTRA REVOLUÇÃO", o Brasil seria hoje UMA CUBA TERRÍVEL igual a ditadura cubana, sem liberdade do cidadão e pobreza distribuída, onde a riqueza só fica nas mãos do ditador Castro.

A Comissão da Verdade deveria apurar sim os atos terroristas praticados por aqueles que queriam entregar o Brasil nas mãos dos DITADORES COMUNISTAS, eles mataram, torturaram e roubaram.

Os brasileiros são unânimes em afirmar que querem sim a apuração dos nomes daqueles que assaltaram bancos, assaltaram quartéis, roubaram, mataram, e que queriam entregar o Brasil aos ditadores.

AOS HEROIS MILITARES BRASILEIROS, PARABÉNS OEFERECIDOS PELAS PESSOAS HONESTAS QUE HABITAM EM VÁRIAS PARTES DO MUNDO, E QUE SÃO CONTRA A DITADURA COMUNISTA E CONTRA O NAZISMO E CONTRA A DITADURA SOCIALISTA E POR UMA DEMOCRACIA SADIA.

Parabéns aos Militares Brasileiros
perdro da veiga