Desafios para o Judiciário
O dia, hoje, vai para o Judiciário. Também está de recesso, como o Legislativo e o Executivo, retornando ao trabalho em fevereiro os tribunais superiores e os tribunais de Justiça dos estados. Desafios existem, para a volta. Internamente, tentar afastar-se do noticiário que privilegia pagamentos duvidosos para desembargadores e a disputa que divide a alta cúpula, de um lado, e o Conselho Nacional de Justiça, do outro.
Para efeito externo, enfrentará o Supremo Tribunal Federal a questão do mensalão e, de tabela, da lei da ficha limpa. Neste caso, parece óbvia a decisão de sua validade para as eleições municipais deste ano, sobrando a dúvida se a renúncia a cargos eletivos para escapar da cassação valerá para antes ou só depois da sanção da nova lei. Quanto aos mensaleiros, espera-se que venham a ser julgados neste primeiro semestre, mas garantir, ninguém garante.
O ministro Joaquim Barbosa já preparou o relatório, aguardando-se apenas o seu voto. O ministro revisor, Ricardo Lewandowski, trabalha na sua parte. Dos 38 réus, não se aguarda que recebam todos a mesma sentença, mas, pelo menos, que se uns vierem a ser absolvidos, que outros sejam condenados, de acordo com seus atos.
Todos os Meretíssimos estão de olho na discussão da chamada Lei da Bengala, em tramitação na Câmara dos Deputados, estendendo de 70 para 75 anos de idade o prazo fatal para as aposentadorias compulsórias. Aprovado o projeto, poderão continuar em suas funções dois ministros do Supremo que, no caso da rejeição, precisarão aposentar-se este ano: o atual presidente César Peluzo, e Ayres de Brito. Nessa hipótese, caberá à presidente Dilma Rousseff indicar mais dois integrantes da mais alta corte nacional de Justiça.
***
UMA ÚLTIMA VIGARICE?
No apagar das luzes de 2011, precisamente a 29 de dezembro, o Diário Oficial publicou resolução conjunta do Conselho Nacional de Trânsito e do Departamento Nacional de Trânsito, determinando que a partir de primeiro de abril, e não mais primeiro de janeiro, como havia sido disposto, será obrigatório para todos os carros saídos das montadoras dispor de placas com película refletiva. O perigo é de que uma nova resolução estenda essa exigência para todos os veículos em atividade no país.
Estará aberta a caverna do Ali Babá, porque as placas comuns custam 70 reais, e as novas, 130 reais. Será mais do a mega-sena permanente para as empresas produtoras de placas. Nessa hipótese, seria bom a Polícia Federal posicionar-se para investigar a propriedade dessas empresas e suas relações com integrantes do Conatran e do Denatran. No passado, muita gente ficou milionária sempre que se fizeram alterações forçadas de placas, incluindo letras, números e tamanhos distintos das anteriores.
***
HORROR AÉREO
A movimentação gerada pelo Natal, o Ano Novo e as férias, que continuam, serve para se meditar sobre o horror em que se transformou o transporte aéreo no país. Claro que deve ser saudado o vertiginoso aumento do número de passageiros em deslocamentos nacionais e internacionais. Reflete o aumento do poder aquisitivo de camadas sociais que antes andavam apenas de ônibus. O problema é que nem os aeroportos nem as empresas concessionárias foram preparadas para esse crescimento.
De um lado a falta de previsão e de empenho do poder público, mas, de outro, a incompetência e a avidez das chamadas “voadoras”. Nos balcões, elas economizam ao máximo seus funcionários, aliás mal pagos, gerando filas quilométricas em espaços reduzidos. Mas no ar é pior. Entupiram as aeronaves com poltronas cada vez menores e fileiras adicionais que tornam viajar um suplício medieval.
Nem se fala dos serviços de bordo, hoje reduzidos a tabletes de cereais e a sanduíches da semana passada. A situação fica mais grave quando se verifica não haver para quem reclamar quando as bagagens se perdem cada vez mais frequentemente ou, para prevenir essa malandragem, os passageiros viajam com malas de mão cada vez maiores, atravancando todo mundo.
Os preços? Bem, os preços dos bilhetes continuam subindo muito mais do que a inflação. Como as elites dispõem de aviões particulares e os altos governantes, de aviões públicos, o povo que relaxe e goze, como já foi aconselhado…
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UMA LÍNGUA PARA CADA VIZINHO
Tinha 16 anos de idade quando tornou-se Carlos I, rei da Espanha, logo depois Carlos V, imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Vinha sendo preparado para o trono e falava diversas línguas. Não conteve o humor e comentou: “Em italiano, falo com os embaixadores; em francês, com as damas; em alemão, com os soldados; em inglês com os cavalos e em espanhol, com Deus…”
Guardadas as proporções, a presidente Dilma utiliza diversos sotaques no exercício de suas atribuições. Com os auxiliares próximos, é áspera; com os ministros, cruel; com os parlamentares, atenciosa; com os populares, carinhosa; e com o Lula, filial…
***
LIÇÃO PARA OS COMPANHEIROS
O pequeno grupo de companheiros inconformados com os rumos que o PT adotou no poder, dissociado das propostas iniciais de sua fundação, poderia adotar o comentário de Galileu quando ainda tentava convencer o Papa e a Igreja de que a Terra não era o centro do Universo, mas girava em torno do Sol. Disse o genial físico, astrônomo e filósofo: “Ou a lei que conhecemos está errada ou a natureza está em desacordo com ela…”
A semelhança de situações é singular. O papa e os cardeais do PT condenam à prisão domiciliar e até à fogueira quantos tentam demonstrar que a Terra gira em torno do Sol, isto é, que o partido não pode imaginar-se infalível, detentor da ciência do bem e do mal e árbitro de todas as decisões de estado. Não passa de um planetinha, em meio a muitos outros.
Carlos Chagas
04 de janeiro 2012
Um painel político do momento histórico em que vivem o país e o mundo. Pretende ser um observatório dos principais acontecimentos que dominam o cenário político nacional e internacional, e um canal de denúncias da corrupção e da violência, que afrontam a cidadania. Este não é um blog partidário, visto que partidos não representam idéias, mas interesses de grupos, e servem apenas para encobrir o oportunismo político de bandidos. Não obstante, seguimos o caminho da direita. Semitam rectam.
"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
VOTOS DE ANO NOVO É UMA PEÇA DE MARKETING DO GOVERNO DO RIO DE JANEIRO
Mensagem de fim de ano de O Globo é uma peça de marketing feita para bajular o governador Sergio Cabral
O comentarista Mario Assis nos chama atenção para um fato gravíssimo na política do Rio de Janeiro. Confiram o que diz esta mensagem de fim de ano de O Globo.
É impressionante a forma como a Organização Globo trata o
governo Sergio Cabral. Basta ler esta mensagem de fim de ano enviada aos assinantes do jornal.
Mais parece um outdoor de propaganda deste governo virtual, que vive por conta do marketing.
Até parece que Sergio Cabral conseguiu transformar o Rio numa cidade verdadeiramente maravilhosa. Não há mais crimes, não há mas tráfico de drogas, o Rio de Janeiro subitamente estaria vivendo no melhor dos mundos.
Como se vê, na época de Natal a Organização Globo se vendeu por 30 dinheiros, esqueceu as próprias matérias de denúncias publicadas por O Globo contra o governo Cabral, sobre a corrupção que grassa na Secretaria Estadual de Saúde e em muitos outros órgãos da atual administração. Mas por que passaram a borracha em tudo?
A explicação vem dessa mensagem do comentarista J. Santos, com
base em informação do blog do coronel Paul.
****
O governador Sérgio Cabral (PMDB) vive em lua de mel com a imprensa do Rio de Janeiro, isso é um fato. Outro fato é que seu governo é péssimo. Para confirmar tal verdade basta dar uma olhada na situação precária dos serviços públicos essenciais: a saúde pública, a educação pública e a segurança pública, essa última gerenciada de uma forma elitista, pois o município do Rio de Janeiro recebe praticamente todos os investimentos em termos de policiamento ostensivo, com prioridade na Zona Sul, em detrimento dos demais municípios.
Diante de tais verdades, como explicar a lua de mel? Para explicar surge um terceiro fato, Sérgio Cabral (PMDB) gasta fortunas do dinheiro público, o nosso dinheiro, para conquistar a imprensa, se transformando em um dos seus principais patrocinadores.
Os dados são do jornal O Estado de São Paulo:
Ano 2007 – R$ 75,3 milhões.
Ano 2008 – R$ 122, 2 milhões.
Ano 2009 – R$ 129,3 milhões.
Ano 2010 – R$ 162,5 milhões.
Ano 2011 – R$ 172,5 milhões.
Soma: R$ 661,8 milhões.
Média anual: R$ 132,3 milhões.
No último ano do governo Rosinha Garotinho, na época também do PMDB (ela e seu marido, deputado federal Anthony Garotinho, apoiaram a eleição de Sérgio Cabral) foram gastos R$ 81,5 milhões.
Tal constatação faz surgir um quarto fato, Sérgio Cabral (PMDB), em cinco anos, mais que dobrou os gastos com propaganda.
Os regimes ditatoriais sempre buscaram controlar a imprensa, usavam a força para obter esse resultado. No Rio de Janeiro dos nossos tristes dias, o uso da força também é empregado, mas a força do dinheiro.
Juntos Somos Fortes!
http://celprpaul.blogspot.com/2012/01/governo-sergio-cabral-pmdb-gastos-com.html
O comentarista Mario Assis nos chama atenção para um fato gravíssimo na política do Rio de Janeiro. Confiram o que diz esta mensagem de fim de ano de O Globo.
É impressionante a forma como a Organização Globo trata o
governo Sergio Cabral. Basta ler esta mensagem de fim de ano enviada aos assinantes do jornal.
Mais parece um outdoor de propaganda deste governo virtual, que vive por conta do marketing.
Até parece que Sergio Cabral conseguiu transformar o Rio numa cidade verdadeiramente maravilhosa. Não há mais crimes, não há mas tráfico de drogas, o Rio de Janeiro subitamente estaria vivendo no melhor dos mundos.
Como se vê, na época de Natal a Organização Globo se vendeu por 30 dinheiros, esqueceu as próprias matérias de denúncias publicadas por O Globo contra o governo Cabral, sobre a corrupção que grassa na Secretaria Estadual de Saúde e em muitos outros órgãos da atual administração. Mas por que passaram a borracha em tudo?
A explicação vem dessa mensagem do comentarista J. Santos, com
base em informação do blog do coronel Paul.
****
O governador Sérgio Cabral (PMDB) vive em lua de mel com a imprensa do Rio de Janeiro, isso é um fato. Outro fato é que seu governo é péssimo. Para confirmar tal verdade basta dar uma olhada na situação precária dos serviços públicos essenciais: a saúde pública, a educação pública e a segurança pública, essa última gerenciada de uma forma elitista, pois o município do Rio de Janeiro recebe praticamente todos os investimentos em termos de policiamento ostensivo, com prioridade na Zona Sul, em detrimento dos demais municípios.
Diante de tais verdades, como explicar a lua de mel? Para explicar surge um terceiro fato, Sérgio Cabral (PMDB) gasta fortunas do dinheiro público, o nosso dinheiro, para conquistar a imprensa, se transformando em um dos seus principais patrocinadores.
Os dados são do jornal O Estado de São Paulo:
Ano 2007 – R$ 75,3 milhões.
Ano 2008 – R$ 122, 2 milhões.
Ano 2009 – R$ 129,3 milhões.
Ano 2010 – R$ 162,5 milhões.
Ano 2011 – R$ 172,5 milhões.
Soma: R$ 661,8 milhões.
Média anual: R$ 132,3 milhões.
No último ano do governo Rosinha Garotinho, na época também do PMDB (ela e seu marido, deputado federal Anthony Garotinho, apoiaram a eleição de Sérgio Cabral) foram gastos R$ 81,5 milhões.
Tal constatação faz surgir um quarto fato, Sérgio Cabral (PMDB), em cinco anos, mais que dobrou os gastos com propaganda.
Os regimes ditatoriais sempre buscaram controlar a imprensa, usavam a força para obter esse resultado. No Rio de Janeiro dos nossos tristes dias, o uso da força também é empregado, mas a força do dinheiro.
Juntos Somos Fortes!
http://celprpaul.blogspot.com/2012/01/governo-sergio-cabral-pmdb-gastos-com.html
CESAR MAIA DENUNCIA O PREFEITO CARIOCA EDUARDO PAES POR CORRUPÇÃO.
O roto falando do farrapado. Vejam a que ponto chegamos.
Sob o título “Rio: pedágio da Linha Amarela cresce 9,3%! Por quê? Como?”, o ex-prefeito Cesar Maia, criador da Linha Amarela, que melhorou o trânsito entre o centro da cidade e a zona oeste, denuncia o atual prefeito, Eduardo Paes, que entrou na política apadrinhado justamente por ele e teve a audácia de prorrogar a concessão da importante via por mais 15 anos, sem nenhuma justificativa. Diz Maia:
1. Faça as contas. 15 anos x 365 dias x 4,70 reais x 220 mil carros por dia. Use sua maquininha. O resultado é:
R$ 5.661.150.000,00
2. (Globo, 31) O secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho, explicou na sexta-feira que o reajuste da Linha Amarela acima da inflação foi acertado há quase dois anos com a Lamsa, quando o contrato de concessão foi revisto. Em abril de 2010, o prefeito Eduardo Paes prorrogou a concessão da via expressa, que iria expirar em 2022, por mais 15 anos (até 2037). Na época, a prefeitura anunciou que a medida teria como contrapartida investimentos de R$ 241,5 milhões em obras de infraestrutura para melhorar a operação na via. Essas intervenções ainda estão em andamento. O município só não revelou que a parceria também previa revisões na política tarifária.
3. Ao mesmo tempo o tal bilhete único carioca que era para favorecer os usuários de renda menor, teve a tarifa reajustada em 10%. Arghhh! Faça as contas com o número de usuários que a prefeitura informa para este bilhete.
4. (Globo, 03) Tribunal de Contas do Município nega ter sido informado sobre reajuste de pedágio da Linha Amarela. O presidente do órgão afirma que não sabia que prefeitura aumentaria tarifa acima da inflação. “Nós não fomos comunicados. Por sinal, há mais de um ano temos um processo em tramitação no qual pedimos esclarecimentos sobre os valores da tarifa. Até o momento, não recebemos resposta” — disse o conselheiro Thiers Montebello, presidente do TCM.
***
Nota de Redação – Quando um político como Cesar Maia chega ao ponto de denunciar corrupção, é sinal que a situação administrativa ficou completamente fora de controle. Pensem nisso.
Carlos Newton
04 de janeiro de 2012
Sob o título “Rio: pedágio da Linha Amarela cresce 9,3%! Por quê? Como?”, o ex-prefeito Cesar Maia, criador da Linha Amarela, que melhorou o trânsito entre o centro da cidade e a zona oeste, denuncia o atual prefeito, Eduardo Paes, que entrou na política apadrinhado justamente por ele e teve a audácia de prorrogar a concessão da importante via por mais 15 anos, sem nenhuma justificativa. Diz Maia:
1. Faça as contas. 15 anos x 365 dias x 4,70 reais x 220 mil carros por dia. Use sua maquininha. O resultado é:
R$ 5.661.150.000,00
2. (Globo, 31) O secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho, explicou na sexta-feira que o reajuste da Linha Amarela acima da inflação foi acertado há quase dois anos com a Lamsa, quando o contrato de concessão foi revisto. Em abril de 2010, o prefeito Eduardo Paes prorrogou a concessão da via expressa, que iria expirar em 2022, por mais 15 anos (até 2037). Na época, a prefeitura anunciou que a medida teria como contrapartida investimentos de R$ 241,5 milhões em obras de infraestrutura para melhorar a operação na via. Essas intervenções ainda estão em andamento. O município só não revelou que a parceria também previa revisões na política tarifária.
3. Ao mesmo tempo o tal bilhete único carioca que era para favorecer os usuários de renda menor, teve a tarifa reajustada em 10%. Arghhh! Faça as contas com o número de usuários que a prefeitura informa para este bilhete.
4. (Globo, 03) Tribunal de Contas do Município nega ter sido informado sobre reajuste de pedágio da Linha Amarela. O presidente do órgão afirma que não sabia que prefeitura aumentaria tarifa acima da inflação. “Nós não fomos comunicados. Por sinal, há mais de um ano temos um processo em tramitação no qual pedimos esclarecimentos sobre os valores da tarifa. Até o momento, não recebemos resposta” — disse o conselheiro Thiers Montebello, presidente do TCM.
***
Nota de Redação – Quando um político como Cesar Maia chega ao ponto de denunciar corrupção, é sinal que a situação administrativa ficou completamente fora de controle. Pensem nisso.
Carlos Newton
04 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
CLÃ DOS GENRO TIRA FÉRIAS NA DISNEYLÂNDIA DAS ESQUERDAS
Há décadas, amigos me convidam para visitar Cuba. Não são comunistas. São pessoas que vêem algo de exótico no socialismo. Tenho um amigo francês, que nada tem a ver com o castrismo, que vai lá pelo menos uma vez por ano. Gosta de sentir-se em um museu. Carros dos anos cinqüenta, arquitetura degradada, mais o calor dos trópicos. Y las jineteras, por supuesto.
De minha parte, jamais irei a Cuba. Para ver miséria, não preciso viajar. Países socialistas, já conheço. Na Romênia, anos 80, tive uma experiência brutal do socialismo. Me consta que hoje os romenos vivem melhor. Pode ser. Mas sair do comunismo é algo que leva décadas. Sem falar que não pretendo contribuir com divisas para uma ditadura.
Nada como um dia depois do outro para rirmos um pouco. Mentira alguma foi mais prejudicial à América Latina que o mito da revolução cubana. Instalou-se na ilha uma ditadura comunista que levou os cubanos a um nível de miséria desconhecido nos dias de Fulgencio Batista. Castro alegava na época que a Cuba de Batista era um bordel dos Estados Unidos. Com Castro, o bordel internacionalizou-se. Virou bordel do mundo todo. A tal ponto que, interrrogado porque as universitárias se prostituíam em Cuba, defendeu-se: “Nada disso. É que em Cuba até as prostitutas têm nível universitário”. Não estou fazendo piada. Isto foi dito pelo ditador.
Em 59, intelectuais do mundo deram apoio logístico e de mídia a Fidel e Che, para instalar a mais longa ditadura da América Latina. De Paris, um filósofo feio, baixinho e confuso veio dar seu aval ao tirano do Caribe. Uma foto da época é das mais emblemáticas: Sartre, de pescoço espichado para o alto, adorando Castro como um Deus. Em La Lune et le Caudillo (Gallimard, 1989), Jeannine Verdès Leroux nos relembra este momento de extraordinária poesia.
- Todos os homens têm direito a tudo que eles pedem - pontifica Castro. - E se eles pedem a lua? - pergunta Sartre. O ditador retoma seu charuto e se volta para o filósofo baixinho: - Se eles pedem a lua, é porque têm necessidade dela.
Pediam a lua no bestunto do ditador e do filósofo. Em verdade, os cubanos queriam dólares, pão e liberdade. Da mesma forma que a Espanha, em 36, foi um campo de treinamento para a Segunda Guerra, a América Latina era laboratório de experimentos sociais para os filosofadores europeus que, no dizer de Camus, assestavam suas poltronas no sentido da História.
Em março do ano passado, Luciana Genro convidava, via Twitter, para curso sobre a atualidade do marxismo em Porto Alegre. Comentei na ocasião:
Pode? Em pleno século XXI? Será que as notícias sobre a queda do Muro ainda não chegaram a Porto Alegre? Nem sobre o desmoronamento da União Soviética? Essa gente ainda não se deu conta do ridículo de ser marxista nestes dias? Nunca ouviram falar de Kravchenko? Das denúncias de Nikita Kruschov no XX Congresso do PCUS, de 1956? Trotskista, Luciana nunca ouviu falar de Kronstadt?
Que o pai da Genro continue stalinista, se entende. Árvore velha não se dobra. Sempre defendeu o comunismo e o stalinismo e renunciar ao obscurantismo seria negar tudo o que escreveu. Esclerose é isso mesmo, enrijecimento do cérebro. Mas Luciana Genro tinha 18 anos quando caiu o Muro. Tinha 20 quando a União Soviética esfacelou-se. Terá tapado a cabeça com um travesseiro para não ouvir o rumor do mar?
Hoje, às duas horas da matina, o clã dos Genro partiu para merecidas férias na Disneylândia das Esquerdas: Tarso e consorte, suas duas filhas e mais um neto. “Vai ser ótimo, sempre quis conhecer Cuba! – twitou Luciana -. Quando voltar conto as minhas impressões. Até!”
Serei todo ouvidos. Seu pai será certamente recebido com todas as honras pelos irmãos Castro. Em 2007, o capitão-de-mato Tarso Genro – então ministro da Justiça – mandou como regalo ao tiranete do Caribe dois pugilistas que haviam fugido da delegação cubana durante os Jogos Pan-americanos. Foram deportados para o gulag caribenho sem que tivessem cometido crime algum, a menos que fugir de uma ditadura seja considerado crime.
Mas Tarso é generoso quando se trata de proteger companheiros de ideologia. Em 2009, quando ministro da Justiça, concedeu asilo político a um terrorista foragido da justiça italiana, Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos entre 1978 e 1979. Ex-militante comunista das Brigadas Vermelhas, ele foi preso no Rio em março de 2007 e hoje vive no Rio livre como um passarinho.
Battisti viveu por mais de uma década na França, abrigado inicialmente pelo governo de François Mitterrand, sob a condição de ter renunciado à luta armada. Na Itália, foi condenado à prisão perpétua à revelia, a partir de provas fornecidas pelo depoimento de Pietro Mutti, fundador do Proletários Armados pelo Comunismo, do qual Battisti fez parte.
"A sua potencial impossibilidade de ampla defesa face à radicalização da situação política na Itália, no mínimo, geram uma profunda dúvida sobre se o recorrente teve direito ao devido processo legal", diz o texto assinado por Tarso ao justificar a concessão do refúgio. Como se a Itália contemporânea fosse uma ditadura onde um réu não tem direito à defesa. Battisti foi condenado à revelia porque estava refugiado na França, sob as asas protetoras do colaborador nazista François Mitterrand.
Tarso tem tudo para ser bem recebido em Cuba. Devolveu aos Castro dois dissidentes e deu sombra e água fresca a um terrorista italiano. Luciana também. Uma das últimas almas penadas do marxismo, a ex-deputada pelo PSOL certamente vai se sentir bem na ilha dos Castro.
Estou esperando as impressões da moça na volta da Disneylândia das esquerdas. Vai render crônica. As esquerdas tupiniquins até admitem criticar Moscou. Mas Havana continua intocável.
janer cristaldo
De minha parte, jamais irei a Cuba. Para ver miséria, não preciso viajar. Países socialistas, já conheço. Na Romênia, anos 80, tive uma experiência brutal do socialismo. Me consta que hoje os romenos vivem melhor. Pode ser. Mas sair do comunismo é algo que leva décadas. Sem falar que não pretendo contribuir com divisas para uma ditadura.
Nada como um dia depois do outro para rirmos um pouco. Mentira alguma foi mais prejudicial à América Latina que o mito da revolução cubana. Instalou-se na ilha uma ditadura comunista que levou os cubanos a um nível de miséria desconhecido nos dias de Fulgencio Batista. Castro alegava na época que a Cuba de Batista era um bordel dos Estados Unidos. Com Castro, o bordel internacionalizou-se. Virou bordel do mundo todo. A tal ponto que, interrrogado porque as universitárias se prostituíam em Cuba, defendeu-se: “Nada disso. É que em Cuba até as prostitutas têm nível universitário”. Não estou fazendo piada. Isto foi dito pelo ditador.
Em 59, intelectuais do mundo deram apoio logístico e de mídia a Fidel e Che, para instalar a mais longa ditadura da América Latina. De Paris, um filósofo feio, baixinho e confuso veio dar seu aval ao tirano do Caribe. Uma foto da época é das mais emblemáticas: Sartre, de pescoço espichado para o alto, adorando Castro como um Deus. Em La Lune et le Caudillo (Gallimard, 1989), Jeannine Verdès Leroux nos relembra este momento de extraordinária poesia.
- Todos os homens têm direito a tudo que eles pedem - pontifica Castro. - E se eles pedem a lua? - pergunta Sartre. O ditador retoma seu charuto e se volta para o filósofo baixinho: - Se eles pedem a lua, é porque têm necessidade dela.
Pediam a lua no bestunto do ditador e do filósofo. Em verdade, os cubanos queriam dólares, pão e liberdade. Da mesma forma que a Espanha, em 36, foi um campo de treinamento para a Segunda Guerra, a América Latina era laboratório de experimentos sociais para os filosofadores europeus que, no dizer de Camus, assestavam suas poltronas no sentido da História.
Em março do ano passado, Luciana Genro convidava, via Twitter, para curso sobre a atualidade do marxismo em Porto Alegre. Comentei na ocasião:
Pode? Em pleno século XXI? Será que as notícias sobre a queda do Muro ainda não chegaram a Porto Alegre? Nem sobre o desmoronamento da União Soviética? Essa gente ainda não se deu conta do ridículo de ser marxista nestes dias? Nunca ouviram falar de Kravchenko? Das denúncias de Nikita Kruschov no XX Congresso do PCUS, de 1956? Trotskista, Luciana nunca ouviu falar de Kronstadt?
Que o pai da Genro continue stalinista, se entende. Árvore velha não se dobra. Sempre defendeu o comunismo e o stalinismo e renunciar ao obscurantismo seria negar tudo o que escreveu. Esclerose é isso mesmo, enrijecimento do cérebro. Mas Luciana Genro tinha 18 anos quando caiu o Muro. Tinha 20 quando a União Soviética esfacelou-se. Terá tapado a cabeça com um travesseiro para não ouvir o rumor do mar?
Hoje, às duas horas da matina, o clã dos Genro partiu para merecidas férias na Disneylândia das Esquerdas: Tarso e consorte, suas duas filhas e mais um neto. “Vai ser ótimo, sempre quis conhecer Cuba! – twitou Luciana -. Quando voltar conto as minhas impressões. Até!”
Serei todo ouvidos. Seu pai será certamente recebido com todas as honras pelos irmãos Castro. Em 2007, o capitão-de-mato Tarso Genro – então ministro da Justiça – mandou como regalo ao tiranete do Caribe dois pugilistas que haviam fugido da delegação cubana durante os Jogos Pan-americanos. Foram deportados para o gulag caribenho sem que tivessem cometido crime algum, a menos que fugir de uma ditadura seja considerado crime.
Mas Tarso é generoso quando se trata de proteger companheiros de ideologia. Em 2009, quando ministro da Justiça, concedeu asilo político a um terrorista foragido da justiça italiana, Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos entre 1978 e 1979. Ex-militante comunista das Brigadas Vermelhas, ele foi preso no Rio em março de 2007 e hoje vive no Rio livre como um passarinho.
Battisti viveu por mais de uma década na França, abrigado inicialmente pelo governo de François Mitterrand, sob a condição de ter renunciado à luta armada. Na Itália, foi condenado à prisão perpétua à revelia, a partir de provas fornecidas pelo depoimento de Pietro Mutti, fundador do Proletários Armados pelo Comunismo, do qual Battisti fez parte.
"A sua potencial impossibilidade de ampla defesa face à radicalização da situação política na Itália, no mínimo, geram uma profunda dúvida sobre se o recorrente teve direito ao devido processo legal", diz o texto assinado por Tarso ao justificar a concessão do refúgio. Como se a Itália contemporânea fosse uma ditadura onde um réu não tem direito à defesa. Battisti foi condenado à revelia porque estava refugiado na França, sob as asas protetoras do colaborador nazista François Mitterrand.
Tarso tem tudo para ser bem recebido em Cuba. Devolveu aos Castro dois dissidentes e deu sombra e água fresca a um terrorista italiano. Luciana também. Uma das últimas almas penadas do marxismo, a ex-deputada pelo PSOL certamente vai se sentir bem na ilha dos Castro.
Estou esperando as impressões da moça na volta da Disneylândia das esquerdas. Vai render crônica. As esquerdas tupiniquins até admitem criticar Moscou. Mas Havana continua intocável.
janer cristaldo
TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI, SÓ QUE OS JUÍZES SÃO MAIS IGUAIS DO QUE OS OUTROS
Dois meses de férias por ano e três meses de licença prêmio quinquenal somam treze meses em que os juízes dedicam-se ao ócio (bem) remunerado ao final de cinco anos. Ou seja, enquanto um trabalhador “normal” tem direito a 8% de férias, um juiz tem 27%. É justo?
O novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), desembargador Ivan Ricardo Garisio Sartori, acha que sim. Diz ele: “Não considero privilégio porque acho que isso foi visto pelo legislador, o legislador tem sempre uma razão, a lei tem sempre uma razão de ser”, argumenta. “Considero um direito que a lei previu, que vem em benefício do cidadão e, possivelmente, a razão, a ratio legis, é a sanidade mental do juiz.” “Temos inúmeros casos de problemas psicossociais de juízes”, pondera. “Transformaram a função jurisdicional numa função como outra qualquer, não é assim, soltar processo como se solta pastel em pastelaria”.
Não, meu caro desembargador, a função jurisdicional não é uma função como outra qualquer. Ela é a que menos trabalha, como provam o seu direito exagerado ao ócio e os 768,1 mil processos que tramitam em segunda instância e mais 18,83 milhões espalhados por todos os fóruns da capital e interior que vocês deixaram acumular.
Por Ricardo Froes
O novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), desembargador Ivan Ricardo Garisio Sartori, acha que sim. Diz ele: “Não considero privilégio porque acho que isso foi visto pelo legislador, o legislador tem sempre uma razão, a lei tem sempre uma razão de ser”, argumenta. “Considero um direito que a lei previu, que vem em benefício do cidadão e, possivelmente, a razão, a ratio legis, é a sanidade mental do juiz.” “Temos inúmeros casos de problemas psicossociais de juízes”, pondera. “Transformaram a função jurisdicional numa função como outra qualquer, não é assim, soltar processo como se solta pastel em pastelaria”.
Não, meu caro desembargador, a função jurisdicional não é uma função como outra qualquer. Ela é a que menos trabalha, como provam o seu direito exagerado ao ócio e os 768,1 mil processos que tramitam em segunda instância e mais 18,83 milhões espalhados por todos os fóruns da capital e interior que vocês deixaram acumular.
Por Ricardo Froes
NUNCA A REPÚBLICA TEVE TANTOS SALAFRÁRIOS E GOVERNANTES PATIFES
Tão regulares quanto os dias de um calendário, as tragédias decorrentes das chuvas de verão voltam a se repetir no Brasil. Todo começo de ano é assim, a despeito das reiteradas promessas das autoridades de que, "desta vez", a prevenção chegará antes da reconstrução.
Neste 2012 que se inicia, as sirenes de alerta voltaram a soar na região serrana do Rio de Janeiro. Teme-se a repetição da catástrofe do ano passado, que matou mais de 900 pessoas. Em Minas Gerais, já são dezenas as cidades sob estado de calamidade.
Por incrível que possa parecer, as chuvas torrenciais, por mais previsíveis que sejam, pegam novamente as populações desprevenidas, desprotegidas, desamparadas. O muito que poderia ter sido feito ao longo do ano revela-se um nada diante dos riscos que voltam a assombrar os moradores.
Em janeiro de 2011, no auge do verão passado, o governo federal prometeu ações sem precedentes para evitar que as calamidades voltassem a assustar os habitantes de áreas mais vulneráveis. Muito, muito pouco foi feito, porém.
Menos de um terço das verbas destinadas no Orçamento Geral da União do ano passado para "prevenção e preparação para desastres" foi investida: foram autorizados R$ 508 milhões e pagos apenas R$ 155 milhões.
Ou seja, nada menos que R$ 353 milhões ficaram guardados no cofre, como se as populações deles não necessitassem para preservar suas vidas.
Trata-se, contudo, de padrão recorrente. Nos últimos oito anos, as dotações autorizadas pelo Congresso para esta rubrica somaram R$ 2,8 bilhões, mas apenas R$ 695 milhões foram aplicados.
"Em outras palavras, de cada R$ 4 previstos em orçamento, apenas R$ 1 foi gasto", escreve Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas, n'O Globo de hoje.
O PT de Lula e Dilma Rousseff prefere remediar a prevenir. Desde 2003, o país aplicou sete vezes mais em "resposta a desastres e reconstrução" - R$ 5,9 bilhões - do que em ações de "prevenção e preparação para desastres" - os R$ 695 milhões citados acima.
O mal é que, para muitos, o remédio acaba, infelizmente, vindo tarde demais, sem mais nenhuma valia.
Muitas das providências anunciadas nos últimos anos - como a implantação do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, cogitada desde 2004, mas hoje funcionando em condições de improviso e precariedade - só chegarão a tempo do verão de 2013, se é que chegarão.
Além disso, há o padrão nefasto das liberações politicamente endereçadas. Enquanto o Ministério da Integração Nacional foi ocupado por um político baiano na era Lula, a maior parte das verbas foi para a Bahia. Agora, o titular é um pernambucano e 90% das verbas vão para a terra do frevo e do maracatu.
Dos gastos autorizados e pagos em 2011, Pernambuco recebeu 14 vezes mais do que o segundo colocado, o Paraná, onde chuvas fortes provocaram enxurradas e deslizamentos no ano passado", relata hoje O Estado de S.Paulo, em manchete.
O berço político do atual ministro - provável candidato a prefeito de Recife - recebeu R$ 25,5 milhões dos R$ 28,4 milhões pagos em obras autorizadas em 2011 para prevenção de desastres naturais.
Como se não bastasse, também com a regularidade de um relógio suíço, as imprevidências da gestão federal atingiram, novamente, as férias e o descanso de milhões de brasileiros que usaram, ou tentaram usar, os aeroportos para se deslocar nas festas de fim de ano.
Ontem, o dia foi de caos em alguns terminais, em especial o Santos Dumont e o Galeão, no Rio.
Segundo balanço da Infraero, dos 2.339 voos domésticos programados para até as 19h desta segunda-feira, 560 atrasaram (24%) e 146 foram cancelados (6%). (Nesta madrugada, 23% dos voos - tanto domésticos quanto internacionais - atrasaram ou foram cancelados
O ano, infelizmente, começa com a repetição de exemplos de descaso das autoridades federais pela vida e pelo bem-estar dos brasileiros. Seria muito bom se 2012 marcasse uma mudança radical neste tipo de ocorrências. É difícil crer, mas não custa tentar.
Calamidades que se repetem
Fonte: Instituto Teotônio Vilela
PENA QUE A MEMÓRIA DOS ELEITORES SECA RÁPIDO...
Sugiro uma campanha: não vote em partido que, sob sua administração, m
orreu gente em deslizamento, soterramento, inundação. Desgraça é desgraça, , planejada, antecipada, informada, pois não são novidade.
Nesses casos, o que é tragédia vira descaso e pode, inclusive, ser alvo de responsabilização judicial. Ou, ao menos, eleitoral.
Ou melhor: não vote em patido de político que deu declaração idiota a respeito de desastres sob sua responsabilidade. “Precisamos de mais um mandato para fazer as obras necessárias”, “não podemos controlar a vontade divina”, “choveu mais do que o esperado de novo”.
Tem gente que reclama que administradores públicos não deveriam tirar férias em momentos de chuvas como agora, enxergam como desrespeito. Eu penso diferente. Se é para ficar falando besteira, não precisa ficar, pode ir passar o mês em algum lugar bem longe, tipo Paris. As pessoas que perderam tudo não precisam ficar sendo torturadas com essas idiotices.
O grande problema é que a memória do eleitor, que afoga a popularidade de políticos durante as chuvas, é dry fit. Seca rapidinho.
Toda a vez que um governo – municipal, estadual ou federal culpa as forças da natureza e a estatística pelos desastres naturais causados pelas chuvas dessa época do ano, me dá uma sensação horrível de vergonha alheia.
Sabe aquela que a gente tem quando sabe que um amigo bêbado vai fazer uma burrada descomunal e você fica imaginando que, se fosse você, nunca mais iria querer olhar na cara de outro ser humano? Pois bem, isso. Com a diferença que governos não são meus amigos e que não estamos falando de reputação de bêbado e sim da vida das pessoas.
Ano vem, ano vai – e é sempre a mesma coisa. Administradores públicos reclamando que não daria para fazer nada porque a chuva resolveu cair toda de uma vez, culpando La Niña, El Niño, o calendário Maia… Neste ano, a bola da vez é Belo Horizonte – onde, segundo números divulgados, caiu mais água nos dias 1 e 2 que em todo janeiro. Já na região serrana do Rio de Janeiro (onde mais de 900 pessoas morreram em um mar de lama há um ano) foi divulgado que choveu em dois dias mais da metade do esperado para o mês.
E se choveu mais do que deveria, não há nada que se possa fazer, correto? Bem, isso se, há muitos anos, já não fosse típico a realidade de chuvas atípicas em certas regiões do país. Uma ironia que circula entre os colegas da imprensa nesses dias molhados é que, se todo o ano chove mais do que a média, alguém esqueceu de corrigir a média.
É claro que os cálculos não são simples e levam em conta séries históricas, mas, de qualquer forma, criticar isso tem o mérito de gerar alguns debates: por exemplo, como a realidade é avaliada e quais as medidas tomadas a partir daí. E não estou falando apenas de sistemas de alertas e sim de políticas de habitação decente, saneamento, dragagem de rios, limpeza de vias, campanhas de conscientização quanto ao lixo. O fato é que ocupação irregular, planejamento, plano diretor, reforma urbana são expressões ouvidas apenas no tempo das chuvas. Na seca, evaporam do léxico não só dos mandatários, mas também de pobres e ricos, que continuam construindo, desmatando e poluindo. Suas razões são diferentes, mas o efeito é o mesmo. Vale lembrar que tudo isso dito aí em cima não gera um voto, pelo contrário: quem é o doador que vai ficar feliz por ter a construção de sua casa em uma área de preservação ambiental embargada?
Considerando que quando há um problema urbano os mais pobres são expulsos do lugar onde estavam para um lugar perto da esquina entre o “não me encha o saco” com o “não me importa aonde”, é de se esperar também que a remoção deles de áreas de risco e de locais inundáveis também seja precedida de grandes protestos que irão reverberar nas urnas. Então, ninguém faz nada, só promete e faz cara de preocupado e de entendido. Afinal, é de palavras vazias que vive nossa política.
Nas últimas madrugadas, morros deslizaram, pessoas morreram soterradas. E nos próximos dias, continuaremos a ver as cenas de sempre: alguém será levado pela correnteza e famílias perderão tudo, sendo alojadas em ginásios de escolas públicas. Vão ganhar espaço na mídia, mas o debate vai durar só até o asfalto secar. É principalmente na periferia, onde gente vale menos. Ou melhor, vale algo – mas só neste ano de eleição.
Seria épico se, um dia, uma grande chuva chegasse escura no meio da tarde. Veriam, em pouco tempo, tratar-se de um pé d’água bíblico, maior que as tempestades habituais que atingem paulistas e cariocas. E começasse a cair apenas sobre o Palácio das Laranjeiras, o Palácio dos Bandeirantes, o Palácio Tiradentes e, é claro, o Palácio do Planalto, e as prefeituras das cidades com áreas de risco. Poderia incluir aí também uma chuva localizada sobre a casa dos governantes. A água subiria com o lixo entupindo as bocas de lobo e inundaria tudo, encharcaria tapetes, afogaria alguns carros e arrastaria colchões.
Talvez, com isso, fossem implantadas ações habitacionais e de saneamento para amenizar o sofrimento desse povaréu, que foi empurrado para as várzeas, vales de rios e encostas de morros pela especulação imobiliária e a pobreza. Dividindo a mesma situação, talvez enxergassem no outro não apenas um personagem da matéria da TV. Ou um voto.
03/01/2012
lilicarabina
QUE FIM LEVOU?
Nenhum dos 6 ministros demitidos por Dilma, após suspeita de irregularidades, chegou a ser punido
A perda do cargo foi, até agora, a única punição sofrida pelos ministros demitidos por suspeita de corrupção em 2010. A incômoda marca do primeiro ano do governo Dilma Rousseff é de uma queda na Esplanada dos Ministérios a cada dois meses.
Todos eles voltaram a ter rotina normal enquanto aguardam a conclusão de inquéritos e outras investigações preliminares.
Nenhum dos ministros demitidos chegou a ser processado por corrupção ou improbidade administrativa.
Primeiro da série que ficou conhecida como "faxina", Antonio Palocci (Casa Civil) era o ministro mais poderoso do governo Dilma até junho.
Saiu por conta de negócios mal explicados em sua consultoria, a Projeto, em caso revelado pela Folha. Isso não impediu o petista de, em seguida, reabrir a empresa que o derrubou.
NO CONGRESSO
Dois dos ministros não ficaram de mãos vazias: deixaram suas respectivas pastas, mas voltaram às suas cadeiras na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Alfredo Nascimento (PR), ex-ministro dos Transportes, deixou a pasta em julho e ainda levou ao seu gabinete no Senado parte dos assessores que também foram alvo das demissões na pasta.
Pedro Novais (PMDB), que comandou o Ministério do Turismo até setembro, voltou para a Câmara.
Em comum entre Novais e Nascimento está a não apresentação de qualquer projeto de lei ou requerimento no retorno ao Legislativo. O peemedebista nem sequer chegou a discursar.
Dos seis ministros demitidos após suspeitas de envolvimento em irregularidades, só Carlos Lupi (PDT), último a perder o cargo, em dezembro, não é alvo de inquérito.
O caso mais avançado é o de Orlando Silva (PC do B), que deixou o Ministério do Esporte em outubro. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) autorizou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Orlando e do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), que o antecedeu no cargo.
FOLHA DE SÃO PAULO - 03/01/2012
BRENO COSTA, DE BRASÍLIA
PÉ DE BANANA
Artigos - Cultura
Para o sr. Toledo, o simples reconhecimento dos aspectos contraditórios da realidade é uma adesão entusiástica, uma tomada de posição ideológica. É óbvio que um sujeito desses está completamente desqualificado para ser professor universitário, secundário ou primário.
Ao me chamar de "ideólogo da ditabranda", o sr. Caio Navarro de Toledo, professor (felizmente aposentado) da Unicamp, em artigo recém-espalhado na internet exibiu uma vez mais aquela inépcia presunçosa e aquela mendacidade visceral, compulsiva, irresistível, que se tornaram requisitos essenciais para a admissão no seu clube de vigaristas acadêmicos.
Ele mesmo, ao reproduzir no seu artigo um trecho de discurso meu, no qual eu expressava arrependimento de haver apoiado os esquerdistas no tempo da ditadura, fornece a prova documental de que não posso ter sido ideólogo, nem propagandista, nem mesmo admirador passivo de um regime cujos méritos – que seus crimes empanam mas não suprimem – só vim a reconhecer muitos anos depois da sua extinção.
O homenzinho se mela todo e segue em frente com a pose triunfal de quem não houvesse expelido da cachola um cocô e sim um diamante. Almas caridosas podem alegar que ele talvez tenha querido dizer ideólogo retroativo, ideólogo atrasado de um regime esquecido. Se foi isso, tanto pior, pois é contraditório com a definição mesma de ideologia, a qual supõe a existência de uma possibilidade concreta de ação política, que os mortos não têm. Trazer de volta o governo Costa e Silva, ou Médici, não é ideologia: é espiritismo.
Todo o arremedo simiesco de raciocínio que o sr. Toledo apresenta no seu artigo é baseado na premissa, monstruosamente imbecil, de que comparar crimes menores e maiores é aprovar e aplaudir os menores. Se fosse assim, ó infeliz, o princípio fundamental do Direito Penal moderno, a proporcionalidade dos delitos e das penas, seria pura apologia dos pequenos delitos. Como diria o Reinaldo Azevedo: dá para entender ou quer que eu desenhe?
Curiosamente, ao impor que o regime de 1964 seja odiado ou adorado no todo, sem as nuances e atenuações que a ciência histórica exige, o homem que me chama de ideólogo estampa na própria testa o traço mais característico e mais repulsivo do propagandista ideológico: a compulsão de aprovar ou condenar em bloco, sem concessões à complexidade do real; a recusa peremptória de enxergar até as qualidades mais óbvias e patentes do inimigo.
Falando da esquerda pós-64, denuncio persistentemente seus crimes, mentiras e desvarios, mas nunca deixei de louvar, por exemplo, sua capacidade de autorrenovação, a rapidez e seriedade com que reagiu intelectualmente ao advento do novo regime – qualidades que faltam por completo à direita brasileira, ainda atônita e desnorteada vinte anos depois de cair do cavalo.
Do mesmo modo, eu perderia toda autoridade moral para denunciar as violências do regime militar se o preço disso fosse negar as prodigiosas realizações do governo Médici no campo econômico, ou a paz e segurança em que vivia a maior parte da população brasileira numa época em que os assaltos, sequestros e homicídios, inibidos em vez de protegidos pela autoridade, não chegavam a cinco por cento do que são hoje.
Para o sr. Toledo, o simples reconhecimento dos aspectos contraditórios da realidade é uma adesão entusiástica, uma tomada de posição ideológica.
É óbvio que um sujeito desses está completamente desqualificado para ser professor universitário, secundário ou primário. Seria doce ilusão esperar que uma mente tão tosca e esquemática percebesse a inexistência, na minha atitude para com os comunistas, daquele "mimetismo repulsor" que, segundo René Girard, caracteriza os ideólogos de partidos inimigos. Não imito sua retórica, não oponho, como os fascistas, um programa revolucionário a outro programa revolucionário, mas permaneço num plano de análise que as cabeças fumegantes dos cretinos de ambas as facções não podem enxergar, tão intoxicadas se encontram da urgência de destruir politicamente o adversário para tomar o seu lugar na hierarquia do poder.
Ele tem razão em não querer, como ele próprio diz, "jogar o meu jogo": um confronto intelectual entre a minha pessoa e a dele seria tão inconcebível quanto a luta entre um leão e um pé de banana. Recusando-se, com razão, a tão inviável disputa, o pé de banana nem por isso deixa de arrotar superioridade, jurando que meus artigos, de tão ruins, "não seriam aceitos por qualquer direção de jornal orientado por um criterioso manual de redação".
Quanto a isso tenho três observações:
(1) Nunca fui "aceito" em nenhum órgão de mídia, pois, ao contrário do sr. Toledo, nunca pedi para ser ali publicado. Fui, ao contrário, sempre convidado, e justamente por pessoas que julgaram dever fazê-lo porque haviam lido meus escritos.
(2) O sr. Toledo diz que só escrevo em blogs, mas estou aqui lhe oferecendo uma prova fisicamente visível de que escrevo no Diário do Comércio, sob a direção de Moisés Rabinovici, sem nenhum favor um dos mais competentes jornalistas brasileiros de todos os tempos. Caio Navarro de Toledo dando lições de jornalismo a Moisés Rabinovici é o Tiririca ensinando matemática a Kurt Gödel.
(3) Não sou um orgulhoso que despreze a opinião alheia, mas quando quero um julgamento do que faço, prefiro perguntar a quem sabe. Os maiores escritores brasileiros – Jorge Amado, Carlos Heitor Cony, Herberto Sales, Josué Montello, Antônio Olinto, Bruno Tolentino, Alberto da Cunha Melo, Ângelo Monteiro, Ariano Suassuna e não sei mais quantos – foram sempre unânimes em louvar nos termos mais entusiásticos o meu manejo do idioma, mesmo quando discordavam de alguma das minhas opiniões.
Em face disso, pergunto ao sr. Toledo que raio de manual de redação é esse que ele andou consultando. Suspeito que foi o Manual do Seu Creysson – ver "Seu Creysson, Vídia i Óbria", em http://desciclopedia.ws/wiki/ Seu_Creysson.
Olavo de Carvalho, 03 Janeiro 2012
Publicado no Diário do Comércio.
Para o sr. Toledo, o simples reconhecimento dos aspectos contraditórios da realidade é uma adesão entusiástica, uma tomada de posição ideológica. É óbvio que um sujeito desses está completamente desqualificado para ser professor universitário, secundário ou primário.
Ao me chamar de "ideólogo da ditabranda", o sr. Caio Navarro de Toledo, professor (felizmente aposentado) da Unicamp, em artigo recém-espalhado na internet exibiu uma vez mais aquela inépcia presunçosa e aquela mendacidade visceral, compulsiva, irresistível, que se tornaram requisitos essenciais para a admissão no seu clube de vigaristas acadêmicos.
Ele mesmo, ao reproduzir no seu artigo um trecho de discurso meu, no qual eu expressava arrependimento de haver apoiado os esquerdistas no tempo da ditadura, fornece a prova documental de que não posso ter sido ideólogo, nem propagandista, nem mesmo admirador passivo de um regime cujos méritos – que seus crimes empanam mas não suprimem – só vim a reconhecer muitos anos depois da sua extinção.
O homenzinho se mela todo e segue em frente com a pose triunfal de quem não houvesse expelido da cachola um cocô e sim um diamante. Almas caridosas podem alegar que ele talvez tenha querido dizer ideólogo retroativo, ideólogo atrasado de um regime esquecido. Se foi isso, tanto pior, pois é contraditório com a definição mesma de ideologia, a qual supõe a existência de uma possibilidade concreta de ação política, que os mortos não têm. Trazer de volta o governo Costa e Silva, ou Médici, não é ideologia: é espiritismo.
Todo o arremedo simiesco de raciocínio que o sr. Toledo apresenta no seu artigo é baseado na premissa, monstruosamente imbecil, de que comparar crimes menores e maiores é aprovar e aplaudir os menores. Se fosse assim, ó infeliz, o princípio fundamental do Direito Penal moderno, a proporcionalidade dos delitos e das penas, seria pura apologia dos pequenos delitos. Como diria o Reinaldo Azevedo: dá para entender ou quer que eu desenhe?
Curiosamente, ao impor que o regime de 1964 seja odiado ou adorado no todo, sem as nuances e atenuações que a ciência histórica exige, o homem que me chama de ideólogo estampa na própria testa o traço mais característico e mais repulsivo do propagandista ideológico: a compulsão de aprovar ou condenar em bloco, sem concessões à complexidade do real; a recusa peremptória de enxergar até as qualidades mais óbvias e patentes do inimigo.
Falando da esquerda pós-64, denuncio persistentemente seus crimes, mentiras e desvarios, mas nunca deixei de louvar, por exemplo, sua capacidade de autorrenovação, a rapidez e seriedade com que reagiu intelectualmente ao advento do novo regime – qualidades que faltam por completo à direita brasileira, ainda atônita e desnorteada vinte anos depois de cair do cavalo.
Do mesmo modo, eu perderia toda autoridade moral para denunciar as violências do regime militar se o preço disso fosse negar as prodigiosas realizações do governo Médici no campo econômico, ou a paz e segurança em que vivia a maior parte da população brasileira numa época em que os assaltos, sequestros e homicídios, inibidos em vez de protegidos pela autoridade, não chegavam a cinco por cento do que são hoje.
Para o sr. Toledo, o simples reconhecimento dos aspectos contraditórios da realidade é uma adesão entusiástica, uma tomada de posição ideológica.
É óbvio que um sujeito desses está completamente desqualificado para ser professor universitário, secundário ou primário. Seria doce ilusão esperar que uma mente tão tosca e esquemática percebesse a inexistência, na minha atitude para com os comunistas, daquele "mimetismo repulsor" que, segundo René Girard, caracteriza os ideólogos de partidos inimigos. Não imito sua retórica, não oponho, como os fascistas, um programa revolucionário a outro programa revolucionário, mas permaneço num plano de análise que as cabeças fumegantes dos cretinos de ambas as facções não podem enxergar, tão intoxicadas se encontram da urgência de destruir politicamente o adversário para tomar o seu lugar na hierarquia do poder.
Ele tem razão em não querer, como ele próprio diz, "jogar o meu jogo": um confronto intelectual entre a minha pessoa e a dele seria tão inconcebível quanto a luta entre um leão e um pé de banana. Recusando-se, com razão, a tão inviável disputa, o pé de banana nem por isso deixa de arrotar superioridade, jurando que meus artigos, de tão ruins, "não seriam aceitos por qualquer direção de jornal orientado por um criterioso manual de redação".
Quanto a isso tenho três observações:
(1) Nunca fui "aceito" em nenhum órgão de mídia, pois, ao contrário do sr. Toledo, nunca pedi para ser ali publicado. Fui, ao contrário, sempre convidado, e justamente por pessoas que julgaram dever fazê-lo porque haviam lido meus escritos.
(2) O sr. Toledo diz que só escrevo em blogs, mas estou aqui lhe oferecendo uma prova fisicamente visível de que escrevo no Diário do Comércio, sob a direção de Moisés Rabinovici, sem nenhum favor um dos mais competentes jornalistas brasileiros de todos os tempos. Caio Navarro de Toledo dando lições de jornalismo a Moisés Rabinovici é o Tiririca ensinando matemática a Kurt Gödel.
(3) Não sou um orgulhoso que despreze a opinião alheia, mas quando quero um julgamento do que faço, prefiro perguntar a quem sabe. Os maiores escritores brasileiros – Jorge Amado, Carlos Heitor Cony, Herberto Sales, Josué Montello, Antônio Olinto, Bruno Tolentino, Alberto da Cunha Melo, Ângelo Monteiro, Ariano Suassuna e não sei mais quantos – foram sempre unânimes em louvar nos termos mais entusiásticos o meu manejo do idioma, mesmo quando discordavam de alguma das minhas opiniões.
Em face disso, pergunto ao sr. Toledo que raio de manual de redação é esse que ele andou consultando. Suspeito que foi o Manual do Seu Creysson – ver "Seu Creysson, Vídia i Óbria", em http://desciclopedia.ws/wiki/ Seu_Creysson.
Olavo de Carvalho, 03 Janeiro 2012
Publicado no Diário do Comércio.
DEU NO JN: ERA TUDO MENTIRA DA DILMA
Muita mentira e muito marketing naquele 13 de janeiro de 2011...
"Houve no Brasil um absoluto desleixo em relação à população de baixa renda, que como não tinha onde morar foi morar em fundo de vale, beira de rio, beira de córrego e encosta de morro".
"Moradia em área de risco é a regra, não a exceção"
"E aí vou defender o presidente Lula e nós, Serginho, pois nós fizemos uma parceria. Fizemos o PAC em parceria com governos estaduais e prefeituras"
"Vamos fazer com que a reconstrução seja também um momento de prevenção. Agora temos de resgatar as pessoas, temos de reestruturar as condições de vida nas regiões atingidas"
”Nós vamos atender os desabrigados, os 5 mil, com algumas medidas. Uma delas é o aluguel social, a outra, estamos antecipando o Bolsa Família e o benefício da prestação continuada. Essa é uma ação específica para esse momento”
As frases acima foram proferidas por Dilma Rousseff, atualmente em férias, no dia 13 de janeiro de 2011, em visita as áreas atingidas pelas cheias no Rio de Janeiro.
Abaixo, matéria de hoje no Jornal Nacional, provando que o povo daquele estado foi vítima de um amontoado de mentiras oficiais. Nenhum tostão foi liberado. Nada foi feito. E agora, Dilma?
Um ano após a tragédia das chuvas na Região Serrana do Rio, municípios ainda aguardam pela verba prometida pelo governo para reassentar moradores de áreas de risco. Em 2011, a Secretaria estadual de Obras tinha no orçamento R$ 209.138.621,00 para esta finalidade. No entanto, segundo um documento do Sistema Integrado de Administração Financeira para estados e municípios, nenhum centavo foi empenhado.
O atual prefeito de Nova Friburgo, Sérgio Xavier (PMDB), afirma que não recebeu dinheiro do estado: “Especificamente, receber verba, nós não recebemos”, disse ele.
O secretário estadual de Obras, Hudson Braga, admitiu que o governo prometeu uma verba que não tinha: “Tinha o orçamento, mas fisicamente o dinheiro não existia, porque nós estávamos negociando com o governo federal a vinda desse recurso”, explicou ele. O governador Sérgio Cabral, que esteve nesta terça-feira (3) em Nova Friburgo, disse que houve outra dificuldade: “Encontrar terrenos seguros que depois de avaliação técnica nos permitisse fazer as obras necessárias por conta do governo do estado de infraestrutura, e o governo federal entrar com Minha Casa Minha Vida”, disse ele. Cabral ainda anunciou o início das obras de mais de dois mil apartamentos em Friburgo: “Semana que vem inicia-se as obras, são mais de 2 mil apartamentos aqui em Nova Friburgo, uma obra de, se não me engano, mais de R$ 300 milhões”, disse ele.
Ao visitar um dos bairros mais devastados pela catástrofe do ano passado é como se o tempo tivesse parado. O desempregado Eliezio Schuenck se emociona: “Muita tristeza, eu querendo ajudar pessoas a salvar vidas e não podia porque estava entrevado”, relembra ele. Na casa onde mora com a família, o papel da interdição ainda está colado na parede. A Defesa Civil esteve aqui poucos dias depois do temporal de janeiro passado. Há rachaduras nos cômodos. “Nos cômodos todinhos chove, a gente tira baldes e baldes d’ água. A gente não dorme, não consegue dormir, o meu medo é isso aqui cair, como é que a gente vai fazer?", disse a auxiliar de serviços gerais Norma Schuenck.
Há um ano, alguns moradores dizem sentir angústia e medo toda vez que chove: "Toda noite tem que sair de casa", disse o serralheiro Roberto Verli. Também em Friburgo, uma pedra gigantesca ameaça rolar do alto de um morro. Uma moradora disse que a prefeitura alega que não tem dinheiro e recurso para remover a pedra.
Assista aqui a reportagem do JN na íntegra.
Um dia depois, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, anunciava a liberação de R$ 100 milhões para o atendimento emergencial às cidades atingidas. O ministro afirmava:
"Os recursos estão sendo disponibilizados hoje, e 50% já estarão nas contas do Estado e dos municípios na segunda-feira."
Hoje os jornais publicam que 90% das verbas para prevenção de catástrofes foram direcionadas para o Pernambuco, estado do ministro.
3 de janeiro de 2012
coroneLeaks
"Houve no Brasil um absoluto desleixo em relação à população de baixa renda, que como não tinha onde morar foi morar em fundo de vale, beira de rio, beira de córrego e encosta de morro".
"Moradia em área de risco é a regra, não a exceção"
"E aí vou defender o presidente Lula e nós, Serginho, pois nós fizemos uma parceria. Fizemos o PAC em parceria com governos estaduais e prefeituras"
"Vamos fazer com que a reconstrução seja também um momento de prevenção. Agora temos de resgatar as pessoas, temos de reestruturar as condições de vida nas regiões atingidas"
”Nós vamos atender os desabrigados, os 5 mil, com algumas medidas. Uma delas é o aluguel social, a outra, estamos antecipando o Bolsa Família e o benefício da prestação continuada. Essa é uma ação específica para esse momento”
As frases acima foram proferidas por Dilma Rousseff, atualmente em férias, no dia 13 de janeiro de 2011, em visita as áreas atingidas pelas cheias no Rio de Janeiro.
Abaixo, matéria de hoje no Jornal Nacional, provando que o povo daquele estado foi vítima de um amontoado de mentiras oficiais. Nenhum tostão foi liberado. Nada foi feito. E agora, Dilma?
Um ano após a tragédia das chuvas na Região Serrana do Rio, municípios ainda aguardam pela verba prometida pelo governo para reassentar moradores de áreas de risco. Em 2011, a Secretaria estadual de Obras tinha no orçamento R$ 209.138.621,00 para esta finalidade. No entanto, segundo um documento do Sistema Integrado de Administração Financeira para estados e municípios, nenhum centavo foi empenhado.
O atual prefeito de Nova Friburgo, Sérgio Xavier (PMDB), afirma que não recebeu dinheiro do estado: “Especificamente, receber verba, nós não recebemos”, disse ele.
O secretário estadual de Obras, Hudson Braga, admitiu que o governo prometeu uma verba que não tinha: “Tinha o orçamento, mas fisicamente o dinheiro não existia, porque nós estávamos negociando com o governo federal a vinda desse recurso”, explicou ele. O governador Sérgio Cabral, que esteve nesta terça-feira (3) em Nova Friburgo, disse que houve outra dificuldade: “Encontrar terrenos seguros que depois de avaliação técnica nos permitisse fazer as obras necessárias por conta do governo do estado de infraestrutura, e o governo federal entrar com Minha Casa Minha Vida”, disse ele. Cabral ainda anunciou o início das obras de mais de dois mil apartamentos em Friburgo: “Semana que vem inicia-se as obras, são mais de 2 mil apartamentos aqui em Nova Friburgo, uma obra de, se não me engano, mais de R$ 300 milhões”, disse ele.
Ao visitar um dos bairros mais devastados pela catástrofe do ano passado é como se o tempo tivesse parado. O desempregado Eliezio Schuenck se emociona: “Muita tristeza, eu querendo ajudar pessoas a salvar vidas e não podia porque estava entrevado”, relembra ele. Na casa onde mora com a família, o papel da interdição ainda está colado na parede. A Defesa Civil esteve aqui poucos dias depois do temporal de janeiro passado. Há rachaduras nos cômodos. “Nos cômodos todinhos chove, a gente tira baldes e baldes d’ água. A gente não dorme, não consegue dormir, o meu medo é isso aqui cair, como é que a gente vai fazer?", disse a auxiliar de serviços gerais Norma Schuenck.
Há um ano, alguns moradores dizem sentir angústia e medo toda vez que chove: "Toda noite tem que sair de casa", disse o serralheiro Roberto Verli. Também em Friburgo, uma pedra gigantesca ameaça rolar do alto de um morro. Uma moradora disse que a prefeitura alega que não tem dinheiro e recurso para remover a pedra.
Assista aqui a reportagem do JN na íntegra.
Um dia depois, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, anunciava a liberação de R$ 100 milhões para o atendimento emergencial às cidades atingidas. O ministro afirmava:
"Os recursos estão sendo disponibilizados hoje, e 50% já estarão nas contas do Estado e dos municípios na segunda-feira."
Hoje os jornais publicam que 90% das verbas para prevenção de catástrofes foram direcionadas para o Pernambuco, estado do ministro.
3 de janeiro de 2012
coroneLeaks
POR QUE A PERDA DO CARGO É A ÚNICA PUNIÇÃO?
Ministros que caíram não são alvos de processos por corrupção ou improbidade administrativa
Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Pedro Novais (Turismo), Orlando Silva (Esporte), Carlos Lupi (Trabalho) e Wagner Rossi (Agricultura) saíram do governo Dilma por suspeita de corrupção.
A média foi de um ministro demitido a cada dois meses em 2011 por suspeita de corrupção. Eles apenas perderam seus cargos no alto escalão do governo, sem que até agora tenha sido esboçada qualquer punição contra eles.
Entre os ministros que perderam os cargos no primeiro ano do governo Dilma, Nelson Jobim (Defesa) foi o único a não ser envolvido em escândalos de corrupção.
3/01/2012
Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Pedro Novais (Turismo), Orlando Silva (Esporte), Carlos Lupi (Trabalho) e Wagner Rossi (Agricultura) saíram do governo Dilma por suspeita de corrupção.
A média foi de um ministro demitido a cada dois meses em 2011 por suspeita de corrupção. Eles apenas perderam seus cargos no alto escalão do governo, sem que até agora tenha sido esboçada qualquer punição contra eles.
Entre os ministros que perderam os cargos no primeiro ano do governo Dilma, Nelson Jobim (Defesa) foi o único a não ser envolvido em escândalos de corrupção.
3/01/2012
BIG BROTHER BRASIL
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ler a Bíblia, orar, meditar, passear com os filhos, ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
Um abismo chama outro abismo.
Luiz Fernando Veríssimo
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ler a Bíblia, orar, meditar, passear com os filhos, ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
Um abismo chama outro abismo.
Luiz Fernando Veríssimo
MILITARES BATENDO EM RETIRADA DA BASE NAVAL DE ARATU (BA)
Esta charge do Bruno Aziz foi feita originalmente para o
Oficiais hospedados ou com reserva no hotel de trânsito da base naval de Aratu (BA), onde Dilma curte o “recesso”, foram desalojados sem aviso pela Marinha, para dar lugar aos assessores da presidenta. Muitos saíram às pressas com as famílias. Um oficial aposentado conta que ignoraram sua reserva, batendo em retirada às 2h da manhã. Mais sortudos abrigaram-se nas residências funcionais de colegas.
* * *
Além de diárias e taxas a preços reduzidos, os oficiais da Marinha também perderam o direito à praia de Inema, “fechada” para Dilma.
* * *
O episódio revoltou militares: ex-comandante militar do Nordeste, o general José Carlos Leite Filho chamou de “capachos” quem autorizou.
(Claudio Humberto)
Oficiais hospedados ou com reserva no hotel de trânsito da base naval de Aratu (BA), onde Dilma curte o “recesso”, foram desalojados sem aviso pela Marinha, para dar lugar aos assessores da presidenta. Muitos saíram às pressas com as famílias. Um oficial aposentado conta que ignoraram sua reserva, batendo em retirada às 2h da manhã. Mais sortudos abrigaram-se nas residências funcionais de colegas.
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Além de diárias e taxas a preços reduzidos, os oficiais da Marinha também perderam o direito à praia de Inema, “fechada” para Dilma.
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O episódio revoltou militares: ex-comandante militar do Nordeste, o general José Carlos Leite Filho chamou de “capachos” quem autorizou.
(Claudio Humberto)
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