"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



domingo, 28 de outubro de 2012

PARA SE FALAR SOBRE O ABORTO

    
          Artigos - Aborto 
Para se falar sobre o aborto é necessário ter em mente algumas verdades indispensáveis:
 
1) O aborto é, sim, assassinato;
 
2) Portanto, o aborto é sempre inaceitável, a não ser que manifesta e inequivocamente haja a necessidade de se optar entre a vida da criança e a vida da mãe;
 
3) Em caso de estupro a criança gerada pode ser dada para adoção; a permissão do aborto em caso de estupro pelo Código Penal torna esta forma de aborto legal, mas não a torna ética;
 
4) A mulher tem direitos sobre seu próprio corpo, mas não tem direitos sobre os direitos do outro ser humano que está dentro dela, o qual tem direito inalienável à vida e à proteção;
 
5) Os sentimentos da gestante não podem ser levados em consideração na questão do aborto, mas tais sentimentos precisam ser trabalhados de modo a se adequarem ao direito à vida de que é sujeito a criança, e não subordinar essa questão ética fundamental à flutuação dos humores da gestante; a ciência psicológica dever servir para trabalhar tais sentimentos para se adequarem a patamares mais altos de valorização da vida; ninguém precisa de um profissional da psicologia para validar o desejo de abortar, pois essa validação pode ser feita por qualquer pessoa com qualquer nível de escolaridade; para isso basta dizer “minha filha, faça o que te faz sentir bem”;
 
6) Combater a mentira tão divulgada de que o número de mães que morrem em conseqüência de abortos clandestinos ou caseiros tem proporções epidêmicas; a campanha para resolver o problema de não tão numerosas mortes não é a legalização do aborto, mas um política de promoção de valores familiares e de paternidade e maternidade responsáveis;
 
7) Entender que as crianças abandonadas hoje não deveriam ter sido abortadas, mas devem ser adotadas pelos muitos casais sem filhos em busca de adoção;
 
8) Entender também que as crianças que estão abandonadas o estão por causa da promiscuidade sexual, e não por precárias condições financeiras; pobre cria um ou cria dez; assim foi com nossos avós em gerações passadas; como não estamos em guerra para haver grande quantidade de órfãos, as crianças abandonadas são resultado da promiscuidade sexual e da irresponsabilidade de homens e de mulheres e, por mais que seja politicamente incorreto dizer isso, mais da irresponsabilidade das mulheres, já que o corpo que portará um novo ser humano é delas e está sob o controle delas com os modernos métodos contraceptivos não abortivos; por desleixo ou intencionalmente a mulher permite que uma gravidez ocorra em uma relação fortuita, e depois quer reivindicar direito de matar o ser humano que está em seu ventre.

Todas essas verdades são muito desagradáveis de se ouvir, mas sem reconhecê-las, não é possível nenhuma discussão séria sobre o aborto. No presente caso a ideologia feminista falseia a verdade; as ideologias de esquerda que culpam os contextos sócio-econômicos mentem ainda mais. É preciso vencer a cegueira promovida pelas ideologias para que se possa enxergar o problema com objetividade e não para justificar sofismas.


Escrito por Cláudio Machado Pombal


Cláudio Machado Pombal
é pastor presbiteriano.

POUCO IMPORTA QUEM VENÇA, URNA NEM CONDENA NEM ABSOLVE CORRUPTORES E QUADRILHEIROS

 
É evidente que o PT já está com o discurso na ponta da língua. Caso seu candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, vença a disputa, o partido tentará transformar essa vitória numa espécie de absolvição dos mensaleiros.
Tudo muito de acordo com a moral da tropa: até o último voto ser digitado na urna, cumpre sustentar que eleição e mensalão são como água e óleo e não se misturam. Em caso de vitória, aí é o caso de fazer a mistura homogênea e apontar o dedo para o Supremo…
 
Vamos ver como decidirá a maioria do eleitorado paulistano. Qualquer que seja o resultado, ele tinha todos os elementos necessários para decidir. Não será o resultado a definir se o tucano José Serra fez bem ou mal em tratar do mensalão na campanha. Fez bem! Tivesse ignorado o tema, alguns eventuais insatisfeitos de agora diriam: “Mais uma campanha despolitizada!”.
De resto, não faltaram propostas para os problemas da cidade — às pencas. A questão é bem maior e bem mais ampla do que a campanha na TV. Ao longo dos dias, é certo que voltarei bastante a esse assunto, qualquer que seja o resultado.
 
Retomo o eixo,
 
Se uma vitória em São Paulo corresponderia à absolvição dos mensaleiros, as derrotas do partido (de Lula e da presidente Dilma Rousseff), Brasil afora, são, então, o quê? A condenação? Ora… É bom ter princípios. É bom pensar segundo fundamentos. Meu texto de estreia na VEJA, na edição de 6 de setembro de 2006, tem este título: “Urna não é tribunal. Não absolve ninguém
 
Quem absolve e quem condena é a Justiça, não as ruas ou as urnas. Essa Justiça pode estar ou não de acordo com as expectativas de amplas maiorias. Isso é irrelevante. Sim, é saudável que um tribunal tenha ciência de que a percepção média do brasileiro — fundada em fatos — é a de que há impunidade no país. Há muitos motivos, de várias naturezas, que concorrem pra isso.
 
Não vou me ater à questão agora. Ter o tribunal essa consciência, sabedor de que o Poder Judiciário lida com os anseios, aspirações e utopias de milhões de pessoas, é um dever. A Justiça não existe no vácuo nem existe para si mesma. As pessoas é que lhe dão sentido.
O Judiciário não é uma celebração de códigos frios, que vivam de reverenciar uns aos outros. É o mais, como direi?, encarnado dos Poderes. É ele que permite que vivamos, efetivamente, em sociedade.
 
No julgamento do mensalão, vários ministros demonstraram ter clareza de seu papel. Entenderam que a ordem jurídica não pode aceitar que os “marginais do poder”, como os definiu Celso de Mello, assaltem os cofres e a institucionalidade. A maioria dos membros do Supremo parece atenta aos anseios de milhões, que querem um país mais digno, e todas as suas decisões, por isso mesmo, foram pautadas PELAS LEIS.
 
Decisões do Poder Judiciário nem são referendadas nem são revogadas pelas urnas.
Vença Serra ou vença Haddad, o fato inequívoco é que José Dirceu e José Genoino foram condenados, com base nos autos e nas leis democráticas do Brasil, por corrupção ativa e formação de quadrilha. E ponto!
 
Tanto é assim que o advogado de Dirceu encaminhou ao Supremo um pedido de pena mais branda para seu cliente em razão de sua suposta relevância social. Fosse como quer o PT, poder-se-ia esperar a eventual vitória de Haddad e encaminhar a solicitação ao eleitorado…
 
28 de outubro de 2012
Por Reinaldo Azevedo

LIXO MORAL

Homem de Lula começa a pressionar Dilma para conceder indulto a mensaleiros e sugere que Joaquim Barbosa estaria obrigado a inocentar réus porque é negro!

Paulo Vannuchi, ex-ministro dos Direitos Humanos, demonstra que continua com a biruta tão certa como quando aderiu à cartilha terrorista de Carlos Marighella ou tentou censurar a imprensa, extinguir a propriedade privada no campo, legalizar o aborto e perseguir os crucifixos por meio de um decreto — o tal “Plano Nacional-Socialista de Direitos Humanos”.
 
Como os petistas perceberam que, não importa a barbaridade que digam, vão ser mesmo notícia — e com destaque! —, eles vão perdendo a mão. E a declaração da véspera é sempre menos estúpida do que a do dia seguinte e mais do que a do dia anterior. Há uma escalada.
 
Leio na Folha que Vannuchi comparou a condenação de José Dirceu e de José Genoino à extradição de Olga Benário para a Alemanha nazista: “Dirceu e Genoino foram condenados sem provas num julgamento contaminado. Isso vai entrar para a galeria de erros históricos do Supremo, ao lado da expulsão de Olga Benário”. É espantoso!
 
Uma nota antes que continue: Olga Benário não foi aquela heroína sem mácula do livro perturbado do ainda mais perturbado Fernando Morais. Aquilo é pura mistificação! Estava no Brasil a serviço da Internacional Comunista para instaurar aqui a “ditadura do proletariado”. Felizmente, deu tudo errado.
Mas é evidente que a extradição de uma judia comunista para a Alemanha nazista correspondia a uma sentença de morte — embora as condições formais para a extradição estivessem dadas. E assim decidiu o STF em 1936. Getúlio poderia ter-lhe concedido o indulto, mas tinha simpatias pelo regime nazista e não o fez. Olga estava grávida de Anita Leocádia, única filha do casal, que nasceu na prisão e foi entregue à avô paterna. Em 1942, foi assassinada no campo de extermínio de Bernburg.
 
Em 1936, o Brasil ainda não era uma ditadura plena, mas estava a caminho. No ano seguinte, Getúlio dá o golpe do Estado Novo, de óbvia inspiração fascista. É evidente que Olga, ainda que as condições legais estivessem dadas, jamais poderia ter sido extraditada. Era uma pena de morte. Naquele caso, sim, à diferença da comparação intelectualmente delinquente de Vannuchi, o Supremo fez o que queria o protoditador.
 
Desta feita, no Brasil, deu-se o contrário. Os ministros do Supremo Tribunal Federal tomaram as decisões de acordo com a lei, independentemente de pressões políticas. Agiram segundo a lei, não segundo a vontade do Poder Executivo ou de um partido político.
 
Fala moral e politicamente dolosa

A fala de Vannuchi é mais moral e politicamente dolosa do que parece. Na verdade, está plantando na militância petista a pressão para que a presidente Dilma conceda indulto aos réus do mensalão, entenderam? Está convidando a presidente a fazer, na sua comparação transtornada, o que Getúlio não fez. A questão nada irrelevante é que o Brasil é uma democracia plena, e Dirceu e Genoino não foram condenados à morte.
Vannuchi disse outra coisa espantosa:

“O Judiciário deve ser um poder contramajoritário. É ele quem segura a multidão que quer matar os judeus, que quer matar os negros. Aqui aconteceu o contrário. Os ministros aderiram a um clamor para condenar”.
 
Comecemos pelo óbvio. O homem de Lula está se referindo de forma oblíqua, o que é asqueroso, à cor da pele do ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão, que é negro. O que este senhor, que já cuidou da pasta dos Direitos Humanos (!) está a dizer é que o ministro teria a obrigação de absolver os réus. No fim das contas, seria uma “vítima da história” — um negro! — absolvendo outras vítimas: os mensaleiros. Vannuchi, este notável humanista, acha que a cor da pele do relator o impede de ser independente para, seguindo as leis, condenar ou absolver.
 
De resto, essa história de o Supremo ser um poder contramajoritário é de uma tolice estupenda. O Poder Judiciário não tem de ser nem a favor das vagas de opinião nem contra elas. Tem é de se ater aos rigores da lei.
Fosse como quer este senhor, os juízes tomariam a temperatura das ruas antes de decidir e fariam sempre o contrário do que pretende o senso comum. Justamente porque as ruas ora estão certas, ora erradas, cabe fugir do alarido e se ater aos fundamentos inscritos na Constituição e nos códigos legais. Como fez o Supremo.
 
Quanto mais falam os petistas, mais evidente fica a necessidade de o Supremo deixar claro que não ouve nem a voz rouca das ruas nem a voz estridente dos poderosos. Que ouça apenas a voz clara da lei.
Para arrematar: Vannuchi pode não ser racista, mas a inspiração de suas ilações é. Quando se sugere que a cor da pele de uma pessoa a obriga a tomar uma determinada decisão, é evidente que se está a dizer que uma condição natural a fez, desde sempre, menos livre. Eis o partido que institui cotas raciais nas universidades federais e agora as quer também no serviço público.
 
É um partido que quer deixar claro que gosta dos negros. Desde que sejam negros disciplinados, obedientes e dóceis!
Essa gente é um lixo moral!
 
28 de outubro de 2012
Por Reinaldo Azevedo

AEROMOVEL - TRIUNFO DA BUROCRACIA OU TRAIÇÃO A SERVIÇO DAS MULTINACIONAIS?


Na década de 60, Oskar Coester, um técnico aeronáutico, recebeu um desafio do presidente da Varig: "criar um sistema de transporte para seus passageiros, dos centros das grandes cidades até seus aeroportos em menos tempo do que os jatos levavam de uma cidade a outra". O sistema deveria ter "baixo custo de implantação e operação; ser seguro, confortável, confiável, rápido e não conflitar com o tráfego de superfície".
 
Ao observar um vagonete que rodava sobre trilhos, movido a vento como um barco, pela adaptação de um mastro e uma vela no trapiche do porto de Rio Grande (RS), Coester teve ali sua grande inspiração.
 
O vento seria produzido por um ventilador industrial comum acionado por um motor elétrico trifásico de baixa voltagem. Viria por um duto embaixo do trilhos. Se construído em um elevado evitaria interferir com o trânsito de superfície, Pronto, estava inventado o melhor sistema para o transporte urbano de passageiros.
 
O diretor da então Empresa Brasileira de Transporte Urbano encampou a idéia, e um aeromóvel construído em caráter experimental passou a funcionar em 1983 em Porto Alegre. Na linha simples conseguia a velocidade de 80 km por hora e o transporte de 136 passageiros por veículo articulado, (características desejadas) — nada impedindo que ele pudesse viajar muito mais rápido e com veículos de muito maior capacidade de transporte que este protótipo, mas... Cloraldino Severo substituiu o então ministro Eliseu Rezende e acabou com o projeto.
Por mais estranho que possa parecer Cloraldino Severo destruiu o protótipo e a linha e proibiu a os funcionários de falarem sobre o assunto e mandou queimar todo o material informativo sobre o aeromóvel existente no Ministério.
 
Cloraldino Severo foi forçado a dar explicações à sociedade gaúcha sobre os motivos que o levaram a boicotar o projeto. Resumindo as justificativas do ministro dos Transportes de Figueiredo para tão impatrióticos atos: ele disse ter suspenso o financiamento ao projeto por não acreditar que um "alemãozinho", em uma oficina de fundo de quintal, pudesse desenvolver um sistema de transporte coletivo de passageiros que viesse a competir com os sistemas já em uso, produzidos pelas grandes empresas multinacionais.
 
Já nessa época, o Estado brasileiro estava começando a ser demolido com a colaboração e o trabalho da cúpula da burocracia estatal e dos políticos cooptados e submetidos às determinações da nova "ordem". Ainda houve um ensaio de retomada do projeto, na nova República, inviabilizado pela inflação galopante.
 
No nosso País não deu, mas sim no estrangeiro: Coester implantou em 1989 numa linha de 3,5 km num parque de Jacarta (Indonésia), onde há centros de convenção, prédios culturais e uma universidade. Até hoje em operação comercial, e já transportou, sem falhas, mais de 14 milhões de passageiros.
 
Hoje todos aparentam estar preocupados com os transportes urbanos para a Copa – eis uma oportunidade. Seria possível revolucionar o transporte coletivo no país, estimular a indústria genuinamente brasileira e gerar milhares de empregos com salários compatíveis às necessidades da população, através da ação combinada e coordenada de alguns de seus ministérios.
 
O aeromóvel foi concebido para ser construído e implantado sem a necessidade da importação de um único parafuso, portanto, beneficiando 100% a indústria nacional — tanto a da construção civil, a metalúrgica, a eletroeletrônica, a de autopeças e a mecânica, além da exportação, como já ficou demonstrado em Jacarta, e o preço do transporte por passageiro através do aeromóvel fica até três vezes menor do que o pago em qualquer linha de ônibus que cumpre o mesmo percurso
 
É claro, isto não interessa ao FMI ao Banco Mundial, ao BIRD e ao sistema financeiro, às poderosas corporações mundiais da área do transporte, à indústria (estrangeira) do petróleo, às concessionárias do transporte coletivo urbano às prefeituras com interesse na continuidade espúrios; à indústria automobilística, fabricante de chassis para ônibus; às distribuidoras estrangeiras de petróleo; aos fabricantes de pneus etc.; e ao Diálogo Interamericano, através de seus agentes e outros tantos. Para implantar este projeto (como para outros tantos­) é preciso coragem. Desde o Presidente Geisel não temos outro de coragem como a atual governante. Teria ela coragem para isto?
 
28 de outubro de 2012
Gélio Fregapani
 
Fonte: Comentário 149

DAS URNAS DE HOJE, SURGE A PRIMEIRA PRÉVIA PARA 2014

 

Das urnas do segundo turno das eleições municipais em grandes cidades, vão surgir as primeiras prévias para as eleições de 2014, envolvendo a presidência da República e os governos estaduais. Definido o quadro da cidade de São Paulo, evidenciam-se três realidades.
A manutenção da força do PT de Dilma Rousseff e Lula, a ascensão do PSB de Eduardo Campos, vitorioso em Belo Horizonte com Mário Lacerda, com apoio total de Aécio Neves que se firma em Minas, e o declínio do PSDB de José Serra. Fernando Henrique Cardoso é também atingido pela derrota de seu correligionário, mas pelo fato de já haver lançado Aécio para enfrentar Dilma, mantém-se na superfície.



A derrota de Serra para Fernando Haddad reflete na posição de Geraldo Alckmin que daqui a dois anos busca a reeleição, provavelmente enfrentando a ministra Marta Suplicy, nome de maior densidade eleitoral do PT em São Paulo. Afinal de contas, ela terminou apoiando Fernando Haddad e assim se alinhando com o comando do ex-presidente Lula. Entretanto, já surgiram notícias na imprensa revelando que Lula pretende lançar o prefeito Luis Marinho.

Há outros nomes ganhando evidência, como o do governador Sérgio Cabral, no plano nacional, da ministra Gleisi Hoffman, no Paraná, do senador Lindberg Farias no estado do Rio de Janeiro.
Vamos ver o que as urnas revelam no final da noite.


O mensalão não teve influência, sequer as declarações de Marcos Valério que a Veja publicou sensibilizam o eleitorado. Figuras do PT foram atingidas, o Partido dos Trabalhadores não, como na semana que se encerra o professor Demétrio Magnoli publicou no Globo. Dilma e Lula muito menos.

Em matéria de PT, inclusive, a única divergência pode ocorrer da parte de Lindberg Farias e sua corrente. Nos demais estados, impera a unidade. Tampouco poderia ser o contrário diante da alta aprovação popular da presidente da República.

A ascensão do governador Eduardo Campos é forte, mas não ao ponto de, hoje, suplantar a força do governo federal. Sua articulação atual e aproximação com Aécio Neves pode funcionar até como um lance para valorizar mais sua figura pessoal e também despertar maior atenção do Palácio do Planalto. Sem dúvida, ele é um sucesso. Mas não parece provável que chegue ao ponto de lhe proporcionar uma posição no primeiro plano político do país.

Poderá até concorrer à presidência da República, se Aécio disputar também, numa tentativa de levar o pleito para um segundo turno. Mas vamos conferir primeiro o que o voto nas urnas apresentarem. Há disputas apertadas, porém na capital paulista e em Curitiba as pesquisas antecipam os resultados em favor de Haddad e Fruet. A política segue o seu curso. Como sempre.

O SISTEMA ELEITORAL BRASILEIRO PRECISA DE REFORMULAÇÕES

 

A reforma política é urgente e, se continuar pendente, pode acarretar sérios prejuízos à democracia brasileira.



O sistema de votação para o Poder Legislativo é um dos pontos que precisam ser repensados. O sistema de financiamento das campanhas é outro ponto que merece atenção. Mas, encerrado o primeiro turno das eleições municipais, fica evidente a necessidade de se estudar também a propaganda eleitoral na mídia eletrônica (rádio e televisão).

O primeiro questionamento que se faz é a necessidade de realmente a propaganda ser gratuita e obrigatória para todas as emissoras. Alternativas como a exibição apenas nas emissoras públicas não podem ser desprezadas. O eleitor precisa ter o direito de decidir se quer o não assistir a campanha.

Como, atualmente, a propaganda é exibida por todas as emissoras da TV aberta, a única opção do eleitor que não quer saber da campanha é desligar seu aparelho, exceto no caso de ele possuir uma assinatura de TV a cabo. Essa obrigatoriedade parece ser mesmo uma herança do período de ditadura, quando a cidadania está relacionada apenas aos deveres e havia reconhecimento do direito, exceto o de ficar calado.

Mas o programas eleitorais ainda têm outros pontos questionáveis. A divisão de tempo entre os partidos segue uma lógica que oprime os partidos menores. Hoje que tem mais representatividade tem mais tempo, o que impõe um ciclo vicioso, no qual os que já possuem muito têm mais oportunidades de ter mais.
Ou seja, partidos grandes conseguem crescer mais do que os pequenos. É uma lógica predatória, parecida com a famosa cláusula de barreira, que foi tão combatida pelas legendas menores.

###

PROPAGANDA ENGANOSA

Mas ainda existeM outros pontos nessa discussão. Além do tempo, o conteúdo dos programas também precisa ser questionado. O caráter ficcional das imagens externas, embora já seja inibido pela atual legislação, persiste.
Imagens de hospitais e postos de saúde vazios – sem nenhuma fila -, escolas perfeitas – com mobiliário novo, material escolar abundante espalhado pelas mesas, merenda farta e colorida nos pratos e tigelas dos alunos e professores felizes – ainda são predominantes nos programas.

Os personagens, quase sempre depoentes, são só elogios. É como se o mundo do candidato fosse algum muito diferente daquele em que está inserido o eleitor.

As mazelas, que são apresentadas somente pelos candidatos oposicionistas, não rendem boas imagens e programas atrativos, apesar de estarem muito mais próximas das realidade.

A questão é determinar se ficção é apenas a montagem de uma cena ou a escolha de situações específicas que podem beneficiar um ou outro candidato.

(Transcrito do jornal O Tempo)

PUNIÇÃO AO ATLÉTICO MINEIRO É RIDÍCULA

 

É ridículo, absurdo, o Atlético ser punido por causa das faixas no estádio. Não houve incitação da violência.
A vitória do Fluminense, contra o Coritiba, em um jogo equilibrado, em que poderia ter perdido, abala as esperanças do Atlético. Mesmo se o Flu perder dois dos cinco jogos que lhe restam, será dificílimo o Galo ganhar todas as seis partidas.

Está duro ver o Cruzeiro jogar. O time não consegue trocar passes nem criar jogadas de gol. Corre, marca e faz faltas.

Vai ganhar o triste troféu do time que faz mais faltas no Brasileirão. Se estava ruim com Montillo, muito pior sem ele. Como não há mais chances, apenas matemáticas, de conseguir vaga na Libertadores e de cair para a Segunda Divisão, os jogos tendem a ser cada vez piores.

FORTALEZA E MACAPÁ TÊM A DISPUTA MAIS APERTADA, NAS CAPITAIS

 

Elmano de Freitas (PT) e Roberto Cláudio (PSB), de Fortaleza, têm 50% dos votos válidos cada, segundo o Datafolha. Macapá está na mesma situação: os candidatos Clécio Luis (Psol) como Roberto Goes (PDT) aparecem com metade dos votos válidos, diz o Ibope.

Empate técnico em Florianópolis. O Ibope mostra Cesar Souza Junior (PSD) com 51% das intenções de votos, enquanto o rival Gean Loureiro (PMDB) tem 49%. Pela margem de erro de dois pontos, os candidatos estão tecnicamente empatados.

Outro empate técnico em Rio Branco. De acordo com o Ibope, Marcus Alexandre (PT) tem 53% dos votos; Tião Bocalom (PSDB) aparece com 47% nas intenções do eleitorado, com margem de erro é de quatro pontos percentuais.

Mais um empate técnico. Em Teresina, capital do Piauí, Firmino Filho (PSDB) tem 54% das intenções de voto, deixando Elmano Férrer (PTB) com 46%. Mas a margem de erro também é de quatro pontos.

Em Salvador, a última pesquisa Ibope mostraACM Neto (DEM) 10 pontos à frente de Nelson Pelegrino (PT).

PT E PSDB DEVEM MANTER HEGEMONIA NAS GRANDES CIDADES

 

O resultado do primeiro turno e as últimas pesquisas de intenção de voto mostram que PT e PSDB devem manter a hegemonia nas maiores cidades do país. Os dois partidos comandam 37 dos 85 mais relevantes municípios brasileiros. Ambos têm chance de manter esse número, com leves variações.
Hoje o PT de Lula e da presidente Dilma Rousseff controla 22 dessas grandes prefeituras – poderá ficar, no máximo, com 20. Os tucanos, que lideram a oposição, estão em 15 cidades e podem ir a 17.

Levando-se em conta só as 26 capitais, o PT pode levar São Paulo, mas não repetirá o feito de 2004, quando venceu em nove das 26 capitais. Nas capitais, há uma lenta e gradual redução do PT, que pode ser bem compensada neste ano com a possível conquista de São Paulo. Em 2008, caíram para seis as capitais conquistadas. Hoje, a sigla tem sete.

Nas eleições deste ano, o PT já elegeu um prefeito de capital (Paulo Garcia, em Goiânia). Hoje, outros cinco petistas têm chance de vitória. Ou seja, no máximo a sigla do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff terá seis capitais sob seu domínio a partir de 2013.

Essa estagnação do crescimento do PT em capitais é compensada com folga pela virtual vitória de Fernando Haddad em São Paulo, com 8,6 milhões de eleitores.

Ainda assim, a legenda havia dado mostras de que sua rota de crescimento seria constante a partir do final dos anos 90. Mas a fragmentação partidária impede que uma única agremiação política domine as prefeituras de capitais. Essas cidades são cobiçadas pela repercussão garantida que conferem na mídia aos seus prefeitos. Esse é sempre o segundo cargo político mais relevante no Estado depois do governador.

Hoje, dez agremiações diferentes governam as 26 capitais – e em uma delas o prefeito está sem partido. Se as pesquisas se confirmarem, essa dispersão deve ficar inalterada ou até aumentar. Treze partidos têm chances de eleger prefeitos nas capitais.

SCHWARZENEGGER VOLTARÁ A VIVER CONAN NO CINEMA

 

COMEÇA UM NOVO CAPÍTULO

 

Euforia de uns, ranger de dentes de outros, mas a verdade é que conhecidos os resultados das eleições de hoje, para prefeito nas cidades onde se exigiu segundo turno, começa amanhã capítulo político fundamental para o futuro do país. Saem de campo as preocupações municipais, entram as estaduais e a nacional.



De agora em diante farão planos em tempo integral os aspirantes aos governos estaduais, ao Congresso e às Assembléias Estaduais e, em especial, ao palácio do Planalto.

Poucos duvidam de que Dilma Rousseff será candidata a um segundo mandato, ainda que alguns companheiros, mal-satisfeitos com a presidente, venham a insistir para o Lula se apresentar. Como o antecessor já enfatizou incontáveis vezes dever a sucessora disputar a reeleição, afasta-se a hipótese de que obtenha sucesso o ressentimento de petistas frustrados por não haver ocupado o poder como imaginaram.

Até agora a presidente não avançou uma só palavra a respeito de concorrer em 2014, ainda que a natureza das coisas deva seguir seu rumo sem percalços. Estaria até agendada a mesma aliança de 2010 com o PMDB, permanecendo Michel Temer de vice-presidente, no caso de Dilma sair vitoriosa. Coisa muito provável, até, caso não sobrevenham inusitados.

Há expectativa com relação ao comportamento das forças afins. O Partido Socialista, por exemplo, cresceu bastante nas eleições municipais e na ambição de seu presidente, o governador Eduardo Campos, de Pernambuco. A mosca azul anda solta, podendo o neto de Miguel Arraes arriscar sua candidatura antecipada, mesmo precisando bater de frente com Dilma. Abre-se também a possibilidade dele aliar-se a outro neto, no caso Aécio Neves, numa dobradinha oposicionista. Ou será que vai virar ministro no segundo governo da atual presidente?

Uma certa dose de inconformismo, quem sabe moeda de troca, circula no PTB, no PR, no PP e no PDT, que formam na base do governo. Perderam mais espaço do que ganharam, ao longo dos últimos dois anos e gostariam, pelo menos, de recuperar o tempo perdido. Traduzindo: para apoiar a reeleição de Dilma, seus dirigentes querem ministérios e cargos, ainda mais porque os hoje ocupados pelos partidos não rezam pela cartilha dos caciques. Ameaçam com a passagem para o outro lado, mas sem muita convicção. Quanto a lançarem candidatos próprios, nem pensar. Falta-lhes densidade.

No PSDB, a oposição real, prevalece a já referida natureza das coisas: o candidato deve ser o atual senador e ex-governador de Minas, ainda que os paulistas se ressintam de perder a hegemonia.

Geraldo Alckmin andou assustando ao admitir que poderá candidatar-se, mas a questão parece ornitológica, isto é, ligada às pombas: melhor uma na mão do que duas voando. O governador de São Paulo dispõe de boas condições para reeleger-se. José Serra, por motivos diversos, ficará de fora.

Deixando para outro dia a análise das inúmeras disputas para governador, bem como as previsões a respeito de quem poderá fazer maioria na Câmara e no Senado, sobra apenas um coringa nas cartas sucessórias: será fogo de palha essa súbita admiração nacional pelo ministro Joaquim Barbosa? Ou cederá o já agora novo presidente do Supremo Tribunal Federal à tentação de mudar de lugar na Praça dos Três Poderes? Impossível a opção não é, ainda que inusitada.

QUAIS SÃO E ONDE ESTÃO AS RAÍZES DA VIOLÊNCIA URBANA?

 

Numa noite, doze acidentes graves com ônibus no Rio, reportagem de Vera Araujo, O Globo de sexta-feira. Manchete principal do jornal. Crescimento incrível de assassinatos na cidade de São Paulo este ano em relação a 2011. Manchete principal também da Folha de São Paulo, matéria de Afonso Benites e Rogério Pagnan. A violência cresce e onde se localizam suas raízes? É a pergunta, já que pesquisas do IBOPE e Datafolha apontam índices de aprovação do governo Dilma Rousseff e da imagem pessoal da presidente.



O desemprego recuou, estamos em ano eleitoral, quando sempre esperanças se renovam. Mas a síntese da realidade não traduz essas manifestações. O que estará se passando? É indispensável um levantamento conjunto e profundo, uma pesquisa múltipla econômica e social que forneça as bases para um mapeamento que possa conduzir a uma interpretação ampla da fase que o país está vivendo.

Se todas as coisas que sucedem decorrem de razões concretas, é fundamental identificar-se tais razões. O problema não é de apenas segurança pública, mas de um conceito mais geral do que ela represente.
Pois não se pode pensar somente na repressão, esta sucede o ato violento. Tem que ser feita, é indispensável. Porém mais importante é como evitar a violação das leis e regras sociais. Trata-se de convivência entre seres humanos. Entendimento para evitar a deflagração de uma guerra urbana, que atinge os principais centros do país.

É fundamental colocar-se instrumentos de controle preventivo nos eixos que se apresentam descontrolados. De todas as guerras, a urbana é a mais difícil e perigosa. Inclusive porque ela é declarada e praticada sem aviso, a qualquer momento, em qualquer lugar.
O perigo está em toda a parte. Não é antecedido de aviso. De explicação lógica. Em nenhum local do mundo as forças de segurança podem estar em todos os pontos. Só a mensagem social veiculada pelos meios de comunicação.

Tem de ser a partir daí com o suporte de um sistema preventivo mais presente. Por isso é que se impõe o mapeamento das cidades, através de uma convergência reunindo em conjunto o Palácio do Planalto, os governos estaduais e municipais.

O meio ambiente tem que ser incluído, da mesma forma a habitação, as condições de moradia, de transporte, de assistência à saúde. Esta colocação pode parecer um sonho e talvez até seja. Mas é o único caminho para integrar as administrações públicas à população de modo geral.

O IBGE apontou a queda do nível de desemprego este ano. Miriam Leitão cimentou em sua coluna no Globo . Um avanço, mas que por si só mão resolve o gigantesco desafio colocado no momento. É preciso muito mais. Não se trata de zerar os conflitos. Mas reduzi-los. Ao contrário do que está acontecendo e colocando em risco a estrutura social, expondo-a a abalos seguidos. Uma crise que não está sendo vista como tal, incluindo sua dimensão exata.

QUEM É A SOCIEDADE INTERAMERICANA DE IMPRENSA - SIP

 


O dirigente do Grupo Estado, Júlio César Mesquita, não escondeu sua frustração. Diante da cadeira vazia na cerimônia de abertura da 68ª Assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa, comparou a atitude da atual presidente a de seus antecessores, Ernesto Geisel e Fernando Collor, nos dois convescotes da agremiação anteriormente por aqui realizados.
A comparação pode ser estapafúrdia, mas o rancor tem sua razão de ser. As famílias que controlam os meios de comunicação na região, sem aliados importantes além dos Estados Unidos, ambicionavam aval implícito de Dilma Rousseff para sua ofensiva contra políticas de democratização e regulação levadas a cabo por diversos governos progressistas.

Apesar de sua administração manter intactos os privilégios dos monopólios de imprensa, a presidente pode ter sido eloquente ao dar silencioso bolo no evento dos marajás da informação. Como não foram tornados públicos os motivos dessa decisão, é natural que provoquem especulações. Uma abordagem possível remete à trajetória da associação. A SIP, afinal, congrega a fatia mais ativa e influente das elites continentais, com expressiva folha de serviços prestados às ditaduras.

Fundada nos EUA em 1946, a entidade teve papel fundamental durante a Guerra Fria. Empenhou-se com afinco a etiquetar como “antidemocráticos” os governos latino-americanos que não se alinhavam com a Casa Branca. Constituiu-se em peça decisiva do clima psicológico que antecedeu levantes militares no continente entre os anos 60 e 80.

Entre seus membros mais proeminentes, por exemplo, está o diário chileno El Mercurio, comprometido até a medula com a derrubada do presidente constitucional Salvador Allende, em 1973, e a ditadura do general Augusto Pinochet. Outros grupos filiados são os argentinos La Nación e El Clarín, apoiadores de primeira hora do sanguinário golpe de 1976.

###

A LISTA É LONGA

O vetusto matutino da família Mesquita, O Estado de S. Paulo, também foi adepto estridente das fileiras anticonstitucionais, clamando e aplaudindo, em 1964, complô contra o presidente João Goulart. Mas não foi atitude solitária: outras empresas brasileiras de comunicação, igualmente inscritas na SIP, seguiram a mesma trilha.

Seus feitos, porém, não fazem parte apenas da história. Estes veículos, mais recentemente, apoiaram o golpe contra o presidente Hugo Chávez (2002), a derrocada do hondurenho Manuel Zelaya (2009) e o afastamento ilegal do paraguaio Fernando Lugo (2012). Funcionam, a bem da verdade, como uma aliança intercontinental do conservadorismo.

Às vésperas das eleições de 2010, em julho, o então presidente da SIP, Alejandro Aguirre, afirmou que Lula “não poderia ser chamado de democrata” e o incluiu entre os líderes que “se beneficiam de eleições livres para destruir as instituições democráticas”. Seu objetivo era evidente: como porta-voz dos barões da mídia, queria colaborar no esforço de guerra contra a condução de Dilma Rousseff, pelo sufrágio popular, ao Palácio do Planalto.

A SIP, no entanto, vai além de movimentos pontuais, ainda que constantes, para a desestabilização das experiências de esquerda. Trata-se de um laboratório para estratégias de terceirização política dos Estados nacionais, na qual as corporações privadas de imprensa ditam a agenda, articulam-se com esferas do poder público e se consolidam como partidos orgânicos da oligarquia.

Diante deste inventário de símbolos e realizações, fez bem a presidente ao se recusar a emprestar o prestígio de seu mandato e a honradez de sua biografia. Ainda mais em um momento no qual sócios nacionais da associação animam julgamento de exceção contra dirigentes históricos de seu partido e integrantes de proa do governo Lula.

Oxalá esse gesto possa dar início a uma batalha firme pela democratização da imprensa e a adoção de marco regulatório que rompa com o feudalismo midiático.

Breno Altman é diretor do site Opera Mundi e da revista Samuel
 
28 de outubro de 2012
Breno Altman

O INCRÍVEL GOLPE DA REFINARIA DE MANGUINHOS, QUE LIGA JOSÉ DIRCEU E CABRAL

 


Uma imagem que diz tudo…

Fico espantado em ver que pessoas que possuem discernimento, senso crítico, consciência política, postam-se em defesa do Zé Dirceu, o chefe da quadrilha que assaltava os cofres públicos!
Impressionante assitir e ler as tentativas de minimizarem a importância do julgamento que condenou o meliante e seus cúmplices e, mesmo assim, os sectários petistas não desistem de seus desserviços à Nação brasileira criando versões fantasiosas sobre o caso, agora enfatizando como “espetáculo midiático” a tarefa dos ministros do Supremo neste processo que merece o destaque que o acompanha!


Se é assim, trago à Tribuna uma notícia que circula pela Internet sobre mais um golpe do Zé Dirceu contra o País! Aos equivocados defensores do Zé Dirceu, o corrupto chefe de quadrilha, quero registrar esta informação muito importante e que vai deixá-los muito confusos, espero.

Certamente alguns sectários que ainda possuem resquícios de decência deverão abandonar esta proteção incondicional ao meliante ex-ministro da Casa Civil, imagino, pelo menos.

O assunto é muito grave, portanto, e retrata mais uma faceta do mau caráter deste indivíduo que está riquíssimo com as negociatas que a sua função lhe propiciou, e ainda tem o caradurismo de se dizer “inocente” com relação às provas que abundam o mensalão.

O tema é a Refinaria de Manguinhos, vulgarmente conhecida como a Lavanderia de Zé Dirceu, Marcelo Sereno e deste pústula que governa o Rio, Sérgio Cabral! Há quatro anos, o braço direito de Zé Dirceu, Marcelo Sereno, adquiriu na bacia das almas a Refinaria de Manguinhos. A refinaria que pertencia ao grupo Peixoto de Castro estava falida e tentavam vendê-la a qualquer preço.

Agora, o “desgovernador” Sergio Cabral anunciou a desapropriação da refinaria entre 170 e 200 milhões de reais, na maior operação de lavagem de dinheiro nunca antes vista no Brasil!

O grupo integrado por José Dirceu e Marcelo Sereno comprou a refinaria por R$ 7 milhões e a desapropriação custará quase TRINTA VEZES o valor da aquisição, em menos de quatro anos!!!
Um pequeno lucro que as benesses do poder concederam ao ex-chefe da Casa Civil, que ele entendia como sua, lógico!


Com a palavra os defensores do mensalão e, especialmente, do quadrilheiro Zé Dirceu e sua mente diabólica para enganar incautos e incultos brasileiros que ele é um homem “íntegro”!
Ele “integra” bandos de criminosos e ladrões e efetivamente não é uma pessoa confiável!

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE