Um painel político do momento histórico em que vivem o país e o mundo. Pretende ser um observatório dos principais acontecimentos que dominam o cenário político nacional e internacional, e um canal de denúncias da corrupção e da violência, que afrontam a cidadania. Este não é um blog partidário, visto que partidos não representam idéias, mas interesses de grupos, e servem apenas para encobrir o oportunismo político de bandidos. Não obstante, seguimos o caminho da direita. Semitam rectam.
"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
domingo, 23 de outubro de 2011
LEI DE LULA: SEJA UM BOM FDP
Circula na internet, que do alto de seus doutorados profusamente outorgados por diversas e renomadas universidades, o nosso doutor honoris – causa mor, sentenciou para o Orlando:
negue, finja que não vê, desconverse, se o chamarem para se defender, não o faça, fale de suas origens, do que pretendia fazer, mesmo que não tenha feito nada, se elogie, mas, primordialmente, acuse a oposição, os invejosos, a direita, a imprensa, e tudo em alto e bom som.
Trecho do artigo abaixo, escrito pelo Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Brasília, DF, 23 de outubro de 2011.
Doutor Honoris em Casco Duro
"Circula na internet, que do alto de seus doutorados profusamente outorgados por diversas e renomadas universidades, o nosso doutor honoris – causa mor, sentenciou para o Orlando: negue, finja que não vê, desconverse, se o chamarem para se defender, não o faça, fale de suas origens, do que pretendia fazer, mesmo que não tenha feito nada, se elogie, mas, primordialmente, acuse à oposição, aos invejosos, à direita, à imprensa, e tudo em alto e bom som.
É a chamada Lei do Casco Duro. É a sentença máxima do cara – de - pau.
Infelizmente, para os desabonados Antônio Palocci, Erenice Guerra, Antônio Pagot e para o rei do Turismo que não seguiram à risca a estratégia do Sun Tzu tupiniquim, deu no que deu, sambaram.
Não que foram ou serão apenados por suas falcatruas, mas perderam muito, pelo que deixaram de ganhar. Agora, provavelmente, se arrependem por não seguirem os ensinamentos do amado mestre.
Sempre somos atordoados com perguntas do tipo, como é que pode? O homem não fez nada de produtivo, como recebe altíssimas pagas para palestrar? Como é condecorado com o galardão de doutor honoris causa aos montões?
Diante destas indigestas indagações, concluímos que existe um complô internacional da esquerdalha intelectual, que unida desmoraliza, implacavelmente, e tripudia com escárnio do direito de honorificar um imbecil.
Provavelmente, sua máster pièce deve ser a sua pregação sobre o uso implacável da sua teoria, não exclusiva como a de Einstein, pois antes dele muitas a empregaram com êxito.
Contudo, mesmo não sendo original ou pioneiro, sua expertise tem guindado o descarado canastrão aos píncaros da sacanagem, e a sua pratica na arte do não sei, não estava, não ouvi, são filhotes da Lei do Casco Duro, que pelo seu inegável êxito, elevaram-no ao hall da fama da malandragem.
Ele é “Hours – Concours”, logo honoris para ele é pouco.
O Orlando, cercado por denúncias desfila impávido deitando falação, como recomendado, e segue nos seus mínimos detalhes o manual do pequeno mestre, de como enganar tantos por tanto tempo.
Sabemos que está em diligente montagem, assim como o do Sarney, o memorial do douto narcisista, espera-se que o templo da bandalheira, num futuro próximo contenha a sua obra, que fatalmente está ou será elaborada.
O futuro “Best Seller” será uma espécie de manual, assim como Marighela escreveu o seu edificante “Mini Manual do Guerrilheiro Urbano”, esperamos, ansiosamente, que o belo Antônio do lulo - petismo produza o MANUAL DO CASCO DURO.
O Manual ou o 'vade mecum' do Casco Duro será uma bela mistura do jeitinho brasileiro, da célebre Lei de Gérson, das lições de Macunaíma, de ensinamentos colhidos pela prática exitosa de seus postulados, e pela observação atenta da conduta de foras–de–série, como Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Collor, Jaqueline Roriz, Valdemar da Costa Neto, e uma cambada de outros, que comprovam no seu dia-a-dia, que a arte de enganar sem fazer força é antes de tudo uma dádiva, e deve ser acalentada com sublime apreço.
Tanto que merece até um manual, ou uma cartilha, ou um kit a ser distribuído pelo Ministério da Educação (com diversos bonezinhos do MST, dos sindicatos, da UNE..., e máscaras de riso, de choro, de indignação, suando, esbravejando, mentindo, fingindo...).
E não adianta espernear, para o Orlando, deu certo. " (por enquanto)
IBGE: SITUAÇÃO DO SANEAMENTO BÁSICO REGIONAL II
Mais da metade dos domicílios brasileiros não tem coleta de esgoto, mostra IBGE
Apesar de uma melhora observada nos últimos anos, mais da metade dos domicílios brasileiros ainda não tem acesso à rede de esgoto, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o estudo, em 2008, 54,3% dos domicílios no país não tinham coleta adequada de esgoto. O número de lares conectados à rede, porém, cresceu de 33,5% (em 2000) para 45,7% (2008).
O Sudeste é a única região do país onde mais da metade dos domicílios tem acesso à rede de esgoto (68,9%). Depois vem o Centro-Oeste (33,7%), o Sul (30,2%), o Nordeste (29,1%) e o Norte (3,5%).
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2008, realizada pelo IBGE, que compilou os números no Atlas do Saneamento 2011, lançado nesta quarta-feira.
Por municípios
Considerando o número de municípios no Brasil, 2.495 não possuem nenhum tipo de rede coletora de esgoto, quase 45% do total (5.564). Na maior parte destes, a população é menor que 50 mil habitantes.
23% dos municípios sofrem racionamento de água
Segundo a pesquisa do IBGE, 23% dos municípios brasileiros têm problemas de racionamento de água em algum período do ano.
Segundo o IBGE, mesmo as cidades que possuem tratamento de esgoto não conseguem oferecê-lo a toda a população.
“É verdade que pela metodologia usada basta ao município ter uma rede de esgoto instalada para que se considere que ele tem coleta de esgoto. Isso não diz sobre a abrangência da rede instalada. Há dados, como a proporção de distritos com rede, que acabam demonstrando a desigualdade intramunicipal.
Mas a importância aqui é revelar quantos municípios já tem uma rede e, portanto, capacidade de vê-las expandida”, afirma Ivete Oliveira, técnica do IBGE.
A região Sul, segundo maior PIB do país, possui apenas 39,7% das cidades com alguma estrutura para coleta por rede de esgoto.
No Sudeste, esse índice chega a 95%, contra 45,6% no Nordeste, 28,3% no Centro-Oeste e 13,3% no Norte.
Tratamento de esgoto
Segundo o Atlas do IBGE, só 29% dos municípios brasileiros têm algum sistema de tratamento de esgoto instalado.
A Região Sudeste tem, em média, 48% de municípios que oferecem tratamento –o Estado de São Paulo registra 78%.
No Nordeste, as disparidades são grandes: enquanto o Ceará tem 49% de cidades nesta situação e Pernambuco, 28%, o Piauí tem apenas 2% e o Maranhão, 1%.
Mesmo o Norte, que tem o pior desempenho regional (só 8% dos municípios têm tratamento do esgoto), tem seus Estados com melhor desempenho do que os dois últimos nordestinos.
O Acre tem o melhor desempenho na região, com 18% dos municípios fazendo tratamento do esgoto –já o Pará e Rondônia tem 4% cada.
No Sul, o Paraná tem o melhor desempenho: são 41% contra 16% de Santa Cantarina e 15% do Rio Grande do Sul.
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul tem 44% das suas cidades com oferta de tratamento, Mato Grosso, 16% e Goiás, 24%.
Junto com resíduos agrotóxicos e destinação inadequada do lixo, o não tratamento do esgoto sanitário responde por 72% das incidências de poluição e contaminação das águas de mananciais, 60% dos poços rasos e 54% dos poços profundos.
Ainda segundo a pesquisa, 30,5% dos municípios lançam o esgoto não tratado em rios, lagos ou lagoas e utilizam as águas destes mesmos escoadouros para outros fins.
Entre os municípios nesta situação, 23% usam esta água para a irrigação e 16% para o abastecimento – o que encarece o tratamento da água para esse último fim, pois há mais custo em recuperar sua qualidade.
Julio Reis
Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro
Apesar de uma melhora observada nos últimos anos, mais da metade dos domicílios brasileiros ainda não tem acesso à rede de esgoto, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o estudo, em 2008, 54,3% dos domicílios no país não tinham coleta adequada de esgoto. O número de lares conectados à rede, porém, cresceu de 33,5% (em 2000) para 45,7% (2008).
O Sudeste é a única região do país onde mais da metade dos domicílios tem acesso à rede de esgoto (68,9%). Depois vem o Centro-Oeste (33,7%), o Sul (30,2%), o Nordeste (29,1%) e o Norte (3,5%).
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2008, realizada pelo IBGE, que compilou os números no Atlas do Saneamento 2011, lançado nesta quarta-feira.
Por municípios
Considerando o número de municípios no Brasil, 2.495 não possuem nenhum tipo de rede coletora de esgoto, quase 45% do total (5.564). Na maior parte destes, a população é menor que 50 mil habitantes.
23% dos municípios sofrem racionamento de água
Segundo a pesquisa do IBGE, 23% dos municípios brasileiros têm problemas de racionamento de água em algum período do ano.
Segundo o IBGE, mesmo as cidades que possuem tratamento de esgoto não conseguem oferecê-lo a toda a população.
“É verdade que pela metodologia usada basta ao município ter uma rede de esgoto instalada para que se considere que ele tem coleta de esgoto. Isso não diz sobre a abrangência da rede instalada. Há dados, como a proporção de distritos com rede, que acabam demonstrando a desigualdade intramunicipal.
Mas a importância aqui é revelar quantos municípios já tem uma rede e, portanto, capacidade de vê-las expandida”, afirma Ivete Oliveira, técnica do IBGE.
A região Sul, segundo maior PIB do país, possui apenas 39,7% das cidades com alguma estrutura para coleta por rede de esgoto.
No Sudeste, esse índice chega a 95%, contra 45,6% no Nordeste, 28,3% no Centro-Oeste e 13,3% no Norte.
Tratamento de esgoto
Segundo o Atlas do IBGE, só 29% dos municípios brasileiros têm algum sistema de tratamento de esgoto instalado.
A Região Sudeste tem, em média, 48% de municípios que oferecem tratamento –o Estado de São Paulo registra 78%.
No Nordeste, as disparidades são grandes: enquanto o Ceará tem 49% de cidades nesta situação e Pernambuco, 28%, o Piauí tem apenas 2% e o Maranhão, 1%.
Mesmo o Norte, que tem o pior desempenho regional (só 8% dos municípios têm tratamento do esgoto), tem seus Estados com melhor desempenho do que os dois últimos nordestinos.
O Acre tem o melhor desempenho na região, com 18% dos municípios fazendo tratamento do esgoto –já o Pará e Rondônia tem 4% cada.
No Sul, o Paraná tem o melhor desempenho: são 41% contra 16% de Santa Cantarina e 15% do Rio Grande do Sul.
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul tem 44% das suas cidades com oferta de tratamento, Mato Grosso, 16% e Goiás, 24%.
Junto com resíduos agrotóxicos e destinação inadequada do lixo, o não tratamento do esgoto sanitário responde por 72% das incidências de poluição e contaminação das águas de mananciais, 60% dos poços rasos e 54% dos poços profundos.
Ainda segundo a pesquisa, 30,5% dos municípios lançam o esgoto não tratado em rios, lagos ou lagoas e utilizam as águas destes mesmos escoadouros para outros fins.
Entre os municípios nesta situação, 23% usam esta água para a irrigação e 16% para o abastecimento – o que encarece o tratamento da água para esse último fim, pois há mais custo em recuperar sua qualidade.
Julio Reis
Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro
A CIVILIZAÇÃO CRISTÃ E O SOCIALISMO
Artigos - Movimento Revolucionário
Pouco importa qual área do conhecimento ou dimensão da vida humana. Psicologia, educação, saúde, economia ou direito. Está cada vez mais claro: todas as campanhas da esquerda têm um fim comum: bestializar o ser humano.
As diversas manifestações que hoje percebemos no mundo nos permitem traçar, a esta altura dos fatos, um paralelo demonstrativo entre os valores consagrados pela tradição judaico-cristã, formadora da civilização ocidental, e tudo aquilo que se situa em volta do que vou chamar aqui simplesmente de socialismo.
Para a compreensão deste texto, necessário se torna ao leitor não iniciado compreender o socialismo como essencialmente uma cultura de negação. Isto se dá porque, embora reivindique a formação de um corpo doutrinal fundamental, a utilização de estratégias de aliciação e de destruição psicológica das nações ocidentais se vale de um número infindo e não poucas vezes francamente contraditório de conceitos e ideias, que acabam se fundindo num amálgama irreconhecível, daí a dificuldade dos cidadãos, mesmo os que se dizem mais letrados, de reconhecer as suas origens e os seus propósitos.
De uma forma geral que baste ao entendimento, valemo-nos da obra do dissidente soviético Anatoli Golytsin, que com sua obra "New Lies for Old" ("Novas Mentiras Velhas") já anteviu com pelo menos duas décadas de antecedência o aparecimento das milhares de ONG’s e movimentos ditos sociais, como fruto da inserção de agentes de informação e desinformação soviéticos nas instituições públicas e privadas das democracias capitalistas, com o fim de esmaecer os valores morais das populações e tomá-las por dentro para então dirigir o comportamento dos indivíduos segundo a vontade do partido comunista.
Tendo já alcançado significativa penetração nos meios de comunicação, nas escolas, nas igrejas e na máquina pública, o que este texto pretende é nada mais do que evidenciá-las, deixando ao leitor o encargo de formular as suas próprias convicções.
Na magistral minissérie Roma, criada e exibida pela rede HBO - e disponível nas locadoras - o telespectador é transportado com a maior fidedignidade possível à Antiguidade, para vivenciar quase que ao vivo a violência, as atrocidades e as iniquidades que não somente aconteciam, mas eram respeitadas como condutas moralmente esperáveis. Um dos fatos mais cômicos de que me lembro é o da aristocrata Atia, ao presentear Servillia com um escravo sexual bem-dotado, tendo inclusive o cuidado caprichoso de enfeitá-lo com laços e outros apliques. Cômico, claro, para mim, que assistia pela no conforto de meu lar, no século XXI. No entanto, no mesmo seriado se conta a história de um judeu que trabalhava como capo de Servillia, executando os serviços sujos de matar e torturar os desafetos dela, até que um dia ele se rebela contra a vida que leva e proclama: "eu não sou um animal!"
A religião cristã nos convida à busca da elevação espiritual. O diabo, muito propriamente descrito como a Besta, encarna as tendências animalescas do ser humano, que para elevar-se espiritualmente, deve esforçar-se por livrar-se delas.
Quando alguém diz: “adoro sorvete de chocolate, mas não vou comê-lo, porque preciso estar em forma”, dá uma demonstração de superioridade de sua alma sobre o seu corpo. Age dominando o seu impulso instintivo de gula.
O exemplo acima é de fácil compreensão e larga aceitação porque atualmente está em voga um culto à boa forma. Na verdade, todavia, muitos que se submetem à disciplina alimentar têm em mente entregarem-se a outros tipos de vícios, como a vaidade e a sensualidade. Não que uma dose sensata dos cuidados com a aparência e o gozo do prazer responsável sejam em si pecados. Não são, exceto como no caso mesmo daqueles que se entregam desmedidamente aos prazeres do garfo ou do copo.
No campo da Psicologia, correntes nascidas como fruto do movimento revolucionário têm defendido que o ser humano deve extravasar o que sente e agir segundo a sua natureza, exatamente o oposto da doutrina judaico-cristã, que defende a moderação e diz que o ser humano deve elevar-se acima de sua condição natural. O Cristianismo diz: "você não tem o direito de bater em alguém com base na alegação de que você é assim mesmo, que nasceu assim, e que esta é a sua natureza. Pelo contrário, você deve dominar os seus impulsos, por meio da oração, do treinamento e da disciplina". Já aqueles psicólogos modernistas diziam "grite, extravase, quebre um vaso, chute a porta - depois disso você vai se sentir mais feliz". O fato é que atualmente tal escola parece estar em franca decadência entre os especialistas deste ramo, embora tenha produzido grande prejuízo a um número incontável de vidas. Mesmo assim, nos filmes e nas novelas ainda tal mote é apregoado com franca hegemonia "faça o que seu coração mandar! Obedeça aos seus desejos!"
No campo da Psiquiatria, movimentos da mesma origem deram início a uma grande campanha contra as instituições de internações de pessoas com problemas mentais. Recordo-me muito bem do momento de sua deflagração, quando até mesmo reportagens jornalísticas, novelas e seriados foram produzidos para difamar os manicômios dos quais um dos mais famosos era o Instituto Philippe Pinel. O grande mote era o de que pessoas com problemas mentais deveriam ser tratadas no seio do lar, sob o amparo amoroso dos familiares. Ninguém se preocupou com o fato de que havia doentes sem família ou que havia doentes do sexo masculinos fortes e violentos que acabavam matando velhinhas e crianças. O que importava é que deviam ser soltos.
A revolução socialista inaugurou o movimento de libertação sexual. A pílula anticoncepcional carrega até hoje, nas costas, coitada, o encargo de ter sido a responsável pelo sexo livre, desimpedido, comunal, orgiástico, mas a verdade está no fato de que o conceito tradicional de família deveria, na visão revolucioária, desconstruído, e nada como o amor livre como ponto de partida. Vale dizer o quanto os nomes mais ilustres das esquerdas, dentre filósofos, políticos e artistas foram adeptos sôfregos de surubas que fariam César babar de inveja.
Para quem não sabe, o Ministério do Trabalho mantém em seu site uma página com um roteiro passo a passo para quem quiser seguir a profissão de prostituta. O objetivo é conscientizar as profissionais do sexo para a sua importância como classe trabalhadora e regulamentar a profissão, com direito ao uso do SUS e da carteira assinada.
Então sobreveio o movimento gayzista: declarando a existência da homoafetividade como emulação da relação natural entre homem e mulher, reivindicaram o respeito que se atribui ao casamento heterossexual. Era o tempo em que se usava a sigla GLS. Depois, novas formas de sexualidade foram se apresentando, não necessariamente decorrentes do sentimento chamado de amor, mas cada uma reclamando seu lugar no mundo como condição de cidadania, e a sigla foi crescendo: GLBT, GLBTT, até que eu perdi a conta e a cunhei de vez como "GLBTSTUVXZ"! Nao por coincidência, não há muito tempo, na Austrália, o movimento gayzista de lá tentou fazer uma lei que aprovasse o reconhecimento de 23 categorias diferentes de sexualidade! Eu nem sequer conseguiria imaginar tantas variações: fiquei comigo confabulando... terá entre elas os “postessexuais” (sexo com postes de iluminação) ou os abajursexuais (sexo com abajures, arandelas e outros tipos de luminárias)?
Atualmente, tendo o movimento gayzista praticamente dominado a opinião pública - pelo menos tem o poder de controlar os meios de comunicação e as classes intelectuais políticas - o que dá no mesmo, surge uma nova etapa: a apologia da pedofilia, recentemente apresentada em congressos nos EUA por ditos especialistas, que com palavras doces buscam legitimar a curra de meninos.
Além disso, também surge a desnaturalização sexual das crianças: em vários países já começam a ser adotadas medidas para retirar das crianças a identidade sexual natural. Por exemplo, ao invés de "pais", a certidão de nascimento passa a constar como "filiação". A senadora Mata Suplicy mantém um projeto deste teor para o Brasil.
Vamos agora para o campo econômico: toda a tradição judaico-cristã aponta para o comedimento, para a previdência e para o reconhecimento da relativa raridade dos recursos materiais como ponto de partida para o estabelecimento das bases da ciência econômica, mas as teorias revolucionárias, com ênfase no keynesianismo, delcaram justamente o contrário, isto é, que quanto mais os governos gastarem, melhor será para o progresso geral da sociedade. De tanto terem levado a sério tal nonsense que qualquer pai e mãe de família instintivamente percebem como falso, os governos chegaram ao cúmulo de revogar o ouro e começaram a enfiar goela abaixo das pessoas umas tiras de papel pintado, facilmente imprimíveis, como meio de troca compulsoriamente legal, e a dar aos bancos o poder de emprestar quantidades praticamente ilimitadas de dinheiro, mesmo sem ativos suficientes.
Na área da educação, teve lugar a revolução freiriana, aquela que iguala o professor ao aluno e que inocula a doutrina da “luta de classes” até mesmo em disciplinas como Física e Matemática. O resultado disso está na pior classificação mundial para o estudante brasileiro, que majoritariamente se forma nas faculdades sem saber ler e interpretar um texto e realizar as quatro operações, mas que já pode se orgulhar de ter algumas vezes chutado o traseiro de seus professores, estuprado algumas coleguinhas e fumado uns "tapas". O cume da montanha já foi alcançado, por recente campanha defendida pelo Ministério da Educação que ensina que o certo é escrever errado.
O que dizer então das drogas? Basta verificar como o governo intensifica o combate ao fumo comum e incentiva ao uso das drogas mais pesadas, chegando ao ponto mesmo de reconhecer a legitimidade da marcha pela legalização da maconha, com o garoto-propaganda Fernando Henrique Cardoso à frente, e de distribuir gratuitamente seringas e cachimbos para usuários de cocaína e de crack, sob pretexto de fazer uso de uma "política de redução de danos".
Liberação sexual total, não só despida de qualquer compromisso e responsabilidade como até mesmo persecutória a quem os defenda; entrega às drogas, sem limites; desrespeito a toda autoridade constituída e à elite da sociedade; gastança desenfreada; extravasamento da natureza de cada um; analfabetismo útil. Vamos resumir: todas as propostas da esquerda, do socialismo, da social-democraica, do comunismo ou do progressismo, como se queira denominar esta corrente de pensamento, ou melhor, de anti-pensamento, pregam a mais completa e absoluta animalização do ser humano, em todas as esferas da vida. Deu pra perceber ou ainda não está claro? Como disse Jesus, são pelos frutos que se reconhece a árvore.
Talvez agora se torne mais compreensível entender a passagem na qual está escrito que Jesus liberta. Mas então, você vai dizer: o que pretendem, então, com isto? Basta olhar para o cavalo? Por que ele puxa a carroça? É porque ele não sabe...
Klauber Cristofen Pires, 21 Outubro 2011
Pouco importa qual área do conhecimento ou dimensão da vida humana. Psicologia, educação, saúde, economia ou direito. Está cada vez mais claro: todas as campanhas da esquerda têm um fim comum: bestializar o ser humano.
As diversas manifestações que hoje percebemos no mundo nos permitem traçar, a esta altura dos fatos, um paralelo demonstrativo entre os valores consagrados pela tradição judaico-cristã, formadora da civilização ocidental, e tudo aquilo que se situa em volta do que vou chamar aqui simplesmente de socialismo.
Para a compreensão deste texto, necessário se torna ao leitor não iniciado compreender o socialismo como essencialmente uma cultura de negação. Isto se dá porque, embora reivindique a formação de um corpo doutrinal fundamental, a utilização de estratégias de aliciação e de destruição psicológica das nações ocidentais se vale de um número infindo e não poucas vezes francamente contraditório de conceitos e ideias, que acabam se fundindo num amálgama irreconhecível, daí a dificuldade dos cidadãos, mesmo os que se dizem mais letrados, de reconhecer as suas origens e os seus propósitos.
De uma forma geral que baste ao entendimento, valemo-nos da obra do dissidente soviético Anatoli Golytsin, que com sua obra "New Lies for Old" ("Novas Mentiras Velhas") já anteviu com pelo menos duas décadas de antecedência o aparecimento das milhares de ONG’s e movimentos ditos sociais, como fruto da inserção de agentes de informação e desinformação soviéticos nas instituições públicas e privadas das democracias capitalistas, com o fim de esmaecer os valores morais das populações e tomá-las por dentro para então dirigir o comportamento dos indivíduos segundo a vontade do partido comunista.
Tendo já alcançado significativa penetração nos meios de comunicação, nas escolas, nas igrejas e na máquina pública, o que este texto pretende é nada mais do que evidenciá-las, deixando ao leitor o encargo de formular as suas próprias convicções.
Na magistral minissérie Roma, criada e exibida pela rede HBO - e disponível nas locadoras - o telespectador é transportado com a maior fidedignidade possível à Antiguidade, para vivenciar quase que ao vivo a violência, as atrocidades e as iniquidades que não somente aconteciam, mas eram respeitadas como condutas moralmente esperáveis. Um dos fatos mais cômicos de que me lembro é o da aristocrata Atia, ao presentear Servillia com um escravo sexual bem-dotado, tendo inclusive o cuidado caprichoso de enfeitá-lo com laços e outros apliques. Cômico, claro, para mim, que assistia pela no conforto de meu lar, no século XXI. No entanto, no mesmo seriado se conta a história de um judeu que trabalhava como capo de Servillia, executando os serviços sujos de matar e torturar os desafetos dela, até que um dia ele se rebela contra a vida que leva e proclama: "eu não sou um animal!"
A religião cristã nos convida à busca da elevação espiritual. O diabo, muito propriamente descrito como a Besta, encarna as tendências animalescas do ser humano, que para elevar-se espiritualmente, deve esforçar-se por livrar-se delas.
Quando alguém diz: “adoro sorvete de chocolate, mas não vou comê-lo, porque preciso estar em forma”, dá uma demonstração de superioridade de sua alma sobre o seu corpo. Age dominando o seu impulso instintivo de gula.
O exemplo acima é de fácil compreensão e larga aceitação porque atualmente está em voga um culto à boa forma. Na verdade, todavia, muitos que se submetem à disciplina alimentar têm em mente entregarem-se a outros tipos de vícios, como a vaidade e a sensualidade. Não que uma dose sensata dos cuidados com a aparência e o gozo do prazer responsável sejam em si pecados. Não são, exceto como no caso mesmo daqueles que se entregam desmedidamente aos prazeres do garfo ou do copo.
No campo da Psicologia, correntes nascidas como fruto do movimento revolucionário têm defendido que o ser humano deve extravasar o que sente e agir segundo a sua natureza, exatamente o oposto da doutrina judaico-cristã, que defende a moderação e diz que o ser humano deve elevar-se acima de sua condição natural. O Cristianismo diz: "você não tem o direito de bater em alguém com base na alegação de que você é assim mesmo, que nasceu assim, e que esta é a sua natureza. Pelo contrário, você deve dominar os seus impulsos, por meio da oração, do treinamento e da disciplina". Já aqueles psicólogos modernistas diziam "grite, extravase, quebre um vaso, chute a porta - depois disso você vai se sentir mais feliz". O fato é que atualmente tal escola parece estar em franca decadência entre os especialistas deste ramo, embora tenha produzido grande prejuízo a um número incontável de vidas. Mesmo assim, nos filmes e nas novelas ainda tal mote é apregoado com franca hegemonia "faça o que seu coração mandar! Obedeça aos seus desejos!"
No campo da Psiquiatria, movimentos da mesma origem deram início a uma grande campanha contra as instituições de internações de pessoas com problemas mentais. Recordo-me muito bem do momento de sua deflagração, quando até mesmo reportagens jornalísticas, novelas e seriados foram produzidos para difamar os manicômios dos quais um dos mais famosos era o Instituto Philippe Pinel. O grande mote era o de que pessoas com problemas mentais deveriam ser tratadas no seio do lar, sob o amparo amoroso dos familiares. Ninguém se preocupou com o fato de que havia doentes sem família ou que havia doentes do sexo masculinos fortes e violentos que acabavam matando velhinhas e crianças. O que importava é que deviam ser soltos.
A revolução socialista inaugurou o movimento de libertação sexual. A pílula anticoncepcional carrega até hoje, nas costas, coitada, o encargo de ter sido a responsável pelo sexo livre, desimpedido, comunal, orgiástico, mas a verdade está no fato de que o conceito tradicional de família deveria, na visão revolucioária, desconstruído, e nada como o amor livre como ponto de partida. Vale dizer o quanto os nomes mais ilustres das esquerdas, dentre filósofos, políticos e artistas foram adeptos sôfregos de surubas que fariam César babar de inveja.
Para quem não sabe, o Ministério do Trabalho mantém em seu site uma página com um roteiro passo a passo para quem quiser seguir a profissão de prostituta. O objetivo é conscientizar as profissionais do sexo para a sua importância como classe trabalhadora e regulamentar a profissão, com direito ao uso do SUS e da carteira assinada.
Então sobreveio o movimento gayzista: declarando a existência da homoafetividade como emulação da relação natural entre homem e mulher, reivindicaram o respeito que se atribui ao casamento heterossexual. Era o tempo em que se usava a sigla GLS. Depois, novas formas de sexualidade foram se apresentando, não necessariamente decorrentes do sentimento chamado de amor, mas cada uma reclamando seu lugar no mundo como condição de cidadania, e a sigla foi crescendo: GLBT, GLBTT, até que eu perdi a conta e a cunhei de vez como "GLBTSTUVXZ"! Nao por coincidência, não há muito tempo, na Austrália, o movimento gayzista de lá tentou fazer uma lei que aprovasse o reconhecimento de 23 categorias diferentes de sexualidade! Eu nem sequer conseguiria imaginar tantas variações: fiquei comigo confabulando... terá entre elas os “postessexuais” (sexo com postes de iluminação) ou os abajursexuais (sexo com abajures, arandelas e outros tipos de luminárias)?
Atualmente, tendo o movimento gayzista praticamente dominado a opinião pública - pelo menos tem o poder de controlar os meios de comunicação e as classes intelectuais políticas - o que dá no mesmo, surge uma nova etapa: a apologia da pedofilia, recentemente apresentada em congressos nos EUA por ditos especialistas, que com palavras doces buscam legitimar a curra de meninos.
Além disso, também surge a desnaturalização sexual das crianças: em vários países já começam a ser adotadas medidas para retirar das crianças a identidade sexual natural. Por exemplo, ao invés de "pais", a certidão de nascimento passa a constar como "filiação". A senadora Mata Suplicy mantém um projeto deste teor para o Brasil.
Vamos agora para o campo econômico: toda a tradição judaico-cristã aponta para o comedimento, para a previdência e para o reconhecimento da relativa raridade dos recursos materiais como ponto de partida para o estabelecimento das bases da ciência econômica, mas as teorias revolucionárias, com ênfase no keynesianismo, delcaram justamente o contrário, isto é, que quanto mais os governos gastarem, melhor será para o progresso geral da sociedade. De tanto terem levado a sério tal nonsense que qualquer pai e mãe de família instintivamente percebem como falso, os governos chegaram ao cúmulo de revogar o ouro e começaram a enfiar goela abaixo das pessoas umas tiras de papel pintado, facilmente imprimíveis, como meio de troca compulsoriamente legal, e a dar aos bancos o poder de emprestar quantidades praticamente ilimitadas de dinheiro, mesmo sem ativos suficientes.
Na área da educação, teve lugar a revolução freiriana, aquela que iguala o professor ao aluno e que inocula a doutrina da “luta de classes” até mesmo em disciplinas como Física e Matemática. O resultado disso está na pior classificação mundial para o estudante brasileiro, que majoritariamente se forma nas faculdades sem saber ler e interpretar um texto e realizar as quatro operações, mas que já pode se orgulhar de ter algumas vezes chutado o traseiro de seus professores, estuprado algumas coleguinhas e fumado uns "tapas". O cume da montanha já foi alcançado, por recente campanha defendida pelo Ministério da Educação que ensina que o certo é escrever errado.
O que dizer então das drogas? Basta verificar como o governo intensifica o combate ao fumo comum e incentiva ao uso das drogas mais pesadas, chegando ao ponto mesmo de reconhecer a legitimidade da marcha pela legalização da maconha, com o garoto-propaganda Fernando Henrique Cardoso à frente, e de distribuir gratuitamente seringas e cachimbos para usuários de cocaína e de crack, sob pretexto de fazer uso de uma "política de redução de danos".
Liberação sexual total, não só despida de qualquer compromisso e responsabilidade como até mesmo persecutória a quem os defenda; entrega às drogas, sem limites; desrespeito a toda autoridade constituída e à elite da sociedade; gastança desenfreada; extravasamento da natureza de cada um; analfabetismo útil. Vamos resumir: todas as propostas da esquerda, do socialismo, da social-democraica, do comunismo ou do progressismo, como se queira denominar esta corrente de pensamento, ou melhor, de anti-pensamento, pregam a mais completa e absoluta animalização do ser humano, em todas as esferas da vida. Deu pra perceber ou ainda não está claro? Como disse Jesus, são pelos frutos que se reconhece a árvore.
Talvez agora se torne mais compreensível entender a passagem na qual está escrito que Jesus liberta. Mas então, você vai dizer: o que pretendem, então, com isto? Basta olhar para o cavalo? Por que ele puxa a carroça? É porque ele não sabe...
Klauber Cristofen Pires, 21 Outubro 2011
IBGE: SITUAÇÃO DO SANEAMENTO BÁSICO REGIONAL
Mais da metade dos municípios brasileiros deposita lixo em terrenos sem preparo
Dados do Atlas de Saneamento 2011, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apontam que mais da metade (50,8%) das cidades brasileiras não descarta adequadamente o lixo recolhido, enviando-o diretamente aos famosos lixões.
Nestes locais, os resíduos em estado bruto são depositados sobre um terreno sem preparo e sem tratamento dos efluentes líquidos derivados da decomposição do lixo, como o chorume.
O levantamento foi feito em 2008 e aponta as regiões Norte e Nordeste como as mais críticas.
Nelas, os percentuais de detritos jogados em lixões chegavam a 89,3% e 85,5%, respectivamente. Embora os números ainda sejam altos, houve uma redução significativa (em torno de 12%) desde o último levantamento, feito em 2000.
A quantidade de lixo absoluta produzida no país cresceu cerca de 37,6% de 2000 a 2008, saltando de 133.281 toneladas por dia para 183.488.
Os Estados do Pará, Amazonas, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul e ainda o Distrito Federal se destacam em suas regiões quanto ao volume coletado.
No caso de São Paulo e do Rio Grande do Sul, ambos respondem regionalmente por mais da metade do lixo coletado diariamente.
Em 40,2% dos municípios brasileiros, a coleta é realizada todos os dias. No entanto, 6,4% das cidades não realizam coleta domiciliar.
Lixo hospitalar e coleta seletiva
Cerca de 42% dos municípios brasileiros depositam o lixo hospitalar junto com o comum. A prática é comum principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
Já o número de municípios que declararam possuir coleta seletiva do lixo chegou a 17,9%. Em 2000, o percentual era de 8,2%.
Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste mais de 90% das cidades declararam não possuir o serviço.
Do UOL Notícias
Em São Paulo e no Rio de Janeiro
Dados do Atlas de Saneamento 2011, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apontam que mais da metade (50,8%) das cidades brasileiras não descarta adequadamente o lixo recolhido, enviando-o diretamente aos famosos lixões.
Nestes locais, os resíduos em estado bruto são depositados sobre um terreno sem preparo e sem tratamento dos efluentes líquidos derivados da decomposição do lixo, como o chorume.
O levantamento foi feito em 2008 e aponta as regiões Norte e Nordeste como as mais críticas.
Nelas, os percentuais de detritos jogados em lixões chegavam a 89,3% e 85,5%, respectivamente. Embora os números ainda sejam altos, houve uma redução significativa (em torno de 12%) desde o último levantamento, feito em 2000.
A quantidade de lixo absoluta produzida no país cresceu cerca de 37,6% de 2000 a 2008, saltando de 133.281 toneladas por dia para 183.488.
Os Estados do Pará, Amazonas, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul e ainda o Distrito Federal se destacam em suas regiões quanto ao volume coletado.
No caso de São Paulo e do Rio Grande do Sul, ambos respondem regionalmente por mais da metade do lixo coletado diariamente.
Em 40,2% dos municípios brasileiros, a coleta é realizada todos os dias. No entanto, 6,4% das cidades não realizam coleta domiciliar.
Lixo hospitalar e coleta seletiva
Cerca de 42% dos municípios brasileiros depositam o lixo hospitalar junto com o comum. A prática é comum principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
Já o número de municípios que declararam possuir coleta seletiva do lixo chegou a 17,9%. Em 2000, o percentual era de 8,2%.
Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste mais de 90% das cidades declararam não possuir o serviço.
Do UOL Notícias
Em São Paulo e no Rio de Janeiro
SUPREMO ABSURDO
Contrariando o texto da Constituição, STF reconhece “união estável” entre pessoas do mesmo sexo
A Constituição Federal de 1988 reconheceu como entidade familiar a “união estável” entre o homem e a mulher:
Art. 226, § 3º. Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
Conforme reconhece o ministro Ricardo Lewandowski, “nas discussões travadas na Assembleia Constituinte a questão do gênero na união estável foi amplamente debatida, quando se votou o dispositivo em tela, concluindo-se, de modo insofismável, que a união estável abrange, única e exclusivamente, pessoas de sexo distinto”[1].
Logo, sem violar a Constituição, jamais uma lei poderia reconhecer a “união estável” entre dois homens ou entre duas mulheres.
De fato, o Código Civil, repetindo quase literalmente o texto constitucional, reconhece a “união estável” somente entre o homem e a mulher:
Art. 1.723. É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família.
A não ser que se reformasse a Constituição, os militantes homossexualistas jamais poderiam pretender o reconhecimento da união estável entre dois homossexuais ou entre duas lésbicas. Isso é o que diz a lógica e o bom senso.
No julgamento ocorrido em 4 e 5 de maio de 2011, no entanto, o Supremo Tribunal Federal, ferindo regras elementares da coerência lógica, reconheceu por unanimidade (!) a “união estável” entre duplas homossexuais.
Naqueles dias foram julgadas em conjunto duas ações: a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 132 (ADPF 132) proposta em 2008 pelo governador Sérgio Cabral, do Estado do Rio de Janeiro e a Ação Direta de Inconstitucionalidade 4277 (ADI 4277) proposta em 2009 pela vice-Procuradora Geral da República Débora Duprat, na época exercendo interinamente o cargo de Procuradora Geral da República. O que ambas as ações tinham em comum era o pedido de declarar o artigo 1723 do Código Civil inconstitucional a menos que ele fosse interpretado de modo a incluir as duplas homossexuais na figura da “união estável”. O pedido, por estranho (e absurdo) que fosse, foi acolhido pelo relator Ministro Ayres Britto e por toda a Suprema Corte. Foi impedido de votar o Ministro Dias Toffoli, que já havia atuado no feito como Advogado Geral da União (em defesa da “união” homossexual, é óbvio). Dos dez restantes, todos votaram pela procedência do pedido. Acompanhemos o raciocínio do relator Ayres Britto.
Segundo ele, o texto do artigo 1723 do Código Civil admite “plurissignificatividade”[2], ou seja, mais de um significado. O primeiro (e óbvio) significado é que o artigo reconhece como entidade familiar a união estável somente entre um homem e uma mulher, excluindo a união de pessoas do mesmo sexo. O segundo significado (inadmissível) é que o artigo reconhece como entidade familiar a união estável, por exemplo, entre um homem e uma mulher, mas sem excluir as uniões homossexuais. Para Ayres Britto, a primeira interpretação é inconstitucional, por admitir um “preconceito” ou “discriminação” em razão do sexo, o que é vedado pela Constituição Federal (art. 3º, IV). Somente a segunda interpretação, por ele descoberta (ou criada) é constitucional. Concluiu então seu voto dizendo: “dou ao art. 1.723 do Código Civil interpretação conforme à Constituição para dele excluir qualquer significado que impeça o reconhecimento da união contínua, pública e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como ‘entidade familiar’, entendida esta como sinônimo perfeito de ‘família’. Reconhecimento que é de ser feito segundo as mesmas regras e com as mesmas consequências da união estável heteroafetiva”[3].
Uma das consequências imediatas do reconhecimento da “união estável” entre pessoas do mesmo sexo é que tal união poderá ser convertida em casamento, conforme o artigo 1726 do Código Civil: “A união estável poderá converter-se em casamento, mediante pedido dos companheiros ao juiz e assento no Registro Civil”. De um só golpe, portanto, o Supremo Tribunal Federal reconhece a “união estável” e o “casamento” de homossexuais!
Para se avaliar quão disparatada é essa decisão, observe-se que, embora a “união estável” e o casamento sempre ocorram entre um homem e uma mulher, não ocorrem entre qualquer homem e qualquer mulher. Não pode haver casamento, por exemplo, entre irmão e irmã, entre pai e filha ou entre genro e sogra. Esses impedimentos baseados na consanguinidade e na afinidade (art. 1521, CC) aplicam-se também à “união estável” (art. 1723, § 1º, CC). A diversidade dos sexos é necessária, mas não basta. Não se reconhece “união estável” entre um homem e uma mulher “impedidos de casar” (art. 1727).
Será que os Ministros do STF considerariam inconstitucionais estas proibições do casamento de parentes próximos? Em outras palavras: é “preconceituosa” e “discriminatória” a lei que proíbe as uniões incestuosas? Parece que a resposta seria afirmativa. Pois embora o incesto seja uma perversão sexual, ele ainda está abaixo do homossexualismo, que foi admitido pela Suprema Corte como meio de constituição de uma “família”.
E quanto à pedofilia? Seria sua proibição um simples “preconceito de idade”? Esse é o argumento da associação NAMBLA de pedófilos dos Estados Unidos[4], que usa a palavra “ageism” (“idadismo” ou etarismo) para criticar a proibição de praticar atos homossexuais com crianças.
Andemos adiante. Quando a Constituição fala que “todos são iguais perante a lei” (art. 5º) não diz explicitamente que este “todos” se refere apenas aos seres humanos. Estariam os animais aí incluídos? Seria, portanto, inconstitucional a proibição de uma “união estável” ou de um “casamento” entre uma pessoa e um animal? O bioeticista australiano Peter Singer usa o termo “especismo” para designar o “preconceito” e “discriminação” contra os animais em razão de sua espécie. Num futuro próximo, não só a pedofilia, mas também a bestialidade (prática sexual com animais) poderia ser admitida com base no mesmo argumento que admitiu a “família” fundada no homossexualismo.
Discriminação contra os castos
Imagine-se que dois amigos compartilhem a mesma habitação a fim de fazerem um curso universitário. Enquanto eles viverem castamente, não terão qualquer direito especial. Se, porém, decidirem praticar entre si o vício contra a natureza de maneira “contínua, pública e duradoura”, constituirão, se quiserem, uma “família”, com todos os direitos a ela anexos. A decisão do STF constitui um privilégio para o vício em detrimento dos que vivem a castidade.
Perda da segurança jurídica
Com o golpe de 4 e 5 de maio de 2011, o Estado brasileiro perdeu toda a segurança jurídica. Se a Suprema Corte reserva a si o direito não só de legislar (o que já seria um abuso), mas até de reformar a Constituição, mudando o sentido óbvio de seu texto em favor de uma ideologia, todo o sistema jurídico passa a se fundar sobre a areia movediça. A vergonhosa decisão demonstrou que a clareza das palavras da Constituição não impede que os Ministros imponham a sua vontade, quando conflitante com o texto constitucional.
A Frente Parlamentar em Defesa da Vida – contra o Aborto – pretende apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acrescente as palavras “desde a concepção” no artigo 5º, caput, que trata da inviolabilidade do direito à vida. Em tese, essa emenda, se aprovada, sepultaria toda pretensão abortista no país. Isso se pudéssemos contar com a seriedade da Suprema Corte. Essa seriedade, porém, foi perdida com a admissão das “uniões” homossexuais. É de se temer que, mesmo diante da expressão “desde a concepção”, alguns Ministros do STF inventem uma peculiar “interpretação” do texto que não exclua o direito ao aborto.
Caso inédito
A monstruosidade lógica do julgamento da ADPF 132 / ADI 4277 ultrapassa tudo o que se conhece de absurdo em alguma Corte Constitucional. É verdade que a sentença Roe versus Wade, emitida em 22 de janeiro de 1973 pela Suprema Corte dos EUA, declarou inconstitucional qualquer lei que incriminasse o aborto nos seis primeiros meses de gestação. Esse golpe foi dado com base no direito da mulher à privacidade e na negação da personalidade do nascituro. No entanto, a decisão não foi unânime. Dos nove juízes, houve dois que se insurgiram contra ela. No Brasil, porém, para nosso espanto e vergonha, não houve dissidência. Todos os membros do STF admitiram enxergar uma inconstitucionalidade que não existe no artigo 1723 do Código Civil.
Isso faz lembrar o conto “A roupa nova do imperador”, cujos tecelões afirmavam que só não era vista pelos tolos. Enquanto o monarca desfilava com camiseta e calça curta, todos – com exceção de uma criança – se diziam admirados com a beleza da inexistente roupa. Desta vez, os Ministros, temerosos de serem considerados não tolos, mas “preconceituosos”, “retrógrados” e “homofóbicos” acabaram todos por enxergar uma inconstitucionalidade inexistente. Espera-se o grito de alguma criança para acabar com a comédia.
“Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto”
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis-GOPe.
A Constituição Federal de 1988 reconheceu como entidade familiar a “união estável” entre o homem e a mulher:
Art. 226, § 3º. Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
Conforme reconhece o ministro Ricardo Lewandowski, “nas discussões travadas na Assembleia Constituinte a questão do gênero na união estável foi amplamente debatida, quando se votou o dispositivo em tela, concluindo-se, de modo insofismável, que a união estável abrange, única e exclusivamente, pessoas de sexo distinto”[1].
Logo, sem violar a Constituição, jamais uma lei poderia reconhecer a “união estável” entre dois homens ou entre duas mulheres.
De fato, o Código Civil, repetindo quase literalmente o texto constitucional, reconhece a “união estável” somente entre o homem e a mulher:
Art. 1.723. É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família.
A não ser que se reformasse a Constituição, os militantes homossexualistas jamais poderiam pretender o reconhecimento da união estável entre dois homossexuais ou entre duas lésbicas. Isso é o que diz a lógica e o bom senso.
No julgamento ocorrido em 4 e 5 de maio de 2011, no entanto, o Supremo Tribunal Federal, ferindo regras elementares da coerência lógica, reconheceu por unanimidade (!) a “união estável” entre duplas homossexuais.
Naqueles dias foram julgadas em conjunto duas ações: a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 132 (ADPF 132) proposta em 2008 pelo governador Sérgio Cabral, do Estado do Rio de Janeiro e a Ação Direta de Inconstitucionalidade 4277 (ADI 4277) proposta em 2009 pela vice-Procuradora Geral da República Débora Duprat, na época exercendo interinamente o cargo de Procuradora Geral da República. O que ambas as ações tinham em comum era o pedido de declarar o artigo 1723 do Código Civil inconstitucional a menos que ele fosse interpretado de modo a incluir as duplas homossexuais na figura da “união estável”. O pedido, por estranho (e absurdo) que fosse, foi acolhido pelo relator Ministro Ayres Britto e por toda a Suprema Corte. Foi impedido de votar o Ministro Dias Toffoli, que já havia atuado no feito como Advogado Geral da União (em defesa da “união” homossexual, é óbvio). Dos dez restantes, todos votaram pela procedência do pedido. Acompanhemos o raciocínio do relator Ayres Britto.
Segundo ele, o texto do artigo 1723 do Código Civil admite “plurissignificatividade”[2], ou seja, mais de um significado. O primeiro (e óbvio) significado é que o artigo reconhece como entidade familiar a união estável somente entre um homem e uma mulher, excluindo a união de pessoas do mesmo sexo. O segundo significado (inadmissível) é que o artigo reconhece como entidade familiar a união estável, por exemplo, entre um homem e uma mulher, mas sem excluir as uniões homossexuais. Para Ayres Britto, a primeira interpretação é inconstitucional, por admitir um “preconceito” ou “discriminação” em razão do sexo, o que é vedado pela Constituição Federal (art. 3º, IV). Somente a segunda interpretação, por ele descoberta (ou criada) é constitucional. Concluiu então seu voto dizendo: “dou ao art. 1.723 do Código Civil interpretação conforme à Constituição para dele excluir qualquer significado que impeça o reconhecimento da união contínua, pública e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como ‘entidade familiar’, entendida esta como sinônimo perfeito de ‘família’. Reconhecimento que é de ser feito segundo as mesmas regras e com as mesmas consequências da união estável heteroafetiva”[3].
Uma das consequências imediatas do reconhecimento da “união estável” entre pessoas do mesmo sexo é que tal união poderá ser convertida em casamento, conforme o artigo 1726 do Código Civil: “A união estável poderá converter-se em casamento, mediante pedido dos companheiros ao juiz e assento no Registro Civil”. De um só golpe, portanto, o Supremo Tribunal Federal reconhece a “união estável” e o “casamento” de homossexuais!
Para se avaliar quão disparatada é essa decisão, observe-se que, embora a “união estável” e o casamento sempre ocorram entre um homem e uma mulher, não ocorrem entre qualquer homem e qualquer mulher. Não pode haver casamento, por exemplo, entre irmão e irmã, entre pai e filha ou entre genro e sogra. Esses impedimentos baseados na consanguinidade e na afinidade (art. 1521, CC) aplicam-se também à “união estável” (art. 1723, § 1º, CC). A diversidade dos sexos é necessária, mas não basta. Não se reconhece “união estável” entre um homem e uma mulher “impedidos de casar” (art. 1727).
Será que os Ministros do STF considerariam inconstitucionais estas proibições do casamento de parentes próximos? Em outras palavras: é “preconceituosa” e “discriminatória” a lei que proíbe as uniões incestuosas? Parece que a resposta seria afirmativa. Pois embora o incesto seja uma perversão sexual, ele ainda está abaixo do homossexualismo, que foi admitido pela Suprema Corte como meio de constituição de uma “família”.
E quanto à pedofilia? Seria sua proibição um simples “preconceito de idade”? Esse é o argumento da associação NAMBLA de pedófilos dos Estados Unidos[4], que usa a palavra “ageism” (“idadismo” ou etarismo) para criticar a proibição de praticar atos homossexuais com crianças.
Andemos adiante. Quando a Constituição fala que “todos são iguais perante a lei” (art. 5º) não diz explicitamente que este “todos” se refere apenas aos seres humanos. Estariam os animais aí incluídos? Seria, portanto, inconstitucional a proibição de uma “união estável” ou de um “casamento” entre uma pessoa e um animal? O bioeticista australiano Peter Singer usa o termo “especismo” para designar o “preconceito” e “discriminação” contra os animais em razão de sua espécie. Num futuro próximo, não só a pedofilia, mas também a bestialidade (prática sexual com animais) poderia ser admitida com base no mesmo argumento que admitiu a “família” fundada no homossexualismo.
Discriminação contra os castos
Imagine-se que dois amigos compartilhem a mesma habitação a fim de fazerem um curso universitário. Enquanto eles viverem castamente, não terão qualquer direito especial. Se, porém, decidirem praticar entre si o vício contra a natureza de maneira “contínua, pública e duradoura”, constituirão, se quiserem, uma “família”, com todos os direitos a ela anexos. A decisão do STF constitui um privilégio para o vício em detrimento dos que vivem a castidade.
Perda da segurança jurídica
Com o golpe de 4 e 5 de maio de 2011, o Estado brasileiro perdeu toda a segurança jurídica. Se a Suprema Corte reserva a si o direito não só de legislar (o que já seria um abuso), mas até de reformar a Constituição, mudando o sentido óbvio de seu texto em favor de uma ideologia, todo o sistema jurídico passa a se fundar sobre a areia movediça. A vergonhosa decisão demonstrou que a clareza das palavras da Constituição não impede que os Ministros imponham a sua vontade, quando conflitante com o texto constitucional.
A Frente Parlamentar em Defesa da Vida – contra o Aborto – pretende apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acrescente as palavras “desde a concepção” no artigo 5º, caput, que trata da inviolabilidade do direito à vida. Em tese, essa emenda, se aprovada, sepultaria toda pretensão abortista no país. Isso se pudéssemos contar com a seriedade da Suprema Corte. Essa seriedade, porém, foi perdida com a admissão das “uniões” homossexuais. É de se temer que, mesmo diante da expressão “desde a concepção”, alguns Ministros do STF inventem uma peculiar “interpretação” do texto que não exclua o direito ao aborto.
Caso inédito
A monstruosidade lógica do julgamento da ADPF 132 / ADI 4277 ultrapassa tudo o que se conhece de absurdo em alguma Corte Constitucional. É verdade que a sentença Roe versus Wade, emitida em 22 de janeiro de 1973 pela Suprema Corte dos EUA, declarou inconstitucional qualquer lei que incriminasse o aborto nos seis primeiros meses de gestação. Esse golpe foi dado com base no direito da mulher à privacidade e na negação da personalidade do nascituro. No entanto, a decisão não foi unânime. Dos nove juízes, houve dois que se insurgiram contra ela. No Brasil, porém, para nosso espanto e vergonha, não houve dissidência. Todos os membros do STF admitiram enxergar uma inconstitucionalidade que não existe no artigo 1723 do Código Civil.
Isso faz lembrar o conto “A roupa nova do imperador”, cujos tecelões afirmavam que só não era vista pelos tolos. Enquanto o monarca desfilava com camiseta e calça curta, todos – com exceção de uma criança – se diziam admirados com a beleza da inexistente roupa. Desta vez, os Ministros, temerosos de serem considerados não tolos, mas “preconceituosos”, “retrógrados” e “homofóbicos” acabaram todos por enxergar uma inconstitucionalidade inexistente. Espera-se o grito de alguma criança para acabar com a comédia.
“Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto”
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis-GOPe.
A FEMINIZAÇÃO DA FAMÍLIA
O feminismo é um movimento radical. Como tal, ele atinge até as raízes do relacionamento entre homem e mulher, e busca alterar a estrutura social e institucional, que é percebida como conflitante com as ideias e objetivos do feminismo.
Janet Richards declara que “O feminismo é em sua natureza radical... nós protestamos primeiramente contra as instituições sociais... se considerarmos o passado não há dúvida de que toda a estrutura social foi planejada para manter a mulher inteiramente sob a dominação do homem.”[1]
Sendo uma ideologia radical, o objetivo do feminismo é a revolução. Gloria Steinem fala pelas feministas quando diz: “Pregamos uma revolução, não apenas uma reforma. É uma mudança mais profunda que qualquer outra.”[2] As feministas querem criar uma “nova sociedade” onde as condições restritivas sociais do passado sejam para sempre removidas.[3]
Quão bem sucedidas as feministas foram em promover sua agenda de revolução social?
Davidson diz: “Hoje, o feminismo é a ideologia de gênero da nossa sociedade. Desde as universidades até as escolas públicas, da mídia até as Forças Armadas, o feminismo decide as questões, determina os termos do debate, e intimida oponentes em potencial ao ponto de fazer com que todos fiquem em silêncio absoluto.”[4]
A instituição social que o feminismo tem mirado como uma das mais opressivas a mulher é a família tradicional.
Por “família tradicional” queremos dizer a estrutura familiar desenvolvida na sociedade Ocidental, sob a influência direta do Cristianismo e a Bíblia.
Na família tradicional, o homem é o cabeça do lar e o responsável por prover as coisas necessárias para o sustento da vida. A mulher é a “mantenedora do lar”, e sua principal responsabilidade é o cuidado com as crianças. A família tradicional assim definida é de acordo com o plano bíblico para o lar.
As feministas odeiam a família que é padronizada de acordo com a Palavra de Deus porque é contrária a tudo que aceitam como verdade. Portanto, seu objetivo é a destruição total da família tradicional.
A feminista Roxanne Deunbar disse claramente:
“Em última análise, queremos destruir os três pilares da sociedade de classes e castas — a família, a propriedade privada, e o estado.”[5]
As feministas buscam subverter a família tradicional, e no seu lugar almejam uma instituição social radicalmente diferente que seja moldada segundo o dogma feminista.
Quando consideramos a natureza radical do feminismo e da sua agenda para subverter a família que é estruturada segundo o modelo bíblico, seria sábio parar um pouco e refletir o quão bem sucedidas as feministas têm sido em remodelar a família de acordo com o seu próprio desígnio.
O fato é que na sociedade ocidental o feminismo tem sido enormemente bem sucedido em destruir a família tradicional. A feminização da família já foi estabelecida! Por “feminização da família” queremos dizer o moldar da família de acordo com as crenças e objetivos do feminismo.
Essa feminização ocorreu nos últimos trinta anos e com pouca oposição dos homens. Os homens sumiram amedrontados com as acusações feministas de sexismo, repressão, tirania e exploração, como um covarde fugiria diante de acusações de determinado inimigo em campo de batalha. Nada parece ter aterrorizado tanto os homens do que penetrantes e irados olhares e palavras das militantes feministas.
Agora, quando dizemos que a feminização da família já foi estabelecida, não queremos dizer que as feministas alcançaram totalmente seus objetivos em relação à família. Queremos dizer, no entanto, que uma revolução na vida da família por influência feminista e de acordo com a ideologia feminista já foi estabelecida na sociedade ocidental.
Hoje, a instituição social da família está mais alinhada com a visão de Betty Friedan do que com os ensinamentos do apóstolo Paulo. Isso representa um triunfo (pelo menos parcial) da visão radical feminista de revolução social.
A feminização da família é observada em pelo menos seis áreas:
1. O casamento foi desestabilizado, e o divórcio está em crescimento.
A “demonização” feminista do casamento fez do divórcio algo “socialmente e psicologicamente aceitável, através da ideia de que é uma possível solução para uma instituição defeituosa e já em seu leito de morte.”[6]
O ensinamento bíblico de que o casamento é uma instituição divina e pactual que une homem e mulher para o resto da vida através de um voto sagrado (Gen. 2:18-24; Mat. 19:3-9) foi repudiado pela sociedade moderna. O conceito bíblico foi substituído pela noção de que o casamento é uma mera instituição humana, e por isso imperfeita, e que o divórcio é uma forma aceitável de lidar com qualquer problema associado ao casamento.
2. A liderança masculina na família foi substituída por uma organização “igualitária” onde marido e esposa “compartilham” as responsabilidades da liderança na família.
A ideia bíblica de que o homem é o cabeça da família (1 Cor. 11:3-12; Ef. 5:22-23) e senhor do seu lar (1 Pe. 3:5-6) é considerada pelas feministas algo tirânico e bárbaro, um vestígio do homem primitivo e sua habilidade de dominar fisicamente sua parceira. Nos nossos dias, a esmagadora maioria de tanto de homens quanto mulheres zombam da noção de que a esposa deve se submeter à autoridade do marido.
3. O papel do homem como provedor foi rejeitado, e introduzido um novo modelo de responsabilidade econômica compartilhada.
A visão da nossa era é que a mulher não tem menor responsabilidade do que o homem no dever de prover as necessidades financeiras da família. As feministas creem que o ensinamento bíblico de que o homem é o provedor da família (1 Tim. 5:9) é parte de uma conspiração masculina para manter as mulheres sob seu domínio por meio de medidas que as tornem economicamente dependentes dos homens.
4. A mulher como uma dona do lar de tempo integral é zombada, e a mulher que trabalha fora buscando realização e independência é agora a norma cultural.
O mandamento bíblico para que a mulher seja “dona do lar” (Tito 2:4-5) ou é desconhecido ou ignorado. Pessoas com a mentalidade feminista consideram algo indigno que uma mulher fique em casa e limite suas atividades à esfera do lar e da família. Uma carreira profissional é considerada mais conveniente e significante para as esposas e mães de hoje.
5. A norma bíblica da mulher como cuidadora de suas crianças foi substituída pelo ideal feminista de uma mãe que trabalha fora e deixa seus filhos na creche para que ela possa cuidar de outros assuntos importantes.
A responsabilidade do papel da mãe é vista em termos muito diferentes do que no passado. O chamado bíblico para a mãe estar com suas crianças, amá-las, treiná-las, ensiná-las, e protegê-las (1 Tim. 2:15; 5:14) é rejeitado pela visão feminista de uma mulher que foi libertada de tais limitações sobre sua individualidade e realização própria.
6. A ideia de que uma família grande é uma “bênção” é rejeitada por uma noção de que uma família pequena de um ou dois filhos (e para alguns, nenhum filho) é muito melhor.
O conceito de “planejamento familiar” objetivando reduzir o número de crianças num lar é defendido por quase todos. O ensino bíblico de que uma família grande é sinal de bênçãos e da soberania de Deus (Salmo 127; 128) é ignorado por famílias modernas, até mesmo aquelas se proclamam como cristãs. A visão feminista que nós determinamos o número de crianças que nós teremos, e que nós somos soberanos sobre esse assunto é agora aceita sem questionamento. E é claro, essa suposta soberania humana sobre a vida e o nascimento leva à justificação do aborto, que é o maior controle de natalidade de todos.
Sim, a feminização da família foi estabelecida no Ocidente! O conceito cristão de família foi substituído pela ideia feminista de família: o divórcio fácil substituiu a visão pactual do casamento; o igualitarismo substituiu a liderança masculina; o homem e a mulher como provedores em parceria substituiu o homem como provedor; a esposa e mãe que trabalha fora do lar substituiu a mulher como dona do lar; a mãe como uma empregada profissional substituiu a mãe como cuidadora de suas crianças; “planejamento familiar” e “controle de natalidade” substituíram a grande família.
Dois fatores contribuíram significantemente para o sucesso do feminismo na subversão da estrutura e prática familiar que é baseada na Bíblia.
O primeiro fator é a covardia dos homens; sim, até mesmo homens cristãos. Até certo ponto é compreensível (mesmo assim vergonhoso) que homens não-cristãos se acovardassem diante das feministas e seus ataques contra eles e a família tradicional.
Mas que homens cristãos, que têm a Palavra de Deus, igualmente tenham se rendido é realmente lamentável. Deus chamou o homens para defenderam a Sua verdade no mundo e viverem Seus preceitos. Mas uma olhada no lar evangélico cristão comum revelará que até mesmos eles foram em grande parte feminizados.
Feministas radicais e anticristãs transformaram nossos lares, e os homens cristãos quase não fizeram objeção a isso, nem disputaram por esse santo território, que é o padrão familiar bíblico.
Além disso, maridos e pais cristãos também demonstraram covardia ao serem incapazes de liderar e assumir a responsabilidade que Deus entregou a eles. Eles estiveram mais que dispostos a abrir mão da carga total de liderança e provisão para suas famílias; eles estiveram mais que alegres de compartilhar (ou despejar) essas cargas com (ou sobre) suas esposas.
A família foi feminizada porque homens cristãos abandonaram seus postos.
O segundo fator é o silêncio e a passividade da igreja. A feminização da família ocorreu em boa parte porque a igreja na maior parte do tempo esteve em silêncio sobre a questão.
A igreja não resistiu os ataques feministas com a espada da Palavra de Deus. Ao invés disso, e vergonhosamente, a igreja abandonou seu posto diante da investida feminista, e na verdade até absorveu várias ideias feministas.
A igreja vem sendo cúmplice ao ensinar coisas como um casamento igualitário, “planejamento familiar”, e por apoiar a ideia de mulheres profissionais e mães trabalhando fora.
Muito da culpa deve ser depositada aos pés de pastores e anciãos que ou foram enganados ou se acovardaram de pregar ou se posicionar pela verdade concernente à família como Deus a revelou na Sua Santa Palavra.
Feministas tem sido bem sucedidas em alterar a família porque a igreja falhou em viver e ensinar a doutrina bíblica positiva sobre a família e não expôs, denunciou, e respondeu as mentiras das feministas.
Qual deve ser a nossa resposta como cristãos diante da feminização da família?
Nossa resposta começa com o reconhecimento de que isso aconteceu. Negar o fato não nos fará bem algum. Então, devemos assumir a tarefa de “desfeminização” da família e da “recristianização” da família.
Essa tarefa é o dever de cada família cristã individualmente; mas é principalmente o dever de maridos e pais cristãos que foram escolhidos por Deus como líderes de seu lar.
Homens devem liderar através de preceitos e exemplos na erradicação de todos os aspectos da influência feminista da vida e estrutura de suas famílias, e a restaurar segundo o padrão bíblico.
Homens devem ser homens e tomar sobre si a carga total da responsabilidade confiada a eles por Deus. Homens devem parar de se intimidar com a retórica feminista e devem promover a ordem de Deus em suas famílias sem receio.
A tarefa de reconstrução da família de acordo com a Palavra de Deus também faz necessário que a igreja ensine fielmente o que a Bíblia diz sobre a família, e em muitos casos, a alterarem a estrutura de suas igrejas e ministérios (que também foram feminizados) para fortalecerem a família em vez de miná-la.
Faz-se necessário que pastores e anciãos respeitam a instituição pactual da família, e parem de entregar o senhorio de suas famílias, e parem de perseguir aqueles homens que buscam uma “desfeminização” das suas próprias famílias.
Faz-se necessário que pastores e anciãos sejam um exemplo para o rebanho na “desfeminização” das suas próprias famílias. E faz-se necessário que professores e pregadores com a coragem e a convicção de João Knox e João Calvino exponham as mentiras venenosas do dogma feminista e declararem e defendam o padrão bíblico para a família desde o púlpito.
1. Citado por Michael Levin em Feminism and Freedom (Feminismo e Liberdade) (New Brunswick, 1988), p. 19.
2. Idem.
3. Idem.
4. Nicholas Davidson, “Prefácio,” em Gender Sanity (Sanidade de Gênero), ed. Nicholas Davidson (New York, 1989), p. vi.
5. Citado por Rita Kramer em “The Establishment of Feminism,” (Estabelecendo o Feminismo) Gender Sanity (Sanidade de Gênero), p. 12 (ênfase acrescentada).
6. Levin, Feminism and Freedom (Feminismo e Liberdade), p. 277.
William O. Einwechter
Tradução: Isaac Barcellos
Fonte: Darash Press
DIVULGAÇÃO Julio Severo
Janet Richards declara que “O feminismo é em sua natureza radical... nós protestamos primeiramente contra as instituições sociais... se considerarmos o passado não há dúvida de que toda a estrutura social foi planejada para manter a mulher inteiramente sob a dominação do homem.”[1]
Sendo uma ideologia radical, o objetivo do feminismo é a revolução. Gloria Steinem fala pelas feministas quando diz: “Pregamos uma revolução, não apenas uma reforma. É uma mudança mais profunda que qualquer outra.”[2] As feministas querem criar uma “nova sociedade” onde as condições restritivas sociais do passado sejam para sempre removidas.[3]
Quão bem sucedidas as feministas foram em promover sua agenda de revolução social?
Davidson diz: “Hoje, o feminismo é a ideologia de gênero da nossa sociedade. Desde as universidades até as escolas públicas, da mídia até as Forças Armadas, o feminismo decide as questões, determina os termos do debate, e intimida oponentes em potencial ao ponto de fazer com que todos fiquem em silêncio absoluto.”[4]
A instituição social que o feminismo tem mirado como uma das mais opressivas a mulher é a família tradicional.
Por “família tradicional” queremos dizer a estrutura familiar desenvolvida na sociedade Ocidental, sob a influência direta do Cristianismo e a Bíblia.
Na família tradicional, o homem é o cabeça do lar e o responsável por prover as coisas necessárias para o sustento da vida. A mulher é a “mantenedora do lar”, e sua principal responsabilidade é o cuidado com as crianças. A família tradicional assim definida é de acordo com o plano bíblico para o lar.
As feministas odeiam a família que é padronizada de acordo com a Palavra de Deus porque é contrária a tudo que aceitam como verdade. Portanto, seu objetivo é a destruição total da família tradicional.
A feminista Roxanne Deunbar disse claramente:
“Em última análise, queremos destruir os três pilares da sociedade de classes e castas — a família, a propriedade privada, e o estado.”[5]
As feministas buscam subverter a família tradicional, e no seu lugar almejam uma instituição social radicalmente diferente que seja moldada segundo o dogma feminista.
Quando consideramos a natureza radical do feminismo e da sua agenda para subverter a família que é estruturada segundo o modelo bíblico, seria sábio parar um pouco e refletir o quão bem sucedidas as feministas têm sido em remodelar a família de acordo com o seu próprio desígnio.
O fato é que na sociedade ocidental o feminismo tem sido enormemente bem sucedido em destruir a família tradicional. A feminização da família já foi estabelecida! Por “feminização da família” queremos dizer o moldar da família de acordo com as crenças e objetivos do feminismo.
Essa feminização ocorreu nos últimos trinta anos e com pouca oposição dos homens. Os homens sumiram amedrontados com as acusações feministas de sexismo, repressão, tirania e exploração, como um covarde fugiria diante de acusações de determinado inimigo em campo de batalha. Nada parece ter aterrorizado tanto os homens do que penetrantes e irados olhares e palavras das militantes feministas.
Agora, quando dizemos que a feminização da família já foi estabelecida, não queremos dizer que as feministas alcançaram totalmente seus objetivos em relação à família. Queremos dizer, no entanto, que uma revolução na vida da família por influência feminista e de acordo com a ideologia feminista já foi estabelecida na sociedade ocidental.
Hoje, a instituição social da família está mais alinhada com a visão de Betty Friedan do que com os ensinamentos do apóstolo Paulo. Isso representa um triunfo (pelo menos parcial) da visão radical feminista de revolução social.
A feminização da família é observada em pelo menos seis áreas:
1. O casamento foi desestabilizado, e o divórcio está em crescimento.
A “demonização” feminista do casamento fez do divórcio algo “socialmente e psicologicamente aceitável, através da ideia de que é uma possível solução para uma instituição defeituosa e já em seu leito de morte.”[6]
O ensinamento bíblico de que o casamento é uma instituição divina e pactual que une homem e mulher para o resto da vida através de um voto sagrado (Gen. 2:18-24; Mat. 19:3-9) foi repudiado pela sociedade moderna. O conceito bíblico foi substituído pela noção de que o casamento é uma mera instituição humana, e por isso imperfeita, e que o divórcio é uma forma aceitável de lidar com qualquer problema associado ao casamento.
2. A liderança masculina na família foi substituída por uma organização “igualitária” onde marido e esposa “compartilham” as responsabilidades da liderança na família.
A ideia bíblica de que o homem é o cabeça da família (1 Cor. 11:3-12; Ef. 5:22-23) e senhor do seu lar (1 Pe. 3:5-6) é considerada pelas feministas algo tirânico e bárbaro, um vestígio do homem primitivo e sua habilidade de dominar fisicamente sua parceira. Nos nossos dias, a esmagadora maioria de tanto de homens quanto mulheres zombam da noção de que a esposa deve se submeter à autoridade do marido.
3. O papel do homem como provedor foi rejeitado, e introduzido um novo modelo de responsabilidade econômica compartilhada.
A visão da nossa era é que a mulher não tem menor responsabilidade do que o homem no dever de prover as necessidades financeiras da família. As feministas creem que o ensinamento bíblico de que o homem é o provedor da família (1 Tim. 5:9) é parte de uma conspiração masculina para manter as mulheres sob seu domínio por meio de medidas que as tornem economicamente dependentes dos homens.
4. A mulher como uma dona do lar de tempo integral é zombada, e a mulher que trabalha fora buscando realização e independência é agora a norma cultural.
O mandamento bíblico para que a mulher seja “dona do lar” (Tito 2:4-5) ou é desconhecido ou ignorado. Pessoas com a mentalidade feminista consideram algo indigno que uma mulher fique em casa e limite suas atividades à esfera do lar e da família. Uma carreira profissional é considerada mais conveniente e significante para as esposas e mães de hoje.
5. A norma bíblica da mulher como cuidadora de suas crianças foi substituída pelo ideal feminista de uma mãe que trabalha fora e deixa seus filhos na creche para que ela possa cuidar de outros assuntos importantes.
A responsabilidade do papel da mãe é vista em termos muito diferentes do que no passado. O chamado bíblico para a mãe estar com suas crianças, amá-las, treiná-las, ensiná-las, e protegê-las (1 Tim. 2:15; 5:14) é rejeitado pela visão feminista de uma mulher que foi libertada de tais limitações sobre sua individualidade e realização própria.
6. A ideia de que uma família grande é uma “bênção” é rejeitada por uma noção de que uma família pequena de um ou dois filhos (e para alguns, nenhum filho) é muito melhor.
O conceito de “planejamento familiar” objetivando reduzir o número de crianças num lar é defendido por quase todos. O ensino bíblico de que uma família grande é sinal de bênçãos e da soberania de Deus (Salmo 127; 128) é ignorado por famílias modernas, até mesmo aquelas se proclamam como cristãs. A visão feminista que nós determinamos o número de crianças que nós teremos, e que nós somos soberanos sobre esse assunto é agora aceita sem questionamento. E é claro, essa suposta soberania humana sobre a vida e o nascimento leva à justificação do aborto, que é o maior controle de natalidade de todos.
Sim, a feminização da família foi estabelecida no Ocidente! O conceito cristão de família foi substituído pela ideia feminista de família: o divórcio fácil substituiu a visão pactual do casamento; o igualitarismo substituiu a liderança masculina; o homem e a mulher como provedores em parceria substituiu o homem como provedor; a esposa e mãe que trabalha fora do lar substituiu a mulher como dona do lar; a mãe como uma empregada profissional substituiu a mãe como cuidadora de suas crianças; “planejamento familiar” e “controle de natalidade” substituíram a grande família.
Dois fatores contribuíram significantemente para o sucesso do feminismo na subversão da estrutura e prática familiar que é baseada na Bíblia.
O primeiro fator é a covardia dos homens; sim, até mesmo homens cristãos. Até certo ponto é compreensível (mesmo assim vergonhoso) que homens não-cristãos se acovardassem diante das feministas e seus ataques contra eles e a família tradicional.
Mas que homens cristãos, que têm a Palavra de Deus, igualmente tenham se rendido é realmente lamentável. Deus chamou o homens para defenderam a Sua verdade no mundo e viverem Seus preceitos. Mas uma olhada no lar evangélico cristão comum revelará que até mesmos eles foram em grande parte feminizados.
Feministas radicais e anticristãs transformaram nossos lares, e os homens cristãos quase não fizeram objeção a isso, nem disputaram por esse santo território, que é o padrão familiar bíblico.
Além disso, maridos e pais cristãos também demonstraram covardia ao serem incapazes de liderar e assumir a responsabilidade que Deus entregou a eles. Eles estiveram mais que dispostos a abrir mão da carga total de liderança e provisão para suas famílias; eles estiveram mais que alegres de compartilhar (ou despejar) essas cargas com (ou sobre) suas esposas.
A família foi feminizada porque homens cristãos abandonaram seus postos.
O segundo fator é o silêncio e a passividade da igreja. A feminização da família ocorreu em boa parte porque a igreja na maior parte do tempo esteve em silêncio sobre a questão.
A igreja não resistiu os ataques feministas com a espada da Palavra de Deus. Ao invés disso, e vergonhosamente, a igreja abandonou seu posto diante da investida feminista, e na verdade até absorveu várias ideias feministas.
A igreja vem sendo cúmplice ao ensinar coisas como um casamento igualitário, “planejamento familiar”, e por apoiar a ideia de mulheres profissionais e mães trabalhando fora.
Muito da culpa deve ser depositada aos pés de pastores e anciãos que ou foram enganados ou se acovardaram de pregar ou se posicionar pela verdade concernente à família como Deus a revelou na Sua Santa Palavra.
Feministas tem sido bem sucedidas em alterar a família porque a igreja falhou em viver e ensinar a doutrina bíblica positiva sobre a família e não expôs, denunciou, e respondeu as mentiras das feministas.
Qual deve ser a nossa resposta como cristãos diante da feminização da família?
Nossa resposta começa com o reconhecimento de que isso aconteceu. Negar o fato não nos fará bem algum. Então, devemos assumir a tarefa de “desfeminização” da família e da “recristianização” da família.
Essa tarefa é o dever de cada família cristã individualmente; mas é principalmente o dever de maridos e pais cristãos que foram escolhidos por Deus como líderes de seu lar.
Homens devem liderar através de preceitos e exemplos na erradicação de todos os aspectos da influência feminista da vida e estrutura de suas famílias, e a restaurar segundo o padrão bíblico.
Homens devem ser homens e tomar sobre si a carga total da responsabilidade confiada a eles por Deus. Homens devem parar de se intimidar com a retórica feminista e devem promover a ordem de Deus em suas famílias sem receio.
A tarefa de reconstrução da família de acordo com a Palavra de Deus também faz necessário que a igreja ensine fielmente o que a Bíblia diz sobre a família, e em muitos casos, a alterarem a estrutura de suas igrejas e ministérios (que também foram feminizados) para fortalecerem a família em vez de miná-la.
Faz-se necessário que pastores e anciãos respeitam a instituição pactual da família, e parem de entregar o senhorio de suas famílias, e parem de perseguir aqueles homens que buscam uma “desfeminização” das suas próprias famílias.
Faz-se necessário que pastores e anciãos sejam um exemplo para o rebanho na “desfeminização” das suas próprias famílias. E faz-se necessário que professores e pregadores com a coragem e a convicção de João Knox e João Calvino exponham as mentiras venenosas do dogma feminista e declararem e defendam o padrão bíblico para a família desde o púlpito.
1. Citado por Michael Levin em Feminism and Freedom (Feminismo e Liberdade) (New Brunswick, 1988), p. 19.
2. Idem.
3. Idem.
4. Nicholas Davidson, “Prefácio,” em Gender Sanity (Sanidade de Gênero), ed. Nicholas Davidson (New York, 1989), p. vi.
5. Citado por Rita Kramer em “The Establishment of Feminism,” (Estabelecendo o Feminismo) Gender Sanity (Sanidade de Gênero), p. 12 (ênfase acrescentada).
6. Levin, Feminism and Freedom (Feminismo e Liberdade), p. 277.
William O. Einwechter
Tradução: Isaac Barcellos
Fonte: Darash Press
DIVULGAÇÃO Julio Severo
LIDER DE GRUPO HOLANDÊS DE MILITÂNCIA PEDÓFILA É CONDENADO A TRÊS ANOS DE PRISÃO
HAARLEM, Holanda, 20 de outubro de 2011 (Notícias Pró-Família) — O diretor de um infame grupo de militância pró-pedofilia na Holanda foi sentenciado a 3 anos de prisão por posse de pornografia infantil.
Ad van den Berg
A Rádio Holanda Mundial relata que Ad van den Berg, de 67 anos, estava preso durante seis meses enquanto a polícia investigava os materiais em seu computador.
Milhares de filmes e 130.000 fotografias de pornografia infantil, entre as quais estavam 13.000 em que o próprio Van den Berg aparecia com destaque, foram, de acordo com as reportagens, descobertos numa batida policial à sua casa em dezembro.
Ele afirmou que as imagens eram “para pesquisa científica”.
Em 2006, Van den Berg registrou o Partido para o Amor Fraternal, Liberdade e Diversidade (conhecido pela sigla NVD) para participar das eleições presidenciais.
O partido se rotulava como campeão dos direitos das crianças e era dedicado a legitimar a pedofilia. Van den Berg disse que entre as metas de seu grupo estava abaixar a idade de consentimento para a atividade sexual de 16 para 12 anos e eventualmente eliminando-a completamente.
Van den Berg foi condenado em 1987 por abusar sexualmente de um menino de 11 anos, mas ele afirmou que o relacionamento foi “consensual”.
A Holanda é conhecida como a nação mais “avançada” da Europa em suas mudanças envolvendo permissividade sexual. A prostituição e o “casamento” de mesmo sexo já são legais.
A Associação Martijn, que é a organização que criou o NVD, continua tentando promover a aceitação pública da pedofilia.
Em dezembro passado, Khadija Arib, parlamentar do Partido Trabalhista, disse para o programa de TV EenVandaag, que trata de assuntos atuais, que a Associação Martijn deveria também enfrentar uma investigação com base em que incita abuso contra crianças. A Associação Martijn diz que promove a “aceitação da pedofilia e dos relacionamentos de amor entre adultos e crianças”.
Contudo, o gabinete do Ministério Público da Holanda disse que não há evidência que apoie tal investigação.
Hilary White, correspondente em Roma
Ad van den Berg
A Rádio Holanda Mundial relata que Ad van den Berg, de 67 anos, estava preso durante seis meses enquanto a polícia investigava os materiais em seu computador.
Milhares de filmes e 130.000 fotografias de pornografia infantil, entre as quais estavam 13.000 em que o próprio Van den Berg aparecia com destaque, foram, de acordo com as reportagens, descobertos numa batida policial à sua casa em dezembro.
Ele afirmou que as imagens eram “para pesquisa científica”.
Em 2006, Van den Berg registrou o Partido para o Amor Fraternal, Liberdade e Diversidade (conhecido pela sigla NVD) para participar das eleições presidenciais.
O partido se rotulava como campeão dos direitos das crianças e era dedicado a legitimar a pedofilia. Van den Berg disse que entre as metas de seu grupo estava abaixar a idade de consentimento para a atividade sexual de 16 para 12 anos e eventualmente eliminando-a completamente.
Van den Berg foi condenado em 1987 por abusar sexualmente de um menino de 11 anos, mas ele afirmou que o relacionamento foi “consensual”.
A Holanda é conhecida como a nação mais “avançada” da Europa em suas mudanças envolvendo permissividade sexual. A prostituição e o “casamento” de mesmo sexo já são legais.
A Associação Martijn, que é a organização que criou o NVD, continua tentando promover a aceitação pública da pedofilia.
Em dezembro passado, Khadija Arib, parlamentar do Partido Trabalhista, disse para o programa de TV EenVandaag, que trata de assuntos atuais, que a Associação Martijn deveria também enfrentar uma investigação com base em que incita abuso contra crianças. A Associação Martijn diz que promove a “aceitação da pedofilia e dos relacionamentos de amor entre adultos e crianças”.
Contudo, o gabinete do Ministério Público da Holanda disse que não há evidência que apoie tal investigação.
Hilary White, correspondente em Roma
sábado, 22 de outubro de 2011
O SARCOMA DE CHÁVEZ E SUA DOENÇA MENTAL
SALVADOR NAVARRETE, O MÉDICO QUE DIAGNOSTICOU SARCOMA QUE CORRÓI CHÁVEZ E TAMBÉM SUA DOENÇA MENTAL TEVE QUE FUGIR
Chávez está se transformando num verdadeiro monstro
O médico venezuelano Salvador Navarrete, que numa entrevista ao semanário mexicano Milenio, teve que fugir da Venezuela. É que o democrático amiguinho do Lula e da Dilma, o velhaco Hugo Chávez, não gostou da revelação feita pelo médico sobre a sua doença, ou melhor, suas doenças, pois Chávez também é um doente mental.
Observem bem a foto aí acima. Chávez adquire as feições de satanás. Está se transformando num monstro!
Navarrete afirmou que Chávez sofre de um câncer devastador conhecido como "sarcoma" e além disso o caudilho padece de doença mental grave e incurável que o faz alternar estados de euforia e depressão.
Na atualidade é conhecida como síndrome "bipolar", uma forma politicamente correta de designar a loucura.
Depois que o médico Navarrete deu estas informações, já que foi médico da família de Chávez, a polícia política fez uma "busca" em sua residência. O médico não teve outra alternativa e fugiu da Venezuela.
Chávez tem dito que não possui mais nenhuma célula cancerosa, isto porque seu organismo e o próprio cérebro estão podres. Sarcoma e loucura são moléstias incuráveis. Segundo Navarrete, Chávez pode ter uma sobrevida de no máximo dois anos.
Aluizio Amorim
PEIXE CARO
TCU apura suspeitas de direcionamento de licitação e superfaturamento na compra, pelo Ministério da Pesca, de 28 lanchas de patrulhamento marítimo. Empresa na mira do tribunal doou R$ 150 mil para o PT catarinense nas eleições de 2010
Claudio Dantas Sequeira
SOBREPREÇO
Embora a Intech cobre no mercado R$ 850 mil por cada
lancha, o Ministério da Pesca pagou R$ 1,3 milhão a unidade.
Na divisão de cargos e verbas entre a base aliada, o Ministério da Pesca e Aquicultura sempre foi da cota do PT catarinense. À exceção do atual ministro Luiz Sérgio, de Angra dos Reis (RJ), os três ministros anteriores saíram de Santa Catarina. O resultado é que o Estado acabou favorecido com recursos. Mas agora se sabe que, em alguns casos, o favorecimento ocorreu ao arrepio das boas práticas da administração pública, beirando a ilegalidade. A suspeita recai especificamente sobre a compra de 28 lanchas de patrulhamento marítimo que custaram aos cofres públicos mais de R$ 30 milhões, no maior negócio realizado pela pasta. O Tribunal de Contas da União está concluindo um relatório que apura indícios de direcionamento de licitação, superfaturamento e desvio de recursos públicos. O processo, ainda sigiloso, está em fase de instrução na 8ª Secretaria de Controle Externo do TCU. Embora tenha aparentemente percorrido todos os caminhos traçados pela Lei 8.666 – das licitações – chamou a atenção dos auditores o fato de o contrato milionário ter sido entregue ao estaleiro Intech Boating, até então desconhecido do mercado e que foi criado em Santa Catarina apenas um ano antes da abertura do certame – um processo, aliás, praticamente sem concorrência e repleto de falhas, segundo o TCU.
É curioso também que a Intech tenha cobrado inicialmente por cada lancha R$ 1,3 milhão, enquanto pratica no mercado o preço máximo de R$ 850 mil pelo mesmo barco. O processo também contraria a lógica dos negócios com a administração pública. Normalmente, o empresário aumenta o valor porque o governo demora a pagar. Mas não foi o caso. O Ministério da Pesca iniciou a liberação dos pagamentos em março de 2009, menos de três meses após a assinatura do contrato. A primeira lancha foi entregue em julho. Após três anos, o contrato já foi quitado, mas apenas metade da encomenda foi entregue. Numa espécie de retribuição à generosidade oficial, que fez da Intech um raro ‘case’ de sucesso, o estaleiro irrigou as contas do comitê eleitoral do PT na campanha de 2010 com R$ 150 mil. Responsável pela assinatura do contrato com a Intech, o ex-ministro Altemir Gregolin nega a troca de favores e garante que a contratação do estaleiro foi legal. “O programa das lanchas-patrulha é estratégico e seguiu rigorosamente os requisitos legais”, disse à ISTOÉ. Não é o que pensa o deputado estadual Edison Andrino (PMDB), que encaminhou em setembro um pedido de informação ao Ministério da Pesca. “Estou até agora aguardando uma resposta”, queixa-se. O parlamentar estranha também que o estaleiro tenha como sócios pessoas sem histórico no setor náutico, como o publicitário paulista José Antônio Galízio Neto e o engenheiro químico Pedro Springmann.
PESCA ENTRE AMIGOS
Ex-ministro Altemir Gregolin (à esquerda) posa ao lado dos sócios da Intech Boating
José Antônio Galízio Neto, Pedro Springmann e Paulo Motta em evento em Florianópolis
As desconfianças dos auditores do TCU sobre o negócio com a Intech permeiam todo o processo licitatório. O primeiro pregão, que previa a construção de um lote de cinco embarcações, aconteceu às 9h da manhã de 26 de dezembro de 2008, um dia depois do Natal. O único concorrente da Intech foi uma empresa de equipamentos industriais, a Cozil, cuja proposta foi “cadastrada de forma equivocada pela Administração”, conforme consta da ata do pregão obtida pela reportagem. Com a desclassificação imediata da Cozil, a Intech foi imediatamente homologada pela Comissão de Licitação. O contrato teve dois aditivos que ultrapassaram R$ 1,36 milhão. Vale notar ainda que o edital previa a construção de lanchas para “operação nos Estados do Pará e Maranhão”. Mas as primeiras unidades foram entregues para a Polícia Militar ambiental de Santa Catarina. A cerimônia pomposa foi devidamente capitalizada politicamente pelas lideranças petistas do Estado.
O segundo lote de lanchas-patrulha, cada uma com 11 pés e equipadas com radiotransmissores, foi ofertado em novo pregão presencial, realizado novamente próximo ao Natal, precisamente no dia 22 de dezembro de 2009. Dessa vez, a encomenda chegou a 23 embarcações. Além da Intech, participou da licitação a Engetec. Essa empresa venceu com o menor preço, mas acabou desclassificada na fase de habilitação por não apresentar atestado de capacidade técnica. O proprietário do estaleiro Engetec, Cesar Thomé Filho, argumenta que detinha todos os requisitos necessários para fabricar as lanchas. O problema, segundo ele, é que o edital teria sido direcionado para beneficiar a Intech. “Eles pediam itens específicos, que se ajustavam ao projeto das lanchas que a Intech já tinha vendido no primeiro lote”, diz. Thomé conta que sua presença no ministério às vésperas do Natal causou estranhamento. “Quando cheguei me questionaram sobre o que eu estava fazendo lá”, conta. Mas se o empresário não tivesse ido, o Ministério da Pesca compraria a lancha do estaleiro de Galízio ao preço de R$ 1,6 milhão, quase três vezes o preço de custo da embarcação. “O custo de uma lancha dessas na ocasião era de R$ 600 mil. Eu ofereci por R$ 1,05 milhão e forcei a Intech a baixar o preço”, afirma.
Como se não bastasse as suspeitas envolvendo o contrato com a Intech – que não retornou aos contatos da reportagem –, os auditores do TCU questionam a pertinência da compra de lanchas para fiscalização, que não é atividade-fim do Ministério da Pesca. Em consequência, a utilização das lanchas só é possível por meio de convênios com instituições estaduais, como polícias ambientais, Ibama, Instituto Chico Mendes e Marinha. Mas o problema não termina aí. Em alguns Estados, como Alagoas, a PM não tem gente qualificada para operar as lanchas. Nenhum curso foi dado até agora. Problemas como esse adiam a entrega de quase uma dezena de lanchas que estão armazenadas ao relento numa marina de Biguaçu (SC).
Claudio Dantas Sequeira
Claudio Dantas Sequeira
SOBREPREÇO
Embora a Intech cobre no mercado R$ 850 mil por cada
lancha, o Ministério da Pesca pagou R$ 1,3 milhão a unidade.
Na divisão de cargos e verbas entre a base aliada, o Ministério da Pesca e Aquicultura sempre foi da cota do PT catarinense. À exceção do atual ministro Luiz Sérgio, de Angra dos Reis (RJ), os três ministros anteriores saíram de Santa Catarina. O resultado é que o Estado acabou favorecido com recursos. Mas agora se sabe que, em alguns casos, o favorecimento ocorreu ao arrepio das boas práticas da administração pública, beirando a ilegalidade. A suspeita recai especificamente sobre a compra de 28 lanchas de patrulhamento marítimo que custaram aos cofres públicos mais de R$ 30 milhões, no maior negócio realizado pela pasta. O Tribunal de Contas da União está concluindo um relatório que apura indícios de direcionamento de licitação, superfaturamento e desvio de recursos públicos. O processo, ainda sigiloso, está em fase de instrução na 8ª Secretaria de Controle Externo do TCU. Embora tenha aparentemente percorrido todos os caminhos traçados pela Lei 8.666 – das licitações – chamou a atenção dos auditores o fato de o contrato milionário ter sido entregue ao estaleiro Intech Boating, até então desconhecido do mercado e que foi criado em Santa Catarina apenas um ano antes da abertura do certame – um processo, aliás, praticamente sem concorrência e repleto de falhas, segundo o TCU.
É curioso também que a Intech tenha cobrado inicialmente por cada lancha R$ 1,3 milhão, enquanto pratica no mercado o preço máximo de R$ 850 mil pelo mesmo barco. O processo também contraria a lógica dos negócios com a administração pública. Normalmente, o empresário aumenta o valor porque o governo demora a pagar. Mas não foi o caso. O Ministério da Pesca iniciou a liberação dos pagamentos em março de 2009, menos de três meses após a assinatura do contrato. A primeira lancha foi entregue em julho. Após três anos, o contrato já foi quitado, mas apenas metade da encomenda foi entregue. Numa espécie de retribuição à generosidade oficial, que fez da Intech um raro ‘case’ de sucesso, o estaleiro irrigou as contas do comitê eleitoral do PT na campanha de 2010 com R$ 150 mil. Responsável pela assinatura do contrato com a Intech, o ex-ministro Altemir Gregolin nega a troca de favores e garante que a contratação do estaleiro foi legal. “O programa das lanchas-patrulha é estratégico e seguiu rigorosamente os requisitos legais”, disse à ISTOÉ. Não é o que pensa o deputado estadual Edison Andrino (PMDB), que encaminhou em setembro um pedido de informação ao Ministério da Pesca. “Estou até agora aguardando uma resposta”, queixa-se. O parlamentar estranha também que o estaleiro tenha como sócios pessoas sem histórico no setor náutico, como o publicitário paulista José Antônio Galízio Neto e o engenheiro químico Pedro Springmann.
PESCA ENTRE AMIGOS
Ex-ministro Altemir Gregolin (à esquerda) posa ao lado dos sócios da Intech Boating
José Antônio Galízio Neto, Pedro Springmann e Paulo Motta em evento em Florianópolis
As desconfianças dos auditores do TCU sobre o negócio com a Intech permeiam todo o processo licitatório. O primeiro pregão, que previa a construção de um lote de cinco embarcações, aconteceu às 9h da manhã de 26 de dezembro de 2008, um dia depois do Natal. O único concorrente da Intech foi uma empresa de equipamentos industriais, a Cozil, cuja proposta foi “cadastrada de forma equivocada pela Administração”, conforme consta da ata do pregão obtida pela reportagem. Com a desclassificação imediata da Cozil, a Intech foi imediatamente homologada pela Comissão de Licitação. O contrato teve dois aditivos que ultrapassaram R$ 1,36 milhão. Vale notar ainda que o edital previa a construção de lanchas para “operação nos Estados do Pará e Maranhão”. Mas as primeiras unidades foram entregues para a Polícia Militar ambiental de Santa Catarina. A cerimônia pomposa foi devidamente capitalizada politicamente pelas lideranças petistas do Estado.
O segundo lote de lanchas-patrulha, cada uma com 11 pés e equipadas com radiotransmissores, foi ofertado em novo pregão presencial, realizado novamente próximo ao Natal, precisamente no dia 22 de dezembro de 2009. Dessa vez, a encomenda chegou a 23 embarcações. Além da Intech, participou da licitação a Engetec. Essa empresa venceu com o menor preço, mas acabou desclassificada na fase de habilitação por não apresentar atestado de capacidade técnica. O proprietário do estaleiro Engetec, Cesar Thomé Filho, argumenta que detinha todos os requisitos necessários para fabricar as lanchas. O problema, segundo ele, é que o edital teria sido direcionado para beneficiar a Intech. “Eles pediam itens específicos, que se ajustavam ao projeto das lanchas que a Intech já tinha vendido no primeiro lote”, diz. Thomé conta que sua presença no ministério às vésperas do Natal causou estranhamento. “Quando cheguei me questionaram sobre o que eu estava fazendo lá”, conta. Mas se o empresário não tivesse ido, o Ministério da Pesca compraria a lancha do estaleiro de Galízio ao preço de R$ 1,6 milhão, quase três vezes o preço de custo da embarcação. “O custo de uma lancha dessas na ocasião era de R$ 600 mil. Eu ofereci por R$ 1,05 milhão e forcei a Intech a baixar o preço”, afirma.
Como se não bastasse as suspeitas envolvendo o contrato com a Intech – que não retornou aos contatos da reportagem –, os auditores do TCU questionam a pertinência da compra de lanchas para fiscalização, que não é atividade-fim do Ministério da Pesca. Em consequência, a utilização das lanchas só é possível por meio de convênios com instituições estaduais, como polícias ambientais, Ibama, Instituto Chico Mendes e Marinha. Mas o problema não termina aí. Em alguns Estados, como Alagoas, a PM não tem gente qualificada para operar as lanchas. Nenhum curso foi dado até agora. Problemas como esse adiam a entrega de quase uma dezena de lanchas que estão armazenadas ao relento numa marina de Biguaçu (SC).
Claudio Dantas Sequeira
AGNELO NA CORDA BAMBA...
AGNELO QUEIROZ, DO PT, BALANÇA NA CORDA BAMBA DAS ACUSAÇÕES. ESTÁ ENFEZADO PORQUE PODE DESPENCAR DO GOVERNO DE BRASÍLIA!
Barbudinho Agnelo do PT já põe barba de molho
Um trecho das gravações feitas pelo policial João Dias durante encontro com assessores de Orlando Dias, em 2008, e transcritas na edição de VEJA desta semana, vai obrigar o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, a dar explicações.
Na conversa, Fábio Hansen, que continua como mandachuva do programa Segundo Tempo, faz uma revelação: “Nós conversamos com Agnelo hoje. Agnelo estava indignado. Agnelo nos chamou de moleques hoje. (...) O Agnelo ficou p., ficou indignado. Falou: ‘Vocês não sabem o estado em que está o João’”.
Tradução: ex-ministro do Esporte e ex-estrela do PCdoB, no qual João Dias também militava, Agnelo, hoje convertido ao petismo, tomou as dores do policial, aflito com um ofício do ministério que o responsabilizava por irregularidades no programa Segundo Tempo.
Em suas inúmeras explicações na semana passada, o ministro Orlando Silva insinuou mais de uma vez que a corrupção em sua pasta tinha raízes na gestão do antecessor.
Barbudinho Agnelo do PT já põe barba de molho
Um trecho das gravações feitas pelo policial João Dias durante encontro com assessores de Orlando Dias, em 2008, e transcritas na edição de VEJA desta semana, vai obrigar o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, a dar explicações.
Na conversa, Fábio Hansen, que continua como mandachuva do programa Segundo Tempo, faz uma revelação: “Nós conversamos com Agnelo hoje. Agnelo estava indignado. Agnelo nos chamou de moleques hoje. (...) O Agnelo ficou p., ficou indignado. Falou: ‘Vocês não sabem o estado em que está o João’”.
Tradução: ex-ministro do Esporte e ex-estrela do PCdoB, no qual João Dias também militava, Agnelo, hoje convertido ao petismo, tomou as dores do policial, aflito com um ofício do ministério que o responsabilizava por irregularidades no programa Segundo Tempo.
Em suas inúmeras explicações na semana passada, o ministro Orlando Silva insinuou mais de uma vez que a corrupção em sua pasta tinha raízes na gestão do antecessor.
NÃO HÁ MAIS DESCARGA SANITÁRIA QUE DÊ JEITO...
Orlando Silva – A FITA NA VEJA DESTA SEMANA: “Nós vamos apurar que merda é essa; a coisa saiu do controle”
Faz tempo que o Ministério do Esporte é um caso de Polícia… Federal!! Os próprios órgãos de fiscalização e controle do governo mais ou menos infensos aos esquemas organizados para roubar dinheiro público cobram a devolução de mais de R$ 40 milhões repassados a ONGs que não fizeram o trabalho para a qual foram contratadas.<b> Boa parte delas tem algo em comum: são tocadas por pessoas ligadas ao PCdoB, partido do ministro Orlando Silva, que lotou a pasta de militantes da legenda, muitos deles ex-diretores da UNE, como ele próprio. É o comunismo de resultado… para os comunistas.
Sucessivos escândalos deveriam bastar para que Silva ganhasse o olho da rua. Por muito menos, outros ministros, sem o pedigree esquerdista, foram demitidos. Na semana passada, VEJA trouxe o depoimento do PM João Dias Ferreira, dono de duas ONGs e íntimo da camarilha que comanda o Esporte desde os tempos de Agnelo Queiroz, antecessor de Silva e atual governador do Distrito Federal, um ex-comunista do Brasil que migrou para o PT. A denúncia caiu como uma bomba: segundo o policial, o chefe do esquema de desvios de recursos — cuja existência está mais do que provada — é o próprio ministro. Mais: ele teria recebido, pessoalmente, uma remessa de dinheiro na garagem do ministério.
Bem, vocês conhecem a história. Silva ficou indignado e passou a exigir “as provas” — UM COMPORTAMENTO INAUGURADO POR JOSÉ DIRCEU NA ÉPOCA DO MENSALÃO. Explico mais adiante o que quero dizer com isso. Bem, não será por falta de provas que o ministro manterá o seu emprego. Se ficar no cargo, será APESAR DELAS. VEJA, mais uma vez, cumpre o seu papel, Queriam provas? Vamos lá.
Na edição passada, a revista revelou que, no começo de 2008, o comando da PM do Distrito Federal abriu um processo por desvio de conduta contra conta João Dias. Em ofício ao Ministério do Esporte, quis saber o que havia contra um de seus homens. A resposta não foi boa: informou-se que ele devia, então, R$ 3 milhões para a pasta. O policial ficou furioso e foi tirar satisfações. Deu resultado. O ministério enviou novo informe à PM, retificando o anterior e limpando a sua barra. POIS BEM! VEJA TEVE ACESSO A GRAVAÇÕES FEITAS PELO PRÓPRIO POLICIAL. Uma reunião de abril de 2008 impressiona pela desfaçatez, pelo cinismo e pela sem-cerimônia com que essa gente trata o dinheiro púbico.
Dois assessores diretos do ministro — Fábio Hansen (então chefe de gabinete da Secretaria de esporte educacional, que cuida do programa Segundo tempo) e Charles Rocha, então chefe de gabinete da secretaria executiva do ministério — dão a João Dias dicas de como fraudar o próprio ministério. Não só isso: fala-se abertamente de desvio de recursos e de como um militante do PCdoB embolsou R$ 800 mil. Todos riem. Leiam um trecho da reportagem de Rodrigo Rangel:
*
(…)
João Dias estava preocupado com um documento encaminhado à Polícia Militar pelo ministério que o responsabilizava por irregularidades na execução do programa. Aquilo poderia custar-lhe o emprego. Os diálogos deixam claro que havia consenso entre as partes e que eles estavam ali para arrumar um jeito de salvar a pele do policial. “Eu só posso dizer a você duas coisas: primeiro, nós vamos apurar que m… é essa. A coisa fugiu do controle, e, por isso, estamos abrindo uma outra frente. Isso é um absurdo, está errado. Antes de mais nada, tá errado (…) Como é que você tá sendo cobrado em 3 milhões?”, diz Fábio Hansen na gravação.
João dias reclama da suposta traição e ameaça: “Nego tá querendo colocar a mão no ministro…”. “Porque, se eu quisesse me livrar, pegar os caras certos, nós pegaríamos”, diz o policial. A reunião avançou noite adentro e teve momentos de tensão. “O que nós estamos tentando aqui é tentar remediar a m… que foi feita”, diz Fábio Hansen.
O “remédio” para o problema ele detalha em outro trecho da reunião. “A gente pode mandar lá um ofício desconsiderando o que a gente mandou”, sugere Charles Rocha. Hansen completa: “Você faz três linhas pedindo prorrogação de prazo”. Depois recomenda que se processe uma fraude, apresentando um pedido de prazo “com data anterior à notificação”. “Imediatamente a gente faz isso, passa por fax, para o mesmo que foi encaminhado o outro, e a gente manda um portador entregar (…) na mesma hora“, diz Hansen. O roteiro combinado foi seguido à risca. Dois dias depois, o ministério enviou à PM um documento pedindo que o anterior fosse desconsiderado. Detalhe: o convênio cujo prazo para prestação de contas estava sendo prorrogado nessa artimanha havia vencido dois anos antes.
(…)
Voltei
Vocês estão lúcidos; leram isto mesmo: os então homens fortes de Orlando Silva se organizavam para fraudar as regras do ministério e proteger o malfeito. Na conversa, surge o nome de outro figurão no imbróglio: AGNELO QUEIROZ.
Depois de comentarem às gargalhadas que Fredo Ebling, dirigente do PCdoB encarregado de arrecadar propinas entre as ONGs teria ficado com R$ 800 mil, Hansen comenta: “Nós conversamos com Agnelo hoje. O Agnelo estava indignado. O Agnelo nos chamou de moleques hoje. (…) O Agnelo ficou p., ficou indignado. Falou: ‘Vocês não sabem o estado em que está o João’”.
Leiam a reportagem na edição impressa da revista, que traz um alentado material sobre o custo da corrupção para o Brasil — ou, mais especificamente, para os brasileiros que trabalham honestamente.
Cultura José Dirceu
Isso que vemos é só parte da safadeza. Orlando Silva está jogando para enrolar a platéia. Quando fica, com o seu samba de uma nota só, indagando onde está a prova, pergunta, no fundo, se existe algum recibo assinado por ele. Suponho que não! A
As provas, senhor ministro, são o conjunto de evidências — INQUESTIONÁVEIS —de que o senhor comanda uma máquina corrupta, organizada para assaltar os cofres públicos.
As provas, senhor ministro, são os seus homens fortes ensinando como fraudar os mecanismos de vigilância do próprio ministério.
As provas, senhor ministro, estão no arranjo feito para beneficiar um dos operadores do esquema que é agora chamado de “bandido”, mas um bandido muito íntimo — inclusive do seu antecessor!
Ontem, a Secretaria de Comunicação da Presidência emitiu uma nota em que se atribui à presidente Dilma a seguinte fala:
“Não lutamos inutilmente para acabar com o arbítrio e não vamos aceitar que alguém seja condenado sumariamente”.
Todos têm direito à defesa, senhora presidente! A Constituição e os códigos pertinentes estão aí para cuidar desses assuntos. Aqui se cuida é de política. Uma das graves acusações feitas por João Dias Ferreira está devidamente comprovada. Ameaçada, a cúpula do Ministério do Esporte mudou um relatório para beneficiar alguém que estava sendo acusado de fraude.
O bordão “Cadê a prova?”, fazendo de conta que política é arena criminal, é uma prática introduzida na vida pública por José Dirceu.
A tramóia com dinheiro ilegal existia; ele era o chefão das personagens diretamente envolvidas com o mensalão; era quem fazia a coordenação política do governo; o escândalo ficou mais do que evidenciado em centenas de saques em dinheiro vivo feitos na boca do caixa; há a impressionante confissão de Duda Mendonça… No entanto, Dirceu grita até hoje: “Cadê a prova?”, como se uma tramóia política costumasse deixar atos de ofício.
Na conversa do policial com os dois assessores diretos de Orlando Silva, fica claro que o ministro está na linha de tiro caso não façam aquilo que ele quer. E os dois fazem. Visivelmente, estão com medo do interlocutor. Silva faria um bem ao país, à Copa do Mundo e até a si mesmo se reconhecesse que não dá mais. É um pato manco.
E algo me diz que isso é só o começo. Há gente no entorno de Dilma que acredita que o Ministério do Esporte tem de sair do radar do noticiário porque a chance de engolfar Agnelo Queiroz, e o PT, é gigantesca.
Já se usa até uma metáfora: “Ele pode ser o [José Roberto] Arruda do PT”. Está sentado, aliás, na mesma cadeira. E só está porque o outro quebrou a cara. Mas trato disso no próximo post. A situação está ruim para a turma. E pode piorar.
Por Reinaldo Azevedo
CUSTO DA CORRUPÇÃO NO BRASIL: R$82 BILHÕES POR ANO!!!
Matéria de Capa. A VEJA desta semana traz uma reportagem de Otávio Cabral e Laura Diniz sobre o custo da corrupção no Brasil: R$ 82 bilhões por ano — ou 2,3% do PIB. É uma soma estratosférica, e isso nos coloca, certamente, entre os países mais corruptos do mundo. Ou melhor: isso coloca o poder público do Brasil entre os mais corruptos do mundo. Leiam um trecho:
(…)
Nos últimos dez anos, segundo estimativas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), foram desviados dos cofres brasileiros R$ 720 bilhões. No mesmo período, a Controladoria-Geral da União fez auditorias em 15.000 contratos da União com estados, municípios e ONGs, tendo encontrado irregularidades em 80% deles.
Nesses contratos, a CGU flagrou desvios de R$ 7 bilhões - ou seja, a cada R$ 100 roubados, apenas R$ l é descoberto. Desses R$ 7 bilhões, o governo conseguiu recuperar pouco mais de R$ 500 milhões, o que equivale a 7 centavos revistos para cada R$ 100 reais roubados.
Uma pedra de gelo na ponta de um iceberg. Com o dinheiro que escoa a cada ano para a corrupção, que corresponde a 2,3% de todas as riquezas produzidas no país, seria possível erradicar a miséria, elevar a renda per capita em R$ 443 reais e reduzir a taxa de juros.
(…)
As principais causas da corrupção são velhas conhecidas: instituições frágeis, hipertrofia do estado, burocracia e impunidade.
O governo federal emprega 90.000 pessoas em cargos de confiança.
Nos Estados Unidos, há 9.051. Na Grã-Bretanha, cerca de 300. “Isso faz com que os servidores trabalhem para partidos, e não para o povo, prejudicando severamente a eficiência do estado”, diz Cláudio Weber Abramo, diretor da Transparência Brasil.
Há no Brasil 120 milhões de pessoas vivendo exclusivamente de vencimentos recebidos da União, estados ou municípios.
A legislação tributária mais injusta e confusa do mundo é o fertilizante que faz brotar uma rede de corruptos em órgãos como a Receita Federal e o INSS. A impunidade reina nos crimes contra a administração pública.
Uma análise de processos por corrupção feita pela CGU mostrou que a probabilidade de um funcionário corrupto ser condenado é de menos de 5%. A possibilidade de cumprir pena de prisão é quase zero.
A máquina burocrática cresce mais do que o PIB, asfixiando a livre-iniciativa. A corrupção se disfarça de desperdício e se reproduz nos labirintos da burocracia e nas insondáveis trilhas da selva tributária brasileira.
Leia a íntegra na edição impressa da revista.
ENTENDEU OU QUER QUE DESENHE?
Nova testemunha do PCdoB denuncia a IstoÉ: "Orlando Silva é bandido, mas o chefe da quadrilha é o governador Agnelo Queiroz, do PT"
- Quanto mais tempo o PCdoB e o ministro Orlando Silva resistirem, mais malfeitorias virão ao conhecimento do povo brasileiro, envolvendo também outros ministérios, como o da Ciência e Tecnologia,k que está sob o comando do PSB, como também os governos Lula e Dilma, envolvidos num mar de lama e corrupção. São revelações como esta que o governador Tarso Genro quer impedir, ao defender o controle da mídia.
A reportagem a seguir da revista IstoÉ que já circula, introduz novos personagens no caso do ministério dos Esportes, mas desta vez o caso desanda de vez para cima do governador de Brasília, Agnelo Queiroz, do PT.
Agnelo foi ministro antes de Silva "Cansei de dar dinheiro ao Agnelo", denuncia agora outro membro da quadrilha. LEIA tudo:
Nos últimos dias, o escândalo dos desvios de verbas de ONGs ligadas ao Ministério do Esporte, detonado pelo policial militar João Dias Ferreira, atingiu em cheio o ministro Orlando Silva e colocou em xeque a administração de nove anos do PCdoB à frente da pasta.
Agora, uma nova e importante testemunha do caso pode dar outros contornos à história, ainda repleta de brechas e pontos obscuros.
O que se sabia até o momento era que os comunistas, além de terem aparelhado o Ministério do Esporte, montaram um esquema de escoamento de verbas de organizações não governamentais para abastecer o caixa de campanha do partido e de seus principais integrantes.
Em depoimentos ao longo da semana, o PM João Dias acusou Orlando Silva de ser o mentor e principal beneficiário do esquema. A nova testemunha, o auxiliar administrativo Michael Alexandre Vieira da Silva, 35 anos, apresenta uma versão diferente.
Em entrevista à ISTOÉ, Michael afirma que o atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e ex-ministro do Esporte, hoje no PT, mas que passou a maior parte de sua trajetória política no PCdoB, é quem era o verdadeiro “chefe” do esquema de desvio de recursos do Esporte. Até então, Agnelo vinha sendo poupado por João Dias.
Michael foi a principal testemunha da Operação Shaolin, deflagrada no ano passado pela Polícia Civil do DF e na qual foram presas cinco pessoas, entre elas o próprio soldado João Dias.
Seu papel nesse enredo é inquestionável. Michael trabalhou nas ONGs comandadas por João Dias, conheceu as entranhas das fraudes no Ministério do Esportes e, durante um bom tempo, esteve a serviço dos pontas-de-lança do esquema.
Sobre esse período, ele fez uma revelação bombástica à ISTOÉ:
“Saquei R$ 150 mil para serem entregues a Agnelo (então, ministro)”, disse ele na entrevista.
Polibio Braga
Postado por UPEC
O INDECENTE: LULA MANDA RECADO AO PCdoB: "VOCÊS E O MINISTRO TÊM DE RESISTIR"
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta sexta-feira a Orlando Silva e ao PCdoB para que resistissem às pressões e não entregassem o Ministério do Esporte.
No fim do dia, Lula, que trabalhou ativamente nos bastidores pela permanência de Orlando no governo , ligou para o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, e reafirmou que o momento era de resistência. Após a conversa por telefone com Lula no início da noite, Rabelo abriu a 17ª Conferência Estadual do partido no Rio e destacou que o crescimento da pasta comandada por seu partido despertou a cobiça de vários setores.
Marcelo Remígio - O Globo
No fim do dia, Lula, que trabalhou ativamente nos bastidores pela permanência de Orlando no governo , ligou para o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, e reafirmou que o momento era de resistência. Após a conversa por telefone com Lula no início da noite, Rabelo abriu a 17ª Conferência Estadual do partido no Rio e destacou que o crescimento da pasta comandada por seu partido despertou a cobiça de vários setores.
Marcelo Remígio - O Globo
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