VAI QUE É SUA, TAFAREL...
"É melhor dar dinheiro diretamente na mão do pobre, pra ele comprar pinga no bar,do que deixar na mão dos ricos empresários aplicarem em derivativos." Lula
Explicando porque era contra e iria acabar com o desconto do IPI dos carros, mas que convencido por Guido Mantega, o desconto foi mantido , mantendo a arrecadação e evitando desempregos.
*****
"Se quiser nós lhe ensinamos o nosso PROER!" Lula
Falando a Obama, orgulhoso por nosso Sistema Finaceiro praticamente não ter sido afetado pela bolha financeira, graças ao PROER. Depois que alguém o lembrou que foi FHC quem fez o PROER e que Lula tinha sido contra, ele parou de falar no PROER.
*****
Os brasileiros precisam ser respeitados lá fora ! Lula
Defendendo patrioticamente e apressadamente uma brasileira na Suiça, acusada de inventar uma agressão sofrida. Ficou provado a farsa da brasileira e Lula não tocou no assunto.
*****
"A biografia de Sarney precisa ser respeitada." Lula
Ao defender Sarney e seus esquemas de empregar parentes no senado como se fosse uma de suas empresas.Sempre pensando em 2010.
*****
"Eu gostaria de ter estudado latim, assim eu poderia me comunicar melhor com o povo da América Latina"
(deveria ter nascido mudo!!)
Luiz Inácio Lula da Silva
*****
"A grande maioria de nossas importações vem de fora do país."
(Putz..)
Luiz Inácio Lula da Silva
*****
"Se não tivermos sucesso, corremos o risco de fracassarmos."
(E o risco é mesmo grande!)
Luiz Inácio Lula da Silva
*****
"O Holocausto foi um período obsceno na História da nossa nação. Quero dizer, na História deste século. Mas todos vivemos neste século. Eu não vivi nesse século."
(Ai,ai,ai,….o cara cheirou rodasol)
Luiz Inácio Lula da Silva
*****
"Uma palavra resume provavelmente a responsabilidade de qualquer governante."
E essa palavra é “estar preparado”.
(????)
Luiz Inácio Lula da Silva
*****
"O futuro será melhor amanhã."
(!!!!)
Luiz Inácio Lula da Silva
*****
"Eu mantenho todas as declarações erradas que fiz."
(..e continua a fazer)
Luiz Inácio Lula da Silva
*****
"PELOTAS É UMA CIDADE QUE EXPORTA VIADOS."
(Hummmmmmmm)
Luiz Inácio Lula da Silva
*****
"Um número baixo de votantes é uma indicação de que menas pessoas estão a votar."
(Socorro!!!)
Luiz Inácio Lula da Silva
*****
"Nós estamos preparados para qualquer imprevisto que possa ocorrer ou não."
(Fenomenal!!)
Luiz Inácio Lula da Silva
*****
"MINHA MÃE NASCEU ANALFABETA."
(será??)
Luiz Inácio Lula da Silva
*****
"Não é a poluição que está prejudicando o meio-ambiente. São as impurezas no ar e na água que fazem isso."
(Ah bom!!!)
Luiz Inácio Lula da Silva
*****
"É tempo para a raça humana entrar no sistema solar."
(Fechou com chave de ouro!!!)
Luiz Inácio Lula da Silva
*****
Fico por aqui, pois o repertório é enorme, haja vista o tempo que o palanqueiro arrotava suas bravatas, verdadeiras pérolas, dentre as quais, uma ficou célebre pela arrogância - depois de se apropriar de alguns programas e medidas implementadas pelo governo anterior - com que esbravejava: "NUNCA ANTES NESSE PAÍS...".
E nem mesmo cabe considerar que tais programas e medidas, sempre sofreram a oposição ferrenha do PT, na voz de Lula, uma estratégia petista: opor-se ao que quer que seja, favorável ou não ao Brasil. O importante é que façamos oposição ao governo... E dentre tais programas, o Bolsa Família, transformado numa plataforma eleitoreira, antes sempre virulentamente atacado pelo PT.
Com a palavra o 'doutor honoris' causa (por que causa eu ainda não sei...)
m.americo
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05/12/2011
Velhos & velhacos
“Na minha idade, ingenuidade é elogio”.
José Sarney, vulgo Madre Superiora, ao contrariar o governo e colocar em votação no Senado a Emenda 29, que trata de recursos para a saúde, informando que, com a passagem do tempo, uns ficam mais velhos e outros ficam mais velhacos.
05/12/2011
A vingança do apaixonado
“Saio com a consciência tranquila do dever cumprido, da minha honestidade pessoal e confiante por acreditar que a verdade sempre vence.”
Carlos Lupi, insinuando que resolveu deixar o ministério de Dilma Rousseff porque aquilo não é lugar de gente honesta.
05/12/2011
O exemplo de Mercadante
“Decidi pedir demissão do cargo que ocupo, em caráter irrevogável.”
Carlos Lupi, avisando que, como fez o companheiro Aloízio Mercadante quando era líder do PT no Senado, é só Lula pedir-lhe para ficar que ele revoga o irrevogável e aparece no gabinete nesta segunda-feira, pronto para não trabalhar.
05/12/2011
Último a saber
“A Comissão de Ética da Presidência da República me condenou sumariamente sem me dar direito de defesa”.
Carlos Lupi, em nota divulgada no site do Ministério do Trabalho, jurando que só soube que é corrupto na quarta-feira, 30 de novembro, depois que a Comissão de Ética Pública recomendou a Dilma Rousseff que demitisse o vigarista apaixonado.
04/12/2011
Paixão bandida
“A presidente agradece a colaboração, o empenho e a dedicação do ministro Lupi ao longo de seu governo e tem certeza de que ele continuará dando sua contribuição ao país”.
Nota oficial da Presidência da República, informando que Dilma Rousseff está muito feliz com o que fez Carlos Lupi no Ministério do Trabalho e espera que, para o bem do Brasil, o vigarista apaixonado continue extorquindo sindicatos, forjando parcerias muito lucrativas com ONGs bandidas e tungando salários como funcionário público fantasma, fora o resto.
04/12/2011
Berreiro na cozinha
“Olha, neste instante eu estou com quatro panelas de pressão nas quatro bocas do fogão!”
Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais, um berreiro à procura de uma ideia, em conversa por telefone com a deputada Teresa Surita, a quem pediu ajuda para adiar a votação do projeto que trata do Plano Nacional de Educação, revelando que, graças à experiência acumulada no Ministério da Pesca, foi nomeada por Dilma Rousseff para administrar o setor de frutos do mar da cozinha do Palácio da Alvorada.
04/12/2011
Por fora
“Nunca vi um verão tão quente no Congresso. É prudente que a presidente Dilma traga da Venezuela para todos nós, governistas, um protetor solar bem especial”.
Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara dos Deputados, sobre a série de votações polêmicas incluídas na pauta de dezembro, ensinando que, na novilíngua da base alugada, “protetor solar bem especial” significa ministério ou contrato bilionário sem licitação.
04/12/2011
Marmanjo chorão
“Ache 56 milhões de votos, sente na minha cadeira, e aí você pode achar o que quiser”.
Dilma Rousseff, para Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, segundo a coluna de Ilimar Franco, publicada no jornal O Globo deste domingo, numa reedição curta e grossa do famoso pito por telefone que fez o companheiro do PT baiano cair na choradeira e sair à procura do colo da mãe.
04/12/2011
Amnésia malandra
“Coincidência nem feliz nem infeliz. Isso não nos diz respeito”.
André Vargas, secretário de Comunicação do PT, sobre a prisão do companheiro Marcos Valério justo no dia da reunião da executiva nacional do partido em Belo Horizonte, fazendo de conta que o mundaréu de malas de dinheiro distribuídas durante o mensalão pelo patrocinador mineiro foi parte da herança maldita legada por FHC.
04/12/2011
Gente fina
“Defenderei que Lupi deixe o cargo já, para conter o desgaste político ao partido”.
André Figueiredo, presidente do PDT, convencido de que Carlos Lupi pode acabar prejudicando a imagem do partido, valorizada por gente como Paulinho da Força e André Figueiredo.
augusto nunes
Um painel político do momento histórico em que vivem o país e o mundo. Pretende ser um observatório dos principais acontecimentos que dominam o cenário político nacional e internacional, e um canal de denúncias da corrupção e da violência, que afrontam a cidadania. Este não é um blog partidário, visto que partidos não representam idéias, mas interesses de grupos, e servem apenas para encobrir o oportunismo político de bandidos. Não obstante, seguimos o caminho da direita. Semitam rectam.
"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
EL MERCURIO: ENTREVISTA AL EX PRESIDENTE DE BRASIL FERNANDO H. CARDOSO
“En el gobierno de Lula da Silva hubo impunidad frente a la corrupción”
Asegura aplaudir la decisión de la Mandataria Dilma Rousseff de “limpiar la basura” que heredó de su predecesor. “No hay que confundir apoyo político, con apoyo a un tema de interés nacional”, recalca.
Gobierno, Transportes, Agricultura, Turismo y Deportes. Y ahora quizás Trabajo. Todas estas carteras - y la última parece estar a punto de hacerlo -, perdieron a sus ministros por denuncias de corrupción, desvíos de dineros públicos u otras supuestas irregularidades que han enlodado la gestión de la Presidenta Dilma Rousseff a menos de un año de que sucediera a su mentor Lula da Silva en el cargo.
Tan sólo ayer, la Mandataria recibió en su despacho a Carlos Lupi, el secretario de Trabajo, acusado por la prensa de recibir supuestos sobornos de organizaciones que suscribieron contratos con ese ministerio. No se supo si su dimisión será inminente o no.
Sí es claro que Dilma ya está hasta la coronilla. Según la vocera de gobierno, Helena Chagas, la Mandataria, antes de tomar una decisión apresurada, pidió una explicación detallada a la Comisión de Ética presidencial que recomendó la salida del ministro Lupi.
“La corrupción hay que eliminarla ahora del sistema político”, dijo ayer en entrevista con “El Mercurio” el ex Presidente brasileño Fernando Henrique Cardoso (1995- 2003), quien visitó Santiago para exponer en un seminario sobre perspectivas políticas y económicas latinoamericanas organizado por el Banco Itaú.
Brasil, la potencia regional en pleno despegue, no quiere acabar como aquellas naciones promesa de Europa, que hoy están sumidas en el torbellino de la crisis de la eurozona, en parte, por su incapacidad para combatir la corrupción y poner freno a la evasión fiscal. Rousseff maneja un país con solidez financiera, pero aún débil en su institucionalidad política demasiado amplia, en parte por su enorme extensión y descentralización federal.
-¿Cómo ve usted el problema de corrupción que complica a la Presidenta Rousseff?
“Es un problema grave, porque está muy disperso en el sistema político del país. Da la impresión que aceptar la corrupción se convirtió en una condición para gobernar, eso es muy grave. Menos mal que la Presidenta Rousseff ha tomado riendas. Ella ha puesto a un lado la basura y ahora tiene que limpiar. Puede decir ‘bueno, esto lo heredé del gobierno anterior’, pero ella tiene que demostrar una voluntad diferente y designar a funcionarios nuevos que no sean corruptos. Rousseff tiene la voluntad de hacerlo, y los brasileños tienen el deseo que ella lo haga”.
Cardoso, líder histórico de la Social Democracia Brasileña (PSDB), principal fuerza opositora a la variopinta alianza oficialista conducida por el Partido de los Trabajadores (PT) - una herencia de Lula a Rousseff - ha insistido en pedirle a la Presidenta que depure su gobierno de funcionarios que trabajaron en la admiistración anterior.
El cuestionado ministro Lupi se desempeña en Trabajo desde 2007, y pasaba lo mismo con algunos de los ministros que ya salieron, como el ex titular de Gobierno, Antonio Palocci, que antes tuvo a cargo la cartera de Hacienda con Lula da Silva como Presidente. Dimitió en junio, tras conocerse que su patrimonio aumentó 20 veces en los últimos cuatro años.
El gobierno de Rousseff se refiere a estos casos de corrupción como “hechos aislados”, mientras la prensa habla de la “herencia maldita” de Lula, y aunque aún no lo reflejen las encuestas ya han brotado grupos de “indignados” cansados de las malas prácticas con fondos públicos.
-¿Hubo impunidad frente a la corrupción en el gobierno de Lula da Silva?
“Sí, hubo y la gente lo sabe. Actualmente, hay un gran proceso en la Corte Suprema de Justicia donde hay varios ex ministros de Lula con causas abiertas. Yo no quiero adelantarme, no conozco la investigación detalladamente, pero si se demuestra, espero que sean juzgados. Desgraciadamente, con Lula hubo más impunidad. Él se demostró complaciente. Siempre dio disculpas ante conductas que no tienen disculpa”.
Cardoso responsabiliza a su sucesor, Lula, por estructurar un sistema de corrupción creado durante su segundo mandato, 2007-2010, para ampliar la base oficialista en el Congreso. En el PSDB, dicen que la “obsesión” por ampliar la base aliada del gobierno en el Congreso llevó a Lula a ceder “partes al Estado” y a permitir “acceso a recursos” públicos a grupos políticos, citó el diario O Estado de Sao Paulo.
Para el ex Presidente ahora es cuando “hay que disminuir la corrupción, llegar a eliminarla como una parte del sistema político. Eso es de interés de todos nosotros. Le digo siempre a Dilma que la apoyo en ese sentido. Pero creo que no hay que confundir apoyo político, con apoyo a políticas que son de interés nacional”, señala a este diario.
Regulación de drogas
En otra de sus trincheras, Cardoso dedica buena parte de su tiempo a promover la tesis de la despenalización del consumo de algunas drogas, como la marihuana, para reenfocar la lucha contra el narcotráfico. “Si uno comete un crimen va a la cárcel, y allí no se resuelve ningún problema. Hay que dar otro tipo de castigos, como trabajo comunitario. Mire lo que pasó con el tabaco, muche gente fumaba, incluso al principio por glamour. Hoy eso ya pasó. No hubo prohibición, pero sí hubo regulación”.
“Da la impresión que aceptar la corrupción se convirtió en una condición para poder gobernar en Brasil.”
“Brasil necesita tener más voz en el FMI”
Cardoso vino a Chile a hablar de cuán preparada está Latinoamérica ante la crisis económica en Europa, Estados Unidos y en otros países, el mismo día en que la directora del Fondo Monetario Internacional, Christine Lagarde, visitó Brasilia en su gira por países de la región para pedir apoyo económico.
-¿Qué le parece que Lagarde haya ido de gira a su país, Perú y México?
“Es un dato de que el mundo cambió. Antes íbamos nosotros porque necesitamos ayuda. Ahora vienen ellos para que prestemos a otros países que lo necesitan.
La francesa Lagarde no hizo más que piropear la economía brasileña. Luego de reunirse con la Presidenta Rousseff, la calificó de “consistente” y con muchas posibilidades de resistir la debacle financiera. Brasil “está en una situación económica muy favorable debido a políticas macroeconómicas y políticas monetarias sólidas. Está más inmune y mejor protegido que otros países de los efectos de la contaminación, de las consecuencias de la crisis del euro”, añadió.
-Si usted se hubiera reunido con la directora del FMI, ¿qué le hubiera dicho?
"¡Que Brasil necesita tener más voz en el Fondo!"
Aunque aseguró no saber cuál sería la decisión en Planalto para ayudar en esta crisis, pero justo ayer el ministro de Hacienda, Guido Mantega, dijo que Brasil condicionaba el desembolso de nuevos recursos al aumento de su poder en el FMI y al avance de las iniciativas europeas. Quizás era obvio, y todos en Brasil saben que la coyuntura los favorece para negociar mayores cuotas en el organismo.
Carlos Solar Fornazzari
Asegura aplaudir la decisión de la Mandataria Dilma Rousseff de “limpiar la basura” que heredó de su predecesor. “No hay que confundir apoyo político, con apoyo a un tema de interés nacional”, recalca.
Gobierno, Transportes, Agricultura, Turismo y Deportes. Y ahora quizás Trabajo. Todas estas carteras - y la última parece estar a punto de hacerlo -, perdieron a sus ministros por denuncias de corrupción, desvíos de dineros públicos u otras supuestas irregularidades que han enlodado la gestión de la Presidenta Dilma Rousseff a menos de un año de que sucediera a su mentor Lula da Silva en el cargo.
Tan sólo ayer, la Mandataria recibió en su despacho a Carlos Lupi, el secretario de Trabajo, acusado por la prensa de recibir supuestos sobornos de organizaciones que suscribieron contratos con ese ministerio. No se supo si su dimisión será inminente o no.
Sí es claro que Dilma ya está hasta la coronilla. Según la vocera de gobierno, Helena Chagas, la Mandataria, antes de tomar una decisión apresurada, pidió una explicación detallada a la Comisión de Ética presidencial que recomendó la salida del ministro Lupi.
“La corrupción hay que eliminarla ahora del sistema político”, dijo ayer en entrevista con “El Mercurio” el ex Presidente brasileño Fernando Henrique Cardoso (1995- 2003), quien visitó Santiago para exponer en un seminario sobre perspectivas políticas y económicas latinoamericanas organizado por el Banco Itaú.
Brasil, la potencia regional en pleno despegue, no quiere acabar como aquellas naciones promesa de Europa, que hoy están sumidas en el torbellino de la crisis de la eurozona, en parte, por su incapacidad para combatir la corrupción y poner freno a la evasión fiscal. Rousseff maneja un país con solidez financiera, pero aún débil en su institucionalidad política demasiado amplia, en parte por su enorme extensión y descentralización federal.
-¿Cómo ve usted el problema de corrupción que complica a la Presidenta Rousseff?
“Es un problema grave, porque está muy disperso en el sistema político del país. Da la impresión que aceptar la corrupción se convirtió en una condición para gobernar, eso es muy grave. Menos mal que la Presidenta Rousseff ha tomado riendas. Ella ha puesto a un lado la basura y ahora tiene que limpiar. Puede decir ‘bueno, esto lo heredé del gobierno anterior’, pero ella tiene que demostrar una voluntad diferente y designar a funcionarios nuevos que no sean corruptos. Rousseff tiene la voluntad de hacerlo, y los brasileños tienen el deseo que ella lo haga”.
Cardoso, líder histórico de la Social Democracia Brasileña (PSDB), principal fuerza opositora a la variopinta alianza oficialista conducida por el Partido de los Trabajadores (PT) - una herencia de Lula a Rousseff - ha insistido en pedirle a la Presidenta que depure su gobierno de funcionarios que trabajaron en la admiistración anterior.
El cuestionado ministro Lupi se desempeña en Trabajo desde 2007, y pasaba lo mismo con algunos de los ministros que ya salieron, como el ex titular de Gobierno, Antonio Palocci, que antes tuvo a cargo la cartera de Hacienda con Lula da Silva como Presidente. Dimitió en junio, tras conocerse que su patrimonio aumentó 20 veces en los últimos cuatro años.
El gobierno de Rousseff se refiere a estos casos de corrupción como “hechos aislados”, mientras la prensa habla de la “herencia maldita” de Lula, y aunque aún no lo reflejen las encuestas ya han brotado grupos de “indignados” cansados de las malas prácticas con fondos públicos.
-¿Hubo impunidad frente a la corrupción en el gobierno de Lula da Silva?
“Sí, hubo y la gente lo sabe. Actualmente, hay un gran proceso en la Corte Suprema de Justicia donde hay varios ex ministros de Lula con causas abiertas. Yo no quiero adelantarme, no conozco la investigación detalladamente, pero si se demuestra, espero que sean juzgados. Desgraciadamente, con Lula hubo más impunidad. Él se demostró complaciente. Siempre dio disculpas ante conductas que no tienen disculpa”.
Cardoso responsabiliza a su sucesor, Lula, por estructurar un sistema de corrupción creado durante su segundo mandato, 2007-2010, para ampliar la base oficialista en el Congreso. En el PSDB, dicen que la “obsesión” por ampliar la base aliada del gobierno en el Congreso llevó a Lula a ceder “partes al Estado” y a permitir “acceso a recursos” públicos a grupos políticos, citó el diario O Estado de Sao Paulo.
Para el ex Presidente ahora es cuando “hay que disminuir la corrupción, llegar a eliminarla como una parte del sistema político. Eso es de interés de todos nosotros. Le digo siempre a Dilma que la apoyo en ese sentido. Pero creo que no hay que confundir apoyo político, con apoyo a políticas que son de interés nacional”, señala a este diario.
Regulación de drogas
En otra de sus trincheras, Cardoso dedica buena parte de su tiempo a promover la tesis de la despenalización del consumo de algunas drogas, como la marihuana, para reenfocar la lucha contra el narcotráfico. “Si uno comete un crimen va a la cárcel, y allí no se resuelve ningún problema. Hay que dar otro tipo de castigos, como trabajo comunitario. Mire lo que pasó con el tabaco, muche gente fumaba, incluso al principio por glamour. Hoy eso ya pasó. No hubo prohibición, pero sí hubo regulación”.
“Da la impresión que aceptar la corrupción se convirtió en una condición para poder gobernar en Brasil.”
“Brasil necesita tener más voz en el FMI”
Cardoso vino a Chile a hablar de cuán preparada está Latinoamérica ante la crisis económica en Europa, Estados Unidos y en otros países, el mismo día en que la directora del Fondo Monetario Internacional, Christine Lagarde, visitó Brasilia en su gira por países de la región para pedir apoyo económico.
-¿Qué le parece que Lagarde haya ido de gira a su país, Perú y México?
“Es un dato de que el mundo cambió. Antes íbamos nosotros porque necesitamos ayuda. Ahora vienen ellos para que prestemos a otros países que lo necesitan.
La francesa Lagarde no hizo más que piropear la economía brasileña. Luego de reunirse con la Presidenta Rousseff, la calificó de “consistente” y con muchas posibilidades de resistir la debacle financiera. Brasil “está en una situación económica muy favorable debido a políticas macroeconómicas y políticas monetarias sólidas. Está más inmune y mejor protegido que otros países de los efectos de la contaminación, de las consecuencias de la crisis del euro”, añadió.
-Si usted se hubiera reunido con la directora del FMI, ¿qué le hubiera dicho?
"¡Que Brasil necesita tener más voz en el Fondo!"
Aunque aseguró no saber cuál sería la decisión en Planalto para ayudar en esta crisis, pero justo ayer el ministro de Hacienda, Guido Mantega, dijo que Brasil condicionaba el desembolso de nuevos recursos al aumento de su poder en el FMI y al avance de las iniciativas europeas. Quizás era obvio, y todos en Brasil saben que la coyuntura los favorece para negociar mayores cuotas en el organismo.
Carlos Solar Fornazzari
LOROTAS ELEITOREIRAS
Mentiras que o Lula conta: “Nenhuma obra do rio São Francisco ficará incompleta”
(Do Estadão)
Cenário de propaganda eleitoral da presidente Dilma Rousseff é responsável por parte de sua expressiva votação recebida no Nordeste, a transposição do Rio São Francisco foi abandonada por construtoras e o trabalho feito começa a se perder.
O Estado percorreu alguns trechos da obra em Pernambuco na semana passada e encontrou estruturas de concreto estouradas e com rachaduras, vergalhões de aço abandonados e diversos trechos em que o concreto fica lado a lado com a terra seca do sertão nordestino.
O Ministério da Integração Nacional afirma que é de responsabilidade das empresas contratadas a conservação do que já foi feito e que caberá a elas refazer o que está se deteriorando. Informa ainda que vai promover novas licitações em 2012 para as chamadas obras complementares, trechos em que a pasta e as empreiteiras não conseguiram chegar a um acordo sobre preço. Segundo o ministério, as obras estão paralisadas em 6 dos 14 lotes e em um deles o serviço ainda será licitado.
Marcada por controvérsias, a obra da transposição começou a sair do papel em 2007 e, no ano seguinte, com os canteiros em pleno funcionamento, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua então ministra-chefe da Casa Civil e mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) fizeram uma vistoria pela região para fazer propaganda da ação. Os dividendos eleitorais foram colhidos no ano passado por Dilma. Em Pernambuco, Estado onde começa o desvio das águas, ela obteve mais de 75% dos votos válidos no segundo turno da eleição. Nas cidades visitadas pelo Estado, onde as obras estão agora abandonadas, o desempenho foi ainda melhor. Em Floresta, a presidente obteve 86,3%; em Cabrobó e Custódia, 90,7%; e em Betânia, 95,4%.
Prometida para o final do governo Lula, a obra tem seu prazo de entrega sucessivamente adiado. A nova previsão é concluir os 220 quilômetros do eixo leste, de Floresta a Monteiro (PB), até o fim de 2014 e terminar no ano seguinte os 402 quilômetros do eixo norte, que sai de Cabrobó para levar água ao Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. A obra está atualmente orçada em R$ 6,8 bilhões, 36% a mais do que a projeção inicial. Segundo o ministério, foram empenhados R$ 3,8 bilhões para a obra e pagos R$ 2,7 bilhões às construtoras.
Durante três dias, a reportagem percorreu cerca de 100 quilômetros da extensão dos canais da obra. O abandono foi a tônica da viagem, com canteiros completamente parados. As únicas exceções foram as partes da transposição sob responsabilidade do Exército. Em um dos trechos visitados, na divisa das cidades pernambucanas de Betânia e Custódia, cerca de 500 metros de concreto estão totalmente quebrados, com pedaços se soltando do solo. Esse trecho terá de ser refeito para a água do São Francisco passar. O padre Sebastião Gonçalves, da diocese de Floresta, foi quem encontrou o trecho destruído durante vistoria frequente que faz pelas obras. 'As empresas abandonaram as obras e já começou a se perder o trabalho feito. É um desperdício inexplicável.'
A parte que aparece com as maiores avarias está no lote 10 da obra, que teve as obras iniciadas pelas construtoras Emsa e Mendes Júnior. Segundo moradores da região, as máquinas começaram a ser retiradas desde o início do ano passado. Há cerca de dois meses, os funcionários foram demitidos, deixando os alojamentos como aspecto de cidade fantasma, onde só restam vigias e alguns funcionários administrativos. 'É uma situação caótica, está tudo parado', reclama Manoel Joaquim da Silva, coordenador do sindicato dos agricultores familiares de Floresta e companhia constante do padre Sebastião Gonçalves no acompanhamento das obras.
A Mendes Júnior informou não participar mais do consórcio, enquanto a Emsa não enviou respostas aos questionamentos. O Ministério da Integração disse já ter sido informado das rachaduras e notificado a Emsa por meio de ofício no dia 26 de outubro. Segundo a pasta, as obras da empresa serão retomadas em janeiro de 2012. A reportagem encontrou início de deterioração em outro lote da obra, o de número 9, também no eixo leste. Paredes de concreto começam a rachar próximo ao local onde será construído o aqueduto sobre a BR-316, também em Floresta. Em outra área, vergalhões de aço para a construção de uma ponte para o canal passar foram abandonados e parte do material já foi até roubado. O lote é de responsabilidade das construtoras Camter e Egesa. O Estado não recebeu resposta da Egesa e não conseguiu contato com a Camter.
No eixo norte, o contraste entre as obras do Exército e o abandono por parte das empreiteiras está bem próximo. Dez quilômetros à frente de onde homens fardados seguem seu trabalho, há um canteiro abandonado do Consórcio Águas do São Francisco ainda com máquinas para a fabricação de concreto que sequer foram retiradas. Percorrendo mais dez quilômetros, encontra-se um grande vão onde as explosões foram feitas, mas o canal ainda não recebeu concreto.(Do Estadão)
(Do Estadão)
Cenário de propaganda eleitoral da presidente Dilma Rousseff é responsável por parte de sua expressiva votação recebida no Nordeste, a transposição do Rio São Francisco foi abandonada por construtoras e o trabalho feito começa a se perder.
O Estado percorreu alguns trechos da obra em Pernambuco na semana passada e encontrou estruturas de concreto estouradas e com rachaduras, vergalhões de aço abandonados e diversos trechos em que o concreto fica lado a lado com a terra seca do sertão nordestino.
O Ministério da Integração Nacional afirma que é de responsabilidade das empresas contratadas a conservação do que já foi feito e que caberá a elas refazer o que está se deteriorando. Informa ainda que vai promover novas licitações em 2012 para as chamadas obras complementares, trechos em que a pasta e as empreiteiras não conseguiram chegar a um acordo sobre preço. Segundo o ministério, as obras estão paralisadas em 6 dos 14 lotes e em um deles o serviço ainda será licitado.
Marcada por controvérsias, a obra da transposição começou a sair do papel em 2007 e, no ano seguinte, com os canteiros em pleno funcionamento, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua então ministra-chefe da Casa Civil e mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) fizeram uma vistoria pela região para fazer propaganda da ação. Os dividendos eleitorais foram colhidos no ano passado por Dilma. Em Pernambuco, Estado onde começa o desvio das águas, ela obteve mais de 75% dos votos válidos no segundo turno da eleição. Nas cidades visitadas pelo Estado, onde as obras estão agora abandonadas, o desempenho foi ainda melhor. Em Floresta, a presidente obteve 86,3%; em Cabrobó e Custódia, 90,7%; e em Betânia, 95,4%.
Prometida para o final do governo Lula, a obra tem seu prazo de entrega sucessivamente adiado. A nova previsão é concluir os 220 quilômetros do eixo leste, de Floresta a Monteiro (PB), até o fim de 2014 e terminar no ano seguinte os 402 quilômetros do eixo norte, que sai de Cabrobó para levar água ao Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. A obra está atualmente orçada em R$ 6,8 bilhões, 36% a mais do que a projeção inicial. Segundo o ministério, foram empenhados R$ 3,8 bilhões para a obra e pagos R$ 2,7 bilhões às construtoras.
Durante três dias, a reportagem percorreu cerca de 100 quilômetros da extensão dos canais da obra. O abandono foi a tônica da viagem, com canteiros completamente parados. As únicas exceções foram as partes da transposição sob responsabilidade do Exército. Em um dos trechos visitados, na divisa das cidades pernambucanas de Betânia e Custódia, cerca de 500 metros de concreto estão totalmente quebrados, com pedaços se soltando do solo. Esse trecho terá de ser refeito para a água do São Francisco passar. O padre Sebastião Gonçalves, da diocese de Floresta, foi quem encontrou o trecho destruído durante vistoria frequente que faz pelas obras. 'As empresas abandonaram as obras e já começou a se perder o trabalho feito. É um desperdício inexplicável.'
A parte que aparece com as maiores avarias está no lote 10 da obra, que teve as obras iniciadas pelas construtoras Emsa e Mendes Júnior. Segundo moradores da região, as máquinas começaram a ser retiradas desde o início do ano passado. Há cerca de dois meses, os funcionários foram demitidos, deixando os alojamentos como aspecto de cidade fantasma, onde só restam vigias e alguns funcionários administrativos. 'É uma situação caótica, está tudo parado', reclama Manoel Joaquim da Silva, coordenador do sindicato dos agricultores familiares de Floresta e companhia constante do padre Sebastião Gonçalves no acompanhamento das obras.
A Mendes Júnior informou não participar mais do consórcio, enquanto a Emsa não enviou respostas aos questionamentos. O Ministério da Integração disse já ter sido informado das rachaduras e notificado a Emsa por meio de ofício no dia 26 de outubro. Segundo a pasta, as obras da empresa serão retomadas em janeiro de 2012. A reportagem encontrou início de deterioração em outro lote da obra, o de número 9, também no eixo leste. Paredes de concreto começam a rachar próximo ao local onde será construído o aqueduto sobre a BR-316, também em Floresta. Em outra área, vergalhões de aço para a construção de uma ponte para o canal passar foram abandonados e parte do material já foi até roubado. O lote é de responsabilidade das construtoras Camter e Egesa. O Estado não recebeu resposta da Egesa e não conseguiu contato com a Camter.
No eixo norte, o contraste entre as obras do Exército e o abandono por parte das empreiteiras está bem próximo. Dez quilômetros à frente de onde homens fardados seguem seu trabalho, há um canteiro abandonado do Consórcio Águas do São Francisco ainda com máquinas para a fabricação de concreto que sequer foram retiradas. Percorrendo mais dez quilômetros, encontra-se um grande vão onde as explosões foram feitas, mas o canal ainda não recebeu concreto.(Do Estadão)
domingo, 4 de dezembro de 2011
LUPI VAI EMBORA, MAS O MODELO FICA!
A queda de Lupi é video tape. O Ministro percorreu o mesmo itinerário dos outros. As denuncias se sucederam e a Presidente como advogada de defesa perdeu a causa. Pressionado pelas denuncias o atrapalhado ministro sucumbiu e foi embora. E Dilma assina mais uma vez o atestado de cumplicidade.
Em mais uma oportunidade o modelo será preservado e a escolha do substituto não atenderá os critérios fundamentais da probidade, qualificação técnica e eficiência administrativa.
O Loteamento Planalto Central abre as portas da negociação nesta segunda feira. Logo o Brasil saberá quem é o novo proprietário desse lote, o do Trabalho.
E os brasileiros continuam a pagar a conta dos descalabros administrativos.
álvaro dias
COLECIONANDO LIXO
De tempos em tempos, geralmente em fim de ano, faço uma copidescagem em meus trastes. Algo que me dá muito prazer é jogar coisas fora. Ano passado, consegui jogar fora uns quarenta quilos de papéis.
O que me fez entrar em 2011 com uma extraordinária sensação de leveza. É uma faxina que me faz bem. Cá entre nós, há ainda muita coisa a jogar fora. Só que estas coisas são problemáticas. São livros. Ao longo da vida, juntei muita literatura inútil, particularmente nos anos em que fui professor de Letras. Como estava pesquisando a literatura comunista no Brasil, comprei o pior da literatura feita no país.
Jogar fora estes livros? Não consigo jogar livros fora. Queimá-los? Não tenho vocação para inquisidor. Doá-los? Lixo não é coisa que se doe. Então vão ficando aqui em casa. Por outro lado, esse lixo literário não deixa de ter sua função. Sempre é bom ter a mão as besteiras que Jorge Amado, Graciliano Ramos e Oswald de Andrade escreveram.
Em meus dias de Paris – e já lá vão mais de trinta anos – tomei contato com uma doença contemporânea. Conheci uma uruguaia que se pretendia refugiada política. Conversa daqui, conversa dali, ela convidou-me para ir até a sua casa. Casa? - perguntei. Em Paris não há casas. Ela insistiu que morava em uma casa. Paguei para ver.
De fato, era uma casa, mais precisamente um sobrado, situado no centro de uma cour. Mal entrei não acreditei no que via. O lixo infestava todo o térreo, empilhado até a altura dos ombros. Por um estreito corredor em meio à muralha de lixo, chegava-se até a cozinha, onde se abria um espaço de uns dois metros quadrados para uma mesa e duas cadeiras. Ao sentar-me, minha cabeça ficou um pouco abaixo do nível de lixo. Um outro corredor levava até o banheiro.
Por uma escadaria também atulhada de lixo, ela subiu ao primeiro piso para trocar-se. Pediu que eu não subisse: "Aqui está pior". Saí voando daquela casa. Saímos para a rua e ela me passou um objeto cilíndrico. "Segura isto aqui. Com cuidado. É uma bomba e eu me sinto perseguida". É claro que não voltei a revê-la. Se a casa era aquilo, fiquei me perguntando como seria a cabeça da moça.
Os franceses têm a fama de não serem muito higiênicos, o que não deixa de ter algum fundo de verdade, mas não tanto quanto se imagina. Mas eu nem podia atribuir aquela montanha de lixo às idiossincrasias dos franceses, afinal a moça era uruguaia.
O episódio me ficou na memória, naquele setor das coisas sem explicação, para as quais esperamos um dia alguma resposta. Alguns anos mais tarde, li nos jornais que uma aposentada fora soterrada pelo lixo de seu apartamento. Essa história, eu já conhecia.
Em 2006, li sobre uma milionária espanhola, Violeta de Carvalho Martinez, de 70 anos, que vivia em um sobrado no Itaim, bairro nobre de São Paulo, cercada por 250 toneladas de resíduos orgânicos e inorgânicos, laboriosamente juntados durante 20 anos. A casa tinha 350 metros quadrados.
Como não tinha mais espaço para viver, Violeta dormia em um carro na garagem. As 250 toneladas são certamente um equívoco de reportagem, não é fácil juntar tanto, mesmo em uma vida inteira. O fato é que foram retirados 16 caminhões de lixo. O curioso é que a milionária colecionava isso tudo com a conivência dos filhos.
A urbe produz estranhas doenças. Esta, pelo jeito, está se alastrando e até já ganhou nome, colecionismo. Leio na Veja de hoje que a estranha mania é tema de duas séries exibidas por canais pagos, Obsessivos Compulsivos, no A&E, e Acumuladores, no Discovery Home & Health. Quando uma doença merece duas séries televisivas, pelo jeito virou epidemia.
A revista cita o caso de um aposentado, João Ayres, que mantinha a edícula de três cômodos e todo o quintal de sua casa, em Botucatu, São Paulo, atulhado com restos de construção e móveis velhos. Dentro de casa, empilhava notas fiscais, manuais, contas, boletins escolares e papéis de toda natureza que passaram por suas mãos nas últimas décadas. “Não conseguia me desfazer de nada, pois achava que tudo aquilo seria um dia útil”.
Segundo o psiquiatra Aristides Cordioli, “a falta de autocrítica é muito comum entre os colecionadores. Eles acreditam que os objetos, mesmo os mais danificados, lhes serão necessários no futuro”.
Nas situações mais severas, o colecionista termina sozinho em meio às suas montanhas de bugigangas, a ponto de não sobrar-lhe para mais nada nem ninguém em sua vida.
Que se guarde livros inúteis, até que entendo. Livros são sempre testemunhos de uma época. Se não têm interesse literário, preservam o interesse histórico. Todas as bibliotecas estão repletas deste lixo. Mais difícil é entender o caso relatado em Veja pela psiquiatra Christina Hajaj Gonzalez. Uma de suas pacientes descobriu a doença em uma de suas tias, que morava sozinha. Um acidente levou a idosa ao hospital e a sobrinha foi buscar roupas e documentos da tia. O que encontrou era aterrorizante. Pilhas e mais pilhas de sacolas plásticas amontoadas pela casa explicavam a recusa da tia em receber visitas. Seu conteúdo ia de compras antigas, como cosméticos vencidos e ainda lacrados, a lixo orgânico deteriorado. Muitas continham dinheiro, o que obrigou os familiares à insalubre tarefa de remexer as sacolas uma a uma antes de descartá-las.
Entrar em um apartamento assim é de fato aterrorizante. Eu que o diga. Psiquiatras, como sempre, estão buscando predisposições genéticas ou lesões cerebrais para explicar a doença.
Pesquisadores da Universidade de Iowa descobriram uma relação entre o distúrbio e lesões em áreas específicas do córtex pré-frontal do cérebro. Segundo pesquisas, homens e mulheres teriam passado a entulhar suas casas após ter um aneurisma ou um tumor cerebral. Leigo no assunto, não consigo ver em uma lesão cerebral as causas de tal comportamento.
A reportagem concorda em parte comigo. A doença nasceria de uma mesma raiz, a dificuldade de tomar decisões. O colecionador não consegue decidir o que é lixo e o que é útil e acaba guardando tudo.
Estranhas doenças a vida urbana produz.
janer cristaldo
O que me fez entrar em 2011 com uma extraordinária sensação de leveza. É uma faxina que me faz bem. Cá entre nós, há ainda muita coisa a jogar fora. Só que estas coisas são problemáticas. São livros. Ao longo da vida, juntei muita literatura inútil, particularmente nos anos em que fui professor de Letras. Como estava pesquisando a literatura comunista no Brasil, comprei o pior da literatura feita no país.
Jogar fora estes livros? Não consigo jogar livros fora. Queimá-los? Não tenho vocação para inquisidor. Doá-los? Lixo não é coisa que se doe. Então vão ficando aqui em casa. Por outro lado, esse lixo literário não deixa de ter sua função. Sempre é bom ter a mão as besteiras que Jorge Amado, Graciliano Ramos e Oswald de Andrade escreveram.
Em meus dias de Paris – e já lá vão mais de trinta anos – tomei contato com uma doença contemporânea. Conheci uma uruguaia que se pretendia refugiada política. Conversa daqui, conversa dali, ela convidou-me para ir até a sua casa. Casa? - perguntei. Em Paris não há casas. Ela insistiu que morava em uma casa. Paguei para ver.
De fato, era uma casa, mais precisamente um sobrado, situado no centro de uma cour. Mal entrei não acreditei no que via. O lixo infestava todo o térreo, empilhado até a altura dos ombros. Por um estreito corredor em meio à muralha de lixo, chegava-se até a cozinha, onde se abria um espaço de uns dois metros quadrados para uma mesa e duas cadeiras. Ao sentar-me, minha cabeça ficou um pouco abaixo do nível de lixo. Um outro corredor levava até o banheiro.
Por uma escadaria também atulhada de lixo, ela subiu ao primeiro piso para trocar-se. Pediu que eu não subisse: "Aqui está pior". Saí voando daquela casa. Saímos para a rua e ela me passou um objeto cilíndrico. "Segura isto aqui. Com cuidado. É uma bomba e eu me sinto perseguida". É claro que não voltei a revê-la. Se a casa era aquilo, fiquei me perguntando como seria a cabeça da moça.
Os franceses têm a fama de não serem muito higiênicos, o que não deixa de ter algum fundo de verdade, mas não tanto quanto se imagina. Mas eu nem podia atribuir aquela montanha de lixo às idiossincrasias dos franceses, afinal a moça era uruguaia.
O episódio me ficou na memória, naquele setor das coisas sem explicação, para as quais esperamos um dia alguma resposta. Alguns anos mais tarde, li nos jornais que uma aposentada fora soterrada pelo lixo de seu apartamento. Essa história, eu já conhecia.
Em 2006, li sobre uma milionária espanhola, Violeta de Carvalho Martinez, de 70 anos, que vivia em um sobrado no Itaim, bairro nobre de São Paulo, cercada por 250 toneladas de resíduos orgânicos e inorgânicos, laboriosamente juntados durante 20 anos. A casa tinha 350 metros quadrados.
Como não tinha mais espaço para viver, Violeta dormia em um carro na garagem. As 250 toneladas são certamente um equívoco de reportagem, não é fácil juntar tanto, mesmo em uma vida inteira. O fato é que foram retirados 16 caminhões de lixo. O curioso é que a milionária colecionava isso tudo com a conivência dos filhos.
A urbe produz estranhas doenças. Esta, pelo jeito, está se alastrando e até já ganhou nome, colecionismo. Leio na Veja de hoje que a estranha mania é tema de duas séries exibidas por canais pagos, Obsessivos Compulsivos, no A&E, e Acumuladores, no Discovery Home & Health. Quando uma doença merece duas séries televisivas, pelo jeito virou epidemia.
A revista cita o caso de um aposentado, João Ayres, que mantinha a edícula de três cômodos e todo o quintal de sua casa, em Botucatu, São Paulo, atulhado com restos de construção e móveis velhos. Dentro de casa, empilhava notas fiscais, manuais, contas, boletins escolares e papéis de toda natureza que passaram por suas mãos nas últimas décadas. “Não conseguia me desfazer de nada, pois achava que tudo aquilo seria um dia útil”.
Segundo o psiquiatra Aristides Cordioli, “a falta de autocrítica é muito comum entre os colecionadores. Eles acreditam que os objetos, mesmo os mais danificados, lhes serão necessários no futuro”.
Nas situações mais severas, o colecionista termina sozinho em meio às suas montanhas de bugigangas, a ponto de não sobrar-lhe para mais nada nem ninguém em sua vida.
Que se guarde livros inúteis, até que entendo. Livros são sempre testemunhos de uma época. Se não têm interesse literário, preservam o interesse histórico. Todas as bibliotecas estão repletas deste lixo. Mais difícil é entender o caso relatado em Veja pela psiquiatra Christina Hajaj Gonzalez. Uma de suas pacientes descobriu a doença em uma de suas tias, que morava sozinha. Um acidente levou a idosa ao hospital e a sobrinha foi buscar roupas e documentos da tia. O que encontrou era aterrorizante. Pilhas e mais pilhas de sacolas plásticas amontoadas pela casa explicavam a recusa da tia em receber visitas. Seu conteúdo ia de compras antigas, como cosméticos vencidos e ainda lacrados, a lixo orgânico deteriorado. Muitas continham dinheiro, o que obrigou os familiares à insalubre tarefa de remexer as sacolas uma a uma antes de descartá-las.
Entrar em um apartamento assim é de fato aterrorizante. Eu que o diga. Psiquiatras, como sempre, estão buscando predisposições genéticas ou lesões cerebrais para explicar a doença.
Pesquisadores da Universidade de Iowa descobriram uma relação entre o distúrbio e lesões em áreas específicas do córtex pré-frontal do cérebro. Segundo pesquisas, homens e mulheres teriam passado a entulhar suas casas após ter um aneurisma ou um tumor cerebral. Leigo no assunto, não consigo ver em uma lesão cerebral as causas de tal comportamento.
A reportagem concorda em parte comigo. A doença nasceria de uma mesma raiz, a dificuldade de tomar decisões. O colecionador não consegue decidir o que é lixo e o que é útil e acaba guardando tudo.
Estranhas doenças a vida urbana produz.
janer cristaldo
TOMBA MAIS UM HERÓI. UFA!!!
Em nota, Lupi ataca a mídia! Bem, só me resta, então, dizer:
“Meus parabéns, mídia!!!”
Como costuma acontecer nesses casos, Carlos Lupi, o sétimo ministro a deixar o governo Dilma e sexto sob a suspeita de corrupção, divulgou uma nota. Mais uma vez, a grande vilã é a “mídia”. Pois é… Não fosse, então, essa Dona Malvada, estariam no governo Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Pedro Novais, Wagner Rossi, Orlando Nascimento, além, claro!, de Lupi. Ô midiazinha cruel esta, não?
Segundo a gente lê, tomba mais um inocente! Seguindo a lógica, se a tal “mídia” só derrubou os bons até agora, está na hora de ela começar a se interessar pelos maus, né? Eu dou a maior força, hehe.
Ele não está feliz e acusa uma área do governo, não diz qual, de se deixar contaminar pelos “setores reacionários”. Huuummm…
Como ele mesmo lembrou certa feita, quem nomeia e demite é Dilma. Vai ver a contaminada é ela… Segue a nota de mais um “herói” que tomba, um “mártir” da causa feito pela “mídia”.
*
“Tendo em vista a perseguição política e pessoal da mídia que venho sofrendo há dois meses sem direito de defesa e sem provas; levando em conta a divulgação do parecer da Comissão de Ética da Presidência da República - que também me condenou sumariamente com base neste mesmo noticiário sem me dar direito de defesa - decidi pedir demissão do cargo que ocupo, em caráter irrevogável.
Faço isto para que o ódio das forças mais reacionárias e conservadoras deste país contra o Trabalhismo não contagie outros setores do Governo.
Foram praticamente cinco anos à frente do Ministério do Trabalho, milhões de empregos gerados, reconhecimento legal das centrais sindicais, qualificação de milhões de trabalhadores e regulamentação do ponto eletrônico para proteger o bom trabalhador e o bom empregador, entre outras realizações.
Saio com a consciência tranquila do dever cumprido, da minha honestidade pessoal e confiante por acreditar que a verdade sempre vence.
Carlos Lupi”
Reinaldo Azevedo
O DIA EM QUE DILMA COMEÇOU A CONSTRUIR O MAIOR AEROPORTO FANTASMA DO MUNDO
O terceiro aeroporto de São Paulo começou a tomar forma em 20 de julho de 2007, na entrevista coletiva em que Dilma Rousseff anunciou a descoberta da fórmula para acabar com apagões e desastres aéreos.
“Determinamos a construção de um novo aeroporto e a expansão dos já existentes”, acelerou a Mãe do PAC já na largada do falatório, depois de informar que as pistas de Congonhas voltariam a ser reservadas exclusivamente a voos domésticos.
Os estudos sobre o novo assombro do Brasil Maravilha seriam concluídos em 90 dias. Mas até o terreno já estava escolhido.
Onde seria construído esse colosso da aviação civil?, excitaram-se os jornalistas.
Caprichando na pose de superexecutiva nascida para tornar mais que perfeito o país que Lula registrou no cartório, Dilma avisou que se tratava de segredo de Estado.
“Não sabemos onde será e, se soubéssemos, não diríamos”, ensinou. “Jamais iríamos dizer isso para não sermos fontes de especulação imobiliária” (veja o vídeo abaixo). Passados quase quatro anos e meio, Congonhas e Guarulhos estão na ante-sala do colapso. O deslumbramento prometido Dilma é o maior aeroporto fantasma do mundo. Nunca existiu.
Sem saber atirar, Dilma Rousseff virou modelo de guerrilheira. Sem ter sido vereadora, virou secretária municipal. Sem ter sido deputada estadual, virou secretária de Estado.
Sem ter sido deputada federal ou senadora, virou ministra. Sem ter inaugurado nada de relevante, virou gerente de país.
Sem saber juntar sujeito e predicado, virou oradora de comício. Sem ter tido um só voto na vida, virou candidata à Presidência.
Há 11 meses, tenta enfiar-se na fantasia em frangalhos de superadministradora obcecada pela perfeição.
Como fez o padrinho durante oito anos, a afilhada esconde a indecorosa nudez administrativa com farsas forjadas por muita propaganda, muita discurseira e muito cinismo. O Brasil nunca foi um país sério. Pode virar piada.
Por Augusto nunes - Veja Online
O QUE A FOTO DE DILMA SUGERE, REVELA E ESCONDE
Como disse Voltaire, o segredo de aborrecer é dizer tudo. Então vamos lá.
A foto acima circulou bastante na Internet ontem. Vemos ali Dilma Rousseff, aos 22 anos, em novembro de 1970, quando depunha numa auditoria militar, no Rio. A imagem está no livro “A Vida quer coragem”, de Ricardo Amaral, que foi assessor da Casa Civil quando Dilma era ministra.
Ele trabalhou depois na campanha eleitoral da então candidata do PT à Presidência. A petezada está excitadíssima — uma estranha e mórbida excitação, acho eu. Já falo a respeito. Antes, algumas considerações.
A hagiografia lulística exalta o nordestino tangido pela seca, o menino pobre, depois operário e sindicalista, que venceu todas as vicissitudes do destino — sua mãe nasceu analfabeta; fosse rica, já viria à luz citando Schopenhauer — até se tornar presidente da República e inventar o Brasil. Antes dele, eram trevas. Em palanque, o homem já chegou a se comparar a Cristo. O analfabetismo de nascimento de Dona Lindu é, então, uma espécie de metáfora da virgindade de Maria. Dilma, cuja família era rica, tem de ser santificada por outro caminho. Em tempos de instalação de uma “Comissão da Verdade” — que será a verdade dos que perderam a luta, mas ganharam a guerra de versões —, é preciso ressuscitar a têmpera da heroína. Os grupos a que ela pertenceu praticavam, na verdade, ações terroristas. E daí? Isso não vai interessar à tal comissão.
Segundo se informa, Dilma havia sido torturada durante 22 dias antes de ser apresentada ao tribunal. Não vou pôr isso em dúvida. É coisa séria demais! Noto apenas que alguém que se deixa torturar pela lógica se vê obrigado a indagar por que os trogloditas que a seviciaram interromperam o serviço sujo para dar curso ao aspecto legal e formal da prisão. Adiante. O fato é que a imagem reúne um coquetel de clichês que serve à hagiografia dilmista.
Vemos ali uma mocinha magriça, bonita, cabelo meio à la garçonne, socialista por dentro (mas isso não se vê, só se sabe) e existencialista por fora. Embora, consta, ela desse aula de marxismo para a sua turma e cuidasse de parte das finanças da VAR-Palmares, há a sugestão de uma intensa vida interior, mais para “A Náusea”, de Sartre, do que para a literatura leninista. Olha para o vazio, com uma firmeza triste. Atrás dela, fora do foco, militares devidamente fardados consultam papéis. As mãos escondem o rosto. O contraste resta óbvio: na narrativa fantasiosa, a vítima, de cara limpa, estaria enfrentando seus algozes, que tentam se esconder da história. A justiça, firme e frágil, contra os brutamontes acovardados. Davi contra Golias. O Bem contra o Mal. A democracia contra a ditadura. O título do livro não deixa dúvida sobre o desfecho: “A Vida quer coragem”.
Em tempos de “Comissão da Verdade”, essa é a grande falácia alimentada por esse coquetel de clichês. Não eram democratas os militares que estavam no poder. Tampouco eram democratas aqueles que tentavam derrubar os militares do poder. Os poderosos de então tinham dado um golpe de estado. Os atentados terroristas não buscavam derrubá-los para instituir, então, um regime democrático no país. Os ditos “revolucionários” queriam também uma ditadura, só que a socialista.
Morreram 424 pessoas combatendo o regime militar — algumas delas com armas na mão, trocando tiros com as forças de segurança ou tentando articular as guerrilhas. Outras foram assassinadas depois de rendidas pelo Estado, o que é um absurdo. Os grupos de esquerda no Brasil, não obstante, embora com um contingente muito menor e muito menos armados do que o estado repressor, mataram 119! E, como é sabido, ninguém acende velas para esses cadáveres porque não têm o pedigree esquerdista. Contam-se nos dedos os “mortos pela ditadura” que não estavam efetivamente envolvidos com a “luta” para derrubar o regime. Não estou justificando nada. Apenas destaco, até em reconhecimento à sua própria coragem, que elas sabiam, a exemplo de Dilma, o risco que corriam. Já a esmagadora maioria dos indivíduos assassinados pelos grupos de esquerda — sim, também pelos grupos de Dilma — eram pessoas que nada tinham a ver com a “luta”, nem de um lado nem de outro: apenas estavam no lugar errado na hora errada: comerciantes, transeuntes, taxistas, correntistas de banco, guardas…
Apelando à pura lógica, isso é uma indicação do que teria acontecido se os movimentos ditos revolucionários tivessem realmente conseguido se armar para valer, atraindo milhares de brasileiros para a sua aventura. Teria sido uma carnificina, como é, ou foi, a história do comunismo. Dada a brutal diferença de aparato, fôssemos criar um “Índice de Letalidade” dos esquerdistas armadas e das forças do regime, aqueles ganhariam de muito longe. No campeonato na morte, as esquerdas são sempre invencíveis. É inútil competir.
Esses são fatos que a foto esconde. A luta dos democratas — não a dos partidários de ditaduras — nos restituiu um regime de liberdades públicas e respeito ao estado de direito. Felizmente, Dilma sobreviveu e é hoje umas das beneficiárias, em certa medida, de sua própria derrota, já que é a democracia que a conduziu ao posto máximo do país. Este garoto, no entanto, não teve igual sorte.
Trata-se de Mário Kozel Filho, que morreu num atentado praticado pela VPR no dia 28 de junho de 1968. A organização terrorista lançou um carro sem motorista contra o QG do II Exército, em São Paulo. Os soldados que estavam na guarda dispararam contra o veículo, que parou no muro. Kozel foi em sua direção para ver o que tinha acontecido. O carro estava carregado com presumíveis 50 quilos de dinamite. A explosão fez em pedaços o corpo do garoto, que tinha 18 anos. Treze meses depois, a VPR se fundiu com o Colina, o grupo a que pertencia Dilma, e surgiu a VAR-Palmares. Os assassinos de Kozel foram, pois, companheiros de utopia daquela moça que lembra uma musa existencialista na foto que agora serve à hagiografia.
Este homem também não teve a mesma sorte de Dilma.
Trata-se do capitão da PM Alberto Mendes Júnior, assassinado por Carlos Lamarca e seus comparsas da VPR no dia 10 de maio de 1970. Àquela altura, o grupo já havia se separado da VAR-Palmares. Mendes havia sido feito prisioneiro do grupo. Como julgassem que ele estava atrapalhando a fuga, um “tribunal revolucionário” decretou a sua morte. Teve o crânio esmagado com a coronha de um fuzil. Dia desses, vi um ator na televisão exaltando a “dimensão da figura histórica de Lamarca”. Entenderam???
Caminhando para a conclusão
Alguns bobalhões — os que me detestam, mas não vivem sem mim — enviaram-me vários links com a foto de Dilma, fazendo indagações mais ou menos como esta: “E aí? Quero ver o que você vai dizer agora”. Pois é… Já disse! Alguns preferem ficar com as ilusões que a imagem inspira. Eu prefiro revelar os fatos que ela esconde.
A presidente Dilma Rousseff — que se fez presidente justamente porque as utopias daquela mocinha frágil, felizmente, não se cumpriram — assinou anteontem a carta da tal Comunidade de Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac). Trata-se apenas de uma iniciativa para dar voz a delinqüentes como Raúl Castro, Hugo Chávez, Rafael Correa, Daniel Ortega e Evo Morales. A carta democrática não toca em eleições e imprensa livre porque isso feriria as susceptibilidades desses “democratas diferenciados”. Na cerimônia, o orelhudo Daniel Ortega identificou um grande mal na América Latina: A IMPRENSA.
De certo modo, Dilma assinou aquela carta com os olhos voltados para o passado. E ela só é presidente porque os democratas lhe deram um futuro.
Por Reinaldo Azevedo
A FARSA DA APROVAÇÃO DE 80% DO "POPULISTA BARATO"
Caros amigos, aqui um vídeo e um artigo que vale a pena todos os minutos dedicados a eles, e digo mais, espalhem estas informações para que, conhecendo o passado recente, o povo não repita os erros no futuro.
Embora esse vídeo tenha sido produzido no final do mandado do “populista barato” que sequer construiu um hospital, uma estrada, um aeroporto, apenas inaugurou o que já havia sido inaugurado, bafo de bode alcoolizado, pedrinhas e bolinhas de sabão para dar espetáculo de mentiras em cima de tablados - fazendo futricas e auto-elogios a sua insuportável figura, o que é próprio de quem veio para o NADA.
Com os 87% de aprovação ao governo de Lula o Conversas Cruzadas analisa de onde vem tal aprovação, quais seriam os motivos, e porque a sociedade brasileira, enquanto rejeita a política nacional, aprova aquele que comandou e comanda a bandalheira....
Longo, mas muito interessante!
A pedido de um de nossos membros do MOVCC/Francisco - repasso sua mensagem do vídeo e artigo abaixo. Movcc/Gabriela
“Uma mãe mandou para a filha um e-mail sobre o passado negro da Dilma. A filha repassou o email para seus amigos que, por sua vez, o repassaram para amigos. Aí uma petista se achou no direito de dar uma lição de moral na mãe. Vale a pena ver as mensagens trocadas: A resposta da mãe não é um tapa com luva de pelica é uma “pancada” com tábua de ipê.”
Da Lígia (a petista) para a mãe, Sra. Maria Luisa Faro:
“Mamãe que feio!!!!…ensinando a sua filhinha a acreditar nos absurdos que escrevem na internet? Acho melhor incentivá-la a estudar a história do Brasil e deixar que ela mesma tire as suas próprias conclusões, afinal quem estudar a história do Brasil, entenderá que nunca o nosso país esteve tão bem como hoje, tão forte na economia mundial, tão evidente, tão em crescimento e desenvolvimento quanto esteve nesses 8 anos de governo Lula!!!!
E agora o que acontece? Acontece que a oposição está desesperada, porque está vendo o quanto o POVO está satisfeito (governo Lula tem 88% de aprovação da população, aprovação que nenhum governo nunca tinha tido antes na história e aí vem me dizer que é porque o povo é ignorante? Não não meus queridos, o povo está satisfeito porque nunca teve tanta oportunidade, nunca teve tanta comida na mesa , nunca teve tanto emprego, isso sim) o quanto o Brasil cresceu e aí a única alternativa que resta é APELAR….
Apelar para a ignorância, para a mentira e para a ingenuidade de pessoas inocentes e que acreditam em todos os absurdos que circulam por aí…….então fica a minha dica: pesquisem!!!! Vejam o que realmente é verdade!!!
Ligia Rodrigues”
Ao que a mãe respondeu:
“Cara Lígia:
Da educação da minha filha cuido eu e decididamente não preciso da sua ajuda, embora agradeça seu interesse. Se você imagina que eu seja alguma semi -alfabetizada , desconhecedora da história e que me socorra apenas da Internet, para compor a minha (in) formação, como lamentável e invariavelmente procede a maciça maioria dos jovens da sua geração, saiba que sou do tempo em que se liam livros e se redigia em bom português.
Tenho 58 anos, sou mestre e doutora em Direito Ambiental pela PUC –São Paulo, professora universitária e brasileira que lê. Porque leio, tenho a nítida compreensão do embuste que representam os tais 80% de popularidade disto que você chama de presidente e que eu prefiro chamar de populista barato, parte de uma corja que tomou de assalto este país, no maior estelionato eleitoral já visto na história brasileira.
Estelionato, porque esta malta petista se elegeu sob as vestes imaculadas da correção, da ética e da transparência na política. Vendeu produto podre, cara Lígia. e você, consumidora desavisada, está comprando. Todos que fomos formados na hostes da esquerda brasileira, da década de 60 e 70, os que lutaram contra a ditadura (você seguramente não viveu o período sinistro da ditadura) , dando a cara para a polícia militar bater, não raro comprometendo vidas profissionais em razão de envolvimentos políticos, em nome da restauração da democracia neste país, sentem-se ludibriados, enganados e feitos de palhaços pelo PT de hoje.
Eu, que já fui eleitora de José Dirceu, sou obrigada a assistir cenas explícitas de sua “competente” coordenação na montagem do mensalão, um deslavado programa de compra de apoio de parlamentares, cuja tarefa, em contrapartida ao dinheiro (seu e meu) que receberam mensalmente do PT, era invariavelmente votar a favor DE TUDO que se lhes fosse requisitado. Saiba que aí começam os 80% da “popularidade” do seu presidente.
E Lula, que sempre dormiu dentro do pijama de José Dirceu, nunca soube de nada… Eleitora de José Genoíno que também já fui, igualmente, sou também obrigada a assistir cenas explícitas de suas atividades como gerente do mensalão, como chefe dessa organização criminosa que se instalou no poder, sob a batuta beneplácito e complacência de Lula, PARA QUEM TUDO SE PASSA, COMO SE NADA SE PASSASSE (até porque ele já resolveu a situação econômica até da quinta geração de seus descendentes, através da fortuna amealhada por seu filho, um ex- vigia de um zoológico no interior São Paulo e hoje trilhardário,- dificilmente em razão de seu trabalho e sua competência….). Dólares na cueca , Waldomiros… a lista é infindável.
Mas, o mais monumental e ousado estelionato perpetrado contra a população deste país pela malta petista, está no “golpe de mestre” engendrado para viabilizar a reeleição de Lula: tomar dinheiro público, do erário, portanto, seu e meu, e distribuí-lo aos borbotões para a sofrida população carente do norte e nordeste, literalmente comprando o voto desses coitados (cada bolsa-alguma-coisa rende, por baixo, 6 votos, que é o tamanho de uma família média do norte e nordeste). Então, faça as contas e veja de onde vem a popularidade de seu presidente: maciçamente oriunda da adesão incondicional desses coitados, que não têm a menor idéia e nem sabem do que há embutido no dinheiro que recebem.
Se eu fosse eles, tampouco quereria saber. Como não sou, sei: o PT copiou o projeto original de redistribuição de renda, concebido e operacionalizado inicialmente em Brasília, mudou o nome do programa como se cria sua fosse e, em mais um de seus estelionatos, assumiu a paternidade do programa, sem nunca ter tido a decência de dar CRÉDITO AO GOVERNO ANTERIOR QUE O CONCEBEU E IMPLANTOU. Com a abissal diferença, porém.
O projeto original era vinculado a contrapartidas, como pré-requisito para a concessão da bolsa. Isto se chama investimento público e não aleluia com dinheiro público, distribuído obedecendo ao único e exclusivo critério de que cada bolsa-alguma-coisa, rende, como rendeu na reeleição de Lula, no mínimo, 6 votos.
Então, Lígia, saiba que a popularidade desse presidente que lhe representa (a você, porque a mim não representa) tem o MESMÍSSIMO LASTRO, ORIGEM , NATUREZA, PERFIL E FORMATAÇÃO DO APOIO INCONDICIONAL que Lula recebeu dos parlamentares da Câmara Federal, durante o mensalão.
E o dinheiro usado nessa mera transação comercial, aferível através de matemática simples, é seu, viu ? Lula passou sua vida fazendo bravatas, como ele próprio admitiu. Como parlamentar, teve atuação pífia. Nunca se ouviu falar de um projeto de lei de sua autoria. Claro, pouco afeito à leitura, como ele próprio afirma, dele não se esperaria nada diferente. Como presidente, sem a menor afinidade com a rotina e a disciplina inerentes ao expediente , gastou seu tempo – à guisa de entabular “negócios” com outros países- literalmente rodando mundo, fazendo propaganda de si próprio, como o “coitado” (!) que deu duro e venceu.
Saiba que Europeu e americano amam o “exotismo” dos países periféricos (candomblé, mulher pelada no carnaval, favela etc.). Digo isto porque morei um ano nos E.U.A. em intercâmbio quando jovem, estudei Direito Internacional Público na Universidade de Edimburgo na Escócia, durante minha época de graduação em Direito e lecionei, por 7 verões consecutivos Direito Ambiental Brasileiro na graduação e no Mestrado da Universidade de Louvain, na Bélgica.
Portanto, manjo bem o espírito com que europeus e americanos vêm o Brasil e a figura “exótica” de seu presidente. Pergunte se eles elegem populistas e políticos que mal sabem ler e escrever… Seu presidente, semi-alfabetizado que é (e isto é uma vergonha sim senhora! , para uma criatura que se dispôs a representar os brasileiros.
Não obstante, ele carrega sua falta de estudo como um troféu) . Nós merecíamos, no mínimo, que ele tivesse se dado ao trabalho de dominar as regras básicas da língua portuguesa, porque teve sim chance, teve sim, tempo e teve sim, condições de estudar, se tivesse aptidão que não tem, para a disciplina inerente a qualquer atividade de aprendizado.
Marina, por exemplo, alfabetizou-se aos 16 anos. Teve vida incomensuravelmente mais sofrida do que a de Lula e não envergonhou a ninguém como parlamentar e ministra que foi, e jamais vociferou discursos na base do “menas gente” e “entendo de que….” .
Palanqueiro, demagogo, populista admirador das pataquadas de Chaves, de Ahmadinejad et caterva, seu presidente semi-alfabetizado confunde “prisioneiro político” com “prisioneiro comum”, como o fez, para a imprensa internacional, no episódio de Cuba (você se lembra, do prisioneiro político cubano que morreu em greve de fome exatamente no dia em que Lula chegou a Cuba, episódio sobre o qual seu presidente, no melhor estilo Odorico Paraguaçu, declarou: “se a moda pega, as cadeias brasileiras ficariam vazias!!!!?).
Sem comentários. Enquanto o mundo se empenha para banir a ameaça nuclear, seu presidente cruza o planeta com sua troupe , às custas de dinheiro público, para passar a mão na cabeça de um ditador sanguinário (vide dados recentes acerca das eleições e repressão à oposição no Irã) e negociar, sem ter mandato da comunidade internacional para isto, exatamente no papel de “bobo da corte” (foi assim que a comunidade internacional interpretou sua atuação no episódio) em torno do enriquecimento do urânio no Irã.
No dia seguinte ao tal “acordo” , que Lula festejou para a imprensa internacional como um feito monumental, o ditador do Irã confirma para essa mesma imprensa, que “vai continuar enriquecendo urânio sim!!! como se Lula sequer lá tivesse estado. Bem feito! É isto que acontece quando se tem para conselheiro em política internacional “especialista” do calibre de um Marco Aurélio “top top” Garcia (lembra-se da comemoração furtivamente filmada no interior do Palácio do Planalto, assim que o jornal da Globo noticiou que o acidente da TAM se dera em razão de falha humana e não em razão das condições da pista de Congonhas?).
Melhor teria sido até que as famílias das vítimas não tivessem testemunhado essa cena no Palácio, por parte de um assessor tão próximo do presidente). Escárnio, em nome de ganho político a qualquer preço. Esta é a política do PT atual, eleito com as vestais imaculadas da correção e da ética que vendeu e você comprou.
Não satisfeito, obtuso por desconhecimento da história, seu presidente se arvora de “vírus da paz”, no conflito do Oriente Médio que é BIBLICO (sabe o que significa isto?). O mundo e a ONU se empenham HÁ DÉCADAS tentando compor este conflito de interesses que já produziu um número incalculável de mortes. Lula achou que ele era o cara!!
É ter-se em alta conta demais, para quem seguramente sequer se debruçou sobre um manual de história geral do segundo grau. Diz o ditado : dá-se mala para andante, já pensa que é viajante… Alguém precisa dizer-lhe, “se manca Lula!!! . Seu presidente tem muitas qualidades, Lígia, mas levar a sério a expressão do Obama “that´s the guy” (que, SEM A MENOR DÚVIDA, foi proferida em razão das graças e piadas que são a forma através da qual Lula se afirma, nesses reuniões políticas, nas quais depende inteiramente de alguém para traduzir o que se passa….), é muita pretensão.
Não acho que presidente brasileiro tenha por obrigação falar inglês, não.
Mas, convenhamos, é uma vergonha um sujeito que sempre quiz ser presidente, não ter se dado ao trabalho de estudar uma língua estrangeira, em deferência aos brasileiros, para bem representar seu país. Mas não, dá-lhe pinga, piada e futebol.
É assim a metáfora que faz, de nós brasileiros no exterior. A mim, me ofende como cidadã e me envergonha como brasileira.
Ah, mas ele é super popular no exterior! É a admiração de que não precisamos. Americanos e europeus gostariam , tenha certeza, ainda muito mais, se nosso presidente fosse o Raoni (com todo o respeito e reverência que devemos aos sobreviventes das nossas comunidades indígenas, estes sim, vítimas de uma política indigenista de extermínio perpetrada por nós brancos, ao longo de todos os governos anteriores, inclusive por este, do PT).
Eleito pela primeira vez porque significava a mudança e a ética, fez um primeiro mandato durante o qual NÃO TEVE CULHÕES para implementar nada do que apregoou durante a campanha. Literalmente DEU CONTINUIDADE às iniciativas do governo Fernando Henrique, pelando-se de medo da inflação voltar e não ter a envergadura que teve Fernando Henrique, como estadista que foi, de aniquilar uma inflação que já estava no DNA dos brasileiros, de tão endêmica e embutida na psiquê do brasileiro.
Descobriu, depois da posse, que os rumos do governo não poderiam nem deveriam ser diferentes daqueles adotados no governo anterior. Mas achou forma de “faturar” em cima do mérito alheiro Até os índices positivos de safras de grãos recordes, oviamente fruto de políticas agrícolas do período anterior, foram colhidos e computados pela máquina publicitária do governo petista como se fossem fruto do governo que mal iniciara….
Saiba que o que a máquina de propaganda deste governo apelidou de “herança maldita”, foram os acertos dos governos anteriores que caíram no colo de Lula, ou alguém tem a ilusão de que implantação de políticas , de infra-estrutura etc… rendem respostas no dia seguinte em que são implantadas..
A crise internacional, que se festeja não ter chegado no Brasil, realmente não faz grandes marolas em um país que tem uma monumental parte da sua economia no plano informal, longe dos números oficiais.
Este país anda, Lígia, com Lula, sem Lula ou com cover de Lula. Não é ele o artífice de nenhuma proeza política. É, sim, o artífice de uma monumental máquina de propaganda governamental, isto sim, “sem precedentes na história deste país”.
Aliás, nem acredito que o mérito seja dele, porque ele é apenas a marionete à frente da cortina nesse teatro, por ser palanqueiro e empolgar a massa como Goebels fez no Alemanha nazista e menos votados como Jânio Quadros e Collor fizeram no Brasil.
Deu no que deu., se você conhece história. Na era da televisão, usando dinheiro público na manutenção do circo, vende o produto Lula deslavadamente na embalagem que quer (vide esse programa virtual , que é mera versão e não fato, chamada PAC) para uma população infelizmente consumidora de novelas na telinha.
A maciça maioria da nossa população não lê jornais.
Ou você acha que é mera coincidência que ele não se elegeu nos estados de sul e sudeste, onde os índices de analfabetismo não muito menos drásticos.
Lula é produto da desinformação e do analfabetismode um lado e, de outro, do oportunismo de segmentos que viram no governo Lula a chance de se candidatar a uma das tetas dentre as inumeráveis (vide o número de ministérios que criou, para manter com o seu dinheiro) para, na base do clientelismo, perpetuar-se nas benesses do poder e usufruir das mamatas que sobejamente conhecemos. A próxima mamata para os petistas é a nova estatal criada para cuidar do pré-sal.
Aguarde para ver o número de cabides de emprego para acomodar petistas que serão criados. Ah, sempre foi assim? Ah bom, pensei que o PT durante 20 anos pregando o contrário, fosse o partido da ética e de políticos honestos, porque foi isto que venderam a mim e à população brasileira… ?
Era bravata?
Ah bom. Então tá.
Em tempo: assine um jornal.
Se há alguém mal informado aqui, talvez não seja exatamente a minha pessoa.
Maria Luisa Faro.”
RETRATO PERVERSO, VERDADEIRO, DE UM GOVERNO DE TORPES E CONGRESSO MAMULENGO. PAÍS DE MENTIRA.
Os resultados de pesquisas publicadas recentemente pelo IBGE e pela UNICEF ─ a primeira dando conta que 70% dos domicílios em território brasileiro convivem com o esgoto a céu aberto e que a maioria não dispõe de água tratada; a segunda informando que cerca de 40% dos adolescentes com idade entre 12 e 17 anos vivem abaixo da linha da pobreza e 20% não sabem ler nem escrever ─ revelam a face perversa de uma nação injusta e desigual, desfigurada por uma de suas mais graves crises sociais.
Os desdobramentos poderão levar a conseqüências devastadoras num futuro não muito longínquo.
É a consagração do país de mentira, que insiste em esconder em espetaculosas propagandas oficiais, a degradação de milhões de brasileiros abandonados ao deus dará.
É a mentira na sua pior forma, que escancara as mazelas de um governo refém dos partidos que o sustentam politicamente e próximo de afogar-se no mar de corrupção que o está inviabilizando.
Dessa distorção decorre o inevitável relacionamento mais estreito com a prática nefasta de políticas paternalistas que exaltam a submissão e são diminuídas ainda mais pelo viés eleitoreiro que as caracteriza
Os números aterradores das duas pesquisas evidenciam as precárias condições de vida a que está confinada uma parcela significativa da população.
Pelo conteúdo da propaganda governista, que polui todos os meios de comunicação disponíveis, não há previsão de investimentos significativos nesse setor.
Não me lembro de ter visto nesses nove anos de desgoverno petista qualquer peça publicitária divulgando algum programa sério, principalmente voltado para o saneamento básico, preocupado em sequer amenizar os efeitos desse quadro desolador. Nego-me a levar em conta aqueles tendenciosamente assistencialistas.
Representantes autonomeados da sociedade mais desenvolvida do mundo zombam do sofrimento que flagela esses nossos irmãos ao festejarem um absurdo aporte financeiro solicitado pelo Fundo Monetário Internacional:
“De tomador de empréstimos agora emprestamos dinheiro ao FMI e a oposição ainda tem a coragem de afirmar que nada mudou”, exulta um dos orgulhosos arautos do país acima de qualquer suspeita.
Mudou, sim, e muito.
A malha de proteção social transformou-se em título de capitalização eleitoral.
No entanto, a política econômica concebida pela equipe do então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, implantada pelo presidente Itamar Franco lá nos idos de 1994 e que é a única responsável pela ascensão do Brasil à condição de credor do FMI, ainda permanece a mesma. Intocável.
Só não se lembram dessa verdade que os tortura os cafajestes usurpadores do talento alheio.
Cada centavo destinado ao FMI significará um quilômetro a menos de rede de esgoto instalada, uma criança a mais que não completará um ano de vida, o sonho abreviado de um adolescente fadado a vegetar pela vastidão da ignorância e condenado a ser apenas outro número nas estatísticas policiais.
A soberba petista agüenta. Sinto uma vergonha que não deveria ser minha.
Outro fato preocupante é a visível indiferença da imprensa e dos congressistas que foram eleitos para atuarem, na oposição.
Mais preocupada em abocanhar um naco generoso da ufanista propaganda oficial, a mídia se limitou a transmitir informações meramente circunstanciais dessa tragédia humana que está negando a crianças e adolescentes as mais comezinhas expectativas de uma vida menos sofrida.
Também não é muito diferente a realidade entre os jovens e os adultos.
Nenhum órgão de informação se atreveu a investigar com maior rigor esse Brasil esquecido pelas autoridades. Sem exceção, a televisiva, pelo menos, presta-se às tarefas subalternas de, numa ponta glorificar a ocupação de favelas cariocas, tudo sem disparar um tiro e prender os chefões da bandidagem antes mesmo do início da operação cinematográfica com data e hora marcada e, na outra, dar vazão a uma sórdida campanha visando desacreditar os órgãos de segurança do Estado de São Paulo.
O som do silêncio vigarista avisa que na capital do Brasil Maravilha foram abolidos os assaltos, os roubos, os latrocínios, os homicídios, os seqüestros, a pedofilia. Desde a retomada da Rocinha, nenhuma mulher foi violentada, nenhum homem foi molestado.
A oposição também não vê, ou finge que não vê, a precária subsistência dessas dezenas de milhões de crianças e adolescentes e não se articula para exigir medidas drásticas e urgentes para combater a calamidade que salta aos olhos.
Pelo jeito, nem o interesse eleitoral a comove.
Perde um tempo precioso na tentativa vã de emplacar CPIs que sabe de antemão jamais se concretizarão. Ainda que por estradas distintas, senadores e deputados oposicionistas passeiam pelo mesmo caminho da covarde indiferença trilhado pelo governo e sua base aliada.
Com a dignidade dilacerada pela crueza desse cotidiano hostil e atroz, vários milhões de sub-brasileiros representados por crianças, jovens, idosos, homens e mulheres ainda estão à espera de que algum outro navegante português de competência duvidosa se perca pelos mares do sul e os descubra.
Desiludidos, perceberam tarde demais que o Brasil Maravilha inventado por Lula não foi capaz de descobrí-los.
Impermeável a manipulações, a realidade fria e insensível cobra o seu tributo e remete a sétima economia do planeta às mais sombrias profundezas dos grotões do atraso e do subdesenvolvimento.
Acuada, prevalece a servidão que elege.
Dezembro 04, 2011
Mauro Pereira
PARECE-ME QUE O BRASIL FICOU EM SEGUNDO LUGAR. PARECE?!
GRÉCIA: é difícil acreditar
Lê-se, por vezes, que os Gregos, coitadinhos, são um pobre povo periférico que está a sofrer as agruras de uma crise internacional aumentada às mãos da pérfida Merkel.
Já é tempo de sair desta superficialidade, de perceber que os Gregos têm culpas no cartório, que não foram sérios e que não o estão a ser.
Os Gregos levaram a lógica dos "direitos adquiridos" até à demência, até à falta de vergonha. Contam-se factos inauditos.
Os exemplos desta falta de seriedade são imensos, a saber :
1 - Em 1930, um lago na Grécia secou, mas o Estado Social grego mantem o Instituto para a Proteção do Lago Kopais, que, embora tenha secado em 1930, ainda tem, em 2011, dezenas de funcionários dedicados à sua conservação.
2 - Na Grécia, as filhas solteiras dos funcionários públicos têm direito a uma pensão vitalícia, após a morte do mãe/pai-funcionário público.
Recebem 1000 euros mensais - para toda a vida - só pelo facto de serem filhas de funcionários públicos falecidos.
Há 40 mil mulheres neste registo que custam ao erário publico 550 milhões de euros por ano.
Depois de um ano de caos, o governo grego ainda não acabou com isto completamente.
O que pretende é dar este subsidio só até fazerem 18 anos ...
3 - Num hospital público, existe um jardim com quatro (4) arbustos.
Ora, para cuidar desses arbustos o hospital contratou quarenta e cinco (45) jardineiros.
4 - Num ato de gestão muito "social" (para com o fornecedor), os hospitais gregos compram pace-makers quatrocentas vezes (400) mais caros do que aqueles que são adquiridos no SNS britânico.
5 - Existem seiscentas (600) profissões que podem pedir a reformaa os 50 anos (mulheres) e aos 55 (homens).
Por quê ?
Porque adquiriram estatuto de profissões de alto desgaste.
Dentro deste rol, temos cabeleireiras, apresentadores de TV, músicos de instrumentos de sopro ...
6 - Pagava-se 15º mês a toda a classe trabalhadora.
7 - As Pensões de Reforma de 4.500 funcionários, no montante de 16 milhões euros por ano, continuavam a ser depositadas, mesmo depois dos idosos falecerem, porque os familiares não davam baixa e não devia haver meios de se averiguar a inexatidão dessa atribuição.
8 - Chegava-se ao ponto de só se pagarem os prémios de alguns seguros quando fosse preciso usufruir deles !
9 - A Grécia é o País da União Europeia que mais gasta, em termos militares, em relação ao PIB (dados de 2009).
O triplo de Portugal !
10 - Há viaturas oficiais da administração do Estado que têm 50 condutores.
Cada novo nomeado para um cargo nomeia três ou quatro condutores da sua confiança, mas como não são permitidos despedimentos na função pública os anteriores vão mantendo o salário.
11 - Em, 27/06 último, o Prof.Marcelo, acrescentou mais uma à lista. Afirmou ele: " Na Grécia, cerca de 90% da terra não tem cadastro.
Agora digo eu: sabem o que significa isso ?
Significa que os proprietários não pagam impostos.
Eu já tinha ouvido dizer que os gregos não pagavam impostos. Ora, a grande receita do Estado provém dos impostos. Isto quer dizer que o erário publico do Estado grego esta vazio, totalmente vazio.
Quer dizer, os milhões da UE é que serviram, durante todos estes anos, para manter o nível de vida atingido dos gregos.
Não admira que já tenham estoirado 115 mil milhões e agora precisem de mais 108 mil milhões.
Qualquer semelhança com um Retirado do fórum do Jornal Económico...
(Portugal) - 29/06/2011 País que voce conhece, é mera especulação
A TRANSPOSIÇÃO DO SÃO CHICO PAROU
Parou por quê? Porque era mais uma mentira eleitoreira de Lula e de Dilma.
Cenário de propaganda eleitoral da presidente Dilma Rousseff e responsável por parte de sua expressiva votação recebida no Nordeste, a transposição do Rio São Francisco foi abandonada por construtoras e o trabalho feito começa a se perder.
O Estado percorreu alguns trechos da obra em Pernambuco na semana passada e encontrou estruturas de concreto estouradas e com rachaduras, vergalhões de aço abandonados e diversos trechos em que o concreto fica lado a lado com a terra seca do sertão nordestino.
O Ministério da Integração Nacional afirma que é de responsabilidade das empresas contratadas a conservação do que já foi feito e que caberá a elas refazer o que está se deteriorando.
Informa ainda que vai promover novas licitações em 2012 para as chamadas obras complementares, trechos em que a pasta e as empreiteiras não conseguiram chegar a um acordo sobre preço.
Segundo o ministério, as obras estão paralisadas em 6 dos 14 lotes e em um deles o serviço ainda será licitado.
Marcada por controvérsias, a obra da transposição começou a sair do papel em 2007 e, no ano seguinte, com os canteiros em pleno funcionamento, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua então ministra-chefe da Casa Civil e mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) fizeram uma vistoria pela região para fazer propaganda da ação.
Os dividendos eleitorais foram colhidos no ano passado por Dilma. Em Pernambuco, Estado onde começa o desvio das águas, ela obteve mais de 75% dos votos válidos no segundo turno da eleição.
Nas cidades visitadas pelo Estado, onde as obras estão agora abandonadas, o desempenho foi ainda melhor. Em Floresta, a presidente obteve 86,3%; em Cabrobó e Custódia, 90,7%; e em Betânia, 95,4%.
Prometida para o final do governo Lula, a obra tem seu prazo de entrega sucessivamente adiado. A nova previsão é concluir os 220 quilômetros do eixo leste, de Floresta a Monteiro (PB), até o fim de 2014 e terminar no ano seguinte os 402 quilômetros do eixo norte, que sai de Cabrobó para levar água ao Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
A obra está atualmente orçada em R$ 6,8 bilhões, 36% a mais do que a projeção inicial. Segundo o ministério, foram empenhados R$ 3,8 bilhões para a obra e pagos R$ 2,7 bilhões às construtoras.
Durante três dias, a reportagem percorreu cerca de 100 quilômetros da extensão dos canais da obra. O abandono foi a tônica da viagem, com canteiros completamente parados. As únicas exceções foram as partes da transposição sob responsabilidade do Exército.
Em um dos trechos visitados, na divisa das cidades pernambucanas de Betânia e Custódia, cerca de 500 metros de concreto estão totalmente quebrados, com pedaços se soltando do solo. Esse trecho terá de ser refeito para a água do São Francisco passar.
O padre Sebastião Gonçalves, da diocese de Floresta, foi quem encontrou o trecho destruído durante vistoria frequente que faz pelas obras. 'As empresas abandonaram as obras e já começou a se perder o trabalho feito. É um desperdício inexplicável.'
A parte que aparece com as maiores avarias está no lote 10 da obra, que teve as obras iniciadas pelas construtoras Emsa e Mendes Júnior.
Segundo moradores da região, as máquinas começaram a ser retiradas desde o início do ano passado. Há cerca de dois meses, os funcionários foram demitidos, deixando os alojamentos como aspecto de cidade fantasma, onde só restam vigias e alguns funcionários administrativos.
'É uma situação caótica, está tudo parado', reclama Manoel Joaquim da Silva, coordenador do sindicato dos agricultores familiares de Floresta e companhia constante do padre Sebastião Gonçalves no acompanhamento das obras.
A Mendes Júnior informou não participar mais do consórcio, enquanto a Emsa não enviou respostas aos questionamentos.
O Ministério da Integração disse já ter sido informado das rachaduras e notificado a Emsa por meio de ofício no dia 26 de outubro.
Segundo a pasta, as obras da empresa serão retomadas em janeiro de 2012. A reportagem encontrou início de deterioração em outro lote da obra, o de número 9, também no eixo leste. Paredes de concreto começam a rachar próximo ao local onde será construído o aqueduto sobre a BR-316, também em Floresta.
Em outra área, vergalhões de aço para a construção de uma ponte para o canal passar foram abandonados e parte do material já foi até roubado. O lote é de responsabilidade das construtoras Camter e Egesa. O Estado não recebeu resposta da Egesa e não conseguiu contato com a Camter.
No eixo norte, o contraste entre as obras do Exército e o abandono por parte das empreiteiras está bem próximo. Dez quilômetros à frente de onde homens fardados seguem seu trabalho, há um canteiro abandonado do Consórcio Águas do São Francisco ainda com máquinas para a fabricação de concreto que sequer foram retiradas.
Percorrendo mais dez quilômetros, encontra-se um grande vão onde as explosões foram feitas, mas o canal ainda não recebeu concreto. ( Do Estadão)
Cenário de propaganda eleitoral da presidente Dilma Rousseff e responsável por parte de sua expressiva votação recebida no Nordeste, a transposição do Rio São Francisco foi abandonada por construtoras e o trabalho feito começa a se perder.
O Estado percorreu alguns trechos da obra em Pernambuco na semana passada e encontrou estruturas de concreto estouradas e com rachaduras, vergalhões de aço abandonados e diversos trechos em que o concreto fica lado a lado com a terra seca do sertão nordestino.
O Ministério da Integração Nacional afirma que é de responsabilidade das empresas contratadas a conservação do que já foi feito e que caberá a elas refazer o que está se deteriorando.
Informa ainda que vai promover novas licitações em 2012 para as chamadas obras complementares, trechos em que a pasta e as empreiteiras não conseguiram chegar a um acordo sobre preço.
Segundo o ministério, as obras estão paralisadas em 6 dos 14 lotes e em um deles o serviço ainda será licitado.
Marcada por controvérsias, a obra da transposição começou a sair do papel em 2007 e, no ano seguinte, com os canteiros em pleno funcionamento, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua então ministra-chefe da Casa Civil e mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) fizeram uma vistoria pela região para fazer propaganda da ação.
Os dividendos eleitorais foram colhidos no ano passado por Dilma. Em Pernambuco, Estado onde começa o desvio das águas, ela obteve mais de 75% dos votos válidos no segundo turno da eleição.
Nas cidades visitadas pelo Estado, onde as obras estão agora abandonadas, o desempenho foi ainda melhor. Em Floresta, a presidente obteve 86,3%; em Cabrobó e Custódia, 90,7%; e em Betânia, 95,4%.
Prometida para o final do governo Lula, a obra tem seu prazo de entrega sucessivamente adiado. A nova previsão é concluir os 220 quilômetros do eixo leste, de Floresta a Monteiro (PB), até o fim de 2014 e terminar no ano seguinte os 402 quilômetros do eixo norte, que sai de Cabrobó para levar água ao Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
A obra está atualmente orçada em R$ 6,8 bilhões, 36% a mais do que a projeção inicial. Segundo o ministério, foram empenhados R$ 3,8 bilhões para a obra e pagos R$ 2,7 bilhões às construtoras.
Durante três dias, a reportagem percorreu cerca de 100 quilômetros da extensão dos canais da obra. O abandono foi a tônica da viagem, com canteiros completamente parados. As únicas exceções foram as partes da transposição sob responsabilidade do Exército.
Em um dos trechos visitados, na divisa das cidades pernambucanas de Betânia e Custódia, cerca de 500 metros de concreto estão totalmente quebrados, com pedaços se soltando do solo. Esse trecho terá de ser refeito para a água do São Francisco passar.
O padre Sebastião Gonçalves, da diocese de Floresta, foi quem encontrou o trecho destruído durante vistoria frequente que faz pelas obras. 'As empresas abandonaram as obras e já começou a se perder o trabalho feito. É um desperdício inexplicável.'
A parte que aparece com as maiores avarias está no lote 10 da obra, que teve as obras iniciadas pelas construtoras Emsa e Mendes Júnior.
Segundo moradores da região, as máquinas começaram a ser retiradas desde o início do ano passado. Há cerca de dois meses, os funcionários foram demitidos, deixando os alojamentos como aspecto de cidade fantasma, onde só restam vigias e alguns funcionários administrativos.
'É uma situação caótica, está tudo parado', reclama Manoel Joaquim da Silva, coordenador do sindicato dos agricultores familiares de Floresta e companhia constante do padre Sebastião Gonçalves no acompanhamento das obras.
A Mendes Júnior informou não participar mais do consórcio, enquanto a Emsa não enviou respostas aos questionamentos.
O Ministério da Integração disse já ter sido informado das rachaduras e notificado a Emsa por meio de ofício no dia 26 de outubro.
Segundo a pasta, as obras da empresa serão retomadas em janeiro de 2012. A reportagem encontrou início de deterioração em outro lote da obra, o de número 9, também no eixo leste. Paredes de concreto começam a rachar próximo ao local onde será construído o aqueduto sobre a BR-316, também em Floresta.
Em outra área, vergalhões de aço para a construção de uma ponte para o canal passar foram abandonados e parte do material já foi até roubado. O lote é de responsabilidade das construtoras Camter e Egesa. O Estado não recebeu resposta da Egesa e não conseguiu contato com a Camter.
No eixo norte, o contraste entre as obras do Exército e o abandono por parte das empreiteiras está bem próximo. Dez quilômetros à frente de onde homens fardados seguem seu trabalho, há um canteiro abandonado do Consórcio Águas do São Francisco ainda com máquinas para a fabricação de concreto que sequer foram retiradas.
Percorrendo mais dez quilômetros, encontra-se um grande vão onde as explosões foram feitas, mas o canal ainda não recebeu concreto. ( Do Estadão)
NADA COMO UM BOM "FOGO COMPANHEIRO" PARA MOSTRAR A SUJEIRA DO PT
Está em curso uma luta fratricida em que o PT mineiro tenta romper a aliança espúria montada pelo PT nacional com o PSDB do Aécio Neves, para manter o PSB na prefeitura de Belo Horizonte.
Fernando Pimentel, amigo, confidente e ministro da Dilma, que já se locupletou deste arreglo, tendo sido prefeito da cidade, agora é torpedeado pelo PT local, que não aceita mais engolir uma canditatura imposta para que Lula, Dilma ou quem vier, ganhem todas as eleições presidenciais no estado, não incomodando o reinado de Aécio nas montanhas de Minas.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT), faturou pelo menos R$ 2 milhões com sua empresa de consultoria, a P-21 Consultoria e Projetos Ltda., em 2009 e 2010, entre sua saída da Prefeitura de Belo Horizonte e a chegada ao governo Dilma Rousseff.
Os dois principais clientes do então ex-prefeito foram a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e o grupo da construtora mineira Convap. A federação pagou R$ 1 milhão por nove meses de consultoria de Pimentel, em 2009, e a construtora, outros R$ 514 mil, no ano seguinte.
A consultoria de Pimentel à Fiemg foi contratada quando o presidente da entidade era Robson Andrade, atualmente à frente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e se resumiu, de acordo com o atual presidente da Fiemg, Olavo Machado, a “consultoria econômica e em sustentabilidade”. No entanto, dirigentes da própria entidade desconhecem qualquer trabalho realizado pelo ministro.
O serviço à Convap durou de fevereiro a agosto de 2010, época em que Pimentel era um dos coordenadores da campanha de Dilma e viajava o Brasil com a candidata.
Após a consultoria, a Convap assinou com a prefeitura do aliado de primeira hora de Pimentel, Márcio Lacerda (PSB), dois contratos que somam R$ 95,3 milhões.
Em maio deste ano, ao ser questionado durante viagem a Ipatinga (MG) a respeito das atividades da P-21 Consultoria e Projetos Ltda., já na condição de ministro, o petista não quis dizer quem eram os seus clientes e classificou o rendimento da empresa como “compatível com a atividade dela” e “nada extraordinário”.
A Convap contratou Pimentel por meio de outra empresa do grupo que a controla, a Vitória Engenharia, atual Mineração Vitória Ltda., cujo endereço é o mesmo da construtora, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Menos de um ano após pagar a última parcela pela consultoria do petista, a Convap foi escolhida no governo Lacerda para tocar obras viárias de implantação do sistema de BRT (Bus Rapid Transit) na Avenida Cristiano Machado, para a Copa do Mundo de 2014 (R$ 36,3 milhões), e da Via 210, na região Oeste da capital mineira (R$ 59 milhões). As duas obras são em consórcio com a construtora Constran.
Fernando Pimentel deixou a prefeitura há três anos; ainda assim seu grupo permanece no controle da Secretaria municipal de Obras e Infraestrutura no governo Lacerda.
A pasta foi responsável pela contratação da Convap e continua nas mãos do engenheiro Murilo Valadares, petista que cuidava da secretaria no governo de Pimentel.
De 2000 a 2008, período em que o atual ministro foi prefeito de Belo Horizonte, não há registro de contrato do município com a Convap. Perguntado se via conflito de interesses na assinatura de contratos de quase R$ 100 milhões com uma empresa que tinha como consultor um de seus padrinhos políticos, Valadares disse que não. Ele alegou que os contratos foram assinados por meio de licitação e que, nos dois casos, o consórcio apresentou o menor preço.
“O secretário sempre pautou suas ações pela transparência e pela ética. As licitações seguem os parâmetros legais. Diante da suspeita de quaisquer irregularidades, cabe aos órgãos competentes realizarem suas fiscalizações, bem como à imprensa republicana registrar os fatos e evitar suposições”, disse a assessoria de Valadares, por meio de nota oficial.
Procurado por e-mail e pessoalmente para dizer que tipo de consultoria Pimentel prestou à sua empresa por mais de R$ 500 mil, o diretor-presidente da Convap, Flávio de Lima Vieira, não deu entrevista. Pelo telefone, repetiu quatro vezes a frase “nada a declarar” e desligou.
Já o atual presidente da Fiemg, Olavo Machado, disse ter pago por “análise, avaliação e aconselhamento sobre aspectos da economia local e mundial”, “discussões socioeconômicas com base em experiência técnica, universitária e administrativa”, e “dimensionamento de mercados para empresas, aspectos de meio ambiente e sustentabilidade”.
Em 2009, a Fiemg pagou R$ 1 milhão por informações que, em linhas gerais, o ex-prefeito ofereceu de graça pelo menos 13 vezes em palestras para estudantes, políticos e comerciantes locais em viagens por Minas naquele mesmo ano, de acordo com o site “Amigos do Pimentel”.
O tema era “Perspectivas econômicas e sociais de Minas e do Brasil no atual cenário mundial”, e o ex-prefeito viajava para articular sua pré-candidatura ao governo de Minas para o ano seguinte, plano que não se concretizou. No site, há referência a um encontro promovido pela Fiemg, em agosto daquele ano. (De O Globo)
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