No DF, a chanchada se junta à roubalheira! Quem vai ter a coragem de propor o certo: O FIM DA AUTONOMIA DO DF, UM ERRO HISTÓRICO???
Faz tempo que a sede do governo do Distrito Federal é um caso de Polícia. Na gestão petista, continua a ser, mas ganhou ares de chanchada. Ontem, um episódio estranhíssimo se deu. Leiam o que informa a Folha. Volto depois.
Por Felipe Coutinho:
O policial militar João Dias Ferreira, que apontou um suposto esquema de desvio de dinheiro público no Ministério do Esporte, foi pego ontem com R$ 159 mil na sede do governo Agnelo Queiroz (PT), ex-chefe da pasta.
Segundo o advogado de Ferreira, ele recebeu “inúmeras” propostas de pessoas ligadas a Agnelo e, anteontem, decidiu aceitar para poder filmar a entrega do dinheiro. De acordo com o advogado André Cardoso, o pagamento seria um “cala-boca” para que o policial não falasse das irregularidades no Ministério do Esporte e os desdobramentos do caso.
“Ele resolveu então ir devolver o dinheiro e foi na secretaria de Paulo Tadeu [Governo], que é quem ele entende que foi a origem do dinheiro”, afirmou o advogado.
O policial foi preso em flagrante ontem no Palácio do Buriti, sede do governo do DF, após agredir uma assessora de Paulo Tadeu - secretário e aliado de Agnelo.
O dinheiro jogado na mesa de servidoras da secretaria durante a confusão está sendo analisado pela polícia, que também vai investigar a origem dos R$ 159 mil. Segundo a assessoria do governador Agnelo Queiroz a motivação de Ferreira é “escusa e e despropositada”.
“O secretário de Governo, Paulo Tadeu, não se encontrava no palácio durante o episódio. A segurança do Palácio do Buriti abriu procedimento para apurar como se deu o acesso de João Dias ao prédio”.
O policial foi solto após pagar fiança de R$ 2.000, por agressão e injúria com afirmações racistas. Segundo seu advogado, ele filmou a entrega do dinheiro. Ferreira é dono de duas ONGS que desviaram mais de R$ 3 milhões do Esporte durante as gestões de Agnelo e Orlando Silva - que caiu após as acusações.
Comento
Lembrem-se de que, até outro dia, Agnelo e João Dias, que o poupou de acusações, eram aliados. Parece que a coisa desandou.
Querem saber? A autonomia administrativa e política do Distrito Federal foi uma das grandes tragédias que aconteceram naquela região e no país. Já sei que vêm muitos protestos, mas esse é o fato.
Pior: não vislumbro solução. De tal sorte o aparelho público está contaminado pela corrupção, que o ruim, como se vê, só pode ser sucedido pelo pior. Quem, com coragem o bastante para pôr o dedo na ferida, vai propor o fim da autonomia do DF?
Estou pronto par ouvir o alarido! Fazer o quê? Depois de Agnelo, alguém tem alguma outra “boa idéia”?
Por Reinaldo Azevedo
Um painel político do momento histórico em que vivem o país e o mundo. Pretende ser um observatório dos principais acontecimentos que dominam o cenário político nacional e internacional, e um canal de denúncias da corrupção e da violência, que afrontam a cidadania. Este não é um blog partidário, visto que partidos não representam idéias, mas interesses de grupos, e servem apenas para encobrir o oportunismo político de bandidos. Não obstante, seguimos o caminho da direita. Semitam rectam.
"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
AS HOMENAGENS PÓSTUMAS A CARLOS MARIGHELLA
Juro que eu gostaria de entender a lógica do discurso que enaltece a figura do terrorista, mas tenho uma dificuldade enorme.
Acontece, porém, nesse nosso Brasil, que tais homenagens são o prato do dia e a sobremesa dos que, conhecendo fatos históricos que escapam ao conhecimento geral, confabulam e elegem Marighella como o mártir de uma sacrossanta guerra, com o sacrifício da própria vida pela democracia, contra uma cruel ditadura, uma tirania que subjugava toda uma sociedade.
Confesso minha ignorância, pois nada li ou ouvi a respeito do tal heroísmo praticado por ele, e nem de tal "combate para derrubar o reino do terror", senão algumas histórias tenebrosas de assassinatos praticados por ele e pelo seu grupo, com requintes de crueldade, em guerrilhas urbanas e emboscadas. Verdades que se confirmam com os fatos narrados por testemunhas. Acredite quem quiser, pois a história já está contada...
m.americo
A FILA COMEÇOU A ANDAR, MAS TEM MAIS DOIS CHEGANDO. SERÁ QUE JÁ ACABOU?
Pimentel vai se enrolando…
Ele diz ter recebido dinheiro de firma de bebidas, mas donos negam… Dilma deveria poupar o tempo dela e nosso e demitir logo!
Por Thiago Herdy, Fabio Fabrini, Letícia Lins e Cassio Bruno, no Globo:
O hoje ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT), recebeu, em 2009, R$ 130 mil da ETA Bebidas do Nordeste, empresa que produz o refresco de guaraná Guaraeta em Paulista, na Região Metropolitana de Recife. Segundo Pimentel, sua empresa P-21 Consultoria e Projetos Ltda, de Belo Horizonte, teria sido contratada para “elaborar um estudo de mercado para a empresa” pernambucana. Porém, os sócios da empresa de bebidas e o seu administrador na época negam terem contratado o serviço.
Em entrevistas ao GLOBO no fim de semana e na última segunda-feira, Pimentel mencionou três clientes de sua empresa - Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Convap e QA Consulting - e omitiu a ETA Bebidas, na hora de somar os valores que recebeu até o fim de 2010. Os pagamentos da ETA a Pimentel foram feitos em duas parcelas, o primeiro de R$ 70 mil, em maio de 2009, e o segundo de R$ 60 mil, em julho do mesmo ano. Pimentel montou a consultoria logo depois de deixar a prefeitura, em 2009, e se desligou antes de virar ministro do governo Dilma.
“Ih, rapaz, esse negócio é muito estranho. É valor muito alto para o trabalho que a gente tinha. Tem alguma escusa, tentaram esconder alguma coisa”, disse Roberto Ribeiro Dias, que participou do quadro societário da ETA até 2010.
Aparentemente o plano de negócios que o ministro informa ter desenvolvido não foi bem sucedido: desde então, as atividades da empresa foram diminuindo, até que a ETA fosse vendida ao pernambucano Ricardo Pontes, no início deste ano. O slogan da empresa, no Nordeste, é “Guareta, naturalmente porreta!”. Hoje a ETA funciona num galpão numa rua discreta e sem saída, no município de Paulista, região Metropolitana de Recife, e está inoperante.
” Esses valores (pagos a Pimentel) não são compatíveis para o nosso negócio. O que a gente fazia de vez em quando era contrato de R$ 10 mil, R$ 15 mil para meninas fazerem propaganda em jogo do Sport com o Santa Cruz. A gente não tinha condições de fazer nada muito diferente disso”, diz Ribeiro Dias.
Firma atuava só no Nordeste, diz sócio
O GLOBO localizou nesta quarta-feira outro sócio de Dias na empresa de bebidas, Eduardo Luis Bueno, que disse desconhecer a prestação dos serviços de consultoria. “P-21? Fernando Pimentel?”, perguntou, querendo saber o valor que teria sido pago para a empresa do ministro. Ao ser informado que foram R$ 130 mil, Bueno respondeu: “Difícil”.
Bueno afirmou que a empresa funciona apenas no Nordeste e que levantaria informações sobre o assunto. Durante a tarde, novos contatos foram feitos com o empresário no escritório de sua outra empresa, a Unaprosil (que atua com produtos químicos), em São Paulo. Funcionários informaram que ele não estava no local e que não seria mais possível falar com ele.
(…)
Por Reinaldo Azevedo
08/12/2011
O MAL ESSENCIAL
Dias atrás a presidente Dilma Rousseff aceitou a demissão do sexto ministro acusado de corrupção, irregularidades administrativas, malfeitos, o nome que se queira dar. A terminologia é de menos, importantes são os fatos.
O primeiro ano de governo nem acabou e um em cada seis ministros já caiu em consequência de acusações relacionadas ao mau uso do dinheiro público. Deve ser um recorde mundial.
A primeira constatação é a do comprometimento do governo anterior, pois quase todos os demitidos sob suspeita saíram da cota dos herdados. Nesse sentido, é razoável considerar que a própria presidente foi fraca e aceitou do mentor um pacote estragado, por não ter força para resistir à pressão continuísta. Num esforço de leitura benigna, ela estaria agora fazendo a “faxina” na casa que herdou.
Os fatos, no entanto, são soberanos. A presidente não pode alegar surpresa diante do pacote recebido, pois ela própria compunha o núcleo do governo que sucedeu.
Foi ministra durante todo o tempo, boa parte dele na posição estratégica de chefe da Casa Civil. Na prática, governou o país quando o então presidente passou a cuidar exclusivamente da sucessão. Não há como, portanto, alegar desconhecimento ou surpresa. Ela era parte importante do jogo.
Há por certo a versão fantasiosa de que os caídos em desgraça são vítimas de tramoias da imprensa. É o autoritarismo seminal do PT em ação. Para a presidente, essa versão só é boa na aparência. Será ela tão fraca que não saiba distinguir fato de conspiração?
Caso as suspeitas se confirmem, e a própria Controladoria Geral da União se mostra abismada em certos casos, duas hipóteses se abrem, ambas negativas: ou Dilma ignorava tudo mesmo, evidenciando alheamento da realidade, o sabia das coisas, mas se mostrava disposta a conviver com o triste cenário para manter o apoio dos partidos que a levaram ao Palácio do Planalto.
Não há, no plano dos fatos, como fazer desse limão uma limonada. O governo Dilma vai encerrando seu primeiro ano, seus primeiros 25%, sem estabelecer uma marca. Uma solenidade aqui, um programa prometido ali, um factóide acolá, mas nada de substancial, a não ser a tal faxina, metáfora que, bem pensado, é incômoda, porque remete, necessariamente, à sujeira.
Ora, trata-se uma evidência de mau, não de bom governo, especialmente quando a governante é obrigada a ir a reboque das revelações quase diárias de atos ruins na administração. Trata-se de um governo refém da disposição dos jornalistas para investigar. Vive-se aquele clima de “basta procurar para achar”.
- Onde está a raiz do mal?
No loteamento da máquina, na transformação do governo em uma federação desconexa de feudos entregues a partidos, grupos e personalidades, ocupando cada qual o seu pedaço para obter vantagens pecuniárias. Em troca, garantem à presidente apoio político. Cabe, a propósito, fazer uma indagação:
- apoio político pra quê? Qual é a agenda de Dilma?
Esse é um modelo que a presidente copiou do antecessor e mentor, que, por sua vez, o adotou a fim de resistir às dificuldades políticas decorrentes das graves revelações sobre o estado moral da administração.
Estamos diante de um mal estrutural, não circunstancial. Existe esperança de que a presidente vá romper com a lógica do condomínio que a elegeu e a sustenta. Não é plausível.
Basta olhar para o maciço apoio parlamentar e a divisão dos feudos partidários, inclusive nas grandes empresas públicas e nas agências reguladoras, e se notará que tudo segue como sempre. O petismo é um sistema sem espaço para muita criatividade pessoal.
Será mesmo que governabilidade e patrimonialismo exacerbado têm sempre de andar de mãos dadas? Trata-se, creiam os leitores, de falso dilema, porém confortável para os que estão do poder. É possível, sim, montar um governo de coalizão, com maioria no Legislativo, sem permitir a drenagem setorizada dos cofres públicos pelos malfeitores.
Todos os partidos contam com pessoas honestas e competentes e reúnem parlamentares realmente preocupados com o país e com suas bases eleitorais, ansiosos por levar às regiões que representam investimentos, empregos e benefícios sociais, o que é não só é legítimo como desejável.
Os governos dispõem de mecanismos legais e éticos para atender às demandas políticas sem se desfigurar e se transformar numa máquina de produzir escândalos.
Basta compreender que não é o poder que corrompe os indivíduos, mas que são estes que corrompem o poder. Basta que o exemplo venha de cima.
O país, aliás, cobra o fim dos erros, dos crimes e da impunidade, muitas vezes adornados pelo deboche de quem acredita estar fora do alcance da lei.
Basta andar nas ruas, conversar com as pessoas, dando um pouco menos de crédito aos áulicos, e se notará a imensa demanda social pela ética na vida pública. Quem precisa ganhar a vida honestamente não se conforma com o deprimente espetáculo, mesmo quando este é tratado como “natural”, como algo inerente ao processo político.
As últimas décadas assistiram à crescente preocupação com o combate à injustiça social. Embora lentamente, com algum resultado, vamos combatendo a péssima distribuição de renda, marca registrada do país.
Mas há uma forma de injustiça social igualmente perversa: é a que separa o cidadão comum dos governantes e define padrões distintos de conduta moral.
Se é preciso continuar com o esforço para reduzir a grande distância entre pobres e ricos, é indispensável também eliminar este outro traço terrível da nossa formação: a existência de duas morais, de duas éticas, de dois códigos de conduta distintos — o das pessoas comuns e o dos poderosos, que adquirem o direito de fazer qualquer coisa.
O PT se formou um dia proclamando a luta contra essa desigualdade que infelicita o Brasil. Hoje vemos algumas de suas estrelas a declarar que Fulano de Tal “não é um homem comum” ou que a palavra de uma “autoridade”, contra a evidência dos fatos, “vale como prova”.
É nesse ambiente que prospera a aposta na impunidade e, pois, o crime reiterado contra os cofres públicos.
josé serra
Estadão, 08/12/2011.
MANSÃO DO NICOLAU, O LALAU: UM SONHO POSSÍVEL NUM PAÍS DECENTE
Um presídio exclusivo para procuradores e juízes corruptos.
O procurador do Mato Grosso do Sul que está propondo uma prisão para políticos corruptos deveria, por princípio de isonomia, propor um a construção de um presídio para membros do Judiciário condenados pelo mesmo crime. O nome popular deste presídio poderia ser Mansão do Nicolau.
Aliás, se o Judiciário trabalhasse mais e fosse mais competente não haveria tanto corrupto solto por aí, a começar pelos mensaleiros do Zé Dirceu.
Imagine uma prisão destinada só para corruptos. Eles teriam suas fotos expostas permanentemente num mural, na entrada do presídio, e receberiam aulas de ética, moralidade e honestidade.
Parece exercício de ficção, mas o procurador da República Ramiro Rockenbach, do Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul, propôs ontem ação civil pública que pede a criação do primeiro presídio federal só para corruptos do Brasil, exatamente nesses moldes.
No texto da ação, o procurador diz que o país ocupa apenas a 73ª posição no ranking de nações menos corruptas, segundo pesquisa com 182 países feita pela organização Transparência Internacional neste ano.
Rockenbach diz ainda que, hoje, 1.400 pessoas cumprem pena por delitos relacionados à corrupção no país. "Se todos os corruptos do Brasil fossem postos na cadeia, precisaria construir pelo menos um [presídio] por Estado", afirma o procurador.
Segundo Rockenbach, o presídio teria caráter "simbólico", para que os políticos entendam "que a Justiça não está de brincadeira". "E não é só ficar lá por dois, três dias. Ele pode ter sua foto eternizada [em galeria dos presos condenados] como um corrupto desta nação. Para aprender que o dinheiro do povo não é para ficar fazendo esse tipo de safadeza."
A ação civil pública, protocolada ontem na Justiça Federal de MS, menciona escândalos como o mensalão, as denúncias contra o ex-governador do DF José Roberto Arruda (sem partido) e a recente queda de seis ministros da presidente Dilma Rousseff.
O valor proposto para a obra, que seria erguida em MS, é de R$ 12 milhões. O Ministério da Justiça ainda não foi notificado sobre a ação.
O órgão informou que o quinto presídio federal, a ser construído no ano que vem em Brasília, terá uma ala apenas para autoridades.
(Folha Poder)
O procurador do Mato Grosso do Sul que está propondo uma prisão para políticos corruptos deveria, por princípio de isonomia, propor um a construção de um presídio para membros do Judiciário condenados pelo mesmo crime. O nome popular deste presídio poderia ser Mansão do Nicolau.
Aliás, se o Judiciário trabalhasse mais e fosse mais competente não haveria tanto corrupto solto por aí, a começar pelos mensaleiros do Zé Dirceu.
Imagine uma prisão destinada só para corruptos. Eles teriam suas fotos expostas permanentemente num mural, na entrada do presídio, e receberiam aulas de ética, moralidade e honestidade.
Parece exercício de ficção, mas o procurador da República Ramiro Rockenbach, do Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul, propôs ontem ação civil pública que pede a criação do primeiro presídio federal só para corruptos do Brasil, exatamente nesses moldes.
No texto da ação, o procurador diz que o país ocupa apenas a 73ª posição no ranking de nações menos corruptas, segundo pesquisa com 182 países feita pela organização Transparência Internacional neste ano.
Rockenbach diz ainda que, hoje, 1.400 pessoas cumprem pena por delitos relacionados à corrupção no país. "Se todos os corruptos do Brasil fossem postos na cadeia, precisaria construir pelo menos um [presídio] por Estado", afirma o procurador.
Segundo Rockenbach, o presídio teria caráter "simbólico", para que os políticos entendam "que a Justiça não está de brincadeira". "E não é só ficar lá por dois, três dias. Ele pode ter sua foto eternizada [em galeria dos presos condenados] como um corrupto desta nação. Para aprender que o dinheiro do povo não é para ficar fazendo esse tipo de safadeza."
A ação civil pública, protocolada ontem na Justiça Federal de MS, menciona escândalos como o mensalão, as denúncias contra o ex-governador do DF José Roberto Arruda (sem partido) e a recente queda de seis ministros da presidente Dilma Rousseff.
O valor proposto para a obra, que seria erguida em MS, é de R$ 12 milhões. O Ministério da Justiça ainda não foi notificado sobre a ação.
O órgão informou que o quinto presídio federal, a ser construído no ano que vem em Brasília, terá uma ala apenas para autoridades.
(Folha Poder)
JOSÉ ELI DA VEIGA, O USPIANO IMBECIL...
O Brasil possui 5,2 milhões de propriedades rurais, gera um terço emprego e emprega dezenas de milhões de brasileiro. Mais de 4 milhões de propriedades possuem menos até quatro módulos rurais, que podem chegar até 400 hectares, pois a sua medida muda de região para região. Aí vem este imbecil chamado José Eli da Veiga e repete a mesma bobagem, quando se manifesta sobre o Código Florestal:
Havia uma demanda para que se desse um tratamento especial à agricultura familiar. No entanto, estenderam para todos que têm propriedade até quatro módulos fiscais. Grande parte é de chácaras de famílias urbanas, onde parlamentares, por exemplo, passam fim de semana.
É com esta gentalha despreparada, mal intencionada e burra que a agropecuária, que sustenta literalmente a economia brasileira, tem que discutir, pois eles encontram eco em uma imprensa, via de regra, maldosa, despreparada e desinformada.
coroneLeaks
Havia uma demanda para que se desse um tratamento especial à agricultura familiar. No entanto, estenderam para todos que têm propriedade até quatro módulos fiscais. Grande parte é de chácaras de famílias urbanas, onde parlamentares, por exemplo, passam fim de semana.
É com esta gentalha despreparada, mal intencionada e burra que a agropecuária, que sustenta literalmente a economia brasileira, tem que discutir, pois eles encontram eco em uma imprensa, via de regra, maldosa, despreparada e desinformada.
coroneLeaks
SENADORA KÁTIA ABREU E O CÓDIGO FLORESTAL
Kátia Abreu sobre Marina Silva: "é impossível o diálogo com uma pessoa como ela".
A seguir, os principais trechos da entrevista da senadora Kátia Abreu (PSD-TO) ao Valor Econômico:
Valor: A senhora está satisfeita com o texto aprovado pelo Senado?
Kátia Abreu: Estou feliz com o marco que estamos vivendo, é uma quebra de paradigma muito importante para o país. Sofremos por mais de 15 anos nas mãos de uma ditadura feita por uma minoria do Ministério do Meio Ambiente, do Conama e do Ibama. Os agricultores não tinham voz, eram voto vencido e suas palavras eram motivo de deboche. Meu sentimento de alegria não se deve à ideia de ganhar uma votação no Senado. Acredito que foi feito o que precisava ser feito. Tivemos a sorte de os parlamentares estarem antenados com o assunto, todos quiseram participar.
Valor: Como avalia a reação internacional, principalmente das ONGs ambientalistas, em relação ao texto?
Kátia: A verdade é que acabaram os dias em que só ambientalistas e ONGs internacionais comandavam esse assunto como uma procissão. Ninguém mais vai tratar de meio ambiente no Brasil como um dogma ou religião. E sei que isso deve ser desesperador para essas pessoas, afinal foram muitos anos de comando absoluto. Agora estamos saindo da verdade absoluta e partindo para um debate democrático.
Valor: Houve mudança na postura do Ministério do Meio Ambiente?
Kátia: Eu tenho que reconhecer que, embora a ministra Izabella Teixeira não tenha concordado com algumas de minhas ideias - é claro que ela não é obrigada a concordar -, ela foi importante nesse processo. Essa mudança de condução do debate derrubou a tese de que, se o ministro do Meio Ambiente não fizer tudo o que os ambientalistas querem, não é um bom ministro. É o mesmo que dizer que o ministro da Agricultura tem que atender 100% do que os agricultores querem. Essa ideia acabou. Na Inglaterra, o ministério do Meio Ambiente e da Agricultura é um só. Não há possibilidade de tratar uma coisa sem se atentar para a outra.
Valor: A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva criticou o texto aprovado pelo Senado.
Kátia: Você já viu algum criador querer matar a sua criatura? Foi ela quem construiu todo esse imbróglio. A ex-ministra Marina Silva é quem gerou todo esse desentendimento artificial. Ela é protecionista, mas eu acredito no desenvolvimento sustentável. A verdade é que a ex-ministra perdeu os argumentos e, inclusive, o apoio do Congresso, porque é impossível o diálogo com uma pessoa que pense como ela.
Valor: Que avanços a senhora destaca do texto aprovado pelo Senado?
Kátia: O cômputo da reserva legal com a APP [área de proteção permanente] é um avanço. Imagine que você tenha uma fazenda com um rio, onde a sua APP é tão larga que chega a consumir 30% de sua fazenda. Pela regra anterior, você ainda tinha de deixar mais 20% de área para reserva legal, ou seja, metade da fazenda ficava inviabilizada. Unir o somatório disso e poder ter escalas de 80%, 50% 35% e 20% foi um grande avanço. A decisão de transformar as multas em serviços ambientais também foi extraordinária.
Valor: A decisão de anistiar desmatadores tem sido muito criticada.
Kátia: Querem colar essa ideia de anistia, mas isso não é verdade. Seria anistia se tudo estivesse perdoado. Teremos de recompor áreas por um erro cometido. As regras determinam a recomposição do mesmo bioma, não necessariamente no mesmo Estado. Isso, aliás, vai dar o que falar. Imagine a situação do pampa gaúcho. Como é que aquele bioma será recomposto em outro Estado? Além disso, nós deveremos perder 30 milhões de hectares em área de produção, se tudo for cumprido à risca. Isso significa R$ 40 bilhões. Isso não é prejuízo para os agricultores?
Valor: A senhora acredita em possíveis vetos pelos deputados?
Kátia: Acho que não será um debate fácil. Essa régua de que a área de mata ciliar de qualquer rio tem que ser recomposta entre 15, 30 e até 100 metros é um negócio que não tem como virar realidade. Muita coisa não há como reverter, temos que pensar no que será feito daqui para frente. Acho que é um ponto difícil de ser aceito na Câmara e complicado para os pequenos produtores cumprirem à risca.
Valor: Acredita que um texto final seja enviado à presidente ainda neste ano?
Kátia: Acredito que todos estão com a consciência de que é preciso levar algo para casa. Por isso estou muito confiante na aprovação do código. Temos um marco inicial, há muitas regras e regulações que podem ser feitas depois. Vamos respeitar o momento e aquilo que foi possível obter. Não há verdade absoluta nessa discussão.
A seguir, os principais trechos da entrevista da senadora Kátia Abreu (PSD-TO) ao Valor Econômico:
Valor: A senhora está satisfeita com o texto aprovado pelo Senado?
Kátia Abreu: Estou feliz com o marco que estamos vivendo, é uma quebra de paradigma muito importante para o país. Sofremos por mais de 15 anos nas mãos de uma ditadura feita por uma minoria do Ministério do Meio Ambiente, do Conama e do Ibama. Os agricultores não tinham voz, eram voto vencido e suas palavras eram motivo de deboche. Meu sentimento de alegria não se deve à ideia de ganhar uma votação no Senado. Acredito que foi feito o que precisava ser feito. Tivemos a sorte de os parlamentares estarem antenados com o assunto, todos quiseram participar.
Valor: Como avalia a reação internacional, principalmente das ONGs ambientalistas, em relação ao texto?
Kátia: A verdade é que acabaram os dias em que só ambientalistas e ONGs internacionais comandavam esse assunto como uma procissão. Ninguém mais vai tratar de meio ambiente no Brasil como um dogma ou religião. E sei que isso deve ser desesperador para essas pessoas, afinal foram muitos anos de comando absoluto. Agora estamos saindo da verdade absoluta e partindo para um debate democrático.
Valor: Houve mudança na postura do Ministério do Meio Ambiente?
Kátia: Eu tenho que reconhecer que, embora a ministra Izabella Teixeira não tenha concordado com algumas de minhas ideias - é claro que ela não é obrigada a concordar -, ela foi importante nesse processo. Essa mudança de condução do debate derrubou a tese de que, se o ministro do Meio Ambiente não fizer tudo o que os ambientalistas querem, não é um bom ministro. É o mesmo que dizer que o ministro da Agricultura tem que atender 100% do que os agricultores querem. Essa ideia acabou. Na Inglaterra, o ministério do Meio Ambiente e da Agricultura é um só. Não há possibilidade de tratar uma coisa sem se atentar para a outra.
Valor: A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva criticou o texto aprovado pelo Senado.
Kátia: Você já viu algum criador querer matar a sua criatura? Foi ela quem construiu todo esse imbróglio. A ex-ministra Marina Silva é quem gerou todo esse desentendimento artificial. Ela é protecionista, mas eu acredito no desenvolvimento sustentável. A verdade é que a ex-ministra perdeu os argumentos e, inclusive, o apoio do Congresso, porque é impossível o diálogo com uma pessoa que pense como ela.
Valor: Que avanços a senhora destaca do texto aprovado pelo Senado?
Kátia: O cômputo da reserva legal com a APP [área de proteção permanente] é um avanço. Imagine que você tenha uma fazenda com um rio, onde a sua APP é tão larga que chega a consumir 30% de sua fazenda. Pela regra anterior, você ainda tinha de deixar mais 20% de área para reserva legal, ou seja, metade da fazenda ficava inviabilizada. Unir o somatório disso e poder ter escalas de 80%, 50% 35% e 20% foi um grande avanço. A decisão de transformar as multas em serviços ambientais também foi extraordinária.
Valor: A decisão de anistiar desmatadores tem sido muito criticada.
Kátia: Querem colar essa ideia de anistia, mas isso não é verdade. Seria anistia se tudo estivesse perdoado. Teremos de recompor áreas por um erro cometido. As regras determinam a recomposição do mesmo bioma, não necessariamente no mesmo Estado. Isso, aliás, vai dar o que falar. Imagine a situação do pampa gaúcho. Como é que aquele bioma será recomposto em outro Estado? Além disso, nós deveremos perder 30 milhões de hectares em área de produção, se tudo for cumprido à risca. Isso significa R$ 40 bilhões. Isso não é prejuízo para os agricultores?
Valor: A senhora acredita em possíveis vetos pelos deputados?
Kátia: Acho que não será um debate fácil. Essa régua de que a área de mata ciliar de qualquer rio tem que ser recomposta entre 15, 30 e até 100 metros é um negócio que não tem como virar realidade. Muita coisa não há como reverter, temos que pensar no que será feito daqui para frente. Acho que é um ponto difícil de ser aceito na Câmara e complicado para os pequenos produtores cumprirem à risca.
Valor: Acredita que um texto final seja enviado à presidente ainda neste ano?
Kátia: Acredito que todos estão com a consciência de que é preciso levar algo para casa. Por isso estou muito confiante na aprovação do código. Temos um marco inicial, há muitas regras e regulações que podem ser feitas depois. Vamos respeitar o momento e aquilo que foi possível obter. Não há verdade absoluta nessa discussão.
ONU DESQUALIFICA MARINA SILA: "NINGUÉM FEZ MAIS PELO CLIMA DO QUE O BRASIL".
A ongolóide do pau-oco
A campanha difamatória contra o Brasil, movida por Marina Silva e suas ONGS a serviço do agronegócio internacional, começa a ter respostas oficiais de órgãos independentes. Cai esta farsa chamada Marina Silva. Cai esta farsa chamada Comitê das Florestas. Cai esta farsa montada por uma imprensa vagabunda, cooptada pelo ambientalismo fundamentalista. Vejam a notícia abaixo, da Folha Poder. É a ONU desqualificando Marina Silva e seus ongolistas.
O secretário-executivo do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Ambiente) e subsecretário-geral da ONU, Achim Steiner, disse nesta quinta-feira (8) que o Brasil não deve ser criticado agora pelas mudanças no Código Florestal, porque nenhum país no planeta fez mais do que o Brasil para combater emissões de carbono nos últimos dois anos.
A aprovação da reforma do código no plenário do Senado, nesta semana, causou uma avalanche de críticas internacionais de ambientalistas e opôs as ONGs à ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente), que chegou a Durban nesta quinta-feira para a COP-17, a conferência do clima da África do Sul.
Steiner, um descendente de alemães nascido no Rio Grande do Sul, afirmou a jornalistas que alguns trechos da lei trazem, sim, razões para preocupação com o futuro das florestas. Mas ponderou que a lei foi aprovada num processo democrático.
"Às vezes para mim é desconcertante nestas conferências internacionais que debates nacionais controversos num parlamento democrático sejam interpretads de formas diferentes em países diferentes.
Por que o debate no congresso dos EUA?" "Se as pessoas querem julgar o Brasil, que o julguem pelo que ele fez. Redução recorde nas emissões por desmatamento no último período de relato.
O Brasil, provavelmente, é o maior ator de mitigação no planeta nos últimos 24 meses, excedendo as ações dos países industrializados. Esse é o ponto de partida."
coroneleaks
A campanha difamatória contra o Brasil, movida por Marina Silva e suas ONGS a serviço do agronegócio internacional, começa a ter respostas oficiais de órgãos independentes. Cai esta farsa chamada Marina Silva. Cai esta farsa chamada Comitê das Florestas. Cai esta farsa montada por uma imprensa vagabunda, cooptada pelo ambientalismo fundamentalista. Vejam a notícia abaixo, da Folha Poder. É a ONU desqualificando Marina Silva e seus ongolistas.
O secretário-executivo do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Ambiente) e subsecretário-geral da ONU, Achim Steiner, disse nesta quinta-feira (8) que o Brasil não deve ser criticado agora pelas mudanças no Código Florestal, porque nenhum país no planeta fez mais do que o Brasil para combater emissões de carbono nos últimos dois anos.
A aprovação da reforma do código no plenário do Senado, nesta semana, causou uma avalanche de críticas internacionais de ambientalistas e opôs as ONGs à ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente), que chegou a Durban nesta quinta-feira para a COP-17, a conferência do clima da África do Sul.
Steiner, um descendente de alemães nascido no Rio Grande do Sul, afirmou a jornalistas que alguns trechos da lei trazem, sim, razões para preocupação com o futuro das florestas. Mas ponderou que a lei foi aprovada num processo democrático.
"Às vezes para mim é desconcertante nestas conferências internacionais que debates nacionais controversos num parlamento democrático sejam interpretads de formas diferentes em países diferentes.
Por que o debate no congresso dos EUA?" "Se as pessoas querem julgar o Brasil, que o julguem pelo que ele fez. Redução recorde nas emissões por desmatamento no último período de relato.
O Brasil, provavelmente, é o maior ator de mitigação no planeta nos últimos 24 meses, excedendo as ações dos países industrializados. Esse é o ponto de partida."
coroneleaks
DO LIVRO "CIDADELA"
"Embora a experiência me tenha ensinado que se descobrem homens felizes em maior proporção nos desertos, nos mosteiros e no sacrifício, do que entre os sedentários dos oásis férteis ou das ilhas ditas afortunadas, nem por isso cometi a asneira de concluir que a qualidade do alimento se opusesse à natureza da felicidade.
Acontece simplesmente que, onde os bens são em maior número, oferecem-se aos homens mais possibilidades de se enganarem quanto à natureza das suas alegrias: elas, efectivamente, parecem provir das coisas, quando eles as recebem do sentido que essas coisas assumem em tal império, ou em tal morada, ou em tal propriedade.
Para já, pode acontecer que eles, na abastança, se enganem com maior facilidade e façam circular mais vezes riquezas vãs. Como os homens do deserto ou do mosteiro não possuem nada, sabem muito bem donde lhes vêm as alegrias e é-lhes assim mais fácil salvarem a própria fonte do seu fervor."
*Antoine de Saint-Exupéry, in "Cidadela"
CNBB FAZ ACORDO COM MARTA SUPLICY PARA APROVAR PLC 122
Artigos - Governo do PT
Segundo o gabinete da Senadora Marta Suplicy, a CNBB não fará nenhuma oposição a uma lei que puna crimes homofóbicos e discriminação por orientação sexual. O que a CNBB dizia temer era o PLC 122 punindo discursos religiosos que classificam a homossexualidade como pecado.
Nota: Leia também a nota de esclarecimento da CNBB sobre o encontro com Marta Suplicy.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fez um acordo para apoiar a aprovação do PLC 122, que será votado nesta quinta-feira, 8 de dezembro, na Comissão de Direitos Humanos do Senado.
O acordo, que foi feito com Marta Suplicy do PT, envolveu uma concessão que a relatora do PLC 122 já havia proposto, sem sucesso, para a bancada evangélica, conforme está registrado em entrevista dela contida neste vídeo: http://youtu.be/jIOOE0n2V5g
Com o acordo, padres e pastores poderiam continuar pregando em missas e cultos contra a homossexualidade, mas apenas dentro de seus templos. Fora dos templos, as punições, inclusive com 5 anos de cadeia, continuariam válidas para pregações e opiniões contra o homossexualismo em programas de rádio, TV, escola, sites, blogs, jornais, revistas, etc.
Segundo o gabinete da Senadora Marta Suplicy, a CNBB não fará nenhuma oposição a uma lei que puna crimes homofóbicos e discriminação por orientação sexual. O que a CNBB dizia temer era o PLC 122 punindo discursos religiosos que classificam a homossexualidade como pecado. Mas agora, com a liberdade que Marta garantiu de padres e pastores poderem falar contra a homossexualidade apenas dentro dos templos, a CNBB aparentemente ficou satisfeita. O acordo incluiu o seguinte parágrafo ao texto substitutivo do PLC 122:
“Art. 3º O disposto nesta Lei não se aplica à manifestação pacífica de pensamento decorrente da fé e da moral fundada na liberdade de consciência, de crença e de religião de que trata o inciso VI do art. 5º da Constituição Federal.”
Suplicy acredita que não vá conseguir o voto dos parlamentares evangélicos na votação de quinta-feira, mas ela está confiante no apoio e mobilização da CNBB, pois são necessários apenas 10 votos favoráveis dos 19 membros da Comissão de Direitos Humanos.
Além do acordo com a CNBB, a senadora petista também conta com a ajuda da Rede Globo, que está lançando uma campanha em massa de combate à “homofobia”. A campanha tem o apoio da ONU e do governo petista de Dilma Rousseff.
Ela declara que se a aprovação se tornar realidade na quinta-feira, será possível fazer mais “aprimoramentos” e “avanços” no PLC 122 mais tarde. Ela disse: “Se conseguirmos aprovar, damos um passo avante. Daí encaminhamos para Câmara dos Deputados, onde poderão aprimorar ou propor um novo projeto com mais avanços”.
Jean Wyllys, juntamente com a Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, espera posteriormente derrubar a pequena concessão feita à CNBB, para que o PLC 122 não contenha nenhuma “brecha” para os que se opõem ao avanço da agenda gay.
O que você pode fazer
Ligue gratuitamente para o Senado e peça para os senadores do seu Estado e todos os outros para não votar no PLC 122/2006. Ligue para 0800-612211.
Para mandar emails aos senadores, veja a lista completa dos emails deles aqui: www.senado.gov.br/senadores
Divulgue este alerta a todos os seus contatos!
Com informações do MixBrasil e G1
Fonte: www.juliosevero.com
Julio Severo, 07 Dezembro 2011
Segundo o gabinete da Senadora Marta Suplicy, a CNBB não fará nenhuma oposição a uma lei que puna crimes homofóbicos e discriminação por orientação sexual. O que a CNBB dizia temer era o PLC 122 punindo discursos religiosos que classificam a homossexualidade como pecado.
Nota: Leia também a nota de esclarecimento da CNBB sobre o encontro com Marta Suplicy.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fez um acordo para apoiar a aprovação do PLC 122, que será votado nesta quinta-feira, 8 de dezembro, na Comissão de Direitos Humanos do Senado.
O acordo, que foi feito com Marta Suplicy do PT, envolveu uma concessão que a relatora do PLC 122 já havia proposto, sem sucesso, para a bancada evangélica, conforme está registrado em entrevista dela contida neste vídeo: http://youtu.be/jIOOE0n2V5g
Com o acordo, padres e pastores poderiam continuar pregando em missas e cultos contra a homossexualidade, mas apenas dentro de seus templos. Fora dos templos, as punições, inclusive com 5 anos de cadeia, continuariam válidas para pregações e opiniões contra o homossexualismo em programas de rádio, TV, escola, sites, blogs, jornais, revistas, etc.
Segundo o gabinete da Senadora Marta Suplicy, a CNBB não fará nenhuma oposição a uma lei que puna crimes homofóbicos e discriminação por orientação sexual. O que a CNBB dizia temer era o PLC 122 punindo discursos religiosos que classificam a homossexualidade como pecado. Mas agora, com a liberdade que Marta garantiu de padres e pastores poderem falar contra a homossexualidade apenas dentro dos templos, a CNBB aparentemente ficou satisfeita. O acordo incluiu o seguinte parágrafo ao texto substitutivo do PLC 122:
“Art. 3º O disposto nesta Lei não se aplica à manifestação pacífica de pensamento decorrente da fé e da moral fundada na liberdade de consciência, de crença e de religião de que trata o inciso VI do art. 5º da Constituição Federal.”
Suplicy acredita que não vá conseguir o voto dos parlamentares evangélicos na votação de quinta-feira, mas ela está confiante no apoio e mobilização da CNBB, pois são necessários apenas 10 votos favoráveis dos 19 membros da Comissão de Direitos Humanos.
Além do acordo com a CNBB, a senadora petista também conta com a ajuda da Rede Globo, que está lançando uma campanha em massa de combate à “homofobia”. A campanha tem o apoio da ONU e do governo petista de Dilma Rousseff.
Ela declara que se a aprovação se tornar realidade na quinta-feira, será possível fazer mais “aprimoramentos” e “avanços” no PLC 122 mais tarde. Ela disse: “Se conseguirmos aprovar, damos um passo avante. Daí encaminhamos para Câmara dos Deputados, onde poderão aprimorar ou propor um novo projeto com mais avanços”.
Jean Wyllys, juntamente com a Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, espera posteriormente derrubar a pequena concessão feita à CNBB, para que o PLC 122 não contenha nenhuma “brecha” para os que se opõem ao avanço da agenda gay.
O que você pode fazer
Ligue gratuitamente para o Senado e peça para os senadores do seu Estado e todos os outros para não votar no PLC 122/2006. Ligue para 0800-612211.
Para mandar emails aos senadores, veja a lista completa dos emails deles aqui: www.senado.gov.br/senadores
Divulgue este alerta a todos os seus contatos!
Com informações do MixBrasil e G1
Fonte: www.juliosevero.com
Julio Severo, 07 Dezembro 2011
ANADEP E CDBB LANÇAM SITE BANCO DE INJUSTIÇAS
A Associação Nacional dos Defensores Públicos (ANADEP) e a Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia (CBDD) lançam nesta quarta-feira, dia 07 de dezembro, às 12h, durante a "Conferência Viva Rio 18 anos, um bom motivo para pensar", o site Banco de Injustiças.
O site tem por objetivo promover uma ampla divulgação das injustiças que cada usuário ou pessoa processada em função da Lei de Drogas sofre por causa da aplicação da lei feita a partir do medo e não pensando na construção de políticas públicas eficientes e democráticas.
A Conferência vai reunir o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o comandante das UPPs, Rogério Seabra, o presidente da ANADEP, André Castro, e o governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro.
A "Conferência Viva Rio 18 anos" aborda também a participação da sociedade civil em operações de paz, sobretudo no eixo Sul-Sul, trazendo como principal exemplo o caso do Haiti, onde o Viva Rio atua em parceria com a Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah) desde 2004.
Líderes comunitários, representantes da sociedade civil, empresários, pensadores, pesquisadores e artistas também foram convidados para o evento.
Parceria.
A ANADEP CBDD tem por objetivo promover o debate jurídico sobre o tema das drogas a partir do respeito à Constituição Federal.
A atual política de drogas, por estar baseada no medo e não no espírito da constituição, não se coaduna com nenhum princípio constitucional. Não há uma política que possa de fato promover a saúde dos brasileiros neste tema, o poder punitivo exacerba todos os limites constitucionais e o debate público sobre a questão é recheado de preconceitos de forma a impedir uma discussão racional e democrática.
Um dos maiores exemplos disso é o aumento brutal da população carcerária relacionada a drogas desde que nova lei de drogas foi aprovada em 2006. De 2007 a 2010 essa população aumentou 62,5%.
Um aumento, como comprova pesquisa feita pela UFRJ em parceria com a UnB, que se deu justamente sobre pessoas que eram réus primários e não tinham envolvimento com o crime organizado.
Quem convive com a realidade da justiça criminal acompanha cotidianamente histórias de usuários presos como traficantes, de mulheres que são presas levando drogas para o filho ameaçado de morte e outras situações nas quais evidentemente a prisão não poderia ser a resposta adequada.
Mas, o que é o Banco de Injustiças?
A Constituição Brasileira garante a todos os cidadãos o direito à saúde, reconhece vários princípios que limitam o poder punitivo do Estado e, sobretudo, constitui o Estado Brasileiro como um Estado Democrático de Direito.
A atual política de drogas do país, no entanto, por estar baseada em uma abordagem meramente repressiva, não se coaduna com nenhum desses princípios constitucionais.
Não há uma política que possa de fato promover a saúde dos brasileiros neste tema, o poder punitivo exacerba todos os limites constitucionais e o debate público sobre a questão é recheado de preconceitos, de forma a impedir uma discussão racional e democrática.
Pelo contrário, em determinados casos sua aplicação tem como consequência a violação de direitos fundamentais, com um enorme peso para o sistema penitenciário do país.
Um dos maiores exemplos disso é o aumento brutal da população carcerária relacionada a drogas desde que a nova Lei de Drogas foi aprovada em agosto de 2006. De 2007 a 2010, essa população aumentou 62,5%, um acréscimo que se deu justamente sobre pessoas que eram rés primárias e não tinham envolvimento com o crime organizado, como comprova a pesquisa ‘Tráfico de Drogas e Constituição’, elaborada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em parceria com a Universidade de Brasília.
Só que essas histórias de vidas arruinadas pelos abusos cometidos pelo sistema judiciário na aplicação da Lei de Drogas passam despercebidas pela opinião pública e se traduzem apenas em estatísticas.
Os Defensores Públicos convivem com a realidade da justiça criminal e acompanham cotidianamente histórias de usuários presos como traficantes, de mulheres que são presas levando drogas para o filho ameaçado de morte e outras situações nas quais evidentemente a prisão não poderia ser a resposta adequada.
É por isso que os Defensores Públicos – e outros operadores do Direito e instituições religiosas que trabalham nas prisões – são o motor desse projeto. Graças às informações fornecidas por todos eles, e pelos mesmos cidadãos protagonistas dessas histórias, o Banco de Injustiças poderá ajudar a gerar conhecimento e formular políticas concretas possibilitando que a discussão pública se dê em termos racionais e democráticos.
O Banco de Injustiças é uma ferramenta fundamental para que se dê mais atenção ao tema de drogas a partir da perspectiva da Justiça, desmistificando a ideia equivocada de que todos os presos por tráfico de drogas hoje, no Brasil, são indivíduos violentos e com ligação com o crime organizado.
É imprescindível que se promova uma ampla divulgação das injustiças que muitos usuários e pessoas processadas por crimes relacionados às drogas sofrem por causa da aplicação da lei feita a partir do medo.
E é necessária também a construção de argumentos jurídicos para fazer valer a Constituição na aplicação da política de drogas no Brasil, em direção à construção de políticas públicas eficientes, humanas e democráticas sobre drogas.
Sob esta perspectiva, a parceria entre a Associação Nacional dos Defensores Públicos (ANADEP) e a Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia (CBDD), que dá origem ao Banco de Injustiças, continuará a promover o debate jurídico sobre o tema das drogas a partir do respeito à Constituição Federal. (Fonte – Divulgação)
06 Dec 2011
O site tem por objetivo promover uma ampla divulgação das injustiças que cada usuário ou pessoa processada em função da Lei de Drogas sofre por causa da aplicação da lei feita a partir do medo e não pensando na construção de políticas públicas eficientes e democráticas.
A Conferência vai reunir o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o comandante das UPPs, Rogério Seabra, o presidente da ANADEP, André Castro, e o governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro.
A "Conferência Viva Rio 18 anos" aborda também a participação da sociedade civil em operações de paz, sobretudo no eixo Sul-Sul, trazendo como principal exemplo o caso do Haiti, onde o Viva Rio atua em parceria com a Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah) desde 2004.
Líderes comunitários, representantes da sociedade civil, empresários, pensadores, pesquisadores e artistas também foram convidados para o evento.
Parceria.
A ANADEP CBDD tem por objetivo promover o debate jurídico sobre o tema das drogas a partir do respeito à Constituição Federal.
A atual política de drogas, por estar baseada no medo e não no espírito da constituição, não se coaduna com nenhum princípio constitucional. Não há uma política que possa de fato promover a saúde dos brasileiros neste tema, o poder punitivo exacerba todos os limites constitucionais e o debate público sobre a questão é recheado de preconceitos de forma a impedir uma discussão racional e democrática.
Um dos maiores exemplos disso é o aumento brutal da população carcerária relacionada a drogas desde que nova lei de drogas foi aprovada em 2006. De 2007 a 2010 essa população aumentou 62,5%.
Um aumento, como comprova pesquisa feita pela UFRJ em parceria com a UnB, que se deu justamente sobre pessoas que eram réus primários e não tinham envolvimento com o crime organizado.
Quem convive com a realidade da justiça criminal acompanha cotidianamente histórias de usuários presos como traficantes, de mulheres que são presas levando drogas para o filho ameaçado de morte e outras situações nas quais evidentemente a prisão não poderia ser a resposta adequada.
Mas, o que é o Banco de Injustiças?
A Constituição Brasileira garante a todos os cidadãos o direito à saúde, reconhece vários princípios que limitam o poder punitivo do Estado e, sobretudo, constitui o Estado Brasileiro como um Estado Democrático de Direito.
A atual política de drogas do país, no entanto, por estar baseada em uma abordagem meramente repressiva, não se coaduna com nenhum desses princípios constitucionais.
Não há uma política que possa de fato promover a saúde dos brasileiros neste tema, o poder punitivo exacerba todos os limites constitucionais e o debate público sobre a questão é recheado de preconceitos, de forma a impedir uma discussão racional e democrática.
Pelo contrário, em determinados casos sua aplicação tem como consequência a violação de direitos fundamentais, com um enorme peso para o sistema penitenciário do país.
Um dos maiores exemplos disso é o aumento brutal da população carcerária relacionada a drogas desde que a nova Lei de Drogas foi aprovada em agosto de 2006. De 2007 a 2010, essa população aumentou 62,5%, um acréscimo que se deu justamente sobre pessoas que eram rés primárias e não tinham envolvimento com o crime organizado, como comprova a pesquisa ‘Tráfico de Drogas e Constituição’, elaborada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em parceria com a Universidade de Brasília.
Só que essas histórias de vidas arruinadas pelos abusos cometidos pelo sistema judiciário na aplicação da Lei de Drogas passam despercebidas pela opinião pública e se traduzem apenas em estatísticas.
Os Defensores Públicos convivem com a realidade da justiça criminal e acompanham cotidianamente histórias de usuários presos como traficantes, de mulheres que são presas levando drogas para o filho ameaçado de morte e outras situações nas quais evidentemente a prisão não poderia ser a resposta adequada.
É por isso que os Defensores Públicos – e outros operadores do Direito e instituições religiosas que trabalham nas prisões – são o motor desse projeto. Graças às informações fornecidas por todos eles, e pelos mesmos cidadãos protagonistas dessas histórias, o Banco de Injustiças poderá ajudar a gerar conhecimento e formular políticas concretas possibilitando que a discussão pública se dê em termos racionais e democráticos.
O Banco de Injustiças é uma ferramenta fundamental para que se dê mais atenção ao tema de drogas a partir da perspectiva da Justiça, desmistificando a ideia equivocada de que todos os presos por tráfico de drogas hoje, no Brasil, são indivíduos violentos e com ligação com o crime organizado.
É imprescindível que se promova uma ampla divulgação das injustiças que muitos usuários e pessoas processadas por crimes relacionados às drogas sofrem por causa da aplicação da lei feita a partir do medo.
E é necessária também a construção de argumentos jurídicos para fazer valer a Constituição na aplicação da política de drogas no Brasil, em direção à construção de políticas públicas eficientes, humanas e democráticas sobre drogas.
Sob esta perspectiva, a parceria entre a Associação Nacional dos Defensores Públicos (ANADEP) e a Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia (CBDD), que dá origem ao Banco de Injustiças, continuará a promover o debate jurídico sobre o tema das drogas a partir do respeito à Constituição Federal. (Fonte – Divulgação)
06 Dec 2011
POR QUE MATAR O BEBÊ COM A SÍNDROME DE DOWN?
Nenhum casal quer ganhar um bebê com doença. Mas o que fazer se nasce um bebê doente ou deficiente? Tratá-lo? Jogar fora como um objeto descartável?
Mais do que tratá-lo, a atitude mais humana seria amá-lo. E seria um amor contra-cultural, pois a cultura de hoje, profundamente consumista e hedonista, nos ordena rejeitar tudo o que atrapalha nossa vida de prazeres. Tudo: Filhos, cônjuges, casamento, Deus, etc.
Quase vinte anos atrás, um pastor presbiteriano me contou que um casal membro de sua igreja foi fazer exame pré-natal da esposa grávida. Ao verem que o bebê em gestação tinha a síndrome de Down, o médico prontamente aconselhou um aborto, sob o manto “sagrado” da discrição médica. O casal evangélico aceitou o “conselho” do médico.
O aborto não está legalizado no Brasil. Mas o “jeitinho brasileiro” consegue driblar até a ética médica. Com ou sem lei, dentro da privacidade de seu consultório, o médico pode fazer o que bem entender, pois só Deus o vê.
O casal evangélico saiu do consultório sem o “problema”, e continuou normalmente indo aos cultos e ouvindo as pregações, numa rotina de ouvir e não praticar.
Será que a consciência nunca lhes doeu? Não sei. Algumas mulheres relatam sofrimento e desgraças depois de um aborto, inclusive de um bebê deficiente. Leia o relato de Marie Ideson e de como o aborto de sua filha com síndrome de Down arruinou sua vida e destruiu seu casamento.
O pior não é quando membros de conseguem ocultamente se aproveitar da privacidade do consultório médico para matar seus filhos em gestação. O pior é quando um homem que se diz ensinador das coisas de Deus orienta publicamente o assassinato de bebês com síndrome de Down, concordando com a cultura que ter um bebê assim trará “sofrimento” ao casal. Caio Fábio, que já foi o maior pastor presbiteriano do Brasil, hoje está nessa posição, usando artifícios psiquiátricos a favor da cultura da morte, oferecendo suas soluções para tirar os “problemas” que atrapalham a vida.
Se a cultura da morte manda matar, os apóstatas dizem amém.
Se tivéssemos de descartar pessoas deficientes da nossa vida a fim de preservar nosso conforto, o que seria de um marido, ou esposa, ou filho já nascido anos que sofreu um acidente que exige o sacrifício de nossa vida?
Um pastor da Igreja da Vinha contou-me que, mesmo depois de convertido, ele era orgulhoso e duro. Mas tudo isso mudou quando nasceu seu filho com síndrome de Down, que exigiu dele toda a paciência do mundo. Essa criança lhe ensinou a dar amor, carinho e cuidados o dia inteiro, todos os dias. Como pastor, hoje ele é literalmente um “pastor”: ele cuida das ovelhas de sua igreja com toda a paciência e amor que aprendeu com seu filho deficiente.
Um bebê com síndrome de Down pode trazer bênçãos e transformações inesperadas.
Julio Severo
Pr. Jânio Clímaco e seu filho João Pedro: carinho entre pai e filho
Em resposta ao artigo da mãe inglesa que, seguindo conselho médico, abortou a filha com síndrome de Down, Jânio Clímaco, pastor presbiteriano do Nordeste, fez contato comigo, dizendo:
Oi Júlio, Paz em Jesus.
Tenho frequentemente lido o que você coloca na internet e essa matéria veio como uma bomba no meu coração. Tenho um bebê com Down, como você mesmo pode me ver na foto com ele. Eu sou pastor presbiteriano em Recife, PE. Minha esposa é médica pneumologista. Temos outro filho, Lucas Emanuel, sem a síndrome que tem cinco anos e meio de idade, e João Pedro (carinhosamente chamado de John John) que tem dois anos, ele é portador de SD. Pois bem, descobrimos na gravidez que o nosso bebê nasceria com SD, com mais ou menos dois meses de gestação. Nunca nos passou na cabeça que deveríamos abortar. Recebemos indiretas de alguns amigos médicos, mas todos eles perceberam que isso era uma ofensa para nós.
Foi uma gravidez difícil, minha esposa quase morre e o bebê também, mas fomos até o fim pelo direito de nosso filho ter a vida. Pensávamos o seguinte: Se ele não fosse portador de SD agiríamos de que forma? Ficou fácil depois da clara resposta. Sempre entregamos tudo a Deus e confiamos nEle.
Ele era muito esperado e quando soubemos da SD choramos, lamentamos, mas entregamos a Deus porque Ele teria um plano maravilhoso para nos confiar uma criança como essa.
Hoje ele já tem dois aninhos completos agora em outubro passado e só nos trouxe alegria ao coração de seu pai, mãe e irmão. Ele é lindo (como você pode ver), doce e extremamente carinhoso. Ele é a alegria da casa e de nossa família. Não saberia viver sem ele hoje, confesso, mas ele tem Dono, somo apenas simples mordomos desse tesouro maravilhoso.
Agradeço a Deus por ele existir em minha vida e não o troco por nenhuma criança sem SD neste universo. Tenho aprendido a cada dia a ser um ser humano melhor e a amar mais a Deus que da mesma forma me aceitou e me recebeu do jeito que eu sou. Na verdade, meu John John sempre será melhor do que eu, porque para entrar no céu tem que ser como uma criança. Confesso Júlio, como eu desejo ser assim quando me encontrar com o nosso Senhor Jesus quando as portas da eternidade se abrirem para mim.
Pr. Jânio Clímaco
Mais do que tratá-lo, a atitude mais humana seria amá-lo. E seria um amor contra-cultural, pois a cultura de hoje, profundamente consumista e hedonista, nos ordena rejeitar tudo o que atrapalha nossa vida de prazeres. Tudo: Filhos, cônjuges, casamento, Deus, etc.
Quase vinte anos atrás, um pastor presbiteriano me contou que um casal membro de sua igreja foi fazer exame pré-natal da esposa grávida. Ao verem que o bebê em gestação tinha a síndrome de Down, o médico prontamente aconselhou um aborto, sob o manto “sagrado” da discrição médica. O casal evangélico aceitou o “conselho” do médico.
O aborto não está legalizado no Brasil. Mas o “jeitinho brasileiro” consegue driblar até a ética médica. Com ou sem lei, dentro da privacidade de seu consultório, o médico pode fazer o que bem entender, pois só Deus o vê.
O casal evangélico saiu do consultório sem o “problema”, e continuou normalmente indo aos cultos e ouvindo as pregações, numa rotina de ouvir e não praticar.
Será que a consciência nunca lhes doeu? Não sei. Algumas mulheres relatam sofrimento e desgraças depois de um aborto, inclusive de um bebê deficiente. Leia o relato de Marie Ideson e de como o aborto de sua filha com síndrome de Down arruinou sua vida e destruiu seu casamento.
O pior não é quando membros de conseguem ocultamente se aproveitar da privacidade do consultório médico para matar seus filhos em gestação. O pior é quando um homem que se diz ensinador das coisas de Deus orienta publicamente o assassinato de bebês com síndrome de Down, concordando com a cultura que ter um bebê assim trará “sofrimento” ao casal. Caio Fábio, que já foi o maior pastor presbiteriano do Brasil, hoje está nessa posição, usando artifícios psiquiátricos a favor da cultura da morte, oferecendo suas soluções para tirar os “problemas” que atrapalham a vida.
Se a cultura da morte manda matar, os apóstatas dizem amém.
Se tivéssemos de descartar pessoas deficientes da nossa vida a fim de preservar nosso conforto, o que seria de um marido, ou esposa, ou filho já nascido anos que sofreu um acidente que exige o sacrifício de nossa vida?
Um pastor da Igreja da Vinha contou-me que, mesmo depois de convertido, ele era orgulhoso e duro. Mas tudo isso mudou quando nasceu seu filho com síndrome de Down, que exigiu dele toda a paciência do mundo. Essa criança lhe ensinou a dar amor, carinho e cuidados o dia inteiro, todos os dias. Como pastor, hoje ele é literalmente um “pastor”: ele cuida das ovelhas de sua igreja com toda a paciência e amor que aprendeu com seu filho deficiente.
Um bebê com síndrome de Down pode trazer bênçãos e transformações inesperadas.
Julio Severo
Pr. Jânio Clímaco e seu filho João Pedro: carinho entre pai e filho
Em resposta ao artigo da mãe inglesa que, seguindo conselho médico, abortou a filha com síndrome de Down, Jânio Clímaco, pastor presbiteriano do Nordeste, fez contato comigo, dizendo:
Oi Júlio, Paz em Jesus.
Tenho frequentemente lido o que você coloca na internet e essa matéria veio como uma bomba no meu coração. Tenho um bebê com Down, como você mesmo pode me ver na foto com ele. Eu sou pastor presbiteriano em Recife, PE. Minha esposa é médica pneumologista. Temos outro filho, Lucas Emanuel, sem a síndrome que tem cinco anos e meio de idade, e João Pedro (carinhosamente chamado de John John) que tem dois anos, ele é portador de SD. Pois bem, descobrimos na gravidez que o nosso bebê nasceria com SD, com mais ou menos dois meses de gestação. Nunca nos passou na cabeça que deveríamos abortar. Recebemos indiretas de alguns amigos médicos, mas todos eles perceberam que isso era uma ofensa para nós.
Foi uma gravidez difícil, minha esposa quase morre e o bebê também, mas fomos até o fim pelo direito de nosso filho ter a vida. Pensávamos o seguinte: Se ele não fosse portador de SD agiríamos de que forma? Ficou fácil depois da clara resposta. Sempre entregamos tudo a Deus e confiamos nEle.
Ele era muito esperado e quando soubemos da SD choramos, lamentamos, mas entregamos a Deus porque Ele teria um plano maravilhoso para nos confiar uma criança como essa.
Hoje ele já tem dois aninhos completos agora em outubro passado e só nos trouxe alegria ao coração de seu pai, mãe e irmão. Ele é lindo (como você pode ver), doce e extremamente carinhoso. Ele é a alegria da casa e de nossa família. Não saberia viver sem ele hoje, confesso, mas ele tem Dono, somo apenas simples mordomos desse tesouro maravilhoso.
Agradeço a Deus por ele existir em minha vida e não o troco por nenhuma criança sem SD neste universo. Tenho aprendido a cada dia a ser um ser humano melhor e a amar mais a Deus que da mesma forma me aceitou e me recebeu do jeito que eu sou. Na verdade, meu John John sempre será melhor do que eu, porque para entrar no céu tem que ser como uma criança. Confesso Júlio, como eu desejo ser assim quando me encontrar com o nosso Senhor Jesus quando as portas da eternidade se abrirem para mim.
Pr. Jânio Clímaco
BOLSA PRESIDIÁRIO CRESCE 55%
O salário, no mesmo período, teve 54,25% de reajuste real.
Bolsa Presidiário supera salário
No país das desigualdades, vem do próprio governo federal um dado escandaloso. O Ministério da Previdência vai pagar este ano R$ 30 milhões com o Auxílio Reclusão (o famigerado Bolsa Presidiário) a filhos de detento(a)s de regime fechado ou semiaberto. São R$ 862,60 por família, valor reajustado em 15 de julho pela portaria 407. Um cidadão com ficha limpa, cadastrado no Bolsa Família, recebe entre R$ 32 e R$ 306 para a prole. O trabalhador, R$ 545 de salário mínimo. Desde 2003, o Bolsa Presidiário cresceu 55%. O salário, no mesmo período, teve 54,25% de reajuste real.
Tamanho do crime
No Brasil, 32.575 famílias de detentos atualmente embolsam a bondade. Para o bandido, que ainda come de graça, isso é melhor que aplicar em fundo de renda fixa.
Banco Presídio S.A.
Desde 2003, foram 10 reajustes. O valor total pago sobe R$ 1 milhão por ano. O governo acaba de anunciar mais presídios. Desse jeito, não faltarão candidatos.
*****
E OUTRAS NOTÍCIAS...
Aeroporto mais barato
Quem garante é o ministro da Aviação Civil, Wagner Bittencourt. Os serviços e alimentação vão baratear nos aeroportos que serão concedidos. O fato é que as empresas repassam para os produtos, o valor dos caros aluguéis. Só um restaurante de Brasília paga R$ 200 mil por mês. A Infraero instalará máquinas para cafés e biscoitos.
Ficha Limpa no… México
Idealizador da Lei Ficha Limpa, o juiz maranhense Marlon Reis foi convidado pelo ministro do Tribunal Eleitoral do México (similar ao TSE daqui) para relatar o sucesso da lei no Brasil. A história de Marlon também virou tese de doutorado em Brasília.
‘Copa’ da ética
Está confirmada para o fim de 2012 em Brasília a grande ‘Copa do Mundo’ pela ética na política. Será a 15ª IACC – International Anti-Corruption Conference, que reunirá os principais especialistas no assunto. Vai ter muito político correndo da capital.
Minério$
Enquanto no Brasil se discute até 5% de royalties sobre extração mineral, na Austrália são pagos aos estados de 2,75% a 10% do faturamento. No Canadá, de 15% a 20%
Oi!
Ex-todo poderoso ministro das Comunicações no governo Lula, Hélio Costa foi escanteado por Dilma Rousseff. Ganhou cargo de conselheiro da operadora Oi.
Toga Quente
Depois de comprar briga com a Associação Nacional dos Magistrados, a ministra do STJ Eliana Calmon ganhou ontem a ira da Associação dos Juízes Federais. Não gostaram de ela falar que “penas contra juízes têm de pegar o bolso”.
Ponto Final
“Temos o controle da situação. Diferente de outros países”
Ministro Guido Mantega, da Fazenda, ao falar do PIB zero no terceiro trimestre
Por Leandro Mazzini
07/12/2011
Bolsa Presidiário supera salário
No país das desigualdades, vem do próprio governo federal um dado escandaloso. O Ministério da Previdência vai pagar este ano R$ 30 milhões com o Auxílio Reclusão (o famigerado Bolsa Presidiário) a filhos de detento(a)s de regime fechado ou semiaberto. São R$ 862,60 por família, valor reajustado em 15 de julho pela portaria 407. Um cidadão com ficha limpa, cadastrado no Bolsa Família, recebe entre R$ 32 e R$ 306 para a prole. O trabalhador, R$ 545 de salário mínimo. Desde 2003, o Bolsa Presidiário cresceu 55%. O salário, no mesmo período, teve 54,25% de reajuste real.
Tamanho do crime
No Brasil, 32.575 famílias de detentos atualmente embolsam a bondade. Para o bandido, que ainda come de graça, isso é melhor que aplicar em fundo de renda fixa.
Banco Presídio S.A.
Desde 2003, foram 10 reajustes. O valor total pago sobe R$ 1 milhão por ano. O governo acaba de anunciar mais presídios. Desse jeito, não faltarão candidatos.
*****
E OUTRAS NOTÍCIAS...
Aeroporto mais barato
Quem garante é o ministro da Aviação Civil, Wagner Bittencourt. Os serviços e alimentação vão baratear nos aeroportos que serão concedidos. O fato é que as empresas repassam para os produtos, o valor dos caros aluguéis. Só um restaurante de Brasília paga R$ 200 mil por mês. A Infraero instalará máquinas para cafés e biscoitos.
Ficha Limpa no… México
Idealizador da Lei Ficha Limpa, o juiz maranhense Marlon Reis foi convidado pelo ministro do Tribunal Eleitoral do México (similar ao TSE daqui) para relatar o sucesso da lei no Brasil. A história de Marlon também virou tese de doutorado em Brasília.
‘Copa’ da ética
Está confirmada para o fim de 2012 em Brasília a grande ‘Copa do Mundo’ pela ética na política. Será a 15ª IACC – International Anti-Corruption Conference, que reunirá os principais especialistas no assunto. Vai ter muito político correndo da capital.
Minério$
Enquanto no Brasil se discute até 5% de royalties sobre extração mineral, na Austrália são pagos aos estados de 2,75% a 10% do faturamento. No Canadá, de 15% a 20%
Oi!
Ex-todo poderoso ministro das Comunicações no governo Lula, Hélio Costa foi escanteado por Dilma Rousseff. Ganhou cargo de conselheiro da operadora Oi.
Toga Quente
Depois de comprar briga com a Associação Nacional dos Magistrados, a ministra do STJ Eliana Calmon ganhou ontem a ira da Associação dos Juízes Federais. Não gostaram de ela falar que “penas contra juízes têm de pegar o bolso”.
Ponto Final
“Temos o controle da situação. Diferente de outros países”
Ministro Guido Mantega, da Fazenda, ao falar do PIB zero no terceiro trimestre
Por Leandro Mazzini
07/12/2011
SENADO DA NIGÉRIA APROVA LEI EM DEFESA DO MATRIMÔNIO TRADICIONAL
Nigéria aprova lei para defender matrimônio tradicional – Inglaterra ameaça – direitos humanos se calam.
De acordo com UOL notícias (29/11), o senado da Nigéria aprovou lei que prevê até 14 anos de prisão para quem fizer ou participar de “cerimônia” de “casamento” homossexual.
Há um mês, o primeiro ministro da Inglaterra, David Cameron, havia ameaçado suspender a ajuda econômica a países que continuem proibindo e condenando a homossexualidade (Cfr. O Estado de S. Paulo, 30/10/11).
Esperemos para ver se David Cameron vai de fato suspender a ajuda econômica. E, sobretudo, esperemos para ver se os defensores dos “direitos humanos” vão se preocupar com as populações africanas, que deixarão de receber ajuda econômica por não aceitarem o homossexualismo…
Vã espera! Para os ativistas dos “direitos humanos”, o policial é o bandido, o pai que corrige o filho é o agressor, e o que defende a moral é o discriminador.
Assim, na lógica deles, se a população da Nigéria rejeita o homossexualismo, deve ser enquadrada na categoria “sub-humanos”, para os quais nenhum direito vale.
07 de dezembro, 2011
De acordo com UOL notícias (29/11), o senado da Nigéria aprovou lei que prevê até 14 anos de prisão para quem fizer ou participar de “cerimônia” de “casamento” homossexual.
Há um mês, o primeiro ministro da Inglaterra, David Cameron, havia ameaçado suspender a ajuda econômica a países que continuem proibindo e condenando a homossexualidade (Cfr. O Estado de S. Paulo, 30/10/11).
Esperemos para ver se David Cameron vai de fato suspender a ajuda econômica. E, sobretudo, esperemos para ver se os defensores dos “direitos humanos” vão se preocupar com as populações africanas, que deixarão de receber ajuda econômica por não aceitarem o homossexualismo…
Vã espera! Para os ativistas dos “direitos humanos”, o policial é o bandido, o pai que corrige o filho é o agressor, e o que defende a moral é o discriminador.
Assim, na lógica deles, se a população da Nigéria rejeita o homossexualismo, deve ser enquadrada na categoria “sub-humanos”, para os quais nenhum direito vale.
07 de dezembro, 2011
OS VENCIDOS ONTEM, SERÃO VITORIOSOS HOJE?
Em meio à tristeza pelo massacre praticado pelas FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) contra reféns, a Colômbia vive hoje a alegria de ver liberto mais um prisioneiro dentre as várias centenas que ainda sofrem o brutal e inumano cativeiro da guerilha comunista.
Luis Alberto Erazo Maya, sargento da polícia, sofreu doze anos de cativeiro, viu seus companheiros de infortúnio serem friamente executados em vingança pelo operativo militar que os buscava resgatar e ele mesmo escapou por ter logrado esconder-se na densa mata, resultando depois em seu resgate. Mas não saiu ileso, recebeu ferimentos de uma granada lançada contra ele quando empreendia sua fuga.
Outros quatro militares foram executados: o coronel Edgar Yesid Duarte Valero, o major Elkin Hernández Rivas, o intendente chefe Álvaro Moreno e o sargento José Líbio Martínez, o refém mais antigo em poder das Farc, que era mantido prisioneiro há quase 14 anos.
O resgate e as execuções aconteceram no departamento de Caquetá, ao sul do país, no dia 26 de novembro.
Desde o governo de Alvaro Uribe, anterior ao do atual José Manuel Santos, que foi seu Ministro da Defesa, quando se iniciaram as grandes operações, a guerrilha tem sofrido sucessivas perdas irreparáveis em suas hostes comunista-leninista e já se vislumbra a erradicação desse câncer.
Resta-nos saber se promovido a pacificação, concedido – como de costume sob bafejo dos movimentos de direitos humanos – a anistia para todos os guerrilheiros assassinos, pelo argumento de que é para se obter a paz social esquecendo-se do mal praticado, não se perpetrará a injustiça maior: a perseguição aos que foram vitoriosos, aos que arriscaram suas vidas, a segurança de sua família, para obter o restabelecimento da ordem sob pretexto de terem eles violados os direitos humanos.
Não se deve dormir sob os louros da vitória, pois, o inimigo é astuto e vil, valem-se da máxima de Maquiavel segundo a qual “o povo tem memória curta”(2) logo farão esquecer do que até há pouco sofriam, como e quem os fazia sofrer, metamorfosear-se-ão de baluartes do bem comum o como vítimas, encenarão a falsa pantomima de empenhados em encontrar o culpado das novas agruras das quais ninguém e nenhum povo está isento, inverterão os valores e apresentarão como culpados os outrora heróis.
Já conhecemos a cantilena: Não há desaparecidos, nem seqüestrados, nem massacrados, nem violentados pelas FARC ou grupos de esquerda armados, tudo se esquece em bem de “conhecer a verdade”. Para estes as únicas violações aos direitos humanos que eles têm memória são as praticadas pelas forças da ordem que em hipótese alguma se justificariam, não há circunstâncias atenuantes, nem mesmo considerando que são eles os que se levantaram em armas contra uma ordem de princípios lícita para estabelecer a desordem, o caos, a escravidão, a miséria como em Cuba, Coréia do Norte, China.
Na América Latina, os movimentos revolucionários armados de esquerda, pelas armas foram vencidos, agora se vestem de civis, são apaixonados defensores do desarmamento, “anódinos” interessados em revolver o passado cicatrizado por uma feliz medida de anistia, propugnando valer a anistia apenas para os vencidos, não é supérfluo lembrar do espírito que anima o PNDH-3.
Permitiremos que os comunistas, mesmo vencidos, triunfem?
IPCO
7 dezembro 2011
Luis Alberto Erazo Maya, sargento da polícia, sofreu doze anos de cativeiro, viu seus companheiros de infortúnio serem friamente executados em vingança pelo operativo militar que os buscava resgatar e ele mesmo escapou por ter logrado esconder-se na densa mata, resultando depois em seu resgate. Mas não saiu ileso, recebeu ferimentos de uma granada lançada contra ele quando empreendia sua fuga.
Outros quatro militares foram executados: o coronel Edgar Yesid Duarte Valero, o major Elkin Hernández Rivas, o intendente chefe Álvaro Moreno e o sargento José Líbio Martínez, o refém mais antigo em poder das Farc, que era mantido prisioneiro há quase 14 anos.
O resgate e as execuções aconteceram no departamento de Caquetá, ao sul do país, no dia 26 de novembro.
Desde o governo de Alvaro Uribe, anterior ao do atual José Manuel Santos, que foi seu Ministro da Defesa, quando se iniciaram as grandes operações, a guerrilha tem sofrido sucessivas perdas irreparáveis em suas hostes comunista-leninista e já se vislumbra a erradicação desse câncer.
Resta-nos saber se promovido a pacificação, concedido – como de costume sob bafejo dos movimentos de direitos humanos – a anistia para todos os guerrilheiros assassinos, pelo argumento de que é para se obter a paz social esquecendo-se do mal praticado, não se perpetrará a injustiça maior: a perseguição aos que foram vitoriosos, aos que arriscaram suas vidas, a segurança de sua família, para obter o restabelecimento da ordem sob pretexto de terem eles violados os direitos humanos.
Não se deve dormir sob os louros da vitória, pois, o inimigo é astuto e vil, valem-se da máxima de Maquiavel segundo a qual “o povo tem memória curta”(2) logo farão esquecer do que até há pouco sofriam, como e quem os fazia sofrer, metamorfosear-se-ão de baluartes do bem comum o como vítimas, encenarão a falsa pantomima de empenhados em encontrar o culpado das novas agruras das quais ninguém e nenhum povo está isento, inverterão os valores e apresentarão como culpados os outrora heróis.
Já conhecemos a cantilena: Não há desaparecidos, nem seqüestrados, nem massacrados, nem violentados pelas FARC ou grupos de esquerda armados, tudo se esquece em bem de “conhecer a verdade”. Para estes as únicas violações aos direitos humanos que eles têm memória são as praticadas pelas forças da ordem que em hipótese alguma se justificariam, não há circunstâncias atenuantes, nem mesmo considerando que são eles os que se levantaram em armas contra uma ordem de princípios lícita para estabelecer a desordem, o caos, a escravidão, a miséria como em Cuba, Coréia do Norte, China.
Na América Latina, os movimentos revolucionários armados de esquerda, pelas armas foram vencidos, agora se vestem de civis, são apaixonados defensores do desarmamento, “anódinos” interessados em revolver o passado cicatrizado por uma feliz medida de anistia, propugnando valer a anistia apenas para os vencidos, não é supérfluo lembrar do espírito que anima o PNDH-3.
Permitiremos que os comunistas, mesmo vencidos, triunfem?
IPCO
7 dezembro 2011
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