"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sábado, 10 de dezembro de 2011

LEMBREM-SE DO "DOSSIÊ CAYMAN". BANDIDAGEM VOLTA A AGIR!

Os mais jovens não se lembram. Já lá se vão 13 anos!!! É, leitor! 13 anos!!!
Leiam o que informou a Folha há apenas 10 dias. Volto depois:


Justiça condena pastor por dossiê contra PSDB em 98

A Justiça Eleitoral condenou o pastor evangélico Caio Fábio D’Araújo Filho a quatro anos de prisão por seu envolvimento no chamado “dossiê Cayman”, informa reportagem de José Ernesto Credencio, publicada na Folha desta terça-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

O conjunto de papéis comprovadamente falso surgiu como tentativa de incriminar a cúpula do PSDB na campanha de 1998. Caio Fábio, o único condenado pelo episódio até agora, foi considerado responsável por elaborar e divulgar o dossiê, incorrendo em crime de calúnia, agravado por ter envolvido o então presidente da, Fernando Henrique Cardoso. Ele pode recorrer.
A sentença, da juíza de primeira instância Léa Maria Barreiros Duarte, é baseada em uma investigação da qual participou também o FBI, a polícia federal norte-americana.

Voltei.
Quem teve, como tive, acesso a parte daqueles documentos ficava realmente impressionado com a “riqueza” de detalhes. Deve haver algum mecanismo psíquico nos profissionais da malandragem que os obriga a cuidar dos… detalhes!
O tal dossiê acusava toda a cúpula tucana — FHC, Mário Covas, José Serra, Sérgio Motta, entre outros — de manter uma conta no exterior. Durante anos — ATENÇÃO, ANOS!!! —, a imprensa falava em “possível dossiê”, “suposto dossiê”, “um dossiê”, mas nunca “falso dossiê”, mesmo depois de as pegadas da bandidagem serem mais do que evidentes.

Finalmente, comprovou-se, sem margem para erro, tratar-se de uma armação da pesada. Mesmo na imprensa séria, alguns jornalistas “investigativos” decidiram ser especialistas no assunto. E tudo não passava de uma fantasia, de uma conspiração mesmo, para incriminar adversários políticos.

A história tem seus lances de impressionante cinismo. Tentaram, sim, vender o papelório para o PT. O partido não comprou — afinal, em matéria de “dossiês falsos”, não precisa recorrer a terceiros. Não comprou, mas pôs os olhos na papelada, avaliou a possibilidade.
Mesmo não estando, no caso de Cayman, na origem do crime, tornou-se depois um seu divulgador informal. Nos bastidores, eram muitos os petistas que asseguravam aos jornalistas que era, sim, tudo verdade.

A vantagem dos criminosos sobre as pessoas decentes é esta: eles não têm nada a perder.

A mesma quadrilha de subjornalistas que deu apoio aos mensaleiros, aos aloprados, os fazedores de dossiês em período eleitoral — a, em suma, ladrões de dinheiro público — volta a atacar. Há dias, ficamos sabendo que “eles” iriam contratar um grupo de pessoas para patrulhar a rede. Eis aí.

Bem, dizer o quê? Trata-se de um assunto de POLÍCIA, NÃO DE POLÍTICA.

O que se espera é que a Justiça não demore outros 13 anos para punir vigaristas.

Por Reinaldo Azevedo

VEJA PROMETE


Daqui a pouco nas bancas.
Vejam o que Reinaldo Azevedo publica:

Ao longo desses anos, não foram poucas as vezes em que me acusaram de ser um tanto exagerado nas críticas ao petismo. Serei mesmo? A reportagem de capa desta semana da VEJA demonstra até que ponto eles podem mergulhar na abjeção. Operam, tenho dito aqui, com a inversão orwelliana mais rudimentar: o crime passa a ser uma virtude; e os inocentes, criminosos. Sem limites, sem pudores, sem receios.

A saída que o PT encontrou para tentar se safar do mensalão foi afirmar que tudo não passava de caixa dois de campanha e que todos, afinal de contas, agem do mesmo modo. Só que era preciso “provar” a tese. E ONDE ESTAVAM AS TAIS PROVAS? NÃO EXISTIAM! ORA, SE NÃO EXISTIAM, ENTÃO ELES PRECISAVAM SER FORJADAS. É simples chegar a essa conclusão quando se é petista.

O que VEJA traz, numa reportagem de sete páginas, de autoria de Gustavo Ribeiro e Rodrigo Rangel, revela uma operação típica do mais descarado gangsterismo político. Pior: há evidências de que a cúpula do partido não só sabia de tudo como estava no controle. Vamos ao caso.

Lembram-se da tal “Lista de Furnas”? Ela trazia nomes de líderes da oposição que teriam recebido dinheiro da estatal de maneira ilegal, não-declarada, quando eram governistas e compunham a base de FHC. Gravações feitas pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, a que VEJA teve acesso, provam que era tudo uma tramóia operada por dois deputados do PT de Minas. Reproduzo um trecho da reportagem (em NEGRITO)...

(...)

Os falsários apresentaram duas listas. A primeira, uma cópia xerox, e a segunda, que deveria ser a original, mas era uma fraude ainda mais grotesca.
Uma perícia da polícia revelou depois que havia discrepâncias significativas entre os dois documentos, e um jamais poderia ter se originado do outro.
O grupo de estelionatários, porém, precisava levar o plano a frente e, para tentar conferir alguma autenticidade à armação, decidiu também forjar recibos assinados pelos políticos beneficiados.
É a partir desse momento da trama que as gravações feitas pela polícia são mais reveladoras da ousadia dos petistas em usar a máquina do estado para cometer crimes.

Há conversas entre o estelionatário Nilton Monteiro, o fabricante das listas, e os deputados petistas Rogério Correia e Agostinho Valente (hoje no PDT).
Os diálogos mostram que, em todas as etapas da fabricação da lista, Nilton age sob os auspícios dos dois parlamentares, que lhe prometem, além do apoio logístico, dinheiro e, principalmente, “negócios” em empresas estatais ligadas ao governo federal como compensação pelos serviços prestados.
(…)
Assessores parlamentares estavam em contato frequente com Nilton para discutir formas de obter a assinatura do ex-diretor de Engenharia de Furnas Dimas Fabiano Toledo, o suposto autor do documento. Eles encaminham o estelionatário ao Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro, entidade filiada à CUT, a central sindical dominada pelo PT.
Lá, ele seria ciceroneado por dirigentes sindicais e teria acesso a documentos da estatal. (…) Em uma conversa com Nilton, Simeão de Oliveira, assessor mais próximo do deputado Rogério Correia, explica como proceder: “Eles [Furnas] assinam coisas para eles [o Sindicato] direto, aí eles vão olhar e falar se tem o do Dimas (…) Explica pra ele pra que é, o que é, entendeu?”.
Como a tentativa de obter a assinatura junto ao sindicato fracassa, Simeão elabora uma estratégia paralela, que prefere não revelar ao falsário. Limita-se a dizer que as assinaturas chegarão por Sedex. São particularmente reveladoras as conversas em que os envolvidos discutem a obtenção de assinaturas de políticos da base de FHC para fabricar recibos do suposto caixa 2.
Nilton e o assessor de Rogério Correia conversam sobre os padrões das assinaturas dos deputados da oposição - e se questionam se conseguiram mesmo as assinaturas corretas.
(…)
Em um dos diálogos, Nilton Monteiro discute com Simeão de Oliveira os padrões gráficos das assinaturas do então líder da minoria na Câmara, José Carlos Aleluia, do DEM , e do então líder do PSDB , Antônio Carlos Pannunzio. Em relação a Aleluia, Nilton não tem certeza quais os valores lhe serão atribuídos. “Não sei se é 75 000 reais ou 150 000 o recibo dele”, comenta o lobista. Eles também incluem na discussão os nomes de Gilberto Kassab, que assumiria a prefeitura de São Paulo no lugar do tucano José Serra, que renunciaria ao cargo para disputar a eleição para o governo paulista, e o então presidente do DEM , deputado Rodrigo Maia.
(…)
A recompensa pelos préstimos de Nilton incluía, segundo as gravações, a liberação de recursos em bancos públicos. Em uma discussão com Rogério Correia, Nilton se mostra confiante: “Vou acabar com eles tudinho”. Mas, antes, cobra o que foi prometido: “Eu quero aquele negócio que foi escrito no papel. São aqueles negócios que eu pedi da Caixa e do Banco do Brasil, pra liberar pra mim urgente no BNDES”, afirma.
(…)
Em alguns trechos, o lobista cita a necessidade de tratar do negócio com a então senadora Ideli Salvatti, atual ministra de Relações Institucionais, outra figura cativa nos episódios envolvendo dossiês suspeitos.
“Tivemos contato em apenas dois episódios. Nem eu nem meus assessores participamos da obtenção da lista”, mentiu Correia quando ouvido por VEJA. A parceria entre o deputado Correia e o estelionatário inclui os serviços advocatícios do petista William dos Santos - que serve também como elo entre seu cliente e a figura de proa do petismo naquele era sombria, José Dirceu, principal réu do Mensalão.
(…)
Leiam a íntegra na versão impressa. A edição traz a transcrição de alguns diálogos. Reproduzo um:

O estelionatário Nilton Monteiro conversa com Simeão de Oliveira, assessor do deputado petista Rogério Correia. Eles combinam a fraude. Para dar autenticidade à chamada “lista de Furnas” era necessário a apresentação de recibos assinados pelos políticos acusados. Monteiro estava empenhado em arrumar as assinaturas para montar os documentos falsos.

Simeão: (…) Eu já estou aqui com José Carlos Aleluia.
(…)
Nilton: Vem cá, a assinatura dele é um JC. Parece um U.
S: Parece um M, isso.
N : Isso, então é isso mesmo. Então eu já recebi esse cara, viu?
S: É.
N: Não sei se é 75 000 reais ou 150 000 reais. Eu acho que é 75 000 o recibo dele.
S: O do Pannunzio.
N: Pannunzio é uma assinatura toda esquisita, né?
S: É um trem doido.
(…)
S: Quem mais? O Kassab.
N : O Kassab é um G Kassab.
(…)
S: Uai, então você tem esse trem tudo original, Nilton?
N: É lógico. Você fica na tua, sô. Por isso que eles estão tudo doido.
(…)
N: Rodrigo Maia é Rodrigo e o final Maia entre parênteses.
S: Ahn?N: Parece que é Rodrigo e depois um M.
S: Não, não é esse, não.
N: Então mudou a assinatura dele. Esse eu soube que ele tava mudando.
S: Não é, não.
N: Então, mudou. É Rodrigo…
S: Não, tem não.
N: Ih, então mudou a assinatura. Bem que falaram comigo, viu? Filho da p…, viu?



QUADRILHA - Nilton Monteiro, quando foi preso em outubro passado, e os deputados petistas Rogério Correia e Agostinho Valente (hoje no PDT): os políticos mineiros prometeram ao estelionatário dinheiro e “negócios” em bancos do governo federal como pagamento pela falsificação da chamada “lista de Furnas”


Por Reinaldo Azevedo

PLANTANDO RACISMO

Artigos - Governo do PT

Quem conhece os estados brasileiros onde existem populações indígenas instaladas, percebe que o paternalismo do Estado brasileiro em relação aos silvícolas está sendo exagerado, permitindo desperdício do dinheiro público, falta de segurança para obras de infraestrutura e mesmo atividades privadas. E, o que é pior, um sentimento de revolta na população civil que cresce visivelmente.

Exemplo maior é Roraima. Lá, os rizicultores foram, desnecessariamente, expulsos de suas terras, onde, inclusive, contavam com apoio de parte dos índios. Hoje vivem na miséria e a região deixou de produzir e até exportar arroz para Manaus. Com 10% da população de Roraima, as reservas representam mais de 70% da área do estado.

Mas em outros estados, e muito em função de obras públicas, as exigências materiais beiram o absurdo. Encarecem obras, criam territórios sem controle e deixam a população sendo manipulada, quando não explorada. Alguém precisa levantar esses privilégios e custos. Deve ter muita ONG metida nisso.

O nosso Brasil, como entendeu Gilberto Freyre, está mudando. Planta-se ressentimento para com os índios, que têm todos os direitos e nenhum dever. Cria-se certa instabilidade com esta história de “quilombolas”, que também beira o ridículo, mas que tem levado intranquilidade a milhares de famílias e até a cidades inteiras. Em Belo Horizonte surgiu um “quilombo” em pleno Grajaú, bairro da classe média.

Não dá para entender os objetivos desse tipo de ação, que vai ganhando espaço na máquina pública, no Judiciário e colocando o nosso Brasil em situações ridículas perante a investidores estrangeiros – como ocorre nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará, principalmente.
Mas, em Santa Catarina, onde a escravidão foi diminuta, tem uma cidade sem crônica de abrigar população de origem africana que está sob ameaça de um grupo que reivindica a área central do município. E são mais de mil as áreas requeridas no pequeno estado, exemplo de distribuição de terras produtivas no Brasil. Não bastasse o Código Florestal, que quase liquida seu agronegócio.

Esse assunto não comporta tolerância. Nada mais sagrado para a índole do brasileiro do que a paz e a fraternidade numa sociedade reconhecida pelo seu pluralismo racial internacionalmente.

Mas na verdade o clima anda ruim. Quem não tiver sangue índio ou de origem africana acaba sendo considerado de uma raça exploradora e devedora da sociedade. Os ganhos dos índios são verdadeiramente inacreditáveis.
Até o Porto de Santos tem uma obra para melhorar seus acessos sem licença por, eventualmente, provocar barulho que perturbe a vida de um grupo indígena, que mora cerca de quinze quilômetros da obra.

A falta de reação a estes absurdos é muito preocupante. Mostra uma sociedade acomodada a retroceder no progresso e na dignidade.

Aristóteles Drummond, 09 Dezembro 2011

PEDOFILIA EM HOLLYWOOD: APENAS A PONTA DO ICEBERG

Artigos - Direito

“Posso lhe dizer que o problema número 1 de Hollywood era, e é, e sempre será a pedofilia”, disse Feldman.

Depois que uma série de revelações de abuso sexual infantil atingiu Hollywood no mês passado, especialistas e pessoas que foram atores quando eram crianças dizem que as ofensivas policiais só arranham a superfície do que há muito tempo tem sido o segredo mais sombrio da indústria do entretenimento.

Reportagem da Fox News de segunda-feira disse que pessoas que foram estrelas quando eram crianças, abrangendo várias décadas — uma delas que está com mais de 60 anos —, reagiram com prudência e preocupação ao verem acusações de abuso sexual sendo feitas ou descobertas contra três funcionários de Hollywood: Martin Weiss, um homem de 47 que trabalhava como agente empresarial em Hollywood representando atores mirins; Fernando Rivas, de 59 anos, um compositor premiado do programa educativo infantil “Vila Sésamo”; e o criminoso sexual registrado Jason James Murphy, de 35 anos, um agente de distribuição de papéis que frequentemente trabalhava com atores crianças.

Em agosto, Corey Feldman, que foi ator infantil na década de 1980, disse para o programa “Nightline” da ABC que os pedófilos faziam cerco às crianças atores em Hollywood “como abutres”.
“Posso lhe dizer que o problema número 1 de Hollywood era, e é, e sempre será a pedofilia”, disse Feldman. “Havia um círculo de homens mais velhos que ficava ao redor desse grupo de crianças, e eles tinham seu próprio poder ou conexões de grande poder na indústria do entretenimento”.

Alison Arngrim, atriz que quando criança trabalhou em “Little House on the Prairie” (Os Pioneiros), recentemente concordou.
“Esse problema vem ocorrendo há um longo tempo”, Alison disse para a Fox News. “Havia boatos anos atrás, na década de 1980. As pessoas diziam: ‘Oh, sim, os Coreys, todo mundo ficou com eles’. As pessoas falavam sobre isso como se não fosse importante”. Alison se referia a Feldman e outro ator que trabalhava com ele em “The Lost Boys” (Os Garotos Perdidos), Corey Haim, um viciado em drogas que morreu no ano passado, uma morte que Feldman atribui ao sofrimento psicológico provocado pelo abuso sexual.

“Eu ouvi literalmente que eles eram ‘passados de mão em mão’”, Alison disse. “O boato era que eles eram drogados e estavam sendo usados para sexo. Foi horrendo — eles eram crianças, não tinham ainda 18 anos. Havia todos os tipos de boatos acerca de todos, desde ‘os que guardavam os locais das filmagens’ até outros funcionários em posições menos elevadas de que essas duas crianças vinham sendo abusadas sexualmente e estavam sendo totalmente corrompidas de todas as formas possíveis”.

Alison faz agora parte da diretoria e é a porta-voz nacional de Protect.org, uma organização que defende as crianças.

Paul Peterson, de 66 anos, ator do programa “The Donna Reed Show”, um seriado cômico de TV muito popular nas décadas de 1950 e 60, e presidente de A Minor Consideration, disse que até mesmo numa época aparentemente mais inocente, Hollywood já era uma grave ameaça às crianças.

“Quando assisti à entrevista, uma séria inteira de nomes e faces da minha memória foi aparecendo em minha cabeça”, disse Peterson, se referindo aos comentários de Feldman.

A Dra. Jenn Berman, psicoterapeuta que tem consultório em Beverly Hills, disse que Hollywood atrai os pedófilos “porque as crianças ali podem ser vulneráveis e menos supervisionadas”. “As crianças naturalmente gostam de muita atenção, e quando colocamos uma criança num local de filmagem que não tem supervisão e elas recebem atenção de alguém que tem muito poder, isso cria uma vulnerabilidade para uma situação muito perigosa”.

Alison disse que o problema é extremamente difícil de expor graças à natureza lucrativa de Hollywood. “Ninguém quer parar o trem da alegria”, diz Alison. “Se um ator mirim está sendo abusado sexualmente por alguém do programa de TV, a família, os empresários ou agentes — as pessoas que estão ganhando dinheiro com isso — vão dizer ‘Sim, vamos levar esse caso à polícia’? Não, porque isso vai dar uma parada no programa inteiro, fazendo cessar todos os pagamentos. Por isso, existe uma pressão ali para todo mundo não abrir a boca”.

Peterson elogiou Feldman por romper o silêncio na entrevista histórica, uma decisão que ele chamou de “muito corajosa”.

“Seria realmente maravilhoso se suas declarações atravessassem as camadas protetoras e identificassem as pessoas reais que são parte de uma rede mundial de pornografia infantil, pois é imensa e não respeita fronteiras, assim como não respeita a idade das crianças envolvidas”, disse ele.

Leia o artigo da Fox News aqui.

Kathleen Gilbert, 09 Dezembro 2011
Tradução: Julio Severo

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

NO MAIS CRUEL DOS DIAS PARA OS PECADORES, O PT SERÁ DEVOLVIDO À HORA DO PESADELO

O ministro Fernando Pimentel vai atravessar o fim de semana acordado em companhia de muitos militantes do PT.
Duas páginas bastarão para garantir a insônia do Antonio Palocci mineiro. A reportagem de capa induzirá uma multidão de companheiros a viver a hora do pesadelo.

Com base em gravações feitas com autorização judicial pela Polícia Federal, informa a Carta ao Leitor, “VEJA conta, com exclusividade, a história secreta da mais ousada incursão do petismo na falsificação deslavada”.

A reportagem mostra “petistas de todos os coturnos negociando com um conhecido estelionatário a montagem de uma lista falsa de tucanos que receberiam dinheiro da estatal Furnas”.

O objetivo do bando era provar que o mensalão foi inventado pelos adversários do PT.
Como saberão os leitores neste sábado, acabaram produzindo outra obscena coleção de casos de polícia.

NÚMERO 2 DO PDT TAMBÉM É FUNCIONÁRIO DA CÂMARA...


Assim como acontecia com Carlos Lupi, o secretário-geral do PDT está lotado na liderança do partido, mas quase não fica lá. Norma interna proíbe que o trabalho fora das dependências da Casa. Manoel Dias ganha R$ 12 mil mensais

Considerado o número dois na hierarquia pedetista, o secretário-geral do PDT, Manoel Dias, destacou-se nos últimos meses como um dos principais líderes da “tropa de choque” que tentou, em vão, manter no cargo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente licenciado da legenda. Além da inabalável parceria partidária, os dois têm uma outra coisa em comum: recebiam salário da Câmara enquanto cumpriam exclusivamente atividades partidária. Aqui

PS - O medalhado Senhor, deve ter seus "méritos" entre homens da corja de salafrários do Brasil. Tudo pode. Até, muitos salários indevidos. Quem sabe, não estamos sendo injustos com esse medalhado sorriso "inocente". Aí, Jesus!!

Movcc/Gabriela
Edson Sardinha, do Congresso em Foco

E AGORA, SERRA?

Conforme notícia do Claudio Humberto, o repórter investigativo Amaury Ribeiro, envolvido no suposto esquema de arapongagem a serviço da campanha de Dilma, acaba de lançar o livro “A Privataria Tucana”, fartamente documentado, e que está à venda a partir de hoje, revelando fortunas tucanas em paraísos fiscais após as privatizações do governo FHC e a rede de espionagem montada por José Serra contra seu adversário interno no PSDB, o também tucano Aécio Neves, que era governador de Minas Gerais – objetivo da espionagem, que não foi alcançado, seria o de flagrar em vídeo Aécio consumindo bebidas alcoólicas ou até cocaína.

Amaury acusa Verônica e Alexandre Bourgeois, filha e genro de Serra, de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e recebimento de propina. Ricardo Sergio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil, e Gregório Marin Preciado, primo de Serra, também são denunciados no livro.

Serra informou que, por enquanto, sua decisão é não comentar as acusações contidas no livro, apesar de ter chamado o editor Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial, para “uma conversa”, assim que tomou conhecimento do lançamento do livro.
Por ter se sentido intimidado, Emediato ofereceu seu cartão de visitas ao emissário tucano, sugerindo que, se Serra quisesse falar com ele, que o procurasse na sede da editora.

Leiam o Capítulo 8 do livro, que trata de Gregório Marín Preciado, “primo” de Serra em http://www.claudiohumberto.tecnologia.ws/OlalaCMS/uploads/anexos/11.12.09-00.18.20-capitulo_8.pdf.

Por Ricardo Froes

CORRUPTO, DO LATIM CORRUPTUS: PODRE ESTRAGADO, INFECTADO, VICIADO

A corrupção e o caranguejo - etmologia
Enviado por Edson Carmona

"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm."
(Corintios 6:12)

"Corrupção é uma doença crônica, contagiosa e incurável."

Etimologia (Dionísio da Silva) :

Corrupto: do latim corruptus, corrupto, podre, estragado, infectado, viciado. O étimo é o mesmo de corromper, do latim corrumpere, deixando implícito que é ação feita em companhia de alguém, o corruptor, do latim corruptore, e está presente também em interromper, do latim interrumpere, quebrar a continuidade, atrapalhar.
Quando a palavra corrupto entrou para a língua portuguesa, no século XV, prevaleciam os significados e sentidos de podre, adulterado, alterado.


Nos dias atuais, seja como adjetivo, seja como substantivo, corrupto passou a ser aplicado ao indivíduo que desvia verbas, que adultera contratos, falsifica documentos, assaltando o erário, naturalmente com a cumplicidade do corruptor, entretanto usualmente ausente das notícias e às vezes tratado como herói por denunciar aquele a quem ajudou a corromper.

São designados corruptos também uns crustáceos decápodes — semelhantes a caranguejos, com cinco pares de patas. Têm essa designação porque são muitos, quase não aparecem e são difíceis de capturar. Quando encontrados, os pescadores os usam como iscas para pegar peixes maiores.

Câncer em latim é caranguejo. O tumor recebe tal denominação porque sua forma lembra o crustáceo, mas ninguém diz de alguém que tem câncer, que tem caranguejo.

Laringe: do grego laryngos, genitivo de lárynx, localiza-se entre a faringe e a traqueia, onde estão as cordas vocais, peças importantes do aparelho fonador.

O ex-presidente Lula (65), com câncer na laringe, recebe tratamento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Entre os clientes da instituição estão políticos e personalidades do mundo empresarial.
A maioria do povo se trata na rede hospitalar conhecida como SUS (Sistema Único de Saúde), criado pela Constituição de 1988 e regulamentado nos anos 1990. Nos termos médicos, predominam o latim e o grego.

Hospital: do latim hospitale, designando originalmente casa de hóspedes.

Cada um se hospeda onde
NÃO MERECE

ALUNOS DA REDE ESTADUAL DO PARANÁ SÃO NOMEADOS "VIGILANTES DA DEMOCRACIA"

Fomentar discussões e debates sobre política e cidadania entre os jovens. Esses são os objetivos do grupo Vigilantes da Democracia nas Escolas, da Rede de Participação Política (RPP). O projeto piloto ofereceu atividades de educação política para 15 estudantes do Colégio Estadual Paulo Leminski, localizado no bairro Tarumã, em Curitiba, entre setembro e outubro de 2011.

Além de cinco oficinas, os jovens participaram da campanha “Adote um(a) Parlamentar”. “Cada estudante escolheu um(a) Deputado(a) Estadual para buscar informações sobre a sua atuação, trajetória pessoal e política, a fim de elaborar uma pergunta que deveria ser feita pessoalmente, em visita à Assembléia Legislativa do Paraná (ALEP)”, explicou a coordenadora do Vigilantes da Democracia, Danielle Rodrigues.
No dia 1 dezembro, os participantes receberam carteirinhas de Vigilantes da Democracia do presidente da ALP, Valdir Rossoni.

Rodrigues falou sobre a primeira visita dos alunos na Assembléia Legislativa. “O diferencial foi o fato de que estudantes do ensino médio público estavam munidos com discussões e debates feitos durante as oficinas de política, cidadania e participação.”

Os alunos receberam o certificado das oficinas do projeto Vigilantes da Democracia e acesso ao Curso de Formação Política à distância intitulado, “Democracia, Redes Sociais e Sustentabilidade”, disponível no site da Rede de Participação Política e um exemplar do livro “Alfabetização Democrática”, do especialista do Instituto Millenium Augusto de Franco, material que serve de base ao curso.

O Vigilante da Democracia nas Escolas integra o Vigilantes da Democracia, grupo formado por pesquisadores e estudantes do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Desde 2007, os pesquisadores mantém um sistema de monitoramento dos deputados do Paraná através do site www.vigilantesdademocracia.com.br.

O coordenador da Rede de Participação Política, José Marinho, destacou a importância dessa fiscalização. “Este projeto objetiva melhorar o futuro do país, formando jovens e estimulando-os a transformarem suas realidades, desde sua escola e comunidade, até a esfera federal, estimulando-os a interagir e fiscalizar a aplicação de recursos e os destinos das políticas públicas”.

9 de dezembro de 2011
Comunicação Millenium

A INOVAÇÃO DA KIRCHNER

A imprensa brasileira está escandalizada com notícia vinda da Argentina. Segundo Ariel Palácios, correspondente do Estadão no país, o governo da presidente Cristina Kirchner determinou por decreto que o Estado argentino comandará uma revisão oficial da História do país.
Para isso, criou o Instituto Nacional de Revisionismo Histórico Argentino e Ibero-Americano Manuel Dorrego, que dependerá da Secretaria Federal de Cultura e funcionará com fundos públicos.

A entidade que reescreverá a História argentina será comandada pelo historiador Mario Pacho O’Donnel, declarado admirador dos caudilhos argentinos.
Ela também será integrada por ministros do gabinete presidencial, jornalistas alinhados ao governo e líderes políticos.
O decreto determina que o objetivo do instituto será o de “estudar, investigar e difundir a vida e obra de personalidades e circunstâncias destacadas” da História argentina “que não tenham recebido o reconhecimento adequado no âmbito institucional”.
No decreto, a presidente Cristina condena a História “escrita pelos vencedores das guerras civis do século 19″.

Grande novidade! Os vencedores sempre reescreveram a história. Stalin reescreveu a história da Rússia, Mao a da China. Mortos e denunciados por suas matanças – sempre da ordem de milhões – tanto Mao como Stalin têm hoje suas versões revisadas. Tiranos e assassinos, foram vistos por décadas como heróis e condutores de povos.

Cultuados no século passado, hoje estão voltando à condição de tiranos e assassinos. Hitler perdeu a guerra? Caiu logo na vala dos vilões. Se a tivesse ganho, vilões seriam Churchill e Roosevelt. Nem Stalin teria feito carreira como genocida. E o mundo todo estaria falando alemão em vez de inglês.

Mas se antes as revisões históricas eram feitas em séculos, hoje os ocupantes do poder estão acelerando o ritmo e as fazem em décadas. Vide este país nosso. Não se passaram cinqüenta anos, e as esquerdas brasileiras reescreveram a história do Brasil.

Os militares que, em 64, salvaram o país de tornar-se uma republiqueta soviética, são vistos hoje como bandidos.
Desde há muito vem se reescrevendo a história do Brasil. Começou com Ruy Barbosa, destruindo documentos relativos à escravidão. De lá para cá, a história vem sendo revista ano a ano. Lampião, um bandoleiro vulgar, foi promovido a herói. Zumbi, dono de escravos, foi promovido a defensor dos escravos.

A reescritura da história se acelera, dizia. Franco, que salvou a Espanha das investidas de Stalin, morreu em 75. Em julho passado, o El País dedicou vários ensaios relembrando a Guerra Civil Espanhola. Franco, um dos deflagradores do levante – que tomaria as rédeas do país pelos 39 anos seguintes – é visto como vilão.

Desde alguns anos, há um movimento de “desfranquização” da Espanha, no sentido de retirar todos os nomes de rua ou monumentos em sua memória, como também os nomes de seus generais.

Quanto aos comunistas que, sob o comando de Stalin, queriam tomar o poder na Espanha, são vistos como os promotores de “una revolución movida en las primeras semanas por el propósito de liquidar físicamente al enemigo de clase, comprendiendo en esta denominación al ejército, la iglesia, los terratenientes, los propietarios, las derechas o el fascismo; una revolución que soñaba edificar un mundo nuevo sobre las humeantes cenizas del antiguo”.

Por mundo nuevo, entenda-se o regime comunista russo, que fez apenas 20 milhões de cadáveres.
Franco matou? Matou. Não há guerra sem mortes. Mas matou para defender a Espanha, vítima de uma brutal invasão soviética.

Em 1937, a União Soviética já havia colocado na Espanha pilotos de guerra, técnicos militares, marinheiros, intérpretes e policiais. A primeira presença estrangeira em terras de Espanha foi a soviética, com o envio de material bélico e pessoal militar altamente qualificado, em troca de três quartas partes (7.800 caixas, de 65 quilos cada uma) das reservas de ouro disponíveis pelo Banco de España. Pagos adiantadamente.

Em 1936, Juan Negrín, ministro da Fazenda do governo Largo Caballero – conhecido também como o Lênin espanhol -, raspou os cofres do país em troca de aviões, carros de combates, canhões, morteiros e metralhadoras russas. Ao celebrar com um banquete no Kremlin a chegada das 7.800 caixas de ouro, Stalin, evocando um ditado russo, comemorou: "Os espanhóis não voltarão a ver seu ouro, da mesma forma que ninguém consegue ver suas orelhas".
Isto El País não contou. Seus redatores, a seu modo, estão reescrevendo a história.

O mesmo aconteceu cá entre nós. Há mais de década, eu dizia que os militares brasileiros costumavam gabar-se de ter vencido o confronto que culminou com a chamada Revolução de 64. Graças à ação das Forças Armadas, teriam sido derrotados os comunistas e compagnons de route que tentavam transformar o país em uma Cuba meridional. Três décadas depois, cabe a pergunta: foram?

Os celerados que, a mando do comunismo internacional, queriam instalar uma ditadura em Pindorama, são hoje vistos como heróis e gozam de pensões milionárias.
No ensino oficial, hoje - e mesmo na imprensa – os militares são os vilões e os comunistas são os heróis. Em agosto passado, foi reeditado no Brasil o livro Vida de Luís Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança – ode de Jorge Amado ao mais estúpido dos gaúchos, publicada originalmente em 1945.

Ainda há pouco eu falava das biografias mentirosas, que pretendem transformar criminosos em heróis. É o caso da cineasta gaúcha Flávia de Castro, que fez um filme – Diário de uma busca – transformando seu pai idiota em mártir.
Comentei também o documentário Marighella, de Isa Grinspum Ferraz, cuja estréia estava prevista para outubro passado, que faz de um terrorista um santo. Este gênero literário é antigo e, no Brasil, Amado terá sido um de seus precursores.

Se isto não é reescrever a História, que será reescrever a História? Mas o Brasil nunca teve uma instituição oficial encarregada deste ofício. A inovação da Kirchner foi criar um instituto para isto, pago com o dinheiro do contribuinte.

Fonte: Janer Cristaldo

GUEVARA: ANATOMIA DE UM MITO

Quem foi Ernesto "Che" Guevara?

Ficção: Um homem do povo - de todos os povos da Terra. Humanista. Corajoso guerreiro da paz. Amante da literatura e da vida. Advogado dos fracos e oprimidos.

Realidade: Assassino a sangue frio. Torturador sádico. Materialista com sede de poder. Terrorista que espalhou destruição e carnificina pela América Latina.

Assista o filme abaixo. É mais de uma hora de desmentidos às lendas que montaram uma estória mentirosa, endeusando um reles bandido.



Livro indicado: O Verdadeiro Che Guevara e os Idiotas Úteis que o Idolatram (Humberto Fontova)

DANÇA DO PINTINHO PIU... (DE NOVO?) PORQUE HOJE É SEXTA-FEIRA...

A Dança do Pintinho Piu, com o ator Daniel Milagre e direção de Markus Marques, apresentada no Festival de Teatro NEAC 2011, em Divinópolis/MG

SENADO REGULAMENTA SAÚDE E DEIXA SUS NA PINDAÍ BA 2





SENADO 'REGULAMENTA' SAÚDE E DEIXA SUS NA PINDAÍBA

Terminou a tramitação do projeto que define os investimentos em saúde. Já tinha passado pela Câmara. Na noite desta quarta (7), foi aprovado no Senado.

O texto seguiu para a mesa de Dilma Rousseff. Sancionado, vai virar lei. O que muda? No essencial, nada.

A saúde pública brasileira vai continuar na mesma situação: afundando. A analogia do navio é mesmo a mais adequada para descrever a cena.

Um navio, tanto quanto o SUS, é uma coletividade em movimento. No caso do SUS, vai de mal a pior. Um navio, como o sistema de saúde, tem diversas classes.

Está todo mundo no mesmo barco. Mas alguns ficam nas cabines de luxo do último deck, ao lado da piscina. Outros, no porão, perto das máquinas.

Ninguém imaginava que o projeto fosse levar a clientela do SUS ao deck do Sírio Libanês ou do Einstein. Imaginou-se, porém, que ajeitaria o porão.

A proposta que acaba de ser aprovada era aguardada há 11 anos. Desde 2000, quando fora empurrada para dentro da Constituição a Emenda 29.

Essa emenda repartiu as responsabilidades de cada ente federativo no rateio dos investimentos no setor de saúde.

Ficou estabelecido: os municípios entram com 15% de sua arrecadação. Os Estados, 12%. A União aplica o que gastou no ano anterior, mais a variação do PIB.

Para recordar: o projeto que foi a voto é de iniciativa do ex-senador Tião Viana (PT-AC), hoje governador do Acre.

A primeira versão, aprovada por unanimidade no Senado, em 2008, mexia num dos lados do triângulo financeiro da saúde. O lado da União.

Previa: o governo federal passaria a destinar ao SUS 10% de sua arrecadação. Em números de hoje, isso representaria uma vitamina monetária de R$ 35 bilhões.

Embora a proposta fosse de um petista e tivesse merecido os votos da unanimidade dos senadores, o governo armou-se contra ela na Câmara.

Maioria em riste, os deputados do condomínio governista arrancaram do texto a regra dos 10%. A oposição tentou ressuscitá-la no Senado. O governo não deixou.

Os senadores retiraram do projeto um fantasma inventado na Câmara: a CSS (Contribuição Social para a Saúde). Uma versão edulcorada da velha CMPF.

Arrancou-se também do texto uma aberração. Os deputados haviam reduzido o bolo de recursos de onde os Estados retiram os 12% para a saúde.

Nesse lance, excluíra-se da conta a verba de um fundo educacional, o Fundeb. Com isso, as arcas da saúde tinham perdido R$ 7 bilhões.

Dito de outro modo: além de não elevar o orçamento do SUS, os deputados diminuíram o borderô. O Senado tirou essa macumba da encruzilhada.

Os congressistas festejam uma vitória de Pirro. Alega-se que o projeto teve o mérito de definir mais claramente o que é investimento em saúde.

Parece incrível, mas os governadores estavam contabilizando como gastos no setor obras de saneamento, a folha dos aposentados e outros absurdos.

A maquiagem orçamentária drena do orçamento do SUS mais de R$ 4 bilhões por ano. O projeto proíbe os desvios. Imagina-se que, agora, os governadores irão respeitar. Será?

Noves fora a definição do óbvio – dinheiro da saúde deve ser investido na saúde — a nova lei manteve o quadro de subfinanciamento do SUS.

O governo diz que não pode fazer nada. A desculpa é que o navio sofre com as intempéries. O mar não está pra peixe. É hora de contornar as geleiras que chegam dos EUA e da Europa.

Quer dizer: a turma do porão vai continuar reclamando do tratamento. Mas a ordem de Brasília é: vê se rema e não chateia. Nada é tão ruim que não possa piorar.

josias de souza

PETROBRAS JÁ IMPORTA 70 MIL BARRIS DE GASOLINA POR DIA

Quando o assunto é petróleo, os holofotes estão concentrados na queda de braço que Rio e Espírito Santo travam com o resto do país pela bolada dos royalties.

Longe dos refletores, a Petrobras lida com uma encrenca tão mais inflamável quanto invisível: cresce no Brasil o volume de gasolina importada.

Neste mês de dezembro, o volume diário de gasolina comprada no estrangeiro para abastecer os carros dos brasileiros foi a 70 mil barris por dia. Um recorde.

Em entrevista à repórter Leila Coimbra, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, informou:

1. Em 2010, último ano do segundo reinado de Lula, a Petrobras importava uma média diária de 9 mil barris de gasolina.

2. Em 2011, a média diária foi, até novembro, de 45 mil barris. Em dezembro, como já mencionado, escalou a casa dos 70 mil barris/dia.

3. Passadas as férias de verão, período de muitas viagens, a Petrobras espera que o volume caia em março. Estima que, em 2012, a média diária será de 55 mil barris.


"O consumo subiu 19 por cento em 2011 e sobre este valor ainda teremos um incremento de 21% no próximo ano", disse Paulo Costa.

Por quê? "[…] Em função do aumento da frota de carros, da redução da mistura de etanol na gasolina de 25% para 20%...”

“…E também por conta da quebra da safra de cana que deixou os preços do etanol desvantajosos em relação aos outros combustíveis."

Há mais. Ainda que desejasse, a Petrobras não conseguiria levar às bombas toda a gasolina que os automóveis passaram a beber.

Segundo o diretor da Petrobras, a estatal roça o limite de sua capacidade de refinar petróleo, transformando óleo bruto em gasolina.

As refinarias da Petrobras atingiram 91% da capacidade de produção. Há pior: não há perspectiva de elevação do potencial de refino em 2012.

A próxima refinaria a entrar em operação é a Abreu e Lima, de Pernambuco. Se tudo correr bem, começará a operar em 2013. E vai produzir diesel, não gasolina.

josias de souza