Um painel político do momento histórico em que vivem o país e o mundo. Pretende ser um observatório dos principais acontecimentos que dominam o cenário político nacional e internacional, e um canal de denúncias da corrupção e da violência, que afrontam a cidadania. Este não é um blog partidário, visto que partidos não representam idéias, mas interesses de grupos, e servem apenas para encobrir o oportunismo político de bandidos. Não obstante, seguimos o caminho da direita. Semitam rectam.
"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
MALTHUS VERSÃO SÉCULO 21
O fantasma da tese de Malthus – a dissonância entre o aumento da população e o da produção de alimentos – foi exorcizado pela produtividade moderna, ou pode sê-lo onde a fome persiste, se complementada pela capacidade institucional, interna e internacional (OMC, FAO). Há bolsões de fome trágica, a exemplo do Sudão, mas a desnutrição ainda manifestada mundo afora resulta mais da falta de renda para adquirir o alimento que da produção insuficiente. Em contrapartida, preocupa a nova versão do fantasma malthusiano: a distância entre, de um lado, demandas essenciais à vida digna de 7 bilhões de seres humanos e crescendo (193 milhões no Brasil), como são emprego e renda, educação, atendimento à saúde, energia, transporte, habitação, água potável, saneamento, seguridade social, e por aí vai, a que se somam as demandas do modelo consumista e lascivo (o uso do carro…), e, do outro, a capacidade do Estado, da sociedade e da natureza (ameaça ambiental, exaustão de recursos naturais) de satisfazê-las. O tema é global, mas vamos desenvolvê-lo referenciado ao Brasil.
Até os anos 1970 o aumento populacional do Brasil era apoiado na ideia, avalizada pela doutrina da segurança nacional da época, que associava progresso e segurança de país extenso à população grande (difícil explicar Canadá e Austrália…) e via a população grande como mercado naturalmente também grande. Essa ideia vem sendo revista e já é consensual que população grande, pobre e mal preparada compromete o progresso em tranquilidade, o meio ambiente, a segurança e a qualidade da democracia. Não acompanhado pelo desenvolvimento com dimensão social, diferente do mero crescimento econômico, o aumento da população é socialmente aviltante, culturalmente mediocrizante e ambientalmente predatório. Haja vista a favelização desordenada, que cria preconceitos prejudiciais à solidariedade social, degrada o meio ambiente e induz a convivência conformada com o delito.
Nossa população aumentou de 30 milhões em 1920 (o Canadá hoje) para 193 milhões em 2011. Nesse período, nosso PIB cresceu a ponto de ser o sexto do mundo. A produção agropecuária acompanhou e ajudou a propulsar o crescimento econômico e demográfico (menos fome, mais saúde), mas a satisfação do imenso rol das demais demandas essenciais do povo, ou nele inculcadas pela sedução da modernidade, não ocorreu em ritmo similar – descompasso transparente no nosso modesto ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), no mundo. Muitas dezenas de milhões de brasileiros vivem hoje prejudicados pela educação medíocre, pelo caótico atendimento à saúde e pelo apoio social e infraestrutural precário, na ilusão da ascensão social via consumo em ene prestações. Ou sobrevivem na informalidade, no subemprego e assistencialismo, que envilecem a dignidade cidadã. Atraídos pelo fascínio do consumismo, mas não compelidos pela fome, muitos milhares praticam o delito como meio de vida.
É bem verdade que o poder público não foi competente na busca da compatibilização da evolução econômica com a social. De qualquer forma, teria sido difícil construir infraestrutura de apoio, instituições de ensino e de saúde e moradias decentes, organizar um modelo socioeconômico com empregos dignos e uma seguridade social eficiente e correta, para quase cinco Argentinas atuais em 90 anos, uma Argentina a cada 22 anos! O ritmo de crescimento da população vem caindo há 40 anos e se aproxima do (ou já é) razoável – o que exigirá (já exige na Europa) a revisão da previdência, que responda ao problema “envelhecimento das gerações da época prolífera versus inserção ativa de menos jovens”. Mas se aproxima do razoável com distorções interativas que complicam a redução do déficit: a base da pirâmide social o reduz mais lentamente que os estratos superiores e o Sul e o Sudeste relativamente ricos, mais rapidamente que as regiões onde a dívida social é maior. Quadro similar ao do mundo, como mostra a diferença entre a natalidade europeia e a africana.
A versão século 21 do fantasma malthusiano está longe de resolvida. Sua solução implica o complexo e demorado atendimento das demandas essenciais esboçadas acima e a revisão do imaginário que, a despeito das limitações, inclusive da natureza, pretende a população idilicamente motorizada e equipada com a miríade de utensílios de última geração, travestidos de necessários – iPads, notebooks, smartphones, videogames, TVs de alta definição, celulares, micro-ondas… -, turistando pelo ar ou em cruzeiros marítimos. Imaginário crescente na metade inferior da pirâmide social, cuja tradição conformista vem sendo aluída pela pressão da lógica do modelo em que a oferta cria a necessidade e a pretensão aos padrões dos estratos superiores. Estes, egoisticamente insensíveis ao fato de que a solução depende também do comedimento em seus padrões hedonistas instigadores de inquietante frustração de bilhões – da classe média (ou “oficialmente” assim interpretada no Brasil…) insatisfeita aos despossuídos.
A continuar o cenário atual de distanciamento (em algumas regiões, aumentando) entre a realidade e o desejado (o de fato justo e o incutido na aspiração popular), no correr deste século a ordem global será tumultuada pela intranquilidade social e política. Tendência já sintomática, por exemplo, na inversão da migração: ao tempo da ameaça original de Malthus, de europeus pobres para os espaços da esperança. Sob a pressão da versão século 21 da ameaça, a migração inversa, de asiáticos (decrescente com o desenvolvimento regional), africanos e latino-americanos para o suposto nirvana europeu e norte-americano, que, além de estar vivendo uma sucessão de crises, já é refratário à imigração, vista como carga social, competidora no mercado de trabalho e fonte de violência e delito.
Em suma, um desafio neomalthusiano para estadistas, no mundo e no Brasil.
30 de dezembro de 2011
Mario Cesar Flores
Fonte: O Estado de S.Paulo, 29/12/2011
MAIS DE 13 MILHÕES DE PROCESSOS AGUARDAM JULGAMENTO NO STF. PEC PRETENDE AGILIZAR SENTENÇAS
A pesquisa “Supremo em Números”, da Faculdade de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV), revelou que existem 13,8 milhões de processos à espera de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). A morosidade na produção de sentenças se deve, em parte, ao reduzido quadro de ministros do STF, apenas 11. Se os magistrados trabalhassem todos os 365 dias do ano, teriam que proferir 3.437 sentenças por dia para dar conta da demanda.
Para agilizar os julgamentos, o senador Ricardo Ferraço (PMDB/ES) apresentou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 15/11, a chamada PEC dos Recursos, que está em debate na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, ainda sem previsão de ir a plenário. O projeto de lei propõe que as decisões dos tribunais de segunda instância sejam terminativas, isto é, que possam ser executadas mesmo que o réu resolva recorrer à terceira instância – o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o STF.
O professor Pedro Abramovay da Faculdade de Direito da FGV, destacou a importância da PEC dos Recursos para o Judiciário brasileiro. “Criou-se uma ideia de que todo processo tem direito a chegar ao Supremo. Mas o Supremo deveria se concentrar no julgamento de temas específicos, como processos que questionam leis federais ou relativos a foro privilegiado (como julgamento de ministros).”
Fonte: Infosurhoy
dezembro 30, 2011
SÓ TROCAR MINISTRO NÃO BASTA.
Do ponto de vista da segurança no emprego, 2011 foi um ano insólito no Planalto. A presidente da República foi obrigada a demitir sete dos seus ministros – seis dos quais por suspeitas de corrupção e malversação de verbas públicas reveladas pela imprensa.
O que foi chamado, não sem certo exagero, de “faxina” representa um passo importante no restabelecimento de um código de conduta rigoroso para os ocupantes de cargos públicos.
Ao mesmo tempo, entretanto, levanta uma questão não menos relevante: de que adianta, afinal, trocar ministros se os seus substitutos forem virtualmente idênticos em termos de valores e capacidade de gestão, devendo o cargo aos acordos de sustentação política do governo e tendo fidelidade apenas a seu partido?
Em outras palavras, de que adianta mudar os titulares se permanecem o sistema básico de loteamento do governo e seu aparelhamento com duas dezenas de milhares de companheiros mal qualificados?
Essas perguntas conduzem-nos, inevitavelmente, a duas conclusões fundamentais. Primeiro, e principalmente, fica claro que já passou da hora de mudar o sistema cujo funcionamento propicia todas essas distorções. Pois não é admissível que um país do tamanho, complexidade e nível de desenvolvimento do Brasil continue sendo administrado por caciques políticos sem preparo, competência ou conhecimento especifico, muito mais empenhados em fortalecer suas máquinas partidárias para a próxima eleição do que em preparar o país para a próxima geração.
Para que serve a tão decantada base aliada (que começou o ano com cerca de 80% das cadeiras no Congresso Nacional) se não for para fazer as reformas básicas tão essenciais e tão proteladas há mais de nove anos?
Sem querer aliviar em um grama sequer o peso da primeira conclusão, é preciso admitir que não é nem justo nem inteligente atribuir todos os problemas nacionais a um punhado de políticos em Brasília.
É ingênuo acreditar que bastaria aprovar algumas leis adicionais para resolver todos esses desvios.
Isso nos leva à segunda e fundamental questão: a relação básica de cada um de nós, brasileiros, com a ética no cotidiano.
Como podemos pretender ter governantes comportando-se eticamente se nós, que os elegemos, não nos preocupamos com isso ao “dar um jeito” aqui, pagar uma comissão ilegal ali, sonegar um pouquinho acolá e fazer uma ou outra contribuição “não contabilizada” a essa ou aquela campanha?
Como exigir que na esfera federal o governo seja eficiente e honesto se fechamos os olhos aos maiores descalabros nos âmbitos municipais e estaduais?
Como exigir que os culpados pelos “malfeitos” sejam punidos se o Judiciário continuar demorando anos e anos para julgar praticamente qualquer caso e, no fim, absolver a esmagadora maioria dos corruptos que tiveram bons advogados?
Evidentemente, é muito mais fácil formular essas perguntas do que fazer as mudanças necessárias. Mas, enquanto não nos empenharmos em cumprir as nossas promessas, dar o exemplo aos nossos filhos, cobrar as explicações necessárias dos nossos governantes, manifestar a nossa insatisfação na imprensa, na internet e nas ruas e passarmos a nos comportar como verdadeiros cidadãos responsáveis pelo país em que queremos viver, podemos ter a certeza de que muito pouco vai mudar – e, mesmo assim, muito lentamente.
Como sempre, as grandes mudanças dependem e começam em cada um de nós. Elas são, no fim, a soma do nosso empenho e esforço individuais.
30 de dezembro de 2011
Roberto Civita
Fonte: Veja, 28/12/2011
O que foi chamado, não sem certo exagero, de “faxina” representa um passo importante no restabelecimento de um código de conduta rigoroso para os ocupantes de cargos públicos.
Ao mesmo tempo, entretanto, levanta uma questão não menos relevante: de que adianta, afinal, trocar ministros se os seus substitutos forem virtualmente idênticos em termos de valores e capacidade de gestão, devendo o cargo aos acordos de sustentação política do governo e tendo fidelidade apenas a seu partido?
Em outras palavras, de que adianta mudar os titulares se permanecem o sistema básico de loteamento do governo e seu aparelhamento com duas dezenas de milhares de companheiros mal qualificados?
Essas perguntas conduzem-nos, inevitavelmente, a duas conclusões fundamentais. Primeiro, e principalmente, fica claro que já passou da hora de mudar o sistema cujo funcionamento propicia todas essas distorções. Pois não é admissível que um país do tamanho, complexidade e nível de desenvolvimento do Brasil continue sendo administrado por caciques políticos sem preparo, competência ou conhecimento especifico, muito mais empenhados em fortalecer suas máquinas partidárias para a próxima eleição do que em preparar o país para a próxima geração.
Para que serve a tão decantada base aliada (que começou o ano com cerca de 80% das cadeiras no Congresso Nacional) se não for para fazer as reformas básicas tão essenciais e tão proteladas há mais de nove anos?
Sem querer aliviar em um grama sequer o peso da primeira conclusão, é preciso admitir que não é nem justo nem inteligente atribuir todos os problemas nacionais a um punhado de políticos em Brasília.
É ingênuo acreditar que bastaria aprovar algumas leis adicionais para resolver todos esses desvios.
Isso nos leva à segunda e fundamental questão: a relação básica de cada um de nós, brasileiros, com a ética no cotidiano.
Como podemos pretender ter governantes comportando-se eticamente se nós, que os elegemos, não nos preocupamos com isso ao “dar um jeito” aqui, pagar uma comissão ilegal ali, sonegar um pouquinho acolá e fazer uma ou outra contribuição “não contabilizada” a essa ou aquela campanha?
Como exigir que na esfera federal o governo seja eficiente e honesto se fechamos os olhos aos maiores descalabros nos âmbitos municipais e estaduais?
Como exigir que os culpados pelos “malfeitos” sejam punidos se o Judiciário continuar demorando anos e anos para julgar praticamente qualquer caso e, no fim, absolver a esmagadora maioria dos corruptos que tiveram bons advogados?
Evidentemente, é muito mais fácil formular essas perguntas do que fazer as mudanças necessárias. Mas, enquanto não nos empenharmos em cumprir as nossas promessas, dar o exemplo aos nossos filhos, cobrar as explicações necessárias dos nossos governantes, manifestar a nossa insatisfação na imprensa, na internet e nas ruas e passarmos a nos comportar como verdadeiros cidadãos responsáveis pelo país em que queremos viver, podemos ter a certeza de que muito pouco vai mudar – e, mesmo assim, muito lentamente.
Como sempre, as grandes mudanças dependem e começam em cada um de nós. Elas são, no fim, a soma do nosso empenho e esforço individuais.
30 de dezembro de 2011
Roberto Civita
Fonte: Veja, 28/12/2011
ANTISSEMITISMO SOCIALISTA
Não existem distinções entre os autoritarismos, não importa a sua forma.
Circula na mídia um mito, credo comum aos ativistas de esquerda, que acreditam no domínio do estado sobre a política e sobre a economia, e que se resume numa frase desconexa da realidade: “no socialismo não pode haver antissemitismo”.
Na verdade, essa ficção referida ao socialismo político, ou seja, ao totalitarismo, seja ele de que natureza for e revestido de qualquer rótulo, não se sustém diante de uma revisão histórica que não necessita ser muito rigorosa.
Basta recordar, como exemplo, os numerosos episódios ocorridos na extinta União Soviética, caracterizados por um dos mais cruentos antissemitismos jamais vistos, posto em prática pelo estado soviético, que usava essa cruel discriminação contra os judeus conforme a sua conveniência política e geopolítica circunstancial.
O regime socialista soviético instaurou métodos de perseguição, maus tratos, e proibições à sua população judia e, destarte, aliou-se a países igualmente socialistas inimigos de Israel com o fim de promover, em âmbito internacional, uma imagem diabólica do Estado Judeu, apoiando resoluções, na ONU, que mostravam a dubiedade e a discriminação odiosa com que mediam uns em relação ao país a que procuravam deslegitimar.
Além do mais, enviou armas aos países árabes que pretendiam (e ainda pretendem) a destruição de Israel, inclusive com o envio de soldados soviéticos para participar dos conflitos, especialmente no manejo de mísseis e tanques de guerra.
Recentemente, com a derrubada do regime soviético e a chegada do regime democrático às ex-nações escravizadas por Moscou, os judeus dessas nações puderam organizar suas comunidades com certe autonomia e tranquilidade, graças a uma liberdade religiosa que de há muito não desfrutavam, mais de acordo com a pluralidade de cultos que se estabeleceu.
Não obstante, no plano internacional, a Rússia continua provendo armamentos e tecnologia bélica aos países que constituem ameaças explícitas para os judeus, para seus próprios povos e para o mundo, principalmente ocidental, entre os quase se destacam a Síria e o Irã.
A verdade que se firma é a de que não existem distinções entre os autoritarismos políticos socialistas, não importa a sua forma, seja essa forma a soviética, a nazista, a fascista, a islamo-fascista, a maoísta, a polpotista, a norte-coreana, a castrista, ou a chamada “bolivarianista”...
Qualquer que seja o seu rótulo, eles serão sempre arbitrários, representativos de uma reduzida minoria, e se manterão no poder com mão de ferro e com profundo desprezo pelos direitos humanos, praticando o famigerado capitalismo de estado pelo qual se apropriam da riqueza gerada pelas pessoas. Seus adeptos formam hoje, em muitos países, uma espécie de ‘burguesia estatal’ e seus politburos escravizam seus povos para manter um estilo de vida nababesco e luxuoso à custa da miséria igualitária que distribuem.
BEATRIZ W. DE RITTIGSTEIN para o jornal venezuelano ‘EL UNIVERSAL’ – 27 de dezembro de 2011
Tradução de FRANCISCO VIANNA
Circula na mídia um mito, credo comum aos ativistas de esquerda, que acreditam no domínio do estado sobre a política e sobre a economia, e que se resume numa frase desconexa da realidade: “no socialismo não pode haver antissemitismo”.
Na verdade, essa ficção referida ao socialismo político, ou seja, ao totalitarismo, seja ele de que natureza for e revestido de qualquer rótulo, não se sustém diante de uma revisão histórica que não necessita ser muito rigorosa.
Basta recordar, como exemplo, os numerosos episódios ocorridos na extinta União Soviética, caracterizados por um dos mais cruentos antissemitismos jamais vistos, posto em prática pelo estado soviético, que usava essa cruel discriminação contra os judeus conforme a sua conveniência política e geopolítica circunstancial.
O regime socialista soviético instaurou métodos de perseguição, maus tratos, e proibições à sua população judia e, destarte, aliou-se a países igualmente socialistas inimigos de Israel com o fim de promover, em âmbito internacional, uma imagem diabólica do Estado Judeu, apoiando resoluções, na ONU, que mostravam a dubiedade e a discriminação odiosa com que mediam uns em relação ao país a que procuravam deslegitimar.
Além do mais, enviou armas aos países árabes que pretendiam (e ainda pretendem) a destruição de Israel, inclusive com o envio de soldados soviéticos para participar dos conflitos, especialmente no manejo de mísseis e tanques de guerra.
Recentemente, com a derrubada do regime soviético e a chegada do regime democrático às ex-nações escravizadas por Moscou, os judeus dessas nações puderam organizar suas comunidades com certe autonomia e tranquilidade, graças a uma liberdade religiosa que de há muito não desfrutavam, mais de acordo com a pluralidade de cultos que se estabeleceu.
Não obstante, no plano internacional, a Rússia continua provendo armamentos e tecnologia bélica aos países que constituem ameaças explícitas para os judeus, para seus próprios povos e para o mundo, principalmente ocidental, entre os quase se destacam a Síria e o Irã.
A verdade que se firma é a de que não existem distinções entre os autoritarismos políticos socialistas, não importa a sua forma, seja essa forma a soviética, a nazista, a fascista, a islamo-fascista, a maoísta, a polpotista, a norte-coreana, a castrista, ou a chamada “bolivarianista”...
Qualquer que seja o seu rótulo, eles serão sempre arbitrários, representativos de uma reduzida minoria, e se manterão no poder com mão de ferro e com profundo desprezo pelos direitos humanos, praticando o famigerado capitalismo de estado pelo qual se apropriam da riqueza gerada pelas pessoas. Seus adeptos formam hoje, em muitos países, uma espécie de ‘burguesia estatal’ e seus politburos escravizam seus povos para manter um estilo de vida nababesco e luxuoso à custa da miséria igualitária que distribuem.
BEATRIZ W. DE RITTIGSTEIN para o jornal venezuelano ‘EL UNIVERSAL’ – 27 de dezembro de 2011
Tradução de FRANCISCO VIANNA
DEVASSA EM CINCO MINISTÉRIOS DE DILMA APONTA DESVIOS DE CERCA DE R$ 1,1 BILHÃO DE REAIS
Quase noventa servidores públicos estão sob suspeita de envolvimento em pilantragens e roubo de dinheiro público.
FRANCISCO VIANNA
O jornalista Roberto Maltchik publicou matéria em O Globo na qual descreve toda a sacanagem com o erário, na certeza da impunidade geral e irrestrita.
Em Brasília, a Ilha da Corrupção Nacional Institucionalizada (CNI), além da queda de cinco ministros este ano, as investigações de desvio de recursos públicos em órgãos federais identificaram pelo menos 88 servidores públicos, de carreira ou não, suspeitos de envolvimento em ações escusas que acumulam dano potencial de R$ 1,1 bilhão. Tal montante inclui os recursos pagos, além de, também, muito dinheiro cuja liberação chegou a ser barrada antes do pagamento.
A recuperação do que saiu irregularmente dos cofres públicos ainda dependerá de um longo e penoso processo, até que parte desse dinheiro retorne ao Erário. Se é que algo vai retornar... O mais provável é que toda a pilantragem caia no esquecimento, uma vez que a maioria dos atuais cidadãos sequer tem noção do que ocorre nos porões palacianos da CNI. Os desvios foram constatados em investigações da Controladoria Geral da União (CGU) e dos cinco ministérios cujos titulares foram exonerados — Transportes, Agricultura, Turismo, Esporte e Trabalho.
Outros dois ministros — o da Casa Civil e o da Defesa — caíram este ano, mas não por irregularidades neste governo. Antonio Palocci (da Casa Civil) saiu por suspeitas de tráfico de influência antes de virar ministro, e Nelson Jobim (da Defesa), após fazer críticas ao governo.
Veja também:
A contabilidade exclui investigações ainda não encerradas pela Polícia Federal, que apura se houve ou não pagamento de propinas a servidores apontados como ‘facilitadores’ dos esquemas de corrupção em Brasília (CNI) e nos braços estaduais dos órgãos federais. Somente nas últimas semanas, a Polícia Federal desmontou três esquemas de corrupção intimamente ligados às denúncias.
No dia 14 de dezembro, por exemplo, 40 agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no Instituto ÊPA, uma ONG de Natal, que, comprovadamente, desviou R$ 1 milhão do Ministério do Trabalho, de acordo com a Polícia Federal. Ao todo, o grupo ligado à ONG recebeu R$ 28 milhões, em ‘convênios’ com pelo menos três órgãos federais.
Nos Transportes, são 55 funcionários sob suspeita. Os casos apurados em 2011 são fraudes que prosperaram silenciosamente durante o governo Lula, sem que nada fosse feito. Um "autismo gerencial” – e tome eufemismos –, de acordo com o cientista político Leonardo Barreto, da Universidade de Brasília (UnB). “A presidente Dilma Rousseff deu sorte... Como todos os casos envolviam práticas ou ministros que vieram do governo Lula, o ex-presidente ficou com o ônus, e a presidente ficou com o bônus de uma pretensa e falsa ‘faxina’. Assim, ela também conseguiu espaço para se impor politicamente, mesmo sem ter ligação estreita com nenhum dos grupos políticos que compõem o atual governo — disse Leonardo Barreto. A ‘faxina’ de Dilma é a mesma que se tem feito depois que os socialistas chegaram ao poder, desde FHC, ou seja, a de varrer a sujeira para debaixo dos tapetes. Os ratos afastados são realocados em outras tocas e continuam ‘engordando’ a custa de novas mamatas.
Além do hábito comum e antigo de furtar o erário, nada se compara à superestrutura que o petismo enraizou nos gabinetes que decidem para quem vão e onde serão empregados os recursos para obras em estradas e ferrovias, muitos desses gabinetes ocupados por filiados ou indicados pelo PR, do ex-ministro e senador Alfredo Nascimento (AM) e outros personagens quadrilheiros da ‘base aliada’, umaespécie de mensalão que continua a existir por baixo dos panos. Pelo menos 55 funcionários — ‘quase’ todos já afastados de suas funções — estão sob investigação em dezessete sindicâncias ou ‘processos disciplinares’ instaurados para apurar a ‘sangria’ no Ministério dos Transportes.
Graças ao jornalismo investigativo, o governo Dilma não teve outro jeito senão afastar os ratos mais obesos da sede e das superintendências do Departamento Nacional de Infrastrutura de Transportes (DNIT) e na VALEC, a empresa pública que atua nas poucas ferrovias que ainda existem, em estado precário, em funcionamento no país da CNI. O “rombo potencial” (sempre menor que o “roubo real”), somente nos Transportes, alcançou, em setembro, R$ 662,3 milhões. Porém, em novembro, duas operações da Policia Federal, em Pernambuco e em Rondônia, derrubaram dois superintendentes do DNIT e contabilizaram um “buraco” adicional de R$ 97 milhões, em obras superfaturadas ou em favorecimento a empresas do ramo da construção civil. Ainda assim, não ocorreram mudanças no comando em outras superintendências do DNIT, algumas sob investigação.
Na Agricultura, ocorreu pagamento indevido a empresas. No Ministério da Agricultura e na Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), bastaram denúncias de que o ex-ministro Wagner Rossi (PMDB) favorecia o lobista Júlio Froes para detonar uma investigação imediata que detectou prejuízo potencial de R$ 228 milhões, apenas em pagamentos indevidos a empresas que fraudaram leilões de subvenção. Outros R$ 16 milhões foram pagos irregularmente a empresas que prestavam serviços ao ministério.
Até pequenos produtores rurais perderam dinheiro, vítimas dos esquemas verificados no Ministério da Agricultura. Depois de passar um pente-fino e pressionada pelas revelações de malfeitos, a CGU abriu três sindicâncias e apontou o suposto envolvimento de 20 pessoas nas irregularidades.
UPEC
O MENSALÃO, A MENTIRA IDEOLÓGICA E A VERGONHA DO EXÉRCITO
O mensalão chega ao limite dos prazos judiciais para a sua apuração às vésperas de consumar a absolvição coletiva dos denunciados, por efeito da prescrição voluntária. Os quatro anos decorridos, entre hoje e a denúncia da “organização criminosa”, assim denominada pelo honrado procurador-geral da República, Antônio Souza, ao Supremo Tribunal Federal, em agosto de 2007, foram fruto de manobras protelatórias dos advogados e da tardança tradicional da Justiça. Já causaram a prescrição do crime de formação de quadrilha que pesa sobre José Dirceu, “chefe da quadrilha dos 40”, assim qualificado na denúncia. Daí a preocupação com a possível prescrição total em 2012, ano final para o voto do relator, Joaquim Barbosa.
O processo avança a passo de cágado, agora sob a ameaça da declaração pública, intempestiva, do voto anunciado pelo ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo, a quem cabe falar imediatamente e obrigatoriamente após receber o relatório, para opinar. Dizendo-se compelido a ler e opinar sobre mais de 2 mil páginas do processo, de que já recebera cópia e acaba de receber o original das mãos do ministro Barbosa, alega só poder fazê-lo em 2013.
Nessa data, estaremos há um ano de cumpridos todos os prazos para o voto final do ministro Joaquim Barbosa. Então dois ministros de conhecida inclinação para votar contra os mensaleiros terão deixado o STF por terem mais de 70 anos, obrigando-os à aposentadoria compulsória. Informa a revista Veja — edição de 21 de dezembro de 2011 — que “o voto anunciado do ministro Lewandowski criou um enorme mal-estar entre os colegas do Supremo Tribunal Federal”, pois tornaria o processo totalmente perempto.
Certamente não esperava que o relator, mediante grande esforço físico e mental, iria remeter-lhe o processo pronto para a revisão, como já o fez. Antecipou sua disposição de, recebido de volta o relatório com o parecer do revisor, estará pronto para apresentar seu voto final habilitando o STF a iniciar o julgamento em abril. No relatório, antecipa voto, condenando desde logo José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, líderes do PT e Marcos Valério, organizadores “do mecanismo que possibilitou ao governo de Lula desviar milhões de reais dos cofres públicos para financiar campanhas políticas e subornar deputados”.
O desafio do maior escândalo ocorrido logo no segundo ano do primeiro mandato de Lula abateu muito o então presidente. Sua popularidade desabou de 80% para 20%. Dizendo-se traído, foi acreditado. Cumpriu o conselho do seu ministro da Justiça, criminalista famoso, e passou a dizer que se tratava de “inocente caixa dois”. Desde então, os mensaleiros viraram vítimas de uma farsa.
A leniência de ontem é trocada hoje pelo combate aos acusados de má conduta, exceção para o companheiro de guerrilha. O atual ministro de Estado Fernando Pimentel é o caso. Companheira de crença ideológica que perfilhou quando, ainda estudante, a hoje presidente deixou-se empolgar pela paixão revolucionária que dominou o século 20. No discurso de posse na Presidência da República declarou que não se arrependia e tinha orgulho desse passado.
Já o ministro Pimentel, não. Em resposta aos que o atacam da prática de suspeita relação financeira com a Federação das Indústrias de Minas Gerais, quando deixou a Prefeitura de Belo Horizonte, sempre foi democrata toda a sua vida e pela defesa da democracia lutara contra a “ditadura militar”. Não é verdade. Desde sua filiação à facção marxista Colina, de estudantes de Minas Gerais, usando codinome, foi colega da jovem que hoje é presidente da República e do destacado líder Daniel Aarão Reis, mais tarde preso e exilado. Pois é Daniel quem o desmente por escrito para os jornais. Afirma que nenhum documento da guerrilha fala em luta pela democracia. Confirma-o também para a mídia Fernando Gabeira, enquanto José Dirceu acrescenta que a versão falsa foi um artifício usado a partir da luta pela anistia, por ser mais aceitável para com a opinião pública.
Quando eclodiu a série dedesonestidades no Dnit do Ministério dos Transportes, o noticiário da mídia foi profuso em relação às fraudes em vários dos convênios para transposição de águas do Rio São Francisco para a região do semiárido do Nordeste. Obra de vulto faraônico do PAC, está praticamente paralisada por falta de verba para prosseguir os trabalhos. Aproveitando-se disso, houve quem se utilizasse da ausência da fiscalização permanente e desviasse máquinas do patrimônio da União para uso próprio ou para projetos do mesmo programa em curso, não importa.
Havia, entre os convênios, alguns a cargo do Exército. Fiquei confiante como sempre na tradicional reputação respeitável colhida pela Engenharia Militar de Construção. Os civis responsáveis pelos desvios foram demitidos. A honestidade, nunca antes manchada e por isso dela colhida em obras civis associadas, horrorizou-me vê-la pela primeira vez moralmente ofendida. Temos orgulho desde a existência do Exército, de centenas de anos, de conduta inatacável. Antes da eclosão pública e política das fraudes, o Exército já havia aberto inquérito que certamente trará consequências cuja gravidade é incompatível com generosidade para com quem enlameou a honra da instituição.
Jarbas Passarinho – Coronel reformado, foi governador, senador e ministro de Estado
Correio Braziliense – 27/12/11
O processo avança a passo de cágado, agora sob a ameaça da declaração pública, intempestiva, do voto anunciado pelo ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo, a quem cabe falar imediatamente e obrigatoriamente após receber o relatório, para opinar. Dizendo-se compelido a ler e opinar sobre mais de 2 mil páginas do processo, de que já recebera cópia e acaba de receber o original das mãos do ministro Barbosa, alega só poder fazê-lo em 2013.
Nessa data, estaremos há um ano de cumpridos todos os prazos para o voto final do ministro Joaquim Barbosa. Então dois ministros de conhecida inclinação para votar contra os mensaleiros terão deixado o STF por terem mais de 70 anos, obrigando-os à aposentadoria compulsória. Informa a revista Veja — edição de 21 de dezembro de 2011 — que “o voto anunciado do ministro Lewandowski criou um enorme mal-estar entre os colegas do Supremo Tribunal Federal”, pois tornaria o processo totalmente perempto.
Certamente não esperava que o relator, mediante grande esforço físico e mental, iria remeter-lhe o processo pronto para a revisão, como já o fez. Antecipou sua disposição de, recebido de volta o relatório com o parecer do revisor, estará pronto para apresentar seu voto final habilitando o STF a iniciar o julgamento em abril. No relatório, antecipa voto, condenando desde logo José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, líderes do PT e Marcos Valério, organizadores “do mecanismo que possibilitou ao governo de Lula desviar milhões de reais dos cofres públicos para financiar campanhas políticas e subornar deputados”.
O desafio do maior escândalo ocorrido logo no segundo ano do primeiro mandato de Lula abateu muito o então presidente. Sua popularidade desabou de 80% para 20%. Dizendo-se traído, foi acreditado. Cumpriu o conselho do seu ministro da Justiça, criminalista famoso, e passou a dizer que se tratava de “inocente caixa dois”. Desde então, os mensaleiros viraram vítimas de uma farsa.
A leniência de ontem é trocada hoje pelo combate aos acusados de má conduta, exceção para o companheiro de guerrilha. O atual ministro de Estado Fernando Pimentel é o caso. Companheira de crença ideológica que perfilhou quando, ainda estudante, a hoje presidente deixou-se empolgar pela paixão revolucionária que dominou o século 20. No discurso de posse na Presidência da República declarou que não se arrependia e tinha orgulho desse passado.
Já o ministro Pimentel, não. Em resposta aos que o atacam da prática de suspeita relação financeira com a Federação das Indústrias de Minas Gerais, quando deixou a Prefeitura de Belo Horizonte, sempre foi democrata toda a sua vida e pela defesa da democracia lutara contra a “ditadura militar”. Não é verdade. Desde sua filiação à facção marxista Colina, de estudantes de Minas Gerais, usando codinome, foi colega da jovem que hoje é presidente da República e do destacado líder Daniel Aarão Reis, mais tarde preso e exilado. Pois é Daniel quem o desmente por escrito para os jornais. Afirma que nenhum documento da guerrilha fala em luta pela democracia. Confirma-o também para a mídia Fernando Gabeira, enquanto José Dirceu acrescenta que a versão falsa foi um artifício usado a partir da luta pela anistia, por ser mais aceitável para com a opinião pública.
Quando eclodiu a série dedesonestidades no Dnit do Ministério dos Transportes, o noticiário da mídia foi profuso em relação às fraudes em vários dos convênios para transposição de águas do Rio São Francisco para a região do semiárido do Nordeste. Obra de vulto faraônico do PAC, está praticamente paralisada por falta de verba para prosseguir os trabalhos. Aproveitando-se disso, houve quem se utilizasse da ausência da fiscalização permanente e desviasse máquinas do patrimônio da União para uso próprio ou para projetos do mesmo programa em curso, não importa.
Havia, entre os convênios, alguns a cargo do Exército. Fiquei confiante como sempre na tradicional reputação respeitável colhida pela Engenharia Militar de Construção. Os civis responsáveis pelos desvios foram demitidos. A honestidade, nunca antes manchada e por isso dela colhida em obras civis associadas, horrorizou-me vê-la pela primeira vez moralmente ofendida. Temos orgulho desde a existência do Exército, de centenas de anos, de conduta inatacável. Antes da eclosão pública e política das fraudes, o Exército já havia aberto inquérito que certamente trará consequências cuja gravidade é incompatível com generosidade para com quem enlameou a honra da instituição.
Jarbas Passarinho – Coronel reformado, foi governador, senador e ministro de Estado
Correio Braziliense – 27/12/11
A TEORIA DO BIQUINI NOS RESULTADOS FISCAIS DO GOVERNO
MOSTRAM MUITO, MAS ESCONDEM O ESSENCIAL.
Talvez não haja definição mais bem humorada de estatística do que a da relação entre os números e o biquíni:
mostram muito, mas escondem o essencial.
Em algum medida, a ironia se aplica aos resultados fiscais do primeiro ano do governo Dilma Rousseff confrontados aos perigos e armadilhas previstos para 2012.
Mesmo que na inflação o máximo alcançado pelo Planalto tenha sido manter o índice ao redor do limite superior da meta (6,5%) - nível preocupante numa economia ainda intoxicada pela indexação - pode-se considerar razoável o desempenho do governo na economia.
A taxa de crescimento, em torno dos 3%, muito baixa em comparação com os exuberantes 7,1% de 2010, se justifica pela conjuntura mundial e a insustentabilidade daquele ritmo de expansão.
Tentar mantê-lo seria decretar o descontrole da inflação e desequilíbrios sérios nas contas externas.
No campo fiscal, aplica-se a "teoria do biquíni". Pois, se é verdade que o Planalto mais do que acertou no alvo ao conseguir, com um mês de antecedência, atingir o superávit primário estabelecido para o ano (pouco mais de 3% do PIB), a qualidade da poupança feita para abater os juros da dívida continua baixa.
Mais uma vez, repetiu-se a fórmula de se obter o equilíbrio das contas pelo aumento da arrecadação tributária e corte nos investimentos.
Trombeteia-se o alcance de metas no presente, mas se compromete o futuro. O aumento constante da arrecadação leva à elevação do peso da carga tributária - já 36% do PIB, a maior no bloco das economias emergentes - e tira a competitividade da economia.
O problema é tão flagrante que Brasília, diante do risco de impactos recessivos externos, decreta desonerações, porém tópicas, setoriais, sem beneficiar todo o sistema produtivo.
E também porque não quer enfrentar para valer corporações sindicais aliadas atuantes na máquina pública - confrontou este ano, para o Orçamento de 2012, mas, com vistas a 2013, não há otimismo -, o governo, em vez de economizar nos generosos salários do funcionalismo, prefere podar gastos na ampliação e manutenção da precária infraestrutura do país.
Poderia compensar com privatizações, mas, como há preconceito ideológico, mesmo quando é inexorável passar logo adiante a gestão de algum setor - aeroportos - o processo é lento.
Os números são incontestáveis, imunes à "teoria do biquíni".
Estimam-se as receitas fiscais líquidas deste ano em R$44 bilhões acima do Orçamento, enquanto os investimentos públicos federais, de janeiro a novembro, foram 2,7% aquém dos executados no mesmo período do ano passado.
Corta-se onde não se deve, e aposta-se no arrocho contra o contribuinte.
Já 2012 apresenta uma equação bem mais complexa: a arrecadação muito provavelmente terá fôlego curto, devido aos limites ao crescimento interno determinados pelo mundo.
Nos gastos, há pelo menos uma despesa volumosa inexorável: os R$23 bilhões decorrentes do impacto do aumento do salário mínimo em mais de 14%.
Analistas, em função deste horizonte, consideram de extrema dificuldade - ou impossível - ser atingida a meta de um superávit em 2012 idêntico ao deste ano, em percentual de PIB.
A não ser que entre em ação a "contabilidade criativa", um desastre para a imagem do Brasil.
O melhor é mesmo fechar o cofre, porém ainda mais difícil em ano eleitoral.
O Globo
Incertezas à frente nas contas públicas
Talvez não haja definição mais bem humorada de estatística do que a da relação entre os números e o biquíni:
mostram muito, mas escondem o essencial.
Em algum medida, a ironia se aplica aos resultados fiscais do primeiro ano do governo Dilma Rousseff confrontados aos perigos e armadilhas previstos para 2012.
Mesmo que na inflação o máximo alcançado pelo Planalto tenha sido manter o índice ao redor do limite superior da meta (6,5%) - nível preocupante numa economia ainda intoxicada pela indexação - pode-se considerar razoável o desempenho do governo na economia.
A taxa de crescimento, em torno dos 3%, muito baixa em comparação com os exuberantes 7,1% de 2010, se justifica pela conjuntura mundial e a insustentabilidade daquele ritmo de expansão.
Tentar mantê-lo seria decretar o descontrole da inflação e desequilíbrios sérios nas contas externas.
No campo fiscal, aplica-se a "teoria do biquíni". Pois, se é verdade que o Planalto mais do que acertou no alvo ao conseguir, com um mês de antecedência, atingir o superávit primário estabelecido para o ano (pouco mais de 3% do PIB), a qualidade da poupança feita para abater os juros da dívida continua baixa.
Mais uma vez, repetiu-se a fórmula de se obter o equilíbrio das contas pelo aumento da arrecadação tributária e corte nos investimentos.
Trombeteia-se o alcance de metas no presente, mas se compromete o futuro. O aumento constante da arrecadação leva à elevação do peso da carga tributária - já 36% do PIB, a maior no bloco das economias emergentes - e tira a competitividade da economia.
O problema é tão flagrante que Brasília, diante do risco de impactos recessivos externos, decreta desonerações, porém tópicas, setoriais, sem beneficiar todo o sistema produtivo.
E também porque não quer enfrentar para valer corporações sindicais aliadas atuantes na máquina pública - confrontou este ano, para o Orçamento de 2012, mas, com vistas a 2013, não há otimismo -, o governo, em vez de economizar nos generosos salários do funcionalismo, prefere podar gastos na ampliação e manutenção da precária infraestrutura do país.
Poderia compensar com privatizações, mas, como há preconceito ideológico, mesmo quando é inexorável passar logo adiante a gestão de algum setor - aeroportos - o processo é lento.
Os números são incontestáveis, imunes à "teoria do biquíni".
Estimam-se as receitas fiscais líquidas deste ano em R$44 bilhões acima do Orçamento, enquanto os investimentos públicos federais, de janeiro a novembro, foram 2,7% aquém dos executados no mesmo período do ano passado.
Corta-se onde não se deve, e aposta-se no arrocho contra o contribuinte.
Já 2012 apresenta uma equação bem mais complexa: a arrecadação muito provavelmente terá fôlego curto, devido aos limites ao crescimento interno determinados pelo mundo.
Nos gastos, há pelo menos uma despesa volumosa inexorável: os R$23 bilhões decorrentes do impacto do aumento do salário mínimo em mais de 14%.
Analistas, em função deste horizonte, consideram de extrema dificuldade - ou impossível - ser atingida a meta de um superávit em 2012 idêntico ao deste ano, em percentual de PIB.
A não ser que entre em ação a "contabilidade criativa", um desastre para a imagem do Brasil.
O melhor é mesmo fechar o cofre, porém ainda mais difícil em ano eleitoral.
O Globo
Incertezas à frente nas contas públicas
HISTÓRIAS DO BRASIL...
LEIA E REFLITA. ACORDA BRASIL.
Conheça um pouco da história do Guerrilheiro Terrorista
Fernando da Matta Pimentel - Atual Min. Desenvolvimento - 2011
Coleguinha de atividades de terrorismo da tia DILMA
A Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), do Rio Grande do Sul, desejava realizar uma ação que lhe destacasse junto à esquerda armada e lhe desse prestígio perante seu Comando Nacional (CN).
Era necessário, para isso, uma ação de impacto nacional e internacional.
A experiência com o embaixador americano servia como exemplo.
Esperavam que um cônsul fosse um alvo mais fácil que um embaixador e deduziram que a ação seria menos arriscada.
O alvo escolhido foi o cônsul dos Estados Unidos em Porto Alegre, Curtis Carly Cutter.
Imediatamente, em fevereiro de 1970, iniciaram cuidadosos levantamentos.
Atuariam “em frente” com Gregório Mendonça (Fumaça), do Movimento Revolucionário 26 de Março - MR-26.
Não poderia haver erros.
Texto completo
Logo, descobriram tudo sobre o cônsul: onde morava, seus horários de entrada e saída de casa e do trabalho, locais aonde ia com mais freqüência e, principalmente, que usava, durante a semana, em seus deslocamentos um carro de cobertura, com dois agentes lhe dando segurança.
Portanto, era preciso planejar a ação para um final de semana, quando, tranqüilamente, circulava sem cobertura.
O bem-sucedido seqüestro do cônsul do Japão reforçava a certeza do sucesso da ação.
Confiantes, em março, Carlos Roberto Serrasol (Breno) recebeu a incumbência de alugar a casa localizada na Avenida Alegrete, 636, bairro Petrópolis, para ser o cativeiro do cônsul. Foi solicitado ao Comando Nacional (CN), já que nesse tipo de ação o tempo é precioso, a redação antecipada do comunicado a ser enviado às autoridades, após o seqüestro.
Juarez Guimarães de Brito - COLINA, VAR Palmares e finalmente da VPR-, do Comando Nacional, no Rio de Janeiro, atendeu prontamente, incumbindo Celso Lungaretti (Lourenço), do Setor de Inteligência da VPR, de redigir o documento.
No comunicado, transcrito no final, como exigência para libertar o cônsul vivo, as autoridades deveriam libertar 50 presos, que seguiriam para a Argélia.
O comunicado também previa que a não aceitação das exigências levaria os seqüestradores à execução de Curtis Carly Cutter. O documento era assinado pelo Comando Carlos Marighella.
A ação foi marcada para 21 de março, um sábado.
Assim foi feito.
Já com um carro, roubado só para o seqüestro, partiram para a ação.
Tudo, no entanto, fracassou, por erro no tão minucioso planejamento.
A ação foi remarcada para duas semanas depois.
Afinal, era preciso rever todos os detalhes.
No dia 4 de abril de 1970, partiram outra vez para o seqüestro do cônsul.
No comando da ação, Félix Rosa Neto e, como motorista, Irgeu João Menegon.
No mesmo carro iam Fernando da Matta Pimentel (Jorge) e Gregório Mendonça (Fumaça).
No carro de cobertura estavam Antônio Carlos Araújo Chagas (Augusto), Luiz Carlos Dametto e, como motorista, Reinholdo Amadeo Klement.
Todos com revólveres, além de duas metralhadoras INA e granadas.Pela manhã, quando o cônsul saiu de sua residência, partiram para o ataque.
O diplomata, seguido pelos sete terroristas, foi salvo pelo excesso de tráfego que impediu o emparelhamento com o seu veículo.
Decepcionados, mas persistentes, esperaram nova saída do alvo da sua residência, o que aconteceu às 16 horas. Curtis dirigiu-se à Vila Hípica,
em sua caminhonete Plymonth, e, novamente, foi seguido pelos dois carros.
A sorte parecia estar ao lado dos seqüestradores. O cônsul errou o caminho, entrou numa rua sem saída e teve de retornar. Armas a postos,
Irgeu emparelhou o Volks com a possante Plymonth e Reinholdo fez o mesmo, pelo outro lado, com o carro de cobertura. O cônsul, pensando
que os rapazes faziam um “pega”, acelerou sua Plymonth e os deixou, atônitos, para trás.
Não podiam desistir, ainda mais depois de terem comunicado ao CN e Juarez de Brito ter se empenhado na redação do comunicado. Era necessário insistir.
A ação era importante. Portanto, à noite, estavam novamente a postos. Agora era vida ou morte.
A sorte estava com eles. Por volta das 20 horas, o alvo saiu com sua esposapara visitar amigos. Ficou na casa até as 22h30 e saiu acompanhado, além da esposa, por um amigo.
Os seqüestradores estavam à espreita. Começaram a seguir o cônsul.
O horário era o ideal; pouca gente na rua, pouco tráfego. Porque não pensaram logo em fazer a ação à noite?
Logo depois da Rua Ramiro Barcelos, Curtis, que ia em baixa velocidade, foi ultrapassado pelo Fusca de Irgeu, que imediatamente, o fechou ocorrendo uma pequena batida. Félix, Fernando e Gregório desceram cercando a caminhonete.
O cônsul, forte e decidido, vendo as armas, não pensou duas vezes: acelerou sua possante Plymonth, atropelando o pequeno Volks e, de quebra, Fernando Pimentel .
Félix, por trás, atirou com sua pistola .45, quebrando os vidros e ferindo Curtis que, em ziquezague, seguiu à toda velocidade, conseguindo escapar.
Três dos azarados ou incompetentes seqüestradores foram presos uma semana depois pela equipe do DOPS/RS, chefiada pelo delegado Pedro Carlos Seelig. Os outros, sem muita demora.
A seguir transcrevo parte do comunicado que o Comando Nacional da VPR havia preparado, certo de que a ação seria um sucesso.
“O cônsul norte-americano em Porto Alegre (Curtis Cutter) foi seqüestrado às... horas do dia... de ... pelo Comando “Carlos Marighella” da Vanguarda Popular Revolucionária.
Esse indivíduo, ao ser interrogado, confessou suas ligações com a “CIA”, Agência Central de Inteligência, órgão de espionagem internacional dos Estados Unidos, e revelou vários dados sobre a atuação da “CIA” no território nacional e sobre as relações dessa agência com os órgãos de repressão da ditadura militar. Ficamos sabendo, entre outras coisas, que a “CIA” e o CENIMAR sofrem a concorrência do SNI, sendo que essa rivalidade é tão acentuada que em certa data um agente da “CIA” foi assassinado na Guanabara por elementos do SNI.
Esse informe foi cuidadosamente abafado pela ditadura, mas o depoimento do Agente Cutter, nosso atual prisioneiro, permitiu que o trouxéssemos a público.”
Se o cônsul Curtis Carly Cutter tivesse sido seqüestrado, esse comunicado seria difundido pela imprensa e muitos acreditariam. Assim se forjam as mentiras, reescreve-se a história e faz-se a cabeça dos brasileiros.
Mentira.
Eis a grande arma dessa gente para impor a sua versão desonesta dos fatos e da história.
Essa é a motivação maior que me leva a escrever.
Desmentir a fraude dessa gente e demonstrar a sua impostura, resgatando a verdade com fatos irretorquíveis.
Fonte: Projeto Orvil.
Leia mais sobre Fernando da Matta Pimentel
Enviado por Rivadávia Rosa
Conheça um pouco da história do Guerrilheiro Terrorista
Fernando da Matta Pimentel - Atual Min. Desenvolvimento - 2011
Coleguinha de atividades de terrorismo da tia DILMA
A Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), do Rio Grande do Sul, desejava realizar uma ação que lhe destacasse junto à esquerda armada e lhe desse prestígio perante seu Comando Nacional (CN).
Era necessário, para isso, uma ação de impacto nacional e internacional.
A experiência com o embaixador americano servia como exemplo.
Esperavam que um cônsul fosse um alvo mais fácil que um embaixador e deduziram que a ação seria menos arriscada.
O alvo escolhido foi o cônsul dos Estados Unidos em Porto Alegre, Curtis Carly Cutter.
Imediatamente, em fevereiro de 1970, iniciaram cuidadosos levantamentos.
Atuariam “em frente” com Gregório Mendonça (Fumaça), do Movimento Revolucionário 26 de Março - MR-26.
Não poderia haver erros.
Texto completo
Logo, descobriram tudo sobre o cônsul: onde morava, seus horários de entrada e saída de casa e do trabalho, locais aonde ia com mais freqüência e, principalmente, que usava, durante a semana, em seus deslocamentos um carro de cobertura, com dois agentes lhe dando segurança.
Portanto, era preciso planejar a ação para um final de semana, quando, tranqüilamente, circulava sem cobertura.
O bem-sucedido seqüestro do cônsul do Japão reforçava a certeza do sucesso da ação.
Confiantes, em março, Carlos Roberto Serrasol (Breno) recebeu a incumbência de alugar a casa localizada na Avenida Alegrete, 636, bairro Petrópolis, para ser o cativeiro do cônsul. Foi solicitado ao Comando Nacional (CN), já que nesse tipo de ação o tempo é precioso, a redação antecipada do comunicado a ser enviado às autoridades, após o seqüestro.
Juarez Guimarães de Brito - COLINA, VAR Palmares e finalmente da VPR-, do Comando Nacional, no Rio de Janeiro, atendeu prontamente, incumbindo Celso Lungaretti (Lourenço), do Setor de Inteligência da VPR, de redigir o documento.
No comunicado, transcrito no final, como exigência para libertar o cônsul vivo, as autoridades deveriam libertar 50 presos, que seguiriam para a Argélia.
O comunicado também previa que a não aceitação das exigências levaria os seqüestradores à execução de Curtis Carly Cutter. O documento era assinado pelo Comando Carlos Marighella.
A ação foi marcada para 21 de março, um sábado.
Assim foi feito.
Já com um carro, roubado só para o seqüestro, partiram para a ação.
Tudo, no entanto, fracassou, por erro no tão minucioso planejamento.
A ação foi remarcada para duas semanas depois.
Afinal, era preciso rever todos os detalhes.
No dia 4 de abril de 1970, partiram outra vez para o seqüestro do cônsul.
No comando da ação, Félix Rosa Neto e, como motorista, Irgeu João Menegon.
No mesmo carro iam Fernando da Matta Pimentel (Jorge) e Gregório Mendonça (Fumaça).
No carro de cobertura estavam Antônio Carlos Araújo Chagas (Augusto), Luiz Carlos Dametto e, como motorista, Reinholdo Amadeo Klement.
Todos com revólveres, além de duas metralhadoras INA e granadas.Pela manhã, quando o cônsul saiu de sua residência, partiram para o ataque.
O diplomata, seguido pelos sete terroristas, foi salvo pelo excesso de tráfego que impediu o emparelhamento com o seu veículo.
Decepcionados, mas persistentes, esperaram nova saída do alvo da sua residência, o que aconteceu às 16 horas. Curtis dirigiu-se à Vila Hípica,
em sua caminhonete Plymonth, e, novamente, foi seguido pelos dois carros.
A sorte parecia estar ao lado dos seqüestradores. O cônsul errou o caminho, entrou numa rua sem saída e teve de retornar. Armas a postos,
Irgeu emparelhou o Volks com a possante Plymonth e Reinholdo fez o mesmo, pelo outro lado, com o carro de cobertura. O cônsul, pensando
que os rapazes faziam um “pega”, acelerou sua Plymonth e os deixou, atônitos, para trás.
Não podiam desistir, ainda mais depois de terem comunicado ao CN e Juarez de Brito ter se empenhado na redação do comunicado. Era necessário insistir.
A ação era importante. Portanto, à noite, estavam novamente a postos. Agora era vida ou morte.
A sorte estava com eles. Por volta das 20 horas, o alvo saiu com sua esposapara visitar amigos. Ficou na casa até as 22h30 e saiu acompanhado, além da esposa, por um amigo.
Os seqüestradores estavam à espreita. Começaram a seguir o cônsul.
O horário era o ideal; pouca gente na rua, pouco tráfego. Porque não pensaram logo em fazer a ação à noite?
Logo depois da Rua Ramiro Barcelos, Curtis, que ia em baixa velocidade, foi ultrapassado pelo Fusca de Irgeu, que imediatamente, o fechou ocorrendo uma pequena batida. Félix, Fernando e Gregório desceram cercando a caminhonete.
O cônsul, forte e decidido, vendo as armas, não pensou duas vezes: acelerou sua possante Plymonth, atropelando o pequeno Volks e, de quebra, Fernando Pimentel .
Félix, por trás, atirou com sua pistola .45, quebrando os vidros e ferindo Curtis que, em ziquezague, seguiu à toda velocidade, conseguindo escapar.
Três dos azarados ou incompetentes seqüestradores foram presos uma semana depois pela equipe do DOPS/RS, chefiada pelo delegado Pedro Carlos Seelig. Os outros, sem muita demora.
A seguir transcrevo parte do comunicado que o Comando Nacional da VPR havia preparado, certo de que a ação seria um sucesso.
“O cônsul norte-americano em Porto Alegre (Curtis Cutter) foi seqüestrado às... horas do dia... de ... pelo Comando “Carlos Marighella” da Vanguarda Popular Revolucionária.
Esse indivíduo, ao ser interrogado, confessou suas ligações com a “CIA”, Agência Central de Inteligência, órgão de espionagem internacional dos Estados Unidos, e revelou vários dados sobre a atuação da “CIA” no território nacional e sobre as relações dessa agência com os órgãos de repressão da ditadura militar. Ficamos sabendo, entre outras coisas, que a “CIA” e o CENIMAR sofrem a concorrência do SNI, sendo que essa rivalidade é tão acentuada que em certa data um agente da “CIA” foi assassinado na Guanabara por elementos do SNI.
Esse informe foi cuidadosamente abafado pela ditadura, mas o depoimento do Agente Cutter, nosso atual prisioneiro, permitiu que o trouxéssemos a público.”
Se o cônsul Curtis Carly Cutter tivesse sido seqüestrado, esse comunicado seria difundido pela imprensa e muitos acreditariam. Assim se forjam as mentiras, reescreve-se a história e faz-se a cabeça dos brasileiros.
Mentira.
Eis a grande arma dessa gente para impor a sua versão desonesta dos fatos e da história.
Essa é a motivação maior que me leva a escrever.
Desmentir a fraude dessa gente e demonstrar a sua impostura, resgatando a verdade com fatos irretorquíveis.
Fonte: Projeto Orvil.
Leia mais sobre Fernando da Matta Pimentel
Enviado por Rivadávia Rosa
TRAIRAGEM TUCANA
Da coluna do Ilimar Franco, em O Globo:
Pela tangente. Questionado sobre as reclamações de José Serra, na reunião da Executiva do PSDB, a respeito de suposto fogo amigo nas denúncias contra ele no livro “Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Filho, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) preferiu sair pela tangente: “Eu não estava lá”. Perguntado se não fora informado por aliados, que teriam feito sua defesa no encontro, ele insistiu: “Eu não estava lá.”
Pela tangente. Questionado sobre as reclamações de José Serra, na reunião da Executiva do PSDB, a respeito de suposto fogo amigo nas denúncias contra ele no livro “Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Filho, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) preferiu sair pela tangente: “Eu não estava lá”. Perguntado se não fora informado por aliados, que teriam feito sua defesa no encontro, ele insistiu: “Eu não estava lá.”
MAIS DE R$ 1,5 TRILHÃO EM IMPOSTOS
Os brasileiros já desembolsaram mais de R$1,5 trilhão em impostos neste ano, como registrou ontem, às 17h, o "impostômetro", painel eletrônico mantido pela Associação Comercial de São Paulo e que informa, em tempo real, a arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais.
A entidade prevê que o total em 2011 chegue a R$1,51 trilhão, o que representará um aumento nominal de 17,1% e real (descontada a inflação do período) de 11%, ante 2010.
coroneLeaks
2012: SEM FORÇA NAS CAPITAIS, PT "Peita" PARTIDOS DA BASE
Do Rio Grande do Sul até o Rio de Janeiro, o PT não elegerá nenhum prefeito de capital. Porto Alegre reelege PDT ou emplaca PCdoB. Florianópolis reelege PMDB ou, remotamente, pode eleger PSD. Curitiba pode reeleger PSB, mas tudo indica que o prefeito será do PDT. São Paulo, se os tucanos acordarem, ficará com um candidato da aliança PSD-PSDB. Rio de Janeiro reelege PMDB disparado. E vai assim Brasil a fora. Por isso, a matéria abaixo da Folha de São Paulo é pura balela petista.
Ao mesmo tempo que espera a recuperação e a volta do ex-presidente Lula às articulações para montagem dos palanques municipais, o PT vai começar 2012 pressionando aliados a apoiar candidatos da legenda nas principais capitais. O aperto começa por São Paulo, onde a eleição do ministro Fernando Haddad é considerada prioritária. De acordo com o presidente do PT-SP, o deputado estadual Edinho Silva, o partido pensa que uma possível vitória na capital muda a correlação de forças em todo o Estado e é fundamental para a reeleição da Dilma em 2014.
Em São Paulo, a pressão recairá principalmente sobre PC do B e PMDB, que lançaram Netinho de Paula e Gabriel Chalita, respectivamente. O PT também pretende cobrar uma posição do PSB, que, embora esteja nacionalmente na aliança de Dilma, fechou compromisso com o PSD do prefeito Gilberto Kassab de apoio mútuo em 2012. Para a cúpula do PT, o acordo com Kassab é a maior demonstração, até aqui, de que o presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE), pensa seriamente em um projeto político descolado do PT em 2014.
O PT espera também reforçar seu palanque em outras capitais consideradas fundamentais, como Goiânia e Fortaleza, que governa hoje e onde está perto de obter apoio dos aliados federais. O problema começa quando chega na hora da contrapartida. O PC do B já admite internamente apoiar Haddad, mas gostaria de contar com o PT em cidades como Aracaju -onde tem a prefeitura- e Porto Alegre, onde lançou a deputada Manuela D'Ávila. Na capital gaúcha, o PT já lançou seu candidato, Adão Villaverde, e em Sergipe, a despeito da aliança histórica entre os dois partidos, ensaia fazer o mesmo.
É justamente nesse ponto que Lula -em tratamento contra tumor na laringe- pode atuar a partir de março, esperam alguns petistas. Antes do diagnóstico do câncer, no fim de outubro, o ex-presidente conseguiu convencer o PT a abrir mão da cabeça de chapa no Rio de Janeiro para apoiar a reeleição de Eduardo Paes (PMDB). A doença o surpreendeu antes de repetir a fórmula em outras capitais, como Porto Alegre. O PT já indicou o deputado estadual Adão Villaverde, mas Lula deve insistir em acordo pela reeleição de José Fortunati (PDT).
Em Belo Horizonte, Lula pregava o apoio à reeleição do prefeito Márcio Lacerda (PSB), sem o PSDB na chapa. Os tucanos se anteciparam, e o PT agora enfrenta um motim do diretório mineiro contra a manutenção da aliança. O ex-presidente planeja apoiar o ex-tucano Gustavo Fruet (PDT) em Curitiba, também contra a vontade de parte da militância petista. Em Florianópólis (SC), a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) tenta costurar acordo com o PMDB do prefeito Dario Berger. A intenção é quebrar a aliança histórica do PMDB catarinense com forças de oposição ao PT, como o PSDB e o PSD.O presidente nacional da legenda, Rui Falcão (SP), estima em 14 as capitais nas quais o PT já tem candidatos próprios, mas admitiu problemas a serem resolvidos.
Entre os casos críticos está Recife. Lá, o atual prefeito, João da Costa, e o antecessor, João Paulo, ambos do PT, se enfrentam numa guerra que se arrasta desde 2009. Com isso, aliados locais ameaçam voo próprio. O ministro Fernando Bezerra (Integração) e o senador Armando Monteiro (PTB) ensaiam se lançar na disputa. Principal aliado federal, o PMDB até agora não conta com nenhuma deferência especial do PT, além do Rio. O sinal inverso -PMDB apoiando candidatos do PT- também não ocorre.
Ao mesmo tempo que espera a recuperação e a volta do ex-presidente Lula às articulações para montagem dos palanques municipais, o PT vai começar 2012 pressionando aliados a apoiar candidatos da legenda nas principais capitais. O aperto começa por São Paulo, onde a eleição do ministro Fernando Haddad é considerada prioritária. De acordo com o presidente do PT-SP, o deputado estadual Edinho Silva, o partido pensa que uma possível vitória na capital muda a correlação de forças em todo o Estado e é fundamental para a reeleição da Dilma em 2014.
Em São Paulo, a pressão recairá principalmente sobre PC do B e PMDB, que lançaram Netinho de Paula e Gabriel Chalita, respectivamente. O PT também pretende cobrar uma posição do PSB, que, embora esteja nacionalmente na aliança de Dilma, fechou compromisso com o PSD do prefeito Gilberto Kassab de apoio mútuo em 2012. Para a cúpula do PT, o acordo com Kassab é a maior demonstração, até aqui, de que o presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE), pensa seriamente em um projeto político descolado do PT em 2014.
O PT espera também reforçar seu palanque em outras capitais consideradas fundamentais, como Goiânia e Fortaleza, que governa hoje e onde está perto de obter apoio dos aliados federais. O problema começa quando chega na hora da contrapartida. O PC do B já admite internamente apoiar Haddad, mas gostaria de contar com o PT em cidades como Aracaju -onde tem a prefeitura- e Porto Alegre, onde lançou a deputada Manuela D'Ávila. Na capital gaúcha, o PT já lançou seu candidato, Adão Villaverde, e em Sergipe, a despeito da aliança histórica entre os dois partidos, ensaia fazer o mesmo.
É justamente nesse ponto que Lula -em tratamento contra tumor na laringe- pode atuar a partir de março, esperam alguns petistas. Antes do diagnóstico do câncer, no fim de outubro, o ex-presidente conseguiu convencer o PT a abrir mão da cabeça de chapa no Rio de Janeiro para apoiar a reeleição de Eduardo Paes (PMDB). A doença o surpreendeu antes de repetir a fórmula em outras capitais, como Porto Alegre. O PT já indicou o deputado estadual Adão Villaverde, mas Lula deve insistir em acordo pela reeleição de José Fortunati (PDT).
Em Belo Horizonte, Lula pregava o apoio à reeleição do prefeito Márcio Lacerda (PSB), sem o PSDB na chapa. Os tucanos se anteciparam, e o PT agora enfrenta um motim do diretório mineiro contra a manutenção da aliança. O ex-presidente planeja apoiar o ex-tucano Gustavo Fruet (PDT) em Curitiba, também contra a vontade de parte da militância petista. Em Florianópólis (SC), a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) tenta costurar acordo com o PMDB do prefeito Dario Berger. A intenção é quebrar a aliança histórica do PMDB catarinense com forças de oposição ao PT, como o PSDB e o PSD.O presidente nacional da legenda, Rui Falcão (SP), estima em 14 as capitais nas quais o PT já tem candidatos próprios, mas admitiu problemas a serem resolvidos.
Entre os casos críticos está Recife. Lá, o atual prefeito, João da Costa, e o antecessor, João Paulo, ambos do PT, se enfrentam numa guerra que se arrasta desde 2009. Com isso, aliados locais ameaçam voo próprio. O ministro Fernando Bezerra (Integração) e o senador Armando Monteiro (PTB) ensaiam se lançar na disputa. Principal aliado federal, o PMDB até agora não conta com nenhuma deferência especial do PT, além do Rio. O sinal inverso -PMDB apoiando candidatos do PT- também não ocorre.
BRASIL EM PRETO E BRANCO: UMA RETROSPECTIVA PARCIAL
RETROSPECTIVA DE ALGUNS DOS MELHORES MOMENTOS DA POLÍTICA BRASILEIRA. HÁ MAIS, MUITOS MOMENTOS MAIS... MOMENTOS INESQUECÍVEIS, HILÁRIOS, QUE NOS FAZEM CHORAR DE RIR... MAS CHORAR DO QUE RIR. RIR, ALIÁS, DE NÓS MESMOS... ELEITORES REPETENTES, QUE NÃO CONSEGUIMOS SER APROVADOS E REPETIMOS OS MESMOS ERROS NO QUESITO ELEIÇÃO, REELEGENDO A SÚCIA QUE AÍ ESTÁ, APESAR DE TODAS AS DENÚNCIAS, DE TODA A CORRUPÇÃO QUE INFESTA ESSE PAÍS. CONTINUAMOS CONVIVENDO COM AS CALAMIDADES SOCIAIS, CONTINUAMOS A PASSOS LARGOS EM DIREÇÃO AO ABISMO, COMO QUEM CAMINHA APRESSADO PARA UM GRANDE BANQUETE...
BRASIL: DOS ELEITOS E SEUS ELEITORES
Artigos - Governo do PT
Temos aí o governo do PT. Os eleitos.
Vamos lá:
(1) Começando por algo de mais recente: Carlos Marighella é o novo herói nacional, segundo o PT.Vamos a um trecho da sua obra “intelectual”:
"os modelos de ação que o guerrilheiro urbano pode realizar são os seguintes:
a. assaltos
b. invasões
c. ocupações
d. emboscadas
e. táticas de rua
f. greves e interrupções de trabalho
g. deserções, desvios, tomas, expropriações de armas, munições e explosivos
h. libertação de prisioneiros
i. execuções
j. seqüestros
l. sabotagem
m. terrorismo
n. propaganda armada
o. guerra de nervos"
(do Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano, cap. 9)
Alguém aí ainda estranha por que o PCC orienta seus cães a votar no PT?
Quanto às famílias das vítimas da “obra” de Marighella e da sua Aliança Libertadora Nacional, fico esperando (sentado) as honrarias, reparações e indenizações vindas das hostes petistas encalacradas no governo.
Adiante.
(2) A seguida queda de ministros enlameados até o cocoruto – e as desconversas após a demissão, como se a mera perda do cargo os anistiasse diante da Justiça e da opinião pública. Alguém aí sabe se algo de realmente sério, do ponto de vista jurídico, foi aplicado ao caso Palocci, o ministro que enriquece à velocidade da luz?
(3) O governo paralelo do Pajé Dirceu, que visa, sobretudo, manter, compensar, e se possível (e é, infelizmente) “lavar a égua” com os esquemões surgidos desde a chegada de Lula a Brasília.
(4) A tentativa de calar a imprensa, por meio do “controle social” revolucionário, apoiado por todo um bando de jornalistas contrários à liberdade de imprensa, grande invenção brasileira for export.
(5) A doutrinação socialista descarada nas escolas, além do kit-gay (aguarde o kit-Marighella), e as palhaçadas fraudulentas e ideologicamente manipulatórias do ENEM.
(6) A insistência nas políticas pró-aborto e as intervenções na família por meio de leis como a da “palmada” (anticristã, sobretudo), e da proibição do homeschooling.
(7) Nem é necessário falar do histórico e contínuo apoio do PT às FARC, ao ELN, a Chávez, a Fidel, a Evo Morales, vide o papel central do PT nas atividades do Foro de São Paulo. Da desinformação ao narcoterror em toda a América Latina, o PT sempre dá seu empurrãozinho.
(8, 9, 10, 11...) E há mais absurdos, mas é impossível lembrar de tudo.
Opa, lembram do Aerolula? Há alguns escândalos que basta a menção de um nome, ou um mero substantivo, e logo se percebe que é impossível reaver tantas investigações nas estranhas do poder político, para tentar, nem digo lavar a roupa suja, mas ao menos manter alguma legitimidade jurídica à permanência do PT no governo.
Delúbio. Erenice. Valdomiro. Sarney. Cueca. Rafale. Lulinha. ONG's. Petrobras. Orlando Silva. Aloprados. Francenildo. Cartões Corporativos. Mensalão. A carga tributária. A dívida pública exorbitante: 1,5 trilhão. Fernando Pimentel. Its never ends...
Abomino a ideia do governo se metendo no mercado, na saúde, e na economia. O PT ama, é da essência totalitária. E o grosso do nosso povo também, afinal, para muitos Getúlio Vargas ainda é ícone.
E o que o PT prometeu? O de sempre, o paraíso proporcionado pelo Estado. E como estão as coisas após uma década de PT no governo? SUS para um adoentado queridinho da mídia e da elite acadêmica? "Ah, pare, que ofensa."
É difícil listar, num breve artigo, tantos escândalos, tanto golpes, tanta patifaria.
Diante de tudo isso, só se pode concluir que, no Brasil, a impunidade do PT e sua trupe se tornou o fundamento da governabilidade.
E os eleitores, onde entram nessa? Como se comporta nosso típico eleitor "politizado", aspirante a formador de opinião no Facebook (aquele aterro sanitário)?
Bem, ele não sabe quem é Aleksandr Dugin, ou Herman Von Rumpuy, e quer falar do jogo geopolítico no mundo.
Não sabe o que é keynesianismo, nem da estratégia Cloward-Piven, e quer falar da economia mundial.
Confunde gay com gayzista, negro com afronazi, trabalhador rural com militante do MST, e quer não só posar de bem informado, como impor rótulos odiosos a quem discorda.
Louva o saber científico, mas adere a qualquer slogan catastrofista de ongueiro vegan. Só para ficar na moda.
Louva a liberdade, mas, da regulação dos mercados à proibição de certas palavras, ele defende absolutamente tudo. Afinal, ele é “do bem”.
E ele é sempre “crítico”. Mas sua “crítica” não é nada além do que o repeteco do consenso. Afinal, ele é “antenado”. “Antenado” é o novo nome do “maria-vai-com-as-outras”, da vaca que vai ao matadouro seguindo “as novas tendências, as novas ‘demandas sociais’”.
Tanto que, veja só, ele acreditou piamente na “primavera árabe”. E na seriedade do Protocolo de Kyoto, afinal, as "mudanças climáticas" estão aí... Pergunta se ele soube do primeiro Climategate? Nunca! E do segundo? Jamais.
E até se diz cristão. Mas diante da foto de um entusiasta do aborto, amigo de velhos terroristas, que foi financiado a vida toda pela elite saudita, perseguidora brutal de cristãos, a figura vibra: “Esse Obama é o cara!”
Eis a “pessoa bem informada” dos dias de hoje.
Ele até tem um amigo que pensa bem diferente dele, e o confronta: “Ih, o fulano, o “teórico da conspiração”! (No Brasil, esse é o nome de quem sabe mais do que o Bonner contou, ou, dependendo do ambiente, mais do que saiu nas páginas 2 e 3 da Falha de São Paulo.) Para este cidadão “bem informado”, o amigo “vê coisas”, é “paranóico”, “se acha muito inteligente”, está sempre “revoltado” e “gosta de discordar”. Como Festus ao apóstolo, ele escarnece: “as muitas leituras o deixam louco”.
E nem desconfia que essa afetação de superioridade não passa de uma variante modernete do velho farisaísmo.
Nem desconfia que conhecer a realidade tem um preço. E que dificilmente são muitos os que querem pagá-lo. E que assistir ao telejornal não basta, e do jeito que as coisas andam, mais atrapalha do que ajuda.
Nem desconfia de que mais importante que o "acesso democrático à informação", é a conquista árdua, solitária e exigente, de uma autêntica formação. Intelectual e moral. Sem ela, não se interpretam os fatos, nem se identificam os nexos entre eles. Sem a formação, não se conhece a história, nem as implicações de se interpretá-la deste ou daquele jeito.
Sim, formação. Que o eleitor médio no Brasil hoje confunde com o seu diploma, com sua especialização, com os cursos que concluiu. Tudo com o carimbo do MEC, é claro. Esse, do Haddad. Das últimas colocações nos exames internacionais.
Faz algum sentido o fato de um povo que tem o “malandro” como ícone seja feito de otário da forma que tem sido, e ainda esbanje uma confiança prepotente em si mesmo, na grande imprensa e nesta classe política delinquente que controla o país?
Edson Camargo, 29 Dezembro 2011
Temos aí o governo do PT. Os eleitos.
Vamos lá:
(1) Começando por algo de mais recente: Carlos Marighella é o novo herói nacional, segundo o PT.Vamos a um trecho da sua obra “intelectual”:
"os modelos de ação que o guerrilheiro urbano pode realizar são os seguintes:
a. assaltos
b. invasões
c. ocupações
d. emboscadas
e. táticas de rua
f. greves e interrupções de trabalho
g. deserções, desvios, tomas, expropriações de armas, munições e explosivos
h. libertação de prisioneiros
i. execuções
j. seqüestros
l. sabotagem
m. terrorismo
n. propaganda armada
o. guerra de nervos"
(do Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano, cap. 9)
Alguém aí ainda estranha por que o PCC orienta seus cães a votar no PT?
Quanto às famílias das vítimas da “obra” de Marighella e da sua Aliança Libertadora Nacional, fico esperando (sentado) as honrarias, reparações e indenizações vindas das hostes petistas encalacradas no governo.
Adiante.
(2) A seguida queda de ministros enlameados até o cocoruto – e as desconversas após a demissão, como se a mera perda do cargo os anistiasse diante da Justiça e da opinião pública. Alguém aí sabe se algo de realmente sério, do ponto de vista jurídico, foi aplicado ao caso Palocci, o ministro que enriquece à velocidade da luz?
(3) O governo paralelo do Pajé Dirceu, que visa, sobretudo, manter, compensar, e se possível (e é, infelizmente) “lavar a égua” com os esquemões surgidos desde a chegada de Lula a Brasília.
(4) A tentativa de calar a imprensa, por meio do “controle social” revolucionário, apoiado por todo um bando de jornalistas contrários à liberdade de imprensa, grande invenção brasileira for export.
(5) A doutrinação socialista descarada nas escolas, além do kit-gay (aguarde o kit-Marighella), e as palhaçadas fraudulentas e ideologicamente manipulatórias do ENEM.
(6) A insistência nas políticas pró-aborto e as intervenções na família por meio de leis como a da “palmada” (anticristã, sobretudo), e da proibição do homeschooling.
(7) Nem é necessário falar do histórico e contínuo apoio do PT às FARC, ao ELN, a Chávez, a Fidel, a Evo Morales, vide o papel central do PT nas atividades do Foro de São Paulo. Da desinformação ao narcoterror em toda a América Latina, o PT sempre dá seu empurrãozinho.
(8, 9, 10, 11...) E há mais absurdos, mas é impossível lembrar de tudo.
Opa, lembram do Aerolula? Há alguns escândalos que basta a menção de um nome, ou um mero substantivo, e logo se percebe que é impossível reaver tantas investigações nas estranhas do poder político, para tentar, nem digo lavar a roupa suja, mas ao menos manter alguma legitimidade jurídica à permanência do PT no governo.
Delúbio. Erenice. Valdomiro. Sarney. Cueca. Rafale. Lulinha. ONG's. Petrobras. Orlando Silva. Aloprados. Francenildo. Cartões Corporativos. Mensalão. A carga tributária. A dívida pública exorbitante: 1,5 trilhão. Fernando Pimentel. Its never ends...
Abomino a ideia do governo se metendo no mercado, na saúde, e na economia. O PT ama, é da essência totalitária. E o grosso do nosso povo também, afinal, para muitos Getúlio Vargas ainda é ícone.
E o que o PT prometeu? O de sempre, o paraíso proporcionado pelo Estado. E como estão as coisas após uma década de PT no governo? SUS para um adoentado queridinho da mídia e da elite acadêmica? "Ah, pare, que ofensa."
É difícil listar, num breve artigo, tantos escândalos, tanto golpes, tanta patifaria.
Diante de tudo isso, só se pode concluir que, no Brasil, a impunidade do PT e sua trupe se tornou o fundamento da governabilidade.
E os eleitores, onde entram nessa? Como se comporta nosso típico eleitor "politizado", aspirante a formador de opinião no Facebook (aquele aterro sanitário)?
Bem, ele não sabe quem é Aleksandr Dugin, ou Herman Von Rumpuy, e quer falar do jogo geopolítico no mundo.
Não sabe o que é keynesianismo, nem da estratégia Cloward-Piven, e quer falar da economia mundial.
Confunde gay com gayzista, negro com afronazi, trabalhador rural com militante do MST, e quer não só posar de bem informado, como impor rótulos odiosos a quem discorda.
Louva o saber científico, mas adere a qualquer slogan catastrofista de ongueiro vegan. Só para ficar na moda.
Louva a liberdade, mas, da regulação dos mercados à proibição de certas palavras, ele defende absolutamente tudo. Afinal, ele é “do bem”.
E ele é sempre “crítico”. Mas sua “crítica” não é nada além do que o repeteco do consenso. Afinal, ele é “antenado”. “Antenado” é o novo nome do “maria-vai-com-as-outras”, da vaca que vai ao matadouro seguindo “as novas tendências, as novas ‘demandas sociais’”.
Tanto que, veja só, ele acreditou piamente na “primavera árabe”. E na seriedade do Protocolo de Kyoto, afinal, as "mudanças climáticas" estão aí... Pergunta se ele soube do primeiro Climategate? Nunca! E do segundo? Jamais.
E até se diz cristão. Mas diante da foto de um entusiasta do aborto, amigo de velhos terroristas, que foi financiado a vida toda pela elite saudita, perseguidora brutal de cristãos, a figura vibra: “Esse Obama é o cara!”
Eis a “pessoa bem informada” dos dias de hoje.
Ele até tem um amigo que pensa bem diferente dele, e o confronta: “Ih, o fulano, o “teórico da conspiração”! (No Brasil, esse é o nome de quem sabe mais do que o Bonner contou, ou, dependendo do ambiente, mais do que saiu nas páginas 2 e 3 da Falha de São Paulo.) Para este cidadão “bem informado”, o amigo “vê coisas”, é “paranóico”, “se acha muito inteligente”, está sempre “revoltado” e “gosta de discordar”. Como Festus ao apóstolo, ele escarnece: “as muitas leituras o deixam louco”.
E nem desconfia que essa afetação de superioridade não passa de uma variante modernete do velho farisaísmo.
Nem desconfia que conhecer a realidade tem um preço. E que dificilmente são muitos os que querem pagá-lo. E que assistir ao telejornal não basta, e do jeito que as coisas andam, mais atrapalha do que ajuda.
Nem desconfia de que mais importante que o "acesso democrático à informação", é a conquista árdua, solitária e exigente, de uma autêntica formação. Intelectual e moral. Sem ela, não se interpretam os fatos, nem se identificam os nexos entre eles. Sem a formação, não se conhece a história, nem as implicações de se interpretá-la deste ou daquele jeito.
Sim, formação. Que o eleitor médio no Brasil hoje confunde com o seu diploma, com sua especialização, com os cursos que concluiu. Tudo com o carimbo do MEC, é claro. Esse, do Haddad. Das últimas colocações nos exames internacionais.
Faz algum sentido o fato de um povo que tem o “malandro” como ícone seja feito de otário da forma que tem sido, e ainda esbanje uma confiança prepotente em si mesmo, na grande imprensa e nesta classe política delinquente que controla o país?
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