"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



domingo, 29 de abril de 2012

A INTERPOL, MALUF E O FILHO

Afinal, por que Maluf e o filho Flávio, procurados em 188 países, continuam livres, leves e soltos

Reportagem de O Estado de S. Paulo revela que a Justiça de Nova York negou pedido do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) e de seu filho Flávio para que eles fossem retirados da lista internacional de procurados pela polícia, conhecida como “difusão vermelha”.

A decisão da corte norte-americana recusou também o encerramento da ação criminal em andamento contra Maluf em Nova York. A defesa de Maluf apontou várias irregularidades formais no processo da Justiça norte-americana para tentar acabar com a ação criminal, mas todas as alegações foram rebatidas pela corte.

O deputado é acusado de manter contas no exterior abastecidas com dinheiro resultante de atos de corrupção em sua gestão na Prefeitura de São Paulo de 1993 a 1996.

Segundo o promotor de Justiça Silvio Marques, a decisão reforça as ações de improbidade em curso contra o deputado do PP no Brasil.

A assessoria de Maluf afirmou que ele não iria se manifestar sobre a decisão e que o deputado “não tem e nunca teve contas no exterior”.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG

A impunidade de Paulo Maluf & Cia é a maior demonstração de que a Justiça no Brasil não funciona a contento. Trata-se de um criminoso procurado no mundo inteiro pela Interpol em 188 países, menos no Brasil. Quem entende uma maluquice dessas?

tribuna da internet
29 abril 2012

DELÚBIO, O COLUNISTA DO "247" EM AÇÃO. VEJAM QUE MARAVILHA!

Eu e Elio Gaspari somos de enfermarias diferentes, como sabem. Mesmo assim, reproduzo trechos de sua coluna quando considero que é do interesse público. Esta diz respeito a Delúbio Soares, o colunista do “247″, aquele site “sem preconceitos”.
*
Com vocês, Delúbio Soares 2.0. A Polícia Federal achou-o no restaurante 14 Bis, no Rio, discutindo o fornecimento de lousas digitais para escolas públicas capixabas e goianas. Segundo o empresário interessado, o companheiros disse-lhe que “um pedido do meu deputado é praticamente uma ordem”. Referia-se ao deputado estadual Misael Oliveira (PDT-GO).

Desde que o homo sapiens grafitou a caverna de Altamira, há 15 mil anos, repete-se o costume de usar uma pedra (giz) para desenhar ou, mais tarde, escrever, numa superfície rígida. Desde o século 11 isso é feito em escolas. Os quadros-negros custam pouco, não enguiçam, não consomem energia nem precisam de manutenção.

As lousas digitais, cinematográficas, interativas e coloridas, tornaram-se parte de uma praga estimulada por fornecedores de equipamentos eletrônicos para a rede pública de ensino. Cada uma custa pelo menos o salário-base de um professor (R$ 1.451). Um dos municípios que contrataram lousas da empresa que tratou com Delúbio foi o de Presidente Kennedy (ES). Gastou R$ 2,7 milhões em três escolas, e o endereço da fornecedora era um terreno baldio. O prefeito e seis secretários, inclusive a de Educação, foram presos. Com os royalties da Petrobras, Presidente Kennedy tem uma das maiores rendas per capita do Estado e um dos piores índices de desenvolvimento humano.

O pequeno município não está sozinho nessa febre. O MEC quer comprar 600 mil tablets para que professores preparem suas aulas (como, não diz). Isso e mais 10 mil lousas digitais. O governo de São Paulo estuda um investimento de R$ 5,5 bilhões para colocar lousas e tabuletas em todas as escolas públicas. Gustavo Ioschpe foi atrás da ideia e descobriu que a Secretaria de Educação não tinha um projeto pedagógico que amparasse a iniciativa. Toda a documentação disponível resumia-se a uma carta do presidente da Dell (fornecedor do equipamento), com um resumo de um estudo da Unesco. Pediu o texto, mas não o obteve.

Lousas digitais, tabuletas e laptops são instrumentos do progresso quando fazem parte de uma ação integrada, na qual tudo começa pela capacitação do professor. Hoje, no Brasil, contam-se nos dedos as experiências bem sucedidas na rede pública. Prevalecem desperdícios que poderiam ser evitados pela aplicação da Lei de Simonsen: “Pague-se a comissão, desde que o intermediário esqueça o assunto”.
Quem acredita que Delúbio Soares estava interessado no aprendizado da garotada de Presidente Kennedy vá em frente.

29 de abril de 2012
Reinaldo Azevedo

POR QUE A REDE GLOBO NÃO DERRUBA A CORRUPÇÃO NO RIO?

É fácil saber porque a Rede Globo de Televisão, maior empresa de comunicação do Brasil, mas com alma carioca, do alto do seu lindo quintal no Jardim Botânico, acoita um dos maiores esquemas de corrupção já visto em todos os tempos, montado pelo governo Sérgio Cabral, com o apoio explícito de Lula.

O Rio foi transformado em palco de grandes eventos. E estes espetáculos são um filão inesgotável de faturamento na área de publicidade.

Tudo começou com o Pan de 2007, que custou dez vezes mais caro do que o planejado, segue agora com a Rio+20, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
São bilhões de reais em faturamento, que fazem com que a Rede Globo se torne cúmplice de uma Confederação Brasileira de Futebol, de um Comitê Olímpico Brasileiro e de suas federações eivadas de irregularidades, fechando as câmeras para os problemas das obras realizadas a toque de caixa por empreiteiras que levam governadores para fazer festa em Paris e para o superfaturamento do Maracanã.
Que transformam a Copa do Mundo em espetáculo de roubalheira.

Se a Globo quisesse, acabaria com tudo isso em uma semana e ajudaria o Brasil a escrever uma nova página em sua história.
De forma surpreendente, a emissora está dando repercussão às escandalosas festas pagas pela Delta para que um Cabral bêbado dançasse na boquinha da garrafa, em um dos hotéis mais caros do mundo.
Mas ainda não foi ao hotel para provar ao Brasil que Cabral tinha tudo free, pago por um empreiteiro que faturou R$ 1,5 bilhão dos cofres do estado do Rio de Janeiro. Bastaria querer.

Hoje Fernando Gabeira escreve um artigo em que aborda o tema,intitulado "Paris é uma festa", que faz a necessária conexão entre o esquema de Cabral com Cavendish e de suas implicações na vida do carioca. Vale a pena ler.
 
29 de abril de 2012
coroneLeaks
 

"A FELICIDADE INTERNA DO REI DO BUTÃO"

"CULPE A ECONOMIA PELOS MALES DO MUNDO, COMO DESSE PARA BUSCAR O BEM-ESTAR NA POBREZA"
 
A Folha de São Paulo traz neste domingo um excelente artigo de Bruno Garschargen, especialista do Instituto Millenium, desmantelando o discurso da idiotia esquerdista e politicamente correta que costuma satanizar a economia, como se desse para buscar o bem-estar na pobreza. O título original do artigo é "A felicidade interna do rei do Butão".
 
Como acontece cada vez mais na grande imprensa brasileira, normalmente os melhores artigos não procedem da redação, mas de eventuais colaboradores do jornal. Sinal dos tempos; sinal da morte do jornalismo.
Leiam:

Não há nada mais falsamente reconfortante do que o autoengano. Se a vida está ruim, por que melhorá-la se é possível adotar novos padrões para demonstrar que, na verdade, o péssimo é bom?
 
Já não é de hoje que se promove o tal indicador de Felicidade Interna Bruta (FIB), segundo o qual a medição do progresso de uma comunidade ou nação não deve ficar restrita ao desenvolvimento econômico, mas deve avaliar o bem-estar psicológico, a saúde, o uso equilibrado do tempo, a vitalidade comunitária, educação, cultura, resiliência ecológica, governança e padrão de vida.
 
Acredito que pouca gente seja contra a sociedade perseguir individualmente tais objetivos, mas há dois perigosos elementos do discurso pelo FIB: (1) a prosperidade econômica é uma imposição maléfica que deve ser "sanada" e (2) é necessário promover uma mudança social em prol do bem-estar coletivo em parceria, também, com o governo.
 
Isso reforça o mito de que a economia é um corpo estranho e danoso para a sociedade. E que o mercado é formado por um grupo pequeno de grandes empresas que controlam tudo e a todos, e não por cada de um de nós, do pipoqueiro ao consumidor até os grandes empresários. O mercado somos nós.
O segundo ponto talvez seja mais grave por reforçar uma certa agenda política que faz uso da palavra coringa "social" com o objetivo de legitimar suas finalidades.
 
Como, no Brasil, movimento social é algo que está (ou quer estar) intimamente ligado ao governo, de preferência financiado pelo nosso dinheiro, temo que seus defensores virem mais um braço do partido no poder a defender o modelo estatista, que está na origem do horror contra o mercado e a iniciativa privada.
Talvez soe bonito acusar o crescimento econômico pelos males do mundo e pelos problemas que inviabilizam ou destroem aqueles nove pontos descritos pelo indicador.
 
Mas pergunte a cada uma das pessoas que vivem nas diversas escalas da pobreza para saber se elas conseguem perseguir tais objetivos sem, antes, prosperar economicamente.
 
Atribuir ao Estado responsabilidades que são individuais faz com que a elite política no poder acredite realmente estar cumprindo uma nobre missão em nome de bem-comum, do coletivo, nem que para isso seja preciso esmagar a sociedade.
Não se engane: a tutela estatal é uma espada de Dâmocles.
Se levarmos em conta o que acontece quando o governo desenvolve novas funções a partir da expropriação das riquezas que produzimos (no Brasil, trabalhamos de janeiro a maio só para pagar tributos), certamente a Felicidade Interna Bruta terá que alterar seu nome para outro bem menos alegre.
Por uma dessas ironias da história, a FIB foi criada em 1972 por Jigme Singya Wangchuck, rei daquele pequeno país chamado Butão.
 
Essa nação aparece no 141º lugar (de 187) do Índice de Desenvolvimento Humano 2011 da ONU, em 142º lugar (de 183 países) na lista do Doing Business de 2012, que mede a facilidade de fazer negócios, e em 111º lugar (de 179 países) na lista do Índice de Liberdade Econômica 2012 da Heritage Foundation (qualificado como país não livre, como o Brasil).
 
Certamente, a Felicidade Interna Bruta do rei de Butão era mais elevada do que a dos seus súditos.
29 de abril de 2012
aluizio amorim

GOLPISMO AMBIENTALISTA ATACA DEMOCRACIA EXIGINDO VETO TOTAL NO CÓDIGO FLORESTAL




Ler o artigo do Bosco no Estadão de hoje. Ou leia aqui.
 
29 abril de 2012
coroneLeaks

A POLÍTICA DO RIO DE JANEIRO APODRECEU, COM CABRAL, CORTES, PEZÃO, CAVENDISH E CIA. LTDA


As fotos da quadrilha de Cabral em Paris são constrangedoras. É muito duro constatar até que ponto caíram a política e a administração pública no Estado do Rio de Janeiro. Sérgio Cabral não tem a menor condição moral de governar. Montou uma quadrilha no estado que deixa Al Capone no chinelo.

Colocou o vice-governador Luiz Fernando Pezão para comandar a secretaria de Obras no primeiro mandato, para encherem as burras, via Fernando Cavendish e outros empreiteitos.

O secretário de Saúde, Sergio Cortês, é um dos maiores corruptos já surgidos na vida pública. As denúncias contra eles se avolumam cada vez mais, comprou um suntuoso apartamento na Lagoa, duplex com cinco vagas na garage e pagou com… dinheiro vivo. E não acontece nada.

O governo do Estado do Rio está podre, mas a Justiça e o Ministério Público também apodreceram. E a impunidade dessa quadrilha está mais do que garantida.

29 de abril de 2012
Carlos Newton

CUTUCANDO A ONÇA COM VARA CURTA...

ATTUCH SAI EM DEFESA DE AGNELO QUEIROZ, QUE FINANCIA SEU SITE, E DECIDE ME TIRAR PARA UMA CONTRADANÇA. POIS NÃO!!!

Leiam até o fim. É divertido.

O site 247, apelidado no meio jornalístico de “171″, resolve, mais uma vez — e isso sempre lhe rende visitas —, responder a um post que publico aqui, citando o meu nome em vão e me atacando. Muitos leitores me recomendam que não responda a coisas assim. Dizem que o cara só quer chamar a atenção, aparecer mais na rede e tal. Eu sei. Mas, às vezes, fico com vontade. Ademais, queridos, quem migrar para aquele troço e gostar merece ter o troço como referência, certo? Quem lê Luis Nassif e Paulo Henrique Amorim até corre o risco de achar Leonardo Attuch um estilista da língua. Sigamos.

Num dado momento, Attuch, em pena oculta, escreve: “Não deve ser fácil ser Reinaldo Azevedo nestes dias…” Por que não? Ele próprio costumava achar não só fácil como, quem sabe?, glorioso! A frequência com que classificava de “brilhantes” meus artigos em e-mails que me enviava é até um pouco constrangedora. Já publiquei alguns — não todos. Ser Reinaldo Azevedo é bem fácil. Ser Lenardo Attuch é que é o “x” do problema.

Tivesse ele um mínimo de decoro, estaria envergonhado. Mas pertence à categoria dos que não coram nunca — não de constrangimento ao menos. Alardeou que o inquérito sobre Demóstenes Torres era devastador para um jornalista da VEJA, e o que se vê lá é só um atestado de correção profissional. Ficou mal pra ele. Então tem de inventar teorias novas: a mais recente é a de que a revista tentou derrubar Agnelo Queiroz (PT), governador do Distrito Federal.

Coitadinho do Agnelo, não é, Attuch? VEJA não tentou derrubar ninguém porque nunca tenta. Mas, se tiver informações que levem à sua queda, vai publicá-las. Quem demite ministros é o (a) presidente. Quem demite políticos eleitos é o povo. VEJA só conta o que sabe.

Como? Leonardo Attuch saiu em defesa de Agnelo? Saiu, sim! Faz sentido. O governo do Distrito Federal é um dos financiadores do 247. O site é mais um “veículo independente” que depende de publicidade oficial e de estatais para existir. No inquérito sobre Demóstenes, há farta munição contra os governos do Distrito Federal e de Goiás. Attuch é um homem justo: é implacável com Marconi Perillo e defende Agnelo Queiroz. No seu ramo, é preciso ser justo com quem paga a conta.

"Livre como um táxi", Leonardo Attuch se dedica à defesa de Agnelo Queiroz, cujo governo é anunciante do site que ele comanda
"Livre como um táxi", Leonardo Attuch se dedica à defesa de Agnelo Queiroz, cujo governo é anunciante do site que ele comanda

É uma piada! Até outro dia, esse rapaz era um grande admirador daquele que ele chamava “caro Reinaldo Azevedo”. Chamava por sua conta. Nunca fui seu amigo — ele, parece, forçava a amizade, convidando-me para um café. Não fui, claro! Seria mágoa? Não! É coisa pior. De repente, passou a me tratar como o demônio da Internet. Descobri logo a razão: José Dirceu e Delúbio Soares tinham virado colaboradores de sua página. E estatais mais o governo do DF tinham virado “colaboradores” na área publicitária.

Dirceu, o "chefe de quadrilha", segundo a PGR, é um dos pensadores do "247", do isento Leonardo Attuch
Dirceu, o "chefe de quadrilha", segundo a PGR, é um dos pensadores do "247", do isento Leonardo Attuch. Pensador Global, ele analisa as eleições na França. Ulalá!!!
Delúbio, que integra a quadrilha do outro, segundo a PGR, também é pensador do "247". A base dele é Goiás. Seria isso só uma coincidência? Dizem que não!
Delúbio, que integra a quadrilha do outro, segundo a PGR, também é pensador do "247". A base dele é Goiás. Seria isso só uma coincidência? Dizem que não! Ah, sim: também os números de Delúbio são mentirosos

Não é mesmo engraçado que o defensor de Agnelo Queiroz e colega de site de Dirceu e Delúbio tente posar de moralizador e grande crítico da mídia? Dizendo-se um democrata, um tolerante, coisa que eu não seria (Attuch descobriu isso recentemente), alega que o tucano Arthur Virgílio também escreve em sua página. Virgílio não foi cassado por corrupção, não organizou o mensalão, não é acusado de ser chefe de quadrilha. Poderia escrever em quaquer site. Quem escreve só no de Attuch e em outros de padrão semelhante são José Dirceu e Delúbio Soares…
A propósito: vocês não estão doidos para ver Attuch defender o máximo rigor com os mensaleiros no STF? Cuidado, rapaz! A depender do resultado, seus articulistas terão de enviar os artigos da cadeia.

Rancores e afinidades
Da VEJA, é bem verdade, Attuch não gosta faz tempo. Em 2005, reportagem da revista informava que relatório da Polícia Federal o apontava como um dos homens que colaboravam com a empresa de espionagem Kroll, que trabalhava para Daniel Dantas. A revista publicou o seguinte:
“O relatório da Polícia Federal lista ainda outras três reportagens publicadas pela IstoÉ Dinheiro, sempre com um tom favorável a Dantas e à Kroll, de acordo com a PF. Diz um dos trechos do documento: ‘Da mesma maneira, coincidência ou não, logo após a prisão de Tiago Verdial, IstoÉ Dinheiro, em reportagem noticiada na capa, divulgou outra matéria e uma entrevista realizada com Jules Kroll, criador da agência Kroll, o qual dá sua versão sobre os fatos, apontando contradições no então chamado caso Kroll’, descreve o relatório. A Polícia Federal também chama atenção para o fato de que ‘o autor de todas as citadas matérias, dentre outras com o mesmo direcionamento, é Leonardo Attuch, jornalista de IstoÉ Dinheiro’. E completa: ‘Há indícios de que Leonardo Attuch favoreceria a quadrilha investigada no procedimento criminal, elaborando matérias que vão ao encontro dos interesses da organização criminosa’. Attuch afirma que nenhuma de suas reportagens foi contestada por quaisquer das partes envolvidas e que um pedido de quebra de sigilo telefônico, feito pela PF à Justiça, foi negado sob a justificativa de que não existiam indícios de crime contra ele.”

kroll-leonardo-attuch

No meio jornalístico, há quem afirme que Daniel Dantas, QUE NUNCA FOI BRIGADO COM A ALA DIRCEUZISTA DO PT, É BOM QUE SAIBAM, é a mão que balança o berço do “247″. É o que afirma, por exemplo, Mino Pedrosa em seu site. A acusação é pesada:
“Humberto Braz, “o mala”, era responsável mensalmente pela felicidade de Attuch. A imprensa , na época da Operação Sathiagaha, denunciou Attuch de receber propinas e presentes de Daniel Dantas, como por exemplo uma confortável casa no bairro classe A, de São Paulo, o Alphaville.
A quadrilha de Daniel Dantas até hoje sustenta o “jornalista”. Montaram um site www.brasil247.com, onde Attuch atua sem se identificar, a serviço não só da quadrilha de Dantas, como também cuidando dos interesses de empresários como José Batista Junior, da Friboi, que se filiou ao PSB em Goiás para disputar o governo com Marconi Perillo (PSDB), e empresas como a Odebrech, apadrinhada pelo deputado cassado e personagem central no Mensalão do PT José Dirceu e o Banco BVA.
O site de Attuch ataca os políticos de Goiás preparando o terreno para as eleições de 2014, quando o dono do Frigorífico Friboi sairá candidato ao Governo do Estado. Attuch também abocanha verba na Secretaria de Comunicação do governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz. Parte desses contratos Attuch não pode receber pelo site, porque são propinas pagas através de Caixa 2.”

Voltando
Quem gosta desse tipo de jogo é Leonardo Attuch. Eu me limito a constatar que ele era um feroz crítico do petismo — acusando, inclusive, a tentativa do PT de criar um estado policial no Brasil (tenho um e-mail seu encantador a respeito) — e um fanzaço de Reinaldo Azevedo. Agora que virou parceiro de Dirceu e Delúbio e que tem o financiamento de Agnelo Queiroz e de estatais, passou a ver o partido com outros olhos e descobriu que não sou um cara bacana… Não quer mais tomar café comigo! Ah…

De uma coisa eu sei: a admiração que ele tinha por mim era gratuita. Já a fase do ódio parece ser muito bem-remunerada.

Mas esperem…
Eu sempre fui um duro crítico da Operação Satiagraha, que era comandada pelo agora deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) — aquele que foi pego conversando com Dadá, assessor de Cachoeira, e que teve um encontro com um diretor da Delta intermediado pessoalmente pelo bicheiro.
Não obstante, estará na CPI…

Adiante! Era crítico porque repudio ilegalidades. Ponto final! Protógenes pintava Dantas como o demônio do Brasil. Se bem se lembram, parte da esgotosfera chegou a me acusar de proteger o banqueiro. Não é uma delícia eu poder dizer: “Acusei, sim, as ilegalidades de que Dantas foi vítima e quero mais que Dantas se dane!” Escrevi o que achava certo. Coincidência ou não, enquanto a tal operação estava em curso e enquanto eu era seu crítico, Attuch me puxava o saco. Seria a mando de Dantas? Será que nem a pretérita admiração de Attuch por mim era gratuita??? Não sei! Uma coisa é certa, não é? Os dois sabem que não faço parte desse pântano.
ESCREVO O QUE QUERO.
CRITICO QUEM QUERO.
ELOGIO QUEM QUERO.

Arrematando
Leonardo Attuch escreva o que lhe der na telha destrambelhada e não vai conseguir mudar algumas verdades inquestionáveis, documentadas:

1 - Eu não mudei de opinião sobre fatos e pessoas; ele mudou.
2 - O inquérito da Polícia Federal não traz uma vírgula contra a VEJA, para a sua tristeza.
3 - Sua mudança de postura coincide com a sua aproximação com Zé Dirceu e Delúbio e com o financiamento oficial que passou a receber.
4 - VEJA publicou a primeira grande matéria revelando o que era a Delta.
5 - VEJA publicou a primeira matéria sobre os vínculos de Demóstenes com Cachoeira.
O resto é briga de gangue e tentativa desesperada de melar o processo do mensalão.
Repito: a operação deu com os burros n’água, Zé! Tente outra vez!
PS - Attuch não vá ficando assanhado que não é todo dia que tem gorjeta. Não aqui. E faria melhor se me deixasse fora de sua pantomima.
 
29 de abril de 2012
Reinaldo Azevedo

EXCLUSIVO! FARRA DE CABRAL, CAVENDISH E SUA TURMA CUSTOU CERCA DE US$ 400 MIL


Vocês vão ver no vídeo abaixo, o restaurante que Cabral fechou em Paris para comemorar junto com seus amigos, o aniversário da sua mulher Adriana Ancelmo.
Fontes que consultei informaram que em condições normais com esse restaurante aberto ao público, um jantar regado a vinhos franceses não sai por menos de US$ 2.000 por pessoa.
Imaginem quanto custou fechando restaurante só para a turma de Cabral fazer a festa.

Embora Cabral tenha negado na sua nota oficial, trata-se do restaurante L’Espadon, do Hotel Ritz, em Paris, um dos mais sofisticados da Europa.


Uma estimativa por alto calculou que uma semana para quatro casais, viajando em 1ª classe, se hospedando num dos hotéis mais caros do mundo, almoçando e jantando nos restaurantes mais sofisticados, fazendo compras em lojas de luxo e ainda comprando ingressos para o show do U–2, na área mais cara do Stade de France deve ter custado cerca de US$ 400 mil.

Mais uma vez a turma de Cabral se diverte com o dinheiro do povo.
Na nota anterior citei que o gasto dessa farra foi em torno de US$ 100 mil, mas esse é o cálculo por casal levando em consideração que a farra em Paris durou uma semana. Somando os quatro casais dá cerca de US$ 400 mil.

Vocês vão assistir Cabral dando uma de maestro regendo o “Parabéns” para sua mulher Adriana enquanto o povo da Região Serrana sofre sem as casas que Cabral prometeu e não fez até hoje.
Sérgio Côrtes na maior felicidade enquanto pessoas morrem nas filas dos hospitais estaduais.
Parece um filme de conto de fadas, com príncipes encantados e rainhas em palácios. O cinegrafista foi Cavendish usando o seu telefone celular.
O povo revoltado e perplexo assiste à verdadeira orgia praticada por quem deveria dar o exemplo.



29 de abril de 2012
Fonte: blog do garotinho

NOTA AO PÉ DO TEXTO

QUANDO ACONTECERÁ O "ÚLTIMO BAILE DA ILHA FISCAL", SEGUIDO DO CONFISCO DOS BENS ADQUIRIDOS COM O DINHEIRO PÚBLICO?
Até quando suportaremos tamanha desfaçatez, tamanho descaramento? Até quando eles rirão da nossa cara e jogarão brioches para matar a fome do povo?
Uma vergonha! Uma ofensa a toda uma nação, que assiste calada aos descalabros e abusos de governantes sabidamente corruptos!
Até quando aceitaremos ser vítimas de quadrilhas, de máfias, de organizações criminosas que se apropriaram da república? Que usam esse simulacro de democracia para a prática das mais sujas fraudes, que lhes garantem tranquilo enriquecimento, e mais tranquila impunidade?
O aviltamento de uma nação, tal como ocorre nessa era da mediocridade política, fere os princípios mais elementares da ética.
O descaramento das "autoridades públicas", certas de que nada lhes acontecerá, de que sobreviverão a qualquer punição que ameace o fruto do seu enriquecimento ilícito, autoriza o esbanjamento do dinheiro surrupiado dos cofres públicos, para a esbórnia luxuosa de futilidades e comemorações.
Ao observador atento, não passará despercebida a luxuosa paisagem que o restaurante oferece.
Fausto indescritível!
Por onde anda a Receita Federal, que não faz uma devassa nos "cofres" da bandidagem?
Por que a Polícia Federal ainda não algemou esses meliantes?
Simplesmente revoltante!!!
m. americo

A JAULA, PARA OS ANIMAIS

 

Novidade, não é. A coincidência verifica-se apenas porque, de uns dias para cá, responsáveis pelas vítimas decidiram-se a denunciar os hediondos crimes de estupro contra menores, alguns de nove anos de idade e, pasmem, até um bebê. Uma estatística choca mais do que outras: 43% dos abortos legais praticados em hospitais públicos envolvem meninas com menos de doze anos.
Como regra, os estupros são praticados dentro de casa, por pais, padrastos e familiares das vítimas, geralmente sob a complacência ou a inação das mães.

Fazer o quê com esses animais? No mínimo, enjaulá-los pelo resto da vida, jamais deixar que, como outros criminosos, fiquem em liberdade enquanto não tiverem concluídos os processos contra eles, sem sentença definitiva, como decidiu o Supremo Tribunal Federal. Ou, mesmo no caso de decretada sua prisão temporária ou preventiva, impedir que sejam alimentados pelo poder público à espera de condenações que em poucos anos os devolverão às ruas, para novos estupros. A comissão parlamentar que examina mudanças no Código Penal deu alguns passos adiante, mas o caminho é longo até que Câmara e Senado aprovem algum projeto.

Na pauta dos trabalhos do Congresso para este primeiro semestre que já vai pela metade, nada se fará. A necessidade de imediata revisão nas leis penais para interromper o fluxo desse esgoto que nos envergonha parece não ser prioridade legislativa. Como acabar com a leniência da legislação elaborada para beneficiar bandidos, seja com dezenas de recursos protelatórios, seja com benesses que reduzem penas e permitem a devolução dos animais à sociedade em poucos anos?

Estuprador merece prisão perpétua, para dizer o mínimo, mas, senão isso, pelo menos trinta anos de reclusão sem direito a qualquer benefício. Nem livramento condicional nem redução por bom comportamento, muito menos prisão albergue, saídas pelo Natal ou sucedâneos. No mínimo, vale repetir, porque, em países como a China, é tiro na nuca depois de processos sumários.

O Brasil real, dos estupros e demais crimes hediondos, parece situado a centenas de quilômetros além de Brasília, não obstante aconteceram também por aqui. Encontram-se blindados os presidentes do Senado e da Câmara, assim como seus subordinados. Nem se fala da presidente da República e seus ministros. Apenas como folclore registra-se que anos atrás a então presidente do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie, foi assaltada na Linha Vermelha, no Rio.

Seria necessário que os donos do poder deixassem as regalias do Brasil formal para fazer valer a importância dos direitos humanos. Direitos humanos? Claro, a que fazem jus quantos são assaltados, assassinados e estuprados… O diabo é que Suas Excelências dispõem de sofisticadas estruturas de segurança pessoal. Em se tratando de parlamentares, até de salas vip, para onde são conduzidos sem contacto com a plebe.

CACHOEIRA SE SENTE ABANDONADO...

Andressa, casada com Cachoeira. diz que ele está se sentindo abandonado



Numa entrevista a Cátia Seabra, Folha de São Paulo de sexta-feira 27, Andressa Mendonça, casada com Carlos Ramos Cachoeira, afirmou que ele está se sentindo abandonado por antigos aliados e, assim, – acentuou – admite a hipótese de prestar um depoimento bombástico à Comissão Parlamentar de Inquérito. Esta vai investigar suas ligações com o senador Demóstenes Torres e o empresário Fernando Cavendish. A bela foto que acompanha a matéria é de Lula Marques. As declarações de Andressa Mendonça foram frontais: ele não aceita ser transformado em bode expiatório.

Se alguém tivesse dúvida a respeito de o governo exercer algum controle sobre os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito, depois de ler a entrevista publicada no FSP, sentira logo que é impossível. Se ninguém sabe o que Cachoeira vai dizer, como supor que as investigações possam seguir um rumo de gelo? Não tem cabimento. Isso porque as CPIs dependem de sua repercussão na imprensa e na opinião pública portanto.

Muitos não acreditam na eficácia delas. Mas os exemplos históricos apontam em sentido contrário. Em 1953, a CPI criada para investigar os financiamentos oficiais concedidos ao jornal Última Hora, de Samuel Wainer, através do Banco do Brasil, abalou o presidente da República, projetando uma crise institucional que levou-o à morte.

A CPI da Carta Brandi, documento falso contra João Goulart, divulgado por Carlos Lacerda, tornou-se um sólido fator para garantir a posse de Juscelino Kubitschek a 31 de janeiro de 56, na sequência dos movimentos político-militares de 11 a 21 de novembro de 55.

A CPI que radiografou a atuação de Fernando Collor e PC Farias terminou assegurando o impeachment do presidente da República. A CPI dos Correios e do Mensalão fez o presidente Lula a demitir José Dirceu da chefia da Casa Civil e, como desdobramento, acarretou a cassação de seu mandato parlamentar. E, na sequência e consequência, não apenas isso o que já seria muito. Mas também a substituição de Dirceu por Dilma Rousseff. Não fosse o episódio do mensalão, hoje José Dirceu seria o presidente da República, sucessor de Lula, e não Dilma Rousseff.

Eu sei que uma parte da sociedade repete sempre que CPIs não dão em nada. Quer fazer? É sempre assim. É como em relação às pesquisas eleitorais. Por mais que Ibope e Datafolha acertem, a frase se repete; eu não acredito em pesquisa. Você já foi entrevistado por algum pesquisador? Nada se pode fazer contra a falta de lógica. Apenas pedir aos descrentes que comparam os levantamentos com os resultados.

Até porque – aspecto importante – as pesquisas eleitorais são as únicas que podem ser comprovadas na prática. De um lado os prognósticos. De outro os números oficiais. Não tem mistério. O confronto é dos mais simples. Porém, vale frisar, inclusive como já disse o Carlos Augusto Montenegro, presidente do Ibope, as pesquisas não são infalíveis. Porém as falhas não chegam a 2 por cento dos levantamentos realizados. Não apenas nos dias atuais. Mas desde 1945. São 67 anos de sondagens. Se o Instituto não fosse eficaz, claro, já teria desaparecido. Mas este é outro assunto.

O essencial está contido na entrevista da jovem (tem 30 anos) Andressa Mendonça. Ele está se sentindo isolado. Do isolamento à ansiedade é um passo. Carlos Ramos Cachoeira pode querer falar. E, falando, detonará uma explosão na área política e administrativa.

Da mesma forma, tal raciocínio aplica-se a Fernando Cavendish. Os amigos íntimos e aliados da véspera desaparecem e se transformam nas clássicas figuras dos apenas conhecidos do depois. Cavendish é talvez, ainda mais que Cachoeira, um arquivo dos maiores e mais amplos em tempo real, como se costuma dizer. Basta constatar as obras que, em curto espaço, a Delta, sua empresa, conquistou no país.

29 de abril de 2012
Pedro do Coutto

HISTÓRIAS DE TERROR...


ENTRE E FIQUE À VONTADE! SE VOCÊ GOSTA DE HISTÓRIAS DE FANTASMAS, DE EXORCISMOS,  HISTÓRIAS DE TERROR, RELAXE... VOCÊ IRÁ ASSISTIR PEQUENAS CRÔNICAS NEGRAS, EM QUE VOCÊ É A VÍTIMA.
FIQUE CALMO! ESSAS HISTÓRIAS JÁ SÃO ANTIGAS! VÊM DE MUITOS SÉCULOS ATRÁS E FAZEM PARTE DO NOSSO FOLCLORE.  FICOU APENAS MODERNAS...
VAMOS LÁ!

http://www.muco.com.br/

SENTA E FAZ DIREITO, QUE O LEÃO É BRABO!

 
A cinco dias do prazo (NR: agora, só um dia) do imposto de renda, o leitor talvez nem saiba a conta certa que precisa enviar à Receita Federal, mas já pode ter perdido a conta de quantos textos leu ensinando a fazer a declaração direito.
Não é para menos. Além das dificuldades criadas pelo "tributarês" do formulário, o leão tem fome e fica bravo quando não enche a pança.
 
Enquanto chora sua perda com o fim da "indispensável" CPMF, o Governo Federal bate recordes de arrecadação: o atual é de R$ 969,9 bilhões, do ano passado, mas 2012 já tem a máxima mensal de R$ 82,36 bilhões em março.
 
A aceleração do crescimento nos cofres do Planalto chega lá pelo que sai do bolso dos pagadores: entre 2004 e 2011, a carga de impostos subiu de 37,81% para 40,82% do rendimento bruto médio nacional, segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).
Motivos não faltam. Sobram. Ministérios essenciais para saciar seu próprio apetite e o da "base aliada" também só fazem crescer. Por isso, o governo precisa mais do nosso dinheiro.
 
Tal condição exige punição para quem, mesmo por acidente, errar a declaração. A pena vai de seis meses a dois anos de prisão, além do pagamento de duas a cinco vezes o valor do tributo.
Mas, se você for "criminoso primário", não se desespere. Poderá continuar livre e só terá que pagar dez vezes o preço do imposto. Quase três vezes o próprio rendimento para quem paga a alíquota máxima do IR, de 27,5%. Quase nada para quem ganha a "fortuna" de R$ 3.546 por mês e já é incluído nesse patamar.
 
Está certo que o dinheiro vivo dos "aloprados" e a grana que Duda Mendonça conta ter recebido no exterior eram um pouquinho maiores (R$ 1,7 milhão e R$ 10 milhões, respectivamente). Mas ali não houve sonegação, só "recursos não contabilizados". Sem problema.
 
Por isso, contribuinte, ao completar R$ 23,5 mil anuais (R$ 1.958 mensais), perca horas para fazer sua declaração e 150 dias de trabalho por ano só para bancar tributos, feliz de saber que, como afirmou o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, és um "privilegiado" por pagar seu IR.
 
29 de abril de 2012
João Pequeno
 
Fonte: Jornal Destak
COMENTO: Para você, burguês de direita que trabalha e produz alguma coisa; que tem renda mensal acima de R$ 2.000,00 o que lhe coloca no grupo da 'zelite' tributada pelo Leão do IR; que paga mais outros 84 impostos e taxas sem usufruir serviços públicos mínimos, sendo obrigado a pagar, também, escola pública, plano privado de saúde, segurança privada para sua rua ou prédio; e que faz parte do grupo reacionário, anti social e contrarevolucionário dos oitenta milhões de eleitores que não votaram na presidente eleita em 2010 [Abstenções: 29.197.152 (21,50%) + Nulos: 4.689.428 (4,40%) + Brancos: 2.452.597 (2,30%) + votos no outro candidato 43.711.388 (43,95%)], fica o meu recado:
 
Não se deixe abater, trabalhe duro e trate de produzir mais pois aí vem o novo imposto progressivo sobre a "grande fortuna" que você acumula, a fim de sustentar os 55.752.529 de banqueiros e especuladores da dívida pública; sem terras; sem teto; sem emprego; funcionários públicos 'comissionados'; ocupantes de 'cargos de confiança'; usuários do 'cartão corporativo do governo federal'; usuários das 'verbas secretas palacianas'; usuários do bolsa-família; usuários do 'auxílio-reclusão' e de outros "benefícios sociais" que necessitam de sua colaboração para continuar o trabalho de destruição moral da população brasileira, iniciado por FHC e aperfeiçoado por Luis Inácio.
 
Sem contar os diversos "cumpanhêrus" internacionais que também necessitam do auxílio brasileiro para a implantação dos desígnios do Foro de São Paulo para a América Latrina.
Isto é democracia, e ela tem seu preço. E é você que deve pagar!!

SE QUISESSE, A IMPRENSA BRASILEIRA SERIA A MELHOR IMPRENSA SENSACIONALISTA DO MUNDO

Se a imprensa brasileira quisesse ser sensacionalista, seria a melhor imprensa sensacionalista do mundo. Ou: Classe política brasileira seria quase dizimada pelo jornalismo americano, britânico ou italiano

Agora que o inquérito sobre Demóstenes Torres foi tornado público — e vou aqui insistir para que se acabe com o falso sigilo de coisas assim: há sempre vazamentos selecionados por escroques — e que resta evidente que a “grande munição” contra a imprensa, com a qual Lula prometia o fim do mundo, era só pó de traque, cumpre fazer algumas considerações sobre a imprensa brasileira.

Desde que o PT chegou ao poder, a imprensa está sob ataque. Tudo ficou muito pior depois que veio à luz o escândalo do mensalão e que acadêmicos do PT, liderados por Marilena Chaui, inventaram a falsa tese da tentativa de golpe de estado. A maior contribuição desta estudiosa de Espinoza foi abrigar o pensamento de Delúbio Soares.
O partido resolveu mobilizar contra a imprensa seus esbirros na Internet e montou um verdadeiro aparelho para intervir em portais, sites, blogs, redes sociais etc. Anúncios da administração direta e de estatais financiam a intervenção, o que é um acinte à democracia.

É por isso que não publico aqui aqueles que chamo, desde sempre, “petralhas”. Não são indivíduos se manifestando, mas funcionários de uma organização. Alguns são remunerados. Outros não!

A campanha de difamação é intensa, embora os propósitos da canalha não tenham se realizado. Quem liderava antes continua a liderar — e com a mesma folga. O que há de novo na era petista é essa pistolagem que tenta contrastar a verdade dos fatos com uma “verdade alternativa” — que é um outro nome para a mentira.

Aqui e ali, de modo despropositado, falso mesmo!, diz-se que a imprensa brasileira não sabe distinguir o joio do trigo, que escolhe o caminho do sensacionalismo, que é injusta com o poder e com os poderosos.
Isso é falso de várias maneiras combinadas. Se algum mal há no setor, é seu alinhamento meio burro, automático, com teses de esquerda — mas deixarei este aspecto de lado agora. A verdade é que a imprensa brasileira está entre as mais bem-comportadas do mundo democrático; talvez seja a mais compreensiva de todas.

Explico-me. A grande imprensa brasileira faz uma distinção radical, sem zonas cinzentas, entre o que é privado é o que é de interesse público. No texto em que trata dos princípios da VEJA, Eurípedes Alcântara, diretor de Redação, esmiúça o comportamento da revista — e, na verdade, de toda a grande imprensa — quanto a esse particular.
Assim, se um jornalista recebe um arquivo com informações escabrosas sobre a vida sexual de um político por exemplo — refiro-me mesmo a evidências, provas —, isso não é publicado se o dito comportamento não estiver relacionado a algo que diga respeito ao interesse da coletividade ou que fira esses interesses.
Todo mundo sabe disso. Lula sabe disso. José Dirceu sabe disso.

Por que é assim? Porque se considera, no que eu chamaria de “cultura da imprensa brasileira”, que tal fato não é “político”.
Se a grande imprensa brasileira quisesse ser sensacionalista, seria a maior — e melhor — imprensa sensacionalista do mundo. Por um bom tempo ao menos, até que houvesse uma mudança de hábitos.

Olhem aqui: quem já se hospedou em alguns hotéis de Brasília — e não estou me referindo a puteiros, não! —, sabe que a capital federal rende quilômetros de textos sobre, como posso chamar?, desregramentos dos costumes de casados, solteiros, anfíbios… O mesmo vale para alguns restaurantes.
E, no entanto, há uma espécie de compromisso tácito entre os políticos e funcionários graduados e o jornalismo de que nada daquilo será notícia.
Peçam a um congressista americano que deixe um restaurante embrigado para vocês verem o que acontece. Em Brasília, isso é rotina. Tudo questão pessoal!

A grande imprensa brasileira tende a considerar que isso tudo é o joio. Para ser trigo, tem de envolver o interesse público. O jornalismo só se ocupou do filho que Renan Calheiros tinha fora do casamento quando se descobriu que era uma empreiteira que pagava a pensão à mãe da criança.
Como ele era presidente do Senado, restava evidente que havia uma dimensão coletiva no que parecia ser apenas uma questão pessoal. Então se publicou.

Lula ficou furioso quando os negócios de Lulinha, o seu “Ronaldinho”, vieram a público. Disse que estavam mexendo com a sua família. Errado! Era a sua família — no caso, um de seus filhos — que estava mexendo com o estado ao receber alguns milhões da Telemar, uma concessionária de serviço público, de que o BNDES era sócio.
Não fosse isso, ninguém se importaria se aquele ex-monitor de jardim zoológico tinha ou não se tornado um milionário.

José Dirceu, o consultor de empresas privadas que se esgueira em quartos de hotel, ficou bravo com as imagens que VEJA publicou na revista. Ora, estivesse ele recebendo, naquele ambiente, pessoas sem quaisquer vínculos com assuntos da República, ninguém teria dado um pio.
Mas não! Com a sua folha corrida, mantinha encontros com o presidente da Petrobras, com o ministro do Desenvolvimento Industrial, com o líder do governo na Câmara… O Zé sabe muito bem que nem VEJA nem outro veículo qualquer teria publicado uma linha a respeito caso ele estivesse por ali para, sei lá, estripulias sexuais. No Brasil é assim. Mas não é assim no mundo, não!

No mundo
Lembram-se do “bunga bunga” de Berlusconi? Antes que surgissem as suspeitas sobre a idade e a procedência de algumas meninas — o que toca em questões de estado —, a vida dissoluta do então primeiro-ministro, estivesse ou não o interesse público envolvido, era alvo de constantes reportagens, com fotos, artigos, especulações etc. Algumas fotos tiveram que sair com aquele quadriculado ali na região entre o umbigo e as coxas…

Na Inglaterra, então, nem se fale. O escândalo que envolveu o ”The News of the World” não mudou a rotina dos tabloides, não. Aquele jornal cometeu crimes para fabricar notícia, coisa muito diferente de noticiar o que se sabe da vida pública ou privada de personalidades da política, da realeza e do mundo do espetáculo.
Um arquivo que chegasse a uma redação com folguedos sexuais de um político seria simplesmente notícia. Ponto! Nem se discute se um político ou funcionário graduado flagrado em intimidades num hotel ou num restaurante com namorada (o) ou amante é ou não notícia. É.

Boa parte do establishment político brasileiro não sobreviveria à imprensa americana, bem mais comedida do que a inglesa ou italiana, mas muito distante da nossa no que concerne a essa separação rígida entre o público e o privado. Os bacanas que reclamam do nosso jornalismo não sabem, na verdade, o paraíso em que vivem.

Na maioria das democracias, compreende-se que o homem público praticamente não tem direito a algumas prerrogativas dos cidadãos privados. Um exemplo: se o “Indivíduo A” tem uma amante, isso só interessa a ele, a ela e à mulher traída. Se, no entanto, ele for um político, isso passa a ser, sim, do interesse coletivo porque se considera que ele representa uma coletividade. Como tal, não pode reivindicar o direito à privacidade.
Nos EUA, sabemos, a categoria que mais fulmina pré-candidatos à Presidência são as amantes.

Fico cá me perguntando se, por exemplo, os americanos não acertam mais do que nós. Fico cá pensando se Brasília — refiro-me à Brasília como capital administrativa, não aos brasilienses — não seria um lugar de mais trabalho, de mais seriedade, de mais moralidade se os homens públicos soubessem que os jornalistas contarão tudo o que sabem e pronto!
Sempre há a alternativa, é óbvio, de o sujeito de vida complicada decidir se manter na esfera privada, hipótese em que se ninguém tem de se meter com seus assunto.

Talvez isso, mais do que o Ficha Limpa — que tem muitas portas abertas para o drible e até para a chantagem (trato disso outra hora) —, contribuísse para melhorar a política. O candidato a homem (e mulher, claro) público teria muito claro:
“Se a minha história não for reta e se eu não viver conforme digo que vivo, sei que vou quebrar a cara”.
Sim, sempre haverá, na democracia, a possibilidade de alguém se apresentar ao eleitorado justamente como aquele que enfia o pé no jaca. Mas, nesse caso, o eleitor será previamente avisado. Se votar, votou. Notem que não há lei proibindo que um sujeito com amante ou que tenha feito uma suruba se candidate nos EUA. Pode se candidatar.
Provavelmente, não será eleito. Uma certeza ele tem: se teve amante ou fez suruba e se a imprensa ficar sabendo, isso será notícia. No Brasil, nunca!

Generosa


A imprensa brasileira, a verdade é esta, está entre as menos sensacionalistas do mundo. Na verdade, ela acaba sendo tolerante em excesso com certos comportamentos que, embora privados na aparência, mesmo não estando relacionados a dinheiro público ou a princípios da administração pública, revelam, no entanto, o político de duas caras, o anfíbio, aquele que diz uma coisa e que faz outra.
Há certos comportamentos individuas que são sintomas de mau-caratismo. No homem privado, problema dele e de quem com ele se relacionar; no homem público, pode ser indício de baixa qualidade da representação e de degradação da política.


“Mas me diga, Reinaldo, não pode haver um santarrão, com comportamento ilibado no terreno moral, que é, no entanto, um contumaz ladrão do dinheiro público?”
Ora, gente, claro que sim! Assim como é possível existir um fauno, com uma penca de amantes, vivendo uma vida dissoluta, que não toca em um centavo do que é alheio.
Mas acho que essa é a tal curva do sino, entendem? Existe a minoria nos dois extremos. Mas me estendi demais nas eventuais virtudes de termos uma imprensa que conta tudo o que sabe sobre o homem público. Quero voltar ao ponto.

A grande imprensa brasileira é generosa, tolerante e paciente. Permite que o fauno se passe por santarrão se considerar que isso é só um problema privado. Uma coisa é certa: a classe política brasileira seria quase dizimada se tivesse de enfrentar uma imprensa americana ou inglesa. E ouso dizer que, num primeiro momento, nem seria por causa do trabalho disso que se convencionou chamar “jornalismo investigativo”, que tenta desvendar as artimanhas dos ladrões de dinheiro público.
Bastariam uma câmera fotográfica e alguns arquivos que chegam às redações e que são descartados.

E eu lamento constatar que a nossa democracia não é melhor do que a democracia americana ou britânica. Só por causa disso? É claro que não! Mas também por causa disso.
Se, amanhã, os grandes veículos anunciarem: “Vamos contar tudo”, aí vocês conhecerão o que é pânico. E eu posso garantir que não farão mal nenhum aos brasileiros se forem pra casa.

29 de abril de 2012
Reinaldo Azevedo

HISTÓRIAS DO JORNALISTA SEBATIÃO NERY

Debate não ganha eleição


PARIS – Em outubro de 1960, há meio século, em Los Angeles, assisti ao histórico debate de Kennedy com Nixon, nas vésperas da eleição presidencial norte-americana. Kennedy ganhou o debate e as eleições. Com debate ou sem debate, teria ganho. Já havia ganho. A cara lavada de Nixon, tão alegada pelos marqueteiros, foi apenas desculpa, não razão para derrota.
Em maio de 1974, aqui em Paris, vi François Mitterrand ganhar o debate e perder a eleição para Giscard d‘Estaing, com Mitterrand perplexo:
- “O senhor não tem o monopólio do coração, senhor Mitterrand”.
Em maio de 1981 vi Mitterrand ganhar o debate e derrotar Giscard:
- “Há sete anos , senhor Giscard, o senhor me acusou de ser um homem do passado. É no mínimo maçante que no intervalo o senhor tenha se tornado o homem do passivo.”
Giscard perguntou a Mitterrand qual era a taxa do marco (moeda alemã). Mitterrand o arrasou:
- “Não sou seu aluno, senhor Giscard.”
Em abril de 1988 também vi Mitterrand reeleger-se ganhando o debate e a eleição contra Jacques Chirac, que lhe perguntou:
-“Senhor Mitterrand, o senhor pode contestar minha versão dos fatos, olhando nos meus olhos?”
-“Olhando nos seus olhos, senhor Chirac, contesto”.
Chirac calou.

###

SARKOZY

Em maio de 1995 foi a vez de Chirac ganhar o debate e a eleição de Lionel Jospin, do Partido Socialista, que propôs reduzir o mandato de sete para cinco anos:
-“É melhor cinco anos com Jospin do que sete com Chirac”.
A Franca preferiu continuar com sete anos. Só Mitterrand, com sua inquestionável autoridade, diminuiu o mandato de sete para cinco anos.
Cinco anos atrás, também numa quarta-feira de maio, maio de 2007, vi a socialista Segolene Royal, sorridente, simpática, afirmativa, segura, verdadeira, audaciosa e bela, vencer o debate contra Sarkozy, que perdeu o debate mas ganhou a eleição. Debate confirma vitoria. Não causa derrota.
A França tem a tradição e o gosto dos grandes debates eleitorais no final das campanhas. Com um debate nas TVs, encerra–se a campanha de Sarkozy, que tenta a reeleição, contra François Hollande, do Partido Socialista.Nao sei quem vai ganhar o debate.. Hollande é mais culto, mais preparado, melhor programa. Sarkozy é mais audacioso e joga mais pesado. Mas tenho a certeza de que Hollande já ganhou a eleição.

###

GLOBÃO

Esta será uma vitoria contra duas derrotas: a do presidente Sarkozy e a da maioria da grande e poderosa imprensa francesa, comandada pelo maior grupo de imprensa da França, o jornal Figaro, com seu quase um milhão de exemplares diários e a revista L’Express do mais influente grupo econômico e financeiro da França, o Dassault, dono da Air France, fabricante dos magníficos aviões Air Bus, ligado aos maiores bancos .
O Figaro é o “Globão” daqui. Pensa que é dono da França e na verdade é dono da maioria da França. Diante dele, O Globo é um Globinho, catecismo de primeira comunhão. O que o Figaro fez na campanha é de estarrecer até um veterano jornalista exausto de velhas campanhas.
Durante semanas a principal manchete da primeira página foi do presidente Sarkozy e sua campanha. Sem assunto melhor, publicam uma entrevista, enorme, pesadona, do presidente do partido oficial, do líder do partido oficial, do secretario geral, dos líderes das bancadas governistas na Assembléia e no Senado, da porta-voz, da governanta, da babá.
Os candidatos eram dez. Um dia contei: oito páginas do Figaro para Sarkozy e uma para os outros nove, e seis páginas da revista L’Express para Sarkozy e apenas uma para Hollande. É a imprensa escabrosa.

###

GLOBINHO

O escândalo é tão grande que, segundo o Le Monde, o diretor das redações do Figaro, Etienne Mougeotte, foi denunciado ao Conselho de Administração do Grupo de Imprensa das empresas Dassault e deverá ser demitido logo após as eleições. Só falta os jornalistas indicarem o sucessor. Se a moda pega no Globo, a Febraban terá uma crise de histeria.

Sebastião Nery
29 de abril de 2012

DEPOIMENTO: QUEM É JADER BARBALHO