"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



segunda-feira, 18 de março de 2013

MINEIRO x PAULISTA

Recebi a tabela abaixo, sobre o desempenho tucano em São Paulo e Minas Gerais, nas eleições presidenciais. Obviamente, a informação é mineira. Pede para observar que em 1994, Minas deu mais votos para FHC do que São Paulo. Em 1998, houve uma queda acentuada de FHC, sem que existisse o efeito "Traécio", tão falado pelos paulistas. Em 2002, aí sim, o tombo foi enorme.

O mineiro remetente lembra que o efeito Lula ocorreu em outros estados tradicionalmente de oposição. Exemplos: no Paraná, Lula teve 60% dos votos. Em Santa Catarina, 65% dos votos. Chegamos a 2006 e o mineiro relembra que houve uma imposição da candidatura Alckmin, quando todos esperavam que o candidato fosse Serra.

A campanha foi uma catástrofe. Com um pouco de maldade, pergunta para os tucanos se Serra trabalhou por Alckmin no segundo turno, já eleito governador no primeiro. Finalmente, em 2010 o PSDB aumentou a sua participação presidencial em Minas Gerais, em quase 20%, mesmo que Serra tenha sido derrotado. Em São Paulo, aumentou pouco mais de 3%.

 Aliás, este mineiro tem uma pergunta: se São Paulo exige tanto de outros estados, por que nunca nunca conseguiu dar mais de 60% dos votos para um presidenciável tucano, nem mesmo para FHC no Plano Real?

Obviamente, o blog dá direito de resposta a qualquer paulista que envie uma informação
 
estruturada que contraponha o mineiro.
 
18 de março de 2013
in coroneLeaks

MINEIRO x PAULISTA (2)


Tomei a liberdade de fornecer dados que estão sendo pedidos na área de comentários e peço que os comentaristas também pesquisem. O importante é que exista debate em cima de números e não de torcidas (ou distorcidas).
Em 2002, Aécio Neves fez 57,67% dos votos para governador, em Minas Gerais. Alckmin fez 58,63% na mesma eleição. Ambos venceram em primeiro turno. Interessante que o teto do paulista foi mais alto do que o mineiro.
Em 2006, Aécio Neves foi eleito com 77,03%, enquanto Serra obteve 57,93% dos votos. Ambos ganharam em primeiro turno. Em São Paulo, Serra teve 11% a mais de votos do que Alckmin, que concorria à presidência. Aécio, em Minas Gerais, teve 121% a mais do que candidato presidencial tucano.
Em 2010, Alckmin foi eleito com 50,63% dos votos, quase 7% menos do que Serra em São Paulo. Em Minas Gerais, Antônio Anastasia também venceu no primeiro turno, com 62,71% dos votos, 51% a mais de votos do que Serra alcançou naquele estado na presidencial. Em ambos os estados, os votos tucanos foram reduzidos.
 
18 de março de 2013
in coroneLeaks

NA "ESCOLINHA DO PROFESSOR MERCADANTE", REDAÇÕES COM 'RASOAVEL', 'TROUSSE' E 'ENCHERGAR' MERECEM NOTA MÁXIMA!

 
É espantoso!
O jornal “O Globo” pediu que redações que receberam a nota máxima no Enem — 1.000 — fossem enviadas à redação para servir de exemplo e coisa e tal. Chegaram algumas. E lá havia maravilhas como “rasoavel”, “trousse” e “enchergar”. Parece pouco? Havia erros em penca de concordância verbal, de concordância nominal, de conjugação verbal, de acentuação. Não obstante, esses candidatos mereceram a nota máxima — é bem provável que os corretores também não soubessem o certo, não é?
O Globo entrou em contato com o MEC. Recebeu uma resposta burocrática e cretina. Em nota, o ministério afirma que “um texto pode apresentar eventuais erros de grafia, mas pode ser rico em sua organização sintática, revelando um excelente domínio das estruturas da língua portuguesa”.
É enrolação. Ninguém está sustentando o contrário. Até pode acontecer. Ocorre que “nota mil” caracteriza a redação que conseguiu eficiência máxima em todos os quesitos. E um deles é justamente a fidelidade à normal culta da língua. De resto, “trousse”, “enchergar” e “rasoavel” não são variantes linguísticas nem segundo as considerações dos aloprados do “nós pega os peixe”. Vai bem a escolinha do professor Mercadante. Leiam trecho da reportagem de Lauro Neto.
*
“Rasoavel”, “enchergar”, “trousse”. Esses são alguns dos erros de grafia encontrados em redações que receberam nota 1.000 no Exame Nacional de Ensino Médio 2012 (Enem). Durante um mês, O GLOBO recebeu mais de 30 textos enviados por candidatos que atingiram a pontuação máxima, com a comprovação das notas pelo Ministério da Educação (MEC) e a confirmação pelas universidades federais em que os estudantes foram aprovados.
Além desses absurdos na língua portuguesa, várias redações continham graves problemas de concordância verbal, acentuação e pontuação. Apesar de seguirem a proposta do tema “A imigração para o Brasil no século XXI”, os textos não respeitavam a primeira das cinco competências avaliadas pelos corretores: “demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita”. Cada competência tem a pontuação máxima de 200 pontos.
Segundo o “Guia do participante: a redação no Enem 2012”, produzido pelo MEC, os 200 pontos na competência 1 são atingidos apenas se “o participante demonstra excelente domínio da norma padrão, não apresentando ou apresentando pouquíssimos desvios gramaticais leves e de convenções da escrita. (…)
Desvios mais graves, como a ausência de concordância verbal, excluem a redação da pontuação mais alta”. O manual aponta, entre os desvios mais graves, erros de grafia, acentuação e pontuação.
Na mesma redação em que figura a grafia “rasoavel”, palavras como “indivíduos”, “saúde”, “geográfica” e “necessário” aparecem sem acento. E ao menos dois períodos terminam sem o ponto final.
Em outro texto recebido pelo GLOBO, aparecem problemas de concordância verbal, como nos trechos “Essas providências, no entanto, não deve (sic) ser expulsão” e “os movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI é (sic)”.
O mesmo candidato, equivocadamente, conjuga no plural o verbo haver no sentido de existir em duas ocasiões: “É fundamental que hajam (sic) debates” e “de modo que não hajam (sic) diferenças”.
Uma terceira redação nota 1.000 apresenta a grafia “enchergar”, além de problema de concordância nominal no trecho “o movimento migratório para o Brasil advém de necessidades básicas de alguns cidadãos, e, portanto, deve ser compreendida (sic)”.
Em outro texto, além da palavra “trousse”, há ausência de acento circunflexo em “recebê-los” e uso impróprio da forma “porque” na pergunta “Porém, porque (sic) essa população escolheu o Brasil?”. Pós-doutor em Linguística Aplicada e professor da UFRJ e da Uerj, Jerônimo Rodrigues de Moraes Neto diz que essas redações não deveriam receber a pontuação máxima.
“A atribuição injusta do conceito máximo a quem não teve o mérito estimula a popularização do uso da língua portuguesa, impedindo nossos alunos de falar, ler e escrever reconhecendo suas variedades linguísticas. Além disso, provoca a formação de profissionais incapazes de se comunicar, em níveis profissional e pessoal, e de decodificar o próprio sistema da língua portuguesa”, aponta Moraes Neto.
Claudio Cezar Henriques, professor titular de Língua Portuguesa do Instituto de Letras da Uerj, reitera que, ao ingressar na universidade, esses alunos terão de se ajustar às normas da língua de prestígio acadêmico se quiserem se tornar profissionais capacitados. Ele observa que a banca corretora não usa o termo “erro”, mas “desvio”, algo que, segundo ele, é “eufemismo da moda”.
“A demagogia política anda de braço dado com a demagogia linguística. É preciso lembrar que as avaliações oficiais julgam os alunos, mas também julgam o sistema de ensino. Na vida real, redações como essas jamais tirariam nota máxima, pois contêm erros que a sociedade não aceita. Afinal, pareceres, relatórios, artigos científicos, livros e matérias de jornal que contiverem esses desvios/erros colocarão em risco o emprego de revisores, pesquisadores e jornalistas, não é?”, ele indaga.(…)
18 de março de 2013
Por Reinaldo Azevedo

SUPERCOXINHA LANÇA O PAP EM SP: PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DAS PROMESSAS

 
Em quase metade dos parques da cidade de São Paulo, o frequentador tem de fazer xixi no mato porque os banheiros estão sem manutenção. Os homens de negro do prefeito Fernando Haddad (PT) se atrapalharam, e os contratos não foram renovados. Mas que fique clara uma coisa: não é por falta de promessas! A Folha de hoje traz um dado realmente espantoso: as promessas da gestão do Supercoxinha já somam R$ 13,9 bilhões em mero 77 dias. Leiam trecho. Volto em seguida.
 
Por Giba Bergamim Jr.

 Desde que assumiu a prefeitura, há 77 dias, o prefeito Fernando Haddad (PT) e seus secretários anunciaram 13 medidas que custarão ao menos R$ 13,9 bilhões para ser colocadas em prática. As medidas anunciadas incluem promessas de campanha e novos projetos. As promessas englobam a construção de unidades hospitalares, incentivos financeiros a empresários que construírem creches, o Bilhete Único Mensal, entre outras.
 
Por dia, são cerca de R$ 180 milhões em promessas desde 1º de janeiro. Para arcar com os custos, além do dinheiro do caixa do município, a prefeitura pretende recorrer a verba dos governos estadual, federal (em ao menos 5 iniciativas) e de empresas, por meio de parcerias público-privadas.
 
Como comparação, os R$ 13,9 bilhões equivalem a um terço do orçamento da cidade. O valor total é três vezes e meia maior do que o gasto nas obras da 1º fase da linha 4-amarela do Metrô (R$ 3,8 bilhões). Os anúncios se dão num momento em que não há folga nas finanças paulistanas.
 
Em janeiro, para tentar equilibrar as contas, Haddad determinou o congelamento de R$ 5,2 bilhões do orçamento deste ano, ou 12% da receita prevista. Não foi suficiente: há três semanas, o prefeito determinou que seus secretários cortassem 20% de todas as despesas, revendo contratos.
Boa parte das metas é difícil de ser cumprida num único mandato, dizem especialistas ouvidos pela Folha. (…)
Nessa conta, devem-se incluir investimentos para a construção do espaço que pode abrigar a Expo 2020, em Pirituba. São cerca de R$ 4,5 bilhões para desapropriação do terreno e construção do centro de convenções. O governo federal já anunciou que dará R$ 680 milhões, e a construção também terá parceria com empresas.
 
Voltei

Já havia aqui chamado a atenção de vocês para esse aspecto. A cada problema da cidade, Haddad desaparece e manda um secretário seu anunciar uma grande obra, um grande projeto, alguma monumentalidade.
E, como se pode deduzir do que vai acima, o homem é doido por fazer obras com o chapéu alheio. Chamem um secretário de Haddad, ele prometerá mundo e fundos, desde que o estado ou o governo federal deem a grana.
Aí, convenham, é bolinho, né? Não que eu ache ser possível fazer obra sem dinheiro. Mas o que parece, e é mesmo!, absurdo é que se prometa isso ou aquilo na dependência de outro ente da federação liberar o dinheiro. E se a bufunfa não aparecer? Aí Haddad culpa os outros.

Esse é o melhor método de gestão do mundo. O prefeito entra com aquela cara de bebê chorão indignado, e os outros, com dinheiro. O Supercoxinha criou o PAP: Programa de Aceleração das Promessas.
 
18 de março de 2013
Por Reinaldo Azevedo

POR QUE OS EUA COMBATERAM A AJUDA DE CHÁVEZ AO HAITI

 

Dezenas de milhares de haitianos espontaneamente saíram às ruas da capital Porto Príncipe, na manhã de 12 de março de 2007. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, acabara de chegar ao Haiti.

Chávez visita o Haiti em 2007 
Chávez no Haiti

Uma multidão, gritando e cantando com alegria, se juntou a ele ao lado da comitiva do presidente do Haiti, René Préval, a caminho do Palácio Nacional (mais tarde destruído no terremoto de 2010).

Lá, Chávez anunciou que a Venezuela iria ajudar a pobre ilha caribenha com a construção de usinas de energia, de aeroportos, com o fornecimento de caminhões de lixo e de equipes médicas.

Mas a peça central dos presentes de Chávez ao Haiti foi 14 000 barris de petróleo por dia. Foi uma dádiva de Deus para um país assolado por apagões e falta de energia há décadas.
O petróleo era parte de um acordo que a PetroCaribe Venezuela assinara com o Haiti um ano antes. O Haiti teve de pagar apenas 60%. Os 40% restantes puderam ser pagos ao longo de 25 anos a juros de 1%.

Com iniciativas como aquela, a Venezuela fornece agora mais de 250 000 barris por dia, a preços drasticamente baixos, a 17 países da América Central e do Caribe. O custo do programa é estimado em 5 bilhões de dólares ao ano.

Caracas está ajudando a maioria das economias do Caribe e da América Central. Mas os Estados Unidos não estão felizes com isso, pois pela primeira vez em mais de um século é desafiada sua hegemonia em seu “quintal”.

WIKILEAKS

Vazamentos do Wikileaks revelam a hostilidade de Washington à PetroCaribe. Os papéis vazados mostram que a então embaixadora dos Estados Unidos no Haiti, Janet Sanderson, repreendeu Preval por “dar espaço para os slogans antiamericanos de Chávez” durante sua visita de 2007.

Como mostram os vazamentos, Janet não estava sozinha entre os diplomatas americanos incomodados com a PetroCaribe. “É incrível que estejamos sendo superados em ajuda externa por dois países pobres: Cuba e Venezuela”, observou o embaixador dos EUA no Uruguai Frank Baxter em 2007.

“Oferecemos um modesto programa Fulbright; eles oferecem milhares de bolsas de estudos para médicos. Oferecemos meia dúzia de programas breves para “futuros líderes”; eles oferecem milhares de cirurgias oftalmológicas para as pessoas pobres. Oferecemos acordos de livre comércio complexos para o futuro; eles oferecem petróleo hoje. Não é de surpreender que Chávez esteja ganhando amigos e influenciando pessoas.”

PRESSÃO DOS EUA

Com a morte de Chávez, é previsível que a pressão de Washington sobre a Venezuela vá aumentar dramaticamente. Os americanos vão tentar tirar proveito da vulnerabilidade do governo bolivariano durante a transição de poder.

O presidente interino, Nicolas Maduro, já fez soar o alarme. Maduro anunciou em rede nacional “que o adido da embaixada americana estava sendo expulso por se reunir com militares para desestabilizar o país”, informou a Associated Press. Um adido da Força Aérea também foi expulso.

Em suma, assim como o imperativo de assegurar petróleo levou os Estados Unidos a múltiplas guerras, golpes e intrigas no Oriente Médio nos últimos 60 anos, agora deve conduzir a um novo confronto importante na América Latina. Com a morte de Chávez, Washington vê uma oportunidade há muito esperada para reverter a Revolução Bolivariana e programas como os da PetroCaribe.

Nos últimos anos, Chávez nacionalizou empreendimento de dezenas de empresas, incluídas Exxon Mobil, Chevron Texaco e outras grandes corporações americanas. O futuro das reservas de hidrocarbonetos da Venezuela, as maiores do mundo, em breve deve ser um tema quente em disputas políticas e econômicas no hemisfério.

ARISTIDE DERRUBADO

No caso do Haiti, foi o ex-presidente Jean-Bertrand Aristide quem primeiro desafiou o domínio americano na região depois de vencer as eleições de dezembro de 1990. Mas ele foi derrubado por um golpe em setembro de 1991.

Chávez, eleito em 1998, foi o próximo líder da América Latina a enfrentar os americanos. Os Estados Unidos tentaram derrubá-lo em abril de 2002, mas o povo venezuelano devolveu Chávez ao poder em dois dias.

Devido a sua perspicácia estratégica, a seu apoio popular, e à boa vontade criada com a PetroCaribe, o prestígio de Chávez cresceu na Venezuela e em várias partes do mundo em seus 13 anos no poder. Sua morte trouxe uma enorme maré de luto na América Latina.

Os elogios a Chávez se multiplicaram. Uma declaração feita em janeiro pelo antigo procurador geral dos Estados Unidos, Ramsey Clark, que conhecia pessoalmente e trabalhou com Chávez, parece presciente. “Na minha opinião, a história julgará as contribuições de Hugo Chávez para a América Latina como maiores do que as de Simon Bolívar.”

(do site Diário do Centro do Mundo)
18 de março de 2013
(Do site Green Left)

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE

 



18 de março de 2013
 

ÁRDUA LUTA POR TORNAR O BRASIL INDEPENDENTE.

Os líderes mais devotados. Traços históricos mais recentes.

Cada povo produz seus líderes. Estes, marcados por características e circunstâncias distintas, próprias de épocas em que vivem e atuam. Constitui fator de dificuldade o Brasil ser dotado de território tão extenso. Essa dimensão territorial não constitui fator aglutinante.
Afigura-se realidade geradora de aspirações diversas, que dificulta a construção de lideranças que empolguem os naturais das diversões regiões.


Tivemos, na centúria pretérita, líderes de insofismável valor. Uns mais, outros menos idealistas, dotados de mais ou menos coragem no enfrentar contratempos. Todos, porém, deixaram-nos legado de exemplos edificantes.

Rememoramos aqui — e ao citá-los tributamos-lhes merecidas reverências — nomes de homens públicos brasileiros que fazem jus ter os nomes gravados no bronze da história. Escrevemos, ungidos de orgulho cívico, os nomes de Luiz Carlos Prestes, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart, Leonel Brizola, Henrique Duffles Teixeira Lott. Todos estadistas à altura do momento histórico em que estiveram atuantes.

Destacaram-se no empunhar o estandarte de ações patrióticas. Enfrentaram obstáculos e perigos, postos em seus caminhos, por representantes do imperialismo. Postaram-se, com destemor cívico, na defesa do povo brasileiro de pouco discernimento político.
Ergueram-se na defesa de copatrícios, que, vítimas de soezes mistificações, não souberam discernir entre aqueles que se altearam a beneméritos da Pátria e os que a traíram, comportando-se de molde a fazê-la submissa.

IMPERIALISMO

Sendo o Brasil país rico, tem sido, por motivos óbvios, alvo do domínio imperialista. Temos território imenso habitado por contingentes populacionais heterogêneos. Disso têm-se aproveitado os arautos de países imperialistas. Gastam dólares, a mancheias, para que os brasileiros se mantenham indiferentes à defesa das riquezas e dos valores da nacionalidade.

É sabido que, nos idos da chamada guerra fria, chegaram os protagonistas de interesses alienígenas a apregoar — ajudados por integrantes de cúpula da Igreja Católica — que os comunistas comiam criancinhas! Era tal o poderio da máquina deformadora da verdade que se faziam acreditar!

Nossa evolução política vem padecendo de deformações humilhantes. Que muito têm distorcido o processo democrático. Não nos sai da memória as benesses que chegavam da antiga Aliança para o Progresso.

Não nos esquecemos da leniência de nossa legislação eleitoral para com o inescrupuloso IBAD. Pôs, nas mãos de maus brasileiros, dinheiro escuso para compra de votos com o propósito de aumentar a bancada, em nosso parlamento, favorável ao que tivesse cor estrangeira, em acintosa traição à luta empreendida pelos bravos imbuídos de deveres patrióticos.

Constrange-nos trazer a lume que, nas eleições de 1962, Waldir Pires, vitorioso em todas as urnas soteropolitanas, fora derrotado, na disputa do governo da Bahia, porque o cardeal Álvaro Augusto da Silva e celebrantes da Igreja Católica espalharam urbi et orbi — e tinham consciência de disseminarem deslavada mentira! — que o reportado candidato professava o credo comunista! Essa deturpação influenciou decisivamente o eleitorado do interior baiano.

Os representantes eclesiásticos conseguiram o objetivo, por meio torpe, que contribuiu, ao menos na Bahia, para afastar milhares de fiéis do credo católico, que, em tempos imperiais, tivera a proteção constitucional, inscrito que estava como religião oficial do estado brasileiro.
18 de março de 2013
Hugo Gomes de Almeida

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE

 



18 de março de 2013

O SOCIAL E O SOCIETÁRIO NO PETISMO

 


Não sei se já contei isto. Acho que já contei, sim, mas conto de novo porque a situação perdura. Eu havia estacionado em um posto de gasolina e quando me dirigia para o inevitável cafezinho, um rapaz, maltrapilho e maltratado como diria o Chico, se aproximou de mim, declarando-se com fome, e me pediu um cachorro-quente. A frase – “Estou com fome” – não admite qualquer contestação. “Claro que sim, vem comigo”.

Suponhamos que eu parasse naquele posto diariamente e que, também diariamente, o rapaz estivesse ali, reiterando-me seu apelo. Ao cabo de um mês eu teria despendido uma boa quantia com ele sem elevá-lo um centímetro na escala social. Ao contrário, eu o teria degradado à condição de dependente. Agora, ampliemos a cena.
No meu lugar, coloque o governo federal, substitua o rapaz com fome por 22 milhões de famílias e o lanche por uma ajuda de custo para completar, em cada núcleo familiar, por pessoa, uma receita mínima de R$ 70 (o governo chama isso de renda…).

O leitor pode estar pensando – “Será que o Percival Puggina prefere que as pessoas passem fome?”. Não, claro que não. Eu não sou contra o Bolsa- Família. O Lula é que era contra o Bolsa-Escola, no tempo do FHC.
Escrevo motivado pela recentíssima divulgação pela ONU dos novos Índices de Desenvolvimento Humano. Eles situam o Brasil na 85ª posição do ranking mundial, com uma visível estagnação nos últimos anos. Como é possível? Com 22 milhões de famílias recebendo do governo um complemento de “renda” mensal?

Pois essa é a consequência do problema que muitos, entre os quais eu mesmo, já cansaram de advertir. O Bolsa-Família é um programa necessário, sim. FHC, aliás, já o havia instituído com o nome de Bolsa-Escola, sob severas críticas de Lula e do PT.
É um programa que cria dependência em proporções que tornam desnecessário prová-la. Mas, isoladamente, nada faz que se possa denominar promoção social ou desenvolvimento humano. Em nada contribui para que as famílias em situação de miséria disponham, um dia, das condições necessárias para cuidar bem de si mesmas.
Esse “cuidar bem de si mesmos” é o que fazem as pessoas nos países situados no topo da tabela da ONU. Na maior parte desses casos, não é o Estado que cuida bem das pessoas, mas as pessoas que têm habilitações que lhes permitem uma renda suficiente para fazê-lo.

A pergunta que dirijo ao PT, ao seu parceiro PMDB, e aos demais membros dessa organização societária estabelecida no Brasil, é esta: – Quando é que vocês vão levar a sério o problema da Educação? Os indicadores sociais já mostram que estamos praticamente estagnados! Menos gente passa fome no Brasil e isso é muito bom. Mas cai nos ombros dos senhores, após uma década no poder, o peso dos anos perdidos e o desastre social que os números estão a apontar.

Reconheço que o PT descobriu o Brasil em 2003. Reconheço que, assim como Cabral cravou uma cruz nas areias de Porto Seguro, Lula plantou uma estrela vermelha nos jardins do Palácio da Alvorada. Reconheço, também, que o PT realizou isso após haver inventado a roda, a roldana, o avião e a suíte presidencial a bordo do avião. Mas o fato é que nos setores fundamentais do bem estar social – Educação, Saúde e Segurança as coisas vão de mal a pior. A síndrome da dependência em que se afundou parcela significativa da população brasileira tornou-se elemento fundamental da organização societária que (vou usar um neologismo que a esquerda adora) se empoderou no Brasil.

18 de março de 2013
Percival Puggina

DESONERAÇÃO DA CESTA BÁSICA TEM TUDO PARA DAR ERRADO E JÁ É UM ENORME PROBLEMA PARA DILMA

 


Deu errado – A desoneração da cesta básica não produziu resultado efetivo e a decisão oportunista de Dilma Rousseff já é considerada como um tiro no pé. Empresários do setor de alimentos, que teriam prometido repassar ao consumidor o correspondente à desoneração tributária, ainda discutem o assunto, o que mostra que isso dificilmente acontecerá.

Como antecipou o ucho.info por ocasião do anúncio da presidente, em 8 de março passado, os empresários aumentaram os preços dos produtos tão logo foi criada, em setembro de 2012, uma comissão palaciana para analisar o tema. A partir daquele momento, os produtos passaram a ser vendidos com preços promocionais, maquiando o aumento. Com isso, a desoneração incidiu sobre o preço cheio dos produtos, o que fez com que a cesta básica ficasse mais cara para o consumidor.

Na maior cidade brasileira, São Paulo, a credibilidade do governo de Dilma Rousseff despencou de forma impressionante quando a população é questionada de forma espontânea sobre o assunto. Por certo na próxima pesquisa de opinião Dilma aparecerá nas alturas, como se fosse a versão de saias de Messias, mas a realidade é bem diferente do que apontam as pesquisas, cada vez mais inconfiáveis.

O principal motivo para essa desconfiança está na escandalosa diferença entre a inflação oficial, anunciada pelas autoridades, e a real, enfrentada pelos brasileiros no dia a dia. Alguns produtos registraram alta de mais de 30% nos últimos meses e o descontentamento em relação ao atual governo é generalizado na capital paulista, não importando a classe social de quem reclama.

No domingo (17), em um concorrido e caro restaurante de São Paulo, um empresário do setor de alimentos que até meses atrás não reclamava do governo, disse em alto e bom som, para que todos ouvissem, “chega de PT”. O tal empresário está organizando um frente para apoiar o candidato do PSDB à presidência da República, possivelmente o senador mineiro Aécio Neves.

18 de março de 2013
ucho.info

"AMEAÇAS À LIVRE OPINIÃO"

A liberdade de imprensa "continua sendo minada por governos autoritários e intolerantes que aumentam e reinventam as formas de perseguição ao jornalismo", relata o documento final da Reunião de Meio de Ano da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). Realizado em Puebla, no México, com representantes de empresas jornalísticas sediadas em 21 países americanos, entre os quais o Brasil, o encontro foi concluído com a denúncia de "uma violência que parece não ter limites", praticada contra jornalistas do continente.

Representando o presidente mexicano na cerimônia de encerramento, o secretário de Educação mexicano, Emílio Chuayffet, comentou o fato com uma sentença reveladora das consequências nefastas desta constatação na vida institucional das nações: "Agredir um jornalista é agredir toda a sociedade".
 
O relatório semestral da SIP relaciona oito países americanos nos quais os profissionais dos meios de comunicação estão expostos a grandes riscos: Argentina, Equador, Venezuela, Bolívia, Cuba, Honduras, Nicarágua e Panamá. O documento destaca o uso, por presidentes autoritários, de uma arma contra quaisquer veículos de opinião que os contrariem: o boicote oficial que pressiona empresas privadas a retirarem anúncios dos meios independentes.

Isso ocorreu no Peru no passado. E agora se repete na Argentina de Cristina Kirchner, onde grandes anunciantes suspendem campanhas publicitárias temendo represálias tributárias. Por isso, adverte o documento, "o jornalismo crítico corre o risco de não sobreviver".

A advertência da entidade foi divulgada na data em que se anunciou para depois das eleições presidenciais de 14 de abril na Venezuela a venda da emissora Globovisión, a única crítica implacável do governo de Hugo Chávez. O comprador será Juan Domingo Cordero, sócio da seguradora La Vitalícia e tido como próximo do presidente chavista da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello.

Embora não haja ligação explícita entre ele e o chavismo, a futura venda do canal foi comemorada efusivamente por Andrés Izarra, ex-ministro de Comunicações e atual integrante da cúpula da campanha do candidato oficial à sucessão de Chávez, Nicolás Maduro. Izarra festejou: "a TV será roja-rojita" (vermelha-vermelhinha), a cor bolivariana.

A família Zuloaga, acionista majoritária da empresa controladora do canal, divulgou carta em que afirma que, se for mantido o atual comando, o veículo "é inviável jurídica e financeiramente". Os atuais donos se queixam de ameaças de fechamento e do assédio legal do governo da Venezuela, que lhes impõe dificuldades burocráticas e multas permanentes. Não tem sido permitido também ao grupo receber dólares preferenciais estatais para comprar equipamentos, como fazem os concorrentes.

Na carta, Guillermo Zuloaga relatou que o grupo fez de tudo para ajudar a eleger um opositor nas eleições presidenciais do ano passado, mas a vitória de Chávez pôs a concessionária numa situação definida como "muito precária como canal e como empresa". Como a concessão do canal expira em dois anos, a família proprietária tomou a decisão de vendê-lo diante da perspectiva concreta de não haver a renovação. Zuloaga está foragido da Venezuela desde 2010, acusado de "usura genérica" por suposta especulação na venda de carros.

Os 20% de ações pertencentes a Nelson Mezerhane estão congelados, em litígio, desde que o governo liquidou um banco de propriedade desse empresário.

Brasil e México não fazem parte da relação dos oito países com maior risco para a opinião livre em meios de comunicação. Mas os representantes brasileiros se queixaram da censura judicial, da impunidade e da lentidão da Justiça, além de terem mencionado a morte de dois jornalistas.

E o Zócalo, jornal do Estado de Coahuila, na fronteira mexicana com os Estados Unidos, informou, na ocasião da divulgação do documento da SIP, que deixará de publicar reportagens sobre cartéis de drogas locais, por faltar segurança para "o exercício pleno do jornalismo". Em editorial de primeira página, o Conselho Editorial do veículo atribuiu a decisão "à responsabilidade de zelar pela integridade e pela segurança" de seus funcionários.

18 de março de 2013
Editorial do Estadão

DILMA DESEMBARCA EM ROMA DANDO CONSELHOS AO PAPA FRANCISCO...

 

A presidente brasileira, Dilma Rousseff, disse no início da manhã desta segunda-feira que o Papa Francisco não pode ficar somente na defesa dos pobres, mas deve respeitar as opções de cada um. Em encontro com o imprensa, ela acrescentou que o Pontífice tem "uma missão a cumprir" e mostrou estar contente pela escolha de um chefe da Igreja Católica que seja latino-americano.

- É uma postura importante (a Igreja para os pobres). É claro que o mundo pede hoje, além disso, que as pessoas sejam compreendidas e que as opções diferenciadas sejam entendidas - disse à imprensa, após uma visita à exposição do pintor italiano Tiziano, na Scuderie Quirinale.


Sobre uma reforma maior na defesa de temas polêmicos da Santa Sé, Dilma não acredita que o novo Papa poderá mudar a Igreja em questões morais, como o aborto ou o casamento homossexual:

- Não me parece que seja um tipo de Papa que vai defender esse tipo de posição. Não está me parecendo, pelo menos vocês (a imprensa) dizem isso.

A presidente destacou a importância de um Papa argentino para a América Latina.

- Em qualquer hipótese, um Papa latino-americano é uma honra para a América Latina. Acho que é uma afirmação da região.

Questionada sobre o fato de não ter sido eleito um Papa brasileiro, embora - segundo vaticanistas - um dos favoritos tenha sido o cardeal Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, ela respondeu:

- Acho essa pergunta um pouco estranha. Ele é latino-americano, ele é latino-americano.

A presidenta assistirá amanhã à missa inaugural de entronização do Papa Francisco. No total, o Vaticano espera receber 150 delegações internacionais, que chegam a Roma para conhecer mais de perto o novo líder da Igreja Católica.

18 de março de 2013
O Globo

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Indignação com impunidade em atos lesivos à Petrobrás leva investidores a criarem site temático nos EUA

 
A palavra “maracutaia” significa ilicitude, tramoia, fraude, falcatrua, negociata, conluio, rolo, má-fé, armação para beneficiar alguém, ou qualquer manobra ilegal para beneficiar um lado, causando prejuízo a outro. Quando o Partido dos Trabalhadores era oposição, seu principal líder, Lula, imortalizou tal termo, utilizando-o para qualificar qualquer ato de seus adversários políticos que contrariassem seus interesses. Mais tarde, com a chegada do PT ao Poder, a palavra caiu em desuso, como se as maracutaias tivessem sido exorcizadas de nossos costumes.
Agora, investidores da Petrobrás resolveram pegar o gancho na “aposentada” expressão de Lula para batizar um site criado para centralizar as denúncias sobre falcatruas federais que causam bilionários prejuízos a maior empresa do País. O site www.maracutaiasnapetrobras.com foi hospedado nos EUA para não correr risco de ser censurado no Brasil. Os investidores reclamam que a Petrobras, cujo acionista majoritário é a União, tem sido vítima de rapinagem cometida pelos governos Lula (com Dilma na presidência do Conselho de Administração da empresa) e da própria Dilma Rousseff (com Guido Mantega na presidência do Conselho de Administração da empresa).
A primeira grande indagação dos investidores é porque a Comissão de Valores Mobiliários não leva a sério as denúncias públicas, contra a Petrobrás, o ex-presidente Lula e a atual Dilma, feitas pelo professor Ildo Sauer – que foi diretor de Gás e Energia da Petrobras do início do primeiro governo Lula até setembro de 2007. Lula e Dilma usam e abusam da tática do silêncio comprometedor. Não refutam as acusações apostando na omissão dos órgãos fiscalizadores. Mas investidores pretendem cobrar que a CVM convoque Sauer a prestar depoimentos em processos já abertos que investigam atos lesivos aos acionistas da estatal de economia mista.
Os injuriados investidores colocam vídeos de Ildo Sauer no site Maracutaias na Petrobrás. Também reproduzem palavras dele, em recentes entrevistas, que se transformariam em inquéritos e processos em qualquer país capitalista sério. Em uma das falas de Sauer, se questiona um indício de favorecimento ao bilionário Eike Batista – que contratou ex-empregados da Petrobrás, provavelmente detentores de informações privilegiadas. Ildo Sauer escancara:
“O ato mais entreguista da história foi o leilão de petróleo para Eike (...) O que caberia a um governo que primasse por um mínimo de dignidade para preservar o interesse público? Cancelar o leilão e processar esses caras que saíram da Petrobras com segredos estratégicos. Por que não foi feito? Porque tanto Lula, quanto Dilma, quanto os ex-ministros, os dois do governo anterior e um do governo Lula, estavam nessa empreitada (...) Isso demandaria uma investigação ou da Polícia ou do Ministério Público para saber se há ilícitos, mas, politicamente, eu entendo que houve um problema gravíssimo de responsabilidade do então presidente da República e de sua czar da energia, a atual presidenta da República.”
Os investidores da Petrobrás esperam que a centralização das denúncias mantenha viva na memória de todos os fatos que não foram apuradas pelas autoridades competentes. Em outras palavras, os crimes cometidos contra a Petrobras poderão não ser apurados, como virou péssimo costume no Brasil. No entanto, não podem, em hipótese alguma, ficar esquecidos pela Opinião Pública, pelo Ministério Público, pelos orgãos fiscalizadores como ANP e CVM e, muito menos, pelo Judiciário.
Depoimento bomba
Tem gente apertadinha no Palácio do Planalto e no edifício sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro.
Um investidor da Petrobrás fará hoje de manhã um explosivo depoimento à Comissão de Valores Mobiliários.
A CVM investiga todas as gravíssimas denúncias feitas por investidores nas últimas assembleias gerais da petrolífera.

Medicina cubana
Mercado nervoso
Uma raposa do mercado de dólar pressente que algo de grave está por acontecer.
A moeda norte-americana abriu cotada abaixo de dois reais nesta segunda.
Todo mundo está de olho em Dilma, Guido Mantega e sua turma...
 
Censura da Politicagem
 
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.
 
18 de março de 2013Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.
alerta total

O BOM E VELHO CAPITALISMO SALVA O BRASIL. O RESTO É DELÍRIO DA IDIOTIA ESQUERDISTA

 

Itaipu: o colosso construído pelos governos militares.
 
As novas tecnologias são uma bênção. Facilitam a vida das pessoas, oferecem lazer e ampliam o conhecimento, ajudam enormemente os estudantes e todos os interessados em conhecer aquilo que jamais teriam acesso sem as facilidades trazidas pelo desenvolvimento tecnológico.

A denominada "globalização da economia" satanizada pelo esquerdismo delirante nos albores dos anos 90 do século passado, se transformou numa realidade a partir do momento em que computadores e dispositivos móveis começaram a operar em rede na internet.

Fundamentalmente, foi a internet que deu à luz o mundo globalizado. E isto ocorreu porque passou a ser possível a movimentação de recursos monetários em tempo real. Facilitou imensamente os negócios em qualquer lugar o planeta e isso turbinou de forma significativa a economia.

Os frutos do desenvolvimento tecnológico já podem ser observados no dia a dia. Tome-se por exemplo o Brasil, um dos países que continua a ser dos mais atrasados do planeta mas que nos últimos anos apresentou sensível melhora.

Duas coisas contribuíram para isso: a estabilização da economia alcançada com os governos de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, que lograram deter a farra inflacionária, sepultado os ganhos fáceis do over-night com o Plano Real e o terrível prejuízo que amargavam os assalariados. E os ventos da boa sorte sopraram a favor do Brasil nesse interregno de sua história, pois logo adiante a internet seria uma realidade. Feliz coincidência que abriu a oportunidade para o povo brasileiro ter acesso aos bens de consumo que jamais teria imaginado.
Plano Real gerou um novo Brasil

Com a economia estabilizada o Brasil estava preparado para entrar com o pé direito no processo de globalização. Como afirmei, a internet facilitando a rapidez e segurança nos negócios permitiu então que fluxos de investimentos variados migrassem para o país. Por exemplo, a indústria automotiva brasileira diversificou-se com a instalação aqui de todas as maiores montadoras do mundo promovendo a concorrência e ampliando o mercado de automóveis.
 
Os preços baratearam e as linhas de crédito se multiplicaram graças à entrada no mercado de instituições bancárias multinacionais. As privatizações levadas a efeito no governo Fernando Henrique universalizaram a telefonia móvel enquanto a abertura dos portos, ainda que tardia, permitiu a importação em alta escala de produtos maufaturados.
Acrescente-se ainda que diversas multinacionais do varejo também abriram suas portas no país, já que o fantasma inflacionário desaparecera do horizonte brasileiro e o Brasil se tornaria atrativo.
O agronegócio cresceu de forma extraordinária, fato que se deve primordialmente aos governos militares que criaram a Embrapa, empresa encarrega da pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para o manejo agrícola.
O Brasil, com isso, se transformou um pujante exportador de comida! Outro grande feito dos governos militares foi a implantação de grandes projetos voltados à infra-estrutura, sobretudo transporte, comunicação e energia elétrica. Antes dos governos militares o telefone era o da manivela; a energia era precária e o interior do Brasil iluminado na base de lampiões, o transporte feito em lombo de burros através de estradas de chão batido. Toda essa infra-estrutura ainda é praticamente a mesma implantada pelos governos militares. Tanto é que boa parte de certos avanços para àquela época como a fabulosa Usina de Itaipu soavam um absurdo tal sua grandeza para uma população ao redor de 70 milhões.
Os planejamento dos governos militares foi perfeito. Deu resultado com folga. Entretanto a população brasileira já alcança atualmente perto de 200 milhões de habitantes. E de lá para cá, em termos de infra-estrutura pouco ou nada foi feito.
A última década foi perdida por conta dos governos do PT acumpliciados com o oportunista PMDB. Colheram apenas os frutos abundantes e maduros resultantes dos governos militares e do período de FHC.
Embevecidos com o crescimento espontâneo da economia resultante do avanço capitalístico derivado do impacto das tecnologias, do Plano Real que estancou a inflação pela primeira vez na história do Brasil e da gigantesca infra-estrutura e planejamento responsável dos governos militares, se entregaram ao ócio e à corrupção mensaleira.
A única coisa da qual se ocuparam e se ocupam os governos do PT é o marketing político. Conseguiram enfiar na cabeça da maioria dos brasileiros que o crescimento econômico aconteceu em função de suas ações, o que é uma mentira histriônica.

Durante a última década, se os governos fossem competentes e sérios, o Brasil passaria a ser o líder absoluto na América Latina. E não é. Perde para o Chile, por exemplo. Em índices gerais de desenvolvimento apanha feito na própria América Latina para países minúsculos.

Ao contrário do que alardeia o marketing mentiroso do PT custeado com dinheiro público, o Brasil estaria completamente destroçado economicamente se dependesse de realizações dos governos lulopetistas.

O que salva o Brasil é exatamente o sistema capitalista. Ele é tão bom que impede o Brasil de ir para o brejo e ainda abastece os cofres do governo com uma fabulosa receita tributária.
Não fosse a incompetência dessa estudantada porra-louca que tomou conta do Palácio do Planalto, o Brasil estaria em mais cinco anos, no máximo, ingressando no clube das maiores nações civilizadas, democráticas e desenvolvidas.

Os bons governos que listei ao longo desse artigo estavam focados num trabalho sério para abrir o caminho do desenvolvimento. Por isso eram chamados pejorativamente de "governos tecnocratas" e suas ações de "modernização conservadora". Aliás, é isso que continua ensinando há anos aos estudantes nas universidades.

A "modernização progressista", como se jacta o PT e seus sequazes, é o mensalão, as mordomias do cartão corporativo e os incontáveis escândalos sucessivos produzidos pelos governos do PT como nunca antes na história deste país. Sem falar nos 39 ministérios. Há hoje ministros completamente desconhecidos e coisas bizarras como o Ministério da Pesca, por exemplo.
E, para drenar os recursos públicos pelo menos 300 mil ONGs mamam tranquilamente bilhões de reais que lhes são repassados sem qualquer contrapartida. Muitos desses recursos acabam financiando organizações criminosas como o MST e a Via Campesina, que se ocupam de destruir fazendas produtivas.
Imaginem se na última década tivéssemos um governo sério e competente? É por essas e outras que o dia 31 deste mês de março tem de ser comemorado, incluindo medalhas para os militares, para Fernando Henrique e, postumamente, para Itamar Franco.
 
18 de março de 2013
in aluizio amorim

FORA DA ORDEM E DO LUGAR


O Brasil é um país onde o surrealismo não vingou como movimento artístico, mas como maneira de ser. Tom Jobim dizia que até no mapa o país é de cabeça pra baixo. E, de tão complicado, não é “para principiante”.
Tim Maia, à sua maneira, traduzia o absurdo declarando que é a terra onde traficante se vicia, prostituta goza e cafetão sente ciúme.
 
De fato, é difícil entender à luz da lógica e do bom senso certas coisas que acontecem e são aceitas como normais.
 
Experimente, por exemplo, explicar para um estrangeiro que aqui um homicida pode sair do fórum condenado a 23 anos de prisão, mas, na verdade, só vai ficar mais três na cadeia.
 
Na política, então, são inúmeros os casos, a começar pelo Congresso. Lá, o presidente do Senado anda vergado ao peso de denúncias de corrupção e pressionado por um documento de milhares de assinaturas pedindo seu impeachment.
Na Câmara, além de mensaleiros na Comissão de Justiça, há agora o recém-eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos, o pastor Marco Feliciano, que responde no STF por estelionato (inventou um acidente para receber cachê indevido, passagens e hospedagem) e é conhecido por declarações racistas e homofóbicas do tipo: “Os africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé”, “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam (sic) ao ódio, ao crime, à rejeição”, “a Aids é uma doença gay”.
 
Diante dos protestos generalizados e da reação negativa em organizações religiosas como o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, o seu partido, o PSC, reuniu a bancada ontem à tarde para discutir se voltava atrás na indicação. Acabou concluindo que manteria o pastor Feliciano na presidência da Comissão.
Por outro lado, um abaixo-assinado com 240 mil assinaturas surgiu pedindo a destituição de Feliciano, e um grupo de deputados pretendia protocolar no Supremo um mandado contra a sessão que o elegeu.
 
Mas não só em Brasília acontecem coisas fora de ordem e de lugar. No fim de semana, O GLOBO mostrou como no Rio aos domingos as pistas da orla reservadas aos pedestres são perigosas, porque bicicletas, triciclos, skates e patins em alta velocidade invadem o espaço e ameaçam bebês, idosos e deficientes físicos.
 
O cúmulo do surrealismo é o secretário de Ordem Pública admitir a impotência de sua pasta, que, segundo ele, nada pode fazer nem para evitar a transgressão, nem para puni-la.
Se o órgão que cuida da ordem não consegue mantê-la em uma pista, o que dirá na cidade? Por isso, tenho uma sugestão para o prefeito: feche a secretaria e reabra as pistas aos automóveis. E viva a bandalha!
 
18 de março 2013
Zuenir Ventura
in Arthurius Maximus