"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



domingo, 23 de junho de 2013

NA FOGUEiRA: "BANDEIRA DA NAÇÃO / HOMENAGEM À ESCRAVIDÃO"

 

Vocês têm de ver este vídeo para entender por que as manifestações podem degenerar em violência. Um grupo queima a bandeira brasileira. É evidente que alguns, ali, têm orientação política — uma péssima orientação, mas têm. Outros não dominam nem o vocabulário.
 
Cresce nos morros e nas periferias Brasil afora — este vídeo é de São Paulo — a mística de que se está a criar “fora do mundo das elites” uma cultura alternativa. ONGs, padres, organizações políticas de ultraesquerda…
Essa gente tem a ambição de estar construindo “algo novo”, que seria a expressão da voz do oprimido.
 
O PT transformou isso numa “linguagem de resistência”, com a tola ambição de que “controla a massa”. Insufla, sim. Tem seus aparelhos na periferia, mas controle, propriamente, não tem. Vejam este vídeo. Volto em seguida.
 

 
Voltei

Palavras de ordem:

“Bandeira da nação, homenagem à escravidão.”
“Essa bandeira mata índio.”
“Chega de alegria porque a PM mata pobre todo dia.”
“Que coincidência (eles falam “conhecidência”), na classe média não tem violência.”
“Ei, reaça, sai da nossa marcha.” (já falo a respeito)
 
Entre as palavras de ordem, alguém diz que quem mata índio é a Dilma… Outro, com faixa, diz com voz forte: “A gente não esqueceu do Carandiru, do Pinheirinho, da Candelária”.
Essa gente pode nem saber direito do que está falando, mas quem lhes soprou a pauta sabe.
 
Há inocentes úteis? Há, sim. Um dos rapazes nem sabe o que quer dizer “reaça” (versão reduzida de “reacionário”), tanto que ora diz “reaja”, ora “reacha” e só então “reaça”, mas de forma hesitante porque ignora o significado.
 
O título do vídeo, que está no YouTube, diz tratar-se de uma manifestação do Passe Livre. Não creio. Dá para perceber que é gente mais para pobre do que para rica — não são os coxinhas radicais e almofadinhas revolucionários do MPL.
 
Para onde vai? Não sei! O PT, os ultraesquerdistas e setores da imprensa deliram, babam de satisfação, ao ver coisas assim. Acham que é a “verdade do povo”. Houve um tempo em que se considerava, mesmo entre esquerdistas, que “feio não é bonito”. Houve um tempo em que se considerava que o desejável era que os mais pobres buscassem sair de sua condição.
 
E, acreditem, o Brasil avançou nesse período. Nos últimos anos, o registro mudou e a marginalidade social e a exclusão passaram a ser vistas como uma nova cultura, com valores afirmativos, de resistência.
No que isso vai dar? Está aí mais uma coisa que não sei. Mas sei outras tantas. Sei, por exemplo, que isso não gera renda, não distribui renda, não resulta em ganhos coletivos, não resulta em ganhos individuais, não resulta em nada.
Isso só serve à má consciência culpada dos bacanas.
 
23 de junho de 2013
Reinaldo Azevedo

A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO E A TERCEIRA HIPÓTESE


 
Al Al-Qaeda não existe. Foi o próprio Bush quem atirou os aviões na Torres. Quem me contou isso foi o pessoal do Movimento Passe Livre... rss... rss

Mencionar “forças ocultas” por trás dos acontecimentos tornou-se uma febre na internet. Cada vez que, numa roda de amigos, alguém começa a falar em Maçonaria, Clube de Bilderberg, os Illuminatti, Rockefeller (nos EUA) e os Rothschild (na Europa), no judaísmo e nos Protocolos dos Sábios do Sião, o rótulo é um só - “adepto da Teoria da Conspiração. É o que todos dizem, não é? Bom, então “deve ser verdade”..rss, mas eu, para variar, gostaria de fazer algumas considerações sobre isso. 

Quando alguém, ou um grupo de pessoas, diz que seu interlocutor é um teórico da conspiração faz quase um diagnóstico psiquiátrico, não faz? Praticamente afirma que a pessoa “tem assistido televisão demais”, que está paranoica ou que só falta – como fazia aquele personagem do Mel Gibson – sair comprando todo exemplar de “O Apanhador no Campo de Centeio” que encontrar pela frente. Há contudo uma coisa que o espertalhão não faz: a pessoa não diz, por não saber ou não querer, qual a sua visão desse processo que nos intriga e que chamamos de História.  As linhas  adiante vão tocar nesse aspecto.

Quem critica, com ou sem razão,  as teorias conspiratórias aqui no “Brasil sem Medo de ser Feliz,” geralmente é um crente na ideia de uma história com regras conhecidas. Herdeiros tardios de Hegel, aqueles que falam em paranoia e influencia de Hollywood, acreditam (ou fingem a acreditar) que a História é impessoal, que ela é uma “ciência exata e com regras muito próprias”, e que pode ser entendida como um processo dialético em que frequentemente o mais importante são os aspectos materiais da luta de classes.

Não vou dizer que não há lugar para Deus na História desse tipo de gente – podem me acusar de fanatismo religioso – mas vou afirmar que não há lugar para o ser humano como indivíduo. Não foi à toa que Arthur Schopenhauer considerou Hegel como o “maior monumento à estupidez da Alemanha”. (A tia Marilena Chauí não acha, viu tio Schopenhauer) 

Imagino os amigos da tia Marilena descrevendo a história da humanidade para seus filhos - “sabe, querido, em 14 de julho de 1789 terminou a Idade Moderna e, com a queda da Bastilha em Paris; começou a Contemporânea. Franceses pobres e oprimidos depuseram uma rei e uma rainha malvados. Foram eles que inventaram os conceitos de liberdade, igualdade e fraternidade. Antes essas idéias não existiam e, depois,  nunca antes na história da França a França foi tão feliz” 

Será – vejam que estou concedendo o benefício da dúvida – será que essas criaturas pensam que  a história realmente se comporta assim? Que os modos e as relações sociais de produção definem épocas? Que o homem é um ser sem livre arbítrio? Uma espécie de imbecil histórico esperando ser salvo pelo Bolsa Família?  Que no mundo se sucederam a escravidão, feudalismo, capitalismo e agora o eterno caminho de busca pelo “socialismo salvador”?

Até quando, pergunto eu, esse tipo de asneira vai continuar fazendo sucesso no meio acadêmico brasileiro? Pior; até quando a imprensa inteira, ou quase inteira, vai fazer com coro com essa bobagem?

Será que o Brasil todo vai acreditar (ou fingir acreditar) que ele, Brasil, num belo dia de junho de 2013, resolveu se acordar e dizer “Meu Deus! Não temos mais hospitais, nem escolas, nem delegacias e presídios no Brasil. O PT mentiu para nós todos e é a maior fraude da história política do país. Declaramos aberta a época do Inverno Brasileiro. Vamos Mudar o Brasil”. Vocês realmente pensam que o Facebook é que está nos salvando?? Essas passeatas, distúrbios e reivindicações começaram assim??

Para quem me leu até aqui, digo o seguinte – prefiro acreditar que Barack Obama é meio humano e meio alienígena do que aceitar o que escrevi acima . Já disse antes, e não vou deixar de repetir: tudo que está acontecendo no Brasil é reflexo direto do julgamento do mensalão! Este movimento nas ruas tem dono, sim, e ele é o próprio PT!

O objetivo é criar uma situação que permita ao grupo majoritário, que está para ser preso e que teve todos os seus interesses contrariados por Dilma Roussef, recolocar Lula no poder. O meio para isso é oferecido pela chegada a Brasília, em 2003 de uma organização criminosa, associada ao narcotráfico e ao crime organizado chamada “Partido dos Trabalhadores”. Seu projeto de poder envolve muito mais do que o nosso país. Sua instância máxima de representatividade é o Foro de São Paulo. Seu objetivo é o domínio total da América Latina.

Se aquilo que escrevi até aqui não convenceu quem está lendo proponho um caminho diferente imitando os vestibulando quando, respondendo uma questão difícil, adotam a regra da exclusão.
Para isso ofereço três hipóteses:

a) a “oposição ao PT” e que representa as “zelites” do Brasil quer tomar o poder de Dilma.

b) o movimento é “espontâneo e apartidário” já que as pessoas perceberam o que está acontecendo com o país e “não aguentam mais”.

c) a Teoria da conspiração desse tal de Dr.Milton que escreve na internet.
Não vou pedir para vocês ficarem com a minha hipótese, mas pergunto antes de terminar: algum de vocês realmente acredita que exista oposição ao PT no Brasil? 

Pergunto ainda: vocês acreditam que – como eu escrevi acima – as pessoas se “acordaram” e viram o inferno que é ser atendido pelo SUS, andar de ônibus, ter um filho numa escola pública, ou estão furiosas agora com o dinheiro gasto para construir estádios para Copa do Mundo? Em resumo – deram-se conta os brasileiros do  pesadelo que é ser brasileiro? 
 
A conclusão eu vou deixar com vocês. Para quem quiser, acho que o artigo ofereceu uma teoria e uma alternativa como respostas  -  a “Teoria da Conspiração e a terceira Hipótese”.
 
23 de junho de 2013
Milton Pires é Médico.

VIOLÊNCIA QUE ENVERGONHA

Se a recente declaração da Presidenta Dilma, dando conta que a violência envergonha o Brasil - referindo-se aos atos de vandalismo que estão acompanhando as manifestações por todo o país - fosse precedida de um pouco de reflexão, teria asido travada, a conselho de seus assessores, supostos minimamente sensíveis às questões que atualmente angustiam a sociedade que protesta, despertando de seu longo sono. 
 
Qualquer indivíduo dotado de um mínimo de consciência política, diante da declaração, deve ser conduzido ao seguinte raciocínio: a convergência de milhões de pessoas, desde que se iniciaram as mobilizações ao longo do território nacional - turbinadas pela insatisfação geral e pela falta de confiança nas instituições e autoridades - resultou num número  de mortos ou feridos infinitamente menor que o das vítimas diárias de homicídios e arrastões, responsáveis pela sensação de insegurança que os órgãos encarregados de zelar pela ordem pública, com elementos mal equipados, mal treinados, mal pagos e desassistidos, não conseguem minorar. 
 
Assim, prossegue o nosso cidadão, essa violência diária é muito mais letal do que a que se refere a Presidenta. Quanto aos vandalismos, muito se tem escrito ultimamente sobre os verdadeiros, mais devastadores - os autênticos - representados pela educação  pessimamente ranqueada, mesmo em relação a países menos desenvolvidos; pelas emergências hospitalares quase genocidas; pelo  populismo eleitoral, materializado por bolsas que incentivam a indolência e não promovem a dignidade dos supostamente beneficiados; pela classe política vergonhosamente pragmática, visando somente à manutenção do poder de poucos - os mesmos - ; pelos sistemas de mobilidade pública indignos; pela corrupção endêmica; pelos 39 ministérios; pelos superfaturamentos sem explicação; pelas ajudas injustificadas a ditadores sul americanos, mediante a utilização de recursos do povo; pela dilapidação, para fins políticos, da nossa outrora eficiente empresa de petróleo, só para citar alguns exemplos . 
 
Diante desse quadro macabro o nosso cidadão consciente perguntará: não serão essas as fontes da verdadeira violência que deveria envergonhar o Brasil?

23 de junho de 2013
Paulo Roberto Gotaç  é Capitão-de-mar-e-guerra reformado.

DEU A LOUCA NA VEJA

Deus morto, escreve Albert Camus, é preciso transformar e organizar o mundo com as forças do homem. A partir deste dado, começa suas reflexões sobre a revolta histórica. Urge fazer uma distinção entre a revolução e o movimento de revolta. Spartacus não é um revolucionário, ele não quer mudar os princípios da sociedade romana. Ele se bate para que o escravo tenha direitos iguais aos do senhor, recusa a servidão e quer a igualdade com seu amo. Esta vontade de igualdade o conduzirá ao desejo de tomar o lugar do amo.

A revolução, por sua vez, é a mudança total. A partir da concepção astronômica de revolução – movimento que fecha um ciclo, que passa de um regime a outro após uma translação completa – Camus precisa sua definição. A revolução implica uma mudança do regime de governo. Para que uma mudança econômica seja uma revolução econômica é preciso que ela seja ao mesmo tempo política. Sejam seus meios sangrentos ou pacíficos, é a mudança política, a mudança de governo, que distinguirá a revolução da revolta. Esta dicotomia fundamental é posta em relevo pela frase célebre, citada por Camus: "Não, Sir, não se trata de uma revolta, mas de uma revolução".

Comentei esta distinção feita por Camus há dois anos, quando Tunísia e Egito derrubaram suas ditaduras e o movimento tendia a espalhar-se por outros países árabes e africanos. As manchetes todas falavam em revoluções democráticas. Quem hoje ousa falar em revoluções democráticas no mundo árabe?

Pelo jeito, deu a louca na Veja. Em edição que intitula como histórica, tem como chamada de capa:

OS SETE DIAS QUE MUDARAM O BRASIL

Salvo engano, Brasil é este país em que vivo e no qual agora escrevo. Para qualquer lado que olhe, não vejo mudança alguma. Salvo alguns prédios e carros depredados, mas isso nada tem de novo no país. Verdade que uma dúzia de cidades andaram baixando em alguns centavos a tarifa do transporte coletivo. Mas isto está longe de mudar qualquer país. Procuro a reportagem para ver o que mudou. Vamos lá:

“O PT acreditava que a paixão dos brasileiros pelo futebol seria exacerbada pelas Copas, de tal forma que ninguém mais notaria a corrupção e a ineficiência do governo. Errou feio. Os cartazes das ruas fizeram das Copas símbolos odiados do gasto público de péssima qualidade, do desvio de dinheiro e do abuso de poder”.

Símbolos odiados? Odiados por alguns gatos pingados. Os estádios estiveram lotados nesta Copa e isso que nem é a Copa do mundo, a que de fato inflama paixões. Veja superestima a multidão das ruas. Consta que foram um milhão na quinta-feira passada.

A situação não é tão grave como parece ser – comentei ontem -. Um milhão de pessoas nas ruas é 0,5 da população. A transmissão contínua das televisões dá a idéia de um país em chamas. Ora, longe disso. Meu bairro continua em seu mesmo ritmo. Todo mundo comprando, trabalhando, comendo, bebendo. O mesmo ocorrerá em dezenas, centenas de outros bairros, em São Paulo e no país todo. Vistas pela televisão, as cidades parecem ser puro caos. Não são. Caos só em dois ou três pontos do centro e nas avenidas onde os “jovens” se concentram.

Se o país mudou, não fui avisado. Veja continua insistindo em sua tese:

“Em 1992, em gesto de desespero, o então presidente Fernando Collor convocou os brasileiros a sair às ruas de verde e amarelo. O povo saiu de preto e ele saiu do palácio do Planalto. (...) Lula mandou os sindicalistas se fingirem de povo e o resultado foi o mesmo. Cascudos nos intrusos e bandeiras queimadas e rasgadas. Os esquerdistas tiveram de ouvir um dos mais elegantes xingamentos da história mundial das manifestações: “Oportunistas, oportunistas”.

Veja endossa a tese de que foram os cara-pintadas que derrubaram Collor. Ora, quem derrubou Collor foi o Congresso. Foram os deputados que Collor, jovem e arrogante, se recusou a comprar. Lula foi mais hábil. Esteve perto de um impeachment, mas o Congresso já estava regiamente pago.

Os mensaleiros que o digam. A revista também acha que alguns cascudos e algumas bandeiras queimadas em meio a uma confusão significam uma mudança no país.

No texto seguinte, Veja compara a baderna generalizada chez nous com a queda do muro de Berlim e a invasão da Áustria pelos húngaros em 89. Compara a rebelião de nações escravizadas por meio século pela União Soviética com o levante de uma meninada que até agora não soube dizer a que vem. “O comunismo acabou e a Alemanha se reunificou”, salienta a revista, para confirmar sua tese de que o petismo acabou. Ora, o petismo pode estar surpreso com o episódio, mas continua vivo e pujante enquanto houver uma nação a saquear. A União Soviética morreu de vez, dois anos depois da queda do Muro. Dona Dilma lidera as preferências dos eleitores para o próximo pleito.

Veja lembra que a frase que intitula a reportagem é de Lênin. “Até ele ficaria sem palpite se tivesse presenciado as mudanças as mudanças dos últimos dias no Brasil”. Sim, Lênin, que fuzilou o czar e sua família, que exterminou kulaks e criou gulags, certamente ficaria perplexo ao ver jornalistas chamando de revolução uns cascudos distribuídos em militantes de um partido corrupto.

“Esqueçamos os vândalos e os anarquistas, gente que não estava lutando por um governo melhor, mas por governo nenhum. A revolução verdadeira foi a que começou a ser feita pelos brasileiros que foram às ruas protestar por estar sendo mal governados” – escreve a revista, para bem salientar que de revolução se trata. Mais ainda, não é apenas revolução. É revolução verdadeira. Até dona Dilma deve estar rindo dos “revolucionários”. Quando pensava em revolução, em vez de ir para a rua portando cartazes, pegou em armas.

Que mudança de governo, que mudanças políticas, provocaram as multidões nas ruas? Nenhuma. O PT continua no poder, o PMDB também, o PSDB finge ser oposição, corruptos impunes e notórios continuam ocupando cargos no Congresso, corruptos notórios – e condenados – continuam exercendo a deputação.

De meu conhecimento, nunca a palavrinha foi tão desmoralizada. As revoluções começam com maiúsculas, continuam com minúsculas e acabam entre aspas, escreveu Ernesto Sábato. A revolução decretada por Veja começa pelo fim do caminho, entre aspas.


23 de junho de 2013
janer cristaldo

NOTA AO PÉ DO TEXTO

E você, navegante deste blog, o que pensa dessa antecipação de fracasso, feita pelo janer? Realmente, segundo o texto, o que aconteceu e ainda acontece, seria apenas balbúrdia de grupelhos descontentes, mas sem objetivos que norteiem os seus descontentamentos e frustrações? Ou no bojo desse movimento, uma juventude, e não diria apenas `uma juventude`, mas a reunião de várias classes sociais e pessoas de variadas idades, estariam latentes o desejo de mudança e a força de prosseguir até alcançar o início de um pacto sério de mudança?
Claro, revolução não é bem o que está acontecendo... De fato, até agora não se revogou nada. Será que isso apenas evidencia o pouco tempo do movimento, ou teríamos apenas uma manobra de massas aturdidas e sem direção?
O que trará o futuro? Eu não tenho respostas, porque não tenho certezas. E penso, diante das muitas avaliações e críticas de comentaristas políticos, muitas delas contrariando a direção de outras tantas, que certeza, certeza, ninguém tem ainda, porque é muito cedo, não obstante as inúmeras linhas de afirmações críticas de muitos posts.
Não me furto de jogar no blog as mais contraditórias para que se forme um arquivo, um leque de análises que leve os navegantes a refletir.
Em muitos dos comentários aqui postos, juram seus autores que descobriram a mais pura verdade sobre o que está acontecendo.
O texto do Janer é um exemplo, ao criticar a revista Veja, sem no entanto deixar de jogar a âncora das suas certezas na compreensão do significado e resultados possíveis, do que, parece-me, chama de balbúrdia de uma juventude desvairada.
Observo, a propósito do texto acima, que ninguém, ou quase ninguém, chamou o movimento de revolução...
Por essa razão, pergunto se algum dos navegantes tem certezas que expliquem a explosão das frustrações, ou se o futebol irá imergir a todos no paraíso das chuteiras e no berro de "é campeão!" 
m.américo

DIRETAMENTE DO "BATEU, LEVOU" DOS TEMPOS DO FERNANDINHO BEIRA-COLLOR

Está na edição domingueira do blog Cláudio Humberto, o Bateu-Levou dos tempos de Fernandinho Beira-Collor: 

Porto Alegre: Dilma compra casa vizinha ao ex
 
"Se o futuro a Deus pertence, Dilma já garantiu o seu na cidade do coração em caso de "aposentadoria": uma bela casa em estilo colonial português avaliada em R$ 5 milhões, no bairro Tristeza, um dos mais nobres da capital gaúcha. Será vizinha do ex-marido Carlos Araújo, pai de sua filha, com quem mantém amizade inabalável e confidente. Mineira, Dilma fez carreira política em Porto Alegre e adora a cidade".

O blog ainda tem gosip: "Dilma declarou ao Tribunal Superior Eleitoral três outros apartamentos na capital gaúcha, mas a casa não chega aos pés, junto ao rio Guaíba". Millôr Fernandes sempre teve razão: "Para muitos, guerrilha foi mais que revolução; investimento".

E você, já ganhou a sua unidade do Minha Casa, Minha Vida?!?
Pois é. Quem mandou você não ser presidente da República?
O salário até que não é dos melhores, está abaixo dos ganhos de muito servidor do Congresso Nacional, de muitos ministros do Executivo, de todos os deputados e senadores, dos doutos do Judiciário, de conselheiros de estatais.
 Mas quem poupa, sempre tem. Dilma merece. Não mais que você.

QUÊ COPA... QUÊ NADA!

 A "melhor" Copa do Mundo que vá para a Inglaterra ou para qualquer outro lugar do mundo; a gente sempre poderá assisti-la pela TV, como sempre o fazemos desde 1950.

Claro que há cláusulas bilionárias para um pé atrás na realização da "melhor" Copa do Mundo trazida cá para o nosso país pelo então presidente oficial da República, Luiz Erário Lula da Silva e sua banda larga de lobistas, farofeiros e guardanapeiros.

Esse pé atrás, no entanto, não doeria tanto como levar um pé no traseiro, como a gente levou antes mesmo que essa negociata se transformasse em triste realidade, quando o secretário de Josph Blatter na Fifa, chutou os fundilhos do Brasil dizendo que eramos um país devagar, quase parando.

Prejuízo monetário para nós é o de menos. Ninguém no mundo nos bate em matéria de arrecadação de impostos que, aos bilhões, são atirados para o ar pelo governo que se garante no poder comprando alianças e fazendo novas amizades, terceirizando aliados em forma de cargos, salários, mordomias, ministérios e outros tipos de moedas corriqueiras, próprias de lobistas, consultores e mensaleiros.

Esses bilhões arrecadados - só de 1° de janeiro até hoje o governo abocanhou mais de R$ 720 bilhões em tributos - têm construído massas de manobra, em vez de serem empregados na saúde, na educação, no transporte, na segurança, no sistema prisional, nos serviços essenciais e no combate à corrupção.

Então pagar à Fifa uma saída honrosa não é nada demais. Não vai fazer nem cócegas no saco sem fundo do perdulário governo brasileiro.

Suspendam a Copa e planejem, desde já, sua tão decantada "utilização posterior". Que o tal de "valor residual" se inicie agora, logo depois desta Copa-Cozinha das Confederações.

A "melhor" Copa do Mundo que vá para a Inglaterra ou para qualquer outro lugar do mundo. A gente sempre poderá assisti-la pela TV, como sempre o fazemos desde 1950 e como estamos fazendo agora, salvo horrorosas exceções, mais abonadas e privilegiadas, cheias de dentes e de dinheiro.

Que esses elefantes brancos erigidos para as elites abominadas pelo grande lobistas mediador da negociata se transformem, mais do que em centros esportivos e lugares de grandes shows, em centrais de saúde, de formação educacional, em centros multi-administrativos.

Que se prestem, desde já, para servir à população. E que o dinheiro público volte para os cofres públicos para serem empregados devidamente daqui por diante. Sem nenhum desvio para os tradicionais e bem fornidos bolsos de lobistas profissionais travestidos de políticos.
 
23 de junho de 2013
sanatório da notícia

PURGATÓRIO DO BRASIL PRESTES A COMEÇAR - POR HENRY MAKOW DO CANADÁ



PRESTE BEM ATENÇÃO NESSA MATÉRIA!
(Original los Inglês e, EM SEGUIDA, uma tradução los Português)

A BRAZIL'S PURGATORY ABOUT TO BEGIN*
 
Nobody cares if Dilma Roussef murdered or robbed. It is just populism in the cruelest form. She is Lula's lady. Poor people have benefited a little from the end of inflation, and they forgot that this situation was inherited by Lula. What is interesting is that the Worker's Party is neither Communist nor the helper of workers. IBGE, the main statistical institution in **Brazil**, has just released the information that illiteracy in *Brazil* increased during Lula's reign. Basic sanitation is in the same level as it was at the time of his coronation.

50,000 Brazilians die violent deaths, most caused by guns and drugs smuggled into the country by the FARC Marxist terrorists, allies of Lula. Who cares? I have a cell phone and TV set. The next World Cup will be in *Rio*. On the other hand, the Federal Development Bank (BNDES) has received this year US$ 100 BI to lend to large corporations, in order to "buy" their good will towards the government during the election year.

The capitalists get the money for 3,5% ti 7%, while the government pays 10% to 12 % for the banks. Itaú bank had the largest profit of any bank in the *Americas*, including the ones in the *US*. Other acts of largesse of the government include the distribution of TV and radio licenses to capitalists and politicians, a TV network for the union leaders (Who take one day of salary from the workers and can't be audited - Lula forbid it) and the definition of the targets of investment of the pension funds from state companies, in the order of hundreds of billions of dollars. They can make you or break you.

FASCISM: This is a fascist economy, in its purest definition. Mussolini Would be proud. It is hard for the common folk to understand how Communism has changed from a social utopia to this raw fascism. The reason is that they retain the old veneer in cultural causes, such as free abortion, gay marriage, globalism, ecological radicalism, etc. Just like in *China*, they tell you to live your private life.

Censorship or "media control" is in Dilma's agenda, as it is in full course in *Argentina* and *Venezuela* today. The fiscal privacy of Dilma's opponents has been broken with no consequences. Basic constitutional rights are worth nothing to the Worker's party, and they are challenging property rights. A bunch or communist peasants, al l funded and led by Professional agitators, will invade farms, kill people (as they do now) and the issue will be decided by popular acclamation, in commune. We are being prepared to be pawns of the world government. I predict rough times ahead for *Brazil*. Dilma is incompetent and stubborn. Brazil's public debt has almost tripled and is about to explode, due to the high interest rates. The boom in the exportation of minerals and agro-commodities that gave Lula's popularity such boost can end anytime, especially if a heavy crisis hits the dollar. The taxation level in Brazil is one of the highest in the world, at 40,5% and bureaucracy, with 85 different taxes in the last count, is astronomical. They won't be able to raise tax anymore to support the do-nothings employed in the government and the corruption. When the government crashes, the social aids that supported Lula's popularity will be at risk. Without the booming exports, there will be fewer jobs, and it is possible that we see riots and protests. Things have always been too easy in this country, where food grows even in a crack in the sidewalk. Perhaps it is time for Brazilians to mature from suffering.

PS: Dilma's father was a Bulgarian. He fled his country because he was a communist activist. Surprisingly in Brazil he was a capitalist and very rich, Dilma had a very bourgeois life, living in a large house and studying at private schools. It is always good to belong to the Communist elite.

TRADUÇÃO:

O PURGATÓRIO BRASILEIRO ESTÁ PRESTES A COMEÇAR*
 
Ninguém se importa se Dilma Roussef tenha assassinado ou roubado. É apenas o populismo na forma mais cruel. Ela é a senhora Lula. Os pobres se beneficiaram um pouco do fim da inflação e se esqueceram que esta situação foi herdada por Lula. O interessante é que o Partido dos Trabalhadores não é comunista, nem o que auxilia os trabalhadores. IBGE, a principal instituição de estatística no Brasil, acaba de lançar a informação dando conta que o analfabetismo no Brasil aumentou, durante o reinado de Lula. O saneamento básico está no mesmo nível que era no momento da sua coroação.

50 mil brasileiros morrem de mortes violentas, a maioria causadas por armas e drogas contrabandeadas para o país pelos terroristas marxistas das FARC, os aliados de Lula. A próxima Copa do Mundo será no Rio de Janeiro. Em contrapartida, o Banco Federal de Desenvolvimento (BNDES) recebeu este ano 100 US$ bilhões para emprestar às grandes corporações, a fim de "comprar" a sua boa-vontade em relação ao governo durante a campanha eleitoral.

Os capitalistas receberam o dinheiro com juros em torno de 3,5% a 7%, enquanto o governo paga 10% a 12% para os bancos. Banco Itaú teve o maior lucro de um banco nas Américas, incluindo os dos EUA. Outros atos de generosidade do governo incluem a distribuição de licenças de TV e rádio para os capitalistas e os políticos, uma rede de TV para os dirigentes sindicais (que ganham um dia de salário dos trabalhadores e não podem ser fiscalizadas) e a definição dos objetivos de investimento dos fundos de pensão de empresas estatais, na ordem de centenas de bilhões de dólares. Eles podem fazê-lo ou quebrá-lo.

 Fascismo:  Esta é uma economia fascista, na sua mais pura definição. Mussolini estaria orgulhoso. É difícil para o povo a entender como o comunismo mudou a partir de uma utopia social para este fascismo na forma mais primata. O motivo é que eles mantêm a aparência sob o velho charme por causas culturais, como o aborto livre, o casamento gay, a globalização, o radicalismo ecológico etc. Assim como na China, dizem-lhe como viver sua vida particular.

Censura ou "controle da mídia" está na agenda de Dilma, da mesma forma como se encontra em pleno andamento to da Argentina e Venezuela hoje em dia. A privacidade fiscal de oponentes de Dilma foi quebrada sem consequências.

Os direitos fundamentais garantidos pela Constituição nada valem para o Partido dos Trabalhadores e eles estão desafiando os direitos de propriedade. Um grupo de camponeses comunistas, todos financiados e liderados por agitadores profissionais, invadem fazendas, matam pessoas (como fazem agora) e a questão será decidida por consulta popular, da comuna. Estão sendo preparados para ser peões do governo mundial. Prevejo tempos difíceis à frente para o Brasil. Dilma é competente e teimosa. A dívida pública do Brasil quase triplicou, e está prestes a explodir, devido às altas taxas de juros. O boom da exportação de minerais e agro-commodities, que impulsionaram a popularidade de Lula, pode acabar a qualquer momento, especialmente se uma crise pesada atingir o dólar. O nível da tributação no Brasil é um dos mais altos do mundo, com 40 ,5%, e a burocracia, com 85 diferentes impostos na última contagem, astronômica.

Eles não serão mais capazes de aumentar os impostos para sustentar os vagabundos empregados do governo e a alta corrupção. Quando o governo quebrar, as ajudas sociais que apoiaram a popularidade de Lula estarão em risco. Sem o crescimento das exportações, haverá menos postos de trabalho, e é possível que nós venhamos a ter tumultos e protestos. As coisas têm sempre sido muito fáceis neste país, onde o alimento cresce até nas rachaduras na calçada.

Talvez já esteja na hora de os brasileiros amadurecerem pelo sofrimento.
PS:O pai de Dilma era búlgaro. Ele fugiu de seu país porque era comunista perigoso, ativista. Surpreendentemente, no Brasil, tornou-se um capitalista e muito rico. Dilma teve uma vida burguesa privilegiada, vivendo em uma casa grande e estudando em escolas privadas. É sempre muito bom fazer parte da elite comunista.
 

 REPASSANDO...é bom divulgar amplamente.
 
 A situação política do Brasil está grave, diante da iminência e ruptura do estado de direito, perpetrado pelos petistas, inconformados pela condenação do "subchefe da quadrilha" José Dirceu (o chefe é o Lula).
A manifestação do PT em São Paulo, contra a condenação dos seus membros em razão do julgamento do mensalão, é perfeitamente admissível numa democracia.

Todavia, as manifestações dos "porta-vozes", Tóffoli e Lewandovsky, pedindo a "transformação" da pena de prisão em multa, é um ESCÁRNIO, INADMISSÍVEL DE SER PROPOSTA POR UM JUIZ, AINDA MAIS SE ELE FAZ PARTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.

Como estou dirigindo este e-mail para diversos amigos, a grande maioria com formação diversa da área jurídica, peço licença para um pequeno esclarecimento, do porque do perigo das manifestações dessas duas figuras nefastas que, infelizmente, têm assento no Supremo.

No Direito penal, o princípio da legalidade se desdobra em outros dois: princípio da anterioridade da lei penal e princípio da reserva legal.
Por anterioridade da lei penal, entende-se que não se pode impor uma pena a um fato praticado antes da edição desta lei, exceto se for em benefício do réu.
Já a reserva legal estabelece não existir delito fora da definição da norma escrita O princípio nullum crimen, nulla poena sine lege é cláusula pétrea da Constituição.

Como nós sabemos, o Código Penal é TÍPICO.
Na aplicação da Lei Penal, o Juiz não pode se valer, por exemplo, da ANALOGIA.

Os elementos constitutivos de um crime devem ser preenchidos na sua TOTALIDADE.

Portanto, o Juiz deve se ater ao que está escrito na Lei Penal.
Assim, o que pode gerar tais manifestações?

É simples: incentivado por esses dois IMBECIS, a bancada dos Petralhas pode apresentar projeto de Lei, por exemplo, mudando a penalidade dos crimes de corrupção ativa e passiva (crimes contra a Administração Pública) de prisão para pena de multa.

O que acontecerá se for feita esta alteração nas penas?
Dentro dos princípios Constitucionais e do Código Penal, a LEI POSTERIOR NÃO SE APLICA AOS CASOS JULGADOS ANTERIORMENTE, SENÃO EM BENEFÍCIO DOS RÉUS.

Por exemplo: uma pessoa é condenada a um ano de prisão por furtar uma bicicleta.
Lei posterior revoga essa penalidade, dizendo não ser crime o furto de bicicleta.
O Réu, INSTANTANEAMENTE, terá de ser posto em liberdade.
 
Voltando ao mensalão, caso mude a penalidade de prisão para multa nos crimes praticados pelo Zé Dirceu, ele, simplesmente, com os milhões amealhados pela quadrilha, sairá da prisão, caso seja preso, RINDO DE TODO O POVO BRASILEIRO, EXCETO OS SEUS COMPARSAS.

Portanto, a gravidade do assunto é visível: será a desmoralização do Supremo, não de seus membros, e sim da instituição, que representa um dos PODERES DA REPÚBLICA, talvez o mais importante.
 
23 de junho de 2013
movcc

O POVO QUE FOI PARA A RUA EXPULSOU OS "MOVIMENTOS SOCIAIS" LIGADOS AO PT. ELES TE REPRESENTAM? DILMA ACHA QUE SIM.


Por favor, atentem para este trecho do discurso de Dilma, vaiado em âmbito nacional no último dia 21 de junho, à noite:

Irei conversar, nos próximos dias, com os chefes dos outros poderes para somarmos esforços. Vou convidar os governadores e os prefeitos das principais cidades do país para um grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos... Anuncio que vou receber os líderes das manifestações pacíficas, os representantes das organizações de jovens, das entidades sindicais, dos movimentos de trabalhadores, das associações populares. Precisamos de suas contribuições, reflexões e experiências. De sua energia e criatividade, de sua aposta no futuro e de sua capacidade de questionar erros do passado e do presente.
 
Agora leiam a Carta Aberta dos "Movimentos Sociais" enviada para a presidente, no mesmo dia 21 de junho. Aqui a íntegra. Abaixo um trecho:
Setores conservadores da sociedade buscam disputar o sentido dessas manifestações. Os meios de comunicação buscam caracterizar o movimento como anti Dilma, contra a corrupção dos políticos, contra a gastança pública e outras pautas que imponham o retorno do neoliberalismo. Acreditamos que as pautas são muitas, como também são as opiniões e visões de mundo presentes na sociedade. Trata-se de um grito de indignação de um povo historicamente excluído da vida política nacional e acostumado a enxergar a política como algo danoso à sociedade.

Propomos a realização, com urgência, de uma reunião nacional, que envolva os governos estaduais, os prefeitos das principais capitais, e os representantes de todos os movimentos sociais. De nossa parte, estamos abertos ao diálogo, e achamos que essa reunião é a única forma de encontrar saídas para enfrentar a grave crise urbana que atinge nossas grandes cidade.
 
É óbvio que foram os ditos "movimentos sociais" que pautaram o discurso de Dilma. Fica claro, assim, que o seu governo vai dar uma guinada à esquerda. Que vai tentar contrapor protestos pacíficos usando sabem quem? Quem assina a carta a ela enviada e quem pautou o seu discurso. 
 
Vejam quem são as entidades que assinam e respondam: alguma vez elas se manifestaram contra os gastos com a Copa do Mundo? Alguma vez elas contestaram a corrupção dentro do governo, atacando os escândalos protagonizados por Palocci, Erenice e Rosemary? Alguma vez eles pediram a prisão dos mensaleiros ou estão em uma luta para pressionar o STF a reduzir as suas penas? 
 
Estas são as entidades que assinam a carta: ADERE-MG; Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG); AP – Assembléia Popular; Barão de Itararé; CIMI; CMP-MMC/SP; CMS; Coletivo Intervozes; CONEN; Consulta Popular; CTB; CUT; Fetraf; Fórum Ecumênico ACT Brasil; FNDC- Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação; FUP; KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço; Levante Popular da Juventude; MAB; MAM; MCP; MMM; Movimentos da Via Campesina; MPA; MST; Quilombo; Rede Ecumênica de Juventude (REJU); SENGE/PR; Sindipetro – SP; SINPAF; UBES; UBM; UJS; UNE;/ UNEGRO. 

Elas te representam?   

 

VOLTA?!


A última foto é de 11 de junho, com Temer.
 
Enquanto petistas e Imprensa especulam sobre um "volta, Lula", boatos dão conta que Lula estaria com graves problemas de saúde. Os boatos ficam mais fortes porque há reuniões, mas não há fotos.
Há declarações, mas não há entrevistas. Em plena crise, Lula sumiu. As últimas fotos são de mais de 10 dias atrás.
Os comentários não são fofocas de internet, tem como fontes profissionais da área médica que trabalham dentro do Sírio Libanês.
Pararam as audiências, apenas Dilma, Temer, Haddad e Mercadante estiveram com ele, nos últimos dias.
Sem fotos. Pararam as conferências. Não há motivo algum para esconder nada. Afinal de contas, assim como FHC, ele é apenas um ex-presidente.

DILMA: SEM DINHEIRO E SEM PRESTÍGIO, A FAXINEIRA QUER VOLTAR


Dilma Rousseff inicia nesta semana ofensiva para responder aos protestos que pipocam em todo o país sem dinheiro em caixa para anunciar novos investimentos que contemplem a extensa e difusa pauta de reivindicações. Na semana passada, com a escalada de violência e adesão às passeatas, o Ministério da Fazenda fez à presidente avaliação pessimista da perspectiva da economia. 
 
O sinal de que os estímulos federais se esgotaram foi dado por Guido Mantega, que vetou pleito do prefeito Fernando Haddad por mais desonerações fiscais. Com o caixa baixo, a presidente vai tentar resgatar a imagem que ajudou a inflar sua popularidade nos dois primeiros anos: a de que é intransigente com a corrupção e com o "malfeito'' na gestão.
 
A dificuldade será conciliar esse discurso, que teve destaque em sua fala em rede nacional de TV, com os esforços para montar a maior aliança possível para a reeleição, levando de volta ao primeiro escalão os "faxinados'' PR e PDT. Ela também recorreu a Antonio Palocci, demitido após a Folha revelar seus negócios em consultoria, como conselheiro na crise. No Congresso, já há aliados, inclusive no PT, que defendem que Dilma abra mão de algumas siglas e faça uma coalizão mais à esquerda. 
 
Senadores governistas tentam dissuadir o Planalto de patrocinar o projeto que tolhe o tempo de TV e o acesso a fundo partidário de novas legendas, para não passar a essa nova massa mobilizada a impressão de que Dilma quer esmagar adversários. No campo da transparência, outro clamor das passeatas a que Dilma se referiu na TV, está em estudo no Planalto o recuo na medida recém-baixada de sigilo nos gastos das viagens presidenciais. O governo estuda, ainda, reduzir cargos de confiança na administração direta e reforçar atribuições da Controladoria-Geral da União, para que possa punir servidores acusados de desvios.

A orientação é que ministros repisem que as obras da Copa têm poucos recursos de investimento direto do Tesouro Nacional, e que a maior parte delas é de responsabilidade dos Estados ou financiada por empréstimos. A falta de recursos para novas ideias levou os estrategistas de Dilma a recorrer a um artifício conhecido quando um governo está acuado e precisa dar uma resposta rápida ao eleitorado: o chamamento a um pacto político. 
 
Na reunião amanhã com governadores e prefeitos de grandes cidades, a petista deve enumerar investimentos já feitos em Estados e municípios. Também deve acenar com a renegociação do indexador e a redução nas alíquotas das dívidas de Estados e capitais, pleito já em fase de discussão na Fazenda. Outra medida será desburocratizar as linhas de financiamento do BNDES para municípios, que reclamam da demora de quase um ano para liberação de verbas.
 
Ao mesmo tempo em que tenta responder aos protestos, Dilma terá de lidar, nos próximos dias, com o ressurgimento, no PT, de setores que pregam a volta de Luiz Inácio Lula da Silva como candidato em 2014.A viagem da presidente a São Paulo para consultar o antecessor e a sequência de reuniões e telefonemas na semana passada para políticos que ele promoveu ajudaram a engrossar o caldo do ''queremismo'' petista.

No governo há quem defenda que ela afaste os ministros mais próximos do ex-presidente, como Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), para calar essas especulações.
 
(Folha de São Paulo)
 
23 de junho de 2013
in coroneLeaks