Artigos - Conservadorismo
O especialista em geoestratégia Jeffrey Nyquist apresenta as reflexões do dissidente e ex-prisioneiro político russo Vladimir Bukovsky sobre o comprometimento de socialistas ocidentais com Moscou, a natureza totalitária da União Européia e a expansão do socialismo em escala global, que vai neutralizando todos os seus possíveis opositores a cada dia.
Há mais de 160 anos, Søren Kierkegaard declarou que "a verdade é um poder". Mas é um poder que raramente é reconhecido de antemão, porque implica em sofrimento, o que a maioria das pessoas não quer. No entanto, ao fim a verdade vence e a maioria a aceita. "Por quê?", pergunta Kierkegaard. Não porque ela é verdade. "Eles aderem a ela", ele explica, "porque todo mundo mais também."
Vinte anos atrás o bloco socialista supostamente entrou em colapso. Mas quem está honestamente celebrando esse evento? Algumas pessoas imaginaram à época, completamente enganadas, que a verdade tinha vencido a mais viciosa mentira da história. O dissidente e ex-prisioneiro político russo Vladimir Bukovsky, falando no Fórum da Liberdade em Oslo no último 19 de maio, disse que o império socialista do Leste continua a existir.
De algum modo ele sobreviveu: "Os que cometeram todos aqueles horríveis crimes nos países comunistas estão seguros no poder outra vez. Estas pessoas nunca se desculparam. Estas e aquelas que foram seus cúmplices no Ocidente, que foram apologistas e simpatizantes da opressão soviética por todas aquelas décadas... nunca disseram que sentiam muito, e nunca nos deram a chance de perdoá-las."
Bukovsky também alertou que o socialismo totalitário está em marcha. Não só reviveu no Leste. Está se espalhando pela Europa e América Latina. Bukovsky disse que "decorridos vinte anos, tudo o que podemos fazer é repetir a famosa frase de Mark Twain de que os rumores de sua morte são grandemente exagerados."
Considere-se somente a situação nos Estados Unidos, onde os socialistas dominam o sistema educacional e controlam o governo. A idéia de que o comunismo morreu em 1989 é uma farsa. "Até agora," Bukovsky explica, "nenhum país ex-comunista consegue transcender sua experiência do passado... As instituições democráticas são sistematicamente destruídas... as eleições se transformaram em farsas, a repressão política é uma realidade diária outra vez, e mesmo novos países juntaram-se a esta lista de tiranias e sociedades repressoras, como a Venezuela."
Como isso aconteceu? Como pôde o socialismo totalitário recuperar em tão pouco tempo tanto terreno perdido e sem nenhuma significativa resistência? Como ele conseguiu fazer tanto progresso nos EUA? "Contrariamente às expectativas de alguns," Bukovsky lamenta, "o colapso dos regimes comunistas no Leste não trouxe qualquer sobriedade ao Ocidente para uma reavaliação de seus valores. Enquanto nós falamos, uma nova versão de União Soviética é forçada a uma maioria silenciosa das nações européias: a União Européia. É certo que é uma cópia muito empalidecida da União Soviética; mas de qualquer modo já uma cópia. Já nos disseram que haverá uma polícia, Europol, algum tipo de versão da KGB, que irá nos policiar em 32 acusações de crimes, duas das quais são particularmente interessantes porque não existem como crime no código penal de nenhuma nação: que são o crime de racismo e o crime de xenofobia. E já nos explicaram que aqueles de nós que se opuserem às políticas de imigração da União Européia serão acusados de crime de racismo, e quem se opuser à União Européia será acusado de crime de xenofobia. Bem, sempre vale saber sob qual artigo você vai pra cadeia."
O politicamente correto parece irresistível. A verdade não pertence à maioria dos seres humanos. Eles não são soldados para a verdade. Em vez, são vítimas da mentira. Somente uma minoria resiste, pelo processo do sofrimento - como a própria verdade sofre.
Bukovsky disse no Fórum da Liberdade de Oslo que a utopia socialista é um empreendimento criminoso. Não pode ser de outro jeito. E como tal, ele explica, deveria ter sido posto em julgamento em 1992. Mas não houve nenhum julgamento.
Segundo Bukovsky, "[em 1992] Eu... tive acesso aos arquivos do Comitê Central do Politburo; e o que descobri lá explica porque o Ocidente estava tão inflexível contra um julgamento de Nuremberg em Moscou. Para começar, muitíssimas personalidades ocidentais da política, dos negócios e do mundo cultural mantinham colaboração secreta com Moscou, o que teria sido um imenso choque para o ocidente se fosse revelado.
E ninguém queria esse choque. Mas mais importante, teria sido um choque ideológico.
Durante todo o fim da União Soviética, segundo os documentos que vi, numerosos líderes do Ocidente, particularmente da esquerda, viriam à Rússia, à União Soviética, alarmados com a perspectiva do colapso. Agora pense nisto, nós trabalhamos toda nossa vida para ver aquele colapso e, no momento crucial quando ele estava por acontecer, o mundo inteiro estava tentando salvá-lo.
E qual era a explicação? Por que eles foram tão inflexíveis apoiando o regime em desintegração? Oh, porque, como dizem, e eu cito: 'o colapso do socialismo no Leste pode levar à crise esta idéia no Ocidente.' Então o que eles estavam tentando salvar era sua própria ilusão, sua própria utopia de socialismo, condenando nossos países..."
A KGB e o Partido Comunista da União Soviética não estavam sem aliados em 1992, e eles não estão sem aliados hoje. Os socialistas soviéticos são parte de uma grande irmandade que inclui socialistas americanos e europeus ocidentais.
O crime de forçar uma utopia socialista no mundo ainda é sua meta. Aqueles que "forçam uma utopia sobre as pessoas estão cometendo um crime," Bukovsky declarou. Este é legado do socialismo. Se não pudermos aprender com ele, então a gigantesca tragédia da opressão soviética "não terá qualquer significado."
No Fórum da Liberdade de Oslo, Bukovsky exigiu "rendição incondicional de nosso inimigo..." E então, ele disse, nós temos que submetê-los a julgamento. "Disseram-nos [em 1992] que nós estávamos tentando montar uma caça às bruxas," disse Bukovsky. "Bem, hoje as bruxas retornaram e nos estão caçando."
O Kremlin está empenhado em um maciço programa de rearmamento. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos estão se desarmando. Aqueles que poderiam resistir foram neutralizados. Uma pequena minoria de organizadores, oficiais da KGB, agentes de influência e companheiros de viagem efetivamente viraram a mesa no mundo livre.
A crise final nos aguarda, e Bukovski nos diz que temos uma escolha: ser soldados contra o socialismo ou ser suas vítimas.
Jeffrey Nyquist, 17 Outubro 2009
Copyright © 2009 Jeffrey R. Nyquist Global Analysis Archive
Original em inglês: A Soldier's Warning
http://www.financialsense.com/stormwatch/geo/pastanalysis/2009/1009.html
http://www.strategiccrisis.com/ (novo site de J. Nyquist)
Tradução: Pedro Laini
Um painel político do momento histórico em que vivem o país e o mundo. Pretende ser um observatório dos principais acontecimentos que dominam o cenário político nacional e internacional, e um canal de denúncias da corrupção e da violência, que afrontam a cidadania. Este não é um blog partidário, visto que partidos não representam idéias, mas interesses de grupos, e servem apenas para encobrir o oportunismo político de bandidos. Não obstante, seguimos o caminho da direita. Semitam rectam.
"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
VOZ DA RÚSSIA: RECONHECENDO O ENGANO 2
Internacional - Rússia
Se isso soa parecido com o que acontecia nos tempos da União Soviética, você não está enganado. O sistema totalitário se tornou mais sofisticado e mais aperfeiçoado. O Ocidente não deve enganar-se. A Guerra Fria nunca terminou. A KGB continua em vigor.
Conheça Victor Kalashnikov: ex-agente da KGB, estudioso, analista e escritor. Ele é casado com a historiadora e jornalista Marina Kalashnikova, o tema da coluna da semana passada.
Antes do colapso da União Soviética Victor trabalhou para a KGB, em Viena. Após a bizarra abdicação de Gorbachev, em dezembro de 1991, Victor viu-se arrastado para dentro da administração presidencial de Boris Yeltsin, sob as ordens do General Yevgeny Primakov, da KGB.
Lá ele se tornou um diretor de pesquisas do Centro de Políticas Públicas da Rússia. "Então minha atenção deu um giro de 180 graus, da Europa para a Rússia", explicou Victor. "Eu estava bastante entusiasmado com a idéia de explorar o que estava acontecendo na Rússia. As pessoas do Kremlin se depararam com várias surpresas e descobertas quanto ao que a Rússia de fato era ."
E o que é a Rússia?
Com a ajuda do assessor presidencial, Sergei Stankevich, Victor conseguiu aposentar-se da KGB. Mas a KGB o queria de volta, assim como eles queriam a Rússia de volta. Qualquer trabalho que Victor aceitasse, onde quer que fosse, a KGB apareceria. "Eles sempre entravam em cena com ofertas e promessas, querendo explorar os meus contatos," explicou Victor. "Veja você que a Guerra Fria, assim como o trabalho dos espiões de Moscou, ainda estava em curso.
Em 1997, o SVR (KGB) queria que Victor infiltrasse espiões na companhia petrolífera alemã em que trabalhava. Quando ele se recusou, o SVR prometeu que Victor "pagaria com seu sangue." Em 1999, depois de tomar café na Embaixada Russa em Bruxelas, Victor ficou muito doente. Naturalmente, ele suspeitava que tivesse sido envenenado.
Em 2000, um dos colegas de Victor foi convocado pela polícia secreta e avisado de que os Kalashnikovs estavam em uma "lista negra" devido a seus escritos politicamente incorretos. As pessoas em torno dos Kalashnikovs estavam sendo advertidas por todos os lados, incluindo dentista deles. Seus amigos desapareceram. Os colegas de trabalho evitavam manter contato. O dentista não podia mais atendê-lo.
"O que me impressiona, especialmente com a geração mais jovem," Victor observou, "é que eles parecem ser muito conformistas. Não têm idealismo nem valores. Simplesmente, eles estavam dispostos a colaborar com quem quer que eles vissem como superiores. É por isso que, hoje em dia, em última análise, nós nos encontramos de forma inesperada na posição de estranhos, dissidentes e mesmo inimigos. Foi assim que chegamos a esta situação."
Em 2004, Victor e sua esposa continuaram a escrever sobre assuntos polêmicos e viram-se abordados na rua por oficiais da FSB (KGB) que advertiram os Kalashnikov para que não entrassem em embaixadas estrangeiras e interromperam tentativas deles de reunirem-se com diplomatas.
Mais ou menos na mesma época, os Kalashnikovs foram demitidos dos seus respectivos empregos em jornais. Desse ponto em diante, Victor e Marina não mais conseguiram encontrar trabalho na imprensa, em universidades ou em empresas russas. Por fim, eles buscaram um canal para dar vazão ao seu talento na Ucrânia. Mas aqui, novamente, o Kremlin não lhes deu descanso, já que funcionários ucranianos advertiram que o ministro russo do interior tinha incluído os Kalashnikovs em uma lista de "extremistas" e que, como conseqüência, a sua segurança pessoal na Ucrânia já não poderia ser garantida.
"O conformismo é absolutamente avassalador aqui", lamentou Kalashnikov. "Não há distinção, sob este aspecto, entre as autoridades russas e o povo russo. Dos desempregados nas províncias ao topo da hierarquia, o conformismo é enorme. Também dentro da mídia, todos eles estão dispostos a cooperar. Isto é uma realidade e evoluirá desta maneira, apesar dos problemas econômicos de hoje. É um fenômeno tipicamente russo."
Se isso soa parecido com o que acontecia nos tempos da União Soviética, você não está enganado. O sistema totalitário se tornou mais sofisticado e mais aperfeiçoado. O Ocidente não deve enganar-se. A Guerra Fria nunca terminou. A KGB continua em vigor. Segundo Kalashnikov: "Não é necessário controlar a região da antiga União Soviética inteira. Nós podemos projetar nossa influência. Mesmo quando nós permitimos que os norte-americanos e a OTAN tenham uma presença lá, nós ainda temos o controle. Eu até desconfio que o que aconteceu produziu um modelo estratégico modernizado".
Há muito se foram os fardos imperiais. A Rússia pode usar as suas redes de agentes secretos para chantagear executivos, políticos e intelectuais. Jornalistas, como se verificou, podem tanto ser comprados por um custo irrisório. As campanhas de desinformação dos anos 60, 70 e 80 lançaram as bases para uma grande decepção. O Ocidente pensa que está lidando com uma nova entidade na Rússia. No entanto, eles ainda estão lidando com a casa que Stalin construiu.
"Meu sentimento é que o antigo sistema de gestão de pessoal dos tempos soviéticos foi restabelecido", disse Kalashnikov, explicando como a polícia secreta pode privar os cidadãos resistentes de um meio de subsistência. "Na União Soviética o seu arquivo pessoal o seguia sempre que havia mudança de um emprego para outro. Seu empregador pode ver qualquer problema assinalado pelos empregadores anteriores, e meu ex-patrão [a KGB] estava ansioso para tornar minha vida a mais difícil possível. Eles queriam nos pressionar ao ponto que teríamos de admitir a nossa derrota e fracasso, repensar nosso comportamento."
No Ocidente, fomos informados de que o sistema soviético acabou. Fomos informados de que o Partido Comunista perdeu o poder, a KGB foi reformada e que a democracia ganhou a batalha.
Kalashnikov disse: "Não houve nenhum momento, posso afirmar com certeza, em que o velho sistema da KGB e a nomenklatura admitiram sua falha ou perderam o controle. Eles apenas mudaram a sua forma e aparência. Foi um tipo de mudança geracional.
Em vez de generais no comando, temos tenentes-coronéis. Eles se comportam de maneira diferente, mas estão fazendo a mesma coisa. Nunca houve momento algum em que eles admitiram uma derrota histórica. Nunca houve nenhum passo sério na direção de uma "descomunização" - nunca, nunca. A Comissão Yakovlev foi concebida para imitar os procedimentos de "descomunização" na Europa Central. "
Então foi uma farsa?
"Sim, era uma falsificação, uma imitação", insistiu Kalashnikov. "Desde o início a idéia era, nós vamos voltar, vamos nos modernizar. E foi assim que aconteceu. Naturalmente, muitos observadores ocidentais estavam satisfeitos com as novas caras, com os novos estilos e com a abertura. Mas, passo a passo, você mesmo pode se lembrar que muitas instituições americanas aqui na Rússia foram empurradas para fora ou colocadas sob o controle russo.
Assim, formalmente, temos vários organismos ocidentais aqui que supostamente estão trabalhando pela democracia e atuando como consultores, mas, na verdade, eles se tornaram um instrumento da política do Kremlin, que os imita e explora para seus próprios fins."
Aqui estão as palavras de um ex-oficial da KGB, dizendo a verdade desde sua casa, em Moscou; impedido de trabalhar por causa de sua honestidade - colocado na lista negra por seus ex-colegas, porque ele não queria participar da maior fraude do nosso tempo. "Ninguém realmente prestou contas pelo passado", explicou Kalashnikov. "Foi uma grande fraude. As pessoas mudaram de aparência e comportamento, mas o significado real do sistema permaneceu o mesmo - em substância. Isso era bastante visível para mim. O Ocidente está feliz apenas pelo fato de abandonarmos os nomes Comunismo, União Soviética, etc. Mudamos nosso vocabulário. Em vez do Politburo e do Comitê Central, temos um presidente e um governo presidencial. Em vez da KGB, temos FSB.
Eu insisto que a interpretação da história soviética recente deve ser alterada profundamente. A KGB manteve enormes redes de espiões domésticos. Centenas de milhares de pessoas foram postas em ação no momento certo, influenciando o movimento democrático. Esse sistema foi ampliado por Putin.
Se você olhar a Rússia desde fora, você não consegue saber quem está manipulando a coisa toda. Centenas de milhares de recursos são empregados na política e nos negócios. Há uma agenda oculta e há estruturas secretas. Nem mesmo os alemães se livraram das suas estruturas ocultas relacionadas à era comunista. Com todos os esforços e tecnologia, eles ainda não conseguem resolver o problema das estruturas comunistas secretas. Eles ainda estão sendo manipulados.
Agora pegue a Rússia, que é livre para reconstruir suas estruturas [totalitárias] sob uma roupagem diferente."
E quais são as implicações estratégicas?
"Elas devem ser enormes", disse Kalashnikov. "Você sabe, há uma coisa que as pessoas devem entender. Há uma nítida linha de continuidade nas políticas militares de Moscou, desde os tempos de Stalin. Moscou tem seguido a mesma linha de política de maneira consistente. O que é enganador para muitas pessoas é que a presença militar material não está mais lá. Nós não precisamos de tantos tanques. A questão é que tipo de projeto, que tipo de estratégia existe e que está pronta para ser usada. Tudo isso Moscou tem potencialmente. Vemos que a presença russa está sendo reinstalada em alguns lugares - América Latina, África e Oriente Médio." O importante é a manipulação e a influência em vez de um controle direto.
Em termos de estratégia moderna, o tamanho reduzido da Rússia traz vantagens. Agora, a Rússia não é responsável por alimentar o Azerbaijão, ou fornecer energia barata aos Estados Bálticos ou à Ucrânia. As armas de influência e manipulação da KGB, incluindo o crime organizado e o tráfico de drogas, podem ser usadas para influenciar e manipular sem precisar manter exércitos caros.
Dessa forma, os russos aprenderam a aperfeiçoar a sua dominação, fazer os americanos pensar que Washington mantém o controle. Mas olhe hoje à sua volta e veja o que está acontecendo com a economia americana, com o dólar americano, e com o arsenal de defesa nuclear nos EUA. Há um enfraquecimento visível em todas as três áreas.
Victor Kalashnikov é um homem corajoso. Ele recusou-se a falsificar a realidade por uma questão de oportunidade de carreira ou mesmo de segurança pessoal. Ele está nos dizendo como as coisas são no maior país do mundo. Você pode ignorá-lo se quiser, mas o faça apenas em prejuízo próprio.
Jeffrey Nyquist, 03 Março 2010
Fonte: www.financialsense.com/stormwatch/geo/pastanalysis/2009/0724.html
Tradução: Rafael Resende Stival, do blog Salmo 12
Revisão: Alessandro Cota
Se isso soa parecido com o que acontecia nos tempos da União Soviética, você não está enganado. O sistema totalitário se tornou mais sofisticado e mais aperfeiçoado. O Ocidente não deve enganar-se. A Guerra Fria nunca terminou. A KGB continua em vigor.
Conheça Victor Kalashnikov: ex-agente da KGB, estudioso, analista e escritor. Ele é casado com a historiadora e jornalista Marina Kalashnikova, o tema da coluna da semana passada.
Antes do colapso da União Soviética Victor trabalhou para a KGB, em Viena. Após a bizarra abdicação de Gorbachev, em dezembro de 1991, Victor viu-se arrastado para dentro da administração presidencial de Boris Yeltsin, sob as ordens do General Yevgeny Primakov, da KGB.
Lá ele se tornou um diretor de pesquisas do Centro de Políticas Públicas da Rússia. "Então minha atenção deu um giro de 180 graus, da Europa para a Rússia", explicou Victor. "Eu estava bastante entusiasmado com a idéia de explorar o que estava acontecendo na Rússia. As pessoas do Kremlin se depararam com várias surpresas e descobertas quanto ao que a Rússia de fato era ."
E o que é a Rússia?
Com a ajuda do assessor presidencial, Sergei Stankevich, Victor conseguiu aposentar-se da KGB. Mas a KGB o queria de volta, assim como eles queriam a Rússia de volta. Qualquer trabalho que Victor aceitasse, onde quer que fosse, a KGB apareceria. "Eles sempre entravam em cena com ofertas e promessas, querendo explorar os meus contatos," explicou Victor. "Veja você que a Guerra Fria, assim como o trabalho dos espiões de Moscou, ainda estava em curso.
Em 1997, o SVR (KGB) queria que Victor infiltrasse espiões na companhia petrolífera alemã em que trabalhava. Quando ele se recusou, o SVR prometeu que Victor "pagaria com seu sangue." Em 1999, depois de tomar café na Embaixada Russa em Bruxelas, Victor ficou muito doente. Naturalmente, ele suspeitava que tivesse sido envenenado.
Em 2000, um dos colegas de Victor foi convocado pela polícia secreta e avisado de que os Kalashnikovs estavam em uma "lista negra" devido a seus escritos politicamente incorretos. As pessoas em torno dos Kalashnikovs estavam sendo advertidas por todos os lados, incluindo dentista deles. Seus amigos desapareceram. Os colegas de trabalho evitavam manter contato. O dentista não podia mais atendê-lo.
"O que me impressiona, especialmente com a geração mais jovem," Victor observou, "é que eles parecem ser muito conformistas. Não têm idealismo nem valores. Simplesmente, eles estavam dispostos a colaborar com quem quer que eles vissem como superiores. É por isso que, hoje em dia, em última análise, nós nos encontramos de forma inesperada na posição de estranhos, dissidentes e mesmo inimigos. Foi assim que chegamos a esta situação."
Em 2004, Victor e sua esposa continuaram a escrever sobre assuntos polêmicos e viram-se abordados na rua por oficiais da FSB (KGB) que advertiram os Kalashnikov para que não entrassem em embaixadas estrangeiras e interromperam tentativas deles de reunirem-se com diplomatas.
Mais ou menos na mesma época, os Kalashnikovs foram demitidos dos seus respectivos empregos em jornais. Desse ponto em diante, Victor e Marina não mais conseguiram encontrar trabalho na imprensa, em universidades ou em empresas russas. Por fim, eles buscaram um canal para dar vazão ao seu talento na Ucrânia. Mas aqui, novamente, o Kremlin não lhes deu descanso, já que funcionários ucranianos advertiram que o ministro russo do interior tinha incluído os Kalashnikovs em uma lista de "extremistas" e que, como conseqüência, a sua segurança pessoal na Ucrânia já não poderia ser garantida.
"O conformismo é absolutamente avassalador aqui", lamentou Kalashnikov. "Não há distinção, sob este aspecto, entre as autoridades russas e o povo russo. Dos desempregados nas províncias ao topo da hierarquia, o conformismo é enorme. Também dentro da mídia, todos eles estão dispostos a cooperar. Isto é uma realidade e evoluirá desta maneira, apesar dos problemas econômicos de hoje. É um fenômeno tipicamente russo."
Se isso soa parecido com o que acontecia nos tempos da União Soviética, você não está enganado. O sistema totalitário se tornou mais sofisticado e mais aperfeiçoado. O Ocidente não deve enganar-se. A Guerra Fria nunca terminou. A KGB continua em vigor. Segundo Kalashnikov: "Não é necessário controlar a região da antiga União Soviética inteira. Nós podemos projetar nossa influência. Mesmo quando nós permitimos que os norte-americanos e a OTAN tenham uma presença lá, nós ainda temos o controle. Eu até desconfio que o que aconteceu produziu um modelo estratégico modernizado".
Há muito se foram os fardos imperiais. A Rússia pode usar as suas redes de agentes secretos para chantagear executivos, políticos e intelectuais. Jornalistas, como se verificou, podem tanto ser comprados por um custo irrisório. As campanhas de desinformação dos anos 60, 70 e 80 lançaram as bases para uma grande decepção. O Ocidente pensa que está lidando com uma nova entidade na Rússia. No entanto, eles ainda estão lidando com a casa que Stalin construiu.
"Meu sentimento é que o antigo sistema de gestão de pessoal dos tempos soviéticos foi restabelecido", disse Kalashnikov, explicando como a polícia secreta pode privar os cidadãos resistentes de um meio de subsistência. "Na União Soviética o seu arquivo pessoal o seguia sempre que havia mudança de um emprego para outro. Seu empregador pode ver qualquer problema assinalado pelos empregadores anteriores, e meu ex-patrão [a KGB] estava ansioso para tornar minha vida a mais difícil possível. Eles queriam nos pressionar ao ponto que teríamos de admitir a nossa derrota e fracasso, repensar nosso comportamento."
No Ocidente, fomos informados de que o sistema soviético acabou. Fomos informados de que o Partido Comunista perdeu o poder, a KGB foi reformada e que a democracia ganhou a batalha.
Kalashnikov disse: "Não houve nenhum momento, posso afirmar com certeza, em que o velho sistema da KGB e a nomenklatura admitiram sua falha ou perderam o controle. Eles apenas mudaram a sua forma e aparência. Foi um tipo de mudança geracional.
Em vez de generais no comando, temos tenentes-coronéis. Eles se comportam de maneira diferente, mas estão fazendo a mesma coisa. Nunca houve momento algum em que eles admitiram uma derrota histórica. Nunca houve nenhum passo sério na direção de uma "descomunização" - nunca, nunca. A Comissão Yakovlev foi concebida para imitar os procedimentos de "descomunização" na Europa Central. "
Então foi uma farsa?
"Sim, era uma falsificação, uma imitação", insistiu Kalashnikov. "Desde o início a idéia era, nós vamos voltar, vamos nos modernizar. E foi assim que aconteceu. Naturalmente, muitos observadores ocidentais estavam satisfeitos com as novas caras, com os novos estilos e com a abertura. Mas, passo a passo, você mesmo pode se lembrar que muitas instituições americanas aqui na Rússia foram empurradas para fora ou colocadas sob o controle russo.
Assim, formalmente, temos vários organismos ocidentais aqui que supostamente estão trabalhando pela democracia e atuando como consultores, mas, na verdade, eles se tornaram um instrumento da política do Kremlin, que os imita e explora para seus próprios fins."
Aqui estão as palavras de um ex-oficial da KGB, dizendo a verdade desde sua casa, em Moscou; impedido de trabalhar por causa de sua honestidade - colocado na lista negra por seus ex-colegas, porque ele não queria participar da maior fraude do nosso tempo. "Ninguém realmente prestou contas pelo passado", explicou Kalashnikov. "Foi uma grande fraude. As pessoas mudaram de aparência e comportamento, mas o significado real do sistema permaneceu o mesmo - em substância. Isso era bastante visível para mim. O Ocidente está feliz apenas pelo fato de abandonarmos os nomes Comunismo, União Soviética, etc. Mudamos nosso vocabulário. Em vez do Politburo e do Comitê Central, temos um presidente e um governo presidencial. Em vez da KGB, temos FSB.
Eu insisto que a interpretação da história soviética recente deve ser alterada profundamente. A KGB manteve enormes redes de espiões domésticos. Centenas de milhares de pessoas foram postas em ação no momento certo, influenciando o movimento democrático. Esse sistema foi ampliado por Putin.
Se você olhar a Rússia desde fora, você não consegue saber quem está manipulando a coisa toda. Centenas de milhares de recursos são empregados na política e nos negócios. Há uma agenda oculta e há estruturas secretas. Nem mesmo os alemães se livraram das suas estruturas ocultas relacionadas à era comunista. Com todos os esforços e tecnologia, eles ainda não conseguem resolver o problema das estruturas comunistas secretas. Eles ainda estão sendo manipulados.
Agora pegue a Rússia, que é livre para reconstruir suas estruturas [totalitárias] sob uma roupagem diferente."
E quais são as implicações estratégicas?
"Elas devem ser enormes", disse Kalashnikov. "Você sabe, há uma coisa que as pessoas devem entender. Há uma nítida linha de continuidade nas políticas militares de Moscou, desde os tempos de Stalin. Moscou tem seguido a mesma linha de política de maneira consistente. O que é enganador para muitas pessoas é que a presença militar material não está mais lá. Nós não precisamos de tantos tanques. A questão é que tipo de projeto, que tipo de estratégia existe e que está pronta para ser usada. Tudo isso Moscou tem potencialmente. Vemos que a presença russa está sendo reinstalada em alguns lugares - América Latina, África e Oriente Médio." O importante é a manipulação e a influência em vez de um controle direto.
Em termos de estratégia moderna, o tamanho reduzido da Rússia traz vantagens. Agora, a Rússia não é responsável por alimentar o Azerbaijão, ou fornecer energia barata aos Estados Bálticos ou à Ucrânia. As armas de influência e manipulação da KGB, incluindo o crime organizado e o tráfico de drogas, podem ser usadas para influenciar e manipular sem precisar manter exércitos caros.
Dessa forma, os russos aprenderam a aperfeiçoar a sua dominação, fazer os americanos pensar que Washington mantém o controle. Mas olhe hoje à sua volta e veja o que está acontecendo com a economia americana, com o dólar americano, e com o arsenal de defesa nuclear nos EUA. Há um enfraquecimento visível em todas as três áreas.
Victor Kalashnikov é um homem corajoso. Ele recusou-se a falsificar a realidade por uma questão de oportunidade de carreira ou mesmo de segurança pessoal. Ele está nos dizendo como as coisas são no maior país do mundo. Você pode ignorá-lo se quiser, mas o faça apenas em prejuízo próprio.
Jeffrey Nyquist, 03 Março 2010
Fonte: www.financialsense.com/stormwatch/geo/pastanalysis/2009/0724.html
Tradução: Rafael Resende Stival, do blog Salmo 12
Revisão: Alessandro Cota
VOZ DA RÚSSIA: UM ALERTA DE MARINA KALASHNIKOVA 1
Internacional - Rússia
Os financiadores podem acreditar que o dinheiro faz o mundo girar. Deixe-os tentar parar uma salva de mísseis balísticos intercontinentais com o sentimento liberal e o dinheiro.
Conheça Marina Kalashnikova: uma historiadora, pesquisadora e jornalista moscovita. Em agosto de 2008, ela criticou "especialistas" estrangeiros que sugeriram que um conflito com Moscou não acontecerá porque a elite russa está intimamente ligada ao Ocidente.
Segundo Kalashnikova: "O Ocidente vive um sonho produzido pelo desejo que a realidade seja o que o Ocidente quer que ela seja e não o que ela verdadeiramente é. E mesmo quando Moscou volta-se para a revivescência do culto à personalidade de Stalin e da ideologia da Cheka [isto é, da polícia secreta], o Ocidente não se preocupa em acordar desse sonho."
Temo que Marina Kalashnikova esteja certa. O Ocidente está sonhando, e o Ocidente sofrerá as conseqüências. Se o Kremlin gosta de Stalin, então haverá problemas. Se os funcionários da KGB criaram uma forma sofisticada de ditadura na Rússia, eles o fizeram por um motivo. Nós devemos lembrar os nossos políticos de memórias curtas que Stalin e sua polícia secreta não estavam liderando uma escola dominical. Além disso, o recente rastro de sangue e radiação que aponta para o Kremlin é como um dedo apontando para o maior perigo do nosso tempo - apagado da tagarelice midiática do momento.
(Um agente da KGB aposentado disse recentemente que "ninguém é mais fácil de comprar do que um jornalista ocidental.")
A Rússia construiu uma aliança de ditadores, o que Kalashnikova chama de uma "aliança das forças e regimes mais desenfreados." Extremistas de todos os tipos servem ao objetivo de quebrar a paz, danificar as economias ocidentais e preparar o palco para uma revolução global na qual o equilíbrio de poder mude dos Estados Unidos e do Ocidente para o Kremlin e os seus aliados chineses.
"Entre as idéias que animam os analistas gerais do Kremlin, há a idéia de difusão", diz Kalashnikova, "Não é que o Kremlin deva esforçar-se para ter uma expansão territorial e uma disseminação de seu modelo [político]. A coisa fundamental é o poder e o fulcro de um contexto estratégico geral. Nesse caso, mesmo que os americanos pareçam ter influência nos países pós-soviéticos, Moscou continua no comando. O Estado-Maior [russo], portanto, tem expandido com êxito a posição de Moscou para além e acima da posição da antiga União Soviética na África e na América Latina."
O que prevalece, diz ela, é "a afirmação e a determinação de Moscou, sem medo de uma reação do Ocidente."
Em outras palavras, o Ocidente já foi suplantado. A KGB e o Estado-Maior russo já nos sondaram, e eles estão rindo de nós. Nossos líderes não percebem a sofisticação do seu inimigo.
Eles não podem ver nem entender o que está acontecendo. Eles piscam, eles viram as costas, e continuam usando conceitos fornecidos a eles por agentes de influência soviéticos há muito tempo. Como nação, nós estamos confusos e desorientados, acreditando que o mundo está em dívida com o poder monetário do Ocidente - e, portanto, que a paz pode ser comprada.
"O Kremlin ativou uma rede de extremistas no Terceiro Mundo", escreveu Kalashnikova. "[Ao mesmo tempo], a Rússia conseguiu livrar-se de quase todas as convenções internacionais que restringem a expansão de seu poderio militar."
Nesta situação, o único obstáculo para o poder russo é o poder americano. Mesmo assim, o presidente norte-americano se prepara para abdicar desse poder com uma série de acordos de controle de armas, que deixarão os Estados Unidos vulneráveis a um primeiro ataque.
Colocando isso em contexto, as armas nucleares são armas de ultimato, de forma que a superioridade ocidental em armas convencionais deixe, portanto, de ter sentido. Quem ganhar supremacia estratégica nuclear governará o mundo; e as forças russas de foguetes estratégicos estão no lugar, prontas para o lançamento, enquanto as forças nucleares americanas estão apodrecendo por negligência.
A historiadora russa considera que o Ocidente depende da ganância da elite russa para manter o Kremlin na linha. Mas esse é um conceito tolo. Mao Zedong disse que o poder político "emana do cilindro de uma arma."
Portanto, a lógica do Kremlin é dura: deixe o Ocidente manter sua moeda inútil. Moscou terá armas, e, no final, Moscou e seus aliados controlarão tudo. Os liberais podem acreditar que os protestos e apelos à humanidade são o trunfo final. Os financiadores podem acreditar que o dinheiro faz o mundo girar. Deixe-os tentar parar uma salva de mísseis balísticos intercontinentais com o sentimento liberal e o dinheiro. Até onde valem as leis da física, os seus instrumentos preferidos não podem parar um único míssil.
Segundo Kalashnikova, "Está claro que o regime [do Kremlin] não tem limites e irá cometer qualquer crime, quebrar qualquer regra, superar qualquer referência a fim de consolidar seu já ilegítimo poder..."
Até mesmo o antigo chefe da KGB, Vladimir Kryuchkov, ficou chocado: "Putin e outros têm de responder pelo que estão fazendo com o país hoje", disse ele. Mas o Ocidente dorme. O Ocidente não quer ouvir sobre o perigo que se levanta no Oriente - desde o Kremlin e de seus aliados chineses. Como Kalashnikova aponta, as advertências de observadores russos, como Viktor Suvorov e Vladimir Bukovsky, foram quase totalmente ignoradas.
O chauvinismo ocidental está profundamente arraigado, e o homem ocidental dá por garantida toda a sua superioridade militar e econômica. Ele ri da idéia de que "os russos estão chegando." Mas a piada é sobre a América. A vantagem psicológica do Kremlin é vital e imediata, e se estende ao domínio político. Isso é significativo porque o resultado de cada guerra é pré-determinado pelo processo político que levou à guerra.
Kalashnikova lamenta que Suvorov e Bukovsky permaneçam tão desconhecidos, "e são até odiados pelo establishment ocidental..., [que] evita verdades desconfortáveis sobre o mundo e sobre si mesmos, especialmente quando a verdade vem de críticos russos."
Será que os americanos têm senso? Eles são pessoas sérias? Não, disse Suvorov mais de duas décadas atrás. Não, diz hoje Kalashnikova. Os generais russos estão se preparando. Eles estão consolidando a sua influência, porque a próxima guerra exige isso.
"A idéia da OTAN de intimidação pela posse de armamento nuclear não significa absolutamente nada para os generais russos", escreveu Kalashnikova. "Ao contrário dos seus homólogos ocidentais, eles não têm medo das grandes perdas militares e civis. Isso já era verdade na época de Stalin. Perdas não afetam a popularidade dos governantes do Kremlin..."
O filósofo Nietzsche escreveu certa vez que sacrificar pessoas para um Estado ou para uma idéia faz com que o Estado ou a idéia sejam os mais preciosos de todos para aqueles que fizeram o sacrifício. Tal é a psicologia humana ontem, hoje e amanhã.
"O equilíbrio estratégico", alertou Kalashnikova, "não funciona e nunca funcionou." Estando do lado de fora da lógica da intimidação nuclear, os líderes do Kremlin estão modernizando seus bunkers nucleares. Eles estão preparados para sobreviver. "Os militares russos de hoje não são mais fracos do que os da URSS", diz ela, "e em algumas áreas ultrapassam os militares soviéticos." - Isto vindo de uma escritora que entrevistou pessoalmente generais, chefes de espionagem e estadistas russos.
Ela vai além e diz que, depois de 11/9, pode-se supor de forma realista que terroristas aliados da Rússia tenham desempenhado um papel fundamental na equação estratégica. E então ela providencialmente cita um funcionário da OTAN que falou sobre o papel da Al Qaeda e de Bin Laden da seguinte maneira: "Isso [o ataque de 11/9] está além de suas capacidades intelectuais." Este tipo de idéia é conhecida por provocar "reações de polônio", como no caso do ex-tenente-coronel da FSB Alexander Litvinenko - que declarou publicamente que Vladimir Putin era o terrorista mestre por trás da Al Qaeda.
E aqui é onde a coisa se complica. Quando Marina Kalashnikova apresentou sua análise aos leitores russos e ucranianos em 26 de agosto de 2008, ela irritou o regime e tornou-se um alvo da polícia secreta russa.
Sua residência em Moscou foi arrombada. Papéis privados foram roubados. Ameaças foram feitas. E, por último, mas não menos importante, ela foi presa contra sua vontade em uma clínica psiquiátrica por 35 dias. "Estou completamente saudável", disse-me Kalashnikova durante uma entrevista por telefone no domingo. "Foi algo totalmente político... não há nada de clínico."
E que desculpa eles deram para quebrar a fechadura e pegá-la? "Alegaram que fui agressiva", explicou ela, "mesmo estando eu atrás da porta da minha própria casa." O que ela fez, é claro, foi revelar as intenções hostis do governo russo em relação aos Estados Unidos.
"Ontem mesmo", explicou ela, "eu recebi ameaças de que eles iriam me levar de volta à clínica, porque eu não cumpri o acordo de não interferir em assuntos políticos aqui. Estou proibida de fazer jornalismo, política, entrevistas e tudo mais. Então eu só posso lidar com a minha vida cotidiana. Meus esforços, e minha comunicação ativa com o Ocidente sobre esta prisão psiquiátrica [estão proibidos]. Sinto-me completamente insegura aqui. Não é piada. Não é exagero. A realidade é ainda mais terrível e criminosa. Tento não assustar as pessoas. O povo americano está muito confortável. Minha descrição da situação está muito aquém e abaixo da realidade. É muito perigoso. A situação precisa urgentemente do discernimento deles."
E sobre qual situação ela está falando?
"Eu acho que a Rússia sempre teve a América como o inimigo", Kalashnikova me disse, "e continua da mesma forma. Eu acho que todos os preparativos feitos pela Rússia são preparativos militares, são preparativos para a guerra. Recentemente, eu falei três vezes com... um ex-político, funcionário do partido e brilhante diplomata... e ele confirmou que eles esperam a guerra".
Espero que Marina Kalashnikova esteja a salvo, e que os americanos irão apreciar a sua coragem, dar atenção a seus alertas, e evitar a eclosão de uma guerra com zelo e vigilância. Marina me deu permissão para contar sua história e relatar suas palavras àqueles que estão dormindo no Ocidente. Ela precisa da nossa ajuda, e ela merece.
Jeffrey Nyquist, 02 Março 2010
Fonte: http://www.financialsense.com/stormwatch/geo/pastanalysis/2009/0717.html
Tradução: Rafael Resende Stival, do blog Salmo 12
Revisão: Alessandro Cota
Os financiadores podem acreditar que o dinheiro faz o mundo girar. Deixe-os tentar parar uma salva de mísseis balísticos intercontinentais com o sentimento liberal e o dinheiro.
Conheça Marina Kalashnikova: uma historiadora, pesquisadora e jornalista moscovita. Em agosto de 2008, ela criticou "especialistas" estrangeiros que sugeriram que um conflito com Moscou não acontecerá porque a elite russa está intimamente ligada ao Ocidente.
Segundo Kalashnikova: "O Ocidente vive um sonho produzido pelo desejo que a realidade seja o que o Ocidente quer que ela seja e não o que ela verdadeiramente é. E mesmo quando Moscou volta-se para a revivescência do culto à personalidade de Stalin e da ideologia da Cheka [isto é, da polícia secreta], o Ocidente não se preocupa em acordar desse sonho."
Temo que Marina Kalashnikova esteja certa. O Ocidente está sonhando, e o Ocidente sofrerá as conseqüências. Se o Kremlin gosta de Stalin, então haverá problemas. Se os funcionários da KGB criaram uma forma sofisticada de ditadura na Rússia, eles o fizeram por um motivo. Nós devemos lembrar os nossos políticos de memórias curtas que Stalin e sua polícia secreta não estavam liderando uma escola dominical. Além disso, o recente rastro de sangue e radiação que aponta para o Kremlin é como um dedo apontando para o maior perigo do nosso tempo - apagado da tagarelice midiática do momento.
(Um agente da KGB aposentado disse recentemente que "ninguém é mais fácil de comprar do que um jornalista ocidental.")
A Rússia construiu uma aliança de ditadores, o que Kalashnikova chama de uma "aliança das forças e regimes mais desenfreados." Extremistas de todos os tipos servem ao objetivo de quebrar a paz, danificar as economias ocidentais e preparar o palco para uma revolução global na qual o equilíbrio de poder mude dos Estados Unidos e do Ocidente para o Kremlin e os seus aliados chineses.
"Entre as idéias que animam os analistas gerais do Kremlin, há a idéia de difusão", diz Kalashnikova, "Não é que o Kremlin deva esforçar-se para ter uma expansão territorial e uma disseminação de seu modelo [político]. A coisa fundamental é o poder e o fulcro de um contexto estratégico geral. Nesse caso, mesmo que os americanos pareçam ter influência nos países pós-soviéticos, Moscou continua no comando. O Estado-Maior [russo], portanto, tem expandido com êxito a posição de Moscou para além e acima da posição da antiga União Soviética na África e na América Latina."
O que prevalece, diz ela, é "a afirmação e a determinação de Moscou, sem medo de uma reação do Ocidente."
Em outras palavras, o Ocidente já foi suplantado. A KGB e o Estado-Maior russo já nos sondaram, e eles estão rindo de nós. Nossos líderes não percebem a sofisticação do seu inimigo.
Eles não podem ver nem entender o que está acontecendo. Eles piscam, eles viram as costas, e continuam usando conceitos fornecidos a eles por agentes de influência soviéticos há muito tempo. Como nação, nós estamos confusos e desorientados, acreditando que o mundo está em dívida com o poder monetário do Ocidente - e, portanto, que a paz pode ser comprada.
"O Kremlin ativou uma rede de extremistas no Terceiro Mundo", escreveu Kalashnikova. "[Ao mesmo tempo], a Rússia conseguiu livrar-se de quase todas as convenções internacionais que restringem a expansão de seu poderio militar."
Nesta situação, o único obstáculo para o poder russo é o poder americano. Mesmo assim, o presidente norte-americano se prepara para abdicar desse poder com uma série de acordos de controle de armas, que deixarão os Estados Unidos vulneráveis a um primeiro ataque.
Colocando isso em contexto, as armas nucleares são armas de ultimato, de forma que a superioridade ocidental em armas convencionais deixe, portanto, de ter sentido. Quem ganhar supremacia estratégica nuclear governará o mundo; e as forças russas de foguetes estratégicos estão no lugar, prontas para o lançamento, enquanto as forças nucleares americanas estão apodrecendo por negligência.
A historiadora russa considera que o Ocidente depende da ganância da elite russa para manter o Kremlin na linha. Mas esse é um conceito tolo. Mao Zedong disse que o poder político "emana do cilindro de uma arma."
Portanto, a lógica do Kremlin é dura: deixe o Ocidente manter sua moeda inútil. Moscou terá armas, e, no final, Moscou e seus aliados controlarão tudo. Os liberais podem acreditar que os protestos e apelos à humanidade são o trunfo final. Os financiadores podem acreditar que o dinheiro faz o mundo girar. Deixe-os tentar parar uma salva de mísseis balísticos intercontinentais com o sentimento liberal e o dinheiro. Até onde valem as leis da física, os seus instrumentos preferidos não podem parar um único míssil.
Segundo Kalashnikova, "Está claro que o regime [do Kremlin] não tem limites e irá cometer qualquer crime, quebrar qualquer regra, superar qualquer referência a fim de consolidar seu já ilegítimo poder..."
Até mesmo o antigo chefe da KGB, Vladimir Kryuchkov, ficou chocado: "Putin e outros têm de responder pelo que estão fazendo com o país hoje", disse ele. Mas o Ocidente dorme. O Ocidente não quer ouvir sobre o perigo que se levanta no Oriente - desde o Kremlin e de seus aliados chineses. Como Kalashnikova aponta, as advertências de observadores russos, como Viktor Suvorov e Vladimir Bukovsky, foram quase totalmente ignoradas.
O chauvinismo ocidental está profundamente arraigado, e o homem ocidental dá por garantida toda a sua superioridade militar e econômica. Ele ri da idéia de que "os russos estão chegando." Mas a piada é sobre a América. A vantagem psicológica do Kremlin é vital e imediata, e se estende ao domínio político. Isso é significativo porque o resultado de cada guerra é pré-determinado pelo processo político que levou à guerra.
Kalashnikova lamenta que Suvorov e Bukovsky permaneçam tão desconhecidos, "e são até odiados pelo establishment ocidental..., [que] evita verdades desconfortáveis sobre o mundo e sobre si mesmos, especialmente quando a verdade vem de críticos russos."
Será que os americanos têm senso? Eles são pessoas sérias? Não, disse Suvorov mais de duas décadas atrás. Não, diz hoje Kalashnikova. Os generais russos estão se preparando. Eles estão consolidando a sua influência, porque a próxima guerra exige isso.
"A idéia da OTAN de intimidação pela posse de armamento nuclear não significa absolutamente nada para os generais russos", escreveu Kalashnikova. "Ao contrário dos seus homólogos ocidentais, eles não têm medo das grandes perdas militares e civis. Isso já era verdade na época de Stalin. Perdas não afetam a popularidade dos governantes do Kremlin..."
O filósofo Nietzsche escreveu certa vez que sacrificar pessoas para um Estado ou para uma idéia faz com que o Estado ou a idéia sejam os mais preciosos de todos para aqueles que fizeram o sacrifício. Tal é a psicologia humana ontem, hoje e amanhã.
"O equilíbrio estratégico", alertou Kalashnikova, "não funciona e nunca funcionou." Estando do lado de fora da lógica da intimidação nuclear, os líderes do Kremlin estão modernizando seus bunkers nucleares. Eles estão preparados para sobreviver. "Os militares russos de hoje não são mais fracos do que os da URSS", diz ela, "e em algumas áreas ultrapassam os militares soviéticos." - Isto vindo de uma escritora que entrevistou pessoalmente generais, chefes de espionagem e estadistas russos.
Ela vai além e diz que, depois de 11/9, pode-se supor de forma realista que terroristas aliados da Rússia tenham desempenhado um papel fundamental na equação estratégica. E então ela providencialmente cita um funcionário da OTAN que falou sobre o papel da Al Qaeda e de Bin Laden da seguinte maneira: "Isso [o ataque de 11/9] está além de suas capacidades intelectuais." Este tipo de idéia é conhecida por provocar "reações de polônio", como no caso do ex-tenente-coronel da FSB Alexander Litvinenko - que declarou publicamente que Vladimir Putin era o terrorista mestre por trás da Al Qaeda.
E aqui é onde a coisa se complica. Quando Marina Kalashnikova apresentou sua análise aos leitores russos e ucranianos em 26 de agosto de 2008, ela irritou o regime e tornou-se um alvo da polícia secreta russa.
Sua residência em Moscou foi arrombada. Papéis privados foram roubados. Ameaças foram feitas. E, por último, mas não menos importante, ela foi presa contra sua vontade em uma clínica psiquiátrica por 35 dias. "Estou completamente saudável", disse-me Kalashnikova durante uma entrevista por telefone no domingo. "Foi algo totalmente político... não há nada de clínico."
E que desculpa eles deram para quebrar a fechadura e pegá-la? "Alegaram que fui agressiva", explicou ela, "mesmo estando eu atrás da porta da minha própria casa." O que ela fez, é claro, foi revelar as intenções hostis do governo russo em relação aos Estados Unidos.
"Ontem mesmo", explicou ela, "eu recebi ameaças de que eles iriam me levar de volta à clínica, porque eu não cumpri o acordo de não interferir em assuntos políticos aqui. Estou proibida de fazer jornalismo, política, entrevistas e tudo mais. Então eu só posso lidar com a minha vida cotidiana. Meus esforços, e minha comunicação ativa com o Ocidente sobre esta prisão psiquiátrica [estão proibidos]. Sinto-me completamente insegura aqui. Não é piada. Não é exagero. A realidade é ainda mais terrível e criminosa. Tento não assustar as pessoas. O povo americano está muito confortável. Minha descrição da situação está muito aquém e abaixo da realidade. É muito perigoso. A situação precisa urgentemente do discernimento deles."
E sobre qual situação ela está falando?
"Eu acho que a Rússia sempre teve a América como o inimigo", Kalashnikova me disse, "e continua da mesma forma. Eu acho que todos os preparativos feitos pela Rússia são preparativos militares, são preparativos para a guerra. Recentemente, eu falei três vezes com... um ex-político, funcionário do partido e brilhante diplomata... e ele confirmou que eles esperam a guerra".
Espero que Marina Kalashnikova esteja a salvo, e que os americanos irão apreciar a sua coragem, dar atenção a seus alertas, e evitar a eclosão de uma guerra com zelo e vigilância. Marina me deu permissão para contar sua história e relatar suas palavras àqueles que estão dormindo no Ocidente. Ela precisa da nossa ajuda, e ela merece.
Jeffrey Nyquist, 02 Março 2010
Fonte: http://www.financialsense.com/stormwatch/geo/pastanalysis/2009/0717.html
Tradução: Rafael Resende Stival, do blog Salmo 12
Revisão: Alessandro Cota
DEMOCRACIA NORMAL E PATOLÓGICA 2
Artigos - Cultura
A farsa existencial com que a esquerda governante inventa inimigos para camuflar seu controle hegemônico tornou-se a norma e padrão para o país inteiro, invadindo as consciências e expelindo cada pensamento para longe da realidade.
Não é preciso dizer que situações especiais podem induzir quaisquer das duas facções maiores a inverter sua política habitual, em vista das conveniências e oportunidades. O governo petista, adotando controles monetários ortodoxos para escapar a uma crise econômica; a administração Bush, criando um sistema de vigilância interna quase socialista depois do 11 de setembro, são exemplos notórios.
Fatos como esses bastam para demonstrar que a democracia saudável é a administração bem-sucedida de um conflito insolúvel, destinado a perpetuar-se entre crises e não a produzir a vitória definitiva de uma das facções. Desde o início, a democracia tem encontrado no equilíbrio instável a regra máxima do seu bom funcionamento.
Basta compreender essas noções para perceber que a democracia brasileira é um doente em estado quase terminal. O jogo normal de esquerda e direita, que permite a continuidade do processo democrático e mantém os extremismos sob rédea curta, foi substituído por um sistema de controle monopolístico não só do poder estatal como da cultura e da mentalidade pública; controle tão eficiente que já não é percebido como tal, de modo que, quanto mais patológica é a situação, mais confortavelmente todos se acomodam a ela, acreditando piamente viver na mais pura normalidade democrática.
A facção que domina o governo controla também o sistema de ensino, as universidades e instituições de cultura, o meio editorial e artístico e a quase totalidade dos órgãos de mídia. A mais mínima falha nesse controle, o mais leve sinal de descontentamento, mesmo parcial e apolítico, desperta ou alarma as hostes governistas, que se apressam a mobilizar seus militantes para o combate a "ameaças golpistas" inexistentes. A facção dominante compõe-se da aliança indissolúvel entre a esquerda e a extrema-esquerda, sendo esta última, então, legitimada como parte da esquerda normal, digna do respeito e da consideração dos eleitores.
Tão perfeito é o controle hegemônico que essa aliança exerce sobre a sociedade, que nem a esquerda nem a extrema-esquerda têm de se apresentar francamente como tais: os eleitores tornaram-se como peixes que, jamais tendo estado fora da água, ignoram a existência de algo que não seja água e portanto não distinguem entre a água e o universo em geral. Nessas condições, está realizado o ideal de Antônio Gramsci, em que o Partido revolucionário desfruta "da autoridade onipresente invisível de um imperativo categórico, de um mandamento divino".
Tão paradoxal é a situação, que os únicos que insistem em exibir sua identidade de esquerdistas, com orgulho disso, são justamente os membros da "oposição", colhidos entre facções da esquerda moderada ou entre oportunistas sem ideologia nenhuma. Uns e outros têm com o governo divergências pontuais e, é claro, disputa de cargos. Nada mais.
Nesse panorama, a ostensiva colaboração política do partido governante com organizações terroristas, por sua vez associadas a gangues de criminosos locais, é incapaz de provocar escândalo, pelo simples fato de que não se conseguiu provar nenhuma ajuda financeira vinda dos bandidos aos políticos de esquerda. Isto é, só se concebe uma aliança criminosa sob a forma do financiamento ilegal, da "corrupção" no sentido mais genérico e apolítico do termo.
A articulação de partidos legais com organizações criminosas para fins de vantagem política mútua não é, em si, considerada um crime ou motivo de alarma. O "direito" à conquista do poder absoluto por quaisquer meios possíveis e imagináveis é aceito como procedimento democrático normal, desde que não envolva "corrupção".
Nesse quadro, a direita, como tal, não existe mais. Os ideais que a caracterizavam são cada vez mais criminalizados como extremismo, espalhando entre os políticos o medo de encarná-los em público, para não ser tachados de golpistas, racistas, nazistas, o diabo.
A anormalidade da situação é percebida pela própria esquerda dominante que, na ausência de oposição direitista, tem de inventar uma, composta de ficções e de figuras de linguagem, para dar a impressão de que está lutando contra alguma coisa. Essa necessidade é tanto mais premente porque a esquerda brasileira forjou sua reputação explorando o papel de "minoria perseguida", adquirido no tempo dos militares, e sente a necessidade de continuar a representá-lo em público quando já não há ninguém que a persiga e, ao contrário, só ela dispõe dos meios de perseguir. A "ameaça direitista" é construída, então, mediante os seguintes expedientes:
1- Explorar a recordação dos feitos malignos do regime militar, ampliados até à demência, de tal modo que trezentos terroristas mortos assumam as proporções de um genocídio mais vasto que a matança de cem mil cubanos, dois milhões de cambojanos, quarenta milhões de cidadãos soviéticos e setenta milhões de chineses.
O fato de que aqueles terroristas fossem, em maior ou menor medida, todos colaboradores do genocídio comunista é descontado como se fosse um nada, e os personagens são transfigurados em heróis da democracia. A menor tentativa de recolocar os fatos nas devidas proporções é rejeitada, inclusive nas universidades, como sinal ameaçador de golpismo iminente. Se isso não é uma psicose, toda a ciência da psicopatologia está errada.
2- Como não é possível, ao mesmo tempo, manter a população sob o temor de um golpe iminente e continuar exibindo como única prova desse risco acontecimentos de meio século atrás, o establishment de esquerda e extrema-esquerda têm de produzir constantemente novos indícios da existência e periculosidade de uma direita que ele eliminou por completo. Um dos recursos para esse fim é dar ares de feroz oposição ideológica direitista a qualquer hostilidade pontual e mínima que surja nas hostes da esquerda moderada, que constitui a quase totalidade da oposição presente.
Quando um social-democrata tucano aponta um sinal de ineficiência administrativa ou de corrupção no governo, logo aparece algum Paulo Henrique Amorim bem pago para denunciar o golpe de direita que, é claro, se prepara a olhos vistos. A única reação dos acusados, em geral, é exibir sua certidão de bons serviços à esquerda, para eliminar suspeitas.
3- O mais extremo dos expedientes é apontar indivíduos isolados ou grupos minoritários de dimensões irrisórias como se fossem forças ameaçadoras que se levantam no horizonte, ameaçando esmagar a esquerda nas eleições ou fuzilar todos os comunistas. Organizações ridiculamente pequenas, de trinta ou quarenta membros, sem financiamento ou suporte político, são tratadas como militâncias multitudinárias, capazes de assombrar as noites dos governantes acuados.
Vozes solitárias, amputadas de qualquer possibilidade de ação política pela falta de recursos e pelas divergências insanáveis que as isolam umas das outras, são tratadas como se constituíssem um bloco único e temível, a "direita" ressurgente, pronta, como em 1964, para dar um golpe e anular todas as "conquistas populares". Não é preciso dizer que, nessas circunstâncias, grupos ultraminoritários de extrema-direita, como a Resistência Nacionalista, inflados pela propaganda negativa que recebem da esquerda, passam a se sentir mais importantes do que são e vislumbram, excitados, as mais belas oportunidades de futuro, sem perceber que elas, tanto quanto eles próprios, só têm a existência fantasmal das sombras de um delírio.
Como a existência de uma direita é requisito estrutural da normalidade democrática, sua supressão faz com que as formas patológicas de direitismo se sintam chamadas à missão sagrada de recolocar as coisas em seus lugares, como se sua própria existência não fosse baseada na desordem. Também não é de espantar que o medo autoalimentado que viceja na alma da esquerda a leve a não contentar-se com o combate verbal mas a tomar medidas práticas para defender-se de adversários microscópicos, tomando coelhos por leões e julgando que privar um Julio Severo dos meios de sustentar sua mulher e filhos é feito heroico, vitória espetacular contra a ameaça reacionária rediviva.
Também não é de estranhar que os descalabros nessa luta contra fantasmas acabem produzindo no povo alguma hostilidade real contra o governo, extravasando em movimentos repentinos e sem conteúdo político-ideológico substantivo, como a Marcha para Jesus ou a Marcha Contra a Corrupção, e fazendo a esquerda crer ter encontrado – por fim! – a prova da realidade de seus piores pesadelos, sem notar que ela própria os produziu por excesso de precaução louca.
A coexistência pacífica das instituições democráticas formais com a total supressão da concorrência ideológica que define as democracias saudáveis, eis precisamente o que caracteriza a situação brasileira atual. É um quadro nitidamente psicótico, onde tudo é mentira, fingimento e pose. A farsa existencial com que a esquerda governante inventa inimigos para camuflar seu controle hegemônico tornou-se a norma e padrão para o país inteiro, invadindo as consciências e expelindo cada pensamento para longe da realidade. Quem quer que, num momento de sanidade, ouse enxergar as coisas como são, sente-se aterrorizado, ansioso para mergulhar de novo no oceano turvo de alucinações que assumiu o nome de "normalidade".
Olavo de Carvalho, 10 Outubro 2011
Publicado no Diário do Comércio.
A farsa existencial com que a esquerda governante inventa inimigos para camuflar seu controle hegemônico tornou-se a norma e padrão para o país inteiro, invadindo as consciências e expelindo cada pensamento para longe da realidade.
Não é preciso dizer que situações especiais podem induzir quaisquer das duas facções maiores a inverter sua política habitual, em vista das conveniências e oportunidades. O governo petista, adotando controles monetários ortodoxos para escapar a uma crise econômica; a administração Bush, criando um sistema de vigilância interna quase socialista depois do 11 de setembro, são exemplos notórios.
Fatos como esses bastam para demonstrar que a democracia saudável é a administração bem-sucedida de um conflito insolúvel, destinado a perpetuar-se entre crises e não a produzir a vitória definitiva de uma das facções. Desde o início, a democracia tem encontrado no equilíbrio instável a regra máxima do seu bom funcionamento.
Basta compreender essas noções para perceber que a democracia brasileira é um doente em estado quase terminal. O jogo normal de esquerda e direita, que permite a continuidade do processo democrático e mantém os extremismos sob rédea curta, foi substituído por um sistema de controle monopolístico não só do poder estatal como da cultura e da mentalidade pública; controle tão eficiente que já não é percebido como tal, de modo que, quanto mais patológica é a situação, mais confortavelmente todos se acomodam a ela, acreditando piamente viver na mais pura normalidade democrática.
A facção que domina o governo controla também o sistema de ensino, as universidades e instituições de cultura, o meio editorial e artístico e a quase totalidade dos órgãos de mídia. A mais mínima falha nesse controle, o mais leve sinal de descontentamento, mesmo parcial e apolítico, desperta ou alarma as hostes governistas, que se apressam a mobilizar seus militantes para o combate a "ameaças golpistas" inexistentes. A facção dominante compõe-se da aliança indissolúvel entre a esquerda e a extrema-esquerda, sendo esta última, então, legitimada como parte da esquerda normal, digna do respeito e da consideração dos eleitores.
Tão perfeito é o controle hegemônico que essa aliança exerce sobre a sociedade, que nem a esquerda nem a extrema-esquerda têm de se apresentar francamente como tais: os eleitores tornaram-se como peixes que, jamais tendo estado fora da água, ignoram a existência de algo que não seja água e portanto não distinguem entre a água e o universo em geral. Nessas condições, está realizado o ideal de Antônio Gramsci, em que o Partido revolucionário desfruta "da autoridade onipresente invisível de um imperativo categórico, de um mandamento divino".
Tão paradoxal é a situação, que os únicos que insistem em exibir sua identidade de esquerdistas, com orgulho disso, são justamente os membros da "oposição", colhidos entre facções da esquerda moderada ou entre oportunistas sem ideologia nenhuma. Uns e outros têm com o governo divergências pontuais e, é claro, disputa de cargos. Nada mais.
Nesse panorama, a ostensiva colaboração política do partido governante com organizações terroristas, por sua vez associadas a gangues de criminosos locais, é incapaz de provocar escândalo, pelo simples fato de que não se conseguiu provar nenhuma ajuda financeira vinda dos bandidos aos políticos de esquerda. Isto é, só se concebe uma aliança criminosa sob a forma do financiamento ilegal, da "corrupção" no sentido mais genérico e apolítico do termo.
A articulação de partidos legais com organizações criminosas para fins de vantagem política mútua não é, em si, considerada um crime ou motivo de alarma. O "direito" à conquista do poder absoluto por quaisquer meios possíveis e imagináveis é aceito como procedimento democrático normal, desde que não envolva "corrupção".
Nesse quadro, a direita, como tal, não existe mais. Os ideais que a caracterizavam são cada vez mais criminalizados como extremismo, espalhando entre os políticos o medo de encarná-los em público, para não ser tachados de golpistas, racistas, nazistas, o diabo.
A anormalidade da situação é percebida pela própria esquerda dominante que, na ausência de oposição direitista, tem de inventar uma, composta de ficções e de figuras de linguagem, para dar a impressão de que está lutando contra alguma coisa. Essa necessidade é tanto mais premente porque a esquerda brasileira forjou sua reputação explorando o papel de "minoria perseguida", adquirido no tempo dos militares, e sente a necessidade de continuar a representá-lo em público quando já não há ninguém que a persiga e, ao contrário, só ela dispõe dos meios de perseguir. A "ameaça direitista" é construída, então, mediante os seguintes expedientes:
1- Explorar a recordação dos feitos malignos do regime militar, ampliados até à demência, de tal modo que trezentos terroristas mortos assumam as proporções de um genocídio mais vasto que a matança de cem mil cubanos, dois milhões de cambojanos, quarenta milhões de cidadãos soviéticos e setenta milhões de chineses.
O fato de que aqueles terroristas fossem, em maior ou menor medida, todos colaboradores do genocídio comunista é descontado como se fosse um nada, e os personagens são transfigurados em heróis da democracia. A menor tentativa de recolocar os fatos nas devidas proporções é rejeitada, inclusive nas universidades, como sinal ameaçador de golpismo iminente. Se isso não é uma psicose, toda a ciência da psicopatologia está errada.
2- Como não é possível, ao mesmo tempo, manter a população sob o temor de um golpe iminente e continuar exibindo como única prova desse risco acontecimentos de meio século atrás, o establishment de esquerda e extrema-esquerda têm de produzir constantemente novos indícios da existência e periculosidade de uma direita que ele eliminou por completo. Um dos recursos para esse fim é dar ares de feroz oposição ideológica direitista a qualquer hostilidade pontual e mínima que surja nas hostes da esquerda moderada, que constitui a quase totalidade da oposição presente.
Quando um social-democrata tucano aponta um sinal de ineficiência administrativa ou de corrupção no governo, logo aparece algum Paulo Henrique Amorim bem pago para denunciar o golpe de direita que, é claro, se prepara a olhos vistos. A única reação dos acusados, em geral, é exibir sua certidão de bons serviços à esquerda, para eliminar suspeitas.
3- O mais extremo dos expedientes é apontar indivíduos isolados ou grupos minoritários de dimensões irrisórias como se fossem forças ameaçadoras que se levantam no horizonte, ameaçando esmagar a esquerda nas eleições ou fuzilar todos os comunistas. Organizações ridiculamente pequenas, de trinta ou quarenta membros, sem financiamento ou suporte político, são tratadas como militâncias multitudinárias, capazes de assombrar as noites dos governantes acuados.
Vozes solitárias, amputadas de qualquer possibilidade de ação política pela falta de recursos e pelas divergências insanáveis que as isolam umas das outras, são tratadas como se constituíssem um bloco único e temível, a "direita" ressurgente, pronta, como em 1964, para dar um golpe e anular todas as "conquistas populares". Não é preciso dizer que, nessas circunstâncias, grupos ultraminoritários de extrema-direita, como a Resistência Nacionalista, inflados pela propaganda negativa que recebem da esquerda, passam a se sentir mais importantes do que são e vislumbram, excitados, as mais belas oportunidades de futuro, sem perceber que elas, tanto quanto eles próprios, só têm a existência fantasmal das sombras de um delírio.
Como a existência de uma direita é requisito estrutural da normalidade democrática, sua supressão faz com que as formas patológicas de direitismo se sintam chamadas à missão sagrada de recolocar as coisas em seus lugares, como se sua própria existência não fosse baseada na desordem. Também não é de espantar que o medo autoalimentado que viceja na alma da esquerda a leve a não contentar-se com o combate verbal mas a tomar medidas práticas para defender-se de adversários microscópicos, tomando coelhos por leões e julgando que privar um Julio Severo dos meios de sustentar sua mulher e filhos é feito heroico, vitória espetacular contra a ameaça reacionária rediviva.
Também não é de estranhar que os descalabros nessa luta contra fantasmas acabem produzindo no povo alguma hostilidade real contra o governo, extravasando em movimentos repentinos e sem conteúdo político-ideológico substantivo, como a Marcha para Jesus ou a Marcha Contra a Corrupção, e fazendo a esquerda crer ter encontrado – por fim! – a prova da realidade de seus piores pesadelos, sem notar que ela própria os produziu por excesso de precaução louca.
A coexistência pacífica das instituições democráticas formais com a total supressão da concorrência ideológica que define as democracias saudáveis, eis precisamente o que caracteriza a situação brasileira atual. É um quadro nitidamente psicótico, onde tudo é mentira, fingimento e pose. A farsa existencial com que a esquerda governante inventa inimigos para camuflar seu controle hegemônico tornou-se a norma e padrão para o país inteiro, invadindo as consciências e expelindo cada pensamento para longe da realidade. Quem quer que, num momento de sanidade, ouse enxergar as coisas como são, sente-se aterrorizado, ansioso para mergulhar de novo no oceano turvo de alucinações que assumiu o nome de "normalidade".
Olavo de Carvalho, 10 Outubro 2011
Publicado no Diário do Comércio.
SEXO SEGURO DIPLOMÁTICO: NADA DE ASILO AMERICANO PARA GAY SAUDITA
Internacional - Estados Unidos
Quando a homossexualidade atinge suas relações com as nações muçulmanas, o compromisso do governo americano é não ofender seus aliados islâmicos que executam gays.
O governo de Obama rejeitou pedido de asilo de um homossexual da Arábia Saudita.
Numa reportagem, o jornal Jerusalem Post disse que Ali Ahmad Asseri “argumentou que se fosse fosse devolvido ao Reino da Arábia Saudita ele enfrentaria execução porque a forma radical de islamismo do país ordena a pena de morte para relações de mesmo sexo”.
De acordo com a imprensa, o governo de Obama negou o asilo para “evitar atrapalhar as relações dos EUA com a Arábia Saudita”. Perturbar marimbondos é menos perigoso do que perturbar uma nação muçulmana!
Não é o governo de Obama o mais radicalmente pró-sodomia da história dos EUA e do mundo? O governo americano, sob este presidente pró-islâmico não fez o compromisso de lutar contra a “homofobia” onde quer que e sempre que aparecer?
Conceder asilo para Asseri mostraria ao mundo islâmico a seriedade do governo de Obama acerca de suas políticas mundiais que igualam a sodomia aos direitos humanos.
Ao contrário de muitos que buscam asilo, Asseri não mentiu: a Arábia Saudita realmente executa homossexuais. Pobre Asseri! Dizer a verdade não o ajudou.
Em contraste, o homossexual brasileiro Augusto Pereira de Souza, de 27 anos, não enfrentou nenhuma dificuldade semelhante para receber uma concessão de asilo por parte do governo de Obama. Suficiente lhe foi alegar que “o Brasil é um dos países mais violentos contra os homossexuais”. A única coisa que lhe foi necessária para obter asilo foi a falsidade.
Apesar das acusações de Pereira contra o Brasil como uma ameaça aos gays, Asseri poderia com toda a liberdade e segurança viver no Brasil. Aliás, suas aflições para obter asilo nos EUA estão sendo relatadas por um jornalista e blogueiro saudita-americano que vive no Brasil, o país “homofóbico”.
Na Arábia Saudita, Asseri e o jornalista que o está defendendo seriam tratados de forma muito diferente do que o governo e a sociedade do Brasil os tratariam.
Por outro lado, Souza tem a liberdade de criticar e entrar no Brasil. Assim como nos EUA, no Brasil os meios de comunicação e os órgãos governamentais são descaradamente pró-sodomia e criticas aos cristãos e à sua “homofobia” são generalizadas e muitíssimo bem-vindas — contanto que tais críticas sejam dirigidas exclusivamente aos cristãos, jamais aos muçulmanos.
O que Souza não pode fazer é criticar nem entrar na Arábia Saudita. Entrar ali significaria o fim de sua existência terrena. Pelo menos, o faria mudar de ideia sobre o “Brasil como um dos países mais violentos contra os homossexuais”.
Se a Arábia Saudita fosse tão cristã quanto Uganda, seria mais fácil para os EUA os acusarem de “homofobia” e concederem asilo ao gay saudita. Os cristãos são sempre alvos fáceis de acusações desonestas. Mas os EUA não podem se dar ao luxo de dar tratamento semelhante para a Arábia Saudita, que é tão radicalmente contra a sodomia quanto os EUA são a favor dela.
Stuart Appelbaum, um proeminente ativista gay de Nova Iorque, disse que se o governo de Obama se recusar a conceder asilo a Ali Ahmad Asseri por medo da reação da Arábia Saudita, então os EUA se tornarão cúmplices da morte dele. “É exatamente por causa do modo como Ahmad poderá ser tratado em sua volta para seu país homofóbico e brutal que os Estados Unidos deveriam lhe conceder asilo”, disse ele.
No que se refere à Arábia Saudita e sua lei islâmica, o governo de Obama nunca sacrificará seus interesses econômicos com as nações muçulmanas para defender a sodomia como um direito humano.
É por isso que o governo de Obama acha mais seguro conceder asilo a um homossexual mentiroso do Brasil do que a um homossexual saudita que disse a verdade.
Entre defender um ato sexual pervertido e não ofender aliados muçulmanos, não ofender é sexo seguro diplomático prioritário para um governo americano que tem o compromisso radical de proteger a sodomia.
Quando a homossexualidade atinge suas relações internacionais com as nações muçulmanas, o compromisso do governo americano é não ofender seus aliados muçulmanos que executam gays.
Julio Severo, 23 Novembro 2011
Versão em inglês deste artigo: Diplomatic safe sex: No US asylum to Saudi gay
Versão em espanhol deste artigo: Sexo diplomático seguro: No hay asilo americano para gay saudí
Quando a homossexualidade atinge suas relações com as nações muçulmanas, o compromisso do governo americano é não ofender seus aliados islâmicos que executam gays.
O governo de Obama rejeitou pedido de asilo de um homossexual da Arábia Saudita.
Numa reportagem, o jornal Jerusalem Post disse que Ali Ahmad Asseri “argumentou que se fosse fosse devolvido ao Reino da Arábia Saudita ele enfrentaria execução porque a forma radical de islamismo do país ordena a pena de morte para relações de mesmo sexo”.
De acordo com a imprensa, o governo de Obama negou o asilo para “evitar atrapalhar as relações dos EUA com a Arábia Saudita”. Perturbar marimbondos é menos perigoso do que perturbar uma nação muçulmana!
Não é o governo de Obama o mais radicalmente pró-sodomia da história dos EUA e do mundo? O governo americano, sob este presidente pró-islâmico não fez o compromisso de lutar contra a “homofobia” onde quer que e sempre que aparecer?
Conceder asilo para Asseri mostraria ao mundo islâmico a seriedade do governo de Obama acerca de suas políticas mundiais que igualam a sodomia aos direitos humanos.
Ao contrário de muitos que buscam asilo, Asseri não mentiu: a Arábia Saudita realmente executa homossexuais. Pobre Asseri! Dizer a verdade não o ajudou.
Em contraste, o homossexual brasileiro Augusto Pereira de Souza, de 27 anos, não enfrentou nenhuma dificuldade semelhante para receber uma concessão de asilo por parte do governo de Obama. Suficiente lhe foi alegar que “o Brasil é um dos países mais violentos contra os homossexuais”. A única coisa que lhe foi necessária para obter asilo foi a falsidade.
Apesar das acusações de Pereira contra o Brasil como uma ameaça aos gays, Asseri poderia com toda a liberdade e segurança viver no Brasil. Aliás, suas aflições para obter asilo nos EUA estão sendo relatadas por um jornalista e blogueiro saudita-americano que vive no Brasil, o país “homofóbico”.
Na Arábia Saudita, Asseri e o jornalista que o está defendendo seriam tratados de forma muito diferente do que o governo e a sociedade do Brasil os tratariam.
Por outro lado, Souza tem a liberdade de criticar e entrar no Brasil. Assim como nos EUA, no Brasil os meios de comunicação e os órgãos governamentais são descaradamente pró-sodomia e criticas aos cristãos e à sua “homofobia” são generalizadas e muitíssimo bem-vindas — contanto que tais críticas sejam dirigidas exclusivamente aos cristãos, jamais aos muçulmanos.
O que Souza não pode fazer é criticar nem entrar na Arábia Saudita. Entrar ali significaria o fim de sua existência terrena. Pelo menos, o faria mudar de ideia sobre o “Brasil como um dos países mais violentos contra os homossexuais”.
Se a Arábia Saudita fosse tão cristã quanto Uganda, seria mais fácil para os EUA os acusarem de “homofobia” e concederem asilo ao gay saudita. Os cristãos são sempre alvos fáceis de acusações desonestas. Mas os EUA não podem se dar ao luxo de dar tratamento semelhante para a Arábia Saudita, que é tão radicalmente contra a sodomia quanto os EUA são a favor dela.
Stuart Appelbaum, um proeminente ativista gay de Nova Iorque, disse que se o governo de Obama se recusar a conceder asilo a Ali Ahmad Asseri por medo da reação da Arábia Saudita, então os EUA se tornarão cúmplices da morte dele. “É exatamente por causa do modo como Ahmad poderá ser tratado em sua volta para seu país homofóbico e brutal que os Estados Unidos deveriam lhe conceder asilo”, disse ele.
No que se refere à Arábia Saudita e sua lei islâmica, o governo de Obama nunca sacrificará seus interesses econômicos com as nações muçulmanas para defender a sodomia como um direito humano.
É por isso que o governo de Obama acha mais seguro conceder asilo a um homossexual mentiroso do Brasil do que a um homossexual saudita que disse a verdade.
Entre defender um ato sexual pervertido e não ofender aliados muçulmanos, não ofender é sexo seguro diplomático prioritário para um governo americano que tem o compromisso radical de proteger a sodomia.
Quando a homossexualidade atinge suas relações internacionais com as nações muçulmanas, o compromisso do governo americano é não ofender seus aliados muçulmanos que executam gays.
Julio Severo, 23 Novembro 2011
Versão em inglês deste artigo: Diplomatic safe sex: No US asylum to Saudi gay
Versão em espanhol deste artigo: Sexo diplomático seguro: No hay asilo americano para gay saudí
MARIANO RAJOY JÁ É ALVO DA MÍDIA ENGAJADA
As eleições na Espanha e a vitória da direita: Rede Globo faz cobertura depreciativa de Mariano Rajoy.
Acabei de assistir do Jornal Nacional a cobertura sobre o novo primeiro-ministro eleito da Espanha Mariano Rajoy, do Partido Popular, de orientação conservadora.
A matéria consiste num daqueles clássicos casos de difamação e desconstrução de imagem, em que a mentira é apresentada somente com a superposição de verdades, embora desconexas entre si por qualquer relação causal.
Rajoy é de direita, então pau nele! Portanto, omite-se a vitória incontestável nas urnas, aliás, decorrente do própria incompetência da gestão socialista de Zapatero, e concentram-se as baterias no estado de desânimo da população com a atual crise que assola o país, como a atribuir a Rajoy a responsabilidade por não inspirar confiança no futuro nos corações ibéricos.
Percebam a brutal diferença de perspectiva entre as coberturas midiáticas de Barack Hussein Obama e Mariano Rajoy: ao primeiro teceram-se as mais elevadas loas, o anúncio de uma nova era, o mérito por ter feito história sem que a mesma tivesse ainda acontecido; em síntese: uma epifania, como megalomaniacamente proferido pelo próprio. Já ao segundo entrega-se toda cozinha suja por limpar, com panelas encardidas até o teto, a pia entupida, as lixeiras atoladas e ratos e baratas por toda parte.
Não sou de adular políticos meramente por sua declarada orientação política. Este negócio de culto à imagem é coisa de socialista. Fosse espanhol, votaria em Rajoy, e estaria sisudamente a esperar pelo cumprimento de suas promessas e do seu plano de governo. Porém, nem por isto deixo aqui de apontar mais uma vez o engajamento ideológico esquerdista da Rede Globo, como ilustre representante de praticamente toda a mídia nacional.
Klauber Cristofen Pires, 23 Novembro 2011
Acabei de assistir do Jornal Nacional a cobertura sobre o novo primeiro-ministro eleito da Espanha Mariano Rajoy, do Partido Popular, de orientação conservadora.
A matéria consiste num daqueles clássicos casos de difamação e desconstrução de imagem, em que a mentira é apresentada somente com a superposição de verdades, embora desconexas entre si por qualquer relação causal.
Rajoy é de direita, então pau nele! Portanto, omite-se a vitória incontestável nas urnas, aliás, decorrente do própria incompetência da gestão socialista de Zapatero, e concentram-se as baterias no estado de desânimo da população com a atual crise que assola o país, como a atribuir a Rajoy a responsabilidade por não inspirar confiança no futuro nos corações ibéricos.
Percebam a brutal diferença de perspectiva entre as coberturas midiáticas de Barack Hussein Obama e Mariano Rajoy: ao primeiro teceram-se as mais elevadas loas, o anúncio de uma nova era, o mérito por ter feito história sem que a mesma tivesse ainda acontecido; em síntese: uma epifania, como megalomaniacamente proferido pelo próprio. Já ao segundo entrega-se toda cozinha suja por limpar, com panelas encardidas até o teto, a pia entupida, as lixeiras atoladas e ratos e baratas por toda parte.
Não sou de adular políticos meramente por sua declarada orientação política. Este negócio de culto à imagem é coisa de socialista. Fosse espanhol, votaria em Rajoy, e estaria sisudamente a esperar pelo cumprimento de suas promessas e do seu plano de governo. Porém, nem por isto deixo aqui de apontar mais uma vez o engajamento ideológico esquerdista da Rede Globo, como ilustre representante de praticamente toda a mídia nacional.
Klauber Cristofen Pires, 23 Novembro 2011
TIMOCHENKO NA VENEZUELA: CHÁVEZ CONTINUA APOIANDO AS FARC
Notícias Faltantes - Foro de São Paulo
Cano morreu, mas o Plano Estratégico das FARC, não.
Antes e depois da morte de Cano, os meios de comunicação especularam acerca da presença e relações das FARC com o governo pró-terrorista de Hugo Chávez na Venezuela. Surgiram muitas hipóteses e elucubrações, mas nenhuma concreta, atinente à importância capital do chavismo no Plano Estratégico das FARC, não obstante isto tenha ficado claro nos computadores de Raúl Reyes, bem manejados pelo governo Uribe no aspecto midiático, porém, muito mal utilizados para estabelecer responsabilidades penais.
1. O Plano Estratégico das FARC é um roteiro de guerra para a tomada do poder.
Em que pese que em milhares de documentos apreendidos dos terroristas, somados aos testemunhos de desertores das FARC, às declarações de seus cabeças nos meios de comunicação, às abertas simpatias mútuas com ONG’s “humanitárias”, aos livros e documentários elaborados por seus áulicos, ou os textos publicados em seus órgãos de difusão oficial como o Semanario Voz, do Partido Comunista Colombiano e a página ANNCOL, há ainda muitos iludidos, como o ex-presidente Pastrana, que acreditam que as FARC têm intenções de negociar a paz e sua desmobilização.
Pelo contrário, são claras e contundentes as linhas mestras de seu comportamento criminoso obsessivo, consignadas no que os terroristas denominam de “documentos programáticos” articulados no Plano Estratégico das FARC. Nunca haverá paz enquanto o governo não esteja nas mãos do Partido Comunista e as FARC sejam o novo exército popular revolucionário. Não importa o tempo. Assim, o narco-tráfico e o terrorismo serão apenas meios para alcançar o fim. Não importa quantos Canos, Jojoys, Reyes ou Acacios morram.
Porém, como não podem fazer isso unicamente com o financiamento do narcotráfico, as FARC necessitam de sócios internacionais estratégicos que as legitimem e lhes ofereçam apoio logístico, tecnológico, político, diplomático, como, por exemplo, os governos pró-terroristas do Equador, Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Argentina, Brasil e a ditadura cubana.
Ou, personagens sinuosos como Sarkozy na França. Todos eles sabedores, do mesmo modo que os “mediadores de boa-vontade para libertar seqüestrados”, que as FARC não querem a paz para se desmobilizar, senão a paz ao final da guerra apoiada por todos os seus cúmplices.
A personalidade violenta e com um profundo complexo de inferioridade de Tirofijo está impressa em todas as atuações das FARC. Morto o ancião terrorista das FARC, Cano não mudou um milímetro a linha de ação intimidatória e sinistra de manipular os seqüestrados como mercadoria de negócio em troca da busca de legitimação, não para fazer a paz senão para continuar a guerra apoiados pelos governos pró-terroristas, todos “amigos da paz na Colômbia”, como está escrito em todas as reuniões do Foro de São Paulo e os planos a longo prazo do socialismo do século XXI.
2. Visão estratégica da guerra nas fronteiras com Equador e Venezuela
Dada a militância ideológica pró-terrorista dos atuais governantes do Equador e da Venezuela, as FARC encontraram dois aliados valiosos para o mal chamado “projeto bolivariano”, equivalentes a duas galinhas dos ovos de ouro para cuidar como tesouros de inestimável valor.
Isto indica que a tormenta de fingida dignidade de vitrine de Correa após a morte de Reyes, e as fanfarronices do boquirroto mandatário venezuelano, não mudaram de intencionalidade deste par de personagens a respeito do sonho comunista de submeter o continente à palmatória da ditadura cubana.
Talvez tenham mudado os métodos de apoio e comunicação entre as FARC e seus amigos em Caracas ou Quito por razões de segurança, e para evitar que se desencadeie outra tormenta midiática, agora talvez com conseqüências jurídicas internacionais contra os linguarudos presidentes Correa e Chávez.
A prova disso são as desafiadoras declarações do chanceler Patiño, do Equador, contra o ex-presidente Uribe. É óbvio que os comunistas equatorianos, encabeçados por Correa e seu irrelevante chanceler indígena Patiño, não soubessem, em que pese à proteção cúmplice, que Raúl Reyes, seu amigo da alma, seria abatido no Equador. Tampouco podem esconder a dor que lhes causa a morte de Cano. Desrespeitoso e grosseiro como sempre, desta vez em Bogotá, Correa disse ante o silêncio inexplicável de Santos que para ele as FARC não são terroristas. Claro, porque são seus sócios da alma.
Por sua parte, Iván Márquez continua na Venezuela com a cumplicidade de Chávez, decidido a conseguir reconhecimento internacional. Rodrigo Granda e outros terroristas das FARC têm gabinetes no Fuerte Tiuna em Caracas. Tropas venezuelanas permitem o trânsito e a existência das FARC em diferentes lugares do território de seu país ao longo de 2.200 quilômetros de fronteira, inclusive se saúdam ao passar nos rios com um santo-e-senha preexistente.
Chávez anda calado pelo câncer do qual padece e pela revisão à sua agressividade verbal contra a Colômbia, que certamente fez com as FARC antes da saída de Uribe do Palácio de Nariño. Não se calou, pelo hipócrita acordo mútuo com Santos.
Na Venezuela há milhares de terroristas cubanos ideologizando as Forças Armadas, a população civil e treinando com as FARC e o ELN as milícias bolivarianas ou círculos de defesa da revolução.
Por exemplo, atualmente está na Venezuela Nicolás, o terrorista que sempre leva o jornalista Botero às reuniões pré-combinadas com os cabeças das FARC nos acampamentos do grupo terrorista, para que, produto da empatia ideológica, apresente informes “jornalísticos” nos quais os mesmos terroristas que mutilam camponeses, envenenam aquedutos, dinamitam igrejas cheias de fiéis, torturam seqüestrados, traficam coca, etc., apareçam na lente do questionado jornalista como “lutadores revolucionários”, aos quais uma singular mensageira que se diz “pacifista” representa em muitos lugares do mundo com gastos financiados por Chávez e... talvez pelas FARC.
Porém, o que faz Nicolás na Venezuela? Um curso de alta tecnologia em comunicações e emprego de computadores em segurança de mensagens cifradas. A seu lado há um “delegado” de cada bloco. Entretanto, Iván Márquez, Timochenko e outros terroristas, têm pistas de treinamento para cursos de “pisa suave”, ou seja, comandos terroristas de Forças Especiais, organizadores de massas, economia e filosofia marxista, sindicalismo e socialismo do século XXI.
Os instrutores são, entre outros, Pacho e Beatriz, os filhos de Jacobo Arenas, Martín Villa, cuja suposta morte é uma mentira, John 40 e Efrén, que se transferiu à fronteira com 30 unidades “pisa suave” para incrementar a guerra em concordância com o Plano Renascer.
A transferência de Efrén para Arauca, o qual foi a mão direita do Mono Jojoy e depois de Mauricio no Bloco Oriental, e a criação do Comando Conjunto do Oriente com sete blocos desde Arauca para o interior da Colômbia e com batida em retirada para Vichada e Guainía, com facilidades e cumplicidade para ultrapassar a fronteira onde se refugiam, treinam e se abastecem, indica o comprometimento total do governo da Venezuela para apoiar o Plano Estratégico das FARC, enquanto o presidente Santos assegura que “Chávez é o seu mais novo melhor amigo” e a chanceler Holguín anda de passeio pelo Oriente Médio, pelo que se diz, procurando a paz entre israelenses e palestinos.
O assalto de surpresa contra uma unidade militar indisciplinada em Arauca há três semanas, foi realizado pelos “pisa suave” de Efrén e é parte integral da missão de levar a guerra à fronteira, para buscar incidentes internacionais, justificar qualquer intervenção das Forças Armadas Venezuelanas, dar a oportunidade a Chávez para repetir que a Venezuela faz limite com as FARC e não com a Colômbia, e inclusive a longo prazo pensar como alternativa em uma zona liberada reconhecida pelo governo venezuelano que tem muitos interesses geo-políticos e geo-estratégicos sobre esse setor.
Tudo isso e muito mais acontece na fronteira colombo-venezuelana, enquanto Santos faz politicagem barata nos conselhos comunitários com os conteúdos dos computadores de Jojoy, os doutores estrategistas de gabinete do Ministério da Defesa são inacessíveis, a chanceler viaja pelo mundo paga com o dinheiro dos contribuintes e em seu infinito egocentrismo, Santos se atreve até a repreender os europeus pela falta de ordem na casa.
3. Por que Timochenko está na Venezuela?
O ajuste do Plano Estratégico das FARC, chamado de Plano Renascer desenhado por Cano, impõe às estruturas farianas incrementar a guerra ao longo da fronteira com a Venezuela, com a finalidade de manter ativo o apoio e ligação com o “irmão bolivariano”, devido a que este projeto vinha em desenvolvimento desde quando Tirofijo vivia e é orientado para procurar não só o reconhecimento internacional das FARC como “força beligerante”, senão o apoio concreto de armas e dinheiro, homens e organizações políticas, na etapa da ofensiva final contra a Colômbia.
Para esse fim, Iván Márquez assumiu o prolongamento sobre o território venezuelano do Bloco Caribe desde La Guajira até os limites de Perijá e o Catatumbo. Timochenko assumiu o prolongamento à Venezuela do Bloco do Magdalena Medio, desde o Catatumbo até limites com Arauca. Efrén assumiu o prolongamento do Comando Conjunto de Oriente à Venezuela no setor de Arauca e parte de Vichada, enquanto que Mauricio tem a tarefa de prolongar as estruturas terroristas do Bloco Oriental à Venezuela pelo Vichada e Guainía.
Isto explica o estratagema de Cano de deixar muitas frentes em contato permanente no Tolima e Huila enquanto se escondia no Cauca. As estruturas armadas em Nariño, Cauca e Valle simulavam lá o epicentro estratégico das operações farianas e as frentes do sul do Meta e Caquetá mantinham ações armadas persistentes para ocupar a atenção da Força Pública, enquanto na fronteira colombo-venezuelana se tece o entramado do novo núcleo da guerra das FARC e de seus cúmplices contra a Colômbia.
Por estas razões tão simples quanto alarmantes Timochenko está na Venezuela, pois lá não somente vai funcionar a nova “chancelaria fariana” encabeçada por Iván Márquez e Granda, senão porque desde lá se dirigirá o novo núcleo central da agressão político-armada contra a Colômbia financiada com petróleo, minerais, narco-tráfico, contrabandos colombianos e apoio financeiro, político e logístico do governo chavista.
Os fatos corroboram que, por instruções da ditadura cubana e sugestão, ou talvez exigência das FARC, Chávez moderou sua grotesca irreverência e desrespeito contra a Colômbia, mas não deixou de apoiar as FARC. Entretanto, Dilma, Correa, Evo, Ortega e os demais cúmplices das FARC apóiam de maneira sistemática as células internacionais dos comunistas do hemisfério em todos os cenários nos quais “Colombianos pela Paz” promove “a paz na Colômbia”, ou melhor, a legitimação das FARC para sua ofensiva final.
É óbvio que desde o outro lado da fronteira Timochenko persistirá na intenção pacifista das FARC, com a troca de seqüestrados por terroristas presos e a “necessária iniciação de diálogos” para buscar a paz, com o eco imediato de todos os seus cúmplices escudados em ONG’s e governos “amigos”, mas obviamente sem deixar de desenvolver o Plano Estratégico das FARC que, como já se demonstrou, é um projeto de guerra, não de paz.
Assim foi desde 1982, quando como reflexo de sua inaptidão estratégica o presidente Belisario Betancur lhes despejou a guarida de Casa Verde, até esta data, passando pela vergonhosa entrega da soberania nacional em 42.000 quilômetros quadrados para as FARC, pelo também medíocre presidente conservador Andrés Pastrana.
Há um fato real: as FARC se reinventam amiúde dentro de seu projeto porém não mudam os objetivos do Plano Estratégico. Os comunistas legais e clandestinos estão atados a esse projeto e trabalham nele as 24 horas do dia. O governo colombiano se desfaz dos que o conhecem e o entendem. A soberba de Santos e seu séquito civil no Ministério da Defesa não os deixa ver adiante do nariz, pois acreditam com toda a certeza que as FARC já estão rendidas.
Do mesmo modo que, quando as Forcas Militares tinham Jojoy encurralado, Santos e seu sucessor Silva diziam que a vitória estava na virada da esquina. Cano morreu, mas o Plano Estratégico das FARC, não. Santos governa mas isso não quer dizer que Chávez tornou-se boa pessoa, nem que as FARC vão se desmobilizar, nem deixar de traficar coca, nem vão sair da Venezuela, nem muito menos renunciar a seu Plano Estratégico.
Além disso, como conseqüência da arrogância arrivista de Santos, não se observa o componente sócio-econômico que deve seguir às operações militares para ganhar a população civil, não para tramá-la durante um dia.
Assim, as FARC encontram caldo de cultura para recrutar novos adeptos e tornar eterna essa guerra, que após 50 anos de sangria não só é crônica senão vergonhosa. E tudo por não entender nem o Plano Estratégico, nem as intenções dos comunistas do hemisfério, entre eles o “novo melhor amigo”, o loquaz mandatário equatoriano, a dissimulada presidente brasileira e o indiozinho cocalero boliviano.
Que por miopia estratégica ou produto da auto-suficiência santista não permitamos que a fronteira colombo-venezuelana seja o novo epicentro da guerra, com eventual possibilidade de território liberado e reconhecimento de status de beligerância às FARC nesse setor, com a circunstância agravante de que a constituição chavista de 1999 inclui quase toda esta parte como território venezuelano.
Que não se cumpra, em nosso caso, a célebre frase do general Mc Arthur: “A história do fracasso das guerras pode-se resumir em duas palavras: demasiado tarde”.
Escrito por Cel. Luis Alberto Villamarín Pulido, 23 Novembro 2011
Tradução: Graça Salgueiro
Cano morreu, mas o Plano Estratégico das FARC, não.
Antes e depois da morte de Cano, os meios de comunicação especularam acerca da presença e relações das FARC com o governo pró-terrorista de Hugo Chávez na Venezuela. Surgiram muitas hipóteses e elucubrações, mas nenhuma concreta, atinente à importância capital do chavismo no Plano Estratégico das FARC, não obstante isto tenha ficado claro nos computadores de Raúl Reyes, bem manejados pelo governo Uribe no aspecto midiático, porém, muito mal utilizados para estabelecer responsabilidades penais.
1. O Plano Estratégico das FARC é um roteiro de guerra para a tomada do poder.
Em que pese que em milhares de documentos apreendidos dos terroristas, somados aos testemunhos de desertores das FARC, às declarações de seus cabeças nos meios de comunicação, às abertas simpatias mútuas com ONG’s “humanitárias”, aos livros e documentários elaborados por seus áulicos, ou os textos publicados em seus órgãos de difusão oficial como o Semanario Voz, do Partido Comunista Colombiano e a página ANNCOL, há ainda muitos iludidos, como o ex-presidente Pastrana, que acreditam que as FARC têm intenções de negociar a paz e sua desmobilização.
Pelo contrário, são claras e contundentes as linhas mestras de seu comportamento criminoso obsessivo, consignadas no que os terroristas denominam de “documentos programáticos” articulados no Plano Estratégico das FARC. Nunca haverá paz enquanto o governo não esteja nas mãos do Partido Comunista e as FARC sejam o novo exército popular revolucionário. Não importa o tempo. Assim, o narco-tráfico e o terrorismo serão apenas meios para alcançar o fim. Não importa quantos Canos, Jojoys, Reyes ou Acacios morram.
Porém, como não podem fazer isso unicamente com o financiamento do narcotráfico, as FARC necessitam de sócios internacionais estratégicos que as legitimem e lhes ofereçam apoio logístico, tecnológico, político, diplomático, como, por exemplo, os governos pró-terroristas do Equador, Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Argentina, Brasil e a ditadura cubana.
Ou, personagens sinuosos como Sarkozy na França. Todos eles sabedores, do mesmo modo que os “mediadores de boa-vontade para libertar seqüestrados”, que as FARC não querem a paz para se desmobilizar, senão a paz ao final da guerra apoiada por todos os seus cúmplices.
A personalidade violenta e com um profundo complexo de inferioridade de Tirofijo está impressa em todas as atuações das FARC. Morto o ancião terrorista das FARC, Cano não mudou um milímetro a linha de ação intimidatória e sinistra de manipular os seqüestrados como mercadoria de negócio em troca da busca de legitimação, não para fazer a paz senão para continuar a guerra apoiados pelos governos pró-terroristas, todos “amigos da paz na Colômbia”, como está escrito em todas as reuniões do Foro de São Paulo e os planos a longo prazo do socialismo do século XXI.
2. Visão estratégica da guerra nas fronteiras com Equador e Venezuela
Dada a militância ideológica pró-terrorista dos atuais governantes do Equador e da Venezuela, as FARC encontraram dois aliados valiosos para o mal chamado “projeto bolivariano”, equivalentes a duas galinhas dos ovos de ouro para cuidar como tesouros de inestimável valor.
Isto indica que a tormenta de fingida dignidade de vitrine de Correa após a morte de Reyes, e as fanfarronices do boquirroto mandatário venezuelano, não mudaram de intencionalidade deste par de personagens a respeito do sonho comunista de submeter o continente à palmatória da ditadura cubana.
Talvez tenham mudado os métodos de apoio e comunicação entre as FARC e seus amigos em Caracas ou Quito por razões de segurança, e para evitar que se desencadeie outra tormenta midiática, agora talvez com conseqüências jurídicas internacionais contra os linguarudos presidentes Correa e Chávez.
A prova disso são as desafiadoras declarações do chanceler Patiño, do Equador, contra o ex-presidente Uribe. É óbvio que os comunistas equatorianos, encabeçados por Correa e seu irrelevante chanceler indígena Patiño, não soubessem, em que pese à proteção cúmplice, que Raúl Reyes, seu amigo da alma, seria abatido no Equador. Tampouco podem esconder a dor que lhes causa a morte de Cano. Desrespeitoso e grosseiro como sempre, desta vez em Bogotá, Correa disse ante o silêncio inexplicável de Santos que para ele as FARC não são terroristas. Claro, porque são seus sócios da alma.
Por sua parte, Iván Márquez continua na Venezuela com a cumplicidade de Chávez, decidido a conseguir reconhecimento internacional. Rodrigo Granda e outros terroristas das FARC têm gabinetes no Fuerte Tiuna em Caracas. Tropas venezuelanas permitem o trânsito e a existência das FARC em diferentes lugares do território de seu país ao longo de 2.200 quilômetros de fronteira, inclusive se saúdam ao passar nos rios com um santo-e-senha preexistente.
Chávez anda calado pelo câncer do qual padece e pela revisão à sua agressividade verbal contra a Colômbia, que certamente fez com as FARC antes da saída de Uribe do Palácio de Nariño. Não se calou, pelo hipócrita acordo mútuo com Santos.
Na Venezuela há milhares de terroristas cubanos ideologizando as Forças Armadas, a população civil e treinando com as FARC e o ELN as milícias bolivarianas ou círculos de defesa da revolução.
Por exemplo, atualmente está na Venezuela Nicolás, o terrorista que sempre leva o jornalista Botero às reuniões pré-combinadas com os cabeças das FARC nos acampamentos do grupo terrorista, para que, produto da empatia ideológica, apresente informes “jornalísticos” nos quais os mesmos terroristas que mutilam camponeses, envenenam aquedutos, dinamitam igrejas cheias de fiéis, torturam seqüestrados, traficam coca, etc., apareçam na lente do questionado jornalista como “lutadores revolucionários”, aos quais uma singular mensageira que se diz “pacifista” representa em muitos lugares do mundo com gastos financiados por Chávez e... talvez pelas FARC.
Porém, o que faz Nicolás na Venezuela? Um curso de alta tecnologia em comunicações e emprego de computadores em segurança de mensagens cifradas. A seu lado há um “delegado” de cada bloco. Entretanto, Iván Márquez, Timochenko e outros terroristas, têm pistas de treinamento para cursos de “pisa suave”, ou seja, comandos terroristas de Forças Especiais, organizadores de massas, economia e filosofia marxista, sindicalismo e socialismo do século XXI.
Os instrutores são, entre outros, Pacho e Beatriz, os filhos de Jacobo Arenas, Martín Villa, cuja suposta morte é uma mentira, John 40 e Efrén, que se transferiu à fronteira com 30 unidades “pisa suave” para incrementar a guerra em concordância com o Plano Renascer.
A transferência de Efrén para Arauca, o qual foi a mão direita do Mono Jojoy e depois de Mauricio no Bloco Oriental, e a criação do Comando Conjunto do Oriente com sete blocos desde Arauca para o interior da Colômbia e com batida em retirada para Vichada e Guainía, com facilidades e cumplicidade para ultrapassar a fronteira onde se refugiam, treinam e se abastecem, indica o comprometimento total do governo da Venezuela para apoiar o Plano Estratégico das FARC, enquanto o presidente Santos assegura que “Chávez é o seu mais novo melhor amigo” e a chanceler Holguín anda de passeio pelo Oriente Médio, pelo que se diz, procurando a paz entre israelenses e palestinos.
O assalto de surpresa contra uma unidade militar indisciplinada em Arauca há três semanas, foi realizado pelos “pisa suave” de Efrén e é parte integral da missão de levar a guerra à fronteira, para buscar incidentes internacionais, justificar qualquer intervenção das Forças Armadas Venezuelanas, dar a oportunidade a Chávez para repetir que a Venezuela faz limite com as FARC e não com a Colômbia, e inclusive a longo prazo pensar como alternativa em uma zona liberada reconhecida pelo governo venezuelano que tem muitos interesses geo-políticos e geo-estratégicos sobre esse setor.
Tudo isso e muito mais acontece na fronteira colombo-venezuelana, enquanto Santos faz politicagem barata nos conselhos comunitários com os conteúdos dos computadores de Jojoy, os doutores estrategistas de gabinete do Ministério da Defesa são inacessíveis, a chanceler viaja pelo mundo paga com o dinheiro dos contribuintes e em seu infinito egocentrismo, Santos se atreve até a repreender os europeus pela falta de ordem na casa.
3. Por que Timochenko está na Venezuela?
O ajuste do Plano Estratégico das FARC, chamado de Plano Renascer desenhado por Cano, impõe às estruturas farianas incrementar a guerra ao longo da fronteira com a Venezuela, com a finalidade de manter ativo o apoio e ligação com o “irmão bolivariano”, devido a que este projeto vinha em desenvolvimento desde quando Tirofijo vivia e é orientado para procurar não só o reconhecimento internacional das FARC como “força beligerante”, senão o apoio concreto de armas e dinheiro, homens e organizações políticas, na etapa da ofensiva final contra a Colômbia.
Para esse fim, Iván Márquez assumiu o prolongamento sobre o território venezuelano do Bloco Caribe desde La Guajira até os limites de Perijá e o Catatumbo. Timochenko assumiu o prolongamento à Venezuela do Bloco do Magdalena Medio, desde o Catatumbo até limites com Arauca. Efrén assumiu o prolongamento do Comando Conjunto de Oriente à Venezuela no setor de Arauca e parte de Vichada, enquanto que Mauricio tem a tarefa de prolongar as estruturas terroristas do Bloco Oriental à Venezuela pelo Vichada e Guainía.
Isto explica o estratagema de Cano de deixar muitas frentes em contato permanente no Tolima e Huila enquanto se escondia no Cauca. As estruturas armadas em Nariño, Cauca e Valle simulavam lá o epicentro estratégico das operações farianas e as frentes do sul do Meta e Caquetá mantinham ações armadas persistentes para ocupar a atenção da Força Pública, enquanto na fronteira colombo-venezuelana se tece o entramado do novo núcleo da guerra das FARC e de seus cúmplices contra a Colômbia.
Por estas razões tão simples quanto alarmantes Timochenko está na Venezuela, pois lá não somente vai funcionar a nova “chancelaria fariana” encabeçada por Iván Márquez e Granda, senão porque desde lá se dirigirá o novo núcleo central da agressão político-armada contra a Colômbia financiada com petróleo, minerais, narco-tráfico, contrabandos colombianos e apoio financeiro, político e logístico do governo chavista.
Os fatos corroboram que, por instruções da ditadura cubana e sugestão, ou talvez exigência das FARC, Chávez moderou sua grotesca irreverência e desrespeito contra a Colômbia, mas não deixou de apoiar as FARC. Entretanto, Dilma, Correa, Evo, Ortega e os demais cúmplices das FARC apóiam de maneira sistemática as células internacionais dos comunistas do hemisfério em todos os cenários nos quais “Colombianos pela Paz” promove “a paz na Colômbia”, ou melhor, a legitimação das FARC para sua ofensiva final.
É óbvio que desde o outro lado da fronteira Timochenko persistirá na intenção pacifista das FARC, com a troca de seqüestrados por terroristas presos e a “necessária iniciação de diálogos” para buscar a paz, com o eco imediato de todos os seus cúmplices escudados em ONG’s e governos “amigos”, mas obviamente sem deixar de desenvolver o Plano Estratégico das FARC que, como já se demonstrou, é um projeto de guerra, não de paz.
Assim foi desde 1982, quando como reflexo de sua inaptidão estratégica o presidente Belisario Betancur lhes despejou a guarida de Casa Verde, até esta data, passando pela vergonhosa entrega da soberania nacional em 42.000 quilômetros quadrados para as FARC, pelo também medíocre presidente conservador Andrés Pastrana.
Há um fato real: as FARC se reinventam amiúde dentro de seu projeto porém não mudam os objetivos do Plano Estratégico. Os comunistas legais e clandestinos estão atados a esse projeto e trabalham nele as 24 horas do dia. O governo colombiano se desfaz dos que o conhecem e o entendem. A soberba de Santos e seu séquito civil no Ministério da Defesa não os deixa ver adiante do nariz, pois acreditam com toda a certeza que as FARC já estão rendidas.
Do mesmo modo que, quando as Forcas Militares tinham Jojoy encurralado, Santos e seu sucessor Silva diziam que a vitória estava na virada da esquina. Cano morreu, mas o Plano Estratégico das FARC, não. Santos governa mas isso não quer dizer que Chávez tornou-se boa pessoa, nem que as FARC vão se desmobilizar, nem deixar de traficar coca, nem vão sair da Venezuela, nem muito menos renunciar a seu Plano Estratégico.
Além disso, como conseqüência da arrogância arrivista de Santos, não se observa o componente sócio-econômico que deve seguir às operações militares para ganhar a população civil, não para tramá-la durante um dia.
Assim, as FARC encontram caldo de cultura para recrutar novos adeptos e tornar eterna essa guerra, que após 50 anos de sangria não só é crônica senão vergonhosa. E tudo por não entender nem o Plano Estratégico, nem as intenções dos comunistas do hemisfério, entre eles o “novo melhor amigo”, o loquaz mandatário equatoriano, a dissimulada presidente brasileira e o indiozinho cocalero boliviano.
Que por miopia estratégica ou produto da auto-suficiência santista não permitamos que a fronteira colombo-venezuelana seja o novo epicentro da guerra, com eventual possibilidade de território liberado e reconhecimento de status de beligerância às FARC nesse setor, com a circunstância agravante de que a constituição chavista de 1999 inclui quase toda esta parte como território venezuelano.
Que não se cumpra, em nosso caso, a célebre frase do general Mc Arthur: “A história do fracasso das guerras pode-se resumir em duas palavras: demasiado tarde”.
Escrito por Cel. Luis Alberto Villamarín Pulido, 23 Novembro 2011
Tradução: Graça Salgueiro
SOBRE A VISÃO INSÓLITA DE CARLOS VEREZA
“Os extraterrestres do bem estão limpando a crosta terrestre das bombas atômicas que explodem no sul do oceano pacífico”. Carlos Vereza
Sei não, mas eu acho que Vereza pirou de vez.
Assistam o vídeo e leiam partes de uma entrevista dele ao iG.
Sei não, mas eu acho que Vereza pirou de vez. Assistam o vídeo e leiam partes de uma entrevista dele ao iG.
iG: O senhor vê pessoas mortas?
Carlos Vereza: Nunca vi nenhum espírito, mas já senti. Às vezes escuto o meu nome, “Caaarlos, Caaarlos”, bem nitidamente. Às vezes eles batem na minha porta. Quando vejo, não tem ninguém. Já nem abro mais a porta, já estou acostumado de tanto que batem. Eles queimam interruptores, acendem a luz do nada... Mas isso não é todo dia. Queria falar também que tenho uma relação muito forte com ufologia.
iG: É?
Carlos Vereza: Já vi vários discos voadores que saem da Pedra da Gávea. Eu lhe mostro agora no meu laptop o vídeo que fiz quando dois discos apareceram aqui perto.
iG: Qual é a relação da ufologia com a mediunidade?
Carlos Vereza: Total. Perguntei a um espírito qual é a diferença entre um alienígena e um espírito. Ele falou “nenhuma”. Os extraterrestres do bem estão limpando a crosta terrestre das bombas atômicas que explodem no sul do oceano pacífico. Depois reclamam que as placas tectônicas estão se batendo no fundo do mar.
iG: As placas tectônicas se movem desde que o planeta foi formado.
Carlos Vereza: Elas se movem sempre, mas não a ponto de provocar terremotos que matam 300 mil pessoas e formar ondas de tsunami que matam outras milhares de pessoas. Com suas naves, eles limpam a crosta terrestre e mandam advertências seriíssimas para a gente.
iG: Como quais?
Carlos Vereza: Com estas explosões, o eixo da Terra se verticalizou. Houve a mudança do eixo da Terra. Tudo é quântico, mexe com a cabeça da humanidade. Pai que mata filho, garoto de dez anos que atira na professora... Esta loucura do planeta que a gente vive... Tudo é ligado às placas tectônicas e ao universo. Não é preciso ver para saber. Tenho certeza de que nossos anjos da guarda e outros espíritos estão aqui agora ouvindo nossa conversa. Tenho certeza como eu me chamo Carlos.
iG: Estes espíritos são os mesmos que acendem a luz e batem à porta?
Carlos Vereza: Dependendo da visita, até o computador liga sozinho. Isso tudo é trabalho científico, que está sendo estudado por acadêmicos. Sonia Rinaldi, da USP, grava vozes de espíritos pelo rádio, é a transcomunicação. Coloca isso, porque se não vão dizer “Vereza está maluco, só fala besteira. Tenho certeza de que nossos anjos da guarda e outros espíritos estão aqui agora ouvindo nossa conversa”.
iG: Voltando à ufologia, como avistou OVNIs?
Carlos Vereza: O grande avistamento foi em 1997. Eu, minha filha Larissa, minha amiga médium Márcia Zenkye, o marido dela Josué, que é comissário de bordo, estávamos na varanda do apartamento, quando vimos mais de dez discos passando bem próximo, em velocidade inacreditável. Demorou mais de três horas. Eles vinham e iam, como se mergulhassem no mar.
iG: Foi só esta vez?
Carlos Vereza: Não. Há um ano e meio, o Roberto falou que estava vendo uma coisa na direção da Pedra da Gávea. Fui ver e falei: “Ih, Roberto. Aquilo está parecendo disco. Corre e pega seu celular”. Ele demorou a achar o celular. Os objetos não correram. Me deu a impressão de que eles sabiam que estavam sendo vistos e queriam que fossem registrados. Tem um mistério em torno da Pedra da Gávea. (Imagens feitas pelo ator, cedida ao portal iG)
iG: Diz a lenda que os fenícios...
Carlos Vereza: Diz não, eles estiveram ali. Há quinze mil anos. O Brasil não começou agora (Vereza mostra o vídeo dos OVNIs no seu laptop).
Fala sério! Os fenícios surgiram há 4.300 anos!
iG: Não ficou com medo?
Carlos Vereza: Ficamos de mãos dadas chorando. Eles passam alguma coisa inexplicável de emoção. Se ampliar a imagem, você vê até a cabine deles. Calculo que estivessem a 40km/h. Não é avião, sonda, nem helicóptero. Ia mandar para o Fantástico, mas não divulguei, porque sempre aparece alguém dizendo que é balão meteorológico. Mas autorizo você a divulgar, estou na vida para colocar a cara a tapa.
iG: As pessoas podem achá-lo louco.
Carlos Vereza: Já falei aqui para você muita coisa que as pessoas não vão acreditar. Falei de espírito, de ectoplasma, de materialização... Não tenho medo do que vão dizer. O lugar que mais aparece disco é o México, é coisa impressionante. O Vaticano já chama os extraterrestres de irmãos. Você nunca ouviu falar nos tapetes voadores das “Mil e Uma Noites”? Então... Era o vocabulário da época.
iG: Que outros fenômenos o senhor já presenciou?
Carlos Vereza: Meses depois deste vídeo, um colega meu dormia aqui, era quase seis da manhã, quando os discos passaram. O gravador ligou sozinho e começou a transmitir vozes. Passou do português ao castelhano, depois para inglês. Não deu para entender bem. O que me fez concluir que a velocidade deles é tão absurda, que eles trocam de idioma conforme passam pelos países.
iG: Imagino.
Carlos Vereza: O mundo é muito complexo, rapaz. Não é só pegar o carro, ir trabalhar e voltar para casa, não. Os iogas levitam na água, na Índia. É o domínio de leis da natureza que foge do nosso conhecimento. Galileu quase foi queimado porque dizia que a Terra não era o centro do universo. Assim vai a vida.
Por Ricardo Froes
NOTA AO PÉ DO TEXTO
Sempre tive grande admiração pelo ator Carlos Vereza. Em seu blog, onde escreve e emite opiniões politicas sensatas e inteligentes, demonstra lucidez e critério ao tratar sobre a política brasileira. Não me permito fazer qualquer juízo sobre a entrevista acima, em que manifesta observações bastante estranhas. Não me refiro às opiniões sobre sua crença espírita, que podemos encontrar em qualquer livro que explane a teoria kardecista.
O que me parece estranho, é falar de ovnis e alienígenas e fenômenos dessa ordem.
Matérias polêmicas e que geralmente não cabem ser discutidas em pequenas entrevistas, em que o foco parece explorar o lado divertido de opiniões sobre fenômenos estranhos, ou fóruns que não reúnam estudiosos da matéria, sem que se corra o risco de avaliações negativas, quando não debochadas.
Admiro o artista, admiro o blogueiro, admiro o homem e suas causas políticas. Calo-me assim, sobre o insólito manifestado na entrevista.
Sei não, mas eu acho que Vereza pirou de vez.
Assistam o vídeo e leiam partes de uma entrevista dele ao iG.
Sei não, mas eu acho que Vereza pirou de vez. Assistam o vídeo e leiam partes de uma entrevista dele ao iG.
iG: O senhor vê pessoas mortas?
Carlos Vereza: Nunca vi nenhum espírito, mas já senti. Às vezes escuto o meu nome, “Caaarlos, Caaarlos”, bem nitidamente. Às vezes eles batem na minha porta. Quando vejo, não tem ninguém. Já nem abro mais a porta, já estou acostumado de tanto que batem. Eles queimam interruptores, acendem a luz do nada... Mas isso não é todo dia. Queria falar também que tenho uma relação muito forte com ufologia.
iG: É?
Carlos Vereza: Já vi vários discos voadores que saem da Pedra da Gávea. Eu lhe mostro agora no meu laptop o vídeo que fiz quando dois discos apareceram aqui perto.
iG: Qual é a relação da ufologia com a mediunidade?
Carlos Vereza: Total. Perguntei a um espírito qual é a diferença entre um alienígena e um espírito. Ele falou “nenhuma”. Os extraterrestres do bem estão limpando a crosta terrestre das bombas atômicas que explodem no sul do oceano pacífico. Depois reclamam que as placas tectônicas estão se batendo no fundo do mar.
iG: As placas tectônicas se movem desde que o planeta foi formado.
Carlos Vereza: Elas se movem sempre, mas não a ponto de provocar terremotos que matam 300 mil pessoas e formar ondas de tsunami que matam outras milhares de pessoas. Com suas naves, eles limpam a crosta terrestre e mandam advertências seriíssimas para a gente.
iG: Como quais?
Carlos Vereza: Com estas explosões, o eixo da Terra se verticalizou. Houve a mudança do eixo da Terra. Tudo é quântico, mexe com a cabeça da humanidade. Pai que mata filho, garoto de dez anos que atira na professora... Esta loucura do planeta que a gente vive... Tudo é ligado às placas tectônicas e ao universo. Não é preciso ver para saber. Tenho certeza de que nossos anjos da guarda e outros espíritos estão aqui agora ouvindo nossa conversa. Tenho certeza como eu me chamo Carlos.
iG: Estes espíritos são os mesmos que acendem a luz e batem à porta?
Carlos Vereza: Dependendo da visita, até o computador liga sozinho. Isso tudo é trabalho científico, que está sendo estudado por acadêmicos. Sonia Rinaldi, da USP, grava vozes de espíritos pelo rádio, é a transcomunicação. Coloca isso, porque se não vão dizer “Vereza está maluco, só fala besteira. Tenho certeza de que nossos anjos da guarda e outros espíritos estão aqui agora ouvindo nossa conversa”.
iG: Voltando à ufologia, como avistou OVNIs?
Carlos Vereza: O grande avistamento foi em 1997. Eu, minha filha Larissa, minha amiga médium Márcia Zenkye, o marido dela Josué, que é comissário de bordo, estávamos na varanda do apartamento, quando vimos mais de dez discos passando bem próximo, em velocidade inacreditável. Demorou mais de três horas. Eles vinham e iam, como se mergulhassem no mar.
iG: Foi só esta vez?
Carlos Vereza: Não. Há um ano e meio, o Roberto falou que estava vendo uma coisa na direção da Pedra da Gávea. Fui ver e falei: “Ih, Roberto. Aquilo está parecendo disco. Corre e pega seu celular”. Ele demorou a achar o celular. Os objetos não correram. Me deu a impressão de que eles sabiam que estavam sendo vistos e queriam que fossem registrados. Tem um mistério em torno da Pedra da Gávea. (Imagens feitas pelo ator, cedida ao portal iG)
iG: Diz a lenda que os fenícios...
Carlos Vereza: Diz não, eles estiveram ali. Há quinze mil anos. O Brasil não começou agora (Vereza mostra o vídeo dos OVNIs no seu laptop).
Fala sério! Os fenícios surgiram há 4.300 anos!
iG: Não ficou com medo?
Carlos Vereza: Ficamos de mãos dadas chorando. Eles passam alguma coisa inexplicável de emoção. Se ampliar a imagem, você vê até a cabine deles. Calculo que estivessem a 40km/h. Não é avião, sonda, nem helicóptero. Ia mandar para o Fantástico, mas não divulguei, porque sempre aparece alguém dizendo que é balão meteorológico. Mas autorizo você a divulgar, estou na vida para colocar a cara a tapa.
iG: As pessoas podem achá-lo louco.
Carlos Vereza: Já falei aqui para você muita coisa que as pessoas não vão acreditar. Falei de espírito, de ectoplasma, de materialização... Não tenho medo do que vão dizer. O lugar que mais aparece disco é o México, é coisa impressionante. O Vaticano já chama os extraterrestres de irmãos. Você nunca ouviu falar nos tapetes voadores das “Mil e Uma Noites”? Então... Era o vocabulário da época.
iG: Que outros fenômenos o senhor já presenciou?
Carlos Vereza: Meses depois deste vídeo, um colega meu dormia aqui, era quase seis da manhã, quando os discos passaram. O gravador ligou sozinho e começou a transmitir vozes. Passou do português ao castelhano, depois para inglês. Não deu para entender bem. O que me fez concluir que a velocidade deles é tão absurda, que eles trocam de idioma conforme passam pelos países.
iG: Imagino.
Carlos Vereza: O mundo é muito complexo, rapaz. Não é só pegar o carro, ir trabalhar e voltar para casa, não. Os iogas levitam na água, na Índia. É o domínio de leis da natureza que foge do nosso conhecimento. Galileu quase foi queimado porque dizia que a Terra não era o centro do universo. Assim vai a vida.
Por Ricardo Froes
NOTA AO PÉ DO TEXTO
Sempre tive grande admiração pelo ator Carlos Vereza. Em seu blog, onde escreve e emite opiniões politicas sensatas e inteligentes, demonstra lucidez e critério ao tratar sobre a política brasileira. Não me permito fazer qualquer juízo sobre a entrevista acima, em que manifesta observações bastante estranhas. Não me refiro às opiniões sobre sua crença espírita, que podemos encontrar em qualquer livro que explane a teoria kardecista.
O que me parece estranho, é falar de ovnis e alienígenas e fenômenos dessa ordem.
Matérias polêmicas e que geralmente não cabem ser discutidas em pequenas entrevistas, em que o foco parece explorar o lado divertido de opiniões sobre fenômenos estranhos, ou fóruns que não reúnam estudiosos da matéria, sem que se corra o risco de avaliações negativas, quando não debochadas.
Admiro o artista, admiro o blogueiro, admiro o homem e suas causas políticas. Calo-me assim, sobre o insólito manifestado na entrevista.
JOVENS REBELDES, "COROAS" IRRESPONSÁVEIS
Artigos - Cultura
Há suficientes dramas, em número e porte, para dispensar a ridícula louvação aos jovens rebeldes promovida por "coroas" irresponsáveis (combinação explosiva!), sob motivações ideológicas e afinidades políticas.
Leia a citação a seguir apesar dos erros primários: "Historicamente a Universidade em todo mundo se assume como um espécie de territorio livre em que caberia desde a mais inusitada teoria sobre qualquer dimensão do real a experimentação de vivências que iriam desde o consumo de maconha ao sexo casual". Essa frase não é de uma redação do ENEM. Foi produzida por um doutor em Educação pela USP, professor da UFMT (o resto do artigo, em defesa dos invasores da USP, é ainda pior). Tendo lido e ouvido ideias parecidas também por aqui, é sobre isso que escrevo.
Não há geração que não tenha manifestado inconformidade em relação à que a antecedeu e vice-versa. A contrariedade de certos filósofos gregos ante o comportamento dos discípulos se repete na experiência de praticamente todos os pais e filhos, mestres e alunos. Exceções são exatamente isso - exceções.
É desnecessário, portanto, desenvolver uma pedagogia para suscitar a rebeldia dos rebeldes, seja elevando-a à categoria das coisas sagradas, seja transformando-a em parâmetro de discernimento, seja para destinar ao lixo orgânico as judiciosas ponderações da maturidade, ou seja, ainda, para instalar no ambiente acadêmico um hardcore da libertinagem.
Não há necessidade. De hábito, o jovem passa aí por conta própria. Aliás, eles raramente morrem por enfermidades do corpo, mas vitimados por sua onisciência e rebeldia. Qual pai, qual mãe ainda não ouviu de um filho a frase "Eu sei o que é bom para mim?" ao lhe proporcionar conselhos nascidos do amor e da experiência de vida?
O jovem sabe o que é bom para ele, mas é a própria juventude que facilmente o ilude a respeito da natureza do bem. Ali onde está o que ele considera bom não vive necessariamente o bem dele. E esta ilusão é apenas uma das muitas e frequentes evidências dos riscos inerentes à imaturidade.
Há suficientes dramas, em número e porte, para dispensar a ridícula louvação aos jovens rebeldes promovida por "coroas" irresponsáveis (combinação explosiva!), sob motivações ideológicas e afinidades políticas. E só por causa delas.
Nos debates sobre a invasão da reitoria da USP, foi possível perceber o quanto essa combinação explosiva gostaria de exercer autoridade no ambiente acadêmico. Entre professor e aluno, dizem uns e outros, não haveria saber maior (olha o desatino teórico!). Não duvido de que, em breve, os alunos estejam querendo salário para participar dessa exaustiva produção comunitária do saber.
Em virtude dessa pretendida equivalência das respectivas funções, creem que a eleição do reitor deveria dar o mesmo peso aos votos de alunos e professores. Todo poder aos sovietes! Todo poder ao jovem e suas minorias organizadas!
Esquecem-se os moços rebeldes e os "coroas" irresponsáveis que o conceito de Estado Democrático de Direito, no qual o querer não faz poder, abriga um binômio jurídico-político. O simples desejo contrariado de um grupo pirracento não viabiliza o qualificativo "democrático" a qualquer reação do "coletivo". Há um democratismo muito ao gosto da esquerda, que adora "tirar decisões" em assembleias manipuladas. Então, assim como nem toda deliberação de um grupo é necessariamente democrática, nem toda ação por ele conduzida é tolerável no Estado de Direito.
É fato sabido que, no Brasil, se um indivíduo invade é agressor e vai se explicar com o delegado; se vários invadem tem-se um movimento social ao qual tudo é permitido. Os estudantes contavam com isso e se deram mal.
Percival Puggina, 21 Novembro 2011
NAZISMO, COMUNISMO E O PROBLEMA DA LIBERDADE
Artigos - Direito
Se por conta de sua maldade intrínseca, a existência de um partido nazista é inadmissível, por que a existência de um partido socialista ou comunista seria legítima, uma vez que se trata de uma ideologia ainda mais assassina, sem a qual o nazismo sequer existiria, e que se levanta contra as liberdades individuais?
Há sempre histórias reais que servem à perfeição para debater e aplicar os princípios e valores liberais sem o conforto dos exemplos meramente teóricos. Nesses casos, a ação que se segue à discussão testará o liberalismo no que se refere às consequências intencionais e não-intencionais.
Eis a impressionante história contada no livro When the Nazis Came Skokie, de Philippa Strum, ex-professora de ciência política no City University of New York–Brooklyn College e hoje atua como Senior Scholar do Woodrow Wilson International Center for Scholars: na Chicago do final dos anos de 1970, um grupo neonazista pretendeu realizar uma marcha na cidade enquanto judeus sobreviventes do Holocausto na Alemanha refugiados nos Estados Unidos defendiam o direito de viver no lugar sem serem intimidados, agredidos, perseguidos ou mortos.
A história ganhou nuances mais complexas quando representantes da cidade de Skokie foram ao tribunal com o objetivo de impedir a marcha para evitar que os moradores, e não só a comunidade judia, fossem de alguma forma importunados e violentados, em maior ou menor grau, pela ação dos neonazistas. Em defesa do respeito à Primeira Emenda da Constituição Americana, a organização American Civil Liberties Union, da qual a autora do livro faz parte desde 1979, assumiu o caso para defender o direito à liberdade de expressão dos neonazistas e, com isso, garantir na justiça a realização da marcha.
O caso é ainda mais interessante: o advogado da American Civil Liberties Union (ACLU) era David Goldberger, um judeu a quem coube a inglória incumbência de defender o grupo neonazista no tribunal contra os judeus daquela comunidade; o líder do Partido Nacional Socialista da América, Frank Colin, o responsável pela organização da marcha, era filho de um judeu sobrevivente do Holocausto; e o representante da comunidade de Skokie, Sol Godstein, era ele próprio um sobrevivente da Infâmia nazista.
Eis a pergunta: em nome do respeito à liberdade de expressão, você aceitaria a marcha de um grupo que, poucos anos antes, tentou eliminar você e o seu povo? Atualizando a pergunta: em nome dos princípios e valores liberais, aceitaria hoje a existência e o funcionamento de um Partido Nazista, mesmo que você ou seus familiares não tenham sofrido diretamente as ações do regime Nazi?
Se a resposta for afirmativa, a sua aceitação seria plena ou estaria condicionada a certos critérios objetivos, como, por exemplo, a limitação da atuação desse partido antes e depois da ascensão ao poder? Ou seja, você aceitaria sem problemas a atuação de um partido que, se bem-sucedido, como fora na década de 1920 na Alemanha, eliminaria a sua liberdade e destruiria todo o ambiente de liberdade que você defende e que permitiu com que os neonazistas operassem sem serem incomodados? Caso a aceitação fosse condicionada, tal restrição não violaria os princípios e valores liberais que você defende?
Se a sua resposta for positiva, condicionada ou não, gostaria de propor mais uma pergunta: por que não aceitar a existência e funcionamento de um Partido Nazista já que você aceita, mesmo que tacitamente, a existência do Partido Socialista e do Partido Comunista, que mataram muito mais gente do que o regime nazi e se mantiveram no poder por mais tempo? E você acha que a aceitação atual da existência do Partido Socialista e do Partido Comunista exige, necessariamente, aceitar a existência do Partido Nazi?
Se você está curioso para saber como terminou a história em Skokie, eu conto: a American Civil Liberties Union venceu o litígio na justiça e a marcha foi autorizada. Mas a vitória judicial teve um alto custo para o Partido Nazista, que perdeu 30 mil membros e não conseguiu realizar a manifestação pública.
Em 1981, a história ganhou um filme na TV.
Como seria possível imaginar que, numa história como essa, a defesa do princípio da liberdade de expressão contribuiria para resolver um problema tão delicado?
Bruno Garschagen, 22 Novembro 2011
PESADELO ESTATAL PARA CRIANÇAS
Notícias Faltantes - Denúncias
Órgãos governamentais facilmente tiram crianças de seus pais, e facilmente as expõem a pedófilos.
Reportagem da FoxNews denuncia:
Uma nova auditoria do Estado da Califórnia revelou que mais de 1.000 criminosos sexuais estão vivendo em casas que têm licença para dar serviços para crianças, adotivas ou não.
A informação de deixar qualquer um perplexo foi descoberta depois que a auditoria foi solicitada para investigar como o Conselho Tutelar lidou com mortes de crianças em casas para crianças adotivas.
No começo deste ano, o deputado Henry Perea da cidade de Fresno solicitou que o estado investigasse as mortes de crianças que estão sob a custódia do Conselho Tutelar. A solicitação foi feita depois que Seth Ireland, um menino de dez anos, foi surrado até a morte pelo namorado de sua mãe adotiva em 2008.
Bill Grimm, o assessor jurídico sênior do Centro Nacional de Lei para Jovens, acha que a negligência dos Conselhos Tutelares de usar bancos de dados de criminosos sexuais aos quais o órgão tem acesso é “censurável e indesculpável”.
“Como é que eles tiram uma criança de sua família, do lar dos pais dela, por alegarem que a criança estava insegura ou havia sido abusada e então colocam essa criança numa instituição ou casa em que ela fica sujeita a riscos e mais abusos? Isso é simplesmente indesculpável”, disse Grimm.
Ei, descobriu-se que apenas a Califórnia tem 1.000 criminosos sexuais que vivem em casas que têm licença para dar serviços para crianças adotivas. E quanto aos outros 49 estados americanos?
Estamos vivendo em pleno século 21, não estamos? Como é que os serviços estatais para crianças podem estar expondo crianças a pedófilos?
Na década de 1980, minha amiga Mary Pride denunciou como os órgãos governamentais eram perigosos para as crianças. Naquela época, sem dúvida alguma, o Estado prometeu adotar medidas para tornar as crianças seguras de sua própria insegurança.
Então, na década de 1990, Brenda Scott, em seu livro “Out of Control. Who’s Watching Our Child Protection Agencies?” (Fora de Controle: Quem é que está de Olho nos Órgãos de Proteção à Criança?), desmascarou como os Conselhos Tutelares dos EUA facilmente tiravam as crianças de seus pais e as expunham a criminosos sexuais e outros pervertidos. De novo, o Estado prometeu corrigir sua insegurança…
Em seguida, em 2005 vimos reportagens de abundante abuso sexual contra as crianças em casas que têm licença para dar serviços de creche para crianças, ou serviços para crianças adotivas. E o Estado veio com suas promessas de sempre… E as crianças continuaram inseguras.
Lamentavelmente, o Estado tem sido incapaz de evitar expor as crianças aos criminosos sexuais. E tem sido igualmente incapaz de evitar facilmente tirar as crianças de seus pais.
Abuso: Conselho Tutelar dos EUA facilmente tira filha do casal Marcin e Nicole Leszczynski
Reportagem da FoxNews denunciou:
A filha de 3 anos de um casal do Havaí lhes foi tirada durante 18 horas depois que eles foram presos por se esquecerem de pagar dois sanduiche de 9 reais.
O passeio que se transformou em pesadelo ocorreu na quarta-feira enquanto a família estava fazendo compras na filial local da rede de supermercados Safeway.
“Fizemos uma longa caminhada até o supermercado e eu estava me sentindo desfalecida, zonza, como se eu precisasse comer algo. Então, decidimos arranjar uns sanduíches e comê-los enquanto estávamos fazendo compras”, Leszczynski disse para o noticiário da TV.
Leszczynski, que está com 30 semanas de gravidez, seu marido Marcin e sua filha Zophia compraram alimentos no valor de 90 reais — mas se esqueceram de seus dois sanduíches com salada e frango.
“Foi uma distração completa, um momento em que nós pais nos distraímos”, Leszczynski disse para a TV KHON.
Quando a família estava saindo, o guarda de segurança os parou e pediu o recibo deles.
“Eu me ofereci para pagar. Nós tínhamos o dinheiro. Nós tínhamos acabado de fazer compras”, Leszczynski disse para a TV.
Mas, em vez de aceitar o dinheiro, a mãe grávida disse para KHON que o gerente da Safeway chamou a polícia. O casal foi levado para a delegacia de polícia de Honolulu onde foram fichados por furto de quarto grau. Então Zophia foi levada sob a guarda do Conselho Tutelar.
“Quando nos notificaram que teriam de levá-la porque ambos seríamos presos, eu simplesmente não consegui acreditar. Não pude acreditar que isso estava acontecendo, pois me esqueci de pagar o sanduíche e por causa disso nossa filha estava sendo levada para longe de nós”, Leszczynski disse para KHON.
A mãe de Zophia disse que passou a noite inteira sem dormir se preocupando com sua filha e desabafou sua angustia num site para mães chamado www.babycenter.com. O comentário dela atraiu a atenção de centenas de mães e pais que ficaram indignados.
“Não sabíamos onde estava nossa filha, não sabíamos qual era a situação. Ela não tinha nenhuma outra roupa, exceto a que havia usado no supermercado”, Leszczynski disse para KHON.
Felizmente, a menininha foi devolvida 18 horas mais tarde para seus pais. Mas 18 horas, ou alguns dias longe de seus pais num órgão estatal, é tempo suficiente para pedófilos e outros predadores fazerem seu trabalho sujo. Numa sociedade obcecada por sexo, as crianças estão inseguras sempre que estão longe de sua família natural.
Versão em inglês deste artigo: State nightmare for children
Julio Severo, 22 Novembro 2011
Órgãos governamentais facilmente tiram crianças de seus pais, e facilmente as expõem a pedófilos.
Reportagem da FoxNews denuncia:
Uma nova auditoria do Estado da Califórnia revelou que mais de 1.000 criminosos sexuais estão vivendo em casas que têm licença para dar serviços para crianças, adotivas ou não.
A informação de deixar qualquer um perplexo foi descoberta depois que a auditoria foi solicitada para investigar como o Conselho Tutelar lidou com mortes de crianças em casas para crianças adotivas.
No começo deste ano, o deputado Henry Perea da cidade de Fresno solicitou que o estado investigasse as mortes de crianças que estão sob a custódia do Conselho Tutelar. A solicitação foi feita depois que Seth Ireland, um menino de dez anos, foi surrado até a morte pelo namorado de sua mãe adotiva em 2008.
Bill Grimm, o assessor jurídico sênior do Centro Nacional de Lei para Jovens, acha que a negligência dos Conselhos Tutelares de usar bancos de dados de criminosos sexuais aos quais o órgão tem acesso é “censurável e indesculpável”.
“Como é que eles tiram uma criança de sua família, do lar dos pais dela, por alegarem que a criança estava insegura ou havia sido abusada e então colocam essa criança numa instituição ou casa em que ela fica sujeita a riscos e mais abusos? Isso é simplesmente indesculpável”, disse Grimm.
Ei, descobriu-se que apenas a Califórnia tem 1.000 criminosos sexuais que vivem em casas que têm licença para dar serviços para crianças adotivas. E quanto aos outros 49 estados americanos?
Estamos vivendo em pleno século 21, não estamos? Como é que os serviços estatais para crianças podem estar expondo crianças a pedófilos?
Na década de 1980, minha amiga Mary Pride denunciou como os órgãos governamentais eram perigosos para as crianças. Naquela época, sem dúvida alguma, o Estado prometeu adotar medidas para tornar as crianças seguras de sua própria insegurança.
Então, na década de 1990, Brenda Scott, em seu livro “Out of Control. Who’s Watching Our Child Protection Agencies?” (Fora de Controle: Quem é que está de Olho nos Órgãos de Proteção à Criança?), desmascarou como os Conselhos Tutelares dos EUA facilmente tiravam as crianças de seus pais e as expunham a criminosos sexuais e outros pervertidos. De novo, o Estado prometeu corrigir sua insegurança…
Em seguida, em 2005 vimos reportagens de abundante abuso sexual contra as crianças em casas que têm licença para dar serviços de creche para crianças, ou serviços para crianças adotivas. E o Estado veio com suas promessas de sempre… E as crianças continuaram inseguras.
Lamentavelmente, o Estado tem sido incapaz de evitar expor as crianças aos criminosos sexuais. E tem sido igualmente incapaz de evitar facilmente tirar as crianças de seus pais.
Abuso: Conselho Tutelar dos EUA facilmente tira filha do casal Marcin e Nicole Leszczynski
Reportagem da FoxNews denunciou:
A filha de 3 anos de um casal do Havaí lhes foi tirada durante 18 horas depois que eles foram presos por se esquecerem de pagar dois sanduiche de 9 reais.
O passeio que se transformou em pesadelo ocorreu na quarta-feira enquanto a família estava fazendo compras na filial local da rede de supermercados Safeway.
“Fizemos uma longa caminhada até o supermercado e eu estava me sentindo desfalecida, zonza, como se eu precisasse comer algo. Então, decidimos arranjar uns sanduíches e comê-los enquanto estávamos fazendo compras”, Leszczynski disse para o noticiário da TV.
Leszczynski, que está com 30 semanas de gravidez, seu marido Marcin e sua filha Zophia compraram alimentos no valor de 90 reais — mas se esqueceram de seus dois sanduíches com salada e frango.
“Foi uma distração completa, um momento em que nós pais nos distraímos”, Leszczynski disse para a TV KHON.
Quando a família estava saindo, o guarda de segurança os parou e pediu o recibo deles.
“Eu me ofereci para pagar. Nós tínhamos o dinheiro. Nós tínhamos acabado de fazer compras”, Leszczynski disse para a TV.
Mas, em vez de aceitar o dinheiro, a mãe grávida disse para KHON que o gerente da Safeway chamou a polícia. O casal foi levado para a delegacia de polícia de Honolulu onde foram fichados por furto de quarto grau. Então Zophia foi levada sob a guarda do Conselho Tutelar.
“Quando nos notificaram que teriam de levá-la porque ambos seríamos presos, eu simplesmente não consegui acreditar. Não pude acreditar que isso estava acontecendo, pois me esqueci de pagar o sanduíche e por causa disso nossa filha estava sendo levada para longe de nós”, Leszczynski disse para KHON.
A mãe de Zophia disse que passou a noite inteira sem dormir se preocupando com sua filha e desabafou sua angustia num site para mães chamado www.babycenter.com. O comentário dela atraiu a atenção de centenas de mães e pais que ficaram indignados.
“Não sabíamos onde estava nossa filha, não sabíamos qual era a situação. Ela não tinha nenhuma outra roupa, exceto a que havia usado no supermercado”, Leszczynski disse para KHON.
Felizmente, a menininha foi devolvida 18 horas mais tarde para seus pais. Mas 18 horas, ou alguns dias longe de seus pais num órgão estatal, é tempo suficiente para pedófilos e outros predadores fazerem seu trabalho sujo. Numa sociedade obcecada por sexo, as crianças estão inseguras sempre que estão longe de sua família natural.
Versão em inglês deste artigo: State nightmare for children
Julio Severo, 22 Novembro 2011
ATÉ QUANDO?
Notícias Faltantes - Foro de São Paulo
Está em curso, não nos iludamos, um movimento de pinça: de um lado, os grandes grupos internacionais cujos interesses cobrem o globo terrestre, e do outro, partidos de esquerda, entre nós agrupados sob a bandeira do PT, líder do Foro de São Paulo.
Nos países em desenvolvimento, possuidores de recursos naturais de pequeno ou grande vulto, a existência de Forças Armadas bem adestradas, motivadas e dotadas de equipamentos e armas modernos, não responde nem aos interesses externos nem aos internos. Que o diga a “primavera árabe” onde um dos objetivos, o petróleo líbio, foi alcançado pelo emprego dos meios militares da OTAN e, internamente, atendeu aos interesses de líderes tribais.
Os conglomerados que dominam a economia global sonham estabelecer um Governo Mundial onde caberia, às nações periféricas, a missão de suprir os países centrais com mão de obra e matérias primas.
Mas, para dar curso a tal pretensão há que, naquelas, buscar aliados. Na América do Sul - e no Brasil em particular -, a aliança tácita entre os grandes grupos econômicos mundiais e o Foro de São Paulo (FSP) vem do desejo dos primeiros de conseguir o domínio econômico e, do segundo, reunindo os partidos de tendência esquerdista, reconstituir politicamente o que foi perdido pelo comunismo no leste europeu.
Entre nós, além do revanchismo que permeia as ações governamentais, existem motivações outras que se somam às preconizadas pelo Diálogo Interamericano (DI) quanto às Forças Armadas, quais sejam: reduzi-las à expressão mais simples, mantendo um núcleo de excelência obediente às ordens do poder central, diminuir seus efetivos, afastá-las dos centros de decisões políticas, limitar seu armamento, empregá-las como Forças de Paz sob a égide da ONU ou, internamente, em atividades policiais.
Já ao Foro de São Paulo, além de desfibrar a mocidade, interessa dissociar as referidas Forças da comunidade nacional, propósito tanto mais difícil quando, longe de casta social, elas são uma amálgama da sociedade e, para esta, um exemplo de correção no trato do dinheiro público, de exação no cumprimento de dever e escola de civismo. Problema mais complicado, sem dúvida. Assim, há que caracterizá-las como sendo um covil de torturadores e marcá-las com o ferrete de inimigas da liberdade.
Isso posto, o FSP partiu para o tudo ou nada: buscar a desmoralização dos militares mais antigos, responsáveis maiores pelos insucessos comunistas num passado recente, taxando-os de criminosos e pretendendo levá-los às barras dos tribunais; dividir as Forças Armadas em “antigas” e “modernas”, cada qual com uma determinada maneira de pensar; afastar os quadros mais capazes pela pífia remuneração proporcionada aos seus componentes, e por fim, proletarizá-las, reduzindo-as ao nível de uma polícia federal fardada, sujeita à politicagem.
Está em curso, não nos iludamos, um movimento de pinça: de um lado, os grandes grupos internacionais cujos interesses cobrem o globo terrestre, e do outro, partidos de esquerda, entre nós agrupados sob a bandeira do PT, líder do FSP.
O resultado dessa convergência de interesses escusos está claro: trabalha-se para sustentar mandriões que enriquecem graças à pilhagem do resultado do esforço alheio enquanto, servilmente, agradam aos senhores do poder mundial.
Até quando?
Osmar José de Barros Ribeiro, 22 Novembro 2011
Está em curso, não nos iludamos, um movimento de pinça: de um lado, os grandes grupos internacionais cujos interesses cobrem o globo terrestre, e do outro, partidos de esquerda, entre nós agrupados sob a bandeira do PT, líder do Foro de São Paulo.
Nos países em desenvolvimento, possuidores de recursos naturais de pequeno ou grande vulto, a existência de Forças Armadas bem adestradas, motivadas e dotadas de equipamentos e armas modernos, não responde nem aos interesses externos nem aos internos. Que o diga a “primavera árabe” onde um dos objetivos, o petróleo líbio, foi alcançado pelo emprego dos meios militares da OTAN e, internamente, atendeu aos interesses de líderes tribais.
Os conglomerados que dominam a economia global sonham estabelecer um Governo Mundial onde caberia, às nações periféricas, a missão de suprir os países centrais com mão de obra e matérias primas.
Mas, para dar curso a tal pretensão há que, naquelas, buscar aliados. Na América do Sul - e no Brasil em particular -, a aliança tácita entre os grandes grupos econômicos mundiais e o Foro de São Paulo (FSP) vem do desejo dos primeiros de conseguir o domínio econômico e, do segundo, reunindo os partidos de tendência esquerdista, reconstituir politicamente o que foi perdido pelo comunismo no leste europeu.
Entre nós, além do revanchismo que permeia as ações governamentais, existem motivações outras que se somam às preconizadas pelo Diálogo Interamericano (DI) quanto às Forças Armadas, quais sejam: reduzi-las à expressão mais simples, mantendo um núcleo de excelência obediente às ordens do poder central, diminuir seus efetivos, afastá-las dos centros de decisões políticas, limitar seu armamento, empregá-las como Forças de Paz sob a égide da ONU ou, internamente, em atividades policiais.
Já ao Foro de São Paulo, além de desfibrar a mocidade, interessa dissociar as referidas Forças da comunidade nacional, propósito tanto mais difícil quando, longe de casta social, elas são uma amálgama da sociedade e, para esta, um exemplo de correção no trato do dinheiro público, de exação no cumprimento de dever e escola de civismo. Problema mais complicado, sem dúvida. Assim, há que caracterizá-las como sendo um covil de torturadores e marcá-las com o ferrete de inimigas da liberdade.
Isso posto, o FSP partiu para o tudo ou nada: buscar a desmoralização dos militares mais antigos, responsáveis maiores pelos insucessos comunistas num passado recente, taxando-os de criminosos e pretendendo levá-los às barras dos tribunais; dividir as Forças Armadas em “antigas” e “modernas”, cada qual com uma determinada maneira de pensar; afastar os quadros mais capazes pela pífia remuneração proporcionada aos seus componentes, e por fim, proletarizá-las, reduzindo-as ao nível de uma polícia federal fardada, sujeita à politicagem.
Está em curso, não nos iludamos, um movimento de pinça: de um lado, os grandes grupos internacionais cujos interesses cobrem o globo terrestre, e do outro, partidos de esquerda, entre nós agrupados sob a bandeira do PT, líder do FSP.
O resultado dessa convergência de interesses escusos está claro: trabalha-se para sustentar mandriões que enriquecem graças à pilhagem do resultado do esforço alheio enquanto, servilmente, agradam aos senhores do poder mundial.
Até quando?
Osmar José de Barros Ribeiro, 22 Novembro 2011
O VAZAMENTO, O ÓLEO E UM MAR DE INCOMPETÊNCIA
Acidentes acontecem. Esta frase encerra uma verdade universal e, em muitos casos, uma desculpa para disfarçar incompetências.
No caso do acidente na Bacia de Campos (RJ) ela caiu como uma luva para os dois casos. Afinal, nada mais certo do que haver acidentes e vazamentos na prospecção de petróleo. Isso acontece desde que o primeiro homem descobriu que aquela “pasta preta pegava fogo”.
Exatamente por isso, em todas as partes do planeta em que se faz prospecção e perfuração de campos petrolíferos, há sempre um enorme cuidado com as normas de segurança e com o uso de maquinário adequado à enormidade das tarefas a serem executadas.
Assim, causa enorme espanto a aprovação dos trabalhos da empresa Chevron sem qualquer previsão de um plano contingencial, com o uso de equipamentos completamente obsoletos e com total ausência de fiscalização em suas operações.
A coisa fica muito mais estranha quando sabemos que somos um país que domina completamente todas as etapas da exploração de petróleo e temos uma das maiores empresas do setor como patrimônio.
Evidentemente resta apenas o fator corrupção; pois, apesar de totalmente verossímil, é quase inacreditável imaginar que a ANP, o IBAMA e toda uma série de organismos do governo responsáveis pela aprovação, fiscalização e acompanhamento das atividades dessas empresas tenham tamanha incompetência. Se assim fosse, melhor seria “fechar para balanço”; demitir todo mundo e começar do zero esses órgãos.
Iniciando pela demora na constatação do vazamento e dos “procedimentos maquiatórios” levados a cabo pela Chevron, visando impedir a descoberta da gravidade do ocorrido. Ao invés de implementarem os procedimentos corriqueiros no caso de acidentes assim, resolveram apenas “jogar areia” no óleo para forçar a sua submersão e retirá-lo rapidamente da vista de quem quer que fosse.
Claro que, essa prática, agravou ainda mais o problema levando enormes quantidades de óleo para a coluna d’água e potencializando o perigo de contaminação da fauna e flora marinhas e das praias. Os milhões de litros que poderiam ter sido coletados e descartados em segurança, agora dormem no fundo do mar como uma silenciosa bomba relógio ativada pelo sabor das marés.
Mesmo após a imprensa “jogar no ventilador” o acidente e mostrar “ao vivo e a cores” a gravidade do problema; o governo levou mais de dez dias para enviar uma autoridade ao local.
A ANP (Conhecida nos círculos íntimos como Agência Nacional da Propina), responsável pela fiscalização de todas as atividades ligadas ao petróleo em nosso país, sequer sabia que havia acontecido um acidente e, muito menos, sua gravidade.
O mais “divertido” nessa história dantesca é que tudo isso aconteceu relativamente perto da costa e numa profundidade “ínfima” (em relação aos poços do Pré-Sal) em que a fiscalização e os procedimentos de segurança são relativamente fáceis e com tecnologia dominada.
Fica, portanto, estabelecido o claro cenário para uma catástrofe sem precedentes, no caso de algo assim acontecer durante a exploração do Pré-Sal, dadas as enormes profundidades e distâncias envolvidas.
Como se vê; os políticos brasileiros não estão satisfeitos em matar lentamente a população em terra para encher suas carteiras e garantir para suas famílias e amantes um futuro tranquilo. Querem agora destruir a fauna e a flora marinha e acabar com o único divertimento democrático que o país oferece: as praias.
Tudo isso usando muitas cuecas largas, meias elásticas, malas bem grandes, ridículos chapéus panamá e regado com muito whisky escocês, charutos cubanos e aquela cachacinha na beira da piscina, porque ninguém é de ferro.
E o povo?
Ora, o povo que fique com o óleo. Afinal de contas, eles vivem falando que o Pré-Sal é para os pobres.
Pense nisso.
22 Nov 2011
visão panorâmica
terça-feira, 22 de novembro de 2011
UMA CORRUPTOCRACIA DE RABO PRESO
Aquilo que escrevemos no final do primeiro mandato do chefe das gangs da corrupção aconteceu. Na verdade já havia um senso comum de que o Covil de Bandidos, construído pela gang dos quarenta e um, dificilmente seria desfeito, principalmente pelo fato do país não ter mais uma “Justiça” que mereça esse nome levando seus Tribunais Superiores a se comportarem como lacaios dos que indicam seus togados.
O estelionato eleitoral que elegeu a presidente Dilma, com quase todos os ministros escolhidos pelo seu antecessor, entre outras centenas de cargos de confiança, foi uma comprovação final de que o Covil de Bandidos da política prostituída tem um chefe maior, um hábil controlador do jogo de forças para agradar a gregos, bandidos e troianos.
É evidente que a divisão do roubo dos contribuintes está ficando cada vez mais difícil e perigosa fazendo com que essa gente sórdida comece a andar no pântano da desmoralização total dos podres Poderes da República com o aval da “Justiça”.
O caso do Ministro do Trabalho consolida um entendimento, para quem ainda tinha alguma dúvida, de que uma complexa teia de corrupção tomou conta do poder público e das relações público-privadas. Somente a presença desse desqualificado no quadro ministerial já define o poder público como algo que não tenha que ser levado a sério, não fosse o poder de polícia fascista que controla a sociedade, além do suborno, do assistencialismo e da cumplicidade de milhares de esclarecidos canalhas públicos e privados serem os pilares de sustentação de um projeto de destruição do país.
As declarações do ministro bola da vez, e seus discursos eivados de mentiras, leviandades e patifarias – publicamente comprovadas –, sem que o mesmo tenha ainda sido demitido pela presidente – o que não vai acontecer–, mostra como os políticos bandidos sobrevivem e ficam ricos com o usufruto da apodrecida máquina do Estado ao longo de suas carreiras sórdidas.
Como todos os outros, o ministro denunciado pela jornalismo ainda não subornado pelo PT vai acabar pedindo demissão, assim que seus crimes puderem ser postos para debaixo do tapete do esquecimento de uma sociedade feita de idiota e imbecil todos os dias.
Se as ameaças de botar a boca no trombone forem muito latentes sua saída se dará apenas com a reforma ministerial, livrando a presidente de pagar um preço muito alto por desagradar o chefe geral do Covil de Bandidos e provocar um risco de desabamento do castelo de cartas da corrupção petista.
O aparelhamento dos podres Poderes da República do Retirante Pinóquio pelos partidos da base aliada, fundamentado na troca corrupta de favores corporativistas, construiu uma estrutura de poder em que todos protegem todos para que o país não entre em convulsão no momento em que a parcela da sociedade ainda não vendida, não subornada e não corrompida, acordar para o cerne criminoso-genocida do projeto petista de desgoverno.
A rigor a presidente Dilma não demitiu ninguém e foi sempre obrigada a deixar o submundo corrupto-corporativista decidir a hora dos ministros denunciados pedirem afastamento de seus cargos, contando ainda com a manutenção do respeito da presidente sempre publicamente verbalizada a cada queda consumada.
A herança maldita – uma estrutura de ministérios afundados em esquemas de corrupção – que a presidente recebeu por imposição do seu antecessor também a fez de refém da mesma teia de corrupção e tráfico de influência que limita suas supostas ações de moralização do poder público, se é que alguma vez, de fato, essa vontade política existiu.
O jogo ficou difícil, pois a bandidagem da corrupção impera no poder público fazendo com que o controle das ambições ilícitas fique cada vez mais difícil e vai acabar faltando dinheiro roubado dos contribuintes para distribuir para tantos canalhas, provocando o início de um motim no navio dos corruptos com seu capitão tendo um sério risco de ser jogado aos tubarões.
Geraldo Almendra
Assinar:
Postagens (Atom)









