"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



domingo, 11 de novembro de 2012

A CHINA EM MARCHA PARA A CRISE

 

A corrupção em larga escala dos dirigentes do Partido Comunista, praticamente inexistente sob o comando de Mao Tsé Tung e agravada após a guinada rumo ao capitalismo, periga levar o país mais populoso do mundo a dissolução do Estado.



Apesar da China ser a segunda maior economia do mundo, em condições de ultrapassar os EUA já em 2016, ainda existem muitos pobres e uma realidade de país subdesenvolvido. Os chineses são os maiores exportadores de capitais para paraísos fiscais, comprometendo a poupança interna e o investimento em infra-estrutura.
Entretanto, a crise iniciada em 2008 começa a ter seus efeitos no crescimento de dois dígitos. Seus produtos baratos e competitivos começam a encalhar devido a diminuição do consumo de europeus e americanos, estes mergulhados em grave crise, que ameaça o Euro e o modo de vida americano exportado para o mundo como a panacéia a ser copiada.

O rápido desenvolvimento econômico a partir da década de 80 provocou sequelas definitivas no meio ambiente. Inexistem na China políticas autossustentáveis, a poluição do ar e dos rios é endêmica. Trata-se de um cenário dantesco, na acepção da palavra.

A população trabalhadora recebe os menores salários dentre os países da Ásia, a mão de obra se aproxima da escravidão. Os direitos trabalhistas preconizados pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) não são respeitados pelos capitalistas chineses. Não é sem razão que começam a ocorrer motins nas fábricas.

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CORRUPÇÃO

Além dos privilégios dos dirigentes em meio à escassez do povo, as famílias enriqueceram ilicitamente. Este ano, a reputação dos dirigentes chineses foi abalada pelo escândalo de corrupção envolvendo o dirigente de uma das mais prósperas províncias do país e candidato a membro do Politiburo, Bo Xilai, filho de um destacado herói da grande marcha rumo ao comunismo.
A esposa de Bo Xilai foi condenada por participar de uma trama que levou a morte de um empresário britânico.

O presidente atual Hu Jintao será substituído em março por Xi Jinping e o primeiro ministro Wen Jiabau, provavelmente será substituído por Li Keqiang. Em discurso de despedida nesta semana, o presidente Hu Jintao destacou o combate a corrupção como condição primordial para a sobrevivência do Estado e a estabilidade política.
O que os dirigentes mais temem é uma nova Primavera de Pequim avassaladora e incontrolável à moda da Primavera Árabe. O exemplo da dissolução do comunismo da antiga União Soviética assusta os pensadores do PC.

Em reportagem recente, o jornal americano New York Times destaca o enriquecimento da família do primeiro ministro Wen Jiabao, que deteria uma fortuna avaliada em US$ 2,7 bilhões de dólares. Para que a notícia não chegasse aos chineses, o governo retirou a página do jornal na Internet e em todas as mídias eletrônicas.
Para piorar o quadro, já desgastado, a família do novo presidente que comandará a China e será o novo Secretário geral do partido Comunista, Xi Jiping, que detém uma fortuna de US$ 400 milhões de dólares, diluída em patrimônios e investimentos, conforme reportagem da correspondente de O Estado de S. Paulo, Cláudia Trevisan, diretamente de Pequim.

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ABERTURA POLÍTICA

A China tem 82 milhões de dirigentes e filiados do Partido Comunista, ante um bilhão e 300 milhões de habitantes.
É governada com mão de ferro pelos dirigentes e pelo Exército chinês. As profundas contradições que experimentam os seus líderes após a virada para o modo de produção capitalista na economia, enquanto convive com o regime comunista de governo, opressor, sem liberdade, sem voto pode desencadear um processo de dissolução impossível de ser freado.

Basta uma pólvora para o início de uma explosão. A história ensina que os processos exigem mudança de rumos. Caso contrário, os fatos provocam as crises que formam o caos, que acabam mudando tudo.

E pelo andar da carruagem da crise na Europa e nos Estados Unidos, a China, ao invés de solução, pode se tornar em uma labareda sem precedentes no mapa mundial.
Ainda teremos muitas emoções até o final do século.
11 de novembro de 2012
Roberto Nascimento

O CARDEAL, O REVERENDO, DEUS E VOCÊ

 

A filha de meu amigo havia morrido. Tinha 16 anos. Passou mal no carro de colegas quando voltava da escola, entrou em coma e não acordou mais. Assim, sem mais nem menos. Uma dessas brutalidades da vida, uma das provas de que ela não faz sentido. E então aconteceu a missa de sétimo dia na Igreja da Cruz Torta, em Pinheiros, São Paulo.

O lugar estava lotado. Aquela estranha impessoalidade dos ritos católicos, em que o nome da pessoa que morreu é mencionado en passant, como um ingrediente exótico de uma receita. A hora da comunhão chegou.
Como eu, a maioria dos presentes fora criada num lar católico e não frequentava mais a igreja. Mas a comunhão era uma oportunidade de retomar, de alguma maneira, um laço religioso, uma homenagem sentimental a um passado. Fomos interrompidos pelo padre:
“Devo lembra-los de que só quem vai à missa todos os domingos pode comungar. A comunhão pode parecer muito divertida, mas quem não vai à missa não é um católico de verdade e não pode participar. Ou irá para o inferno.”

A mãe da menina levantou-se e ensaiou um breve protesto. “Como é que o senhor fala isso?”, ela perguntava. Ele não respondeu. Apenas um casal se ergueu e comeu a hóstia das mãos do padre com um ar ligeiramente triunfante (os dois, aliás, não estavam ali por causa da garota). A missa terminou e o rebanho voltou para casa.

O cardeal Martini: os lugares de oração estão vazios
Martini, um grande cardeal

IGREJA ATRASADA

“A Igreja está 200 anos atrasada”, disse o cardeal Carlo Martini, arcebispo de Milão, um progressista respeitado e ouvido também pelos setores mais conservadores. Martini morreu há dois meses, depois de dez anos de Mal de Parkinson, e esse foi o teor de sua última entrevista ao Corriere della Sera.

Incentivador do diálogo com ateus e homossexuais, ele achava que sua igreja deveria ser mais aberta e compreensiva com o mundo contemporâneo. Seu último livro, em parceria com o filósofo e escritor Umberto Eco, chama-se “Em Que Crêem Os Que Não Crêem”.

O cardeal criticava a encíclica Humanae Vitae, de 1968, que condenava o uso de preservativos. Segundo ele, isso levara ao “afastamento de muitas pessoas”. “Nossos lugares de oração estão vazios”, disse. Esse distanciamente não se deve apenas às diretrizes do Vaticano, mas à dificuldade de se conectar com as necessidades mais básicas dos fieis – como a de ser confortado diante da morte de um adolescente. A igreja não precisa ser de esquerda ou direita, mas não deveria deixar ninguém na chuva.

O catolicismo perdeu espaço para diversas seitas, como a do picareta reverendo Moon, morto também há dois meses aos 92 anos, fundador da Igreja da Unificação, que deixou um império bilionário espalhado pelo planeta na forma de jornais, tevês, hotéis, universidades. No Brasil, era dono de um time de futebol e de 80 mil hectares no Mato Grosso do Sul. Moon foi alvo de uma CPI.

Nos Estados Unidos, ficou 13 meses preso por evasão fiscal entre 1984 e 1985. Isso apesar da ligação íntima com o governo Reagan (anti-comunista de coração, Moon “previu” que Reagan seria eleito e depois apoiou fervorosamente seu governo em seus jornais). Moon se preocupava com os jovens que se afastavam da fé para utilizar bebidas e drogas.

Tanto o cardeal Martini quanto o reverendo Moon queriam a mesma coisa: encher seus templos milionários. Cada um deles tinha sua razão. Mas Deus sabe que, no final das contas, estamos irremediavelmente sós

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE


11 de novembro de 2012

DIVIDIDOS PELOS ROYALTIES

 

A presidente Dilma enfrenta agora uma situação delicada. Terá de decidir ou contra os interesses imediatos dos Estados do Rio e do Espírito Santo ou contra os interesses do resto do Brasil. O assunto é o mais novo conflito federativo instalado no País. Trata-se da nova distribuição dos royalties e das participações especiais na produção de petróleo.



A decisão tomada pelo Congresso na última quarta-feira não atendeu à proposta do governo federal – que convergia com os interesses imediatos do governador do Rio, Sérgio Cabral, seu aliado, e do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, ambos Estados produtores e grandes beneficiários das receitas com petróleo e gás.

Até agora, os royalties e as participações especiais provenientes dos resultados da exploração do petróleo beneficiavam apenas Estados e municípios produtores ou contíguos às áreas marítimas produtoras.
A partir do novo marco regulatório do pré-sal, o Congresso entendeu que deveria acabar com esse privilégio. Partiu do pressuposto constitucional de que as riquezas do subsolo são da União e, assim, determinou que a distribuição dos seus benefícios não pode contemplar só áreas produtoras, mas todo o País.

O governo pretendia que essas novas regras alcançassem somente as próximas licitações, sujeitas não mais a contratos de concessão, mas de partilha. O Congresso decidiu que a nova repartição abrangerá os contratos antigos. A partir da data em que a nova lei viesse a ser sancionada (desde que sem vetos), os atuais Estados e municípios produtores passariam a perder arrecadação .

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DIREITO ADQUIRIDO

O governador Sérgio Cabral está compreensivelmente inconformado. Adverte que foi atropelado um direito adquirido e que o Rio perderá tanta receita que não poderá enfrentar despesas já assumidas, como as da Copa do Mundo e da Olimpíada. O argumento do direito adquirido parece questionável.

Seria mais ou menos como se o governador do Rio defendesse o ponto de vista de que os casamentos realizados antes da lei não teriam direito a divórcio, porque foram concluídos sob outras cláusulas contratuais, entre as quais a de que a união do casal devesse durar “até que a morte os separe”.

O secretário do Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, lembra que os Estados do Rio e do Espírito Santo já venderam receitas futuras com royalties, inclusive para a União, o que implica o reconhecimento oficial do direito a essas receitas.

A presidente Dilma está empoleirada no muro – atitude, em geral, atribuída aos políticos tucanos. Se vetar o artigo 3.º do projeto aprovado no Congresso, que avança sobre a atual distribuição, contrariará o resto do Brasil, que quer sugar imediatamente as tetas dos royalties sem esperar mais de oito a dez anos, até que a Petrobrás desenvolva novas áreas de exploração.
E estará sujeita à derrubada do veto pelo Congresso. Se não vetar, Rio e Espírito Santo – mais, eventualmente, os municípios perdedores – prometem recorrer ao Supremo Tribunal Federal para tentar reverter o que chamam de “direito adquirido”.

O novo problema aumenta a lista dos grandes conflitos federativos que, em proporção maior ou menor, atravancam o setor produtivo – como o da guerra fiscal; o da perda de arrecadação de Estados e municípios a cada isenção ou redução de IPI decidida pelo governo; o das alíquotas interestaduais do ICMS; e o do indexador das dívidas dos Estados com o governo federal.

11 de novembro de 2012
Celso Ming (Estadão)

PARABÉNS AO FLUMINENSE, UM CAMPEÃO POR MERECIMENTO

 

O Palmeiras até tentou, mas não foi capaz de evitar o título, com três rodadas de antecedência, do Fluminense. Após abrir dois a zero, o primeiro de Fred e o segundo contra, em jogada feita também pelo atacante, a equipe alviverde buscou o empate no segundo tempo, mas Fred, de novo, marcou no final e garantiu o tetracampeonato para os tricolores cariocas.

Atacante é o artilheiro do Brasileiro com 19 gols. Foto: Fernando Borges/Terra
Fred, sempre ele

Um título realmente merecido. Aqui no bairro das Laranjeiras, Muitos fogos e a galera já lotando o estádio, para a grande festa.

BANDIDO ARRANJA ARMA EM QUALQUER LUGAR

 

Com todo o respeito aos ingênuos, aos bem-intencionados, especialmente, e também à grande maioria histérica que vive atolada no medo, a intenção sempre foi tão-só desarmar os cidadãos de bem, pois bandido arranja arma em qualquer lugar. E mais: com ele tem acordo, com os cidadãos de bem feridos em sua dignidade, não.



Aliás, em que pese a “santa estatística”, a mesma tolice e histeria dá-se quanto à lei seca. Tudo com a carga da insensatez dos justos, que sabem usar armas e seus limites para beber, mas vão pagar pelos pecadores, respectivamente, dos criminosos e maus motoristas e/ou bebedores.

E quanto às armas, há um agravante, pois diminui a capacidade de resistência nacional contra agressões externas. Ou alguém em sã consciência descarta a finalidade das bases americanas instaladas nos último anos em torno de nós?
Ou alguém descarta seja o petróleo, os aquíferos, seja as “nações” indígenas com reservas delimitadas sobre áreas imensas e riquíssimas em recursos, “bons” motivos a investidas de redesenhar o mapa geopolítico sob nós. Diga-se: para que o Tio Sam não poupa esforços fraudulentos contra tudo e todos, a começar pela verdade? Etc., etc., etc…
Saudações de perene espanto com tais e outras mais coisas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA Suíça, um dos países de menor criminalidade, tem a população mais armada do mundo. Enquanto isso, no Brasil… (C.N.)

OS PIGMEUS FAZEM MAL AO FLAMENGO

 

Nessa época que precede as eleições para a diretoria do Flamengo, vê-se claramente o aflorar dos defeitos da alma humana. Evidencia-se, sobretudo, o comportamento de pessoas vaidosas que se realizam vendo seus nomes projetados nos holofotes midiáticos. Ninguém, em estado de normalidade, se engana a si mesmo. Sabem os que assim agem, despossuídos, tanto de suporte eleitoral para a disputa, quanto de capacidade para gerir os destinos do Clube Mais Querido do Mundo.



Como sabido, trata-se de entidade cuja diretoria precisa interagir com quase 40 milhões de adeptos radicados nas mais diversas regiões do território pátrio. Parece haver, entre os tais candidatos, quem, padecente de desvio psíquico, não possua autocrítica necessária, consubstanciada na percepção de que a presidência do Flamengo deve estar reservada aos verdadeiramente bem dotados.

Não precisamos ser exigentes além da conta para perceber que pigmeus, nesse caso, se habilitam a chegar ao comando de um gigante, já não fosse a enfiada de figuras pequenas que causaram males inauditos às finanças, ao patrimônio e à respeitabilidade dessa instituição esportiva ímpar.

A dinâmica da vida não condescende com a desproporção entre administrador e ente administrado. O grande não pode ser bem comandado pelo pequeno. Jamais haverá o indispensável ajuste.

O Flamengo é um mundo que precisa, mediante estudos e diagnósticos minuciosos, ser visualizado pelos que pretendem geri-lo. Quem quer chegue à presidência, nas eleições de 3 de dezembro, vai precisar de muitos assessores capazes para interagir com os milhões de adeptos, quer visitando as comunidades pessoalmente, quer contactando-a por outros meios ao alcance.

Será inaceitável um clube tão rico em potencialidades viver nesse estado de penúria por incapacidade dos que fingem administrá-lo. Por inépcia dos que integram a diretoria sem nenhum altruísmo, muito mais preocupados com obter proveitos. A honradez do novo presidente deve andar junta com a competência pessoal e a grandeza de vistas. Tudo sob o signo da transparência e do diálogo vivificador. Não esquecer jamais a boa assessoria, os conselhos e sugestões de flamenguistas sabidamente honrados, que se destacam em suas atividades.

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IDEALISMO

Os maiores clarões de inteligência precisam estar dentro da Gávea com a missão de estudar, à minúcia, o clube. Rubro-negros, por exemplo, do idealismo, preparo e austeridade de um Hélio Fernandes, precisam ser sempre consultados. Indispensável seja criado um setor para interagir com os torcedores, onde quer residam.
Por conhecerem estes as peculiaridades regionais, encontram-se legitimados a apresentar sugestões de inquestionável valor. Todos sabem quanto pode significar uma idéia, mesmo carente de aperfeiçoamento. Ninguém desconhece que os maiores empreendimentos, em escala universal, no decurso da história, começaram com uma simples ideia. Os chineses souberam formalizar, com argúcia, essa realidade.

Quem quer venha ocupar a presidência do Flamengo precisa conscientizar-se de que existem milhares de rubro-negros, mesmo nas lonjuras da hinterlândia, dotados dos melhores dons de liderança e, também, vitoriosos nas conquistas do capitalismo, por terem sabido, com trabalho eficiente, transformar potencialidades em riquezas. Esses vultos insignes precisam ser procurados, pela diretoria, por terem muito com que colaborar, sem precisarem sair de suas comunidades.

Nos estudos a serem desenvolvidos, não pode faltar luzes do que pode realizar, em todos os quadrantes do território nacional, a mulher flamenguista. Esta, com praticidade e senso de minúcia que lhe são ínsitos, muito pode fazer na mobilização nacional pelo soerguimento do clube que amam.
Se continuarem a gerir esse grande instituição esportiva com medidas meramente burocráticas e convencionais, as evidências não apontam como pagar a dívida descontrolada e como solucionar tantos problemas outros geradores de desordem. É imperioso que os estudiosos busquem fórmulas de mobilização da torcida, aglutinando-a nos locais onde moram — nos Centros Comunitários Rubro-Negros — para a criação de receitas e para o advento de lideranças novas à altura da grandiosidade do Clube de Regatas do Flamengo!

Conscientizemo-nos, uma vez por todas, de que o gigante não pode continuar comandado por pigmeus!

11 de novembro de 2012
Hugo Gomes de Almeida

O PODER CORROMPE MESMO

 

Possivelmente tempos atrás eu consideraria exagerado o atual conceito negativo que se forma sobre o PT. No entanto, o partido tem demonstrado exatamente que transformou o Brasil em um Parque de Diversões para suas trapaças, maracutaias, permissividades e escândalos que são ignorados e acobertados.



De fato, o Partido dos Trabalhadores age através dos incultos e incautos brasileiros, além de fazê-los dependentes das benesses do governo via donativos mensais, ao invés de simultaneamente elevar-lhes à condição de obter trabalho, estudo e dignidade como brasileiros.

Neste aspecto, o PT se mostra o mais cruel dos partidos políticos do Brasil, pois seu comportamento não é patriota, mas atua em benefício próprio e de acordo às conveniências e interesses de seus membros, em princípio e, depois, de seus aliados políticos. Caso a sociedade esclarecida não levante seu traseiro da cadeira é bem possível que tenhamos uma réplica do que aconteceu no México onde uma agremiação ficou mais de oitenta anos no poder!

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BANQUEIROS

Acredito que grupos apartidários precisam começar a se reunir e discutir profundamente o papel dos nossos políticos e a nossa obrigação como cidadãos para com o Estado e País, sob pena de continuarmos à mercê dos bancos e seus juros e taxas insuportáveis, a elite mais perniciosa do Brasil que, entra e sai governo, nada se faz para eliminá-la ou minimizar-lhe os danos causados à população e ao erário em dívidas internas extraordinárias.

O PT assumiu o poder porque uma de suas bandeiras era exatamente o lucro escandaloso dos bancos. Imaginava-se um combate ao sistema financeiro.
Ledo engano. Lula propiciou que o sistema mais ganhasse dinheiro na História do Brasil, contrariando o que prometera e traindo o povo, porque mais ainda o deixou dependente dos bancos, inventando empréstimos consignados (uma afronta à constituição brasileira porque o salário passa a ser penhorado!!!) e empurrando a população a se endividar cada vez mais, contribuindo para que os cofres dos banqueiros fiquem mais repletos de dinheiro extraído do nosso suor e sacrifícios em obtê-lo!

Os balanços dos bancos são ofensivos aos brasileiros, à nossa indústria, comércio, agricultura, a qualquer análise científica que se queira fazer com base na Economia, haja vista que este modelo existe somente no Brasil onde os bancos gozam exclusivamente da condição de emprestar dinheiro sem risco, portanto, um retorno do crédito assegurado e margem estratosférica de lucro.

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ENRIQUECIMENTO

Precisam ser confrontadas as Declarações de Renda dos membros do PT e de seus dirigentes quando iniciaram na política em confronto com as de agora, a título de comparação?

Claro que esta minha pergunta se alastra para todos os partidos e seus membros e não só os petistas, mas são estes que comandam a Nação brasileira e se preocupam apenas em manter-se no Poder ou tomá-lo onde não governam, pouco se lixando com as alianças espúrias e comportamentos insanos para lograrem êxito em seus objetivos.

Enfim, o povo concorda com este comportamento do PT, então… Mas, eu não o admito, assim como milhares de outras pessoas que percebem que estão sendo exploradas criminosamente por um partido que se perdeu no tempo e no espaço depois que ascendeu ao governo, confirmando a célebre frase de séculos atrás que “o poder corrompe”!

REFORMA DOS QUATRO PILARES DA PROSPERIDADE

 

Em recente artigo, o ilustre prof. Cristovam Buarque, que escreve tão bem, nos mostra que os quatro Pilares da nossa Prosperidade: (Democracia, Responsabilidade Fiscal, Bolsas de Transferência de Renda e Crescimento Econômico), estão se esgotando e necessitam de reforma.



Como o senador Cristovam Buarque não dá a mínima pista sobre essas reformas, eu arriscaria as seguintes sugestões para completar tão excelente artigo:

DEMOCRACIA: Adaptar ao Brasil o Sistema Americano. Autonomia dos Estados e Comarcas; Distritalização Pura; Voto Facultativo; Bipartidarismo com Independentes ou só com Independentes como era lá, USA, no começo; Voto Direto para todos os Fiscais dos três Poderes; Voto Direto para Delegado de Polícia, Procuradores Públicos, etc,; recall de maus Representantes.

RESPONSABILIDADE FISCAL: Reduzir o Déficit Público dos atuais 3,5% do PIB para 0% do PIB em 4 anos, cortando exclusivamente o Custeio. Reduzir o Déficit do Balanço de Pagamentos Internacional dos atuais cerca de US$ 100 bilhões/ano, para Zero em 8 anos, via aumento do Superávit da Balança das Contas Correntes (Visíveis e Invisíveis). Usar o Crédito Soberano da Nação via Banco Central.

BOLSAS DE TRANFERÊNCIA DE RENDA: Reduzi-las em 10% ao ano, à medida que vai se treinando/empregando a mão de obra ociosa até zerar as bolsas.

CRESCIMENTO ECONÔMICO: Elevar o Investimento Público e Privado dos atuais cerca de 19% do PIB para 25% do PIB o que gera um crescimento do PIB de 5% ao ano, em dois anos, e a partir daí aumentar 0,5% ao ano, todo ano, até o Pleno Emprego.

Usar o Crédito Soberano da Nação, via Banco Central, para ampliar toda a infraestrutura produtiva (Saúde – Esgoto – Água Tratada – Escolas tipo CIEPS de 2 turnos com salários dobrados aos atuais professores em sala de aula – Energia – Transportes – Comunicação – Pesquisa & Desenvolvimento).

Dar total segurança jurídica a todos os agentes econômicos, Participação nos Lucros aos Empregados e repasse integral ao Salário da Taxa.de Inflação + Taxa.de Produtividade todo ano, Pleno Emprego com salários crescentes. Prioridade total para a empresa nacional. Capital bom é o capital brasileiro.

O que gera Riqueza é o Trabalho Humano, assim o primeiro passo é empregar todos em trabalhos produtivos. Taxar bastante os ganhos de Capital e pouco os salários e os Lucros/Consumo.

LIVRE PENSAR É SÓ PENSAR (MILLÔR FERNANDES)



DONO DE EMPRESA ACUSA ONG LIGADA AO PCdoB DE DESVIAR 90% DE CONTRATO DO MINISTÉRIO DO ESPORTE

 

O dono de uma empresa subcontratada para fornecer alimentos a crianças atendidas por um programa de esportes do governo federal diz que cerca de 90% dos R$ 4,65 milhões que recebeu dos cofres públicos entre 2009 e 2010 foram desviados para políticos de Brasília, Santa Catarina e Rio.



“Era tudo roubo. Vi maços de dinheiro serem distribuídos”, afirma o dono da JJ Logística Empresarial Ltda., João Batista Vieira Machado, em entrevista exclusiva ao jornal O Estado de São Paulo.

Machado diz que foi usado em um esquema montado para fraudar o Segundo Tempo, programa do Ministério do Esporte que atende crianças em atividades físicas em horário extraescolar.
A microempresa sediada no município de Tanguá, na região metropolitana do Rio, foi subcontratada pelo Instituto Contato, entidade sem fins lucrativos dirigida por integrantes do PC do B de Santa Catarina que mantinha dois convênios com o Ministério do Esporte. Machado tinha de fornecer lanches para as crianças.

O dono da JJ Logística, porém, afirmou ao Estado ter fornecido alimentos cujo valor atingiu apenas R$ 498 mil. Os outros R$ 4,15 milhões saídos dos cofres públicos federais que teriam de ser usados para o fornecimento de lanches para as crianças acabaram desviados “para fins políticos”, segundo as palavras de Machado.

Irregularidades no Programa Segundo Tempo já custaram o cargo do então ministro do Esporte Orlando Silva, demitido pela presidente Dilma Rousseff em outubro do ano passado – a pasta hoje é comandada por Aldo Rebelo, também do PC do B. No último dia 7 de outubro, Orlando não conseguiu se eleger para o cargo de vereador de São Paulo.

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RESPONSÁVEIS

O dono da JJ Logística aponta como responsáveis pelos desvios a ONG catarinense que a subcontratou e o empresário José Renato Fernandez Rocha, o Zeca, ex-assessor parlamentar do deputado federal Dr. Paulo Cesar (PSD-RJ).

“O dinheiro vinha do Ministério do Esporte para a ONG de Santa Catarina, que passava para cá. Daqui sacava o dinheiro e mandava de volta para Brasília e Santa Catarina. Retornava o dinheiro todo”, afirma o empresário. “O José Renato (Fernandez Rocha) sacava o dinheiro, colocava numa sacola e levava tudo embora para Brasília e Santa Catarina”, diz o dono da JJ Logística, que alega não saber exatamente para quais políticos o dinheiro era encaminhado.

Um terceiro personagem, identificado pelo denunciante como Wellington Monteiro, era o articulador entre as pontas do esquema no Rio, Brasília e Santa Catarina.

O dono da JJ Logística afirma ter sido “laranja” do esquema. Ele diz que se apresentará amanhã à Polícia Federal para prestar depoimento. Machado também promete levar documentos para as autoridades: notas fiscais, contrato social e alterações e cópias de cheques emitidos.

Machado diz ter decidido denunciar o esquema por ter sido enganado por Fernandez Rocha. “Éramos amigos, mas quero botar eles na cadeia. Peguei empréstimos de R$ 280 mil e agora me viraram as costas”, diz o empresário. “O Segundo Tempo é complicado. É por isso que decidi falar. Para me livrar ou para me enterrar mais. Porque depois que você entra numa dessas, você fica vulnerável com esses caboclos e pode tomar um tiro a qualquer momento.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
 
11 de novembro de 2012

NO EDIFÍCIO DO PODER, SÓ MUDARAM AS DIVISÓRIAS

 

Mudam divisórias, PT e PSB ganham mais espaço, PMDB e PSDB perdem salas, mas as estruturas do edifício do Poder continuam inalteradas no Brasil.
Os petistas ocupam a cobertura há 10 anos, mas o resto do prédio é dividido entre 30 condôminos. O PT elege o síndico, mas não administra o condomínio sem ceder poder a outros. Ninguém tem hegemonia. E é bom que seja assim.



O PT sai maior das urnas, mas com direito a ocupar apenas 11% das prefeituras e a governar 20% do eleitorado local. Tudo bem que isso inclui o canto mais populoso do edifício, a sala São Paulo, mas está longe de configurar um domínio da política brasileira. O partido de Lula cresce, mas não é o único. O PSB vem na cola e tem seus próprios planos.

DIVERSIDADE E CONTRADIÇÃO

 

É absurda a demolição da Escola Pública Municipal Friedenreich, com 349 alunos, a quarta melhor da cidade do Rio de Janeiro, por causa de obras no Maracanã, para a Copa. No local, haverá a construção de duas quadras cimentadas, para aquecimento dos jogadores. Além da importância da escola, os vestiários do Maracanã são enormes, e os jogadores, geralmente, se aquecem, antes das partidas, no gramado.



Faltam ainda quase dois anos para a Copa e, por ter sido campeão do mundo, já recebi convites para participar de fan fests – encontros públicos de torcedores que não terão ingressos para ir aos estádios -, talk shows e outros eventos relacionados ao Mundial. Sempre recuso.
Muitas pessoas não entendem. Não sou ex-jogador que escreve sobre futebol. Sou um cidadão, colunista, que foi jogador. Não quero que uma coisa interfira na outra.

Apesar de a maioria das pessoas se dizerem democráticas, abertas, as opiniões diferentes, mesmo com conhecimento, costumam ser ignoradas, como se contrariassem uma verdade estabelecida. Elas não escutam nem querem aprender. As que sabem menos são, geralmente, as que têm mais certeza.

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE



DESINDUSTRIALIZAÇÃO, UMA AMEAÇA AO PAÍS

 

Ser empresário neste nosso país é coisa para quem gosta de esportes radicais, tipo se atirar de uma ponte de 50 metros de altura, amarrado apenas com uma corda no pescoço.



Enfrentar os governos com seus impostos e sua fábrica de leis e medidas provisórias, a legislação trabalhista e a Justiça do Trabalho, os advogados que rondam as empresas atrás das suas presas, os sindicatos pelegos que mais atrapalham do que ajudam, e a ferocidade dos bancos com suas taxas de juros absurdas – tudo isso é trabalho para jovens contratados que eventualmente nada tenham à perder, que se apresentam apenas como executivos e não sócios.

Mesmo assim, não sei se sobrarão empresas nacionais da iniciativa privada para contar a história. Creio que só sobrarão aquelas, como sempre digo, que fazem parte da Corte, que quando quebram, os donos ficam mais ricos e o BNDES (nós) mais endividado.

A continuar desse modo, logo terão que pagar para que empresários mantenham suas empresas em funcionamento e não vendam para o primeiro estrangeiro que aparecer com uma bolada de dólares, que por mais papel pintado que seja, ainda vale mais do que enfrentar todo um aparato contra si e ser tratado como delinquente, ou, culpado até prova em contrário.

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SÓ PAGANDO

Já estão pagando para que mães tenham mais filhos ? Pois acabarão pagando para que empreendedores aceitem se transformar em empresários, em vez de extorquir, como hoje, para que a geração de empregos não acabe.

Ou coloquem todos desempregados nas folhas de pagamento das Prefeituras, Estados e União, com seus milhares de departamentos fantasmas e depois passem a “sacolinha” pelos bancos internacionais à busca de grana para as folhas de pagamento. Como contra-ofensiva, quando não conseguirem pagar os bancos, e não conseguirão, coloquem a turma dos sindicatos estatais para gritar palavras de ordem: “Fora FMI”, “Fora gringos”. É o que de melhor sabem fazer.

Solução tem, tanto para as empresas como para a aposentadoria, desde que aceitem debater um novo contrato social.
http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2012/08/510-capsoc-empresas-sociais.html