"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



terça-feira, 30 de julho de 2013

CABRAL E PAES XINGADOS DE CORRUPTOS E SAFADOS. E LULA E DILMA, CHEFE DELES?

Moradores xingam Cabral e Paes de "corruptos" e "safados".  Governador e prefeito estiveram em escola usada como ponto de apoio para atingidos por rompimento de adutora em Campo Grande; menina de 3 anos morreu 
 
Durante a entrevista que o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes deram a jornalistas em Campo Grande, numa sala de aula da Escola Municipal Casimiro de Abreu, uma moradora gritou do lado de fora da escola: "Isso é uma vergonha, gente! Tem gente morrendo aqui".

Uma menina de três anos morreu e outras pessoas ficaram feridas após o rompimento de uma adutora no bairro na madrugada desta terça-feira, 30.
A escola está sendo usada como ponto de apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social, que faz cadastramento dos moradores atingidos pelo rompimento da tubulação da Companhia Estadual de Água e Esgoto no bairro.

 
Paes e Cabral se reúnem com moradores de Campo Grande em escola - Carlos Magno/Governo do RJ/Divulgação
Carlos Magno/Governo do RJ/Divulgação
Paes e Cabral se reúnem com moradores de Campo Grande em escola

A entrevista foi encerrada depois de cerca de cinco minutos e os dois saíram da sala, com seguranças e assessores, para pegar uma van com vidros escuros, estacionada no pátio da escola, que os levaria embora.
Quando a van cruzou o portão e chegou à rua, moradores cercaram o veículo e xingaram o governador e o prefeito de "safados" e "corruptos".
 
Quando a van foi embora, acompanhada de um carro preto da segurança, uma mulher continuou:
"Eles dizem que vão indenizar todo mundo, mas isso é mentira! Já perdi minha casa há três anos e não recebi nada."
 
Nas redes sociais, Cabral e Paes também foram alvo de críticas por causa do acidente.

 "Quero saber quando Sérgio Cabral, Eduardo Paes e empresas vão ser julgad@s em seus crimes. Vide adutora que estourou hoje em Campo Grande", disse Conrado Werneck no Twitter.

30 de julho de 2013
MARCELO GOMES - Agência Estado

FARRA BANDIDA: ALVES E CALHEIROS ELEVAM GASTOS DO CONGRESSO EM R$ 140 MILHÕES

 

Com Alves e Calheiros, Congresso eleva gastos em R$ 140 milhões 

Em meados de fevereiro, quando o deputado Henrique Alves assumiu a presidência da Câmara dos Deputados e o senador Renan Calheiros o posto no Senado Federal, os parlamentares anunciaram diversas medidas para controle de gastos. Porém, passados quatro meses de gestão, em valores constantes, o Congresso Nacional desembolsou R$ 140 milhões a mais do que no mesmo período de 2012.
 
De fato, em valores corrigidos (atualizados pelo IGP-DI, da FGV), entre março e junho do ano passado a Câmara e o Senado desembolsaram R$ 2,6 bilhões. No mesmo período deste ano, R$ 2,7 bilhões foram pagos, sendo R$ 1,2 bilhão referentes ao órgão comandado por Renan e R$ 1,5 bilhão pela Casa sob a responsabilidade de Alves. No mesmo período de 2012, foram desembolsados R$ 1,2 bilhão e R$ 1,4 bilhão, respectivamente. (Confira aqui a tabela de gastos do Congresso)
 
Na Câmara dos Deputados o maior gasto foi com “proventos de pessoal civil”, que chegou ao total de R$ 244,2 milhões entre março e junho de 2013.
Em valores constantes, o valor é 13,2% superior ao desembolsado para o mesmo período de 2012.
 
O segundo gasto mais significativo foi com “gratificação por exercício de cargo efetivo” para a qual foram destinados R$ 230,9 milhões nos últimos quatro meses deste ano, valor 16% maior do que os R$ 199,1 milhões dos mesmos meses do ano passado.
 
As horas extras da Câmara também foram elevadas no período, passando de R$ 19,7 milhões em 2012 para R$ 28,4 milhões em 2013. A Casa também gastou 27,8% a mais com serviços e perícia médicos e odontológicos e ressarcimento com assistência médica e odontológica, que somaram R$ 50,1 milhões este ano.
 
A terceirização também entrou na lista de gastos que aumentaram na comparação de março a junho de 2012 e 2013. Os valores com esse tipo de despesas passaram de R$ 29,6 mil para R$ 159 mil, acréscimo de 436,6%. O desembolso com mobiliário atingiu a cifra de R$ 1,1 milhão, 323,8% a mais do que no mesmo período do ano passado. Os dispêndios com material de cama, mesa e banho, por sua vez, chegaram a R$ 3,9 mil.
 
Segundo a Câmara dos Deputados, apesar de ser responsável por R$ 130,6 milhões do total gasto a mais no período, a administração da Casa sempre desenvolve estudos para reduzir o orçamento. “Pesquisa realizada recentemente pela Consultoria Legislativa mostra que as políticas de controle das despesas e de melhoria na eficiência dos gastos públicos implementadas na Câmara resultaram na redução do orçamento da instituição em relação ao PIB nos últimos anos”, expõe nota.
 
O órgão destacou que os gastos Câmara também sofreram queda frente à despesa total da União, de 0,49% em 2008 para 0,36% em 2012. O percentual é menor do que a média mundial de gastos dos parlamentos, que é de 0,49%.
 
De acordo com a nota, os dispêndios com pessoal, apesar de serem os mais representativos (83%) da Câmara, também estão em declínio em relação ao limite de gastos, fixados pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 1,21% da receita líquida. “Em 2001, a despesa ficou em 0,61% da receita líquida, caiu para 0,55% em 2007 e atingiu 0,45% em 2012.
A Administração da Câmara, sob a orientação da atual Mesa Diretora, tem implementado medidas para reduzir despesas, como a que permitiu uma redução de gastos com material permanente da ordem de R$ 2.900.570,58”, afirma nota.
 
Senado Federal
 
Quando assumiu a presidência do Senado Federal, em fevereiro, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou uma série de medidas para contenção de custos na Casa. Apesar disso, entre março e junho deste ano a Casa desembolsou, em valores constantes, R$ 7,5 milhões a mais do que no ano passado. 
 
Do total desembolsado no período, mais de 80% são referentes ao pagamento de “pessoal e encargos sociais”. Os gastos com “proventos de pessoal civil”, por exemplo, chegaram a R$ 224,6 milhões. O montante é 8% maior do que os R$ 208 milhões pagos entre março e junho de 2012. Entre os gastos também  está o pagamento de R$ 240,3 milhões em gratificações por exercício de cargos efetivos ou de função comissionada.
 
As funções comissionadas estavam na mira de Renan Calheiros. De acordo com o presidente da Casa, por decisão da Mesa Diretora, seriam extintas mais de 30 funções comissionadas no Prodasen, na Gráfica do Senado e na Secretaria de Comunicação Social, o que proporcionaria economia de mais R$ 14,6 milhões nos próximos dois anos.
 
Outro alvo da redução de custos anunciada por Renan foi o serviço médico, que seria eliminado. Entre março e junho deste ano R$ 26,2 milhões foram gastos com “serviços médico-hospitalares, odontológicos e laboratoriais” e “ressarcimento de assistência médica e odontológica”. No mesmo período do ano passado R$ 16,8 milhões haviam sido pagos com essa despesa.
 
“O serviço médico do Senado será eliminado, uma vez que a Casa oferece plano de saúde compatível com o mercado privado”, disse o presidente da Casa quando assumiu o cargo. Segundo Renan, mesmo com o serviço à disposição dos servidores, o Senado usava dinheiro público para bancar paralelamente “um hospital” com estrutura dispendiosa que, uma vez extinta, representará economia anual de R$ 6 milhões.
 
“O que acontecia na prática [era que] todos os servidores do Senado têm plano de saúde. E o Senado prestava assistência ambulatorial sem que essa assistência fosse ressarcida pelo plano de saúde. E, no final do ano, o Senado ainda tinha de completar o orçamento do próprio plano de saúde. Essa redundância acabou”, emendou Renan, informando ainda que apenas as emergências nas dependências do Senado continuarão a ser atendidas.
 
Paralelamente, ficou estabelecida a redução de 32% do contrato de vigilância. Os gastos, no entanto, alcançaram redução de 11% nos últimos quatro meses. Entre março e junho deste ano, R$ 4,4 milhões foram gastos com vigilância ostensiva. No mesmo período do ano passado, R$ 4,9 milhões haviam sido desembolsados.
 
Os gastos com “limpeza e conservação”, no entanto, aumentaram no período. No ano passado, entre março e junho, R$ 5,6 milhões foram desembolsados com esse tipo de despesa. Já em 2013, R$ 6,1 milhões foram gastos nessa categoria.
 
Segundo Renan Calheiros, a economia total com as medidas anunciadas deve chegar a mais de R$ 262 milhões ao ano – R$ 160 milhões com redução de contratações e nomeações.
 
Em nota, o Senado Federal afirmou que a dinamicidade dos períodos comparados foi diferente e por isso a situação destes dois períodos foi impactada por realidades bem distintas. A Casa explicou que o acréscimo, dessa forma, justifica-se em alguns casos.
 
No segundo semestre de 2012, por exemplo, ocorreram as posses de 292 servidores oriundos do último concurso público realizado pelo Senado Federal. O gasto com esse contingente de servidores, cerca de R$ 6 milhões mensais, não fez parte do período analisado para comparação, uma vez que no 1º período de 2012 esses servidores não estavam incorporados ao quadro de servidores do Senado Federal.
 
Além disso, em janeiro de 2013, os servidores públicos, inclusive os do Senado, receberam reajuste salarial de 5% concedido por meio da Lei n° 12.779, 2012. Esse reajuste, que representou um acréscimo de R$ 13,5 milhões na folha de pagamento, se estendeu para servidores aposentados beneficiados pela paridade constitucional de seus proventos.
Segundo a entidade, a diferença apresentada pelo SIAFI reproduz a impossibilidade do congelamento de gastos para fins de comparação real que espelhe a dinâmica dos gastos públicos.
 
“Em 2013, o Senado Federal deflagrou uma série de medidas de economia e, graças a estas ações, a redução dos gastos pode ser verificada em comparação à redução com a diminuição na quantidade de Funções Comissionadas disponíveis, aumento real na jornada de trabalho do funcionalismo e não nomeação de novos concursados.
Na área de custeio e investimento também foram adotadas medidas de racionalização, como a renegociação de contratos terceirizados e diminuição dos gastos com material de consumo, diárias e passagens aéreas. Assim, o Senado Federal coloca-se em sintonia com as expectativas da sociedade para se tornar, cada vez mais, uma Instituição moderna, eficiente e transparente”, explica nota da Casa.
 
30 de julho de 2013
Dyelle Menezes
Do Contas Abertas

O GOL DE ROMÁRIO. (VALE A PENA LER DE NOVO)

Na terça-feira passada (16/7), Romário entrou em campo. Usava, se me permitem a pobreza da imagem, não as sandálias da humildade e da timidez, mas as chuteiras do artilheiro. E fez um gol de placa.

Denunciou ao plenário da Câmara um fato que muitos de seus colegas certamente ignoravam. E uns tantos outros fingiam ignorar — o que não é raro no mundo político. Por interesse direto, ou por contar que seus colegas façam o mesmo, quando for do seu interesse.
 
Romário simplesmente contou um episódio triste do mundo do futebol profissional. Aqui vai: no último dia 9, ocorreu em Brasília um jantar no qual o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, foi recebido por um grupo de mais ou menos 25 deputados e senadores, para discutir um assunto que caridosamente podemos definir como cabeludo.
 
Ignoro, lamentavelmente, seus nomes e partidos. A opinião pública merecia conhecê-los.
 
Acontece, e a gente não sabia, que o Ministério do Esporte está preparando uma medida provisória que concederá anistia a dívidas de clubes de futebol do país inteiro, no valor de mais ou menos R$ 3 bilhões. É a soma do que devem ao INSS, ao Imposto de Renda e ao Fundo de Garantia — que eles simplesmente, ousadamente, não pagaram nos últimos 20 anos.
 
É um dinheirão, que se explica pela soma dos juros ao longo desse tempão. Provavelmente, é o maior escândalo na história da cartolagem do esporte profissional brasileiro.
 
A anistia, segundo o nosso craque — que agiu com coragem e sem nada ganhar com isso, a não ser o ódio dos mandachuvas do esporte que é a paixão do povo brasileiro — está sendo preparada pelo Ministério do Esporte.
 
Em seu discurso-denúncia, Romário não revelou o que ficou acertado no jantar que reuniu o presidente da CBF e parlamentares. Ninguém falou em pagamento: discutiu-se apenas o encaminhamento da anistia.
 
É uma vergonha, como poucas as que temos conhecido na vida pública brasileira. E também, vale a pena repetir, um gol de placa do nosso artilheiro.
 
30 de julho de 2013
Garcia
 
COMENTO:  é a segunda cagada do ministro Aldo Rebelo nesta semana. 
A primeira foi a notícia do seu passeio familiar em Cuba nas asas da FAB. Agora essa canalhice sem tamanho! Deve-se recordar que desde a sua criação, em 2003, o ministério dos esportes está nas mãos do PCdoB e não foram poucas as denúncias de patifarias em seu âmbito. Desde as denúncias de mau uso dos convênios do programa Segundo Tempo sob a gestão de Agnelo Queiroz — caso em que um dos principais envolvidos, um Soldado da PM/DF suspeito até mesmo de homicídio, foi promovido a Cabo e recentemente "aposentado", depois de invadir o Palácio do Buriti, agredir funcionárias, despejar boa quantia de dinheiro na mesa de um secretário do governo e ameaçado "abrir a boca" — até as estrepolias do "ministro da tapioca", quando houve a denuncia nunca apurada a sério sobre as canalhices com os Cartões Corporativos. Tirando as calhordices desse tipo, até os presentes dias não se vislumbra serventia alguma desse cabide de empregos da cumpanherada. E a "grande imprensa", comprada com as verbas de propaganda governamentais, quieta como guri cagado! Nenhum grande "repórter investigativo" se anima a mexer nesse bolo fecal!
 
movcc


OS DESPREZÍVEIS

CONTAMINAÇÃO DE AR, TERRA E ÁGUA ATINGIU NÍVEIS HISTÓRICOS NA CHINA


Poluição do ar em Tangshan, província de Hebei, fevereiro 2013
Poluição do ar em Tangshan, província de Hebei, fevereiro 2013

Na China, o nível da contaminação do ar, das terras e das águas atingiu níveis jamais vistos na história e começa a ficar intolerável para seus 1.300 milhões de habitantes, escreveu o jornal “Clarín”, de Buenos Aires.

Para o jornal, não há dúvida de que a causa são os brutais métodos de desenvolvimento econômico socialista das três últimas décadas.

O Partido Comunista Chinês (PCCh) ganhou riqueza e poder na esfera internacional, mas estragou as próprias bases desse avanço e hoje ameaça ruir de um modo sem igual na história.

Estudos independentes afirmam que até 70% das terras chinesas estariam seriamente contaminadas. Camponeses e populares estão se revoltando com uma crescente frequência e intensidade.

Nas cidades deste país, no qual é proibido fazer manifestação, multiplicam-se os protestos de rua. Simultaneamente, milhares de denúncias públicas através das redes sociais apavoram o governo.

Os chineses optaram por contestar a perversa autoridade que os oprime.

Em Dalian, no leste do país, um protesto multitudinário bloqueou a ampliação de uma petroquímica da cidade, e o sucesso da manifestação passou a ser imitado em outras regiões.

Poluição química provocou crescimento anômalo de algas nas praias de Qingdao

Poluição química provocou crescimento anômalo de algas nas praias de Qingdao
Sem coragem de enfrentá-los, Pequim tenta ludibriar os descontentes. Segundo anunciou recentemente o Ministério de Terras e Recursos, será feito um estudo em grande escala em todo o território para conhecer o nível de contaminação do solo.

Serão colhidas amostras em diversas profundidades, a fim de investigar as condições do local e o impacto da atividade humana. O Ministério de Terras diz que não se sabe quando se conhecerão os resultados, porque a contaminação do solo é “segredo de Estado”.

O anúncio soou como mais uma tentativa de empurrar para as calendas gregas qualquer solução. Enquanto isso, a população se intoxica respirando, bebendo, comendo ou tomando banho.

O Ministério de Meio Ambiente diz que as terras em uso estão contaminadas com metais pesados e pesticidas proibidos nos anos 80. Zhuang Guotai, responsável pelo trabalho, disse que tudo isso é devido à descontrolada Reforma Agrária chinesa.

O socialismo no campo quis duplicar a produção de grãos em 30 anos com seus métodos confiscatórios e dirigistas e agora apela ao Brasil e à Argentina para alimentar a população.

Entrementes, continua mantendo a periclitante estrutura econômica marxista, que por todo lado se mostra prestes a desabar.

O escândalo, diz Clarin, é tão agudo que o governo socialista escolheu falsificar os dados oficiais e silenciar os resultados dos laudos de contaminação ambiental.

Criança com problemas respiratórios em Hefei, província de  Anhui

Criança com problemas respiratórios em Hefei, província de  Anhui
Ninguém conhece os resultados do primeiro estudo nacional de contaminação do solo, iniciado em 2006.

Os acadêmicos que participaram dele narraram que o governo apagou os dados colhidos desde o início.

A contaminação do solo é a maior ameaça à saúde da população chinesa. Ela intoxica toda a cadeia alimentar pelo uso indiscriminado de pesticidas e fertilizantes, carregados de elementos tóxicos como chumbo, arsênico ou cadmio.

Em Cantão (hoje Guangzhou, capital da província de Guangdong), no sul do país, até 44% das amostras de arroz revelaram níveis muito elevados de cadmio.

Esses elementos que viram venenos nos alimentos são responsáveis pelo notável aumento, nas cidades, de crianças nascidas com defeitos genéticos e casos prematuros de câncer.
 
30 de julho de 2013
pesadelo chinês, um blog proibido na China

POLÊMICA SOBRE ABORTO CHEGA AO PAPA

            
O médico Ítalo Marsili, um dos diretores do hospital visitado pelo Papa Francisco na Tijuca, foi entregou ao secretário do Vaticano uma carta de protesto sobre o polêmico PLC 03/2013.
O projeto fala em ‘profilaxia da gravidez’ no atendimento a mulheres vítimas de violência sexual, mas sem detalhamento, abre brecha jurídica para a prática do aborto, reclama a bancada cristã.

Aprovado no Congresso, está na mesa da presidente Dilma para sanção até dia 1º. Lembre aqui a polêmica.

Depois de cochilar no Congresso, a bancada evangélica e cristã agora corre ao Palácio para pedir o veto total da presidente ao Inciso que trata da profilaxia.

Enquanto isso, um grupo de evangélicos capitaneado por Eduardo Cunha, líder do PMDB, emplacou na CCJ da Câmara proposta que altera o Código Penal e tipifica crime para quem incentivar prática de aborto.

30 de julho de 2013
Leandro
 

EMPREITEIRAS PRESSIONAM GOVERNO POR CONCESSÃO DE RODOVIAS

            
Os empresários pressionam e o governo federal pretende realizar até Dezembro o leilão de concessão de duas rodovias que tendem a render dividendos bilionários para quem ganhar a concorrência.

Os trechos são considerados potes de ouro pelo alto movimento de cargas e estão na mira das empreiteiras que já têm obras da União, conhecidas doadoras de campanhas. Os leilões da BR 040, trecho Juiz de Fora-Brasília, e da BR-116, Rio-Bahia, foram suspensos no início do ano para ajustes nos editais.

A decisão foi do diretor interino da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos, a pedido da Empresa de Planejamento e Logística (EPL).

Um dos motivos da EPL para a suspensão é ‘atualização econômica financeira’, para incluir novas sugestões. Em suma, o governo percebeu que pode cobrar bem mais.

A rota Rio-Brasília é canal de escoamento da produção da indústria paulista para o Centro-Oeste. E pela Rio-Bahia, sobem as cargas distribuídas para todo o Nordeste.

30 de julho de 2013
Leandro,
Coluna Esplanada

CABRAL AFIRMA QUE FICOU HUMILDE APÓS VISITA DE FRANCISCO

'Não sou ditador e quero dialogar', diz Cabral

Governador reconhece que faltou 'humildade' nas negociações com manifestantes e anuncia pacote de bondades

Com a voz embargada, ele faz apelo a jovens que protestam na frente de sua casa: 'Tenho crianças pequenas"
DO RIO

Após quase dois meses de manifestações contra o seu governo que resultaram na queda de sua popularidade, o governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) mudou sua conduta ontem, em entrevista convocada para anunciar recuo em medidas antipopulares.

O peemedebista desistiu de demolir o parque aquático no entorno do Maracanã e já acena com a possibilidade de o Museu do Índio virar espaço para atividades indígenas.

Disse também que quer dialogar com os manifestantes que vêm ocupando a rua onde mora no Leblon e mandou retirar as grades que cercavam o Palácio Guanabara, sede do governo e palco de embates violentos entre ativistas e policiais.

Com a voz embargada, o governador fez um apelo aos jovens.

"Tenho crianças pequenas, queria fazer um apelo para os manifestantes, estou totalmente aberto ao diálogo, não sou um ditador", disse ao lado do candidato à sua sucessão, o vice-governador, Luiz Fernando de Souza, o Pezão, e o secretário da Casa Civil, Régis Fichtner.

Ele afirmou que desde a denúncia sobre o uso de helicópteros por ele e sua família para ir à sua casa de veraneio em Mangaratiba, na Costa Verde, só utiliza o transporte para assuntos do trabalho.

Segundo ele, a não utilização dos helicópteros por sua família se manterá pelo menos até a conclusão de protocolo da Casa Civil para normatizar o uso das aeronaves por membros do governo.

"Eu dei uma resposta mal dada sobre isso, dei uma resposta horrível, mas a primeira coisa que eu fiz foi começar a vir de carro."

Cabral disse que o fato de ter sido o deputado mais votado e o governador reeleito com o maior percentual de votos talvez tenha sido a causa de seu comportamento autoritário. "Estava me faltando humildade e autocrítica", reforçou o governador.

INSPIRAÇÃO
 
Questionado sobre se a vista do papa Francisco influenciara a mudança de comportamento, voltou a fazer mea-culpa:

"Eu estava precisando mesmo de uma dose de humildade, eu errei por não ouvir".
"Aprendi com a vinda do papa, a ouvir os outros lados, estou aberto a ouvir."

Cabral deu resposta a todas as perguntas, sempre olhando para os jornalistas e, ao contrário do que vinha fazendo, esperou as perguntas acabarem antes de ir embora.

30 de julho de 2013
DENISE LUNA - Folha de São Paulo

NOTA AO PÉ DO TEXTO

Registramos assim o segundo milagre do Papa Francisco: o primeiro, fazer o brasileiro gostar de um argentino; e o segundo milagre, tornar humilde o arrogante 'guardanapo'.
Podemos assim, confirmar a santidade de Francisco, só não esperávamos que fizesse milagres tão rapidamente...
Mas o segundo milagre, deve ser olhado com muito cuidado. Converteu-se à humildade pela pregação papal, ou foi por que o 'pau troou', tirando o sono dos 'meninos' com a zoada da rua, e o seu sonho de adentrar na casa do senado, localizada na 'casa do espanto'.?
Há que se investigar com muito cuidado, pois canonização é coisa séria, e muito mais séria quando o testemunho do milagre pode vir lá das bandas do 'guardanapo'. Tudo se pode esperar.
Sei que Francisco não está nem aí para a sua canonização. Sua humildade é tanta, e tantas vezes demonstrada ao vivo e a cores, que já é Santo pela própria Graça.
Já o 'guardanapo' Cabral... Sabe-se lá o que pretende com esse 'mea culpa'. Afinal, teria que ser um verdadeiro santo, pois humildade para quem amealhou em 22 anos de vida pública, uma fortuna de US$ 45 milhões, não estaria bem entre algumas 'virtudes' indispensáveis para tão brilhante feito.
Agora só falta, ainda por um gesto de humildade declarada, declarar a origem honesta de tal fortuna, já que a sua origem social, esta sim, de humilde classe média, a um milionário dolarizado, causa espécie e inveja até aos menos ambiciosos.
Quem sabe então, acreditaríamos em sua sinceridade, e a zoeira à porta de sua mansão suspensa, fora a outra, lá de Mangaratiba, cessaria, trazendo o silêncio necessário às suas orações, e ao sono dos `meninos`?...
m.americo

"UM TRUQUE A MENOS"

A Secretaria de Aviação Civil ainda vai manipular o edital para o Galeão antes de entregá-lo ao TCU
 

O governo retirou as exigências --assunto desta coluna no domingo-- que restringiam a concorrência, entre grupos privados, nos leilões de concessão dos aeroportos do Galeão e de Confins (próximo a Belo Horizonte). Os três grupos já vencedores de outras concessões poderão concorrer, se o desejarem, aos dois próximos leilões. Mas o edital que deverá chegar nesta semana ao Tribunal de Contas da União, para o exame prévio, não dispensa novas atenções do Gabinete Civil da Presidência e de outros setores do governo.
 
A Secretaria de Aviação Civil (SAC) ainda vai manipular o edital para o Galeão antes de entregá-lo ao exame do TCU. E basta ver os argumentos precários de certas condições preservadas para perceber o que ronda esses leilões tão valiosos. Por exemplo, a exigência de que grupos concorrentes ao Galeão estejam integrados por controladora de aeroporto estrangeiro com movimento mínimo de 35 milhões de passageiros por ano.
 
O número em si não tem importância. Poderia ser qualquer outro: a SAC diz prever que 60 milhões transitarão pelo aeroporto em 2038, último dos 25 anos da concessão, então por que 35 milhões, e não 28 ou 40 ou 44 milhões? Nas concorrências, os pormenores costumam ser o decisivo. E há o argumento, dado ao "Globo" de ontem pelo ministro da SAC, Moreira Franco: "o melhor critério objetivo no processo de seleção, neste caso, é o número de usuários".
 
A quantidade de usuários não tem a ver com a qualidade dos serviços. Podem ser 35 milhões ou 50 milhões de insatisfeitos. E aeroporto é de uso compulsório, os usuários não podem dirigir-se a outro, por pior que seja o serviço. A indicação de qualidade é encontrada em relatórios, número de queixas, pesquisas e nas numerosas publicações especializadas em aviação comercial. Os 35 milhões no edital valem como advertência para os pormenores com ares de rigor.
 
Números como aquele exigido são úteis, nas concorrências, para impedir determinados candidatos. A propósito mesmo de aeroportos, há anos foi antecipado aqui o resultado de uma concorrência em que era exigida prova de colocação de ao menos 20 mil m² de piso de granito. Só uma empreiteira podia cumprir a exigência aparentemente técnica: a Andrade Gutierrez, no aeroporto de Confins, esse que vai a leilão.
 
Além do mais, esses leilões dos aeroportos são o centro de inúmeros interesses e truques. Até o timbre e o nome do Cade (Conselho Administrativo de Direito Econômico) está usado indevidamente em um pretenso estudo de consultoria para influir nos leilões.

30 de julho de 2013
Janio de Freitas, Folha de São Paulo

GOVERNO DILMA É TÃO MEDÍOCRE QUE NÃO TEM BOM DESEMPENHO EM ÁREA NUNHUMA

Governo sem marca 
 
 
Indagados pelo Ibope em qual de 25 áreas o governo de Dilma Rousseff tem melhor desempenho, um em cada três brasileiros disse "nenhuma" ou não soube responder.
Mas esse nem é o maior problema da presidente. O que deve preocupar Dilma, seus subordinados e o PT é o que responderam os outros dois terços. 
 
O terço sem resposta é, na maior parte, formado pelos que acham a atual gestão ruim ou péssima. Neles, Dilma pode perder a esperança: não são, não foram, nem serão seus eleitores.
Se a presidente tem chance de se reeleger, será graças aos outros dois terços. E esses estão, na melhor das hipóteses, dispersos.
 
Nenhum dos 25 temas apresentados pelos pesquisadores aos entrevistados chegou a 10% das respostas.
Elas se pulverizaram em taxas de um dígito entre assuntos tão distintos quanto "agricultura" e "capacitação profissional" (ambas com 6% de citações); entre "energia elétrica" (5%) e "cultura e lazer" (6%); "geração de empregos" (5%) e "educação" (3%).
 
Áreas que projetaram o governo Lula, como combate à "fome/miséria", tiveram - perdão pelo trocadilho - míseros 7% de citações. O maior destaque da atual gestão é "habitação/moradia", com 8% de lembranças.
Vale lembrar que o Minha Casa, Minha Vida é uma herança. Mais do mesmo. Ou, como diria Dilma, Lula não vai voltar porque nunca saiu.
 
A menos que se acredite que o governo vai tão bem que as pessoas não sabem escolher qual sua maior qualidade, o significado da pesquisa é que o governo Dilma não tem marca. Não se distingue por nada especial no imaginário popular. Não diz a que veio.
 
As causas variam de acordo com o ponto de vista do observador. É culpa da "má comunicação oficial", dirão uns. É da "imprensa golpista", responderão outros. Melhor mirar as consequências.
 
Se não fica marcado como solução, o governante se torna o problema. Indagados sobre em qual área o governo tem pior desempenho, 99% dos brasileiros identificaram logo uma resposta. E, ao contrário das virtudes, mais da metade dos defeitos se resume a três áreas. Infelizmente para Dilma, são todas fundamentais: saúde (36%), educação (12%) e corrupção (9%).
 
Se um em cada três brasileiros diz que a maior falha do governo federal é na saúde, por outro lado nenhum afirma que a saúde é onde ele se sai melhor. Difícil imaginar por que o PT cogita lançar o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para concorrer ao governo de São Paulo. Só se for para trocar o ministro.
 
Entre os paulistas, por causa da queda da aprovação de Geraldo Alckmin depois dos protestos, o governador tucano ficou no zero a zero em termos de aprovação. As avaliações ruim +péssimo (26%) anularam o ótimo+bom (também 26%). Virou um governo regular (46%). A diferença é que Dilma tem saldo negativo de 15 pontos em São Paulo: 23% de ótimo+bom contra 38% de ruim+péssimo.
 
Além de ajudar a explicar a queda repentina da popularidade de Dilma, a falta de uma marca positiva do governo federal é um desestímulo aos militantes do PT e aos simpatizantes da presidente.
Não há um argumento sólido, baseado na opinião pública, para defender a sua reeleição. Volta-se sempre aos "dez anos" de conquistas, ou seja, a continuidade da era Lula.
 
Essa circunstância pode ser passageira. Mas para ela passar, dependerá de o governo federal realizar algo notável nos próximos 14 meses e saber comunicar o feito. Não é um desafio pequeno em meio a um cenário econômico mundial adverso.
 
Do contrário, resta à presidente confiar no petismo, que costuma garantir pelo menos 25% dos votos e uma vaga no segundo turno da corrida presidencial. E torcer para que seu adversário no turno final, por comparação, pareça pior do que ela ou uma incógnita arriscada demais para o eleitor.

30 de julho de 2013
JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO - O Estado de S.Paulo

DILMA 'TRAMBIQUE': TARIFAS DE ENERGIA ELÉTRICA PODEM SUBIR 20% EM 2014


Rombo de R$ 7 bi deixa Tesouro sem recursos para pagar empresas do setor
 
A falta de recursos no caixa do Tesouro para pagar as empresas de energia que aceitaram renovar as concessões antecipadamente poderá significar um aumento da conta de luz do consumidor em 2014.
 
A estimativa, segundo uma fonte do governo, é que será necessário um reajuste médio de cerca de 20% na tarifa de energia, quase o mesmo percentual da redução deste ano. A fonte revelou que o rombo é de quase R$ 7 bilhões. Se forem considerados os valores previstos para o próximo ano, o déficit deverá atingir R$ 18 bilhões.
 
Uma das propostas feitas pelo Tesouro à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para reduzir o rombo foi adiar a liquidação do mercado de energia, feita mensalmente. Mas, segundo a fonte, a proposta não foi aceita, porque poderia quebrar o mercado. Para fazer a liquidação na CCEE, são desembolsados entre R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões mensalmente pelo Tesouro.
 
O Tesouro não tem mais recursos suficientes de fundos setoriais. Até maio, o saldo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), utilizada para custear entre outras o uso das usinas termelétricas, era de apenas R$ 218,1 milhões.
 
O governo autorizou o uso da CDE, administrada pela Eletrobras para cobrir o custo adicional das distribuidoras com o acionamento das usinas térmicas emergenciais por causa da seca deste ano.
 
Ela também compensa o impacto financeiro sobre as distribuidoras pela não adesão da Cemig (MG), Cesp (SP) e Copel (PR) à prorrogação dos contratos de concessão. Por causa disso, as empresas ficaram com menos contratos de compra de energia de longo prazo, que são mais baratos, e tiveram que adquirir a energia mais cara, no mercado a curto prazo.
 
Uma fonte do mercado disse que um problema adicional do Tesouro é que ele não tem condições legais para repassar novos recursos da União para as empresas. Segundo ela, será necessário encontrar uma saída jurídica, porque a legislação impede que no mesmo ano ele edite uma nova MP sobre o mesmo assunto.

30 de julho de 2013
Mônica Tavares - O Globo

EXTERMINADOR DE MENSALEIROS DEIXA O CARGO DIA 15


Após quatro anos de mandato, o chefe do Ministério Público Federal, Roberto Gurgel, responsável pela acusação dos réus no julgamento do mensalão, deixará o cargo no dia 15 sem ter um "herdeiro" para cuidar da apreciação dos recursos do caso.
 
Gurgel cumpriu no dia 10 de maio seu último momento importante no processo.
Enviou parecer ao Supremo em que pediu a rejeição de todos os recursos dos advogados.
 
A presidente Dilma Rousseff não deve indicar o sucessor do atual procurador-geral antes do dia 15, o que deixará o cargo vago.
Dilma recebeu em meados de abril uma lista tríplice de nomes escolhidos pela categoria.
 
(Estadão)

PT ABANDONA MENSALEIROS À PRÓPRIA SORTE

Na certeza de que os recursos impetrados contra o resultado do julgamento do Mensalão não serão aceitos, o PT já prevê que os mensaleiros estarão na cadeia antes do final de setembro.
Por isso, estrategicamente, nenhum petista fala mais neles.
José Dirceu, José Genoíno e outros foram abandonados à própria sorte.
Dirceu ainda consegue alguma defesa na sua rede montada na esgotosfera, mas Genoíno, por exemplo, não resistiu e teve complicações cardíacas.
 
Os companheiros estão sendo abandonados à beira da estrada pelo partido dos trambiques.
 

O PT VERMELHO "AMARELA" PARA O PMDB


O PT decidiu ontem suprimir críticas a partidos aliados e à política econômica do governo Dilma Rousseff que faziam parte de documento discutido pelo Diretório Nacional da sigla há dez dias.
A primeira versão do texto, que havia sido revelada pela Folha, cobrava rompimento de alianças com partidos considerados "conservadores", mas ainda dependia de aprovação do comando executivo petista.
A resolução foi discutida ontem em São Paulo, durante uma reunião extraordinária do Diretório Nacional convocada inicialmente para tratar das eleições internas do PT, marcadas para novembro.
 
Apesar de a versão final do documento não ter sido divulgada até ontem à noite, as críticas à política de alianças foram suprimidas. Petistas têm reclamado da atuação de seus parceiros no governo, incluindo o PMDB. "Havia uma proposta de rever alianças, mas não dizia em que direção, com quem [o PT poderia fazer acordos], então essa emenda foi rejeitada", disse o presidente do partido, Rui Falcão.
 
O dirigente usou justificativa semelhante para a supressão dos trechos que defendiam ajustes na política econômica do governo. "É muito genérico você falar que precisa fazer inflexões na política econômica. Inflexões em que direção? Então nada disso foi mantido", afirmou.
O ex-ministro José Dirceu, condenado no julgamento do mensalão, participou da reunião. O deputado João Paulo Cunha (PT-SP), também sentenciado na ação penal, deixou o encontro logo no início.
 
CONTRA O PMDB
 
O veto às alianças do PT com legendas "conservadoras" visava atingir principalmente o PMDB e era defendido por dirigentes da alas mais radicais do partido, como Markus Sokol, da corrente interna O Trabalho, e Valter Pomar, da Articulação de Esquerda. Ambos são candidatos à presidência do PT. Ao falar com jornalistas após a reunião, Sokol defendeu o rompimento com o PMDB e atacou o vice-presidente da República, Michel Temer, que é do partido."O Temer é um sabotador. Quando a Dilma apresentou a proposta do plebiscito [para a realização da reforma política], ele foi o primeiro a sacar a faca e ir contra", disse. Segundo Sokol, ficou acertado que a política de alianças do PT entrará em pauta em uma futura reunião do Diretório Nacional, ainda sem data para ser marcada.
 
O documento aprovado ontem incluiu trechos da carta que a presidente Dilma enviou à direção petista no último dia 20, na qual defendeu o plebiscito para a reforma política. O PT culpa seus aliados no Congresso pelo fracasso da proposta do governo.
 
(Folha de São Paulo)
 
30 de julho de 2013
in coroneLeaks

"COSTELA DE ADÃO"

A clareza na expressão de linguagem não é o forte da presidente Dilma Rousseff. Em suas declarações, verbos, substantivos, adjetivos e advérbios não primam pela harmonia. Nisso é parecida com o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, mas com sinal trocado.
 
Na dificuldade com o manejo das palavras, ele torna simplista o argumento, usa a "quase lógica" que dispensa a coerência, mas parece convincente aos ouvidos do senso comum. A precisa conceituação foi feita pela cientista política Luciana Veiga ainda nos primórdios do governo Lula sobre os espantosos discursos dele.
 
Já Dilma é tortuosa. Falta-lhe fluência mesmo nos pronunciamentos escritos. No improviso, não raro diz alguma coisa que parece significar outra. Esta, por sua vez, dá margem a uma terceira interpretação e o conjunto nem sempre forma um raciocínio claro.
 
É o caso da recente afirmação que mereceu destaque na entrevista à Folha de S. Paulo, edição de domingo último, sobre a hipótese de o antecessor disputar a eleição de 2014 no lugar dela.
 
Disse a presidente: "Eu e o Lula somos indissociáveis. Então esse tipo de coisa, entre nós, não gruda, não cola. Agora, falar volta Lula e tal... Eu acho que o Lula não vai voltar porque ele não foi. Ele não saiu".
 
Não saiu do governo? Não foi aonde? Haveria na declaração da presidente uma confissão de tutela ou terá ela querido apenas sair pela tangente no assunto reeleição que, com seu beneplácito, foi posto à mesa por Lula no início do ano alegadamente para conter o crescimento da palavra de ordem "volta" no PT e adjacências?
 
Diante da quantidade de sombras de dúvidas que permeiam a resposta, a conclusão ficou ao gosto de cada freguês. Segundo a oposição, Dilma deu sinal de fraqueza, reconheceu que governa teleguiada pelo antecessor. De acordo com a situação, a presidente quis dizer que a nação petista é firme e indissolúvel como uma rocha.
 
Aqui também cabe uma terceira avaliação sobre o significado das palavras da presidente. Ao repudiar qualquer possibilidade de separação entre orientador e orientanda, Dilma praticamente anula a chance de armação de um plano B do PT para 2014 tendo como candidato o ex-presidente.
 
Se não foi essa a intenção da presidente ao dizer que os dois são "indissociáveis", deixou patente que Lula não poderá se apresentar em feitio de contraposição a ela, apresentada que foi ao País por ele como uma versão melhorada de sua imagem e semelhança.
 
Na mesma linha, o ex-presidente outro dia informou: "Dilma não é mais que uma extensão da gente lá". O eleitor haverá de concordar. Para o bem ou para o mal.
 
Sinuca. Quando mudou a regra de cálculo para o reajuste do salário mínimo a partir de 2012, o governo retirou do Congresso a prerrogativa de debater anualmente o assunto.
 
O argumento: a norma deveria ser permanente e, o aumento, estabelecido pela combinação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor com a taxa de crescimento da economia dos dois anos anteriores.
 
Na prática, agora, dois problemas: criou-se uma indexação, perigosa em tempos de inflação escapando da meta, e eliminou-se a possibilidade de divisão de responsabilidade com o Legislativo por reajuste reduzido em decorrência do PIB diminuto.
 
Emérito. Na celebração geral ao papa Francisco falta o reconhecimento ao antecessor Bento XVI por ter aberto espaço, com sua renúncia, para a pessoa certa no momento certo na condução da Igreja Católica.
 
Jorge Mario Bergoglio fala de humildade, simplicidade, reencontro da humanidade com valores da espiritualidade em contraposição aos excessos da materialidade. Joseph Ratzinger disse o mesmo com seu gesto de desprendimento.

30 de julho de 2013
Dora Kramer, O Estado de São Paulo